O Tempo Voa: Matriz de Santo Antão

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A televisão na minha visão – por Sosígenes Bittencourt

A televisão é uma concessão de serviço público. No Brasil, não cumpre sua finalidade primordialmente educativa, que é obrigação, busca apenas o lucro. Qualquer fiscalização no intuito de coibir baixaria é logo tachada de “CENSURA”. O Estado se omite, e a mídia fica totalmente ao bel-prazer de empresas privadas. O escritor norte-americano Roger Shattuck (1923-2005) resumiu o descaso: Evitar que a pornografia chegue às crianças pela TV não é limitar a liberdade de expressão, é cuidar da saúde pública e da educação.

A televisão sexualiza a adolescência e escandaliza com a consequência. A meninada se cria assistindo a beijos de desentupir pia, vendo gente se escanchando ao meio-dia, quando faz neném, a própria televisão deita sensacionalismo em cima. Quer dizer, ganha dos dois lados. Tanto na teleaudiência da influência quanto na teleaudiência da consequência. Manchete: Menino de 13 anos engravida menina de 12 anos que dá à luz bebê de 7 meses.

Depois da Internet, a Televisão virou um radinho de pilha para mim. Sobretudo porque a Internet disponibiliza todo acervo cultural da humanidade para todo mortal. E eu não sou nenhum abestalhado para gastar todo o meu tempo ocupado com fuleiragem. Se você resolver endoidar, a internet o ajudará, mas se você quiser virar santo, ou sábio, a internet também o ajudará. Na Internet está o Bem e o Mal, só depende de sua formação educacional.

Sosígenes Bittencourt

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“DEIXA” de Dorgival Soares

Ouça a música “DEIXA“, de Dorgival Soares. Deixa - Dorgival Soares Aldenisio Tavares
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Suprema Corte: se o leão precisasse de louvação não seria ele o Rei das Selvas!!

Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” A frase que dá título a este post é atribuída a Nelson Rodrigues. Gosto das sacadas do referido pensador pernambucano.

Assim sendo, daqui do meu torrão, Vitória de Santo Antão, quero hipotecar minha solidariedade ao díssono pensamento do Ministro do STF, Marcos Aurélio, quando ele diz que “o Supremo não precisa de desagravo”.

 

Explico: é que entidades das mais diversas matrizes subscreveram um manifesto para “louvar” a Suprema Corte por a mesma estar sendo vítimas de ataques nas redes sociais. A cena,  seria mais ou menos, no sentido figurado,   assistir o leão – Rei das Selvas – sendo aplaudidos e ovacionado pelos outros  mamíferos de menor porte, pelos répteis, aves e etc. Ora!! Se precisasse dos outros para reafirmar que ele é o Rei das Selvas, não seria o leão, então,  o Rei das Selvas.....

É a mesma coisa do camarada que é católico fiel aos princípios cristãs, temente a Deus e devoto da mãe de cristo,  necessitar do padre da esquina, para fazer  uma avaliação e atesta a sua fé. Ou então, do sujeito que milita na doutrina protestante, admirador da coragem de Lutero, ser obrigado a pedir licença ao pastor e aos irmãos da igreja  para se comunicar com Deus....

Repeitar as instituições e as pessoas - com pensamentos iguais ou diferentes -  em todas as situações,  se configura num dos pilares de qualquer democracia. Setores da população – instrumentalizada ou não – que estão se manifestando contrárias, nesse momento,  acredito,  não ser exatamente  contra a Corte,  ou mesmo  conta a Justiça Brasileira. É,  sim, imagino,  impugnando a maioria dos atos de oficio de suas excelências, sejam eles monocraticamente ou colegiado....

Curiosamente, nesse mesmo lapso temporal, magistrados como Sérgio Mouro (no período que  atuou como juiz) e  Marcelo Bretas são alvos e receptores dos mais rasgados elogios  por parte da esmagadora maioria da população brasileira.

Para concluir, reafirmo minha sintonia com o quê expressou o Ministro Marcos Aurélio,  no que tange ao assunto em tela....A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim!  Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente,  o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem e falar com responsabilidade!!

