Entrevista com candidatos no Jornal Nacional: menos polêmica e mais esclarecimentos.

O Brasil está mergulhado numa crise sem precedentes. As modificações tecnológicas, as novas relações de trabalho, as modificações no tecido social, a corrupção sistêmica, o agravamento da violência urbana e a aguda  recessão econômica são alguns dos desafios  que deverão  ser enfrentado pelo presidente que será eleito na próximas eleições.

Nesse contexto, porém, a Rede Globo de Televisão está abrindo um preciso espaço no seu telejornal mais assistido, para entrevistar alguns dos mais bem posicionados candidatos. Espaço de vinte e sete minutos no Jornal Nacional é algo poderoso, no que se refere à criação de um norte para uma campanha presidencial. Uma ideia, uma frase ou mesmo uma “bola fora” poderá mudar a história política do país.

Pois bem, através da internet tive a oportunidade de assistir as duas primeiras: Ciro Gomes e Jair Bolsonaro. Numa leitura muito particular, imagino que a Rede Globo de Televisão, através da sua direção e bancada de jornalismo  estão  muita mais preocupados com os marcadores de audiência da emissora do que com a  nação brasileira. Penso, na minha humilde análise, que o momento não deveria ser usado para o aprofundamento das tão ingênuas polêmicas e sim nas possíveis soluções dos problemas crônicos que desidrata as esperanças da população como um todo. Quem tem que aparecer e dizer o que pensa,  são os postulantes e não os entrevistadores.

Volto a dizer: a Rede Globo, na qualidade de empresa privada que existe por conta de uma concessão pública, não está cumprindo o seu papel constitucional que é, entre outras coisas, zelar e promover informação qualificada e de interesse público. Até agora, por exemplo, mesmo após os 27 minutos de entrevista com dois importantes candidatos, não ficamos sabendo o que os mesmos pensam no que diz repeito à saúde e à educação brasileira……..ou será que esses itens não tem a menor importância?

Pilako e Ana Jerusa: O tempo Voa………..

Por mais um ano, se deslocando da Capital pernambucana, aportou na Festa da Saudade minha prima e o seu marido – Ana e Jean. Filha de uma das irmãs da minha mãe e também neta do escritor Célio Meira, Ana, filha única,  que é natural do Recife, sempre foi muito próxima da gente. Quando solteira e até depois de casada, vivenciou os melhores carnavais da sua vida aqui, na Vitória de Santo Antão. Em certa ocasião, inclusive,  chegou a figurar no carro alegórico do Clube Vassouras “O Camelo”.

Pois bem, na qualidade de jovem, juntamente com minhas irmãs, participava, também, dos bailes festivos tradicionais ocorridos nos mais variados salões antonenses. Nessas ocasiões, ela, na qualidade de prima mais velha, concedia-me uma “voltinha” no salão. Quando faltava par eu era uma espécie de “quebra-galho”.

Bom, por ocasião da 3ª Festa da Saudade, ocorrida no último sábado (25), no Clube Abanadores “O Leão”, aproveitei-me – no bom sentido da palavra – para dançar uma parte com a minha prima Ana Jerusa. Em certo momento, disse-me ela: “ Pilako, vou te enviar uma foto de trinta e sete anos atrás. Tenho uma foto da gente dançando. Farei o antes e o depois”.

Eis que o tempo passou e,  quase quatro décadas depois,  estava nós,  novamente, dançando nos salões antonenses. Uma grande alegria receber o casal de primos na festa por nós promovida. O Tempo Voa………

REMÉDIO E VENENO – por Sosígenes Bittencourt.

Há quem beba só no final de semana e pense que não é alcoólico. Ele começa no Sábado e entra em casa no Domingo à noite, carregado numa maca.

Contudo, vale salientar, a embriaguez não é culpa do vinho, é culpa do homem. Droga é fármaco. O álcool é um deles. A diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem. O dependente exagera na dosagem e paga um tributo oneroso pelo exagero, arcando com os efeitos.

O filósofo Sêneca dizia: Procura a satisfação de ver morrerem os teus vícios antes de ti.

E o poeta romano Horácio advertia: É prejudicial o prazer, comparado ao preço da dor.

Sosígenes Bittencourt

Momento Cultural: O imortal – por João do Livramento.

