Tony Tornado – por @historia_em_retalhos.

Tony Tornado ao lado de Elis Regina no Festival Internacional da Canção de 1971.

Naquele ano, Tony ainda era um artista pouco conhecido na mídia e participava do Festival Internacional da Canção ao lado de grandes nomes da música brasileira.

Um fato, porém, mudou o rumo dos ventos.

Durante a apresentação de Elis Regina, no momento em que a cantora começou a cantar “Black is Beautiful”, mais especificamente no trecho “eu quero um homem de cor”, Tony não resistiu, subiu ao palco por impulso e ergueu o braço esquerdo com o punho cerrado, reproduzindo o gesto dos panteras negras norte-americanos.

Os militares foram atrás e algemaram o artista, retirando-o preso.

Apesar de tudo, o ato chamou a atenção no mundo da música e Tony começou a destacar-se após o ocorrido.

Em 2022, Tony declarou em entrevista:

“Agi com o coração. Quando ela cantou: ‘Eu quero um homem de cor…”. Pensei: ‘Sou eu!’. Subi ao palco, fiquei do lado da Elis Regina, ergui o braço e o punho. E claro, já desci com ele algemado. Apesar da truculência, eu tinha conseguido o meu intento, que era o esclarecimento geral, que o negro é lindo, né? Tenho muito orgulho de ser negro. Fui preso, mas com muito prazer, muita satisfação”.

Este grande artista brasileiro chega aos 94 anos em plena atividade.

Vida longa é o que lhe desejamos.

Parabéns e muita saúde, @tonytornadooficial!
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Vida Passada… – Bernardino de Campos – por Célio Meira

Bernardino de Campos, uma das figuras de prôa do movimento republicano, na terra paulista, e um dos vultos preclaros na administração do poderoso Estado bandeirantes, nasceu em Porto Alegre, a sudeste de Minas Gerais, no vale do Sapucai. Deixando, na meninice, a terra natal, fixou-se em Campinas, cidade de São Paulo, onde nasceu Carlos Gomes, o gênio da música brasileira, conquistando, aos 22 anos de idade, na Faculdade de Direito desse Estado, a carta de bacharel.

Diplomado, iniciou-se nas lutas da advocacia e nas agitações policiais. Elegeu-se deputado provincial, conta um biógrafo, em 1878, alistando-se nas fileiras dos combatentes que sitiavam e destruíam o governo da Casa de Bragança.

Proclamada a República, foi, Bernardino de Campos, narra um historiador, o 1º chefe de polícia do Estado de São Paulo. Figurou, ao lado de Francisco Glicério, Adolfo Gordo, Sousa Mursa, Alfredo Elis e Rodrigues Alves, na Constituição 1890, e , um ano depois, na presidência da Câmara Federal, ao tempo da “legalidade” florianista, ajudou, na companhia de Campos Sales, de Glicério e de Prudente de Morais, a depor Américo Brasiliense, da presidência do governo paulista.

Morais se afastou, por doença, da presidência da República, o vice-presidente, Manoel Vitorino Pereira, entregou, a Bernardino, a pasta da fazenda. Reassumindo o poder, Prudente, prudentemente, o manteve no ministério. Em 1902, voltou Bernardino a presidir os destinos de São Paulo.

Jornalista, batalhou no Diário Popular, o baluarte de José Maria Lisbôa, “português de origem e paulista de caráter”, no conceito de Aureliano Leite, e por onde passaram, entre outros, cheio de talento e de coragem, Brasílio Machado. Aristides Lobo, Teófilo Ottoni, Quirino dos Santos, Martin Francisco, Urbano Duarte e Rangel Pestana.

A palavra de Bernardino, foi, durante trinta anos, no seio do partido republicano paulista, a palavra da reflexão e sabedoria. Ouviram-na, e acataram-na, os moços que estiveram na liça, e os velhos que repousavam, nas linhas da retaguarda. Bernardino de Campos passou, pela terra, amado respeitado. Era nobre pelo caráter, e generoso pelo coração.

Morreu aos 74 anos de idade, no dia 18 de janeiro de 1915.Perderam, nesse dia, os dois grandes Estados. Minas e São Paulo, um general do exército branco das democracias.  E “seu nome, escreve um biógrafo, citado pelo ilustrado historiador do “Galeria Nacional”, há de sobreviver , na historia, como um dos patriarcas da República.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Instituto Histórico: projeto regional….

Na qualidade de vice-presidente do Instituto Histórico da Vitória, participei, na tarde de ontem (27), de uma reunião, ocorrida no Salão Nobre do nosso sodalício, que visa congregar em torno de um mesmo projeto institutos de nove cidades do nosso estado. .

O ponto de partida para essa “maratona institucional”, por assim dizer,  tem como epicentro uma emenda parlamentar disponibilizada pela senadora por Pernambuco, Teresa Leitão, do Partido dos Trabalhadores. Entre outras particularidades, o projeto visa alcançar um público de mais de 10 mil pessoas.

Padre Antônio Henrique Pereira da Silva Neto – por @historia_em_retalhos.

