Vida Passada… – Padre Noronha – por Célio Meira.

No primeiro quartel do século XVIII, em 1723, nasceu José Manuel de Noronha, na terra paraense de Nossa Senhora de Belém. Internou-se, muito moço, no colégio jesuíta de Santo Alexandre, e ouvindo, religiosamente, as lições dos padres da Companhia de Jesus, educadores sábios, formou o espírito e o coração.

Homem feito, enamorou-se da advocacia, alcançando vitórias, na tribuna forense. Orador eloquente, de linguagem clássica, teve, também, José Noronha, no mundo da política, atuação destacada. Elegeu-o  vereador, o povo do Pará, conquistando, nesse posto, esse ilustrado discípulo dos padres de Santo Inácio Loiola, como outrora, na advocacia, a admiração, os aplausos e o respeito daqueles que o elegeram.

Anos decorridos, deixando a representação popular, na câmara do município, foi sentar-se José Noronha, na cadeira de juiz de fora. Severo, escreveu sentenças, resolvendo questões intricadas, sem perder, nunca, o alto sentido da justiça. E andava feliz, gozando o prestígio da sua gente, quando a morte lhe feriu o coração, arrebatando-lhe a esposa.

Caiu, Noronha, nesse transe, na solidão e na tristeza. Perdeu a graça de viver, no turbilhão do mundo. As glórias da advocacia, os triunfos do mandato popular e do juizado não lhe despertaram o entusiasmo para recomeçar, na viuvez, a vida trepidante de outrora, fervilhante de emoções.

Voltando-se, então, para o sacerdócio. E encontrou, na oração, a alegria divina da existência. Fez-se padre. Foi, a cruz, sua redenção. Na paróquia do Rio Negro, começou sua jornada de levita do Senhor. E de terra em terra, no coração imenso da Amazônia, padre Noronha pregou a palavra mansa, e dôce, de Jesus. Escreveu, informa o historiador Galanti, um “Roteiro” das regiões percorridas. Exerceu a vigararia geral, na província nativa.

E morreu tranquilo, na sua fé, na velhice coroada de benções, no dia 15 de abril de 1794, aos 71 anos de idade.

Padre Noronha, deve ter merecido, no Céu, pela beleza mora de sua jornada, pela terra, as graças de Deus.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

Mercado da Vitória X Mercado de Gravatá: 7X1 para Gravatá…

O conteúdo dessas linhas é recorrente. Trata-se do meu sentimento, toda vez que adentro o mercado público da vizinha cidade de Gravatá. Por lá, a vida pulsa com a cara do povo do Nordeste brasileiro: queijo, rapadura, mel, cachaça, tanajura, tripa de porco, bode guisado,  chapéu de couro e músicas com expressões regionais que bem representam esse “nosso” pedaço do Brasil. 

Por aqui, na nossa Vitória de Santo Antão, pouco mais de 30 km de distância, adormecido em ruinas, o nosso mercado público, que no inicio do século XX simbolizava pujança econômica e o pioneirismo da modernidade regional, hoje, reflete o fracasso e a incapacidade da nossa cidade,  em conectar passado e presente,  com os olhos voltados para o futuro.

Detalhe: por lá, no Mercado Cultural de Gravatá, além dos muitos nativos de Santo Antão, que se dirigiram para aproveitar essas delícias do entrenimento, artistas antonenses comandaram a cena musical. Primeiro, apresentou-se a Banda Raylux. Depois,  subiu ao palco Nildo Ventura.

Ao final, todos se deslocaram para Gravatá. Uns  para se divertir.  Outros para  trabalhar: é uma espécie de inversão. Ou seja: a roda grande (Vitória),  passando por dentro da roda pequena (Gravatá). Que me perdoem  os nativos de Gravatá. É que outrora todo esse território pertencia-nos: éramos todos da então Vila de Santo Antão. 

No pantanoso terreno da política a regra é atolar……

O atual sistema político brasileiro, de maneira geral,  incentiva o afastamento dos bem intencionados, abre uma “avenida” para os vigaristas de plantão e , ao final, corrompe quase todos que nele mergulha, transita ou navega….

