Momento Cultural: O HOMEM E A NATUREZA – por MELCHISEDEC.

A ingratidão é condição própria do ser humano, ele raramente reconhece os benefícios recebidos.

A Natureza supre o homem de tudo que é necessário para se manter vivo, entretanto, existem seres humanos que recebem todas as dádivas e são incapazes de agradecer.

A Natureza oferece sem paga, cereais, frutas, vegetais, leite, ovos, açúcar, calor, frio, luz, chuva, sol, água e ar, necessários à vida. Sem ela não haveria luz, calor, frio, chuva, sol e brisa.

Infelizmente o ser humano esquece que a vida é um ato de doação e recepção. O ato de dar implica necessariamente no de receber, porque é dando que se recebe.

O homem envolvido cada vez mais na existência material esqueceu os propósitos da Criação, convertendo-se em ladrão das dádivas da Natureza, por isso, tornou-se transgressor das leis naturais e responsáveis pelos seus atos.

Para se redimir de suas faltas é necessário que procure, na medida do possível, tentar mudar nas criaturas e em si próprio a mentalidade retrógrada, sempre voltada para o mal, procurando o caminho da iluminação, construindo a paz e o bem estar comum, no seio da sociedade.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 77).

Felicidade – por Sosígenes Bittencourt.

Um cidadão, aqui na rua, amanheceu botando Roberto Carlos pra tocar. Imagine a música que você quiser do repertório do Rei e o palco do evento. O dia amanhecendo, o céu nublado e os passarinhos alvoroçados e cantantes, saltitando sobre o telhado dos escombros da fábrica de bolacha. E imagine que ainda tem gente esperando a felicidade chegar.

Sosígenes Bittencourt

Cristais Fissurados: o novo livro do professor Pedro Ferrer……..

Escrever não é algo fácil. Escrever bem, para que os leitores entendam a mensagem e que possibilite a chamada “digestão das ideias”,  é algo para poucos. Dentro desse conjunto seleto, por assim dizer, incluo o eminente presidente do nosso Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer. Aliás, o Pedoca, por trabalho anterior,  já foi até condecorado pela APL – Academia Pernambucana de Letras.

Na manhã do último domingo (11), na reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, da qual o professor figura no grupo dos imortais,  revelou-nos que o seu mais recente trabalho acaba de sair do forno. Trate-se do Livro “Cristais Fissurados”

Pela “amostra grátis” que nos forneceu, ao ler alguns trechos e comentários diversos, parece-me que nessa obra, nas entrelinhas,  o verdadeiro Pedro Humberto Ferrer de Moraes será revelado. Bem diferentemente dos seus livros anteriores,  ao passo que o caráter técnico e à liturgia necessária que foi obrigado a cumprir.

Em “Cristais Fissurados” o professor Pedro se propôs a promover uma espécie de “salada de fruta” literária cujas frutas foram apanhadas ao longo de toda sua vida uma vez que conjugou,  na obra,  fatos do passado com momentos atuais adicionando-lhes,  por vezes, um suculento molho  de “safadeza”.

Ainda para entrar no prelo, intimou-me o Pedoca para fazer a devida apresentação do livro por ocasião do evento de lançamento (ainda sem data definida). Assim sendo, irei mergulhar nessas linhas para tentar transmitir aos presentes tudo que consegui “arrancar” da alma, da cabeça e do espírito do autor, inclusive do que ele possivelmente deixou de colocar……….Pedro Ferrer não perde por esperar. Vai “me pagar o novo e o velho”!!!

POPULAÇÃO APLAUDE FISCALIZAÇÃO NOS ÔNIBUS URBANOS NA GRANDE VITÓRIA

Na manhã dos dias 06 e 07 do corrente, foram formados bloqueios na praça do fórum e posteriormente no terminal de ônibus na praça de eventos Otoni Rodrigues. Com objetivo de fiscalizar e conscientizar os motoristas e os usuários dos transportes coletivos nesse município, da observância à legislação (Estatuto do Idoso) concernente a padronização e acessibilidade dos idosos e pessoas com necessidades especiais. Além do trabalho educativo, foi procedida uma vistoria nas poltronas e documentação dos veículos e habilitação dos motoristas, dentro dos padrões de segurança do trânsito.

