Reeleição: mudei de posição…….

Respeitando os direitos e os prazos de quem encontra-se no jogo político, o Congresso Nacional segue mudando as regras para o fim da reeleição para os cargos em disputa nos poderes legislativo e  executivo,  nas três esferas: federal, estadual e municipal.

Nada mais real do que o mundo prático das coisas. Lembro bem, que lá pelo final da década de 90 (1990), quando se começou discutir  o processo  da reeleição no Brasil –  após a Constituinte de 1988 – naquela ocasião, fiquei entusiasmado com a novidade. O argumento era simples e lógico: “quem tiver fazendo um bom governo fica.  Quem não prestar,  o povo tira”.

Queimando a partida,  a “novidade” tinha como objetivo reeleger o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que convenhamos tinha uma aprovação popular elevada. Na Câmara Federal, autor da Emenda à Constituição, um aliado pernambucano: Mendonça Filho.

Fernando Henrique foi reeleito e o tempo passou. Hoje, respeitando todas as opiniões diferentes, entendemos que o processo da reeleição para os cargos majoritários no Brasil, na prática, foi u erro!

Mas que bom que também aprendemos com os erros…..

Tanto na parte de cima quanto na parte de baixo do Poder – de presidente a prefeito – o que constatamos, ao longo dessas quase três décadas, foi o uso criminoso e descarado da máquina pública,  em favor dos ocupantes dos cargos em disputa ou para os  “abençoados pelo poder”.

Com efeito, de maneira geral, o modelo de gestão dos que acabam de assumir um cargo no Executivo passou a ser o que melhor garanta à reeleição. Temas necessários, quase sempre desgastantes,  são empurrados para debaixo do tapete para não “azedar” a relação com o eleitorado, cada vez mais atento em função do acesso às redes sociais. Na ordem do dia, apenas “perfumaria e favores quase sempre impublicáveis”. 

Para concluir, hoje, diferente da minha visão dos anos 90, levanto a bandeira dos que diziam: “o Brasil não está preparado para reeleição”. E acrescento: nossos órgãos de controle e nossas câmaras legislativas, não obstante um novo conjunto de ferramentas disponíveis, ainda padecem de rigor moral e ético,  para julgarem os mal feitos de quem quer que seja….

1ª edição da Meia-Maratona da Vitória – já tem data!!!

SALVE A DATA!
📅 21 de setembro de 2025

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📍 Local: Vitória de Santo Antão – PE

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8ª Festa da Saudade – 23 de agosto – SALVE A DATA!!!

Preparada para um público mais exigente, mais maduro e com requintado gosto musical, a 8ª Edição da Festa da Saudade já tem data para acontecer – 23 de agosto.  Mais uma vez, ocorrerá no salão do Clube Abanadores “O Leão”. 

Mantando a tradição, contará com internacional Orquestra Super OARA – Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos. Mais adiante, postaremos mais informações sobre o evento: Para dúvidas: 9.9188.3054. 

 

 

Vida Passada… – Demócrito Cavalcanti – por Célio Meira.

Na cidade da Vitória, cidade pernambucana de três séculos, plantada, sob o alto patrocínio de Santo antão, à margem esquerda do rio Tapacurá, nasceu, a 15 de fevereiro de 1850, Demócrito Cavalcanti de Albuquerque.

Matriculou-se, Demócrito, aos 19 anos de idade, na Faculdade de Direito do Recife, e aos 23, em 1873, recebeu a carta bacharel, na mesma turma de Argemiro Galvão, o futuro desembargador Galvão do Tribunal de Pernambuco, de Domingos Olímpio, que traçaria, um dia, o “Luzia Homem”, romance notável, de Venancio Neiva, de Fernando Luiz Osório, filho do Marquês do Herval, e do barão de Suassuna, uma das derradeiras e refulgentes figuras da fidalguia de Pernambuco. Doutorou-se, na aludida Faculdade, dando, na defesa de tese, o brilho de sua inteligência e de sua cultura.