Tempos atrás, aqui nesse espaço, por ocasião da operação “Lava-Jato”, que teve o então juiz Sérgio Moro como principal coluna, na sua figura, hipotequei um conjunto de sentimentos esperançosos, relacionados a um novo tempo para o Brasil.

Ainda naquele contexto, quando o mesmo renunciou a magistratura para se integrar, na qualidade de ministro, à gestão do então presidente Bolsonaro, surpreso, “joguei a toalha” e perdi minhas esperanças naquilo  que, outrora, despertou-me   imaginação em   algo novo.

Ao deixar o governo, o mesmo (Moro) atribuiu ao então presidente acusações graves. De resto, de lá para cá, já é história e todos conhecem o desfecho.

Pois bem..

No polo político que a expressiva maioria da população jura ser antagônico, comandado pelo atual presidente Lula da Silva, uma frase direcionada  a ele (Lula) pelo então candidato ao planlato, antes opositor e agora aliado,  Geraldo Alckmin, ganhou repercussão: “Lula quer voltar à cena do crime”.

O tempo passou….

As cenas dos últimos noticiários da grande imprensa nacional, realçaram imagens do atual senador Sérgio Moro,  ao lado do pré-candidato a presidente da República, legitimo representante do clã bolsonarista, em coletiva de imprensa,  tentando explicar suas “toxicas” relações com o controlador do extinto Banco Master, revelou-me uma dúvida…

fiquei, cá, pensando com os meus botões:

Estaria o “herói” da Lava-Jato voltando à cena do crime?

Na atividade política profissional, no transcorrer do tempo e com  os dinâmicos acontecimentos, todos são colocados nos seus respectivos lugares.   Não adianta ser “direita, esquerda ou de centro”, com algumas exceções, todos ganharão suas respectivas tonalidades corruptas……

Vida Passada… – Visconde de Albuquerque – por Célio Meira.

Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque nasceu no engenho Pantorra, em 1797, no crepúsculo de u século, no município pernambucano do Cabo. Vestiu, muito jovem, a farda de soldado do exército da colônia, e, cedo conquistou galões. Embarcou, em 1816, aos 19 anos de idade, acompanhado, contam historiadores, um parente que fora exercer, em Moçambique, o cargo de governador. Era 2º tenente. Três anos depois, major. E em Macáu, no continente africano, na Escola Real de Pilotos, exerceu o magistério.

Em 1824, na casa dos 27 anos, bateu-se, o major Antônio Francisco, pela legalidade, no Recife, ajudando o brigadeiro Lima e Silva a destruir, impiedosamente, o desditoso sonho de República de Pais de Andrade, Natividade Saldanha e Caneca.

Trocando a espada pela palavra, ingressou, Antônio Francisco, na política, em 1826, representando Pernambuco, na Câmara Geral. Não ouvia, nos partidos, a corneta do batalhão conservador, que o de seus irmãos, o grande Camaragibe e visconde de Suassuna, mas atendia, pressuroso, o clarim dos acampamentos liberais.

Em 1830, aos 33 anos, aceitou, no ministério de 4 de Dezembro de 1829, a pasta da Fazenda, continuando nesse posto, no gabinete de 19 de Março de 31, o penúltimo gabinete do agitado império de D. Pedro I. Organizada a Regência Trina Permanente, ocupou, Antônio Francisco, a referida pasta, e a do Império, no famoso ministério dos 40 dias, iniciado a 3 de agosto de 1832.

Foi candidato, pela oposição, narram biógrafos, no elevado cargo de regente, disputando-o ao padre Feijó e, mais tarde, ao pernambucano de Araújo Lima, o marquês de Olinda. Mereceu a honra de ser senador, por Pernambuco, em 1838.Pertaneceu aos vanguardeiros que se bateram pela maioridade do herdeiro da coroa, e vitoriosa peleja, vestiu de novo, o senador Antônio Francisco, a casaca de ministro, dirigindo a pasta da Marinha, no gabinete Maioridade, na companhia do irmão, o visconde de Suassuna, que aceitou, tranquilamente, a pasta dos negócios da guerra.

Em 1844 voltou, esse eminente pernambucano, à pasta da Marinha, no gabinete do visconde Macaé, permanecendo à frente do ministério da Guerra, no ano seguinte, no gabinete de 26 de Maio de 1845.

