EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância da ética na construção musical e profissional do músico.

Talvez ao meditarmos na forma do conceito denominado de Ética, nos soará em um assunto complexo e de difícil compreensão.  No entanto, este termo utilizado, faz com que possamos entender a aplicação da Ética Musical e da Ética Profissional. Sabemos que, trabalhar música baseada nas duas linhas ou fontes direcionais da Ética, apresentarão  diversas ou diversos obstáculos durante o caminho musical. Tudo isto nos aproxima do entendimento e, como devemos proceder durante todo caminho executório dos momentos que,  precisarmos de lidar com pessoas. A tarefa que exige o envolvimento profissional direcionado a Arte dos Sons, nos permite a mais uma visão cautelosa e bem ampla, para que assim, possamos trabalhar lecionando, compondo, escrevendo, orquestrando, arranjando e harmonizando. Baseado nesta temática, precisamos de reputação e,  reputação é justamente, onde podemos denominá-la de CHAVE PRINCIPAL, para a credibilidade existente nos seres humanos. Onde atravessa a barreira do caráter individual, indo mais além e, com um grau de profundidade, de forma imprevisível.

A abordagem expressa em primeiro lugar a Educação Musical, onde a essência referencial está em paralelo  com o que  e, como possamos trabalhar esta Ética Musical e a Ética Profissional. Ao tentarmos entendê-las, precisaríamos de respeito, consideração, lealdade, compromisso, com as obras, os compositores, os regentes, e os músicos. A outra linha direcionada onde basea-se na Ética Profissional, apresenta consigo o compromisso que temos, em uma outra posição, ao passarmos pelo obstáculo do fator inicial da aprendizagem musical, onde já estamos amadurecidos na Arte dos Sons, e assim, ao fazermos e realizarmos trabalhos e tarefas musicais, que façamos com compromissos, e, honrando a confiança de quem nos solicitou tais trabalhos musicais, onde acreditamos que este será o caminho do melhoramento para a Arte dos Sons, a Educação Musical, e a todos de modo geral. Acreditamos que, mesmo que esta abordagem tivesse sido realizada em outras palavras, a essência principal estaria com seu foco na mesma finalidade: a preparação de cidadãos do futuro.

20160704_203649João Bosco do Carmo.

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930

E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com

Pondo os pingos nos “is”

Por Mario D’Andrea*

Não tem segredo: a publicidade serve para conectar quem vende com quem quer comprar. Mais do que isso: conecta quem vende sonhos com quem quer sonhar. O que nós fazemos é ajudar as empresas a venderem seus produtos e serviços para o público certo. Simples. E quando essa conexão funciona bem, a economia do país vai bem. Simples também, não? Por isso, quanto mais desenvolvido e avançado é o mercado publicitário, mais desenvolvida é a economia do país. E mais avançado é o próprio país.

Você não precisa concordar comigo, porque essa não é uma conclusão minha. É do professor Maximilien Nayaradou, em seu doutorado em Economia na Universidade Paris-Dauphine, em 2006. Ele acompanhou em detalhes, de 1991 a 2000, a economia e o investimento publicitário de 12 nações (Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia, França, Holanda, Itália, Japão, Estados Unidos e Reino Unido). E pôde comprovar que, quanto mais elevados e consistentes os investimentos publicitários, maior o progresso econômico dos países. Essa tese inclusive foi suportada pela Federação Mundial de Anunciantes (WFA).

A publicidade incentiva a competição, aumenta a velocidade das inovações e estimula o crescimento do PIB. Isso também vale para o Brasil. Aqui, cada real investido em publicidade gera outros R$ 10,69 na economia nacional, conforme um estudo que seguiu modelo criado pela Deloitte. Ou seja: a publicidade gera empregos. Não apenas os 645 mil postos de trabalhos dos profissionais de agências e setores relacionados ao setor. Cria também empregos por toda a cadeia produtiva nacional. Gera mais riquezas para empresas investirem. E esse investimento gera mais empregos. Que geram mais riqueza. Simples a mecânica, não?

Por isso, o foco tem de estar — mais do que nunca — em ligar o vendedor ao comprador. Em outras palavras, publicidade. Básico assim. De que maneira vamos fazer isso, se de modo digital ou não, se investindo em mídias tradicionais ou não, se com modelo de remuneração por comissão de mídia ou fee — toda essa discussão é técnica e não afeta o astro principal da nossa atividade: o consumidor. Ele deve ser o centro de tudo. E o consumidor, quando recebe a mensagem da publicidade, pensa no conteúdo e na marca — não no meio.