Exerceu, no Recife, os cargos de delegado de polícia e de procurador fiscal do Tesouro da Província. Praticou a advocacia. Político ardoroso, pertenceu, sempre, Demócrito, ao partido conservador. Quando o partido liberal, depois de um ostracismo de 10 anos, galgou o poder, com o visconde de Sinimbú, chefe do gabinete de 5 de janeiro de 1878, Demócrito, intransigentemente, se apresentou ao quartel general de seu partido, que era o jornal O Tempo, e pediu um posto de combate. Não lhe foi negada a trincheira. E durante sete anos, ao lado de Correia de Araújo, de Gonsalves Ferreira, de Melo Rêgo e de Alves da Silva, esse brilhante jornalista vitoriense, de pena afiada, e elegante, batalhou, sem cessar, demolindo o acampamento do inimigo. Elegeu-se, a esse tempo, vereador municipal do Recife, e em seguida, deputado à Assembleia de sua Província.  E em agosto de 1885, quando o partido conservador voltou a dirigir a política, com a organização do gabinete Cotogipe, deixou, Demócrito, em 86, a terra natal, para servir na secretaria de um presidente, na Província do Pará. Na terra paraense, exerceu, também, a procuradoria fiscal da Tesouraria da Fazenda, e dirigiu O Grão Pará, fortaleza política, em cujo mastro tremulou a bandeira dos conservadores.

Regressando ao Recife, teve, do governo monárquico, varias comissões, e em 1891, na República, mereceu a nomeação de Delegado do Ministro da Fazenda, no Ceará e na Baia. Fundou, no Rio, informa um biógrafo,  a Associação Beneficente Pernambucana, e a Gazeta Federal, órgão do funcionalismo público.

Morreu, Demócrito Cavalcanti, em 1904, aos 54 anos de idade, no elevado posto de presidente do Tribunal de Contas, e com 30 anos de assinalado serviços à cauda pública. Político da velha tempera, funcionário honesto, jornalista e parlamentar, não perdeu, nunca, a confiança e a admiração de seus concidadãos.

A cidade da Vitória, prestou homenagens à memória de seu filho ilustre. Há, naquela terra, uma rua, que recorda às gerações de ontem e de hoje, o nome desse vitoriense, que honrou, do Pará ao Rio de Janeiro, à terra abençoada, onde ele a luz do dia.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

 

Como será o DNA do povo antonense?

Na recente publicação realizada em conceituada revista internacional, tomou-se conhecimento da verdadeira “cara do Brasil”. Após pesquisar o DNA de 2,7 brasileiros dos 4 acantos do nosso território, veio a revelação cientifica: somos o País com  a maior diversidade genética do Mundo.

Aliás, cada região brasileira trás um traço diferente dessa mistura, levando-se em consideração 4 origens: indígena, europeia, africana e asiática. De maneira geral temos  60%  de sangue europeu, 27% africano e 13% indígena. Em nossa região – Nordeste – a origem africana tem mais força.

Eis aí uma boa pergunta: como será o DNA do povo antonense?

Lembremos que por aqui, o sistema de povoamento não foi muito diferente do resto do território nacional. Quando o português Diogo de Braga chegou (1626), já existiam “índios”. Mais adiante, por ocasião da instalação da indústria canavieira, recebemos pessoas do continente africano.  Indiscutivelmente, essa mistura social acabou sendo o “arroz, o feijão e o fermento” da nossa Vitória de Santo antão de hoje.

Para concluir, fica pergunta:  somos mais europeu, indígena ou africano?

AVLAC – Bibiano Silva na visão da Imortal Débora Lima…..

Em reunião ocorrida no Salão Nobre do nosso Instituto Histórico e Geográfico, ocorrida na manhã do domingo (18), a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – reuniu seus acadêmicos no sentido da  apreciação  da palestra da professora,  artista plástica e escritora Débora Lima.

Na ocasião, a mesma apresentou sua “Defesa Acadêmica”,  realçando o legado artístico do antonense Antão Bibiano da Silva (1889 – 1969) – ANTÃO BIBIANO DA SILVA, UM ILUSTRE ANTONENSE, SUA VIDA E SUA OBRA.

Explanando sobre a importância da beleza e dos seus múltiplos conceitos a professora Débora fez uma viagem filosófica para revelar, entre outras coisas, o robusto e rico  legado do artista Bibiano Silva. Ao final, recebeu os aplausos e o reconhecimento da seleta plateia.

Em Vitória, segue aberta temporada junina!!!