Hoje chora triste o meu livramento
Pois ruiu o Camelo ouvi o lamento
Onde antes foi tudo grande beleza
Hoje resta somente enorme tristeza

Foram tantos anos de agremiação
Foram tantos bailes naquele salão
De muita rodolo era o cheiro no ar
Mulheres bonitas conosco a bailar

Nas alegorias a beleza era imensa
O povo gritava dizendo a sentença
Se camelo passava leão não rugia
A praça do santo inteira aplaudia

Aquele estandarte Arnaldo a girar
O frevo tocando e o povo a pular
Da minha memória jamais sairá
Eu quero Camelo eu quero frevar

És Camelo valente pra se levantar
Mais este deserto vais atravessar
A folia de momo vai ser bem maior
E Vitória gritando o Camelo é o melhor!

João do Livramento.

Eleições 2018: Vitória tem 8 candidatos a deputado estadual e 3 a federal concorrendo como “filho da terra”.

Vencido  o processo burocrático eleitoral,  que visa o registro das atas homologadas em convenções  partidárias, os candidatos – cada qual com seu CNPJ –  começam a se mexer na busca do voto do eleitor. Tanto no cenário nacional, estadual e local (Vitória) podemos dizer que o cardápio está variado e com opções para todo gosto.

Eleição presidencial, segundo os entendidos, só começa ser cristalizada após os desfiles cívicos de 7 de setembro, quando já temos pouco mais de um mês da propaganda gratuita no rádio e na TV, não obstante a internet, hoje, ser uma ferramenta presente na vida das pessoas.

No plano estadual parece-nos que teremos, mais uma vez, uma eleição polarizada. Estamos caminhando para decidir o pleito no segundo turno. Algo que não aconteceu em Pernambuco nas duas últimas eleições – 2010 e 2014.

Já com relação ao nosso condado – Vitória de Santo Antão – estamos vivenciando nesse pleito algo que nos parece ser uma tendência, em função das novas regras eleitorais que passarão a vigorar a partir de 2022. Ou seja: nunca tivemos tantos candidatos “da terra” disputando as eleições estaduais. Para Assembleia Legislativa temos oito (ordem alfabética): Aglailson Victor, André Carvalho, Carlos Alberto, Edmo Neves, Genário Rocha, Henrique Filho, João Santos e Joaquim Lira.  Para a Câmara Federal, são três: Doutor Saulo, Henrique Queiroz e Paulo Roberto.

Nesse conjunto, por assim dizer, temos de tudo um pouco: fortes candidaturas, candidaturas apenas para marcar território, postulantes cumprindo missão partidária, candidatos que podem surpreender e até algumas (candidaturas)  que podem ser retiradas, ao longo do processo……Eis,  portanto, um jogo que merece ser observado, até porque, na prática,  tudo está apenas começando………..

3ª Festa da Saudade – por Pedro Ferrer.

Terceira Festa da Saudade. Compareci aos trancos e barrancos. Forte gripe deixara-me e mantinha-me em bagaço. Seria a segunda festa promovida pelo Pilako que eu faltaria. A outra  foi pela mesma razão. Não queria fazer esta desfeita ao amigo. À mesa Carlos Freire, sempre cortês, insistiu para que eu tomasse um “cow boy”. Agradeci e permaneci em minha abstinência. Começa a apresentação da Orquestra Super Oara. Vibrante, fantástica. Regredi no tempo. Velhos tempos “glamourosos” dos Românticos de Cuba, Nelson Ferreira, Severino Araújo, Românticos Del Caribe e tantas outras boas orquestras que aqui se apresentaram.

Faltou-nos, desculpem-me os que “bailaram”, os bons e autênticos “pés de valsas”: Zé Pedroso, Júlio Siqueira, Matias Beltrão, Ismael Gouveia, Manoel Mizura. Com exceção do Matias, todos falecidos.

Pés de ouro; não dançavam, patinavam. Rever muitos amigos: Severino Bezerra, dr. Clauderico, Fernando Moura, Demetrius, Luís Jorge, dr. Saulo, Henrique Queiroz, Ismael da “Caixa”, Ito Refrigeração, Carlos Freire e outros foi talvez o ponto mais positivo.

Uma palavra para encerrar esta pequena crônica: MAGNÍFICA. Parabéns pra  tu Pilako e tua equipe (Soraya e Gabriel). Lembra-te: não esqueças os salários dos teus assessores. Rsrs

Pedro Ferrer

Momento Pitú: encontro da ADIBE em São Paulo.