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ATRASO CULTURAL – por Ronaldo Sotero.

A edição em inglês do livro do historiador britânico Anthony Beevor, 72 anos, D-Day (The Battle for Normandy), 592 págs. em janeiro de 2010( foto) estava disponível na Livraria Cultura por R $38,97. A edição brasileira foi lançada em março deste ano por R $ 129,90. (foto) Passaram-se quase dez anos para esse imprescindível livro chegar à mesa do brasileiro que ainda lê. Em que pese os recursos virtuais, a muralha chinesa em termo de distância do conhecimento do Primeiro ao Terceiro mundo, aliado ao desinteresse pela leitura do brasileiro, é imensa.

HISTÓRIA ABERTA - com Ronaldo SOTERO - exclusivo para o Blog do Pilako.
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Momento Cultural: Criança – por João do Livramento.

Se a vida fosse

Sorriso de criança

Haveria amor

Haveria esperança

Da criança tenho mel

Dos adultos só o fel

Não mente a criança

Do adulto é herança

Da criança saudade

Do adulto maldade

No mundo a esperança

Provém da criança

Eterno ABC

Que enorme saber

Criança pra sempre

Se queres ser gente

Me deixem a lembrança

Me deixem a criança

Não quero crescer

Não quero sofrer!

João do Livramento.

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Momento Vitória Park Shopping

Faça parte da INOVE!    
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O Tempo Voa: inauguração de espaço público

Inauguração da Lavanderia Pública - bairro do Dique - prefeito Nô Joaquim - década de 1960. 
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Se beber, não trabalhe. Nem dirija.  
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Inveja e Sucesso – por Sosígenes Bittencourt.

Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?

A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com a AGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com a AGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?

Sosígenes Bittencourt

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“Forró da Juliana” de Recreio do Rojão.

FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do RECREIO DO ROJÃO. Recreio do Rojão - Forró da Juliana Aldenisio Tavares
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Último adeus ao “Homem do Frevo” – Guilherme Pajé.

Na tarde de  ontem (02) aconteceu o sepultamento do carnavalesco, comunicador, religioso e   compositor Guilherme Pajé. Na qualidade de referência do genuíno ritmo musical pernambucano, o FREVO, Pajé levou com ele um conjunto de informações sistematizadas. Estudioso sobre o tema, ao ser consultado, ele estava sempre pronto para  ensinar.

Curiosamente, como bem afirmou o também carnavalesco, Léo dos Monges, que Guilherme “cobrava”,  aos mais próximos,  que durante o seu cortejo fúnebre uma orquestra de frevo se fizesse presente. E assim foi feito, ontem!

Tanto no Clube Abanadores “O Leão”, local em que o seu corpo foi velado, quando nas ruas, até o cemitério local,  a música serviu de consolo, aos parentes e amigos. Além do carro de som, estandartes e dava um tom carnavalesco ao cortejo.

Pajé foi um homem de fé. Grupos religiosos marcaram presença para conceder-lhes toda orações necessárias. Pajé foi uma pessoa do bem e deixou, entre outros, um valioso  legado ao frevo pernambucano e, sobretudo, ao carnaval antonense.

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Com placa comemorativa o Instituto Histórico homenageou o ex-prefeito Manoel de Holanda.

No último domingo (31), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a presidência do professor Pedro Ferrer, com o apoio dos familiares do Tabelião e ex-prefeito Manoel de Holanda, inaugurou mais placa indicativa de rua. Por questão óbvia, sua aplicação na via que “carrega” o nome do pai da doutora Diva Holanda.

Na ocasião, o vereador Mano Holanda, neto do homenageado – Manoel de Holanda – usou da palavra para agradecer ao Instituto, dizendo: “fico muito feliz. Mesmo de depois mesmo depois de 41 anos de enterrado, continua sendo lembrado pelo Instituto Histórico, entidade que tinha orgulho de ter sido presidente”.