Dentro do chamado  “grande ciclo junino” algumas agremiações  locais já ativaram seu modo forró.  Abrindo a temporada, no inicio de maio,  no Clube Abanadores “ O Leão”, o “Forró do Coelho” manteve a tradição de mais de 4 décadas. Coo diz a música: “parece noite de são de joão…”

Na noite do último sábado (17), o “Forró do ETSÃO”, ocorrido  no Espaço de Ouro,  reuniu os foliões que também curtem os festejos juninos. Duas bandas de forró animaram o encontro. Veja o vídeo:

Na sequência, até a  noite do São João, ainda teremos o “Arraiá do Meiota”, que ocorrerá no próximo dia 24. O Forrozão da Pitú, promovido pelo sempre organizado Charles Romão acontecerá no dia 31/05.

Já no inicio do mês de junho, entrará no circuito festivo o “1º Forrozão do LAVACOPO” que acontecerá na Gamela de Ouro, a partir das 21h do dia 07 de junho.

A histórica cheia de 1975 – @historia_em_retalhos.

A histórica cheia de 1975.

Há 50 anos, 80% do município do Recife esteve debaixo d’água, naquela que é considerada a pior tragédia geográfica da história da cidade.

107 mortos, milhares de desabrigados.

A expansão urbana desordenada fez a natureza recobrar o seu espaço, retomando áreas antes ocupadas pelas quatro principais bacias hidrográficas da cidade: Capibaribe, Beberibe, Pina e Tejipió.

Por terra, o Recife ficou incomunicável com o restante do país por dois dias.

Isso mesmo: o Recife ficou ilhado.

Nesta ocasião, surgiu a famosa frase:

“No Recife, o que não é água, foi água ou lembra água”.

E como se não bastasse, ainda criaram uma fake news.

No dia 21 de julho de 1975, espalhou-se o boato de que as barragens de Tapacurá e Margot Fonteyn haviam rompido-se, gerando um clima de desespero e pânico na cidade.

Houve registro de pessoas que morreram de ataque no coração, diante da aflição com a falsa notícia.

Isso tudo aconteceu há 50 anos, mas, na essência, pouco mudou. A cidade precisa compreender que o aterramento indiscriminado retira da água o seu curso natural, o qual, um dia, será cobrado.

Não nos esqueçamos de que o Recife nasceu em uma grande “planície encharcada”, com 94 cursos d’água naturais.

Uma sexta-feira de paz a todos, gente!
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1ª edição da Meia-Maratona da Vitória – já tem data!!!

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Vida Passada… – Visconde de Alcantara – por Célio Meira.

No último quartel do século XVIII, na cidade de São Luiz do Maranhão, nasceu João Inácio da Cunha. Rico, estudou na famosa Universidade de Coimbra, onde alcançou, aos 25 anos de idade, a carta de bacharel em direito. Diplomado, e estando em Lisboa, quando, em 1807, D. João VI, o Navegante, resolveu partir para o Brasil, só para não  esmagar as forças de Napoleão I,  João Inácio regressou à Pátria, na Comitiva Real, a mais famosa, e a mais numerosa, de que há memória na história agitada dos povos. E por ter enfrentado tempestades, na penosa travessia, chumbando seu destino à sorte de uma coroa, num país longínquo, mereceu, José Inácio, as graças do rei aventureiro, que lhe ofereceu, em 1808, a cadeira de desembargador, na relação da Baia.

Orador eloquente e jurisconsulto de polpa, na apreciação de um biografo, alcançou, esse jovem magistrado maranhense, prestígio e fama na terra baiana, e nas terras da Corte, ao Tempo de D. Pedro I, infidelíssimo esposo de d. Leopoldina.  Exerceu, João Inácio, o cargo de Intendente geral de polícia, no 1º Império. E em 1826, era senador, representando a terra onde nasceu.

Foi o 4º ministro do Império, no gabinete de 14 de Dezembro de 1829, e nesse posto de real destaque, recebeu a graça do viscondado. Nasceu, em 1781, o visconde de Alcantara. Pertenceu, esse ilustrado titular, à geração daqueles que se bateram pela permanência de d. Pedro I no poder, quando conspiraram os rebeldes da abdicação.

E naqueles dias memoráveis de luta política, à hora atribulada em que i Imperador, imprudentemente, avivou o braseiro da rebeldia, com a reconstituição do ministério, de que resultou o gabinete de 5 de abril de 1831, ocupou, o visconde de Alcantara, a pasta da justiça. Viveu dois dias, esse ministério. Veiu a abdicação do monarca. Iniciou-se a Regência.

