E tome BLACK FRIDAY no “juízo do povo”…

Em função da badalada e propagada BLACK FRIDAY o nosso Centro Comercial, hoje (24), amanheceu agitado. Nas mais diversas ruas centrais os consumidores caminharam em busca dos prometidos descontos e das tão sonhadas promoções. Durante todo dia, as lojas permaneceram com um movimento acima do normal.

Não obstante o referido evento comercial ser uma coisa nova para a “cultura brasileira” – a primeira edição no País só ocorreu no dia 28 de novembro de 2010 – não seria nenhum absurdo dizer que, em função da grande exposição midiática, a BLACK FRIDAY já marca, definitivamente, o calendário comercial nacional, configurando-se no inicio da temporada das “compras do final de ano”.

Criada nos EUA, precisamente no estado da Filadélfia, no início dos anos 90 a ação promocional teve como objetivo estimular o consumo varejista. O evento ocorre na primeira sexta-feira do mês de novembro em função do feriado nacional norte americano do “Dia de Ação de Graça”, instituído pelo então presidente Abraham Lincoln, em 1863, acontecendo sempre na 4ª  quinta-feira de mês de novembro.

Em função da sua liderança regional, sobretudo no contexto comercial, nossa cidade, Vitória de Santo Antão, ganha com esse evento que, a partir da liderança econômica dos EUA já influencia no mercado interno de outros países,  além do nosso, claro.  Neste momento,  de acentuada desaceleração na atividade comercial varejista brasileira,  a BLACK FRIDAY cumpre a função de injetar ânimo nas “veias do consumidor”, na direção das caixas registradoras dos mais variados segmentos comerciais.

Banda do Colégio 3 de Agosto: O SUCESSO NÃO OCORRE POR ACASO!!

“O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. A frase não é minha. Aliás, convenhamos, é mais um clichê, entre tantos. Recentemente, casualmente, acompanhei um ensaio da Banda do Colégio 3 de Agosto, ocorrido aqui, na Praça Leão Coroado.

Pois bem, impressionado pela dinâmica e disciplina dessa garotada, acabei fazendo esse registro aqui no blog. Ontem (23), porém, recebi um vídeo produzido pela BRASIL BANDAS, postado no Youtube que bem reflete a grandeza e o alto nível em que se encontra a nossa Banda do Colégio 3 de Agosto. Aliás, um patrimônio de todos os vitorienses!! Veja o vídeo:

O deputado federal Augusto Coutinho entrou em contato com o blog e se posicionou com relação ao destino das suas emendas parlamentares.

Em função da nossa matéria, postada recentemente,  cujo  o título  foi “Os deputados André de Paula, Felipe Carreras e Augusto Coutinho receberam os votos do povo da Vitória, se elegeram, e deram uma “banana” para cidade!”  Gostaríamos de dizer que, até agora, apenas o deputado federal Augusto Coutinho, através da sua assessoria, se posicionou publicamente.

Conforme o seu assessor de comunicação, Manoel Guimarães, o deputado destinou uma emenda no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) “para a pavimentação de ruas na cidade”. Ainda segundo ele, “A tramitação desses recursos está em fase final.”

Em ato continuo informou que “Também através de articulação do deputado, o Incra realizou a perfuração de poços em Vitória de Santo Antão, atendendo a cerca de 200 famílias em assentamentos como Livramento, Galileia I, Açude Grande e Caricé.”

Questionado sobre a não inclusão do nome da nossa cidade – Vitória de Santo Antão –  na divulgação do relatório do Diário de Pernambuco – fonte da minha pesquisa – ele sentenciou: “A matéria do Diário destacou alguns municípios para os quais cada deputado direcionou verbas, mas também colocou um valor para os outros embaixo. A emenda para Vitória consta na parte “outros”, que engloba R$ 13,9 milhões.

Ao ser questionado sobre o trecho da matéria, no qual postamos a frase que realça à possibilidade do deputado Augusto Coutinho  “haver sido “ludibriado” pelo experiente deputado estadual Henrique Queiroz”, o senhor Manoel Guimarães preferiu silenciar. O que nos dá margem para múltiplas interpretações.

