Momento Grau Técnico Vitória

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Vanildo de Pombos

A inesquecível interpretação e a saudade da voz marcante de VANILDO DE POMBOS, cantando a música Vaquejada da Vitória, composta por Samuka VoiceBenedito de Cachoeirinha e Aldenisio Tavares.

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Aldenisio Tavares

Vereadores Celso Bezerra e Antonio Gabriel: muita “fé religiosa” ou “má-fé política-eleitoral?”

A pauta não é local, é nacional. Nesse sentido qualquer pessoa ou autoridade, se assim desejar, poderá opinar. A nossa Carta Magna nos garante o direito à “Liberdade de Expressão”. Vivemos num Estado laico. Esse é o Brasil de hoje!!

Está previsto, porém, para ser discutido no plenário da nossa Câmara de Vereadores, amanhã, dia 06, o projeto 069/2017.

No bojo do seu conteúdo o mesmo dispõe que “fica proibida a inserção na grade curricular das escolas do Município da Vitória de Santo Antão a orientação política pedagógica aplicada à implantação e ao desenvolvimento de atividades pedagógicas que visem à reprodução do conceito de ideologia de gênero”.

Independente da minha opinião sobre tal debate até porque, nesse caso, é o que menos devemos levar em consideração, gostaria de dizer que o Ministério Publico local, ontem (04/2017), emitiu recomendação aos vereadores pela rejeição da matéria. Ao prefeito, caso o referido projeto seja aprovado, que o mesmo use o seu poder constitucional de veto. Abaixo reproduzimos a recomendação MP.

Pois bem, dias atrás os vereadores Celso Bezerra e Antônio Gabriel (Toninho) se utilizaram de um vídeo, postado nas redes sociais, convidando a população para participar dos debates. Celso Bezerra, vereador de primeiro mandato, tem vinculo com o segmento evangélico. Já o Toninho, que se coloca como representante dos católicos e das famílias, estar exercendo o seu segundo mandato na Casa Diogo de Braga.

Com relação aos dois parlamentares, gostaria de dizer que a exposição midiática, sobretudo na direção dos eleitores de boa fé lhes geram dividendos eleitorais. Aliás, é bom que se diga: em todo segmento evangélico e no seio do chamado “católico praticante” essa matéria é uma unanimidade.

Já com relação ao tema – na seara política – poderíamos afirmar que os mesmos – Celso e Toninho –  estão “jogando para a plateia”,  uma vez que essa mesma matéria, na legislatura passada, na  mesma Casa Diogo de Braga, segundo informações, já foi arquivada por ser inconstitucional.

Com todo respeito aos dois amigos vereadores, não irei joga-los na “vala comum” dos despreparados, pois não saber das suas competências constitucionais já seria um claro atestado público de incompetência para qualquer legislador.

Contudo, vejo na ação dos dois nobres vereadores um ato de deslealdade – aquilo que no nosso arcabouço jurídico chamamos de “litigância de má-fé”.  Ora! Quem mais sabe que essa matéria é inconstitucional são os dois citados vereadores, mas para ficarem “bem na fita” com os incautos eleitores, sobretudos com os “irmãos de fé”,  nas suas respectivas denominações religiosas, procuram requentar uma agenda na tentativa apenas de ganharem simpatizantes e eleitores. Isso, no meu modesto entendimento, chama-se deslealdade!!

Concluo, portanto, parabenizando o amigo e ex-candidato a vereador André Carvalho, pela provocação ao Ministério Público local. Não obstante a nossa Câmara de Vereadores haver  aumentado de onze para dezenove cadeiras continuamos pobres,  no que diz respeito à qualidade dos nossos legisladores. Uma pena!!!!

De olho na história: Cunha e Os Sertões de Conselheiro – por Wedson Garcia.

A batalha mais inglória do Exército brasileiro tinha sido vencida. Canudos talvez estivesse destinado a ser enterrado em cova rasa na vala comum da história, não fosse o fato de a expedição de Arthur Oscar ter sido acompanhada por um repórter do jornal O Estado de S. Paulo, que transformou Canudos numa Troia sertaneja e imortalizou Antônio Conselheiro ao escrever Os sertões, talvez o maior clássico da literatura brasileira.