Ensarilhando as armas, nos combates políticos, o visconde de Alcantara recolheu-se à vida tranquila, esperando, serenamente, pela morte. E morreu três anos mais tarde, a 14 de fevereiro de 1834, aos 53 anos de idade. Ninguém lhe negou até hoje, as excelsas virtudes de coração e de caráter. Foi um homem austero e nobre.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

A ceia dos cardeais e o regabofe dos leigos – por Marcus Prado.

Quando escrevi esta crônica, cardeais do mundo inteiro participavam em Roma do conclave para eleger o novo Papa. Enquanto mídias de todas as partes se voltavam para a chaminé da Capela Sistina, para dignitários da Igreja confiantes na inspiração do Divino Espírito Santo, eu tinha o foco da minha atenção, como leitor, voltado para a famosa peça teatral de Júlio Dantas (1876-1962), “A Ceia dos Cardeais”, uma obra de maior êxito da dramaturgia portuguesa, em um ato, em dísticos alexandrinos.

Foi representada pela primeira vez no antigo Teatro de D. Amélia (Lisboa), em 24 de março de 1902. Ficou conhecida no Recife, na década de 70, como um dos momentos culminantes do extinto Teatro de Amadores de Pernambuco, com os atores Reynaldo de Oliveira (1930-2022), Enéas Alvarez (1947-2011) e Renato Phaelante. (1945- ).

A peça desenvolve três concepções: no Vaticano (no pontificado de Bento XIV), na ceia, três cardeais, um francês, Cardeal Montmorency de 60 anos, um espanhol, Cardeal Rufo de 63 anos e um português, Cardeal Gonzaga de Castro, de 81 anos, através de monólogos interrompidos por frases de louvor ou de apoio revelam as aventuras amorosas que viveram na juventude. Longe estava a ficção de Júlio Dantas para a vida real do cardeal Newman, que era homossexual.

Com o padre Ambrose St. John, (1815-1875) falecido 15 anos mais novo do que Newman, estiveram juntos durante 30 anos. O cardeal sobreviveu-lhe outros 15 anos e pediu para ser enterrado no mesmo túmulo de Ambrose, a quem, segundo as suas próprias palavras, “havia amado com um amor tão forte como o de um homem por uma mulher”. (Seu biógrafo mais conhecido nega esse detalhe na vida do religioso).

A paródia é uma forma de arte que consiste em imitar e modificar uma obra original, geralmente com a intenção de provocar humor ou crítica. Ela utiliza a intertextualidade, ou seja, referência uma obra anterior, mas a altera de forma que o novo texto tenha um significado diferente, frequentemente cômico ou irônico.

Ficaram famosas as adaptações e as paródias de “A Ceia dos Cardeais” feitas em diversas épocas, não só em Portugal, no Brasil, até em idioma inglês. As crônicas e contos de Machado de Assis mobilizam um repertório de romances com capítulos curtos que parecem parodiar gêneros e favorecer a constituição de uma atmosfera heroico-cômica, como sugeriu Alfredo Bosil (1936-2021) a partir de “Memórias póstumas de Brás Cubas” e dos contos reunidos em “Papéis avulsos”.

A revista IstoÉ deu uma dica, até hoje não acolhida nos meios teatrais, para uma incrível paródia do clássico “A Ceia dos Cardeais”. Publicou uma reportagem, segundo a qual o Supremo Tribunal Federal (STF) abrira licitação para contratar empresa fornecedora de refeições para seus integrantes “e que sirva banquetes aos ilustres ministros togados e seus comensais”. Serão gastos R$ 1,1 milhão, diz a revista. Na lista de exigências do contrato, previsto para durar 12 meses, prorrogáveis por mais 60 meses, “estão pratos dignos dos melhores restaurantes do mundo, comparados aos badalados cinco estrelas do guia Michelin”. O país está cheio de motivações para novas paródias que lembram a ópera “Carmina Burana: “O Fortuna”, de Carl Orff (1895-1982).

Marcus Prado – jornalista

Artur Eugênio de Azevedo – por @historia_em_retalhos.

Em 12 de maio de 2014, era covardemente assassinado o médico Artur Eugênio de Azevedo, aos 35 anos, em Jaboatão dos Guararapes/PE.

Artur era paraibano de Campina Grande/PB, mas morava no Recife e atuava como cirurgião nos hospitais do Câncer, das Clínicas, IMIP e Português.

Na noite daquele dia 12 de maio, Artur foi arrastado por dois homens na entrada do edifício onde residia, em Boa Viagem.

O seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na manhã seguinte, às margens da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, e o seu veículo foi localizado queimado e abandonado no bairro da Guabiraba (foto).