Na noite do dia 26 de maio de 1969, era sequestrado no bairro do Parnamirim, no Recife, o padre Antônio Henrique Pereira da Silva Neto, assessor direto do arcebispo de Olinda e do Recife Dom Hélder Câmara.

Na manhã do dia seguinte, 27, o corpo do religioso foi encontrado na Cidade Universitária, com marcas de espancamento, queimaduras, cortes profundos e três ferimentos produzidos por arma de fogo.

Era clara a motivação do crime: calar Dom Hélder Câmara.

O país vivia o pior período da repressão, conhecido como “anos de chumbo”, intervalo compreendido entre a assinatura do AI-5 (13.12.1968) e o início do Governo Geisel (15.03.1974).

Dom Hélder era uma personalidade internacionalmente reverenciada, integrando a linha da Igreja Católica que se opunha à ditadura militar, ao lado de outros clérigos, como Dom Paulo Evaristo Arns, Frei Beto e Frei Tito.

Um eventual atentado contra a vida do próprio arcebispo provocaria o clamor da comunidade internacional, desnudando, para o mundo, o regime autoritário brasileiro.

Era preciso evitar essa exposição, buscando-se um meio indireto.

A vida do jovem padre Henrique, então, aos 28 anos, foi escolhida para esse fim.

Após o reconhecimento do corpo, o velório foi realizado na matriz do Espinheiro.

A censura impediu a imprensa de divulgar o fato.

Nos arredores, um numeroso aparato policial intimidava quem desejasse aproximar-se.

Mesmo assim, dezenas de sacerdotes e uma multidão de pessoas seguiram a pé até o cemitério da Várzea, enfrentando a presença ostensiva das forças policiais.

À porta do cemitério, Dom Hélder pediu à multidão que deixasse que apenas a família adentrasse, conclamando os presentes a promoverem um silêncio profundo.

Anos depois, declarou o Dom da Paz: “era um silêncio que gritava”.

O hino da Campanha da Fraternidade “Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” virou um símbolo daquele trágico acontecimento, marcando a resistência à ditadura no Recife.

Passados 55 anos, a memória do padre Henrique permanece viva, inspirando todos aqueles que lutam pela causa dos direitos humanos neste país.

#ditaduranuncamais
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São João: a marcha é danosa e destrutiva……..

Por iniciativa espontânea, por assim dizer, sem qualquer marcação prévia ou ensaio os brincantes improvisaram uma quadrilha junina. Sem a menor preocupação com a performance individual ou coletiva,  eles apenas deram vasão à essência,  através do maior patrimônio de um povo, ou seja: sua cultura.

O fato mencionado no parágrafo anterior, concretamente, ocorreu no último sábado (18), no do Clube Abanadores “O Leão” – Vitória de Santo Antão -, por ocasião da 43ª edição do Forró do Coelho. Isso é a essência,  concretamente praticada. Certamente todos eles (dançantes), quando crianças, de alguma forma, absorveram, incorporaram e se apropriaram do maior ativo festivo do Brasil, isto é: o São João do Nordeste.

No transcorrer das últimas três décadas, em marcha lenta e contínua, um conjunto de pessoas “sabidas” estão delapidando, desfigurando e ferindo de morte a maior festa popular do Brasil. E o que é pior: ação perpetrada sob a égide do dinheiro público.

Gestores nas três esferas do poder –  federal, estadual e municipal – se uniram para desfigurar o São João do Nordeste. Possivelmente  estão levando muita vantagem nessa “balada”.

Na qualidade de matuto nordestino não consigo imaginar como pode, numa noite de São João, um DJ subir ao palco para se apresentar na cidade que conseguiu imprimir uma marca invejável –  O Maior São João do Mundo. É algo inimaginável!!!

No período junino, na atualidade, a moda é vestir-se de preto e se possível brilhoso, para celebrar as duplas que se apresentam como sertanejas e dançar ao ritmo da ocasião,  que estiver “estourado” no sudeste maravilha.   É triste, termos que constatar que o São João do Nordeste virou um festival de vantagens para os senhores gestores públicos,  que acabam “surfando”  no varejo, no atacado e nos negócios que são realizados por trás dos palcos.

Os jovens de agora, coitados! Não tiveram e, ao que parece, não terão a oportunidade de conviver com as músicas juninas que revelam o contexto da maior expressão do povo nordestino. Suas histórias  – crenças, vitórias, derrotas,  ensinamentos e  etc…

Portanto,  não se enganem: a marcha é continua,   viva,  e cada dia mais forte para transformar o nosso São João do Nordeste em um festival musical, ao qual, no nosso próprio chão,  deveremos ser  apenas consumidores irracionais da chamada cultura tutti-frutti.

E o que é pior: pago com o dinheiro que deveria ser usado justamente  para promover a nossa cultura e o nosso patrimônio musical, diga-se: os  artistas genuínos.  Viva o  São João do Nordeste!

Graf Zeppelin – por @historia_em_retalhos.

Em 22 de maio de 1930, há exatos 94 anos, o Graf Zeppelin pousava no Recife, pela primeira vez.

