Mudar é preciso……

Não esqueçamos nunca o pensamento filosófico que diz: “uma imagem vale mais que mil palavras”. Também é verdade que não existe apenas uma linha de pensamento diante de uma imagem que corresponde a um milheiro de palavras.

Dizem alguns que o homem “desenhou” as palavras para poder mentir, até porque,  na chamada linguagem corporal, se bem analisadas, não há espaços para dúvidas.

Portanto, no transcorrer da vida,  procure não estacionar  sua imaginação numa caixinha qualquer. A maior fortaleza reside justamente na capacidade de adaptação.  Atualizar pensamentos e conceitos, antes de tudo,  é construção de  saúde mental.

Todos contra Marília Arraes…….

Compreender a dinâmica do ambiente político não é uma tarefa das mais fáceis. Não existe faculdade ou formação intelectual que garanta sabedoria e perspicácia nessa atividade.  Ser enganado nesse xadrez de interesses é a regra maior.  E é nesse contexto que se aprende um pouco mais.

Espaço  insalubre por natureza,  na política, não existe amizade, lealdade ou mesmo respeito a quem quer que seja: só interesse e conveniência.

Lembremos, também, que no jogo político não existe fato isolado.  Tudo e todos estão interligados pelo fio condutor – quase sempre – da vantagem e da  vingança. Do adversário de sempre, da vez ou mesmo daqueles que caminham ao seu lado: aquilo que a imprensa costuma chamar  de “fogo amigo”.

Pois bem, na qualidade de observador da cena política tupiniquim estou desconfiado que em 2026, em Pernambuco,  existe uma marcha rumo a um  “terreno pantanoso” que circunda os passos da candidata ao senado Marília Arraes.

Não obstante a mesma ser a líder isolada nas pesquisas de opinião para o senado, divulgadas  até aqui, já é possível sentir o mau cheiro  (covardia) que ainda está por vir.

Imagino que praticamente todos os  “atores graduados” da política pernambucana estão “jogando contra” a neta do Doutor  Arraes.

A política Marília Arraes não é mais uma na “fila do pão”. Com sobrenome de peso, sua iniciação na atividade política vem das bases. Sua trajetória é um atestado inequívoco da sua vocação.

Antes, porém, para alicerçar essa “desconfiança”,  vale lembrar, aqui,  alguns episódios envolvendo esses mesmos atores.

No meu modesto entendimento, seu primeiro movimento fora da curva se materializou quando seu primo governava o estado.  Enquanto a expressiva maioria dos  grupos políticos pernambucanos atravessaram a “avenida do adesismo”,   para ficar do lado do então poderoso governador Eduardo Campos, ela fez o movimento no sentido contrário. Resumo dessa equação:  se firmou como liderança.  Com luz própria. Na luta, na raça…

Então filiada ao Partido dos Trabalhadores, não teve vida fácil. Na sua eleição para prefeitura do Recife teve que jogar contra o PSB e a cúpula do seu próprio partido que, sem nenhuma vergonha na cara, se abraçou com o projeto e os espaços oferecidos pelo adversário, antes mesmo do dia da eleição.

No segundo turno da última eleição ao Palácio do Campo das Princesas (2022) os lideres do latifúndio das esquerdas pernambucanas, pelas circunstâncias impostas pelas  urnas, foram obrigados  a “levantaram a bandeira branca” na sua direção  para os devidos registros fotógrafos, mas,  concomitantemente,  jogaram gasolina  na fogueira da traição eleitoral. Os grupos aliados foram liberados. Cruzaram os brações geral e se regozijaram com o calvário da candidata. Nas coxias: diziam seus falsos aliados: “melhor assim, voltaremos mais adiante…”.

Quatro anos se passaram, e mais uma vez os que se arvoram donos das esquerdas da terra dos altos coqueiros, não queriam ver Marília candidata à Casa Alta. Tiveram que engoli-la.  Em articulação nacional, a mesma  viabilizou um partido e anunciou: “serei candidata avulsa”.

Efetivada na chapa da Frente Popular, Marília Arraes vem comendo o pão que o diabo amassou. Seu “companheiro” de chapa – talvez o seu maior inimigo – vem compondo com “deus e o diabo” para tentar suplanta-la.