Com um futuro promissor e de temperamento calmo, sereno e muito benquisto, a morte de Artur causou perplexidade no meio médico e na sociedade.

Isto porque o mandante do crime foi um colega seu de trabalho.

Por supostas desavenças profissionais (jamais esclarecidas), o médico Cláudio Amaro Gomes (foto) planejou o assassinato de Artur, tendo o seu filho, Cláudio Amaro Gomes Júnior, participado da trama.

Coube a Cláudio Júnior o papel de chamar Jailson Duarte César para contratar os homens que executariam o assassinato: Lyferson Barbosa e Flávio Braz.

O mais inacreditável em toda essa história é que Cláudio Amaro, o cabeça do crime, era um médico bem sucedido.

Mestre e doutor em cirurgia, era também professor-adjunto da UFPE, tendo sido o profissional responsável pelo internamento do presidente Lula quando este passou mal no Recife em 2010.

Por que tirar a vida de um colega de profissão, jovem, idôneo, com todo um futuro profissional pela frente?

Infelizmente, este é o tipo da pergunta para a qual nós jamais teremos a resposta, visto que a mente humana é indecifrável.

Ao fim e ao cabo, Cláudio foi condenado a 27 anos de prisão e o Conselho Regional de Medicina cassou o seu diploma.

Cláudio Filho pegou 34 anos de cadeia e Lyfeson Barbosa e Jaílson Duarte foram condenados, respectivamente, a 26 e a 24 anos de prisão. Flávio Braz, o quinto envolvido, morreu em um tiroteio com a polícia.

Uma semana de paz a todos, gente.
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Fernando de Noronha: esclarecimentos são necessários!!!

Distante dos acontecimentos, apenas acompanhando pela grande mídia e também por algumas postagens na internet, no que se refere aos lamentáveis fatos ocorridos na Ilha de Fernando de Noronha, em que um delegado de polícia atirou num nativo, por motivo alheio a sua profissão, na qualidade de sociedade, sigo acompanhando o desfecho dos acontecimentos.

Evidente que os procedimentos administrativos já foram acionados e certamente dentro dos prazos legais os esclarecimentos deverão ser comunicado pela imprensa.

O nativo, baleado na perna e ainda hospitalizado, já se pronunciou. Em suas palavras, sem filtro, por assim dizer, demostrou um certo espanto com a situação. Já o delegado, até o mento,  segue em silêncio. Motivo pelo qual dificulta qualquer juízo de valor sobre sua versão dos fatos. Mas curiosa foi a nota da associação dos delegados que, ao que parece, contradiz com as cenas exibidas na filmagem divulgada, até aqui.

Seria bom que, ao final das  investigações, após ouvir todos os envolvidos e sem nenhum tipo de pressão,  as autoridades viessem a público para  revelar a verdadeira motivação dos acontecimentos e evidentemente punir o e/ou os culpados.  Isso deixaria a polícia com mais credibilidade e a população mais segura.

Câmara dos Deputados: frutos duvidosos…..

Por uma questão de justiça não podemos generalizar. Na chamada floresta política existe algum  tipo  de animal que vive  na trilha da seriedade. O problema é que no resultado das ações do conjunto as  boas sementes  não florescem, não inspiram e muito menos produzem  os frutos necessários, isto é:  a sociedade sempre sai perdendo.

Obrigados a reconfigurar o número (513) de representantes (deputado federal), no sentido da ocupação das cadeiras na Câmara Federal, em função da alteração populacional nos estados,  os nossos legítimos representantes acabaram optando pela solução  mais vantajosa – para eles….

Ou seja: as 513 cadeiras, para a próxima legislatura, passarão para 531. Mudança quase imperceptível. Continua-se com os números 1, 3 e 5. Apenas foram alteradas duas  posições. Tudo pensado para confundir a informação. 513 e 531 – visualmente – é quase mesma coisa….

São por essas e outras atitudes que todos os dias a classe política vem perdendo a credibilidade e o respeito da população. Mudar a regra do jogo – em benefício próprio –, no meu modesto entendimento, apenas revela o grau de preocupação que esses parlamentares possuem em relação ao eleitorado. Ano que vem tem eleição: ao invés de 513 serão 531. Viva o Brasil!!!

Vida Passada… – Gervásio Fioravanti – por Célio Meira.

