Experimento social com o público da 4ª Corrida da Vitória – por João Vicente Neves Baptista.

As conversas dos outros e o experimento social.

Vou começar confessando logo: tenho o terrível vício de querer ouvir as conversas dos outros. Adquiri essa curiosidade mórbida frequentando lugares onde se bebe, sem ser bebedor. Melhor explicando: embora o efeito da bebida alcoólica não me caia bem, o que me fez desistir de ser um boêmio – passo uma noite inteira com duas ou três doses de whisky bem diluído em água – eu simplesmente adoro frequentar os ambientes onde se consome a “água que o passarinho não bebe”, quais sejam, os bares, os eventos musicais e toda sorte de comemorações.

Nesses lugares, os que bebem se divertem bebendo, e tendo, uns com os outros, conversas de bêbado, aquelas que permeiam o vasto campo compreendido entre ‘parto de raposa’ e ‘atracamento de navio’, isso sem contar as confissões, os desastrosos e desnecessários sincericídios, as mentiras e as megalomanias.

Mas a minha praia é outra; eu gosto de ouvir, interpretar e me divertir com essas conversas, principalmente havidas entre pessoas que não conheço. Funciona mais ou menos assim: fingindo participar da minha roda, fico sorrindo e balançando a cabeça como quem concorda com tudo o que ali se diz, enquanto minha mente e ouvidos estão concentrados em conversas paralelas, onde se está debatendo os mais variados assuntos, sendo mais corriqueiros os singelos bate-papos sobre fatos engraçados, as fofocas bestas e aquelas indefectíveis mentiras, onde homens contam vantagens sobre, por exemplo, seu desempenho sexual. Mas também já cheguei a ouvir conversas intrigantes como a combinação para prática de um crime, revelação de um segredo irrevelável e até confissões acerca preferências sexuais bizarras e nojentas.

Mas foi aqui em Vitória de Santo Antão que ouvimos eu e Lari – minha mulher, a quem, como um traficante malvado, incuti o mesmo vício –, uma tese debatida numa roda de bêbados, na qual se afirmara com toda convicção, que o povo dessa terra era em sua maioria desonesto. Os bêbados defendiam tal absurdo com exemplos burros, generalizando atitudes de um e de outro, que na cabeça deles, serviam para comprovar tal disparate,

Intrigados, chegamos a abordar tal assunto com outras pessoas, e chegamos a ouvir quem confirmasse tal característica, o que sempre rechaçamos com a veemência de uma mãe que defende um filho de uma acusação maldosa.

Vieram a calhar recentemente, duas reportagens onde se apresentavam curiosas práticas comerciais:  uma quitanda na beira de uma estrada de terra, no interior do estado do Mato Grosso, onde um agricultor expunha frutas e hortaliças, indicando os respectivos preços e disponibilizava uma balança, uma calculadora e uma caixa de madeira contendo moedas e cédulas de baixo valor, para que o cliente escolhesse a mercadoria e ele mesmo pesasse, calculasse, pagasse o valor, e eventualmente recolhesse o próprio troco; e outra sobre idêntica prática, feita por comerciante de pedras semipreciosas, que ficavam expostas sobre um enorme tabuleiro, salvo engano no Rio Grande do Sul.

Em ambos os empreendimentos, era quase nula a ocorrência de furtos ou outras formas de desonestidades por parte dos clientes, o que de certa forma comprovava o que sempre defendemos: os desonestos compõem a exceção, uma ínfima minoria e não o contrário, como gostam de defender os maledicentes, acometidos da famosa síndrome do vira-lata, que é aquela estranha e nociva mania de denegrir a imagem do seu próprio povo, com a convicção de que a grama do vizinho é e sempre será mais verde que a sua.