Seu primo, líder do grupo, não gostaria de vê-la senadora em nenhuma das situações: se for governador, não suportaria ver  sombras. Se naufragar, não gostaria de ser liderado pela prima do seu pai que, inevitavelmente,  seria  alçada a líder maior das esquerdas pernambucanas .

Raquel Lyra, Eduardo da Fonte, Mendonça Filho e Túlio Gadêlha, naturalmente, são  contra Marilia Arraes. Junta-se: Humberto Costa e João Campos. Ou seja: todos contra a Marília Arraes.

Até o dia da eleição, financiada, parte da imprensa também deverá tocar o terror para dizer que sua candidatura não é “cavalo de chegada”. Se resistirá? Só a dinâmica da campanha  irá dizer……

Vida Passada… – Barão do Bom Consêlho – por Célio Meira.

Nasceu, o pernambucano José Bento da Cunha Figueiredo, no dia 29 de abril de 1808, na vida da Barra do Rio São Francisco. E estudava a língua latina na terra natal, conta o padre Galanti, quando D. Tomaz Noronha, bispo de Pernambuco, o trouxe para o Seminário da terra olindense. Matriculou-se, aos 21 anos de idade, no Curso Jurídico de Olinda, e em 1833, recebeu a carta de bacharel, ao lado Paula Batista e do poeta Álvaro Teixeira de Macedo.

Iniciou-se na advocacia, defendendo tese, em 1835. Um ano mais tarde, alcançou a cátedra de direito eclesiástico. E nessa cadeira de mestre foi, na verdade, figura inconfundível, pela austeridade e pela sabedoria.

Político, obteve, em 1844, a deputação provincial. Foi, a esse tempo, narram biógrafos, batalhador incansável na organização da Companhia de Beberibe, que fornecia água potável à cidade do Recife. Elegeu-se, em 47, deputado à Câmara Geral e, fiel à sua ideologia política, bateu-se, ardorosamente, na revolução Praieira, ao lado do poder constituído. Governou, em 49, a província de Alagoas. Realizou obras notáveis, nessa administração. Prendeu o célebre bandido Vicente de Paula, e restabeleceu a ordem pública. Debelou, nessa época, a febre amarela, conquistando a gratidão do povo.

Assumiu, 23 de abril de 1853, o poder, na província de Pernambuco. Trabalhador, e honesto, deu, à terra natal, as melhores energias de seu espírito e de seu coração.

Deve-se-lhe  a fundação do Ginásio Pernambucano , a conclusão do prédio da Casa de Detenção, e o contrato de iluminação a gaz, na capital pernambucana. Outras obras, todas de vultos, encheram, ainda, o período abençoado de seu governo, que se prolongou até 28 de maio de 1857. Dirigia os destinos do povo paraense, em 1861, e, em 68, mereceu distinção de governar a província do Pará. Entregou-lhe o povo pernambucano, nas urnas livres, em 1869, a poltrona vitalícia de senador, o mais alto e mais ambicioso dos postos políticos, no regime monárquico. E em 1875, quando o futuro Duque de Caxias organizou o gabinete de 25 de Junho, coube, a esse eminente pernambucano, a honra de ser o ministro do Império.

Sentou-se, mais tarde, na cadeira de Conselheiro de Estado. E aos 80 anos de idade, recebeu a graça imperial de um título de nobreza. Fê-lo, o Imperador, barão de Bom Consêlho.

Morreu esse preclaro estadista pernambucano, em 1891, ao alvorecer da República. Deve orgulhar-se Pernambuco de seu ilustrado filho. Foi barão de Bom Consêlho, um dos maiores brasileiros, e um dos mais esclarecidos estadistas do velho e derradeiro Império dos Braganças.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Eleições 2026: aberta oficialmente a “temporada da fantasia”….

Oficialmente iniciada no último domingo (16), a campanha para as eleições gerais brasileiras  (2026) deverá, gradativamente, tomar conta das discursões,  nos mais variados espaços, pelos próximos 70 dias – levando-se em conta o processo do 2º turno.

Para o cargo de presidente da república, levando-se em conta às duas últimas eleições (2018/2022), podemos dizer que estamos empobrecidos – na forma e, sobretudo, no  conteúdo. Ninguém aguenta mais o conjunto de besteirol entre Lula e Bolsonaro. Esses dois projetos dividiram o País com pautas que não resolvem a vida de ninguém. Não soma em nada para o que realmente interessa. Infelizmente, seremos intoxicados, mais uma vez, por esses dois  “pesticidas eleitorais”  de péssima qualidade….

