O coração que ri – por Sosígenes Bittencourt.

O sofrimento é um prolongamento da dor, ele sobrevive à dor. Sofrimento é deixar de agradecer pelo amor recebido e resmungar pelo amor que deixou de receber.

Pessoas que amam a vida são pessoas que agradecem e, por isso, são pessoas calmas. A calma promove harmonia, porque a calma organiza a vida. E um dos benefícios dessa postura diante da vida é fundar no convívio a esperança.

O coração que ri não dá asas ao sofrimento porque palpita deesperança.

Sosígenes Bittencourt

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João Caverna & Edilma.

JOÃO CAVERNA E EDILMA ao vivo -  CD e DVD -  ALÉM DO LIMITE -  canta ROBERTO CARLOS. João Caverna e Edilma - Além do Limite Aldenisio Tavares
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Lions Clube da Vitória: PRESTANDO CONTA!!

Em duas etapas o Lions Clube da Vitória investiu cerca de R$ 8.000,00 (oito mil reais) em obras de infraestruturas   no Lar Espírita São Francisco de Assis, localizado no Alto do Reservatório, aqui em Vitória – três mil e quinhentos na primeira e  quatro mil e quinhentos na segunda.

Os recursos, proveniente de promoções do aludido clube de serviço, foram bem aplicados num novo piso para o melhoramento daquele grupo de pessoas idosas. Assim sendo, parabéns aos integrantes por efetivar, na prática, os objetivos pelos quais o Lions Clube foi criado, assim como para todos àqueles que contribuíam nas respectivas promoções. 

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Nota do colunista: Ronaldo Sotero.

O livro em referência alvo de resenha semana passada de autoria do analista de discurso, Ronaldo Sotero, a revista Veja , em banca, deu destaque de duas páginas inteiras muito depois. Pelo visto, o vitorioso Blogue do Pilako chegou antes da citada publicação. Pontuou!

    Ronaldo Sotero. 
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4ª Festa da Saudade – Super Oara – 24 de agosto – no Leão.

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Momento Cultural: Amar – por João do Livramento.

Não afirme o que é o amor

Nada diga e nada fale

Se você ainda vive

É melhor então que cale

Se está vivo não sentiu

O perfume da ilusão

Embebido no amor

Exalado na paixão

A quem indaga o que é o amor

Não preciso responder

Mostro apenas uma flor

Todas nascem pra morrer

Ah, essa morte é enganadora

E de amor tem apelido

Cabelos longos, corpo belo

Escondido num vestido

Me enganou o coração

Me enganou o pensamento

Quando achei que estava vivo

Já morrera há muito tempo

Mas se nascesse novamente

Ao início eu voltaria

Sem amor não sei viver

E assim amando morreria.

João do Livramento.

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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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O Tempo Voa: Hotel do Viajantes

Prédio do Hotel dos Viajantes - atualmente Colégio Municipal 3 de Agosto - Praça Leão Coroado. 
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Festa sem Pitú nem parece festa. Agora festa com Pitú é só resenha. Se num for pra comemorar assim, nem me chame!

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O POETA DRUMMOND, PROFETA DRUMMOND – por Sosígenes Bittencourt

O poeta é um filósofo apressado, um cientista antecipado, um visionário, um profeta. Tudo através da intuição.

O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, falecido em 1987, andou prevendo tragédia na sua terra natal. Observem como fez a leitura do leito do Rio Doce e seu amargo destino às margens das barragens da Vale-Samarco em LIRA ITABIRANA.

O Rio? É doce. A Vale? Amarga. Ai, antes fosse Mais leve a carga.

Entre estatais E multinacionais, Quantos ais!

A dívida interna. A dívida externa A dívida eterna.

Quantas toneladas exportamos De ferro? Quantas lágrimas disfarçamos Sem berro?

Catastrófico abraço!

Sosígenes Bittencourt

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Querida Cidade na voz de Carlinhos.

CARLINHOS canta a música QUERIDA CIDADE de TONY AMORIM. [powerpress url=../mp3/carlinhos.mp3] Gostou da música? – Baixe a MP3 Aldenisio Tavares
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NADA DE FILHO: quem vai ser o vice de Aglailson Junior é o cacique Henrique Queiroz.