Então tivemos a ideia de replicar as práticas desses comerciantes aqui na nossa cidade, e escolhemos a 4ª corrida da Vitória como palco do experimento. Na véspera do evento, fomos à praça do Livramento, escolher o local onde colocaríamos, pelo preço de R$ 4,00, cocos verdes, gelados e já preparados pelo nosso habilidoso caseiro para serem facilmente abertos, disponibilizaríamos canudos, um fura-coco, um caixa com moedas e cédulas pequenas para troco e um ‘QR code’ para pagamento via pix. Lá estando, avistamos o organizador do evento, o famoso jornalista e historiador Pilako, de quem nos aproximamos, nos apresentamos, e quem não só nos ouviu com toda atenção, como ficou entusiasmado com a nossa iniciativa, e com enorme simpatia e prestatividade deu suas sugestões e indicou um local para instalarmos nosso quiosque – construído horas antes do evento, por mim mesmo, utilizando madeira de descarte encontrada pelas ruas e ferramentas de hobby.

As 4:45 da manhã, do domingo 27/04, atrasados e sob os justos protestos do nosso novo amigo, a quem havíamos prometido chegar as 3, nos encontrávamos montando o quiosque, encimado por uma placa improvisada onde se lia: “a verdadeira honestidade acontece quando ninguém está olhando”, o nome da barraca, “PEGUE & PAGUE”, e outras sinalizações indicando as instruções, o valor, o QR CODE, e ainda a seguinte advertência: “sorria, você está sendo filmado pela sua consciência”.

Às 5:20, tudo montado, nos afastamos e deixamos o baile seguir. E qual o foi o resultado? Às 8:35, os 80 cocos se venderam sós. E o melhor: não só inexistiu um único caso de desonestidade, como o valor arrecadado foi superior aos R$ 320,00 que seriam resultantes dos 80 cocos a R$ 4,00 cada, o que atribuímos a eventual não recolhimento dos trocos pelos clientes.

Confirmada nossa tese com muita alegria, decidimos, eu e Lari, repetir a empreitada nos próximos eventos e escolher alguma entidade para receber o valor arrecadado, como forma de agradecimento a essa maravilhosa cidade onde acreditamos que a esmagadora maioria da população é de pessoas honestas e dignas, e onde desde 2016, sem titubear, escolhi para viver até o fim da vida.

João Vicente Neves Baptista, ou Joca, 46, é advogado com 20 anos de experiência, integrante da quarta geração de um tradicional escritório de advocacia centenário, iniciado pelo seu bisavô, sediado em Recife e atuante na área de direito empresarial. É casado há 6 anos com Larissa Arruda, 26, empresária e futura nutricionista, com quem reside no Sítio Palmeira Imperial, pequena propriedade rural na região de Terra Preta, onde o casal comercialmente cria peixes, porcos e carneiros e cultiva plantas e árvores exóticas.

Voltando às atividades e rotineiras….

E foi com o som do canto dos pássaros que aprontamos a estrutura de 4ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória. Hoje, segunda-feira (28), seguimos operando, no sentido do fechamento do evento.

Promover eventos não é  tarefa das mais fáceis, sobretudo quando estamos falando de evento na rua, com um dinamismo e uma movimentação própria. Mas, ao final, deu tudo certo!

Voltando às atividades  rotineiras….

Revolução dos Cravos – por @historia_em_retalhos.

“Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim”

“Tanto Mar”, canção de 1978, foi gravada por Chico Buarque em homenagem à Revolução dos Cravos, movimento armado que pôs fim ao regime fascista salazarista, no dia 25 de abril de 1974, em Portugal. 🇵🇹

O período da história portuguesa conhecido como “salazarismo” teve o seu início em 1933, com a ascensão ao poder de Antônio de Oliveira Salazar.

Inspirado no fascismo italiano, Salazar estabeleceu um regime autoritário-ditatorial, pautado na censura, repressão, exílios e guerras coloniais.

Em 1968, Salazar sofreu um derrame e foi substituído por Marcello Caetano, que prosseguiu com a política autoritária.

O isolamento político, a decadência econômica e os desgastes com as guerras coloniais foram o pano de fundo para a formação de um movimento de resistência ao salazarismo.