Já para o cargo mais elevado do executivo pernambucano, poderíamos dizer que a disputa ganhou status de clássico. Sem chance para uma terceira via vingar, em 2026, João e Raquel estarão  protagonizando uma disputa que promete fortes emoções. Até o momento, no meu modesto entendimento, a eleição continua aberta.

Em  terras antonenses, até o momento, ainda não assistimos qualquer movimento que mereça algum tipo de registro, por parte do conjunto das candidaturas. Isto é: nada de novo.

Há quem diga que por aqui que  haverá muita tensão, isto porque mandatos de grupos consolidados, em função dos arranjos eleitorais partidários,  estão ameaçado enquanto candidaturas, antes vistas sem musculatura, estão demonstrando algum tipo de viabilidade eleitoral.

Portanto, segue o jogo. Aliás, vale lembrar: essa etapa está apenas começando…..

9ª Festa da Saudade: O Sucesso Continua!!!

Dentro da programação anunciada, na noite do sábado (15), aconteceu a 9ª Festa da Saudade – projeto musical com repertório qualificado de entretenimento dançante. No palco, duas apresentações:

Às 22h, iniciou a Banda Pinga Fogo. Formada por músicos locais o grupo “viajou” pelos clássicos  nacionais e internacionais destravando memórias musicais. Apresentação espetacular.

Nos últimos minutos do sábado, a internacional Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super OARA -, cumprimentou os presentes com a seguinte expressão: “vamos dançar Vitória!”.

Com um robusto   e eclético repertório  musical, que agrada a gregos e troianos, o sempre simpático Elaque Amaral comandou a festa até a madrugada do domingo (16).

No salão, além dos casais apaixonados, o evento viabilizou a presença do Grupo de Dança de Salão “Os Pés de Valsa” – dançarinos profissionais que atuam no Clube das Pás do Recife – que movimentou o salão, convidando a mulherada para dançar.

Como o próprio nome diz – Festa da Saudade -, esse encontro social é um evento diferenciado. Celebra a vida, as amizades o encontro e o reencontro de pessoas que estão curtindo a vida com muita sabedoria e alegria.

Em 2027 tem mais uma edição da Festa da Saudade: 10 anos de eventos!!!

Festa da Saudade – Super Oara – próximo sábado.

Já sentindo o “cheiro do sábado”, dia 15 , dia que ocorrerá o evento dançante mais esperado, lá,  no Clube Abanadores “O Leão”,  a partir das 21h, podemos dizer que tudo que a expectativa faz parte do prazer.

No palco, duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo, tocando os clássicos musicais que marcaram gerações. Na qualidade de atração principal, a Orquestra Super Oara, que dispensa apresentação, executará  um repertório que não vai deixar ninguém parado.

Serviço:

9ª Festa da Saudade

Clube Abanadores O Leão

Dia 15 de agosto – às 21h

Reservas de mesa e camarote: 9.9188.3054.

Vida Passada… – Barão de Igarassú – por Célio Meira.

Nasceu Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto, em 1790, na terra pernambucana. Conquistou os preparatórios, no Recife, fazendo depois, nos hospitais, um curso de cirurgia. Tinha 20 anos de idade quando seguiu para o Rio de Janeiro. Matriculou-se na Escola Cirúrgica, alcançando, cêdo, entre os colegas, posição de relevo, pelo brilho da inteligência. Ainda era estudante, e já ensinava, conta o padre Galanti, anatomia e fisiologia aos companheiros que vieram da África, a convite de D. João VI, o Regente da Côroa portuguesa instalada no torrão da América do Sul.

Recebeu, aos 22 anos, a carta de cirurgião, e mereceu a honra de exercer sua profissão na casa do monarca, e na Câmara Real. Assistiu, no ano da independência, ao nascimento da princesa Januária, e dois anos mais tarde,  ao da princesa Francisca. Prestou, seus serviços, profissionais à Imperatriz Leopodina, no dia 2 de dezembro de 1825, quando nasceu o menino Pedro, que subiria,  ao trono, a 23 de julho de 1840, com o nome de Pedro II, depois do famoso movimento da maioridade.