Lembro-me de que trabalhei com a conta de um banco por 11 anos. Por dois anos, fizemos campanha em São Paulo que só envolvia rádio e anúncio em jornais. Quando encontrava amigos na cidade, eles elogiavam a campanha e até comentavam sobre detalhes das histórias criadas. Eu perguntava: “Onde você viu?” Grande parte das pessoas simplesmente não se lembrava. Vários respondiam: “Na TV.” O consumidor não se preocupa com “onde” ele viu a mensagem. Ele se fixa no “o quê”. Porque, ao contrário do que dizem por aí, brasileiro não gosta de propaganda. Brasileiro gosta mesmo é de ouvir boas histórias — seja onde for.

Nós, publicitários e profissionais de marketing, temos de focar na mensagem. Na história que criamos para nossos produtos. Nas mensagens que nossas marcas querem deixar na cabeça e no coração das pessoas. Na relação que queremos construir com nosso consumidor. O resto, amigos, é commodity. O aplicativo que você cria um dia e que é supernovo, daqui a três meses já foi copiado por meio mundo. Ou pelo menos foi copiado na China — o que já é quase meio mundo. A tecnologia é ótima, mas é apenas uma ferramenta. E é o que vira commodity mais rápido.

Como esse brasileiro vive, como ele se relaciona com veículos e marcas, como é seu dia a dia. Com toda essa informação levantada, aí sim entra o talento. É este que transformou uma cerveja de baixo reconhecimento em líder de mercado; que fez o consumidor se tornar fã incondicional de um simples chinelo de borracha; que faz de um banco uma das marcas mais admiradas (mesmo que seus produtos e serviços sejam muito similares aos de qualquer outro concorrente).

E essa habilidade tem de ser bem remunerada, porque é ela que nos permite trazer crescimento para as empresas. E para o País. E o Brasil precisa de crescimento econômico. É isso que fazemos. O País precisa garantir sua liberdade de imprensa. Fazemos isso também. Porque é com a propaganda de empresas privadas que se pode garantir a independência financeira dos veículos. E independência financeira traz independência política e liberdade de opinião.

Precisamos também ter uma atividade justa, com concorrências saudáveis, dotada de regras claras para a disputa de contas, sem abuso de poder. Precisamos ter métricas e auditoria de mercado que garantam segurança de investimento para as empresas. Afinal, como vimos com o professor Nayaradou, um mercado publicitário desenvolvido tem muito a ver com um país desenvolvido. E é um Brasil mais desenvolvido que queremos, não?

*Presidente da Associação Brasileira de Agências de Propaganda (Abap) e CEO da Dentsu

Nas festividades juninas usar dinheiro público para pagar cantores de “músicas descartáveis” é um crime contra a cultura nordestina!!

Na qualidade de festa mais representativa do Nordeste brasileiro, sem pedir licença a quem quer que seja, podemos “bater no peito” para dizer que os festejos juninos é “coisa nossa!!”  Valendo salientar: não no conceito, mas na forma de celebrar.

As comemorações de fé tem origem na Igreja Católica Apostólica Romana. Isto é: na Europa. Aliás, não podemos negar que formos colonizados por eles, afinal somos um “produto” em carne e osso, de cuja mistura somos conhecedores: do nativo americano, do branco europeu e do negro africano, regidos culturalmente pela impiedosa locomotiva do capitalismo, que impõe  o “novo” e o “moderno”, a tudo e a todos.

Não obstante o “São João” ser comemorado em todo território nacional é na Região Nordeste que a festa ganha contornos de visibilidade. Contam os livros que pelo fato da nossa região, historicamente, ser castigada pela seca e no mês de junho “ser agraciada” pelas chuvas, nossa gente, sofrida e de boa fé, atribuía à bondade aos referidos santos (Antônio, João e Pedro) e danavam-se a comemorar. Eis aí, portanto, uma das linhas de raciocínio para sermos os verdadeiros “donos dos festejos juninos nordestinos”.

Muito bem, toda essa minha ladainha é para desabafar e hipotecar solidariedade aos artistas da nossa região que empinam, durante o ano inteiro, o ritmo local (forró) como expressão genuína de uma gente que lutou e avançou, num País marcado por desigualdades de toda ordem. É de bom alvitre dizer que a expressão “forró” vem da palavra “forrobodó”, que teve origem no bantu – tronco linguístico africano – que significa arrasta pé, farra e etc.