Concluo dizendo: desconheço no bairro do Livramento da nossa Vitória de Santo Antão algum tipo de assentamento, muito menos que tenha recebido  algum tipo de ação do INCRA, relacionada à perfuração de poço. Se possível, gostaria de receber da assessoria do deputado mais informações dessa ação, por ele articulada.

Para relembrar,  segue uma entrevista em vídeo que realizamos com o deputado Augusto Coutinho, ocorrida em nossa cidade,  em fevereiro de 2016, por ocasião da solenidade de outorga de título de “Cidadão Vitoriense” ao médico,  e então vereador,  Saulo Albuquerque. Naquela  ocasião ele falou nas possíveis  “quedas” do Eduardo Cunha e da Dilma assim como na possibilidade do Doutor Saulo disputar uma vaga majoritária na eleição de 2016.

Diretoria da ACTV promove evento dançante no “Cisne”.

Visando reforçar o caixa da instituição, a diretoria da ACTV – Associação do Carnaval Tradicional da Vitória – promove na noite de amanhã, sábado (25), um evento festivo/dançante que será animado por vários conjuntos musicais.

“Quinteto Dourado”, “Vaqueiro do Forró”, “Orquestra Venenosa” e o consagrado cantor romântico, Augusto Cesar foram os nomes escolhidos. A “mesa” para quatro pessoas custa R$ 100,00. A festa acontecerá no Clube dos Motoristas “O Cisne”, localizado no bairro do Cajá.

Momento Cultural: Arrepios – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

Despercebidos

E inocentes

Lá vem os arrepios

Mexer com a alma da gente

Outra vez as sensações

A vontade de um carinho

Mais profundo

De um beijo guardado

De saudade do mundo

Que vivemos conscientemente

E que fica para sempre em nossas lembranças

Entre sussurros, recordo momentos

E não me arrependo

De atos ou fatos vividos

Mesmo que loucos ou transgredidos

Pois meu corpo em sintonia

Agradece ao teu em constante harmonia

E talvez por pura teimosia

Não paro de te amar

E de sentir tua falta

Não tenho pressa

Tenho calma

Quero conhecer não só teu corpo

Mas tua alma

Para isso, te imploro,

Me beija, teu beijo é um presente

Que adoro

E o teu abraço

Deixa meu corpo ardente

Te amando sem cansaço

Um beijo amado

Que vai subindo e vai descendo

Desliza no meio das nádegas

Sobe pelas costas

Até encontrar tua nuca

Teus cabelos afastando

Tuas orelhas volteando

Arrepiando e buscando

Teus lábios entreabertos

Com essa sede de viver

Aguenta, coração

Experimenta a sedução

Tenta e atenta

Nessa total imensidão

Abusa

Elambuza

Tiro a roupa

Te deixo louca

Sua

Suor salgado

Sal impregnado

Tua pele na minha

Minha carne na tua

Em meus lábios

Me matas a sede

Na fonte dos teus prazeres

Sede de meu tesão

Pura transgressão

Teu sexo

No meu sexo

Infringindo preconceitos

Ou regras

Braços e abraços

Bocas e línguas

Desejos hostis

Deixa correr

Deixa rolar

Na cama ou na lama

Na vontade de te amar

Vamos

Agora a sempre

Amar pensando no mundo

Um você e eu, juntos

Um gozo que seja profundo

No amor em um corpo único…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 19).

Fragmentos de mim mesmo

sosigenes-bittencourt

Sou um amante da vida nos seus múltiplos aspectos. Aproveito tudo. A tragédia, por exemplo, tem me servido muito na criação de minha arte.

Descobri, através do meu semelhante, que vim ao mundo para fazer graça e viver das graças.

O riso é excepcionalmente benéfico à saúde.

Gosto tanto de mulher que não saberia dizer o quanto nem o que viria em segundo lugar.

Não me casei ainda por causa das outras, mas não me considero imune ao matrimônio.

Não sou gastador nem pirangueiro, mas considero que mais vale um prazer do que cem contos de réis.