Em 1827, atravessou o atlântico, e obteve, na Universidade de Paris, a carta de doutor em medicina. E seis anos mais tarde, ao tempo da Regência Trina Permanente, regressou à Pátria. Novos triunfos, obteve, Guimarães Peixoto, na vida pública. Dirigiu, alguns anos, narram Pereira da Costa, Sebastião Galvão e outros historiadores, a Escola Médica do Rio, ocupando, sempre, a cátedra de fisiologia. Mestre, foi admirado e amado, por aqueles que o ouviram. Era culto, de palavra fácil e de linguagem elegante.

Estava Guimarães Peixoto, a 23 de fevereiro de 1845, na Alcôva real, quando nasceu D. Afonso, filho de D, Pedro II e por esse fato, informam biógrafos, o monarca de 20 anos de idade, o agraciou com o título de barão de Igarassú.

Homem da ciência e honesto, Guimarães Peixoto não perdeu, nunca, o alto prestígio, na sociedade de seu tempo.

Morreu, esse preclaro pernambucano, no dia 28 de abril de 1846, na Côrte do 2º Império, a quem servira, nobremente. Contava com 56 anos de idade.

Pernambuco não se deve esquecer do nome desse eminente cidadão, cuja memória é um exemplo de trabalho e de sabedoria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

“Seu” Zé Mariano no centro da celebração…..

Programado há meses, sábado (08), aconteceu uma celebração  que teve como finalidade reunir a “netarada”  de “Seu” Zé Mariano de Barros – meu avô paterno. O encontro aconteceu no Restaurante Carnes & Galetos, aqui em Vitória.

Na ocasião,  vários participantes usaram da palavra para realçar a importância e a alegria daquele momento. Alguns primos não se encontravam há décadas.  Ao final do almoço, todos externaram o desejo de uma nova oportunidade de reencontro festivo.

9ª Festa da Saudade: acontece no próximo dia 15 de agosto.

Fechando a curva da última semana para o evento festivo intitulado “Festa da Saudade”, que em 2026 escreve sua nona edição, podemos dizer que existe um aroma no ar de muita expectativa. O evento acontecerá no Clube Abanadores “O Leão”, do sábado,  15 de agosto, a partir das 21h.

No palco, duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo, tocando os clássicos musicais que marcaram gerações. Na qual de atração principal, a Orquestra Super Oara, que dispensa apresentação, executa um repertório que não deixa ninguém parado.

Serviço:

9ª Festa da Saudade

Clube Abanadores O Leão

Dia 15 de agosto – às 21h

Reservas de mesa e camarote: 9.9188.3054.

Vida Passada… – Sabino Barroso – por Célio Meira.

No velho município mineiro de Sorro, onde nasceram os Ottoni e o presidente João Pinheiro, Sabino Barroso Filho viu a luz do dia, a 27 de abril de 1859. Estudou o curso de humanidades, a principio, num colégio de Diamantina, e depois, no “Caraça”, famoso educandário dos lazaristas, fundado por um fidalgo europeu, que se amortalhou, em vida, num hábito de frade, com o nome de Frei Lourenço. Diplomou-se em Direito, Sabino Barroso, aos 26 anos de idade, pela Faculdade de Direito da terra bandeirante. E, cedo, ingressou na política partidária, elegendo-se deputado à Assembleia de sua província.

Proclamado o regime político de 89, não ensarilhou, Sabino, suas armas. Afiou-as para novos combates, nas arenas políticas, e conquistou, de novo, ao tempo da Constituinte, na Assembleia mineira, conta o ilustra o ilustrado biógrafo do “Galeria Nacional”, a cadeira de deputado. Deu-lhe, também, o nobre povo de sua gleba, a poltrona de senador estadual. E decorridos alguns anos, as urnas livres de Minas o enviaram, com justiça, à Câmara Federal.

Governava, Campos Sales, a República, quando Epitácio Pessoa deixou a pasta da Justiça. Entregou-a , o presidente paulista, ao político mineiro do Serro, e , nesse posto, teve Sabino Barroso, posição destacada. Substituiu, nessa época, Joaquim Murtinho, interinamente, na pasta da Fazenda, onde se conservou por nove anos, alcançando triunfos, pela cultura jurídica e pela austeridade do caráter.