Vindo da Europa, aterrisou no Campo do Jiquiá, no bairro de mesmo nome.

Não sei se todos sabem, mas esta é a primeira estação aeronáutica para dirigíveis da América do Sul e é o único exemplar do seu tipo ainda de pé no mundo inteiro.

O espaço apresenta-se pouco cuidado, é verdade, porém a área em seu entorno é verde e muito bonita, com potencial para atrair interessados na visitação à torre.

Entre 1930 e 1938, o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direta (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha.

Dois dirigíveis vieram a Pernambuco neste período: o LZ-127 (Graf Zeppelin – foto), que realizou 252 viagens com Pernambuco como destino ou saída, e o LZ-129 (Hindenburg), que era maior, mas que realizou um número menor de viagens.

Em 2013, a torre passou por um cuidadoso trabalho de restauro, sob a condução do escultor e restaurador Jobson Figueiredo.

Em nossa visão, é urgente a melhoria da sinalização do acesso ao espaço e a visitação por escolas das redes pública e particular, para que crianças e adolescentes apropriem-se da história da torre.

Ah, e um último detalhe, o multi-instrumentista Jackson do Pandeiro (foto) costumava cantar assim:

🎼 Eu Vou Prá Lua
Eu vou morar lá
Sair do meu Sputnik
Do Campo do Jiquiá…

Boa quarta-feira, gente!
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Vida Passada… – Mariana Amália – por Célio Meira

Desencadeada a guerra do Paraguai, Mariana Amália do Rêgo Barreto, nascida na cidade da Vitória, Estado de Pernambuco, abraçou-se, em setembro de 1865, no amor da pátria, e , na alegria esvoaçante dos 19 anos, apresentou-se ao governo da sua província, pedindo licença para alistar-se nas fileiras dos voluntários. Administrava Pernambuco o sr. João Lustosa da Cunha Paranaguá, piauiense ilustre, e que servia à Coroa, nos ministérios de Zacarias, em 1866, de Sinimbú, em 78, e de Saraiva, e 85, organizando, em 82, o gabinete de 3 de julho. Aceitou, o presidente, o oferecimento da patriota vitoriense, autorizando-a, escreve o desembargador Henrique Capitolino no Pernambucanas Ilustres, usar uniforme e insígnia militar.

Vestindo, vaidosamente, “um saiote amarelo, bordado de verde”,  e ostentando “no braço, a estrela de 1º cadete”, voltou à terra natal, e emocionada, falou ao povo, concitando-o a servir à pátria e ao Imperador. Disse, numa passagem de sua oração cívica:  – “Sim, Vitorienses! Mariana é, hoje, um soldado da Pátria!” E o povo, ouvindo, fremente, é Anita Garibaldi de Pernambuco, organizou o voluntariado , que, em outubro daquele ano de 65, marchou para o Recife, incorporando-se aos bravos do 5º Batalhão.

À frente desse voluntariado, veio Mariana Amália, garbosa, exuberante de mocidade e de beleza. E duas mil pessoas, no Recife, conta o Diário de Pernambuco de 11 de outubro de 1865, receberam os intimoratos filhos da Vitória. Marchava, ao lado de Mariana, o coronel Tiburtino Pinto de Almeida, velha e prestigiosa figura da sociedade vitoriense, na primeira metade do século XIX.

Recebeu, Mariana Amália, festas retumbantes. Voaram, pelas ruas da cidade, retratos da heroína. E o teatro Santa Isabel abriu suas portas para um espetáculo de gala. Altaneira e sorridente, apresentou-se,  ao público, da tribuna do presidente da Província, a formosa pernambucana, que no dia 17 de janeiro de 1846, no dia de Santo Antão, viu luz do sol, na mesma terra histórica, onde se iniciou a Restauração Pernambucana, no Monte das Tabocas, e onde explodiu, em madrugada de novembro de 1710, a guerra dos Mascates.

Não aceitou,  o governo central, o sacrifício da linda vitoriense, mas seu exemplo fortaleceu, na alma de seus conterrâneos, o amor sagrado à terra brasileira.

Mariana Amália era nobre. Pertenceu à família de Conde da Bôa Vista.

É, seu nome, na gleba vitoriense, relíquia da Pátria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Eleições 2024: disputa, vingança e creche………

Cartão de visita em sua passagem pela prefeitura de Caruaru, na qualidade de prefeita,  Raquel Lyra investiu na efetivação de cheches. Sentada na cadeira de governadora e “mal na fita”  em todas as pesquisas de opinião pública, Raquel, recentemente, lançou um programa que visa contemplar 42 municípios,  com 51 unidades do referido equipamento público (cheche).

Com custo inicial de 282 milhões de reais, as obras tem previsão para serem  concluídas  em 12 meses. De acordo com o anuncio,  o Governo de Pernambuco vai pagar o primeiro ano de funcionamento dos referidos Centros Educacionais.