Sobre Deus, penso como Camões: “O que é Deus ninguém entende, que a tanto o pensamento humano não se estende.”

Sosígenes Bittencourt

Doce Mel – Edu & Maraial

eduOuça a música Doce Mel, de autoria do compositor Edu Luppa, música que foi consagrada pela banda Calypson.

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Aldenisio Tavares

Apesar de tudo a “Cidade Maravilhosa” continua linda!!

Sob todos os pontos de vista o estado do Rio de Janeiro  – principalmente a “Cidade Maravilhosa” – é a referência maior da cultura brasileira. Desde a chegada da família real, em 1808, que o Rio de Janeiro irradiou moda e exemplos ao resto do País. Praticamente tudo que aconteceu de moderno no Brasil,  a partir do século XIX, teve como epicentro a “Terra do Samba, do sol e da Mulata”.

Não é injusto, por assim dizer, que o “novo Brasil” que surge, sendo parido a fórceps pela Operação Lava Jato, tenha como ponto de partida asséptica o mesmo lugar que inventou o Jeitinho brasileiro, a vida malandra e tudo mais que torna a corrupção algo tolerável, sinônimo de “esperteza” e até, em boa medida, normal.

O que estamos vivenciamos no Rio de Janeiro hoje, há vinte anos, seria algo nunca antes pensado. Três ex-governadores presos. Deputados federais que representam o povo do Rio igualmente presos. Presidente e ex-presidentes da Assembleia Legislativa na cadeia, ex-secretários e empresários milionários enrolados até o pescoço, assim como toda a cúpula do Tribunal de Contas do Estado, órgão que deveria auditar todas as despesas governamentais, submerso no mar de lama da corrupção.

Imagino que a prática delituosa instituída no estado do Rio de Janeiro durante todo esse tempo, em maior ou em menor medida, seja a ordem do dia em praticamente  todos  os estados da federação brasileira. A diferença, contudo, é que lá as ações já começaram surtir o devido efeito punitivo.

Talvez por desejo,  ou até ingenuidade,  começo a acreditar, com base nos últimos acontecimentos, que o Brasil entrou numa rota sem volta. Como diz a canção do eterno roqueiro Lulu Santos: “nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia ….. Tudo passa, tudo sempre passará…..” AVANTE LAVA JATO!!

As múltiplas obras dos compositores vitorienses Gustavo Ferrer e Aldenisio Tavares.

O pensador contemporâneo Mário Sérgio Cortella, em um dos sues trabalhos,  pergunta: Qual é a Tua Obra? Independentemente da orientação religiosa ou atividade laboral que exerçamosmos somos todos protagonistas do nosso próprio destino. No palco da vida, aliás, sem direito a ensaio, somos todos diretores de nós mesmos. Se há uma coisa que ninguém pode fazer por nós é atuar no nosso lugar. Na cena da vida real, nunca  coube nem caberá dublê.

Pois bem, em recente evento sócio/cultural registrei o encontro de duas figuras emblemáticas da nossa polis. Gustavo Ferrer e Aldenisio Tavares, ambos compositores,  são profissionais respeitados nas suas respectivas áreas de atuação. Além de gozarem do respeito devido dos seus familiares, são os “filhos” que toda terra se orgulharia  apresentar.

Dentro do cenário  musical antonense Gustavo e Aldenisio são dois patrimônio vivos da terra de Nestor de Holanda e Amadeu de Senna. O hino oficial das Agremiações Carnavalescas da “Girafa”, do “Etesão” e do “Coelho”, entre outras, é uma das “obras eternas” que  o veterinário Gustavo Ferrer deixará para a cidade que ostenta o  carnaval de todos os bichos – Vitória de Santo Antão.

Já o funcionário público Aldenisio Tavares, com estilo mais eclético, se configura,  hoje,  no compositor mais gravado da história da Vitória de Santo Antão. Sua obra musical  dialoga desde os hinos carnavalescos (entre outros Monges e Saudade) ao forró de raiz, do religioso ao profano, da música mais tradicional aos jingles voláteis. Seu trabalho, assim como a do Gustavo Ferrer, perpassará, com absoluta certeza, muito além das suas existências no plano da vida terrestre.