Aos 49 anos de idade, aceitou novamente, as pastas da Marinha e da Fazenda, no governo de Marcelino de Brito. Agraciou-o, o imperador, em 1855, com o título de visconde de Albuquerque. Aderiu, mais tarde, à “Liga”, agremiação política em que se entenderam, mais ou menos, conservadores e liberais. E em 1862, pela primeira vez, o visconde de Albuquerque, ingressou num gabinete conservador. Recebeu a pasta da Fazenda, no ministério de 30 de Maio, chefiado pelo marquês de Olinda.

Morreu no dia 14 de Abril de 1863, aos 66 anos de idade. Homem de atitudes decididas, oito vezes ministro, o visconde de Albuquerque, amado e combatido, na política , pertenceu à nobreza pernambucana, pelo coração e pelo caráter.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

O futebol é a coisa mais importante do Mundo: será?

Dependendo do interesse individual de cada pessoa o futebol pode ser “muito importante”,  “indiferente” ou mesmo “odiado”. Cada pessoa tem suas razões para atribuir ao futebol o seu juízo de valor.

Na qualidade de negócio, convenhamos, o futebol é uma espécie de  farol. Ele tem agenda própria e impacta diretamente num sem números de atividades, sobretudo nos quatro cantos das  terras brasileiras.

Alheio a todos os outros acontecimentos: políticos, econômicos, guerras internacionais e etc, o simples anuncio da lista de jogadores que irão defender  o selecionado  canarinho, na Copa da FIFA 2026, ocorrido ontem (18),  “mexeu” com a rotina do país.

O assunto central girava na possibilidade do jogador Neymar – ser ou não ser convocado.  Após o anuncio do seu nome, para determinado grupo de brasileiros, eufóricos, o hexa já tá no papo.

Mesmo para parcela expressiva de brasileiros que ignoram toda essa movimentação, visando a “copa do mundo”, é bom se preparar: gostando ou não, sendo o futebol importante ou não para você, sua rotina, em dias de jogos do Brasil,  será impactada…..

2ª edição da corrida promovida pelo Supermercado Avenida aconteceu no domingo.

Na manhã  do domingo (17), aconteceu a 2ª edição da Super Corrida Avenida, evento esportivo, voltado ao público em geral, que é uma promoção do Supermercado Avenida, liderado pelo empresário Valdomiro.

Com largada e chegada à Praça Leão Coroado, o percurso de 5km contemplou as vias centrais da cidade.

Ao final, após os atletas colocarem a medalha de participação no peito, os mesmos tiveram acesso ao conjunto de ativações: degustação e música ao vivo, para coroar a animação geral.

Na qualidade de atleta inscrito, prestigiamos e participamos da corrida. Parabéns a todos os envolvidos na organização do referido evento esportivo. 

AVLAC – em reunião ordinária, novo sócios tomaram posse.

Na manhã do domingo (17), em sua sede, localizada no bairro do Livramento, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – reuniu acadêmicos, sócios e convidados para realização do seu encontro público, referente ao mês de maio.

Na ocasião, sob o comando da acadêmica Christienne Marie, presidente da entidade, o destaque da pauta seguiu na direção da posse de novos sócios. Ao final, em momento de descontração, um lanche foi servido a todos os presentes.

Eleições 2026: que tal não votar em políticos denunciados?

Não deu tempo nem de respira e entender direito o conjunto de informações,  sobre o diálogo divulgado pela grande imprensa, envolvendo o banqueiro preso e o senador pré-candidato a presidência da república. Hoje, sexta-feira (15),pela manhã,  já teve “batida” nos endereços do ex-governador e pré-candidato ao senado do Rio de Janeiro.

Na atual conjuntura política brasileira, tá ficando cada vez mais difícil declara-se de “direita” ou “esquerda”. Os escândalos surgem de ambos os lados, sem contar que o centro (centrão) se configura numa verdadeira avenida, no que se refere à corrupção. O “rei do Piauí”, por exemplo, uma espécie de representação maior desse campo político (centrão),  foi o ator da vez,  nas cenas da semana passada.