Com planos de expandir ainda mais a atuação no mercado do Sudeste, o Engarrafamento Pitú receberá distribuidores e atacadistas de bebidas do Estado de São Paulo em stand montado no Encontro dos Distribuidores e Fornecedores Associados ADIBE 2018. No espaço da cachaçaria pernambucana haverá uma degustação da tradicional Caipirinha e da cachaça premium Pitú Gold. O evento será realizado no Hotel Vacance, em São Paulo, entre esta sexta-feira (31/08) e o domingo (02/09).

 

Momento Cultural: Poética – Por Marcelo De Marco

Passeio por dentro do sono
provo dos pomos
negaceio sonhosq
ando por fora da ala-
meda
e de vez em quando erro
invertendo os elos
das lexias tônicas
dizendo: ala-meta!/
Aparo arestas e recomponho
a letra
pulo
e ponho palavras sem
alcance
deliro ao lance
perfume extenso da orquídea./

Oh, por favor me digam
qual foi o anjo-esperma suicida
que agradou tanto um óvulo-olfato
e foi para um mesmo alvéolo
potássio, fosfato, curva e linha;
sobrevoou tipo… abelha-rainha
polinizando lua-de-mel no deserto
e em pleno sol fotossintético
fez vôos léxicos no prosaico ar./

 

Marcelo de Marco é escritor, poeta e professor.

Auri Sacra Fames – Sosígenes Bittencourt.

Acho que vou leiloar meus pertences para acudir esse pessoal. Coitado do Menino Jesus. Estranhamente, não são os ATEUS que arengam por causa de Jesus, são os CRISTÃOS. Odeiam, se maltratam, vertem lágrimas de crocodilo e usam o Santo Nome em vão.

Esses falsos profetas enganam os BURROS para colecionar CABEÇAS DE GADO, são uns ANIMAIS. É a sagrada fome pelo ouro, de que falava o poeta Virgílio. E tudo acontece nas barbas da Justiça.

Os presídios estão apinhados de trombadinhas, aviãozinhos de tráfico, negrinho do cabelo pixaim, mulher da difícil vida fácil, por que esses negociadores da fé estão palitando os dentes?

Santo Tomás de Aquino dizia: Pois é muito mais grave corromper a fé, da qual vem a vida da alma, que falsificar dinheiro, pelo qual a vida temporal é sustentada.

Sosígenes Bittencourt

3ª Festa da Saudade: SUCESSO TOTAL!!!

Conforme amplamente divulgado aqui pelo blog, na noite do sábado (25), aconteceu a 3ª Festa da Saudade. Esse ano o nosso evento dançante aconteceu no Clube Abanadores “O Leão”. Dentro da proposta original da festa, que  tem como principal objetivo reunir pessoas maduras que gostam de dança e curtir uma boa noitada, juntamente  com a família e os amigos,  podemos afirmar que o mesmo cumpriu e contemplou todas as expectativas.

No palco, o conjunto “Quinteto Dourado”,  liderado pelo entusiasmado e talentoso artistas antonense, Edmilson Silva, abriu o evento dançante com um repertório musical rico, especialmente para os que vivenciaram a  famosa Jovem Guarda.

Após os sorteios dos  brindes, ofertados pelos patrocinadores do evento – Engarrafamento Pitú, Raça Distribuição, Óticas Diniz, Centro de Ensino Grau Técnico e Pronto Placas –  a tão esperada e aguardada Orquestra Super Oara, subiu ao e  não deixou ninguém mais sentado, por assim dizer……

Reunir pessoas mais maduras em um evento dançante na nossa cidade há muito deixou de ser uma equação das mais fáceis. Não obstante, contudo, ser historicamente algo vinculado à formação cultural da  nossa sociedade, portanto, o referido evento – Festa da Saudade -, doravante, passa a cumprir uma função social importante na nossa polís que é, também, efetivar um verdadeiro encontro de gerações que tem em comum o bom gosto musical. Em conversar paralelas,  durante o evento,  os convidados evidenciaram o caráter diferenciado e o clima nostálgico da celebração dançante.

Obs: no transcorrer da semana abordaremos mais detalhes da 3ª Festa da Saudade.