Eis aí, portanto, dois antoneses que tomariam muito do tempo do pensador Mario Sérgio,  ao tentar responder sua pergunta: Qual é a tua Obra?

CineClube Avalovara

Anunciamos a vocês nossa sessão de Novembro – dia 26/11, uma parceria com o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (IHGVSA), que estará promovendo entre os dias 24 e 29/11 a 5ª edição da Semana da Consciência Negra.

Os filmes escolhidos para esta sessão são os curtas-metragens “DEUS” (Vinícius Silva, 2016) e “NADA” (Gabriel Martins, 2017), ambos com uma linda trajetória no Brasil e no mundo. “DEUS” | Conheci Deus Ela É Uma Mulher Negra (2016)mescla documentário e ficção, história de uma mãe negra que batalha para criar o filho, sozinha, na periferia de São Paulo. O filme foi realizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo, tendo grande repercussão antes mesmo de ter sido lançado. Agora ele está em circulação pelos cineclubes do Brasil, e nós teremos a honra de exibi-lo.

“NADA” (2017) conta a história de Bia, uma jovem que acaba de completar 18 anos e, com o fim de ano e a chegada do ENEM, está sendo pressionada para decidir qual curso ela vai se inscrever. Bia, no entanto, não quer fazer nada. “NADA” é estrelado por Clara Lima, a happer mineira Clarinha (17 anos), responsável também por parte da trilha sonora do curta. O filme foi exibido na Mostra Quinzena dos Realizadores, dentro do Festival Internacional de Cinema de Cannes, este ano, e nos foi cedido pelo próprio diretor.

Todas as pessoas estão convidadas para que participem não só da nossa sessão, mas também das outras ações do evento, que é completamente gratuito e com certificado de participação pela UFPE. Vocês podem conferir logo abaixo a programação completa.

O Cineclube Avalovara tem apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC).

PROGRAMAÇÃO
24/11 (sex), às 19h – Palestra com Adalberto Cândido – filho do líder negro da Revolta da Chibata – João Cândido (homenageado do evento).
Tema: História, Tradição e Memória como forma de resistência na diversidade étnica e cultural no Brasil atual.

26/11 (dom), às 17h – Sessão do Cineclube Avalovara, com exibição dos curtas-metragens “DEUS” (Vinícius Silva, 2016) e “NADA” (Gabriel Martins, 2017), e debate pós filme.

27/11 (seg), às 19h – Mesa redonda com os mestres Amâncio, Queixada e Courisco.
Tema: A Capoeira como instrumento de inclusão escolar e cidadania.

28/11 (ter), às 19h – Palestra com o antropólogo congolês Kabengele Munanga.
Tema: Estratégias e políticas de discriminação racial na educação brasileira, desafios e perspectivas da Lei 10.639/03, 14 anos depois.

29/11 (qua), às 19h – Palestra com o líder quilombola José Carlos, da comunidade de Castainho – Garanhuns.
Tema: Comunidades Quilombolas em Pernambuco – Memória e Resistência no século XXI.

SERVIÇO
Cineclube Avalovara Especial Consciência Negra
Classificação indicativa: Livre
Data e hora: 26/11/2017 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

Momento Cultural: Amar – por João do Livramento

garanhuns 003-1

Não afirme o que é o amor

Nada diga e nada fale

Se você ainda vive

É melhor então que cale

 

Se está vivo não sentiu

O perfume da ilusão

Embebido no amor

Exalado na paixão

 

A quem indaga o que é o amor

Não preciso responder

Mostro apenas uma flor

Todas nascem pra morrer

 

Ah, essa morte é enganadora

E de amor tem apelido

Cabelos longos, corpo belo

Escondido num vestido

 

Me enganou o coração

Me enganou o pensamento

Quando achei que estava vivo

Já morrera há muito tempo

 

Mas se nascesse novamente

Ao início eu voltaria

Sem amor não sei viver

E assim amando morreria.

 

João do Livramento.