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Literatura Aberta – Escreveu: Ronaldo Sotero – OSMAN LINS: O Vitoriense “Estrangeiro”

No momento em que auspiciosas notícias sopram da Vitória de Santo Antão a respeito de lançamento dia 24 de abril próximo, de livro “Imprevistos de Arribação: Publicações de Osman Lins nos Jornais Recifenses, organização de Ana Luiza Andrade, Rafael Dias e Cristiano Moreira, nada mais procedente que sugerir a criação do Dia Osman Lins, através da Câmara Municipal do município. Esse vitoriense nascido na Rua do Rosário em 5/7/1924 e falecido em São Paulo em 8/ 7/1978 ,vencido por longa enfermidade, aos 54 anos, até hoje não foi superado em sua terra natal por qualquer outro nome na literatura, com sua extensa obra traduzida para vários idiomas. Coube ao americano Gregory Rabassa, ex-professor da Faculdade do Queens e da Universidade de Nova York, falecido aos 94 anos, o grande “estouro” de autores latino-americanos no mercado internacional, incluindo Osman, de quem foi tradutor. Segundo Rabassa, tradutor também de Machado de Assis, Jorge Amado, Guimarães Rosa, além de mais de 40 títulos para o português e espanhol, incluindo o peruano Mario Vargas Llosa, Osman Lins é considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, autor de” Cem Anos de Solidão”, e do argentino Júlio Cortázar, “O Jogo da Amarelinha”.

O romance Avalovara, de 1973, traduzido para o inglês, foi do professor Gregory Rabassa, que chegou morar durante dois anos, no Rio de Janeiro nos anos 60, depois de receber uma bolsa de estudos culturais da Universidade de Columbia. Ele foi ainda oficial de inteligência e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial. Osman cultivou praticamente os principais gêneros literários, passando pelo romance, conto, narrativa, teatro, a exemplo de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 1961, levado ao cinema. A peça também foi adotada no vestibular da Unicamp, na prova de literatura do Vestibular. A Universidade de Brasília criou o Grupo de Estudos Osmanianos, com destaque ao livro ”O Nó dos Laços”, de 2013, reunião de ensaios sobre o vitoriense, com vários professores daquela instituição”. De origem humilde como Machado, Lima Barreto, Osman Lins superou seus limites na construção de uma obra universal, a partir de um refinado emprego da palavra, da ideia, do sentimento, no inesgotável mundo da ficção. Devo externar a gratidão a esse prolífico autor, por despertar meu interesse aos estudos literários e pela continuidade em acompanhar seus livros, dos conservo todos, inclusive as obras em língua estrangeira. Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de São Paulo, no caderno “Aliás, Literatura”, dedicou página inteira sobre o relançamento pela Editora UFPE, de “Problemas Inculturais Brasileiros”, em dois livros, organização Fábio Andrade, que impressionam pela atualização dos temas, apesar de escrito entre 1977 e 1979. Para o jornal paulista, cinco livros são essenciais na obra de Osman Lins: O Fiel e a Pedra (1955); Avalovara (1973), Lima Barreto e o Espaço Romanesco (1976); A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976) Do Ideal e da Glória (1977). A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele fez milagres em sua terra natal e alhures, mediante a habilidade na construção da palavra no mundo da literatura.

  Ronaldo Sotero
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Momento Cultural: Perto do mar, anoitecia… por Célio Meira.

Perto do mar, anoitecia…

Corria o mês de novembro,

– Era Dia da Bandeira,

fomos ver a lua cheia,

ao lado da ribanceira.

Depois, descemos. Na praia,

ficamos a reparar:

– Havia esteira de prata,

nas águas mansas do mar.

Ali, olhando o mar, a lua,

recebemos a lição:

– Jesus Cristo está presente,

na glória da criação.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).