Qual seria o futuro políticos dos atuais detentores de mandatos,  se os eleitores brasileiros decretassem que não votariam, nas eleições que se avizinham,  em políticos que já foram denunciados por corrupção?

Ao que parece o sistema é programado  para que todos fiquem “sujos”. Ninguém poderá acusar o outro. Seria uma espécie de: “todos falam a verdade quando se acusam, e mentem quando tentam se defender”.

Mas devemos lembrar, também,  daqueles que silenciam, sugerindo o entendimento do velho jargão popular,  que diz:  “quem cala,  consente”.

As eleições estão chegando……..

Câmara Municipal: Voto de Aplauso para a 5ª Edição da Corrida da Vitória.

Na condição de atleta, o amigo Carlos Henrique foi um entre os mil atletas cadastrados para 5ª edição da Corrida da Vitória, ocorrida no ultimo dia 26 de abril. O evento contou com dois percursos: 7km e 3km, corrida e caminhada, respectivamente.

Na condição de vereador da Vitória o mesmo, dentro das suas atribuições, propôs “Voto de Aplauso” na direção da organização do evento. A proposição foi subscrita pela unanimidade dos pares  presentes, entre outras coisas, dizendo:

“VOTO DE APLAUSO” a todos os organizadores, pela realização e organização da Caminhada e Corrida da Vitória, onde foi mais uma vez de grande sucesso de público, congregou muita gente de outras cidades, vários turistas, haja visto que muitos passaram a conhecer Vitória de Santo Antão através deste grande evento esportivo”.

Nós, que fazemos parte da organização, agradecemos ao mencionado parlamentar pela participação e também pelo reconhecimento da importância do evento para o munícipio.

Vida Passada… – Pedro Guimarães – por Célio Meira.

Na risonha Aracati, princesa do Jaguaribe, berço nativo de Liberato Barroso e de Adôlfo Caminha, nasceu, em 1814, Pedro Pereira da Silva Guimarães. Matriculou-se, aos 19 anos de idade, no Curso Jurídico de Olinda, conquistando a carta de bacharel, em 1837, ao lado de Teixeira de Freitas e de João Maurício Vanderlei, o futuro e famoso barão de Cotegipe. Era, ainda, terceiro anista de direito, quando publicou, no Recife, ou na terra olindense, o “Vandemecum dos Poetas ou coleção de sonetos jocosos, esquisitos, curiosos e burlescos”.

Diplomado, regressou à província natal, e ingressou na imprensa. O “Popular”, em 1883, foi, conta o barão de Studart, o “pai da história do Ceará”, sua primeira tenda de trabalho, em cujo mastro desdobrou tocado de idealismo, a bandeira vermelha de sua vida de combatente. Cedo, porém, o governo ferido e injuriado, destruiu essa trincheira inimiga. No ano seguinte, Pedro Guimarães assumiu a cadeira de justiça pública, em Fortaleza, e mais tarde, deu audiências, e lavou sentença, num juizado municipal e de órfãos, na mesma cidade marítima, coroada de sol.

Espirito irrequieto, mas, forrado de cultura jurídica, polemista de boa estirpe, teve, Pedro Guimarães, no jornalismo partidário, o grande e movimentado cenário de suas grandes batalhas. No “Pedro II”, de Fortaleza, narram contemporâneos, traçou as famosas “Cartas de Braz Pitorra à sua sobrinha Inês Sensata”. Combateu, sem temores, no “Periquito”, o governo do presidente Vasconcelos, ridicularizando o chefe do poder, e no “Comercial”, em 1855, redigiu Alforges, “Folhetins jocosos”, no julgamento austero daquele titular, e que tiveram aplausos nas rodas jornalísticas e literárias do velho Ceará da monarquia. “O SOL”, porem, sentenciam biógrafos, foi na realidade, a grande luminosa tribuna desse preclaro aracatisense, que se vinculou, quando era moço, à vida mental das cidades de Olinda e do Recife.

Exerceu, também, a magistratura, na província do Pará, e atraído pela politica, representou sua província, na Câmara geral, pedindo, desassombradamente, da tribuna, de 1850 a 1852, a aboliçãoda escravatura negra. O magistério cearense viu Pedro Guimarães, entre suas figuras destacadas. Lecionou geometria, esse vanguardeiro das liberdades públicas, no Liceu de Fortaleza.