Capital da Zona da Mata e carente desse serviço, nossa Vitória de Santo Antão, aparentemente, foi esquecida pela Governadora. Caruaru, seu berço político, foi contemplada com 4 unidades. Vale lembrar, também, que a vizinha cidade do Jaboatão dos Guararapes, mesmo já possuindo 26 unidades,  foi agraciada  pela governante do Palácio do Campo das Princesas.

Numa espécie de rivalidade, já que estão em campos políticos opostos,  com alta probabilidade de se enfrentarem  nas urnas, em 2026, o prefeito da Capital, João Campos, semanas atrás,  alardeou números elásticos,  realçando novas vagas de creches em Recife,  criadas pela sua bem avaliada gestão.

Ao que parece, para as eleições municipais deste ano (2024), o tema “creche” estará bastante sublinhado e evidenciado. Pelo menos é o que indica às movimentações politicas/administrativas dos dois nomes que deverão rivalizar em 2026. 

Pois bem, se assim ocorrer, o atual prefeito da nossa Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto, candidatíssimo à reeleição, ficará, acredito, desconfortável com o referido  tema (creche). Todos lembram que o mesmo, em plena campanha (2020) prometeu, caso fosse eleito, construir 15 creches. Detalhe: 5 só no primeiro ano. O tempo passou e a promessa não foi concretizada.

Atualmente,  rompido com a governadora –  fato ainda sem uma explicação pública –  o prefeito Paulo Roberto poderá ser “acuado em seu próprio terreiro”, caso a “vingativa” Raquel Lyra –  como relatam os comentários postados na impressa da capital –  venha a entender que deve  aliar-se, aqui, ao palanque da oposição,  para fazer valer o seu codinome (Racreche).

Nesse contexto, para se vingar do ex-aliado, Paulo Roberto,   a  mesma subiria no palanque do seu opositor para prometer meia dúzia de cheches à cidade, dizendo: ” o prefeito prometeu e não cumpriu, mas se o meu candidato  ganhar, eu garanto!!!…….”. Fica a pergunta: que impacto isso poderia ter na campanha de 2024? 

Política é uma atividade dinâmica – quase sempre insalubre – e  com toda certeza,  não é coisa para amadores……..

 

Tradição: 43º Forró do Coelho….

O tradicionalíssimo Forró do Coelho escreveu mais uma página da sua história. No último sábado –  18 de maio – chegou ao número de 43 edições. Agremiação carnavalesca que nasceu ao som da sanfona, “O Coelho”  já cravou seu nome na historia antonense. Entre outras façanhas, possivelmente seja a única (agremiação) que possui “frevo e forró” para chamar de seu.

Realizado no Clube Abanadores “O Leão” o 43º Forró do Coelho contou com com 3 atrações musicais. Abrindo o evento, “Galeguinho de Gravatá”. Irah Caldeira realizou sua apresentação logo em seguida. E já passava das 2h quando Jorge Neto e Aninha subiram no palco para o último show da noite.

No comando da festa, o Antônio Evertton, filho do lendário e sempre animado Antônio Freitas, fundador e uma espécie de legitimo representante da Agremiação Carnavalesca “O Coelho”.

Aglailson Victor 2024: sem novidades……..

Com chamada um dia antes – para criar expectativa – o deputado Aglailson Victor anunciou, ontem (16),  sua pré-candidatura ao cargo de prefeito da Vitória de Santo Antão. Pela exposição inabitual nas redes social, nos últimos dias, os “fuxicos” da política já davam como certa sua postulação.

Também não chega a ser uma novidade o “grupo vermelho” apresentar candidatura majoritária na nossa terra. Salve melhor pesquisa, consecutivamente,  acredito que nos últimos oito pleitos os “Querálvares”  lideraram grupos na disputas.

Vale lembrar, também, que Victor, na prática,  se configura na quinta geração seguida da familiar a dedicar-se à labuta política, iniciada,  lá atrás, pelo Coronel José Joaquim da Silva que deu os primeiros passos efetivos na atividade (politica) em função de uma indicação do Mestre Aragão,  junto ao governador do estado da época.

Pois bem, certamente o atual prefeito e candidatíssimo à reeleição, Paulo Roberto, por dois motivos, deve ter “aplaudido” de pé à iniciativa do jovem parlamentar (Victor).

Primeiro, porque quanto mais candidaturas no próximo pleito (2024), mais perto ele (prefeito) estaria de emplacar o seu segundo mandato,  como prefeito da Vitória de Santo Antão. Segundo, pelo conteúdo da fala de Victor no seu anuncio. Ou seja: não apresentou nada de novo ou mesmo algum indicativo que possa, pelo menos incialmente, “solavancar” o jogo eleitoral.

Do ponto de vista da narrativa, em relação à postulação de Victor, há, no meu modesto entendimento,  pelo menos um erro básico: em tempo hábil, não haver criado e atrelado à figura dele algo que justificasse sua  postulação. Ser neto de Zé do Povo e dizer que a periferia  da cidade está abandonada é tão elementar que nem precisava ser dito. Lembremos que na eleição passada (2020) o filho (mais próximo) de Zé do Povo perdeu o pleito.  Outra coisa importante e que deve ser observada é que  – até agora –  o grupo vermelho  não conseguiu  sair do isolado politico.