Engenheiro formado pela Escola Militar da Praia Vermelha, sob forte influência positivista, Euclides Pimenta da Cunha (1866-1909) era um republicano convicto que acreditava que uma literatura engajada e de combate, elaborada com paciência, meticulosidade e ciência, poderia ajudar a construir um país melhor. Nesse sentido, e em vários outros, a obra literária desse matemático formado em ciências físicas e naturais e que, paralelamente, decidira seguir também a carreira jornalística, nada tinha a ver com a “República das Letras” da rua do Ouvidor, caracterizada por seu preciosismo gramatical, seu dandismo, sua arrogância tipicamente belle époque. Talvez justamente por isso, Euclides tenha passado a noite anterior ao lançamento de seu primeiro livro, O Sertões, corrigindo, com um canivete de pena, um a um, nos mil exemplares da primeira edição, os 80 erros que encontrara na obra. Tamanha meticulosidade seria plenamente recompensada: ao ser lançado pela respeitada editora carioca Laemmert, em 11 de dezembro de 1902, Os Sertões tornou-se, literalmente da noite para o dia, um estrondoso sucesso.

Embora cinco anos já houvessem passado desde os sangrentos e amedrontadores acontecimentos de Canudos, o episódio tinha permanecido vivo na memória nacional. Além de possuir todos os ingredientes necessários para um grande romance: o caráter épico, as tensões dramáticas, as derrotas militares, uma insurreição de miseráveis; o livro fora escrito em estilo inovador e marcante. Recendia a terra e sangue, era agreste e desconhecido como o próprio sertão; era espantosamente real.

Além disso, apresentava aos brasileiros letrados um Brasil que eles jamais tinham visto, suposto ou tentado entender. A sinceridade, o tom quase homérico, as peculiaridades verbais de Euclides, “ele escreve como com um cipó”, diria Joaquim Nabuco, tornaram sua prosa uma febre nacional. A primeira edição logo se esgotou e muitas outras se seguiram. Um século depois, Os Sertões permanece tão admirável quanto no primeiro dia.

  Euclides da Cunha nasceu em Cantagalo, no Rio de Janeiro, em novembro de 1866. Impossibilitado de continuar pagando a Escola Politécnica, transferiu-se para a Escola Militar da Praia Vermelha, que era gratuita. Tornou-se aluno de Benjamim Constant e, como tantos de seus pupilos, “converteu-se” ao positivismo. Em 04 de novembro de 1888, quando o então ministro da Guerra, Tomás Coelho, visitava a escola, Euclides, abolicionista e republicano radical, saiu da formação e jogou o sabre no chão. Foi preso e expulso da escola, mas ficou tão famoso por causa da ousadia que acabou sendo contratado para escrever no jornal O Estado de S. Paulo.

Com a proclamação da República, seria lembrado como o intrépido “estudante da baioneta” e, por ordem do próprio Deodoro, voltou à Escola, onde se formou em engenharia militar, matemática e ciências físicas e naturais. Em agosto de 1896, Euclides já era capitão quando uma nova punição, provocada pelo radicalismo de seus artigos em O Estado, o levou a desistir de vez da carreira militar e a se reformar. Após um ano exato, Júlio Mesquita, diretor do jornal, decidiu enviá-lo como repórter para o front, em Canudos. No dia 14 de agosto, com a tropa do Marechal Carlos Bittencourt, Euclides partiu para Salvador. Chegou a Canudos em 16 de Setembro, apenas seis dias antes da morte de Conselheiro.

Os ideais românticos de Euclides morriam junto com os quatro derradeiros sertanejos de Canudos. De volta a São Paulo, decidiu escrever seu “livro vingador”. Ele o fez à margem do rio Pardo (São Paulo), onde passou três anos supervisionando a construção de uma ponte. Lá, numa cabana de teto de zinco, à sombra de uma paineira, nasceria um dos mais extraordinários livros da história da literatura brasileira: um texto primoroso capaz de decifrar os mistérios e os horrores brasileiros que, passado mais de um século, o Brasil, de certa forma, segue ignorando.