Inicialmente gostaria de dizer que não sou nenhum tolo para achar as duplas sertanejas não devam fazer sucesso e buscar seus respectivos lugares ao sol. Muito menos tapar os olhos e os ouvidos à estrondosa aceitação do “Safadão”, sobretudo no extrato social mais jovem, tão pouco à “chorominguela” musical, hoje, na ponta da língua dos casais vítimas do “pega-pega”, composta e interpretada pela atualizada Marília Mendonça. Não, não sou tolo. Esse pessoal além de talento tem também – principalmente – uma megaestrutura midiática e financista que os tornam celebridades pontuais. Esse filme não é inédito!

Pois bem, na qualidade de nordestino identificado com a nossa cultura e forrozeiro sou totalmente contra abrir espaço para esses “forasteiros” e “alienígenas” nos palcos da nossa região, em plena FESTA JUNINA.  Os motivos são vários:

Na hora que encurtamos visibilidade aos artistas da terra, no maior evento da nossa região, em detrimento à música “comercial e volátil”, estamos perdendo nas duas pontas. Primeiro: desidratando o que é nosso! Mutilando nossa  história de continuidade regional e inviabilizando o surgimento de novos artistas para levar adiante, a médio e longo prazo, esse patrimônio imaterial coletivo do povo nordestino.

Segundo: estamos invertendo a lógica macroeconômica, na chamada transferência de renda! Ou seja: nós, que somos os mais pobres, estamos transferindo riquezas para os mais ricos, além, claro, de quebrarmos a cadeia econômica musical tradicional da nossa região. Faço apenas uma pergunta: Quantas vezes o Alcimar Monteiro já se apresentou no Rodeio de Barretos? Será que o Cantador Santana já subiu em algum palco da festa da Uva, que ocorre no Rio Grande Sul?

Precisamos criar mecanismos legais e institucionais para nos defendermos dessa ação predatória que joga contra os interesses do povo nordestino, sobretudo enfraquecendo nossa classe artística e consequentemente nossas tradições.

Não podemos, nós nordestinos, sob qualquer ponto de vista, usarmos dinheiro público – da Região de Luis Gonzaga –  para enriquecer ainda mais os já ricos empresários da “musica descartável”, que estão usando nosso mais tradicional festejo e espaço de divulgação para engordar seus caixas, tomando os lugares dos nossos artistas.

Contudo, sugiro que os políticos da nossa região – deputados federal, estadual e até vereador, nas suas respectivas cidades – proponham, nas suas trincheiras,  que  o dinheiro público – dos estados e prefeituras do Nordeste – não possam ser usados para pagar, nas festividades juninas, atrações musicas que não sejam dos estados da nossa região, essa seria, no meu modesto entendimento, uma das mais importantes medidas para começarmos preservar o nosso protagonismo  nas festas juninas.

Se não abrirmos os olhos rápidos, em pouco tempo,  perderemos nosso maior patrimônio, deixaremos de ser os principais atores no palco da nossa maior festa. Encerro esse desabafo em forma de alerta lembrando a música composta pelo vitoriense Aldeniso Tavares que diz: “o Nordeste mudou”, somos fortes e temos cultura própria, mas sua preservação é uma tarefa sem fim!!!

Latinhas da Pitú no clima do São João

O São João está se aproximando e a Pitú já entrou no clima para esquentar o festejo mais popular do Nordeste. A cachaçaria pernambucana colocou em circulação, neste início do mês de junho, três milhões de latinhas de 350 ml com layout especial junino. A ilustração realça a alegria das festas de São João e traduz o conceito de “resenha” de forma bem humorada e divertida, onde um casal de matutos aparece dançando um “arrasta-pé”. A criação é assinada pela agência Ampla Comunicação.

Os colecionadores de latinhas temáticas, e consumidores no geral, poderão adquirir o produto com layout diferenciado nos principais pontos de vendas descentralizados pela região Nordeste, com maior foco de comercialização em Pernambuco. Essa já é a terceira lata comemorativa que a Pitú lança em 2017, as duas edições anteriores foram lançadas no Abril Pro Rock e no Carnaval.

FICHA TÉCNICA – LATA DE SÃO JOÃO
Direção de Criação: Rafael Nântua e Mateus Alves
Criação: Arthur Borges
Atendimento: Alessandra Pires, Dani Koury e Rayza Soares.
Agência: Ampla Comunicação

Internauta Roberta Urquiza comenta no blog

Boa noite amigos do Blog do Pilako,

O Parque de Vaquejada Roberta Urquiza comemora com satisfação o resultado definitivo da votação do STJ quanto a regulamentação das vaquejadas.