Ao que parece, nas entrelinhas dessa disputa municipal (2024), a principal preocupação das duas forças tradicionais da cidade é mesmo com o desempenho que poderá alcançar a postulação majoritária, já posta, do vereador  André Carvalho. Vale pontuar que o mesmo já ultrapassou à barreira partidária, já reuniu um conjunto de apoio razoável para uma partida eleitoral e já se apropriou do melhor discurso, dentre as postulações, até aqui,  postas.

Portanto, até essa primeira quinzena de maio,  deste ano de jogo eleitoral (2024), o que temos até agora é o seguinte cenário: o atual prefeito joga para administrar o resultado, o grupo vermelho vai entrar em campo para não perder a torcida e a terceira via  já desfila na abertura do certame como time revelação do campeonato, ou seja: quando a bola rolar (campanha) tudo poderá acontecer, inclusive nada…..

 

 

Por que “ao” Recife? – por @historia_em_retalhos.

Segundo Leonardo Dantas Silva, todo nome de um lugar (topônimo) originário de um acidente geográfico é antecedido pelo artigo definido.

Assim, uma vez que a capital pernambucana originou-se de um acidente geográfico (o arrecife), a designação “do Recife” não dispensa o artigo definido masculino “o”.

Pela mesma razão, ninguém diz “em Rio de Janeiro”, “de Bahia”, “em Amazonas”, “em Rio Grande do Sul”, “em Paraíba” etc.

Agora, claro, gente, isso é o que diz a norma culta em torno do nome da capital pernambucana.

Jamais poderemos desconsiderar o uso e a voz das ruas.

A língua é um ser vivaz e em constante modificação!

O seu “dono” é o povo!

Um abraço, pessoal!

Boa quinta-feira a todos!
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PITÚ destaca a linha ice REMIX na APAS Show em São Paulo.

A maior feira supermercadista do mundo tem a expectativa de ultrapassar a marca de R$ 14 bilhões em negócios gerados; o ambiente é frutífero para os negócios da cachaçaria pernambucana

A PITÚ marca presença com todo o seu portfólio de produtos na 38ª edição da APAS Show, o maior evento do setor de alimentos e bebidas das Américas, e a maior feira supermercadista do mundo. Entre os dias 13 e 16 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo, a cachaçaria pernambucana receberá visitantes, clientes e potenciais clientes em um moderno estande aberto, ainda mais amplo do que o do ano passado, acolhedor e propício para interações, encontros, networking e troca de experiências. Para a edição desse ano, a APAS SHOW será composta por mais 850 expositores, sendo 200 internacionais, com perspectiva de ultrapassar a marca de R$ 14 bilhões em negócios gerados.

O destaque do estande da PITÚ este ano será o espaço dedicado à degustação da linha de bebidas ice PITÚ REMIX. Em ambiente descontraído e voltado para o público mais jovem, com leds vibrantes chamando a atenção para os novos produtos da marca, uma promotora da PITÚ convidará o público para degustar a REMIX que, com teor alcoólico mais baixo, de 7%, possui três sabores refrescantes dos drinks prontos para beber: limão, abacaxi com coco e a PITÚ Cola. No estande, os visitantes poderão tirar fotos para levar como lembrança da visita ao espaço, em uma ativação interativa.

O estande da PITÚ na APAS SHOW foi projetado para refletir o ambiente familiar e amigável característico da marca. Nas mesas, os visitantes encontrarão um QR Code para acessar facilmente o portfólio da empresa. A decoração do estande mantém a identidade institucional da marca e as cores da PITÚ e o espaço da linha REMIX foi integrado de forma harmoniosa, no intuito de despertar a curiosidade dos visitantes que ainda não conhecem os novos produtos.

Além do espaço exclusivo da PITÚ REMIX, haverá ainda o tradicional Bar de Caipirinhas com degustação do drink feito à base da cachaça branca, com açúcar e limão. No estande todos os produtos da marca também estarão expostos em uma vitrine, com destaque para a PITÚ Gold.

“É sempre muito frutífero participar da APAS SHOW, uma grande oportunidade de o mercado conhecer de perto os diferenciados produtos que são produzidos pela PITÚ. O evento é considerado o maior do setor de alimentos e bebidas das Américas, reunindo as maiores empresas da cadeia produtiva nacional e internacional”, destaca o diretor industrial e presidente da PITÚ, Elmo Ferrer Carneiro.

“A ideia do nosso estande é fazer com que os negócios se iniciem em um clima leve, de confraternização em mesa de bar, com conclusão e fechamento posterior ao evento. Os nossos representantes estarão recebendo os visitantes e a clientela que estará de passagem pela feira para conhecer o portfólio da PITÚ e degustar os produtos. A feira também é um ponto de captação para novos parceiros do Sudeste, Centro-Oeste e de todo o Brasil”, ressalta Alexandre Ferrer, diretor comercial da PITÚ.