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Momento Vitória Park Shopping

O Expresso Cidadão, conta com a emissão de Carteira de Identidade (RG), CPF, entre muitos outros serviços. Expresso Cidadão do Vitória Park Shopping  é bom  estar perto da eficiência!
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O Tempo Voa: Visita ao Instituto Histórico

Visita ao Instituto Histórico do então Governador do Lions, Luis Carlos Feitosa. Na foto, entre outros:  Rubem de Deus, Célio Meira, Saulo Carneiro, Feitosa, Dorivaldo e Zito Mariano - registro em 30-11-1998.
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

"Você nasceu pra mim, eu nasci pra você..." Pituzeiro que sabe entrega a idade.
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LOUCO DA BOA LOUCURA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sempre tive essa mania de escrever. Até que, em 1987, eu passei a escrever para ser lido. Ou seja, antes, eu escrevia para não esquecer ou não ter que me lembrar do que estava pensando. Na realidade, a gente escreve quando valoriza o que pensa, quando não quer esquecer o pensamento. Mas, depois, eu achei que não tinha graça eu escrever só para mim e resolvi escrever para todo mundo. Ninguém deve negar sua arte ou suas verdades, suas descobertas, até para submetê-las à análise dos semelhantes. Talvez, seja uma imprudência escrever para ser lido, mas talvez seja uma imprudência morrer abraçado com suas verdades sem discuti-las. E, aí, quando começaram a me chamar de maluco, fiquei entusiasmado. Era sinal de que eu estava vencendo o medo de ser sincero e despertando curiosidade sobre minhas maluquices. Ninguém é imune a maluquices. Ora, eu estava enlouquecendo da boa loucura. Há quem colecione galo de briga e ninguém diz nada. Ademais, ninguém consegue se destacar sem uma pitada de loucura. O que dizia o filósofo Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo?

Sosígenes Bittencourt

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Almir Brito

O vitoriense Almir Brito no seu cd -  “TODOS OS TONS” – belíssima coletânea de canções instrumentais no violão, hoje,  trazendo a música “LAMENTO”,  do mestre Pixinguinha. [powerpress url=../mp3/almirbrito1.mp3] Gostou da música? – Baixe a MP3
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Guilherme Pajé: uma referência para os apaixonados pelo frevo!!

Nesse novo mundo mágico e plural das redes sócias, recebei com alivio à possibilidade da notícia do falecimento do amigo e contemporâneo, Guilherme Pajé, entre tantas, ser mais uma “pegadinha”,  relacionada à popular data em que se “comemora” o dia da mentira que aliás, foi objeto de postagem nossa, na pauta de ontem (01). Infelizmente, foi verdade verdadeira!!!

Conheço Pajé desde os tempos da banca escolar do Colégio Municipal 3 de Agosto. Estudamos vários anos juntos. Desde sempre ele foi um sujeito formal. Em sala de aula, não gostava de brincadeiras. Comportava-se  como um sujeito adulto. Aliás, praticamente da mesma maneira que, até a noite de ontem (01), dia do seu fulminante falecimento, se mantinha.

Em entrevista ao nosso blog, por várias vezes, revelou o amigo Guilherme que a sua paixão e, posteriormente, identificação  e amor pelo  frevo – ritmo genuíno do nosso Estado – teve como origem na admiração que nutria pelo Maestro Nunes. Em alguma medida, por assim dizer, Pajé “renunciou” muita coisa na vida para se dedicar ao seu propósito – elevar e preservar um dos maiores  patrimônios  pernambucano – O FREVO.

Na qualidade de compositor, juntos com tantos outros anotonenses, tornou-se imortal. Grafou nas páginas do livro da Vitória de Santo Antão suas digitais musicais. Não posso afirmar, mas acho que a música que ele compôs para festejar o Centenário do Clube Abanadores “O Leão”, em 2002, seja uma das suas obras mais significativas.

Nos últimos anos, andou me confidenciando e até revelou em entrevista – gravada em 2017 – que já não mais acalentava à esperança no ressurgimento e posterior fortalecimento do nossos carros alegóricos, não obstante manter-se entusiasmado com o grande número de pessoas jovens que estavam participando da diretoria de vários novos clubes que continuavam desfilando ao som das  orquestras de frevo.

Em duas ocasiões distintas, mas em momentos parecidos já que se tratava de funerais de pessoas ligadas ao nosso carnaval –  José Marques de Senna e Maestro Aderaldo –  gravai vídeos  com o Guilherme Pajé. Em todas duas, ele reconheceu à importância do trabalho dos dois para o fortalecimento da nossa festa maior – Carnaval – se colocando, também, como uma pessoa que tinha obrigação de manter o legado dos referidos mestres.