Recentemente, por ocasião da solenidade alusiva à passagem dos 374 anos da Batalha das Tabocas, ocorrida na noite da sexta (02), no nosso Instituto Histórico, encontrei com o ex-deputado e líder do grupo verde local, Henrique Queiroz. Bom de papo, o velho Queiroz não perde a oportunidade de receber “consultoria” gratuita.

Aqui e acolá, fico sabendo que ele está convidando “gregos e troianos” para filiar-se aos seus partidos. Até brinquei, dizendo: dobre o salário do Cabeleira (assessor). Estou vendo ele todos os dias, pra cima e pra baixo, com uma pasta de fichas debaixo do braço.

No bom sentido da palavra, provoquei o cacique, perguntando: diga-me uma coisa diferente – para eu colocar no blog – sobre o processo 2020? Sua resposta foi algo que não vou publicar. Diz repeito aos atos de filiações. Na hora alertei-o, dizendo: Henrique, isso é ilegal. Se botar isso no blog, mais adiante, posso ser obrigado a me explicar e você se prejudicar.

Noutro momento, sobre as possíveis candidaturas à prefeito na Vitória,  ele foi taxativo: “ O Paulo Roberto tem uma estrutura própria para ser candidato, sem precisar do apoio do Elias”. Se referindo ao grupo que caminha em faixa própria (VitóriaSim) ele disse em tom de ironia: “ o Saulo quer ser candidato a prefeito de todo jeito, não abre pra ninguém”.

Perguntado se o que as pessoas comentam na rua é verdade – o filho dele (Carlos Henrique) seria o vice do prefeito – ele me respondeu perguntando: “ o que você acha?”. Pois bem, o matreiro e experiente político  – Henrique Queiroz – não nega suas origens, ou seja: pergunta mais do que responde.

Bom! Daqui para frente não usarei mais nenhuma expressão ou fala – oriunda desse encontro – do Henrique Queiroz. Doravante, nessas linhas, estarão as minhas impressões sobre nossa amistosa conversa.

Primeiro: acho que o candidato ao cargo de vice do Aglailson Junior será o próprio Henrique Queiroz. Sem mandato, Henrique estaria 24 horas focado no processo. Vencendo o pleito – o que não é nada impossível – seria ele a “bola da vez” para suceder o prefeito em 2024. Até porque, reeleito, Aglailson Junior não poderia indicar nenhum parente de primeiro grau.

Segundo: hoje afinados,  eles já superaram as desavenças do passado, onde, na campanha de 2008, em plena via pública,  promoveram uma cena de MMA. Mas maduros e com vistas no futuro dos filhos,  entenderam que há espaço “para todos os seus” , sobretudo em tempo de ebulição na política. Deu-me a impressão, na nossa conversa,  que os dois – Aglailson Junior e Henrique –, além de investir na velha fórmula – carga no final da gestão -  os mesmos deverão apostar e incentivar à divisão dos grupos  opositores.

Terceiro: como o dinheiro das campanhas municipais, a partir de 2020, serão frutos do chamado “fundão”, juntar os partidos do prefeito com os de Henrique, de certa forma,  configura-se numa estratégica bem-vinda e mais que necessária, para que não ocorram “novidades desagradáveis" – na cabeça deles – imagino.

Por fim, acho que o prefeito não teve a habilidade necessária para manter o seu vice – Doutor Saulo – no seu grupo. Assim sendo, o “ator” Henrique Queiroz, nesse contexto, saltou de patamar nessa aliança eleitoral. Com a saída de Saulo, se o “passe” do grupo verde valia “10”, passou para “20”. Pior para o prefeito, melhor para Henrique.  Certamente "aconselhou" o prefeito no  endurecimento da questão, ou seja: - Henrique  apagou o incêndio colocando mais gasolina na fogueira, algo que ele sabe fazer com maestria.