SAIBA MAIS SOBRE A PITÚ – Uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a PITÚ engarrafa e comercializa milhões de litros por ano. É a cachaça mais consumida nas regiões Norte e Nordeste, a vice-líder do País. A PITÚ está em sua quarta geração de gestores e mantém investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing, que garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante do segmento.

A cachaça pernambucana se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a PITÚ comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são: Áustria, Grécia, Espanha, Suíça e Bélgica. Nos demais continentes a PITÚ também está presente em alguns países, como: Argentina, Canadá, África do Sul, Estados Unidos, México.

A PITÚ é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. O produto é comercializado em garrafas retornáveis de 600 ml, garrafas de 965 ml e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml. Os mais recentes lançamentos que, assim como a branquinha, já tomam conta do País, são a PITÚ Mel e Limão, a PITÚ Amarelinha e a PITÚ Remix – linha ice com teor alcóolico mais baixo que traz os sabores limão, abacaxi com coco e a PITÚ Cola, comercializados em latas de 269ml. Também faz parte do portfólio da PITÚ as envelhecidas Premium – a PITÚ Gold e Extra Premium – a Vitoriosa. A PITÚ tem, ainda, a bebida mista de cachaça com limão – PITÚ Limão, a bebida alcoólica mista à base de noz de cola – PITÚ Cola e a vodka Bolvana.

SOBRE A APAS SHOW – Com 50 anos de tradição, a Associação Paulista de Supermercados representa o essencial setor supermercadista no estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento com a sociedade. A entidade, que possui 3 distritais na cidade de São Paulo e 13 regionais distribuídas estrategicamente pelo estado, conta hoje com 1.500 supermercados associados que somam 4.315 lojas.

SERVIÇO: APAS SHOW 2024

Datas: de 13 a 16 de maio de 2024

Horários: de 13 a 15/05, das 12h às 20h; 16/05, das 12h às 18h;

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo-SP

*Transfer gratuito saindo da Estação Portuguesa-Tietê.

Xô Lula e Bolsonaro!!!

A mais recente pesquisa de opinião pública, esmiuçando as questões envolvendo o cenário nacional, relacionado à administração e também ao nome do presidente Lula, joga luz num cenário há muito conhecido: não podemos mais gastar energia e tempo, alimentando os respectivos projetos políticos/administrativos,  liderados por essas duas figuras: Lula e Bolsonaro. O Brasil precisa virar essa página da história!

O curioso é que o Bolsonaro surgiu por conta dos desmandos do PT e companhia,  e o Lula e sua turma só voltaram  ao poder (3ª vez), justamente porque a maioria da população já não aguentava mais conviver com o modelo Bolsonaro de governar. É confuso e ao mesmo tempo fácil de entender: eles se retroalimentam justamente pelo nível de rejeição que possuem. Esse ambiente, mais cedo ou mais tarde,  tornar-se-á insalubre para todo mundo e isso, volto a dizer: NÃO INTERSSA AO BRASIL.

Tomara que o eleitorado brasileiro aprenda a lição. Com o Bolsonaro inelegível e a aceitação do Governo Lula derretendo,  todos os dias, possivelmente,  em 2026, encontraremos uma porta de saída.

É bem verdade que não existe –  até o momento –  “nomes naturais”  colocados à mesa, mas devemos entender que o  processo é dinâmico e os novos  fatos podem falar por si.

Por exemplo: dessa tragédia do Rio Grande do Sul, dependendo da condução da “reconstrução estadual”, se assim podemos falar,  o nome do atual governado, Eduardo Leite, poderá ganhar musculatura e chegar muito forte para o Brasil em  2026, ou mesmo,  tão fraco que nem consiga se reeleger,  lá.  Essa é uma questão que só o tempo poderá nos dizer.

Portanto, para concluir esse despretensioso comentário, espero que já na próxima eleição (2026) o eleitorado brasileiro se encarregue de transferir  para os livros de história, em definitivo,  os nomes de Bolsonaro e Luís Inácio da Silva. O futuro agradece!!!

Chá de Bússola: da educação à atividade física…..

Ao tomar conhecimento do evento ocorrido ontem (10), no Recife, realçando o programa “Pé-de-meia”, que visa, entre outras coisas, um incentivo financeiro diretamente aos estudantes do ensino médio, com a presença do Ministro da Educação – Camilo Santana -, imediatamente lembrei de um fato histórico, ocorrido aqui, nas terras de Santo Antão.

Nas primeiras décadas do século XX, quando ainda ostentávamos o nome de “Cidade da Vitória”, apesar de naquele tempo já sermos um lugar próspero economicamente, não contávamos com o chamado “ensino secundário”. Ou seja: para seguir estudando, após a conclusão do curso primário,  o aluno teria que matricular-se  em Recife ou em outro lugar.

Com visão de futuro e amor às boas causas locais, os Mestres Padre Félix Barreto e José Aragão foram os primeiros empreendedores nesse sentido. Criaram, em 1937,  o “Ginásio da Vitória”, justamente no prédio onde atualmente funciona o Colégio Municipal de 3 de Agosto.