O recifense Gervásio Fioravanti Pires Ferreira nasceu em 1870, no dia 13 de fevereiro. E nos 15 anos, lendo Castro Alves e Fagundes Varela, Casemiro de Abreu e Gonçalves Dias, era, na Faculdade de Direito do Recife, o mais brilhante dos Calouros. Enfeitiçado pela tribuna, palavra fácil e faiscante, enamorado da poesia, nervoso, de maneiras cativantes, Gervásio conquistou, cedo, a admiração da mocidade do seu tempo. Bacharelou-se aos 19 anos de idade, em 89, no ano da  República, no ano em que a faculdade se cobriu de crepe, pela morte de Tobias Barreto, o mulato preclaro de Sergipe, pertencente a turma de Antônio Massa, de Tramaturgo de Azevedo, de  Frota e Vasconcelos, Maria Augusta Meira de Vasconcelos e de Alfredo Varela.

Abolicionista e republicano, ingressou Gervásio no ministério público, ocupando, de 1890 a 93, a promotoria da comarca, no Recife. Revelou, no exercício desse cargo, inteligência e honestidade. Não negou justiça a ninguém e não se curvou injunções políticas. Orador fulgurante, a quem Deus concedeu as galas da eloquência, obteve aplausos dos contemporâneos.

Aos 26 anos, em 1896, e na mesma arena em que se combateram Manuel Cícero Peregrino da Silva, Júlio Pires, Alcêdo Marcos, José Anísio Campelo e Antônio Joaquim de Albuquerque Melo, conquistou, Gervásio, a 30 de novembro daquele ano, na Faculdade, donde saíra bacharel,  a cadeira de direito criminal. Quatorze dias decorridos, vestiu a beca de professor substituto. Onze  ano mais tarde, a 14 de outubro de 1907, alcançou, do governo, a nomeação de lente catedrático.

Durante quarenta anos, fez, Gervásio, da cátedra, um santuário. Havia, na sua palavra arrebatada, e quente, doçura de apóstolo. Acolhedor, e jovial, Gervásio pareceu, sempre entre os discípulos, um companheiro mais idoso, e daí a simpatia, a admiração e a idolatra que lhe votava, com  justiça, a mocidade. Possuiu, esse Mestre amando, em elevado grau, o culto sereno da amizade. Recordava-se, por vezes, de discípulos de há quinze e vinte anos, e recompunha cenas e episódios acadêmicos, à luz prodigiosa de sua memória, e do calor de seus afetos.

Poeta admirável, da estirpe dos cantores líricos, escreveu o “Meses” e o “Horas Marianas” em cujas páginas, há, constantemente, perfume e rosa.

Fundou na Academia Pernambucana de Letras, a cadeira de José Natividade Saldanha, desditoso poeta, e secretario do governo Manuel de Carvalho Pais de Andrade, chefe, em 1824, da Confederação do Equador.

Morreu Gervásio Fioravanti, aos 66 anos de idade, na cidade do Recife. Desapareceu o amigo incomparável, o ídolo dos estudantes. Desapareceu, sorrindo, com o espírito tranquilo, o último boêmio das gerações fidalgas do passado.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

 

6 de maio e o Mestre Aragão……

No conjunto das datas marcantes,  amanhã, 06 de maio, também sublinha um recorte temporal  importante do nosso lugar.  Foi a partir de 6 de maio de 1843 que fomos condecorados com o título honorífico de “cidade”.

Quando aprofundamos à leitura e o entendimento da sequência de “vida” da nossa aldeia, iniciada com a chegada do português Diogo de Braga, em 1626, logo entenderemos que o processo de mudança, ocorrido no mês de maio de 1812, quando deixamos a condição de “Freguesia” e viramos “Vila”  foi, indiscutivelmente,  o momento que causou  mais impacto  e transformação na comunidade antonense. Diferentemente do ocorrido no bojo do 06 de maio de 1843.

Nesse contexto, na qualidade de comunidade, deixamos de “receber ordens” de Olinda e passamos, de fato, a tomar conta do nosso próprio destino. Passamos a criar nossas  leis e assim alinhavarmos  e costurarmos o futuro que,  naquela ocasião,  já se avizinhava como próspero.

Comemorar, amanhã, a passagem de mais um 6 maio (182 anos)  é importante por vários motivos: pelo simbolismo que a data carrega e também por oportunizar uma abertura de dialogo com nós mesmos (comunidade), no sentido do autoconhecimento.