Em 09.09.73, surge o MFA – Movimento das Forças Armadas, em oposição à ditadura, o qual, no ano seguinte, reúne-se e decide derrubar o governo de Caetano.

Em 25 de abril, às 00h:20min, a transmissão pelo rádio da música “Grândola Vila Morena” foi a senha utilizada para anunciar o início das operações militares, deflagrando a rebelião.

E qual a razão do nome “cravos”?

Em verdade, a revolta aconteceu praticamente sem resistência.

Caetano rendera-se no mesmo dia, seguindo para o exílio no Rio de Janeiro.

Diante disso, a população saiu às ruas para comemorar, entregando flores de cravos aos soldados, que as colocavam nos canos de seus fuzis, tornando, assim, a flor símbolo e nome da Revolução.

As principais conquistas do 25 de abril podem ser resumidas nos chamados “3 D’s”:

– Democratizar,

– Descolonizar e

– Desenvolver.

O reconhecimento da independência de Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Angola foi um reflexo direto do movimento.

Para a nossa alegria, o perfume dos cravos portugueses atravessou o Atlântico e também chegou no Brasil, influenciando no processo de redemocratização do país e, mais tarde, na promulgação da Carta Cidadã de 1988…

Dedico este retalho de hoje à memória de dona Fátima Azevedo.
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4ª Corrida da Vitória: Rock In Roll na dose certa!

Prepare-se para um domingo de pura vibração, emoção e superação!
A 4ª Edição da Corrida  e Caminhada da Vitória  vem aí. E dessa vez, com uma energia ainda mais poderosa!

Além do esporte, vai ter rock’n roll de primeira  com a galera incrível do @projetorockclube,  mandando ver no som e levantando a vibe!

Anota aí:
Domingo, 27 de abril 
Corre, caminha, vibra e curte muito rock com a gente!

Posto Indígena Guido Marliére – por @historia_em_retalhos.

Em 1969, a ditadura militar brasileira mandou construir no antigo Posto Indígena Guido Marliére, no município de Resplendor/MG, um presídio só para indígenas: o Reformatório Agrícola Krenak.

Para lá, passou a enviar indígenas acusados de “causar problemas”, sem nenhuma acusação formal ou direito de defesa.

Era um autêntico regime de exceção, inexistindo garantias processuais, tipos penais ou sentenças definidas.

Segundo relatório da Comissão da Verdade de Minas Gerais, o Reformatório Krenak recebia indígenas de todo o país e dizia “reeducá-los”, mas, na verdade, funcionava como uma prisão para aqueles acusados de vadiagem ou que resistiam às expulsões de suas terras.

Comandado por um militar, o Capitão Manoel Pinheiro, o reformatório era um espaço de violações de direitos humanos, trabalhos forçados, torturas e terror.

Os indígenas que cometessem faltas eram brutalmente reprimidos e punições como chicotadas e confinamento em solitárias eram frequentemente aplicadas.

A proibição de falar o seu próprio idioma também era uma regra no reformatório.

Proibindo os Krenak de falarem a sua própria língua, buscava-se, em verdade, o apagamento gradual de sua identidade cultural, no processo denominado de genocídio cultural.

A negação de identidade dos indígenas foi uma estratégia muito utilizada no Brasil por fazendeiros.

Primeiro, negava-se a sua identidade cultural.

Depois, alegava-se a extinção daquele povo, para, por fim, tomarem-se as suas terras.

Um outro detalhe é que a detenção não tinha prazo definido, durando o tempo que os militares julgassem adequado.

Por isso, muitos sustentam que os indígenas estavam em um verdadeiro campo de concentração, em um regime jurídico paralelo.

Em 1972, o Reformatório Krenak foi fechado em Resplendor, sendo todos os presos transferidos para a Fazenda Guarani, em Carmésia/MG.

Em 02.04.2024, a Comissão de Anistia concedeu a 1.ª reparação coletiva da história do Brasil ao povo Krenak.

Ao final da análise, o presidente da Comissão, Eneá de Stutz, ajoelhou-se e pediu desculpas aos indígenas em nome do Estado brasileiro.