Euclides da Cunha morreu em agosto de 1909, assassinado com 4 tiros disparados por um revólver calibre 38. O assassino era Dilermando de Assis, amante de sua esposa que alegou legítima defesa e foi absolvido nos tribunais por duas vezes. Passados 108 anos, a morte de Euclides continua a despertar ódios e paixões. De um lado, os que pregam que ele foi assassinado covardemente no jardim. De outro, os que defendem que Dilermando agiu em legítima defesa ao disparar contra o escritor, quando ele ainda estava dentro de sua casa. Euclides se foi, sua obra, porém, é imortal.

Wedson Garcia é Ator, diretor, produtor cultural, professor e fundador do Núcleo de Pesquisa Cênica de Pernambuco. Bacharel em administração pela Faculdade Metropolitana do Recife e atualmente estudante do curso de Licenciatura plena em história da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

Zezé do Forró em Pot Pourri

Do novo CD de Zezé do Forró, ouça o Pot Pourri  ESQUENTA MORENINHA e Cair na Brincadeira, de autoria Assisão, Genaro e Evaldo Lima, respectivamente.

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Aldenisio Tavares

“Corriola da Matriz” promoveu sua confraternização natalina!

Na qualidade de participante da “corriola da Matriz” e bom anfitrião o amigo João Vitor abriu as portas do seu sítio, localizado em Terra Preta, para promover a tradicional confraternização natalina. A ocasião também serviu para o mesmo ser “condecorado” com uma medalha, em função de uma “aposta futebolística” que sempre realiza comigo.

Ele, torcedor do “tricolor do Arruda”, eu,  “sofredor alvirrubro”, há três anos consecutivos realizamos apostas “peculiares” envolvendo nossas equipes que passa o ano inteiro rolando.  Em 2015,  ele ganhou. Já em 2016 e 2017 sagrei-me bicampeão. Quem perde recebe a medalha – “Otário do Ano”. A premiação é insignificante diante da brincadeira e do clima de festa.

Regada a um bom churrasco, com variados tipo de carne, já que o dono da casa é um profundo conhecedor de carne de boi, uísque e cerveja gelada, o encontro foi coroado com uma suculenta feijoada. Boa música, boas companhias e muitas histórias e fatos antigos  rechearam nosso encontro harmonioso e agradável. Que venha 2018!!

Silvana Salazar botou todo mundo para dançar na Confraternização da KIKO Produções!

Mantendo a tradição a KIKO PRODUÇÕES, comandada pelo casal amigo Lizandra e Charles Romão, realizou na noite do sábado (02), na Quadra na Universidade Federal, no Alto do Reservatório, mais uma confraternização que tem como objetivo, entre outros, reunir “empresas” locais assim como profissionais liberais para um grande encontro dançante.

Contando com três atrações musicais, a festa teve seu ponto alto na apresentação da talentosa, simpática e sempre animada Silvana Salazar. Chamando o pessoal para dançar ela transformou o evento num grande salão de dança, ao cantar as tradicionais músicas do carnaval pernambucano. Veja o vídeo:

De parabéns mais uma vez o amigo Charles e toda sua equipe. Promover festão organizada não é tarefa das mais fáceis.

Vereador Lourinaldo Júnior: Audiência Pública sobre o Carnaval

Registramos o recebimento do convite para “Audiência Pública”, enviado pelo vereador Lourinaldo Junior, que tem como objetivo debater e discutir “O CARNAVAL VITORIENSE NA CULTURA, NA ARTE, NA GERAÇÃO DE RENDA E NA MANISFESTAÇÃO DEMOCRÁTICA POPULAR”.

O encontro acontecerá na Câmera de Vereadores, na próxima quinta-feira (07) às 18h30h. Abaixo, portando, segue convite na integra.