Portanto, eis aí, para o pleito que se avizinha (2020), algumas palavras do velho cacique Henrique Queiroz e algumas das minhas impressões nesse contexto. Quem viver verá....

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Duas casas emblemáticas – por Marcus Prado.

AS MUITAS CASAS, dentro e fora do Brasil, que deixaram na minha memória generosas recordações, serão vistas no meu livro, em fase final de releitura crítica e revisão: “O Tigre Anfíbio”, iniciado há mais dez anos. A primeira forte lembrança que descrevo, entre outras para mim enriquecedoras, foi ao conhecer a cabana de Martin Heidegger, na Floresta Negra (Alemanha). Fica numa aldeia chamada Todtnauberg, no município de Todtnau, região de Baden-Württemberg. A poucos quilômetros, fica a cidade de Freiburg, onde Heidegger lecionava.  Foi nessa cabana, numa paisagem bucólica e fria, sem o conforto que o filósofo mundialmente conhecido havia deixado na sua Friburgo, que ele todas as noites acendia uma fogueira e, ao redor da chama  e do seu calor, se reunia longamente com os camponeses e lenhadores da Floresta. A lenha era colhida na mata, um trabalho um tanto cansativo para Heidegger. Era extraída das chamadas árvores perenes como nogueira, carvalho, bordo, cedro e amieiro. Escolhidas porque produziam muito calor e rendiam mais. O curioso é que, segundo seus biógrafos, não havia quase nada a conversar, ficavam em silêncio, esses vultos e suas aparências alegóricas. Uma provável comunhão coletiva da vida com o fogo, sua mística, sua magia, uma talvez reflexão sobre a existência, tão saliente no universo de Gaston Bachelard. A luz imaginária partindo de uma simples fogueira, essa luz nascida em nosso ser. A seus olhos, o pensamento mais claro tinha um camponês que nada sabia de filosofia. A cabana era uma constante companheira no diálogo do mestre alemão consigo mesmo. A permanente silhueta da cabana na neblina, em meio aos robustos pés de árvores centenárias.  Sabe-se que foi nessa cabana, numa simplicidade rude e campestre, ao seu lado, a mulher, Elfriede, que ele iria construir a essência de sua filosofia e o seu modo de ver o mundo, o ser e nossa dimensão de existencialidade. Nessa cabana, Heidegger pensou o espaço a partir de sua vinculação ontológica com a noção de lugar, o processo incessante de auto-compreensão da existência que predominaria no seu agir filosófico:  demonstrar o tempo como horizonte de compreensão do ser.

OUTRA CASA, para mim, emblemática, na cidade colonial de Paraty (Rio de Janeiro), cercada pela pujança da mata de um lado e por outro as terras do Engenho Boa Vista, do séc. XVIII serviu de berço a Julia Bruhns da Silva, mãe de Thomas Mann, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1929 e Prémio Goethe em 1949, considerado um dos maiores romancistas do século XX. Contam que era hábito nesse sobrado o acender de uma fogueira, feita pela menina Julia, e, em torno dela, à guisa da luz de que ninguém se dava conta, ela nominava as gotas de orvalho sobre as flores do jardim.  Júlia foi a musa inspiradora das obras de Heinrich e Thomas: a personagem Gerda Arnoldsen em Buddenbrocks, a Senadora Rodde em Doutor Fausto, a Mãe Consuelo, em Tônio Kröger e, finalmente, a mãe de Gustav Von Aschenbach, principal protagonista de Morte em Veneza. Anatol Rosenfeld faz uma bela análise disso, dizendo que a mãe estaria no centro da vocação literária dos filhos. Ouvi dizer, quando estive nesse sobrado, recentemente, que vão instalar uma residência para escritores do mundo todo – este é o sonho de Nikolaus Gelpke, amigo da família Mann, sob o fascínio desse ambiente. Uma maravilha, inédita, em qualquer país.

 SEPARAR essas casas (lugares indistintos uns dos outros) é desconhecer a força da imaginação e dos devaneios, o estado etéreo de que se revestem. Os elementos do Fogo e suas claridades nelas existentes.

Marcus Prado - Jornalista.