Perdão, povo Krenak.

Lembrar para nunca mais repetir.
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4º Edição da Corrida e Caminhada da Vitória: o dia “D” tá chegando….

E no feriado de ontem (21) teve  alinhamento com parte da equipe da organização da 4º Corrida e Caminhada da Vitória. A contagem regressiva já começou…

O evento, que congregará 1000 atletas, já se configura num do mais importantes movimentos do esporte amador da Vitória de Santo Antão e de cidades circunvizinhas.

Anota aí:
📅 27 de abril de 2025
📍 Vitória de Santo Antão
🛣️ Percurso de 7 km

Prepara o tênis, aquece o corpo e vem com a gente fazer história mais uma vez!
Vai ser lindo demais!

HOUVE UM TEMPO, LEMBRO BEM DELE…. – por Lucivanio Jatobá.

Em que a Semana Santa era um período de extrema tristeza, pois trazia à tona o sofrimento e o assassinato de Jesus Cristo. A partir da Quarta-feira Santa, e sobretudo entre a Quinta e a Sexta-feira ( santas), as rádios de Pernambuco, sem exceção, só tocavam musica clássica até a meia noite do Sábado de Aleluia.

As igrejas católicas ficavam sombrias, com os santos e santas envolvidos por um tecido roxo. Havia ainda pelas ruas das cidades a Procissão do Senhor Morto, uma procissão muito triste, que era iniciada por um som ritmado de uma matraca. Os sinos das igrejas ficavam tocando incessantemente, emitindo um som fúnebre.

Agora, vive-se um tempo de absoluta indiferença ao sofrimento e ao absurdo assassinato de Jesus Cristo. Um feriado prolongado permanece. E é usado para se tomar cachaça, ouvir “bregas” imorais e etc e tal… Sinceramente, deveria ser abolido o feriadão da Semana Santa. Os verdadeiros cristãos fariam as suas orações em igrejas ou praças públicas. Lembrariam da Paixão de Cristo. Feriado agora para quê, mesmo? Para alimentar o quê, mesmo? A fé? Que fé?

Lucivanio Jatobá

Corrida da Vitória – entrega dos kits….

ATENÇÃO, ATLETAS!
A Retirada do Kit da 4ª Corrida da Vitória está chegando! Confira todos os detalhes para garantir o seu:

📍 Local:
Loja Joelma Sports

📌 Endereço:
Rua Doutor Aluísio de Melo Xavier, 75 – Centro
Vitória de Santo Antão – PE

🗓 Dias e horários de entrega:
* Quinta-feira (24/04) – ⏰ das 9h às 17h
* Sexta-feira (25/04) – ⏰ das 9h às 17h
* Sábado (26/04) – ⏰ das 9h às 12h

⚠️ Importante:
* Levar CPF e comprovante de inscrição
* Para retirar o kit de outro atleta, é necessário apresentar cópia da inscrição e dos documentos pessoais
* 🚫 Não haverá entrega de kits no dia do evento!

Desejamos a todos uma excelente prova!
BOA PROVA!
Vamos com tudo!

Organização

São João – Por Célio Meira (em 1977)

Crônica publicada na Revista do Instituto Histórico e Geografico da Vitória de Santo Antão – Vol. 7º – em 1977.

SÃO JOÃO – Meu pai, falecido há 30 anos, gostava da festa de Santo Antônio. Adorava festejos de São João. Era devoto fervoroso de taumaturgo de Lisboa de Pádua, que pregara os peixes. Acendia velas no santuário, nas noites de 23 e 24 de junho, iluminando a estampa colorida de Batista.

Parece que estou a vê-lo, quando era menino, no quintal de nossa casa, na rua do Meio, ensinando-me a fazer fogueira de barrica. Enchia-se uma barrica velha de lenha seca e ateava-se fogo com papeis embebidos em álcool ou querosene. Subiam as labaredas, ouviam-se estálidos da lenha, e, decorrido pouco tempo, tudo era braseiro. Retirávamos tições, e quando a cinza os cobria, nós os soprávamos, a plenos pulmões, até que o fogo se tornasse vermelho.