Teve vida longa e trepidante. Morreu aos 62 anos de idade, no dia 13 de abril de 1876. Finou-se, nesse dia 13 de abril de 1876. Finou-se, nesse dia, o autor da “Cartilha de meus filhos”, e de “O Nome de Pedro”, obra valiosa, dedicada o Imperador da terra brasileira.

Não se deve esquecer de Pedro Guimarães, a terra do Aracati.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

5ª Corrida da Vitória: uma edição memorável – 400 anos de história…

Após um planejamento detalhado e vários meses de trabalho, para efetivar a 5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória, postamos, hoje, o vídeo oficial do evento. Nele, um pouco de tudo! Na qualidade de organizador, aproveito essa postagem para agradecer a todos os envolvidos nesse projeto. Portanto, segue, abaixo, o link da postagem final no Instagram. Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DYNI8WdxHZ3/?igsh=bHl0aXFvMHE2NDdh

Eleições 2026: um bom papo com o deputado Henrique Filho.

Por ocasião da 2ª edição da “Corrida Mãe Aparecida”, promovida pela comunidade católica da “Igreja da Bela Vista”, ocorrida no domingo (10), na  “Estação Ferroviária/Praça Leão Coroado,  bati um alongado papo com o deputado Henrique Queiroz Filho.

Devidamente inscrito para o evento, o jovem deputado, juntamente com o seu irmão vereador da Vitória, Carlos Henrique, cumpriram o percurso, que teve poucos mais de 5km. Mesmo com muita chuva, o evento foi um sucesso.

Havia algum tempo que não encontrava Henrique Filho. Em tempo pré-eleitoral, aproveitamos para colocar “as informações” em dia. Falamos de tudo um pouco. Dos tempos medievais, passando pela Revolução Francesa até chegarmos aos  últimos desdobramentos, envolvendo o líder supremo  do seu partido (PP), o Ciro Nogueira. Mas depois concentramos o papo nos arranjos eleitorais locais, com vistas ao pleito que se avizinha – eleições gerais 2026. 

Revelou-me que esse ano  deverá “dobrar”, aqui em Vitória, com o deputado federal Eduardo da Fonte. Imagina-se que se o mesmo (Dudu) for ratificado na vaga do senado, pela Governadora Raquel Lyra, seu federal passará a ser o também  deputado federal Lula da Fonte, filho do cacique da legenda (PP) no plano estadual.

Mas também não deixamos passar “em branco” os assuntos do varejo da política antonense. Da nova posição política de Carlos Henrique no tabuleiro local, da instabilidade que vem passando a gestão do atual prefeito Paulo Roberto e também das perspectivas políticas para 2028, após os resultados  estaduais de 2026.

Claro que não deixamos de falar do “prefeito argentino”, lá das bandas da Buenos Aires do Leão do Norte.  Disse-lhe que, na medida do possível,  acompanho as postagens  do velho Henrique Queiroz. Evidentemente, que fiz minhas considerações.

Sempre simpático e atencioso com a minha pessoa, papear sobre assuntos políticos com quem “é da política” sempre será mais enriquecedor. Você sempre ampliará o  horizonte de conhecimento na matéria em foco, ou seja: da politica!!!

Vida Passada… – Raul Pompéia – por Célio Meira.

Ao sudeste do Estado do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis, terra formosa do Brasil “à beira-mar plantada”, nasceu Raul dAvila Pompéia, no dia 12 de abril do ano de 1863. Aos 12 anos, mais ou menos, matriculou-se no Colégio Pedro II, e na casa dos 17, era bacharel em letras e romancista. “Uma tragédia no Amazonas” foi o romance que o vinculou à família dos jovens escritores brasileiros. Frequentou a Faculdade de Direito da terra de bandeirante, recebendo, porém, a láurea de bacharel na do Recife, em 1885, pertencente à turma de Alberto Torres, o sábio sociólogo, de Borges Medeiros, Faelante da Câmara, Virgínio Marques e de Ciridião Durval, inspirado poeta de Alagoas.