Pois bem, diferentemente  dos dias atuais, onde o governo “paga” para os alunos permanecerem na escola, outrora, as leis governamentais exerciam um papel de “cobradores” das escolas de ensino secundário. Moral da história: o sonho virou pesadelo e o tão sonhado “Ginásio da Vitória”, mesmo com todo esforço, fechou suas portas em função das altas taxas cobradas pelo governo de então.

O tempo passou e o entendimento da sociedade avançou. Hoje é consenso que não existe outro caminho para uma vida coletiva melhor que não seja trilhada a partir da educação.

Para concluir – me socorrendo do exemplo da educação e jogando luz num debate sobre gestão, com uma pitada de “visão de futuro” –,  imagino que nas próximas  décadas  o governo também  irá entender que deixar de cobrar tributos/impostos, flexibilizar regras  e até incentivar os empreendimentos que  promovam a chamada “Vida Saudável”, através das mais variadas  organizações  da sociedade,  será algo tão óbvio quanto abrir um posto de saúde, até porque, quanto mais gente praticando atividade física (regularmente), menos despesas com remédios e intervenções médicas. Essa é uma verdade insofismável, que mais cedo ou mais tarde o governo, assim como ocorreu na seara da educação, tomará um chá de bússola, para se orientar melhor,  na sua atuação…...

Rossini Alves Couto – por @historia_em_retalhos.

Em 10 de maio de 2005, era assassinado no município de Cupira/PE, o promotor de Justiça Rossini Alves Couto.

Dezenove anos após a sua morte, a memória de Rossini permanece viva entre os colegas de profissão e perante a sociedade pernambucana.

Ainda hoje, porém, muitas pessoas não sabem qual foi a real motivação deste crime.

Afinal, o que ensejaria o homicídio de um promotor no exercício legítimo de sua função, agindo em plena conformidade com a lei?

A compreensão deste triste episódio passa pela análise da vida pregressa do mentor intelectual e principal executor do crime, o ex-policial militar José Ivan Marques.

No ano anterior ao delito, em 2004, José Ivan havia sido expulso da PM, pela prática de tortura, tendo a denúncia sido oferecida pela promotora Sara Souza, esposa de Rossini.

Fora da PM, Ivan foi trabalhar em Cupira e acabou, uma vez mais, denunciado, desta vez, pelo próprio Rossini, por intermediar a soltura de presos da cadeia local, mediante o recebimento de propina.

Nesta época, havia impetrado um mandado de segurança para retornar aos quadros da PM, enxergando em Rossini um obstáculo a esse objetivo.

Foi a partir daí, então, que passou a delimitar com frieza o seu plano para eliminar Rossini, contando com a ajuda do seu amigo Sivonaldo da Silva.

No dia do fato, a moto utilizada, sem placas e comprada há apenas 11 dias, era conduzida por Sivonaldo.

José Ivan saltou da garupa e efetuou cinco disparos nas regiões da cabeça e do pescoço de Rossini, enquanto este almoçava, ao lado do fórum de Cupira.

Apesar de socorrido, Rossini não resistiu e morreu.

Os seus algozes foram condenados, em 04.04.2008, por homicídio triplamente qualificado, a 24 e a 20 anos de prisão, respectivamente.

Nenhuma pena jamais reparará a vida de Rossini, mas o seu legado ficou.

Ficou também a advertência quanto à necessidade de maior segurança aos membros do MP, que lidam com situações de risco.

Rossini deixou a esposa e dois filhos.

O Centro Cultural do MPPE (foto) recebeu o seu nome, mantendo viva a sua memória.

Aos familiares de Rossini e aos colegas do MPPE que com ele conviveram, eu dedico este retalho de hoje.
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Vida Passada… – Valentim Magalhães – por Célio Meira

Na antiga rua do Conde d¹Eu, na terra carioca, ao tempo de D, Pedro II, nasceu, a 16 de janeiro de 1859, Antônio Valentim da Costa Magalhães. Órfão de mãe, com um ano de idade, “permaneceu, escreve o erudito Artur Mota, sob os desvelos do ex-iremoso pai, que o criou com muitos mimos, por ser a criança débil, de compleição franzina”. Aprendeu, com uns tios, as primeiras letras. Era poeta aos 9 anos de idade, e publicou, aos 14, no “Amolador”, jornalzinho humorístico, conta um biógrafo, o primeiro trabalho literário. Matriculou-se, aos 18 anos, na Faculdade de Direito de São Paulo, e , cêdo, começou a brilhar com fulgurações de estrela de primeira grandeza, na imprensa e nos livros. Estreou com o “Ideias de Moço”, ensaio, no segundo ano acadêmico, publicando, um ano depois, o “Cantos e Lutas”. Batalhava e cantava. Valentim, na terra paulista, quando recebeu, em 1881, a carta de bacharel.

Regressando à Côrte, dirigiu, Valentim, seus passos, para o oeste do Estado do Rio, construindo, com as esperanças, sob as vistas de um tio, a banca de advogado, na linda Piraí. Não trazia, porém, esse ilustre carioca, o destino de vencer nas tribunas forenses. Eram outras suas tribunas. E, em 1884, ele surgiu na cadeira de professor de pedagogia, na Escola Normal, na terra onde nasceu.