Começava, então, o brinquedo de fogos. Acendiam-se as “estrelinhas”, queimavam-se os “mosquitos” e besouros “quebra-canela”, soltavam-se, com a mão a tremer, “pistolas” de quatro e cinco “balas”, “rodinhas” presas com um alfinete numa flecha, “chuveiros de ouro e prata” e “cartas” de traques debaixo de latas e panelas. Riscavam-se caraduras encarnado e verde e ajeitava-se a subida de balões de papel, para que, aos caprichos do vento, eles cabeceassem, sem destino, dentro da alvoroçada noite sanjoanesca. Nas ruas e nas praças prosseguiam, fagulhantes, batalhas de busca-pés. Chegavam, amortecidos, na cidade, estrondos de bacamartes, disparados nas propriedades agrícolas.

Nestes últimos tempos, no São João da minha terra, depois de olhar fogueiras sem mamoeiro “macho”, sem cordões de bandeiras de papel; de conversar com meia dúzia de pessoas do meu tempo de rapaz, e de espiar gente moça e desconhecida a dançar, nos clubes, procuro repousar o espírito, nas horas de silêncio. E na meditação, parece que estou ouvindo, a descer de mundos siderais, a voz amada do meu pai:

 – Está muito diferente o São João da nossa terra. Já não existe a casa onde, no quintal, fazíamos fogueira de barrica. Não maldigas os tempos novos: são passagens renovadas da vida, são as leis divinas na evolução do mundo.

Célio Meira – escritor. 

Zuleika Angel Jones – por @historia_em_retalhos.

Esta é Zuleika Angel Jones, estilista brasileira que ganhou fama internacional por sua costura, ficando conhecida como Zuzu Angel.

No ano de 1971, o Brasil vivia o ciclo chamado “Anos de Chumbo” e a vida de Zuzu sofreu uma reviravolta.

O seu filho Stuart foi sequestrado e nunca mais visto.

Zuzu recebeu o relato de pessoas que viram a prisão, tortura e morte de Stuart e passou a denunciar no exterior as circunstâncias do assassinato de seu filho.

Usou da projeção alcançada por seus desfiles para fazer com que as denúncias chegassem à imprensa estrangeira, contribuindo para o desgaste da ditadura nacional.

A partir de 1975, começou a ser mais monitorada e a receber ameaças de morte.

Cerca de um ano depois, em 14 de abril de 1976, Zuzu faleceu, aos 53 anos, vítima de acidente automobilístico.

A versão oficial foi a de que o carro teria saído da pista e batido no viaduto, tudo confirmado pelo médico, à época.

Chegou-se a divulgar que a estilista teria ingerido bebida alcoólica, havia dormido ao volante ou que o carro teria problemas mecânicos.

A partir da análise no corpo de Zuzu, em 1996, e da reunião de testemunhos importantes, como o de Lourdes Lemos, que comprovou a revisão de seu veículo, bem assim o de Marcos Pires, que viu o acidente da janela de seu apartamento, as coisas começaram a mudar.

Uma das principais provas foi produzida pela CNV, no depoimento do ex-delegado Cláudio Guerra, no qual o agente identificou a presença do coronel do Exército Freddie Perdigão e afirmou ter ouvido do próprio Perdigão que ele havia participado do atentado que vitimou Zuzu.

Na verdade, o carro de Zuzu foi encurralado na saída do túnel Dois Irmãos, o que provocou a colisão contra a proteção do viaduto, fazendo com que o automóvel despencasse do barranco.

Pouco antes de falecer, a estilista enviou uma carta ao amigo Chico Buarque, na qual dizia:

“Se eu aparecer morta por acidente, ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.

Chico enviou 60 cópias dessa carta à imprensa, mas nada foi publicado.

Fica a certeza: a pior das violências será sempre aquela praticada pelo próprio Estado.