Assumindo, Venceslau Braz, o governo do país, em 1914, mereceu, Sabino, novamente, a honra de dirigir a pasta da Fazenda. Doente, porem, não pôde permanecer, por muito tempo, no cargo que lhe confiara o astuto político das terras de Itajubá. Foi João Pandiá Calógeras, um dos homens mais sábios do Brasil quem o substituiu naquele ministério. Dois anos mais tarde, voltou, Sabino, a sentar-se na bancada de seu Estado, na Câmara dos Deputados, cabendo-lhe, repetidas vezes, a presidência desta casa do poder legislativo.

Jornalista, informa um historiador, fundou o “Serro”, na terra natal, em Belo Horizonte, o “Diário de Minas”, em cujas colunas teve aplausos daqueles que o acompanharam nos prélios eleitorais, e nas jornadas políticas. Professor de direito, honrou a cátedra, pelo saber e pela bondade.

Morreu Sabino Barroso, em 1919, aos 60 anos de idade. À geração dos grandes e notáveis políticos notáveis da 1ª República pertenceu esse ilustrado mineiro, que elevou, sempre, nos postos da carreira pública, o nome da terra onde nasceu.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Um extraordinário espaço dançante…….

Na última sexta-feira (31), em Recife, aproveitei para dá um pulinho no Clube das Pás. Vale lembrar que a referida instituição já possui mais de um século de fundação e segue ativa, promovendo encontros sociais festivos, dançantes, serestas  e bingos concorridos. É um espaço plural, mas, convenhamos,  direcionado às pessoas com mais primaveras.

Já conhecia. Tempos atrás, participei de muitas noitadas por lá. Na atualidade, está ainda melhor. Mais organizado e com um serviço extraordinário. Mas pelo menos uma coisa mudou. E mudou muito. Ao chegar lá, fiquei sabendo que naquela noite, homem não pagava e mulher teria que desembolsar vinte reais, se quisesse  adentra no templo da dança de salão recifense. Fiquei surpreso…..

 

46ª Corrida das Tabocas: 22km num “bate-volta”………

Dentro da programação das comemorações alusivas a passagem dos 381 ano da épica Batalha das Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645, mais uma vez, participei da Corrida das Tabocas que esse ano chegou à sua edição de numero 46.

Com concentração e largada no Pátio da Estação Ferroviária, a partir das 5h, partimos às 6h com destino ao Monte das Tabocas (pouco mais de 11km). Particularmente, esse ano (2026), realizei o chamado  “bate-volta”, ou seja: fiz mais 11km  indo e 11km voltando (total 22km).

Diferente de outros anos, nessa edição o sol teve presença constante. Mas vida de corredor é isso: com chuva ou com sol,  o objetivo tem de ser cumprido….

Eleições 2026: um novo jogo na ordem do dia….

Previsto no calendário eleitoral, as convenções partidárias seguem até o dia 05 de agosto. Aqui em Pernambuco, os dois principais grupos realizarão, respectivamente, seus movimentos nesse final de semana, em Recife.

Na largada da pré-campanha, alardeavam as pesquisas de opinião pública, o ex-prefeito do Recife, João Campos,  abriu vantagem numérica expressiva.

Desgastada, tanto no campo político quanto no administrativo, face suas primeiras medidas na gestão, a governadora Raquel Lyra, nos últimos meses, “acelerou” o passo  operacional  e também tomou uma espécie de “chá de simpatia”, no sentido de melhorar  a sua “cara dura”. E deu certo.

Concluíram essa etapa (pré-campanha) em pé de igualdade, segundo as mais recentes pesquisas divulgadas.  Seguem, portanto,  empatados numericamente (dentro da margem de erro) para o novo ciclo do embate político/eleitoral.

Doravante,  a disputa é puramente política. É campanha na veia. No meu modesto entendimento, a eleição está aberta. Raquel tem a máquina na mão e suas realizações administrativas para explorar, aliás: bem avaliada, segundo as pesquisas.   Mas, convenhamos, terá que  amolecer a  “cintura”  para jogar bem e diferente, no campo  político/eleitoral.

João e o PSB tem histórico administrativo positivo para mostrar  e negativos para serem mostrados pelos adversários. Os negativos, se bem pontuados  pela equipe adversária, poderá quebrar o seu discurso de “super-tudo”.