Fundou e redigiu, em 85, a “Semana”, famosa revista, que marcou uma época de raro esplendor, na vida literária do Brasil. Nessa trincheira, enfrentou, Valentim, numa polêmica áspera, e memorável, narra Artur Mota, no “Vultos e Livros”, o poeta Luiz Murat, que fizera, “Vida Moderna”, sua poderosa fortaleza. Poeta, jornalista, contista de fino quilate, professor e romancista, escreveu, também, para o teatro, o grande Valentim. “Inácia do Couto”, “Doutores” e “O Conselheiro”, comedias, e “A Mulher Homem”, revista de parceria com Felinto de Almeida, deram-lhe nome e fama, na cena brasileira.

Pertencente à geração imortal de Machado de Assis, Coelho Neto, Aluízio e Artur de Azevêdo, Guimarães Passos, Lucio de Mendonça, Olavo Bilac e de Rodrigo Otávio, fundou, Valentim, na Academia Brasileira de Letras, a cadeira nº 7, sob o patrocínio de Castro Alves, o gênio da poesia brasileira.

Morreu Valentim Magalhães, em 1903. Repousou no seio amando e fecundo da terra Natal, aos 44 anos, o delicioso poeta do “Rimario”, o intimorato polemista que enfrentara Silvio Romero e Carlos de Laet, e que fôra na vida breve, agitada e fascinante, criatura amável, de “alma afetiva” impregnada de bondade e de “coração palpitante de devotamento”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Eleições 2024: os capitães dos times já foram escolhidos……

Faltando praticamente seis  meses para o dia “D” eleitoral 2024, em Vitória de Santo Antão, os projetos políticos eleitorais, visando o comando do Palácio Municipal, começaram a ganhar tonalidade.

A chamada “pré-campanha” ganha corpo. O atual prefeito, Paulo Roberto, é candidatíssimo à reeleição, desde que assumiu a prefeitura. O vereador André Carvalho já botou seu bloco na rua, inclusive “desfilando” com os seus respectivos apoios e o deputado Aglailson Victor também já deu o seu play, reunindo sua militância com uma festa.

No último sábado (04), tendo como pano de fundo à comemoração do “Dia do Trabalhador”, o grupo vermelho promoveu encontro festivo no espaço conhecido como “Ponto 40” que é um tradicional local de manifestação política do referido grupo.

A novidade ficou por conta da exposição, nas redes sociais, do deputado Aglailson Victor. Comentários informais, afirmam que ele (Victor) será o candidato do grupo a prefeito da Vitória. Se assim se confirmar, fica-nos a pergunta: será que apresentará um novo projeto ou defenderá, apenas, que “os vermelhinhos” precisam voltar?

Vereador qualificado, mesmo no primeiro mandato, o parlamentar André Carvalho “inaugurou” um novo tempo na política antonense. Através das redes sociais, ferramenta democrática de comunicação de massa, conseguiu se firmar como liderança política local sem precisar de apadrinhamento político. Já aprovado nas urnas e com sucessivas vitórias politicas, em 2024, partirá para um desafio gigante, já que muitos asseguram que sua cadeira na câmara era tida como certa, no sentido da renovação do mandato. Independente de qualquer coisa, indiscutivelmente, é o “fato novo” da eleição majoritária de 2024.

 

Entrando em campo com ampla vantagem, o atual prefeito, Paulo Roberto, segue, no sentido de “administrar o resultado”. É bem verdade que para a disputa em curso perdeu o principal ativo da eleição municipal próxima passada, ou seja: o discurso da chamada “promessa de campanha”.

O fato é que Paulo Roberto ganhou “corpo político” e terá, indiscutivelmente, o maior conjunto de apoios do “exército de candidatos a vereador”. Pesa contra o atual prefeito, uma insatisfação política/administrativa  da população que vive nas partes periféricas da cidade.

Portanto, como falei inicialmente, 6 meses é o tempo que nos separa do dia “D” das eleições  municipais  2024. Em tempos de internet, informações rápidas com múltiplas interpretações, o que temos,  para o “amanhã,  é que pode acontecer tudo, inclusive nada……”

3º Forró do Etesão….

Emplacando sua terceira edição, a Agremiação Carnavalesca Etsão promoveu no sábado (04) o “3º Forró do Etsão”. O evento aconteceu no “Espaço de Ouro” e contou com três atrações musicais. Abrindo o encontro dançante, o público dançou ao som da Banda Jorge Neto e Aninha.

A “elétrica” Lady Falcão interpretou o melhor do forró estilizado. Com quilometragem nos palcos do Nordeste a mesma fez uma viagem, lembrando os sucessos das últimas décadas. Ao final, como não poderia deixar de ser,  a orquestra de frevo botou todo mundo frevar.

Ainda na apresentação de Aninha, o diretor presidente da agremiação,  o sempre animado Elminho Carneiro, “esquentou o gogó” com o refrão que todos sabem cantar: “Etesão e Etesuda….”. Veja o vídeo.