A comemoração da data 6 de maio, que poderia ser esquecida como tantas outras passagens importantes da nossa história, possivelmente só entrou no “radar” da cidade  justamente por conta do  6 de maio de 1943 (centenário), pois,  naquela ocasião,   encontrava-se sentado na cadeira de prefeito um sujeito verdadeiramente sensível  aos fatos históricos e, assim sendo, cuidou em dá relevo a passagem,  promovendo um grande evento na cidade. Esse prefeito foi José Aragão. Viva o 6 de maio! Viva o Mestre Aragão!!!

Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão – por @historia_em_retalhos.

3 de maio de 2003, Ipojuca, Pernambuco.

Naquele dia, as jovens Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, ambas com 16 anos, passavam o fim de semana na casa de um amigo, na Praia de Serrambi, litoral sul de Pernambuco.

Após um passeio de lancha até o Pontal de Maracaípe, elas se separaram dos outros jovens e foram andar sozinhas pela praia.

Ao retornarem ao local, constataram que o grupo já havia retornado com a lancha para Serrambi.

Então, decidiram voltar e conseguiram uma carona até as imediações do trevo de Porto de Galinhas, onde pegariam uma condução.

Desde então, desapareceram.

Amigos procuraram, mas disseram não ter encontrado nenhuma pista.

Dez dias depois, o empresário José Vieira, pai de Tarsila, encontrou os restos mortais das adolescentes em um canavial, em Camela, distrito de Ipojuca.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram os irmãos kombeiros Marcelo José de Lira e Valfrido Lira da Silva como os responsáveis pelo crime.

Entre as provas, objetos encontrados no local do crime e na kombi de Marcelo, como fio de nailon, barbeador (da mesma marca e cor usado pelo kombeiro) e fios de cabelo que se assemelhavam aos das vítimas.

Três testemunhas afirmaram ainda terem visto as vítimas pedir carona na Praia de Porto de Galinhas.

Mas o resultado foi contestado pelo Ministério Público de Pernambuco. O então promotor de Ipojuca, Miguel Sales, falecido em 2014, pediu novas diligências três vezes, colocando em xeque as investigações, que acabaram nas mãos da Polícia Federal.

Marcelo e Valfrido Lira chegaram a ser presos, denunciados e julgados pelo crime, mas foram absolvidos em júri popular em 2010.

Em 2018, o caso transitou em julgado no Superior Tribunal de Justiça.

Mais de duas décadas depois, esta triste história segue sem esclarecimento.

Hoje, ambas estariam com 38 anos de idade.

Quem matou as adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão?

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Vitória: o tabuleiro político para 2026 já começou a remexer-se!!!

Em ano pré-eleitoral, bem distante da atenção da expressiva parte do eleitorado, os políticos correm para ajustar “sua respectivas pistas”, rumo ao pódio eleitoral, neste caso em tela, 2026.

Mudanças a partir de Brasília, no que se refere aos rumos partidários, por essência, espaços federativos, tem a capacidade de “remexer” o tabuleiro político na província. Exemplificando: quem estava alinhado ao campo “X” passar a ser obrigado a se abraçar com o campo diametralmente oposto.

Com efeito, Pernambuco já começou a viver esse clima. Até a chamada “janela partidária”, que só acontecerá no inicio de 2026, muitos acordos serão quebrados. Outros refeitos e muitos outros, nunca antes  imaginados, entrarão na ordem do dia.

Vitória de Santo Antão, que não se configura numa “ilha eleitoral”,  já começou a vivenciar os efeitos colaterais das decisões que tiveram  como epicentro a Capital Federal.

Por aqui, para 2026, rolará muitas imagens  novas.  Bem diferentes daquelas fotografias  de 2022. Aliás, em função das conveniências, vale sempre lembrar: na política,  não existe espaço para amadores……

Redemocratização – por @historia_em_retalhos.

Era o ano de 1981.

Naquele momento, o Brasil caminhava a passos lentos para a redemocratização do país.

Ao assumir o poder, em 1979, Figueiredo deu continuidade ao distensionamento político iniciado por Geisel, gerando inconformismo nos setores mais radicais do regime e nos órgãos de informação e repressão da ditadura, como o CIE, o SNI e o DOI-Codi.

Para estes órgãos, o fim da ditadura representaria, também, o fim de suas próprias existências e os seus membros receavam um possível revanchismo por parte da oposição democrática, caso esta assumisse o poder.