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4ª Festa da Saudade – Super Oara – 24 de agosto – no Leão.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE - Local: O LEÃO - Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS - Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA - Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 -  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

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Momento Cultural: Lenda – por Corina de Holanda.

Contam que a Virgem Maria

Que é Deus a jardineira,

Planejou no céu, um dia,

Uma festa brasileira

Na celestial floreira

Já muitas flores havia…

Porém, a Virgem, queria

Por mais uma… E a maneira,

Foi dizer para os Arcanjos:

“Mandem à terra dois anjos.

Mas, quero flor sem espinho”.

Então dois Anjos desceram,

E entre os jasmins escolheram

E levaram – Socôrrinho.

1970

(Entre o Céu e a Terra – Corina de Holanda – pág. 44).

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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

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O Tempo Voa – entrevista – 1996.

OTÁVIO SANTOS ENTREVISTANDO CRISTIANO PILAKO, DURANTE PERCUSSO DO BLOCO DA SAUDADE – CARNAVAL 1996
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Marque seu amigo vacilão que sempre esquece de te chamar pra resenha. Mas nada de guardar rancor, viu galera? É melhor pedir pra ele guardar uma dose.

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DOCE DE BANANA E PAU DE CANELA – por Sosígenes Bittencourt.

De manhãzinha, minha mãe manifesta o desejo de confeccionar um doce de banana. O doce é temperado com pau de canela. Aí, eu me apronto e vou comprá-lo no mercadinho do bairro. Tomo banho, boto perfume, costume antigo. Empertigado, decidido, vou desfilando pelas calçadas, narrando, em solilóquio, tudo que faço.

– Bom dia. Tem pau de canela?

O funcionário vai na frente e eu vou atrás, percorrendo o corredor de gôndolas.

– Quanto é o saquinho?

– Oitenta centavos, professor.

– Dê-me dois. (Relembrando que não se inicia frase com pronome oblíquo) Dirijo-me ao balcão de frios e pergunto a um determinado cidadão: – O nome disso é pau de canela ou canela em pau?

Risadagem geral.

No momento da manufatura desta narração, o doce já está pronto, e a casa incendiada do aroma da guloseima, poética de ternura.

Feliz de quem pode desfrutar do tempo para escrever ou saborear uma leitura no mundo tão amargo e sem ternura que estamos vivendo.

Adocicado abraço!

Sosígenes Bittencourt
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Toni Amorim: 50 anos de composições.

Homenageamos o compositor vitoriense Toni Amorim, disponibilizando a música “CIÚME, TEMPERO DO AMOR,  de sua autoria, interpretada pelo também vitoriense Ricardo Rico. A música é integrante do álbum Toni Amorim: 50 anos de composições.

Ricardo Rico - Ciúme, Tempero do Amor de Toni Amorim Aldenisio Tavares
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Roberto e Wanderléa – Moisés e Flávia – uma viagem no tempo!!

Flagrados pelas nossas lentes, no último domingo (04), no Pátio da Matriz, a dupla, inevitavelmente, fez  os mais “maduros”, que estavam em sua volta,  viajar  no tempo para recordar uma outra dupla que fez muito sucesso no movimento musical que ficou  muito conhecido como “Jovem Guarda”.

Ao bom estilo, por assim dizer, e como muitas histórias para contar, desde os tempos de jovens, a dupla amiga – Flávia e Moisés – foi buscar no fundo do baú uma canção do Rei Roberto Carlos - parecendo Roberto e Wanderléa. A música, entre tantos, tem o poder de nos transportar para qualquer lugar ou tempo, sem que necessário  tirarmos os pés do lugar!!! Veja o vídeo.

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Demóstenes de Olinda d’Almeida Cavalcanti – por Pedro Ferrer.