Mas convenhamos:  essa galera do PSB tem estrada em campanhas políticas e sabem transformar água em vinho. Já no campo político/eleitoral, mesmo na oposição, João vem mostrando que tem força local e nacional. Não é pato morto, como se diz na gíria.

Assim sendo, a  nova fase está apenas começando. Segue a temporada  do malabarismo, da  ilusão  e da esperança,  até porque, ao final,  o que vai valer mesmo é o combo:  “mentira nova  para o povo + estrutura de campanha para arrumar votos +  acordos políticos na bolsa futuro”. Valendo lembrar:  para serem  descontados no  velho tabuleiro da tão sofrida  e espoliada máquina pública….

Vida Passada… – Major Capote – por Célio Meira.

Aracatisense, nasceu João Antônio Capote, no ano de 1828. Inteligente, vivo e moço, encaminhou seus passos para Fortaleza, onde ingressou na vida do comércio, exercendo a profissão humilde de caixeiro. Não lhe agradou, porém, o trabalho do balcão. Homem nascido perto do mar, amando os horizontes iluminados, desejando luta ao sol, preparou carros de boi, conta o barão de Studart, e começou a carregar mercadorias da Alfandega para as casas comerciais. Foi, João Capote, a esse tempo, no princípio do 2º Império, o precursor tranquilo dos serviços de transporte, na famosa terra das jandáias. E nessa batalha demorada, a passo de boi, conquistou vitória. Tornou-se rico. E estabeleceu-se com uma loja de fazendas.

Esteve em Pernambuco, anos depois, e no ano de 1857, aos 29 anos de idade, informa aquele historiador, montou, João Capote, no Rio de Janeiro, na companhia de um conterrâneo, oficina de ourives. E abençoado por Deus, prosperou, na Metrópole. Decorridos alguns anos, transformou-se o ourives em proprietário. Comprou uma fazenda. Batizou-a com nome de Santa Fé. Hospedou, certa vez, contam cronistas, com esplendor, S.M o Imperador Pedro II.

Longe da terra natal, acompanhava, interessado, os negócios políticos e administrativos do Ceará. E quando em 1872, o visconde do Rio Branco, chefe do gabinete 7 de março de 1871, nomeou, conta Studart, o cidadão Bernadino Pinheiro para o cargo de tesoureiro da Tesouraria da Fazenda, na gleba cearense, major Capote lançou, veemente, seu protesto, ferindo de frente, o poderoso estadista da Baía. Processado, e preso, por esse motivo, mereceu o indulto do monarca.

Relevantes serviços prestou, esse famoso nordestino aos seus irmãos distantes, perseguidos e famintos, em 1877 e 78, pelo flagelo da seca. Coração aberto à misericórdia e à generosidade, abriu sua bolsa aos moços pobres, que não podiam estudar nas escolas superiores, conseguindo diploma-los. E entre aqueles que mereceram essa graça, esse amparo cristão do major Capote, esteve o ilustrado Domingos José Nogueira, parlamentar e ministro, e que morreu agraciado com o título de visconde de Jaguaribe.

Finou-se, na Côrte, o major João Antônio Capote, no dia 26 de abril de 1879, aos 51 anos de idade. Não foi deputado nem senador. Não mereceu, do Império, título nobiliárquico, mas, foi fidalgo  e nobre pelo coração e pelo trabalho.

A memória do major Capote viverá , sempre, na alma da gente do Aracatí e da gente amorosa do vale do Jaguaribe.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Sobre “A Odisseia”, o filme de Christopher Nolan por Marcus Prado.