Muitas irregularidades foram constatadas e algumas empresas foram notificadas. Relatório da fiscalização será enviado ao Ministério Público, dos dois dias de fiscalização. 80% da frota dos coletivos foi vistoriado, desta vez não foi identificado motorista sem a carteira nacional de habilitação.

Os trabalhos de fiscalização foram supervisionados pela Dra. Lucile Alcântara, promotora de justiça e direitos do consumidor. Participaram da fiscalização: Organizações não governamentais, Delegacia de Direitos Humanos do Recife, Escritório Vitoriense de Direitos Humanos, Ministério Público, Secretaria Municipal de Defesa Social e Segurança Cidadã, Agência de Trânsito Municipal – AGTRAN, Policiais de trânsito do 21º BPM e PROCON estadual. Cel. Paulo Targino e equipe, Dr. Valdemir Saturnino, delegado de DH e equipe, o Ouvidor de Direitos Humanos e equipe, Dra. Denise Ferreira, diretora do PROCON estadual e equipe.

RECONHECIMENTO

O representante em Vitória do Conselho Federal de Juízes de Paz Eclesiásticos recebeu e-mail da presidência da entidade com sede no Rio de Janeiro-RJ, elogiando o excelente trabalho das equipes na fiscalização e defesa dos idosos e deficientes, e promete que doravante, toda denúncia em Vitória e região será apurada.

Momento Cultural: Velhice – por Aloísio Xavier.

Desafiei o tempo e triunfei.
Há mais de meio século resisto.
Sofrendo, embora, por aqui fiquei,
da vida não me canso e não desisto.

Espectro de gente me tornei.
O padecer me faz quase outro Cristo.
Morreram-me os entes que amei.
Ao meu desmoronar eu mesmo assisto.

Doente está meu corpo alquebrado
E esgotada tenho a pobre mente.
É triste, muito triste hoje o meu fado.

Meu ser, enfim, se encontra aniquilado.
Porém de todas essas aflições
mais me afligem as recordações.

Aloísio de Melo Xavier, vitoriense nascido aos 6 de junho de 1918. Professor da Faculdade de Direito de Caruaru, da Universidade Católica e da Faculdade de Direito da Universidade Federal.

O Cabaré do meu tempo – por Sosígenes Bittencourt.

Eu estava na mocidade. O cabaré tinha muito o que nos ensinar. Foi no tempo em que um beijo engatava o sentimento amoroso. As prostitutas eram versadas na arte de enganar. Dava-nos a impressão de que nos amavam. Aquelas eram as virtuais prostitutas. Acertavam o Kama Sutra, entre goles de bebidas e boa música, e mereciam ser remuneradas. Remunerá-las era LEI. Ninguém poderia passar “seixo”. “Seixo” seria como praticar um crime, cuja punição era ficar no gelo. Dona Zefinha Menezes punia severamente. Vi-a abanar a mão no focinho de um ladrão, porque não pagara o aluguel do “amor” a uma de suas moradoras. A Zona de Baixo Meretrício dava aula de boa conduta. Requiescat in pace!

Sosígenes Bittencourt

Apelidos Vitorienses: Chico Dentista.

Desde que se entende por gente as pessoas o chamava por Francisco de Assis (escola). Mais adiante,  na juventude,  o Francisco virou Chico e, após a abraçar como ofício a odontologia o amigo recebeu a simpática alcunha de  “Chico Dentista”. Aliás, devido à informalidade do apelido,  o tão usual “DR” –  antes do nome dos profissionais da saúde –  parece não mais combinar.

Foi assim que o amigo Francisco de Assis Lima Junior, conceituado dentista da nossa cidade, conseguiu, no exercício da sua profissão, estabelecer com os seus pacientes um ambiente mais relaxado. Disse-nos o Doutor Francisco que logo depois do primeiro contato com um novo paciente ele já vai logo dispensando  formalidades e se apresentando  como “Chico”.

Não obstante ainda ser uma pessoa jovem o Doutor Francisco de Assis Lima Junior já exerce sua profissão há trinta, ou seja: formou-se em  1988. Portanto, o nosso amigo Chico Dentista, dentre tantos,  também ficará catalogado na nossa cidade, através do projeto “Apelidos Vitorienses”,  como um antonense que é  mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.