Exerceu, Raul, no Rio, o cargo de secretário da Escola de Belas Artes, e, mais tarde, o de diretor de Estatística e do Diário Oficial. Jornalista, cronista cintilante, romancista admirável, dedicava ainda, esse fluminense ilustrado, e honesto, as horas amáveis da vida, contam biógrafos, ao desenho, à caricatura, e ao estudo da escultura.

“Talento Fugurante”, no julgamento de Eugênio Werneck, “talento imenso”, no dizer de Alfredo Gomes, “nevrótico e impulsivo”, no pensar de Agripino Grieco, publicou, Raul, em 1888, na Gazeta de Notícias, do Rio, o “Ateneu”, o grande romance, o maior , no gênero, e que sagrou, definitivamente, entre os escritores realistas. Pertence ao “Ateneu” à pequenina lista dos livros famosos da literatura brasileira. Esse livro, na verdade, imortalizou o gênio de 25 anos, de vida faiscante e breve, que, um dia, desapareceu numa tragédia.

Rodrigo Otávio cursou, em 1863 ou 64, convém relembrar a Faculdade do Recife. Foi, nessa época, amigo íntimo de Raul. Morou, e ele quem conta no “Coração Aberto”, “num 2º andar de um sobrado da rua do Livramento, depois da Capunga, e mais tarde na Caxangá, “nas pitorescas bordas do Capibaribe”. Fixa o eminente jurisconsulto, nesse “livro de saudades”, joia de fino lavor literário, um aspecto do tempo de estudante.

Uma tarde, ele e Raul saíram a passeio, em Caxangá, onde residiam, num hotel. Desabou violento temporal. E os dois regressaram molhados, da cabeça aos pés. Pediram Cognac. Veio uma garrafa. Havia moças e rapazes no salão. Alguém, entre os dois, lembrou uma batalha: – Quem beberá mais?

Apareceram os partidários. E a garrafa, em poucos minutos, ficou vazia. E o resultado desse combate era previsto. Informa Rodrigo Otávio, graciosamente:

“E não vivi até a manhã seguinte, em que, preso de um mal-estar, indizível, despertei do meu leito, tendo o travesseiro alteado com Magnum Lexicon e mais o Corpus Juris. Não encontrei, no primeiro momento explicação para o caso, nem para a presença de uns frascos de toucador , com água de Colônia e outras essências, em minha desguarnecida mesa de estudante.

Findava o ano de 1985. Era dia de Natal. Raul neurastênico, recolheu-se ao banheiro. Ouvia-se um tiro. Parara, Raul, com uma bala de revolver, o coração generoso. Tinha 32 anos de idade , o genial escritor que traçou as páginas eternas d “O Ateneu”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Programação do Mês da Enfermagem do Coren-PE chega a Vitória de Santo Antão.

Atividades buscam descentralização e oferecem acesso igualitário à educação continuada em enfermagem.

Dando continuidade as atividades do Mês da Enfermagem, o Conselho Regional de Pernambuco (Coren-PE) promove, nesta Sexta-feira (08), em Vitória de Santo Antão, na zona da Mata, as atividades que compõem a programação científica. Com o tema central “Técnica, Ética e Política, Pilares Inegociáveis do Cuidado de Enfermagem”, o evento ocorre no Centro Universitário da Vitória de Santo Antão (Univisa), no bairro de Cajá.

Serão proporcionadas palestras e rodas de conversa mediadas por representantes do Coren-PE, especialistas e profissionais atuantes na área de saúde mental, direitos humanos e ética profissional.

No evento, serão abordados os seguintes temas: “Cuidar com dignidade: condições de trabalho e valorização de quem cuida”; “Inovações Tecnológicas e IA para Enfermagem”; e “Painel Dialógico – Técnica, Ética e Política: Pilares inegociáveis do cuidado de Enfermagem”.

As atividades que tiveram início no Recife, na segunda-feira (4), vão passar ainda por todas as regiões do estado, reforçando um dos compromissos centrais da atual gestão do Coren-PE: a descentralização das ações e o acesso igualitário à educação continuada em enfermagem. Após Vitória de Santo Antão, a programação segue em um circuito por Arcoverde (14/5), Garanhuns (15/5), Petrolina (18/5), Serra Talhada (20/5), Afogados da Ingazeira (22/5), Caruaru (25/5) e Palmares (26/5). Em todas as cidades, os temas debatidos são os mesmos, reforçando a importância de uma pauta unificada em torno da importância da ética e política na profissão.