O texto do jornalista André Guerra, “Retorno dos homens, fúria dos deuses” (“Diario de Pernambuco”, 16 de Julho/26), sobre o filme “A Odisseia”, do famoso diretor Christopher Nolan — inspirado no épico do poeta grego Homero (928 a.C.−998 a.C.), será visto como um bom roteiro de leitura para quem deseja assistir ao filme, que promete ser um dos gigantes de bilheteria na atual temporada. Faz lembrar, o texto de André, um tempo e tradição de profissionais ligados à Sétima Arte que passaram pela redação do DP. Isto sem falar da contribuição, como analistas de clássicos da cinematografia mundial no Suplemento Literário do DP, dos filósofos pernambucanos Lourival Vilanova, José Souto Maior e Evaldo Coutinho, professores de Filosofia da UFPE — tendo Evaldo ampliado suas pesquisas na obra monumental “A Imagem Autônoma”. Tamanho domínio e erudição tinham sobre o tema que, se não fosse a escolha pela cátedra, teriam sido autores de obras fundamentais sobre a hermenêutica da linguagem, a essência fílmica. Para eles o filme não era apenas um produto de entretenimento ou um simples registro da realidade, mas um produto complexo que exige um processo de interpretação — uma “leitura” ativa — para desvelar as camadas de sentido que residem além da superfície da imagem.

A Odisseia, adaptada para o cinema diversas vezes, tema pleno de desafios, inspirador do filme de Nolan (Custou na nossa moeda R$ 1, 3 bilhão), é um dos pilares da literatura ocidental atribuído a Homero e centra-se no Odisseu (conhecido pelos romanos como Ulisses). A obra descreve sua jornada de dez anos para retornar a casa após o fim da Guerra de Troia. O Odisseu de Homero não é um herói definido apenas pela força física, mas, acima de tudo, pela sua astúcia, inteligência e resiliência. Ele é o “homem de muitos recursos”, capaz de criar estratégias brilhantes — como o famoso Cavalo de Troia — para superar obstáculos que pareciam impossíveis (belo e inspirador, por sinal, o Cavalo de Troia de Francisco Brennand). Não sei dizer se Nolan, para produzir o seu filme, teria lido, entre as suas fontes de consulta, o que disse um dos mais eruditos filósofos brasileiros, Damião Berge (1895-1978), teólogo, historiador da filosofia e frade franciscano, tão admirador de Joaquim Nabuco. Ele destaca em seu monumental livro “O Logos Heraclítico” (Editora Vozes, páginas 154-158). — já comentado por mim — o que Heráclito de Éfeso disse a respeito de Homero. Para se ter uma ideia, o julgamento de Heráclito, no dizer de Berge, foi um dos confrontos intelectuais mais famosos de seu tempo. Vejamos: para Heráclito, o poeta épico “falhava” em compreender a realidade profunda e o Logos, a razão universal que rege o cosmos, focando apenas na superfície das coisas. “Houve ali uma incapacidade de transcender o imediato em direção ao Logos”, “o que descreve uma verdadeira condição de miopia ontológica”; “(…) imerso no fluxo incessante das aparências, é incapaz de decifrar a gramática invisível que estrutura a existência”. “Ao focar apenas na superfície, o sujeito habita o ‘plano do ruído’. Nesse estágio, “a realidade é percebida como uma sucessão caótica de eventos, objetos e sensações sem coesão”. Heráclito, muito temido no seu tempo, o Gregório de Matos da Jõnia, teve um famoso defensor: Werner Jaeger (1888=1961), na sua também monumental “Paideia”.

Marcus Prado – jornalista. 

 

Vida Passada… – Miranda Henriques – por Célio Meira.

Nas terras da província da Paraíba do Norte, talvez em Maranguape, pensamos nós, nasceu, informa o erudito historiador Liberato Bitencourt, nos fins do século XVIII, Manuel Lobo de Miranda Henriques. Muito jovem, cheio de idealismo, filiado às correntes da democracia, ingresso nas fileiras dos revolucionários da República de 1817, e derrotado, perseguido e preso, nos cárceres da Baia, pelo horroroso “crime” de pugnar pela democracia da terra brasileira. Anistiado, em 1821, regressou à província natal.

Duas vezes, na qualidade de vice-presidente, governou a Paraíba, dirigindo, de maio de 1831 a novembro de 32, narra Craveiro Costa, ilustrado historiógrafo, os destinos do povo alagoano, em substituição ao visconde da Praia Grande, vulto destacado entre os políticos do partido conservador e inelinado à restauração da tirania monárquica, que caira, na madrugada histórica da abdicação, estrepitosamente.

Governando a terra de Tavares Bastos, adquiriu, Miranda Henriques, afirma Craveiro Costa, uma tipografia, no Recife, por menos de um conto de réis, e a instalou, em Maceió. Foi a tipografia “Patriota”. E com os tipos dessa velha oficina, dirigida por um tipógrafo francês, imprimiu-se, diz esse homem de letras, o 2º número do “Iris Alagoense”, que tivera a primeira edição impressa na Baia.