#ditaduranuncamais
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Carnaval do Sport ganhou as ruas no domingo…..

Organizado por um grupo de torcedores apaixonados pelo Sport Clube do Recife, no domingo (13), “o carnaval do Sport” ganhou as ruas da nossa cidade, para comemorar mais um título de “Campeão Pernambucano”. Em 2025 chegou para sua  45ª conquista.

Após concentrar no bairro do Livramento, com comes e bebes, seguiram, “puxados” pelo Trio Pileque II, que garantiu a folia, animados por várias atrações locais. Na ocasião da passagem pelo Pátio da Matriz, realizamos um pequeno registro. Veja o vídeo:

Carlos Alexandre Azevedo – por @historia_em_retalhos.

Este é Carlos Alexandre Azevedo, o prisioneiro político mais jovem a ter sofrido tortura física durante a ditadura militar no Brasil.

Prepare o seu estômago.

Carlos tinha apenas 1 ano e 8 meses quando foi trancafiado na sede do DEOPS, em São Paulo.

Seus pais, o jornalista e cientista político Dermi Azevedo (foto inferior) e a pedagoga Darcy Azevedo, eram acusados pelo regime de dar guarida a militantes de esquerda ligados à ala progressista da Igreja Católica.

O bebê foi capturado no dia 15 de janeiro de 1974, quando estava sob os cuidados de uma babá.

O seu pai já estava preso desde a madrugada do dia 14, quando a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury chegou à casa em que a sua mãe estava abrigada, em São Bernardo do Campo, levando o bebê.

Os policiais derrubaram a porta e um deles, irritado com o choro do menino, que ainda não havia sido alimentado, atirou-o ao chão, provocando ferimentos em sua cabeça.

No DEOPS, Carlos ficou nas mãos do torturador Sérgio Fleury.

Foi torturado com pancadas e choques elétricos na frente da mãe, para fazê-la falar, passando mais de quinze horas sofrendo as sevícias da tortura.

Ainda menino, sofria alucinações nas quais ouvia o som dos trens que trafegavam na linha ferroviária atrás da sede do DEOPS, onde foi torturado.

O trauma trazido da infância deixou sequelas psicológicas que ele carregou pelo resto da sua vida.

Em 2010, o Estado finalmente o reconheceu como uma vítima da ditadura.

Na época, em entrevista à revista IstoÉ, ele revelou sofrer de depressão e de fobia social crônica, que trazia desde a infância.

Preso aos antidepressivos e antipsicóticos, o mais jovem torturado do Brasil vivia recluso, sem amigos, nem emprego.

Atordoado e sem prumo, suicidou-se em 2013, aos 40 anos de idade.

Ditadura mata.

E não pense que isso não seria problema seu porque acontecia apenas com “pessoas de esquerda”.

Muitas pessoas eram torturadas para dar informações sobre alguém que eventualmente conheceu, mesmo não tendo nenhuma atuação política.

A quem interessar, recomendo o livro “Travessias torturadas”, de Dermi Azevedo.

Um bom sábado, gente.

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CORRIDA COM HISTÓRIA – Professora Jadenise Macêdo – 60 anos na Educação!

Foi na Escola Municipal Manoel Fortunato, à época,  funcionando na Rua Primitivo de Miranda, que a então jovem Jadenise Macêdo, na qualidade de professora,  pisou numa sala de aula pela primeira vez.

Esses primeiros passos, que mudou a sua vida para sempre, ocorreram  em 09 de abril de 1965, há exatos 60 anos.

Competente, aplicada e determinada, a mesma trilhou carreira  exitosa no mundo da educação. Como se diz na linguagem popular: “fez de um tudo”. Atuou nas mais diversas engrenagens do magistério: ensino primário, secundário e superior. Também atuou na área administrativa. Na área privada, empreendeu e venceu. Sempre com os pés fincados na arte do educar.