Recebemos agora o merecido e justo título de : Patrimônio Cultura Brasileiro e não podia ser diferente, A Vaquejada é esporte, é Cultura e é paixão do povo brasileiro e muito especialmente a povo nordestino, que encontra na festa do gado a sua mais autêntico identidade.

Citando ainda que a atividade da vaquejada gera empregos e renda para grande contingente da população nordestina.

Em setembro estaremos realizando a nossa 6 Grande Vaquejada no Parque Roberta Urquiza onde comemoraremos o Titulo junto a população vitoriense.

Roberta de cássia Urquiza Veras

Vaquejada: Patrimônio Cultural Brasileiro!!

Doravante a nossa Vaquejada passa a ser Patrimônio Cultural Brasileiro. Ontem (06), o congresso aprovou. Agora é “prego batido e ponta virada!”.

Pois bem, por ocasião da polêmica causada, daqui, do centro do meu mundo, Vitória de Santo Antão, em outubro do ano passado, enviei minhas considerações aos Ilustríssimos Ministros. Abaixo, portanto, segue artigo postado no nosso blog no dia 21 de outubro de 2016.

 

Ilustríssimos Ministros: a vaquejada não pode ser uma “ilha” no contexto dos maus tratos aos animais!!

Saindo um pouco da nossa linha editorial, que tem por objetivo realçar os assuntos atinentes ao nosso torrão e\ou aos conterrâneos, hoje, falarei de um tema que vem ganhando fôlego em todo País, sobretudo na Região Nordeste, no que diz respeito à polêmica decisão da corte suprema da nação de chuteiras. Para pôr um pouco de “gasolina no incêndio” basta dizer que o placar decisório, com 11 votantes, ocorreu pelo escore 6×5.

Muito bem, eu, na qualidade de morador de uma cidade do interior do Nordeste brasileiro, certamente não tenho condições de opinar sobre este assunto  com total isenção. Naturalmente, de certa forma, a vaquejada é parte integrante da nossa cultura e, aos olhos da ciência que estuda o cotidiano da raça humana no tempo, falar de cultura é mexer em vespeiro.

Aliás, antes de sermos submetidos à cultura dos portugueses – nossos colonizadores e algozes –  que justificaram tudo, ao concluírem que éramos animais que comia uns aos outros não procuraram, antes, saber que não se comia a carne de qualquer um, pois, acreditava-se,  à época, que ao degustar um pedaço de qualquer parte do corpo de um forte guerreiro da tribo inimiga, adquiria-se seus dotes na arte de guerrear. Também é verdade que esses mesmos senhores que nos catequizaram, em nome do mesmo Deus, também cortaram a cabeça dos seus irmãos europeus –  meio milênio antes – através das cruzadas.

Voltando para os maus tratos promovido pela vaquejada, já que estamos vivendo e evocando o “mundo civilizado” que, entre outras coisas eleva e melhora o tratamento ao animal, este,  merece muitas reflexões. A quem interessa, por exemplo, tratar cachorro como um ente da família? Sou de um tempo em que se criava um cão, para vigiar o terreiro da casa e não para dormir no ar-refrigerado, aos pés do seu dono e ser, via de regra, o ponto de convergência da casa.

A mídia de massa, aos poucos e à serviço dos fabricantes de produtos direcionado para esse segmento, vem criando uma nova cultura na sociedade moderna e as pessoas ,sem maldade, estão aderindo a esse novo conceito. Temos Leis para proteger qualquer agressão a um  “cão indefeso”, mas podemos criar um bode no quintal de casa para engorda-los e, no momento que acharmos oportuno, sangra-lo, arrancar suas tripas e leva-lo ao fogo, para  come-lo e festejarmos. Ora! O que tem de tão diferente entre o cachorro e o bode,? Será que um nasceu para ser  da “nossa família”  e o outro para servi apenas para nos alimentar? Aos olhos da maioria das pessoas, tudo isso é NORMAL. Aliás, muita gente não consegue nem raciocinar na direção contrária, em virtude do alto grau de alienação, vítimas da cargar midiática praticada pelos meios de comunicação da massa.

Com os pássaros e os peixes, acontece situação semelhante. Existe legislação para  regulamentar a prisão de um passarinho numa gaiola, mas não existe, pelo menos que eu saiba, nenhuma  ilegalidade  na criação de peixes em aquário caseiro. Ora! Que diferença tem em limitar a vida de um pássaro numa gaiola com à mobilidade de um peixe em um aquário?