O Coren-PE reforça o convite para que profissionais e estudantes participem das atividades em sua região. A programação completa e os detalhes sobre cada encontro serão divulgados nas redes sociais e no site oficial do Conselho, no www.coren-pe.gov.br.

Assessoria. 

Eleições 2026: campanha política promete ser animada em Vitória de Santo Antão….

De ontem para hoje (07), saiu mais uma rodada de pesquisa de opinião pública,  realçando os índices de intenção de voto aos  prováveis postulantes à cadeira mais importante do Palácio do Campo das Princesas. Espiando os números, nada de novo. Mas para quem precificava que a eleição seria um “passeio” para João Campos, é possível dizer que a governadora  Raquel Lyra vem “mexendo no placar”.

No meu modesto entendimento, continuo achando que eleição segue aberta. Ninguém pode “enterrar”, antecipadamente, um candidato(a) com a caneta na mão. Tem muita água para rolar. A brincadeira está apenas começando….

Melhor assim, eleição apertada não deixa de ser uma espécie de “chá de bússola” para o vencedor. Triunfar  com folga, normalmente, provoca um tipo de amnésia seletiva. Ou seja: acabam esquecendo-se de tudo e todos…

Eleições apertadas sempre provocam uma valorização maior  ao conjunto de apoiadores. Sejam postulantes perdedores, lideranças regionais ou  até mesmo aos  suplentes de vereador das cidades pequeninas.

Aqui na nossa Vitória de Santo Antão, o número de postulação  com DNA antonense deverá crescer. Além dos já detentores de mandatos – uma cadeira na Câmara Federal – Iza Arruda – e três na ALEPE – Henrique Filho, Aglaílson Vitor e Joaquim Lira –,  teremos:  Socorrinho da APAMI, André  Carvalho e Túlio Arruda  para o parlamento estadual. Já para o federal:  Cristiane Querálvares, Sandro da Banca e Josias da Militina completam o time.

Levantando a bandeira da governadora, candidata à reeleição, todos, menos as candidaturas vinculadas à liderança do atual prefeito Paulo Roberto, esse já se declarou um “soldado” do bisneto de Doutor Arraes.

Ao que tudo indica, em 2026, teremos um animado volume de campanha na nossa cidade. De um lado, o  prefeito e seus filhos “brigando” por João. Do outro lado,  todos os outros,  com a “faca nos dentes”, empunhando a bandeira da governadora  Raquel Lyra.

Dentre tantas curiosidades e incoerências que poderíamos elencar, relacionadas à posição dos nossos ilustres e legítimos representantes, duas são mais comentadas. Isto é:

os “Querálvares” fora do palanque dos “Arraes” e o Joaquim Lira sem o apoio do Paulo Roberto.

Aliás, mais adiante, no transcorrer dos próximos meses, teremos várias oportunidades de fazer comentários sobre as movimentações políticas/eleitorais, envolvendo os atores locais. Por exemplo:

quem quiser acredite que há uma briga entre o prefeito Paulo Roberto e o ex-prefeito Elias Lira. Ao que parece, dizem os entendido, essa peça teatral já foi planejada, desenhada  e ensaiada. Estão, apenas, colocando-a  em prática. 2028 é logo ali……

Chuvas e dividendos políticos eleitorais…….

Em ano eleitoral e com os “times” praticamente definidos – João X Raquel – tudo é motivo de agenda e postagens com conteúdo, eminentemente, político. A bola da vez foram os efeitos do grande volume de chuva que desabou em Pernambuco. Todo mundo querendo “mostrar serviço”….