O tempo passou e o nome profissional incorporou ao pessoal –  “Professora Jadenise”.  Hoje,  nos parece ser tão apropriado que chegamos a pensar que  a grafia profissional  “consta”,  desde sempre,  em sua  certidão de nascimento.

A professora Jadenise Macêdo é um exemplo a ser seguido por  todas as pessoas que sonham em trilhar  uma  carreira de sucesso no magistério.

Portanto, hoje, 09 de abril de 2025, marca  a passagem dos 60 anos do ponto de partida da sua vida dedicada à educação.

Assim sendo, destacamos um pouco da sua trajetória no nosso Projeto Cultural/Esportivo – Corrida Com História. E para finalizar, não seria nenhum exagero ratificar: Professora Jadenise Macêdo se configura num verdadeiro Patrimônio Vivo da Educação Antonense.

Veja o vídeo aqui:https://youtube.com/shorts/qkyMu1cHnFc?si=Pap5t9I2xPHWZwtS

4ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória: inscrições encerradas!!!

Encerramento das Inscrições – 4ª Corrida e Caminhada da Vitória

As inscrições para a 4ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória estão oficialmente encerradas! 

Queremos agradecer a todos que se inscreveram e confiaram no nosso evento! Muito obrigado pela confiança e apoio!
É uma alegria ver Vitória de Santo Antão se movimentando com tanta energia e disposição!

Nos encontramos no dia 27 de abril para celebrar,  juntos,  esse momento especial!
Preparem-se para um dia de muita saúde, esporte e superação!

Até lá!
Organização da Corrida da Vitória

Reunião ordinária da AVLAC…..

Aconteceu na manhã do domingo (06), em sua sede, localizada no bairro da Matriz, mais uma reunião da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Na ocasião, o presidente da instituição, professor Serafim Lemos, anunciou, entre outras informações, a programação da defesa acadêmica dos membros da entidade.

Em seguida, os acadêmicos presentes usaram da palavra para realçar trabalhos e conteúdos envolvendo as letras e as artes.

 

 

Ator Mário Gomes – por @historia_em_retalhos.

O ano era 1977.

Naquela década de 1970, o ator Mário Gomes, à época com 24 anos, despontava como um galã promissor nas telenovelas brasileiras.

Um fato, porém, marcou para sempre a sua carreira.

Em março de 1977, circulou na imprensa a notícia de que o artista havia sido internado em um hospital com uma cenoura entalada em seu ânus.

O fato jamais aconteceu, mas foi capaz de causar um estrago enorme na carreira do ator, que nunca mais conseguiu dissociar a sua imagem do episódio da cenoura.

Por onde andava, Mário era alvo de chacotas, sendo chamado de “cenourinha”, “pernalonga” etc.

Segundo o próprio ator declarara ao podcast “Cara a Tapa”, a informação foi espalhada pelo diretor de TV Daniel Filho, que queria manchar a sua imagem após Mário engatar um namoro com Betty Faria, a qual acabara de se separar de Daniel para assumir o romance com Mário.

O real motivo, portanto, foi ciúme.

Daniel Filho jamais se pronunciou sobre o assunto.

“Tentaram me matar, me tirar de cena”, afirmou Mário Gomes.

De fato, não é de hoje que mentiras e desinformações maldosas são capazes de causar estragos de proporções incalculáveis.
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Doutor Rui Ferreira: “Título de Pioneiro Mundial da Cirurgia da Mão”.

Criada em 1966 para ampliar e divulgar o conhecimento,  no sentido das  ações relacionadas a processos cirúrgicos nas mãos, a IFSSH – Internacional Federation for Societies of Surgery of the Hand –, recentemente, condecorou 123 médicos das mais distintas  nacionalidades. O evento ocorreu em Washington (EUA).

Na edição 2025,   o renomado médico cirurgião, especialista em mão, Rui Ferreira, teve o seu trabalho reconhecido pela referida entidade,  sendo agraciado com  o “Título de Pioneiro Mundial da Cirurgia da Mão”.