Um fato curioso sobre a vida do amigo Pajé diz repeito ao seu nome. Sendo ele um “homem do frevo”, o mesmo nasceu no dia 24 de junho, dia do nosso tradicional São João. Seus pais, pessoas ligadas às tradições católicas, para não batiza-lo pelo nome do santo do dia (João) resolveram dar-lhe o nome do santo do dia seguinte (25),  isto é: SÃO GUILHERME.

Por fim, resta-nos, agora,  apenas lamentar. Sua dedicação e seu trabalho não foram sem sentido. Pelo seu empenho e devoção à sua causa – o frevo – se dez vida tivesse, dez vida daria pra fazer tudo novamente. Em vida, Guilherme recebeu inúmeras homenagens carnavalescas. Foi o carnavalescos vitoriense que mais recebeu homenagem.

Hoje tem festa no céu,  em ritmo de frevo. Ele deverá juntar-se aos carnavalescos do passado, como o próprio relembrava no seu programa – “Sua Excelência O Frevo” – e certamente, daqui pra frente,  estará aposto para receber os carnavalescos do presente que, em um futuro incerto, também sucumbirão às cinzas, tal qual o reinado de momo chega à sua hora  derradeira,  na odiada e sempre temida quarta-feira ingrata. Ao som dos saudosos e  melancólicos frevos de bloco, descanse em paz, amigo Pajé!!

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Dia da Mentira: o que era uma brincadeira, agora, institucionalizou-se!!

Hoje, dia 1º de abril, “comemora-se” o popular “dia da mentira”. Especialistas advertem que a mesma (mentira) é um mal necessário. Quando introduzida em tudo,  vira patologia. Aliás, há quem diga que o Mundo sem mentira seria um tédio.

Para explicar a data comemorativa – 1º de Abril – devemos nos remeter à França,  no início do século XVI. Nessa época comemorava-se a chegada do ano novo na primavera, exatamente no dia 25 de março. As festividades duravam uma semana e terminavam no dia primeiro de abril.

Com a adoção do calendário gregoriano, por determinação do Rei da França, Carlos IX, em 1564, onde o Ano Novo passou a ser comemorado no dia primeiro de janeiro, alguns franceses resistiram às mudanças e continuaram seguindo 0 antigo sistema. Por conta disso, eles eram alvos de gozação. Entre outras coisas,  recebiam convites para festas que não existiam e eram presenteados com coisas esquisitas.

Pois bem, já no Brasil a origem da brincadeira surgiu no Estado das Minas Gerais, em 1º de Abril de  1828 – há 191 anos. Por lá, circulou um jornal – com curta duração – cujo nome era “A Mentira”. No primeiro número anunciou-se, então, a morte do Imperador Dom Pedro I – que no outro dia foi desmentida.

Aqui na Vitória de Santo Antão, existe alguns registros que contam algumas “brincadeiras” ocorridas entre os comerciantes, no tempo em que a esmagadora maioria da população não sabia ler. No dia da mentira, eles faziam um bilhete e mandavam um portador circular,  com a seguinte mensagem: “hoje é primeiro de abril, manda esse besta andar”.

O tempo passou e, hoje,  em plena Era da Comunicação, no qual praticamente todas as pessoas são internautas e, portanto, interligadas com o planeta, através da rede mundial de computadores, estamos sendo vítimas da “eternizaçao do primeiro de abril”, em função das chamadas “Fake News”. Ou seja: continuamos  evoluindo, inclusive com a  MENTIRA………

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Aconteceu mais uma reunião do Instituto Histórico.

Na manhã do domingo (31) aconteceu a reunião ordinária do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. O encontro aconteceu no Salão Nobre da Casa do Imperador e contou com a participação da diretoria executiva e de parte dos sócios.

Além dos procedimentos de praxe – leitura da ata anterior e debate da pauta – a reunião também contou com a inauguração de mais uma  placa indicativa (Manoel de Holanda) e o anuncio da música dedicada ao professor Pedro Ferrer, composta por Aldenisio Tavares assim como pela explanação do sócio Ismael Feitosa, no tocante ao Clube de Leitores que vem sendo empreendida pelo próprio, numa promoção do Lions Clube Centenário.