No dia 20 de setembro de 1873, a senhora Edeltrudes de Holanda Cavalcanti d´Almeida deu à luz uma criança do sexo masculino. O pai, major Claudino José de Almeida Lisboa, pôs-lhe o nome de Demóstenes de Olinda. Vitória de Santo Antão ganhava um poeta e escritor. Concluído seu curso primário, partiu, em 1886, para o Recife na tentativa de realizar um ideal acalentado desde a mais tenra idade, bacharelasse em Ciências Jurídicas. Matriculou-se no Ginásio Pernambucano. Disciplinado em tudo: no acordar, no vestir e no estudar, logrou grande êxito nos estudos, sendo um destaque em classe. Nos horários extraclasses criou com alguns colegas um pequeno jornal, “O Literário”. Terminado o “Curso de Humanidades” ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ainda estudante das ciências jurídicas, colaborou com diversos jornais da capital escrevendo artigos, crônicas, contos e poesias. Em dezembro de 1895 recebeu seu diploma de bacharel em Direito indo trabalhar na diretoria da “Instrução Pública” e de “Melhoramento do Porto do Recife”. Seu único livro publicado, “Ortivos”¹, em 1894, ainda estudante, não teve a devida divulgação mas é carregado em sentimentos. “Pelos seus versos sente-se que o seu cantar era o amor, a felicidade, o sonho, a alegria de viver, e só raramente cantava a dor, o sofrimento” (Júlio Siqueira).

Em 1897 foi nomeado promotor público da comarca do Alto Rio Doce, Minas Gerais. Seu bom desempenho mereceu-lhe uma rápida promoção, juiz da cidade de Patrocínio, na mesma Alterosa. Não teve tempo de assumir o novo cargo. No dia 15 de agosto de 1900 faleceu, deixando viúva a senhora Augusta Olinda de Almeida Cavalcanti. Não tiveram filhos.

Além do seu livro “Ortivos”, único editado e publicado, deixou inúmeras poesias avulsas, dispersas tanto em Pernambuco, como no Rio de Janeiro e em Queluz, cidade mineira onde faleceu.

Em 26 de janeiro de 1901 um grupo de escritores pernambucanos, liderados por Carneiro Vilela, criaram a Academia Pernambucana de Letras, tendo o nome de Demóstenes sido indicado para Patrono da Cadeira, nº 20. Era o mais alto reconhecimento do mérito literário daquele que tão cedo partira para a eternidade. Esse reconhecimento se estendeu e se manifestou ainda com a publicação de sua biografia no Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco e no Almanaque de Pernambuco. Foi ainda homenageado na capital pernambucana com a aposição do seu nome em uma rua do bairro da Madalena. Semelhante reverência recebeu da prefeitura de Camaragibe que deu seu nome a uma rua em Aldeia. Vitória de Santo Antão também soube reverenciar a memória do seu ilustre filho, colocando seu nome em uma rua no bairro do Cajá.

.NOTURNO

Sonhei ( ai se eu assim sempre sonhasse:)

Que, reclinada, tinha-te ao meu lado,

e te beijava a loira fronte, a face

rubra e o rubro seio perfumado.

Que esse meu sonho azel sempre durasse:

que de leve não fosse perturbado

o sono meu: que nunca eu despertasse

senão na clara noite do noivado

Isto eu pedia aos céus ainda ouvindo

a doce prece dos teus lábios, quando

vou de repente as pálpebras abrindo...

Despertaste (dirás) verso cantando...

mas não: eu não te vendo ao lado, rindo,

só poderia despertar chorando!...

ESCURO TEMA

Cada vez que te falo me convenço

que melhor fora se te não falasse,

porque se em ti eu tanto não pensasse,

não te falava do que menos penso.

E digo mesmo que este amor intenso

que guardo n’alma, eu antes não guardasse,

pois dos loucos, se assim eu não te amasse,

não pertencia ao número e pertenço.

Longe de mim não és feliz, ausente

de ti não sou feliz: mas os desejos

que temos se resumem num somente.

Ah! Não termos do pássaro os adejos

para estares comigo eternamente

e eternamente eu te cobrir de beijos!

ORTIVOS¹ - VERSOS

Hugo & Cia – Editores

Papelaria Americana

Recife – 1894

1 - Ortivo = nascente, que está nascendo, oriental.