Na questão da vida animal, relacionada aos “seres humanos”,  existe muita gente criando situação para se dá bem. Aliás, nas grandes cidades criaram  todo tipo de discurso em favor dos animais para que os mesmos não puxem carroças,  mas  nas muitas cidades do interior, sobretudo no nordeste brasileiro,  é a tração animal que faz o “mundo girar”, inclusive carregando água para os humanos não morrerem de sede. Retira-los das ruas,  nas grandes cidades,  ajuda a melhorar o trânsito. Já nas diminutas urbes  o animal é mais bem tratados e respeitado por ser uma fonte de renda no elemento social.  O discurso protecionista, nas cidades grande,  é oportunista e mentiroso e o pior: ainda tem gente se elegendo vereador usando-os como cabo-eleitorais.

Com relação aos bois, sob o pretexto de não fazê-los sofrer, deveria acontecer um  movimento também para acabar com os  grandes rodeios, sobretudo no Estado de São Paulo, aliás deveríamos ir mais além: deixarmos todos de comer carne bovina. Ora! Se não podemos  ao menos derrubar o boi como poderíamos,  então,   engordar o bicho para depois sangra-lo,  mata-lo e come-lo?

Aos poucos, nós humanos, estamos evoluindo. Antes, no famoso “pão e circo”,  se colocava  gente para brigar com gente, animal para brigar com animal e até gente para ser comida por animais carnívoros,  de sangue quente. Isso mudou. Mas, curiosamente,  em favor do lucro de poucos e para o delírio das massas os canais de televisão transmitem as famosas lutas de UFC e MMA. Volto a  perguntar: será, que em nome do “mundo civilizado”,  evocado pelos ministros da Suprema Corte,  estamos educando bem nossos  filhos? Incentivar à lutar com agressividade entre os seres  humanos é mais civilizado do que puxar o rabo do boi?

Outra pergunta: porque é que temos total parcimônia com a pescaria onde se comete, na minha modesta  opinião,  a maior das agressões a um “sujeito” do mundo animal? Aliás, diga-se de passagem, da forma mais covarde e violenta, na direção de um bicho indefeso e que em nada está incomodando o “ser humano”, muito pelo contrário, o “bicho homem e\ou mulher”  é que sai do seu habitat  natural e vai ataca-lo no seu espaço social. Não tenho a  menor duvida que AS  PESCARIAS QUE OCORREM EM TODO BRASIL,  É UM TROÇO MUITO MAIS VIOLENTO QUE AS VAQUEJADA DO NORDESTE. Também não  tenho nenhuma dúvida  que temos muitos   “pescadores” espalhados nas  chamadas cortes brasileiras.

Portanto, senhores seis Ministros do Supremo Tribunal Federal que votaram pela não regulamentação da vaquejada,  como prática desportiva e cultural do nosso tão sofrido e castigado Nordeste, acho que os senhores estão certos. Apenas nasceram cem anos antes, e, de forma anacrônica não estão levando em consideração a historicidade do nosso tempo.

Espero, contudo, que antes de resolvermos o problema da queda dos bois, que  não deixa de ser um questionamento  justo e equilibrado, resolvamos também o problema dos bodes, dos porcos e dos peixes, sem esquecer, claro,  antes,  de solucionar a mal tratada vida dos  humanos, cantada em verso e prosa pelo admirável Zé Ramalho, sobretudo à vida das  nossas crianças e dos nossos velhos, pois, como bem diz o nosso poeta antonense, Sosigenes Bittencourt: “dos velhos, pois foram eles que cuidaram de nós e das crianças porque são elas que irão cuidar de todos nós”. Para concluir: Abaixo a Industria Cultural de massa e salvemos, com força e fé, a genuína e tradicional industria nordestina,  sem chaminé e representativa de toda uma região, já estigmatizada pela pobreza e tantas outras agruras.

Rede RIACHUELO: “estou decepcionado”, disse João Nicodemos.