Então, a lógica era simples: era interessante para estes setores que a “esquerda” voltasse a se envolver na luta armada, de modo a justificar o acionamento de mais repressão política.

Na falta de um perigo real, valia tudo, inclusive, forjar ameaças para fundamentar uma volta à repressão e, dessa forma, dar-se maior importância aos órgãos de segurança.

Foi assim que, na noite do dia 30 de abril, durante as comemorações do Dia do Trabalhador, no Riocentro, onde se apresentavam artistas como Elba Ramalho e Gonzaguinha (foto), duas bombas foram levadas ao local, em um carro Puma GTE, com o objetivo de promover uma tragédia e imputá-la às organizações de esquerda, pondo fim ao lento processo de abertura política.

Algo inesperado, todavia, aconteceu.

Uma falha não premeditada comprometeu os planos.

Com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu prematuramente dentro do carro onde estavam o sargento Guilherme Pereira e o capitão Wilson Machado, no estacionamento do Riocentro, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão.

Todas as tentativas de encobrir o fracasso da operação e culpar as organizações de esquerda foram frustradas.

Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade concluiu que o atentado fez parte de uma ação articulada do Estado brasileiro.

Ao fim, o episódio tornou-se um marco da decadência e do esgotamento do regime militar no Brasil, que daria lugar, quatro anos mais tarde, ao restabelecimento da democracia no país.

Jamais aceitemos revisionismos históricos de ocasião.

Um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la.
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Vida Passada… – Osvaldo Cruz – por Célio Meira.

Na zona leste da terra paulista, naquela cidade antiga de S. Luiz de Paraitinga, onde o escritor Francisco de Assis Barbosa viu, e exaltou, “velhos sobrados coloniais no páteo da matriz”, nasceu, no ano de 1875, Osvaldo Gonçalves Cruz. Muito Jovem, aos 20 anos de idade, conquistou, no alvorecer da República, a carta de doutor em medicina. Inteligentíssimo, e estudioso, dedicou-se, com divina esperança de alcançar vitórias, à microbiologia e à anatomia patológica. E não se enganou, o intimorato bandeirante. Batalhou, corajosamente, como um guerreiro antigo, e venceu.

Osvaldo Cruz, em 1901, combatei a peste bubônica, extinguindo-a. Obteve, a esse tempo, os primeiros aplausos do governo e os agradecimentos do povo. E dois anos mais tarde, no governo de Rodrigo Alves, o preclaro paulista, o cientista Osvaldo Cruz, de 31 anos de idade, iniciou a maior, e mais luminosa batalha de sua carreira pública, atacado, de frente, a febre amarela, cheio de fé, e de energia. A luta fio tremenda. Surgiram obstáculos, guerrilhas da população, injurias, mas, o sábio, apoiado pelo poder público, não recuou da ação titânia e benfazeja. Extinguiu a febre. Saneou a capital da República.

Deve-se-lhe a fundação do Instituto de Manguinhos, hoje Osvaldo Cruz. Esse Instituto é, na América do Sul, um estabelecimento modelar, e de inestimável serviço, à causa pública. Aconselhou, ao povo, o uso da vacina contra a varíola, em 1904, e a mocidade desavisada das escolas, levou o povo a rebeldia.

Representou o Brasil, em 1907, num congresso de Higiene, em Berlim, alcançando, escreve um biografo, a medalha de ouro, oferecida pela imperatriz da Alemanha. Era essa medalha, nesse congresso doa sábios, a maior distinção. Exerceu, por algum tempo, o governo, na prefeitura de Petrópolis. E moço ainda, antes dos 40, com a cabeça “empoada precocemente pelo tempo”, na observação de Afrânio Peixoto, pertenceu à Casa dos 40 imortais, ocupando a cadeira nº 5, patrocinada por Bernardo Guimarães , e onde se sentou o doce Raimundo Correia, o poeta do “Mal Secreto”.

E, aos 45 anos, a 11 de fevereiro de 1917, morreu Osvaldo Cruz. Finou-se, nesse dia, o “marechal” da medicina brasileira, que sustentou, sem tremores, mil batalhas memoráveis nos pântanos e nos charcos de uma cidade. Nessas refregas, Osvaldo não ceifou criaturas. Destruiu “mosquitos”, para salvar uma população inteira.

Se há embaixadores, na terra, inspirados pela sabedoria divina, foi Osvaldo Cruz, um Embaixador de Deus.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.