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ISRAEL – PÁTRIA DE HERÓIS – por Ronaldo Sotero

É sabido que nenhum israelense abandona outro. Em 27/6/1976, um vôo da Air France com 258 passageiros e tripulantes decolou de Tel-Aviv, Israel, rumo à Paris, com escala em Atenas, Grécia. Nessa escala, subiram sete terroristas e , durante o voo , a aeronave foi desviada para Uganda, país africano comandado por um ditador chamado Idi Amin. Os passageiros foram retidos no aeroporto de Entebe. Os 104 judeus ficaram reféns. Os de outras nacionalidades foram libertados . Os terroristas deram prazo para que a França e Alemanha liberassem outros que se encontravam presos, caso contrário, os judeus seriam mortos. Israel organizou um comando secreto com 130 homens. Partiram de Tel Aviv 4 aviões C130 com armamentos, veículos, suporte hospitalar. Em pouco tempo de resposta a mobilização estavac pronta. Ali não existe amadorismo e incompetência como o Brasill. Aqui iriam reunir o Congresso e acabar na pizza do Faustão .Havia 33 soldados que também eram médicos nas tropas especiais. O comandante das forças especiais era o Coronel Yonatan Netanyahu, irmão do atual primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Para chegar ao aeroporto, os israelenses aproveitavam um avião do mesmo modelo, C-130, um cargueiro inglês que sempre aterrissava no local e não levantou suspeitas. A operação foi realizada com êxito, libertaram os reféns. Mataram os terroristas. Explodiram uma esquadrilha de aviões Mig 21 de Uganda e mataram quase cem soldados de Uganda. Foi considerada uma operação de resgate mais complexa de todos os tempos. A nota triste foi a perda , em combate, do Coronel Yonatan, irmão do primeiro ministro, única baixa da tropa especial . Na história dos comandos especiais, o dia 4/7/1976 é uma data memorável e de orgulho pela libertação de seus cidadãos ameaçados pela covardia de terroristas, l eliminados pelo Exército da Estrela de Davi. O filme "Resgate em Entebe "conta todo esse fato que impressionou o mundo e impôs respeito a Israel. Vale a pena assisti-lo. É por essas e muitas outras razões que a única democracia da região não ataca ou ameaça. Mas, se desafiada , a resposta é devastadora. Israel é um dos sete países do clube atômico...Embora negue!!! Seu arsenal nuclear só será conhecido se necessário. É o parecer !

Ronaldo Sotero
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Nozinho: contribuição histórica importante…..

Por ocasião da recente postagem, realçando o motivo pelo qual a Capela do Engenho Bento Velho foi construída, o amigo e internauta do nosso jornal eletrônico – Blog do Pilako –,  Nozinho, enviou-nos uma importante contribuição histórica. Receba, amigo, o nosso agradecimento.....

"Pilako, essa capela foi erguida em pagamento dessa promessa feita a Nossa Senhora da Conceição, por Dona Maria do Carmo Silva da Cunha Beltrão, esposa que era de Dr Pedro Beltrão, senhores desse engenho. Anos depois quando já pertencente à família Tavares, foi entronizada a imagem de Santa Cristina,e em seu lado direito há um pequeno cemitério, onde estão sepultados familiares dos Tavares". 

Nozinho Neto. 
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O menino sonhador – por Melchisedec