É sempre assim. Pouco ou quase nada  se faz no quadrante da prevenção, justamente para serem “bonzinhos”,  na piedosa ação do acolhimento aos desalentados e desabrigados. Dizem alguns entendidos que a segunda opção é sempre a mais rentável eleitoralmente falando…

Na nossa Vitória de Santo Antão, muita chuva, mas sem maiores transtornos. Apesar do prefeito Paulo Roberto, através das suas redes sociais e nos canais oficiais da prefeitura, realçar movimentação e preocupação, na outra ponta, internautas das mais diversas localidades reclamavam  e faziam maior volume de  “barulho”,  na direção contrária. Ou seja: denunciando falta de compromisso e efetividade da gestão municipal com as comunidades.

Por mais que os gestores, em situações de alagamentos,  procurem justificar que “choveu demais” ou “muito acima da média” naquela ocasião, fica sempre a pergunta no ar: e se soubessem, com antecedência, que a chuva seria naquele volume,  o que teriam feito, com antecedência, para atenuar os seus efeitos?

Estamos no inicio de maio. As chuvas estão apenas começando. Normalmente,  o “teatro politico” com as chuvas funcionam, mas em alguns casos pode  complicar o meio de campo eleitoral.. Pelo que sei, São Pedro não se mete e não tem preferência no varejo da política eleitoral…..

Vida Passada… – Domingos Ferreira de Brito – por Célio Meira.

O pernambucano Domingos de Lima Ferreira de Brito, de família nobre, nasceu em 11 de abril 1829, na cidade de Recife. O avô paterno, informa um historiador, teve a honra de ser secretário do Marquês de Pombal, eminente português, e o pai, Antero José Ferreira de Brito, o barão de Tramandaí, político e guerreiro, pacificou a província de Pernambuco, em 1825, no 4º gabinete da Regência do Marquês de Olinda.

Doutorou-se, Domingos de Brito, em medicina, no Rio de Janeiro. Rico, inteligente, atravessou o atlântico, e , nas escolas e nos hospitais da Europa, ouvindo os sábios, imprimiu, aos seus conhecimentos, novas diretrizes. E regressou à Pátria.

Desencadeada a tremenda guerra do Paraguai, o jovem facultativo, que se especializara em cirurgia, partiu, imediatamente, conta um historiador, no rumo dos acampamentos, e, durante meses e meses, exposto aos perigos, nas barracas e trincheiras, e nos hospitais de sangue, levou, aos feridos, os socorros da ciência de que se fizera amigo e sacerdote.

Terminada a carnificina, em que heróis e bravos se imolaram, regressou o ilustrado recifense, à Côrte, continuando a servir à Nação e ao Imperador. Exerceu, apesar de médico, o cargo de delegado de polícia, em Petrópolis, e nessa linda terra, onde D. Pedro I se fez, um dia, proprietário, Domingos de Brito se sentou na cadeira de vereador, na Câmara Municipal. Foi, dilatados anos, médico do Corpo Diplomático, acreditado, na Côrte do 2º Império.

Botânico notável, possuindo, no dizer do ilustrado historiador do “Galeria Nacional”, valiosas coleções de plantas exóticas”, pertenceu, o nobre pernambucano, à família dos cientistas brasileiros. E, na verdade, ele era “homem de vasta cultura intelectual”, possuindo, em elevado grau, “independência de caráter”. Era, também, “extraordinariamente” caritativo. Morreu, em 1908, em Petrópolis, na famosa terra do frio, das serras e das ortênsias. Honrou o nome do pai, que se ilustrou na guerra, e na administração pública. E, o nome de Pernambuco.

É digna, sua memória, das homenagens do Recife.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

MAIO AZUL E BRANCO – Instituto Histórico da Vitória.

Diversos acontecimentos ocorreram em nosso torrão durante o mês de maio.

– 28 de maio de 1812, instalação oficial da Vila de Santo Antão;

– 06 de maio de1843, elevação da Vila de Santo Antão à categoria de cidade,   Cidade da Vitória;

– 20 de maio de 1833, criação da Comarca de Santo Antão;

– 22 de maio de 1834, chega o primeiro Promotor à Vila de Santo Antão.

Na sessão ordinária de 30 de junho de 2019, o consócio Cristiano Vasconcelos Barros, o Pilako, sugeriu que o mês de maio fosse denominado, MAIO AZUL E BRANCO. Os presentes acataram a sugestão.

Portanto amanhã tem início: MAIO AZUL E BRANCO e o antonense tem mil razões para festejar..

Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.