Vitória – “3 deputados, mas é mesmo que num ter nenhum…..”

Alardeado pelas redes sociais tomamos conhecimento que hoje, sexta-feira (03), contaremos, em solo antonense,  com as ilustres presenças dos dois principais candidatos ao governo de Pernambuco (2026).  Agendas administrativas – como pano de fundo. Na prática, a campanha eleitoral já começou.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, capital da Zona da Mata, ocupa espaço destacado no cenário econômico do estado. Na seara política, há várias décadas,  também  ocupamos  pedaço consistente de representatividade na ALEPE. Nessa aritmética, por um calculo simples e elementar, deveríamos contar com  bastante força com qualquer governador que estivesse morando no  Campo das Princesas – independente de lado político. Mas por incrível que pareça acontece  justamente o contrário.

O sentimento da população antonense, na linguagem popular, assim se expressa: “temos três deputados, mas é mesmo que num ter nenhum….”.

Após o pleito, independente por qual partido os nossos ilustres representantes sejam eleitos, eles acabam virando  governistas de carteirinhas.

Doravante, esquecem de cuidar  dos problemas da cidade e passam a usar os seus respectivos “peso político”, outorgado pelos eleitores locais de boa fé, para cuidar apenas dos  interesses próprios, ou seja:  resolver a sua vida e a dos familiares.  Para os governadores a equação se torna  simples, já que inexiste oposição –    como se diz no jargão político, “ Vitória é uma cidade resolvida”.

Por aqui, o que não falta são  problemas crônicos: é COMPESA que não investe em melhorias. É delegacia sucateada, ostentamos o incomodo título de uma das cidades mais violenta do estado, é o presídio local com quase 300% (291%) de superlotação: aliás, hoje (sexta 03),  assassinaram uma pessoa logo pela manhã,  em via pública, no bairro da Bela Vista

Infelizmente, Vitória é uma cidade castigada pelos políticos. Por aqui, nossos três deputados – filhos de três ex-deputados –  repetem o sistema  de décadas, que aliás: sempre deu certo.

Os eleitores, coitados,  que poderiam inverter esse “destino”, convenhamos, é o elo mais frágil dessa lógica perversa,  que continua reproduzindo privilégios para poucos e ignorando às necessidades  da coletividade.

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