Foi, Miranda Henriques, por esse motivo, o fundador da imprensa, no torrão das Alagoas.

Prestou serviços, na cidade do Recife, esse ilustre paraibano, na contadoria de Marinha, e , mais tarde, na tesouraria da Fazenda. Representou o seu povo, na Câmara Geral. Coube-lhe, ainda, a honra de sentar-se na cadeira da presidência da província do Rio Grande do Norte.

Faleceu Miranda Henriques, na cidade do Recife, no dia 25 de abril de 1856, beirando, mais ou menos, a casa dos 70 anos de idade.

Político hábil, de sagacidade admirável, fundador da imprensa numa província do nordeste, funcionário público, parlamentar, homem de administração, pertence, Manuel Lobo de Miranda Henriques, pai do preclaro republicano Aristides Lobo, que nasceu na terra paraibana de Mamanguape, ao número daqueles que serviram, e enobreceram, o nome do torrão nativo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Humberto Costa e Luciano Bivar: arranjo eleitoral impalatável……

Com a recente largada das chamadas convenções partidárias, visando à confirmação dos nomes que irão representar as respectivas siglas no pleito de 2026, até aqui, é possível observar que a política em Pernambuco está ficando cada vez mais esquizofrênica, no que se refere ao quesito obrigatório da fidelidade partidária.

Cada vez mais os partidos políticos veem apequenando-se,  naquilo que é a sua primeira  função de existir. Ou seja: expressar e representar um pensamento popular.

No Brasil inteiro,  e mais especificamente em Pernambuco,  os  arranjos eleitorais realizados – até aqui – realçam  bem o viés de conveniência que os políticos de plantão seguem  negociando, à revelia da legislação. Aliás, ao que parece, ninguém vai poder denunciar o adversário  por infidelidade partidária.

Começa logo pela governadora Raquel Lyra (PSD). O seu partido terá candidato a presidente  da república Ronaldo Caiado, mas ela quer que o eleitor pernambucano pense que  o título de eleitor dela lhe garante  dois votos, ou seja:  um para Lula e o outro  para Flávio Bolsonaro. Isso já deu certo numa situação especifica, numa disputa de 2º turno. Mas agora é bem diferente.

Do outro lado, o PT pernambucano, formalmente, seguirá com João Campos (PSB). No entanto,  um time de petistas, dentre eles o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo, deverá afrontar a legislação para se abraçar com a governadora, candidata à reeleição.

Na nossa Vitória de Santo Antão, o deputado estadual Joaquim Lira, em 2026, também jogará no time dos infiéis, isto é: o seu partido, o PV, formalmente apoia Lula e João Campos, mas ele deverá levantar a bandeira de Raquel Lyra. Aliás, segundo informação da imprensa, em evento partidário,  ocorrido na última segunda-feira, em Recife, para não se encontrar com João Campos, alguns deputados se retiraram antes. Dentre eles o Joaquim Lira. Sobre esse fato, disse João: “não senti falta”.

Para fechar esses despretensiosos apontamentos,  sobre o atual momento da política pernambucana, recentemente, ao ser anunciado como 1º suplente de senador do  candidato a reeleição,  Humberto Costa, Luciano Bivar foi bastante criticado pela imprensa.

No meu modesto entendimento, as criticas deveriam seguir na direção do petista Humberto Costa. Esse, sim, é quem tem “culpa no cartório”.

Luciano Bivar não mudou. Sempre foi um político, do ponto de vista popular, inexpressivo. Com faro de oportunidade, surfou  na onda do “MITO” e agora tenta se encaixar numa candidatura alheia. Isso apenas prova o quanto Humberto está apavorado, sonhando todo dia com fantasma do insucesso eleitoral. Ele sabe que com  Marília Arraes  não tem jogo, o  “corpo-mole” será reciproco.

Mas o que deverá dizer o senador Humberto Costa,  quando questionado pelos  eleitores petistas de boa fé?

Sobre essa questão (1ª suplência)  perguntei a um amigo militante, ativista das causas populares e petista de carteirinha.   Inconformado, resumiu o arranjo em  um apalavra: IMPALATÁVEL.…..segue o jogo…