Caro amigo Cristiano Pilako:

Sempre considerei seu blog  uma espécie de “ouvidoria” para os cidadãos da nossa Vitória de Santo Antão. De modo que lanço mão deste espaço, que você sempre nos concede, para relatar-lhe um fato ocorrido na semana passada, mas precisamente no último sábado 03\06\17. Tendo eu visitado a pagina das lojas Riachuelo na web, encantei-me com o portfólio de jaquetas – acessório que uso bastante. Sem conseguir definir qual era a mais bonita, apesar de ser uma pessoa que não compra por impulso, dirigi-me ao Vitória Park Shopping –  Centro de Compras da nossa cidade que tem como uma das “lojas âncora” a Riachuelo. Pois bem,  lá chegando fui diretamente à Riachuelo, certo que escolheria um dos tantos modelos de jaquetas disponíveis no site. Para minha total decepção, após ser atendido por uma funcionária muito atenciosa,  ao pedir para ver e provar as referidas peças recebi uma negativa,  pois não existia uma única jaqueta na loja, o que me leva a acreditar que o cliente da Riachuelo que reside em Vitória de Santo Antão e Região, jamais terá a oportunidade de comprar tal acessório, na loja física da Riachuelo daqui, mesmo sendo um cliente detentor do cartão fidelidade da referida rede,  o qual confesso:  estou pensando em quebrá-lo.

João Nicodemos.

Maçonaria, Ordem DeMolay e Filantropia

A Ordem DeMolay é uma sociedade discreta de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização para-maçônica fundada nos Estados Unidos, em 18 de março de 1919, pelo maçom Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Conventos da Ordem da Cavalaria.

Uma organização de jovens ainda pouco conhecida pela sociedade, que já está a quase vinte anos instalado em vitória de santo antão, patrocinados por também uma das mais antigas lojas maçônicas da cidade, a A.R.L.S Segredo e Verdade VI Nº 4460, situada na rua Henrique Dias, no bairro do livramento. Nessa oficina de maçons livres e de bons costumes, o ‘‘Tio’’ termo em que os DeMolays tratam os maçons, José Augusto Amâncio Lopes junto com o Tio Severino Francisco carneiro (Doca), vendo uma ordem de fundamentos filosóficos com o intuito de aprimorar a vida intelectual e moral dos jovens, resolve no dia quinze (15) de novembro de mil novecentos e noventa e sete (1997), trazer para a cidade de vitória a ordem DeMolay, homenageando a nossa grandiosa batalha do monte das tabocas. Desde então no meio desses quase vinte anos, formou jovens de intelecto e de grande participação na sociedade, desde advogados até médicos.

Várias simbologias filosóficas são praticadas por estes jovens, como as sete velas que os rodeiam em toda cerimônia DeMolay, que são as sete virtudes que todo jovem ao adentrar a essa ordem segue, o amor filial, reverência pelas coisas sagradas, cortesia, companheirismo, pureza, fidelidade e patriotismo.

Umas das bases da pedagogia filosófica aplicada na ordem é a filantropia, o ato de ajudar o próximo de se sentir no lugar do outro, vem sendo desenvolvida em todo mundo por jovens DeMolays, especialmente em vitória desde a fundação do capitulo, é feito o tradicional “Sopão” que é servido a pessoas carentes da sociedade vitoriense. É preciso salientar que as atividades como manda a ética maçônica e DeMolay não tem nenhum intuito Político nem de aclamação pessoal.

Recentemente o Supremo conselho da ordem DeMolay para o Brasil, órgão que tutela o capitulo, desenvolveu um grandioso programa de incentivo a pratica da filantropia. O DNF (desafio nacional de filantropia), vem incentivando os jovens a fazer enormes gestos de amor a humanidade, atividades como doação de ovos de páscoa a crianças carentes e arrecadação de alimentos para alimentar um pouco da miséria que nos rodeia, e que tantas pessoas fecham os olhos para isso. Todas as atividades filantrópicas feitas geram pontos para o capitulo, que concorre em um ranking Nacional onde serão premiados os capítulos com mais filantropias feitas.

Mas, uma atividade em particular, emocionou os jovens, a visita ao lar de idosos são Francisco de Assis, foi uma completa interação entre a experiência de vida dos idosos e o mundo ainda em formação dos jovens, que automaticamente gerou um amor de avós para netos, de netos para avós.

 
“É muito importante trabalhar filantropia com os jovens, pois, estamos ensinando eles a amar a humanidade”. (Jose Augusto Amâncio Lopes,2017).

Este ano em novembro o capitulo comemora seu Jubileu de porcelana, 20 anos de história, e promete fazer uma grande festa, excepcionalmente pois o Congresso Estadual da ordem Demolay Pernambucana vai ser sediado em Vitória, com a presença de jovens e de pessoas importantes da maçonaria vindo de todo o estado e do Nordeste.