Eram os anos 20, na pacata cidade da Vitória das Tabocas viveu um casal relativamente felizes. Era o seu Jonjon e a Srª Madrezita e tinham um filho chamado Manequinho. Ele era um garoto muito esperto e sonhador, almejava um dia chegar às estrelas para ver de perto o seu tamanho. Ele conhecia Vitória como a palma de sua mão, ia de norte a sul de leste a oeste, subia em árvores para colher seus frutos, caçava como ninguém, era inimigo fidegal dos peixes do rio Tapacurá, capaz de pegá-los à mão e imaginava que se subisse um daqueles morros em volta da cidade, conseguiria pegar as estrelas com as mãos. Decidido, acordou cedinho, tomou café e pegou a estrada, deu meio-dia e nada de Manequinho chegar a montanha, a barriga começou a roncar de fome. Mas, estava decido e via a montanha ali, bem perto, logo chegaria lá, e continuou caminhando rumo ao seu sonho, ao cair da tarde ele não havia chegado lá, sua mente povoada de histórias de assombrações, fruto da conversas de amigos na praça da matriz, sentiu medo, começou a se desesperar e pensou em sua mãezinha em casa sem saber aonde ele estava. E seu pai este lhe daria uma pisa de ficar marcado por muito tempo. No auge do desespero, sentou na estada e começou a rezar, pediu ao santo que ajudasse ele prometia que nunca mais deixaria sua mãe preocupada, e ficou sentado na estrada chorando muito até que passou um senhor em seu cavalo e lhe perguntou: - “Menino o que você fazendo aqui na estrada, chorando? Manequinho responde: “Estou perdido, não sei voltar pra casa”. – “onde você mora? – “Em Vitória”. – “Você não é filho de seu Jonjon?” – “Sim, ele é meu pai”. –“ Vou levar você pra casa”. – “Moço, não diga nada a meu pai, que eu estava perdido. Senão ele vai me dar uma pisar.” – “Está bem, vou deixar você na sua casa e não vou dizer nada a seu pai”. De volta, já em casa, se sentiu aliviado do medo de dormir fora de casa no escuro da estrada. Deu graças a Deus e agradeceu ao santo pro ter salvo sua vida.

Mas, o menino inquieto e cheio de sonhos, continuou querendo voar para bem longe do seu ninho, sua alma ansiava por novas aventuras, sentia que algo o atraia para longe, seu grande sonho era sair de Vitória, conhecer mundos. Certa vez, ficou impressionado ao ver chegar a Vitória um marinheiro e desejou cruzar os mares para conhecer outros países. Mas, tudo isso era impossível por que Vitória não tinha mar e o mar ficava muito distante, como ele poderia chegar longe? Ouviu alguém falar que existia uma tal de aviação, que levava as pessoas para lugares distante. Então pensou, que bom seria ser como os pássaros que voam a hora que querem e vão aonde desejam.

Mas, tudo isso era apenas sonho, porque ele nunca viu um avião. Manequinho sofria muito porque seus sonhos se desfaziam como gelo. D. Madrezita consolava o pobre filho, dizendo que estava juntando um dinheirinho com a venda de seus bolos, para que um dia o filho pudesse ser Doutor. Tudo isso parecia ser muito remoto para Manequinho. Um dia seu pai o levou para Recife para ver de perto o Zepelim. Será que isso é a tal a aviação? Mas é tão grande, parece um monstro dos seus sonhos. E falou: - “Um dia resolveu vou embora de Vitória e vou conhecer essa tal aviação”.

Melchisedec
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Momento Vitória Park Shopping

Dá uma olhada nessa mesa, sonho de consumo, não é mesmo? Então venha conferir tudo isso na Encantos Gift&Decor!
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O Tempo Voa: comemoração na Escola Agrotécnica

Comemoração na Escola Agrotécnica Federal - Terra Preta - diretores e funcionários - início dos anos 1990 - Vitória de Santo Antão. 
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!!

Marque seu amigo que gosta de bolo e também de cachaça. Não importa a ordem.
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DIA DAS MÃES – por Sosígenes Bittencourt

Hoje é dia das mães. Ontem foi dia das mães. Amanhã será dia das mães. Todo dia, todo tempo é dia das mães. Enquanto houver uma pulsação de amor, onde houver o ato da fecundação será momento de se comemorar a vida. Hoje é dia da vida, é dia do mundo. Não foi em vão que já se chamou a natureza de Mãe Natureza. Hoje é dia do instinto, do misterioso impulso para a multiplicação, de toda forma de vida, dos micro-organismos, de todos os animais, dos vegetais. Hoje é dia das mães. Hoje é dia da vida. Hoje é dia de Deus.

Sosígenes Bittencourt

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