Pedro Ferrer - presidente do Instituto Histórico da Vitória. 
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4ª Festa da Saudade – Super Oara – 24 de agosto – no Leão.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE - Local: O LEÃO - Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS - Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA - Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 -  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

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Momento Cultural: OLHOS BIZARROS – por Teixeira de Albuquerque.

Olhos de feiticeira, olhos de graça, olhos encomendados no Japão, olhos de grilo, de mulher brejeira, olhos de luz, de sombra, de ilusão.

Olhos de sol, de sol ou de fogueira? olhos de rosa, de interrogação olhos de urtiga, olhos de laranjeira, olhos de queimar cheios de emoção.

Os meus sonhos, em vós, cantam a Gueixa e pensam em compor uma sonata cheia de amor, de idílios e de queixa

De vossa dona que é a vossa nata, – deixa-me repousar um pouco, deixa, à sombra dessa, pálpebra que mata.

“O LIDADOR” 29.V.1926

José Teixeira de Albuquerque, nasceu na fazenda Porteiras, Vitória de Santo Antão aos 23 de agosto de 1892. Seus pais: Luiz Antonio de Albuquerque e Dontila Teixeira de Albuquerque. Estudou medicina na Faculdade da Bahia, porém desistiu do estudo no 3º ano. Casou em segundas núpcias com a conterrânea Marta de Holanda, também poetisa e escritora. Publicou o livro de versos MINHA CASTÁLIA e colaborou em várias revistas e jornais; tanto da Vitória como do Recife. Foi funcionário do Arquivo da Diretoria das Obras Públicas do Estado,com competência e zelo. Faleceu no Recife, no dia 2 de outubro de 1948. Não deixou filhos. Sua morte foi muito sentida entre os intelectuais, que não se cansaram de elogiar sua prosa e seus versos.

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Momento FAMAM – Faculdade Macêdo Amorim.

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O Tempo Voa: Seu Zezé Mariano (1978).

"Seu" Zezé Mariano com filhos e netos. Foto registrada em 1978, na Capela de São João Batista, próximo a Gamela de Ouro.

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

 
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TRANSPARÊNCIA E ÉTICA SEM MISTIFICAÇÃO – por Sosígenes Bittencourt.

NA SUÉCIA, JUÍZES E POLÍTICOS SÃO “CIDADÃOS COMUNS”

“A transparência nos atos judiciais do poder.” Esta é a teoria e a prática para a democracia sem arrogância, sem mentira, sem ditadura enrustida. Esta é uma ética moral, aquilo que foi ensinado e, exemplarmente, aprendido, sem mistificação.

As pessoas estão embevecidas com a LIBERDADE que pensam ter, sem a SEGURANÇA que precisavam ter. Liberdade sem segurança é loucura. (Freedom without security is madness).

Sosígenes Bittencourt

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Forró de Severina – Nordestinos do Forró.

Ouça a música FORRÓ DE SEVERINA, composta por Aldenisio Tavares e Samuka Voice, na voz de “Nordestinos do Forró”. Forró de Severina - Nordestinos do Forró Aldenisio Tavares
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Para comemorar o dia 3 de agosto, Corriola da Matriz levantou “acampamento” no Monte das Tabocas.

No intuito de celebrar a vida e as boas amizades o grupo intitulado “Corriola da Matriz” promoveu mais uma “Missão Cultural”. Aproveitando o feriado das comemorações alusivas aos 374 anos da Batalha das Tabocas, o grupo “acampou” no Monte das Tabocas.

Por lá, além do clima comemorativo e sobejo “comes e bebes”, o professor narrou, com riqueza de detalhes, os passos dos holandeses, oriundos do Sítio Covas – São Lourenço da Mata – na tentativa de sufocar os lusos brasileiros. Nesse contesto, contudo, o professor relembrou o viés religioso na refrega.

Na ocasião, o Monsenhor Maurício Diniz, pároco da Matriz de Santo Antão e celebrante da missa campal no referido sitio histórico, na ocasião, marcou presença no “acampamento”. Ao final da brincadeira, por uma questão de sequência histórica, em setembro, o grupo seguirá até o Monte dos Guararapes, local não menos importante na chamada Restauração Pernambucana.

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