Doutor Rui foi o oitavo brasileiro a receber essa  honraria, sendo o único fora do eixo Rio/São Paulo a celebrar esse reconhecimento.  Não custa nada lembrar que por duas ocasiões, intermediado pelo Rotary Vitória, Doutor Rui e sua equipe promoveu ações gratuitas  aqui em nossa  cidade que, definitivamente,  transformaram a vida de famílias inteiras.

Eis aí, portanto, um reconhecimento internacional  extremamente importante,  para um médico que verdadeiramente exerce sua missão se importando com as pessoas de todas as classes sociais. Parabéns ao amigo e médico Rui Ferreira. 

Vida Passada… – Barata Ribeiro – por Célio Meira.

Baiano, da cidade do Salvador, Cândido Barata Ribeiro alcançou, na medicina, no magistério e, na política, posição destacada. Médico, aos 24 anos de idade, começou a clinicar, em Capinas, onde dirigiu, na informação de um biógrafo, o Hospital de Caridade.

Fascinado pelo teatro, escreveu, Barata Ribeiro, em 1881, o “Segredo do Lar”, drama impressionante, de linguagem apurada. Dois anos mais tarde, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, conquistou, num concurso memorável, a cadeira de clínica médica e cirúrgica de crianças. Nessa cátedra o neto de Cipriano Barata de Almeida, o intimorato revolucionário e bravo nativista, teve, aplausos e vitórias, pelas fulgurações de sua cultura.

Bateu-se, Barata, pela redenção da raça negra, e combateu ao lado dos propagandistas da república. Quando o presidente Deodoro da Fonseca, em Salvador, em Novembro de 1891, ao imperativo das armas de Custódio José de Melo, deixou o governo. Barata Ribeiro esteve no seu posto, firme, entre as linhas de vanguarda de Floriano Peixoto. Iniciada a presidência florianista, para depor, escrevem Francolino Cameu e Artur Peixoto, “o presidente da municipalidade, d.r. José Felix da Cunha Menêses e seus companheiros”, Barata Ribeiro marchou frente ao povo, ao lado de Nilo Peçanha, de Tomaz Delfino e Coelho Lisboa.

Entregou-lhe, Floriano Peixoto, mais tarde, e ainda no ano de 1891, a presidência da Intendência Municipal desse Distrito. Obteve, Barata Ribeiro, em 1893, a nomeação de prefeito. Foi o 1º do Distrito Federal, e a ele “deve a cidade , narra o brilhante historiador Nelson Costa, o ter extinguido a “Cabeça de Porco”, célebre estalagem que havia na rua do Barão de São Felix, e muitas outras, focos de desordem e imundícies, realizou, na verdade, Barata Ribeiro, uma grande administração.

O povo carioca, 1900, enviou-o ao Senado da República, onde o ilustrado baiano permaneceu, até 1909, amado e respeitado pela sociedade em que viveu, pela família, sempre moça, e romântica, dos estudante, e pelo povo que lhe confiou, nas mais alta Casa do poder legislativo, a defesa de seus direitos.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

A medalha da 4ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória.

Em primeira mão!

Apresentamos a medalha da 4ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória! Uma réplica do icônico monumento “Anjo da Vitória”, que em 2025 comemora 120 anos de inauguração.

Não perca a chance de fazer um registro fotográfico inesquecível com essa verdadeira “Joia Histórica”!

Veja o vídeo: https://youtube.com/shorts/yHK1GK39_J0?si=NMV0o1eziBGBMKZo

78 anos de vida: parabéns para Manoel….

Na mais recente “missão cultural”, organizada pelo grupo intitulado por “Corriola da Matriz, o destino foi a Capital do Forró, justamente para comemorar, junto ao amigo Manoel e seus familiares, mais passagem de data natalícia.

Os comes e bebes, patrocinado pelo aniversariante, Manoel, ocorreu no Restaurante Pont do Caldinho. Por lá, tudo organizado. Sem contar, claro, com a extraordinária recepção da proprietária do estabelecimento, ‘Dona Fátima”. Vida para Manoel…