O Tempo Voa: Amigos na Farra
Momento Grau Técnico Vitória.
ABESTALHADO COM A VIDA – por Sosígenes Bittencourt.
Desde menino que eu sou abestalhado com a vida. A vida é uma loucura. Vivemos como se não fôssemos apodrecer, solitariamente, um dia. Nutrimos a esperança de sair voando para o céu, em forma de alma, alvos como um capucho de nuvem, para sentar num jardim paradisíaco, onde não há agrotóxico e todas as frutas são doces.
Mas, por que tanto espanto em pensar que tudo isso pode ser verdade? Walt Disney sonhou fazendo um desenho caminhar e o fez. Sobretudo, para deixarem de chamá-lo de doido. Aliás, o próprio animador de desenho resumiu sua façanha: If you can dream it, you can do it – Se você pode sonhar, você pode realizar.
Por que aquilo que pensamos não pode ser verdade? Por que nossas ilusões não podem se concretizar um dia? Afinal, o homem já sonhou voando e inventou o avião. Não satisfeito, porque queria ser um pássaro, montou uma asa delta e foi dar uma voltinha, atirou-se no precipício, com cara de pássaro, fazendo munganga de pássaro.
Melhor estar iludido do que desiludido. A desilusão é a maior dor. A desilusão é uma depressão, como acocorar-se ante o Portal do Inferno de Dante: Lasciate ogni speranza, voi che entrate – Perdei toda esperança, vós que entrais.
Sosígenes Bittencourt
Bruna Kelly cantando “Bate Coração” – Nordestinos do Forró e Orlando.
BATA CORAÇÃO, cantada por BRUNA KELLY, na época, do NORDESTINOS DO FORRÓ, com o mestre ORLANDO, na sanfona.
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Aldenisio Tavares
Grupo que empinou a campanha de Bolsonaro na cidade promoveu evento comemorativo.
Na tarde ontem (18) o grupo local que liderou o movimento político para empinar na cidade a candidatura o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, voltou às ruas para festejar. Ao som do trio elétrico “puxado” pelo talentoso artista vitoriense, Nildo Ventura, os “Bolsonarianos” partiram do Pátio de Eventos Otoni Rodrigues e circularam pelas principias vias da cidade.
Nossas lentes registraram o “movimento” ao passar pelo Pátio da Matriz. Exibindo camisas com a sigla partidária na qual o capitão reformado ascendeu ao Poder Central do Brasil, PSL (17), o grupo, formado por diversas pessoas – já conhecidas e novas lideranças – está animado com o pleito municipal que se aproxima. Com relação ao crescimento político desse movimento no nosso município só o tempo nos dará a resposta. Evidentemente que nada cai do céu na rapidez que almejamos, mas a própria vitória de Bolsonaro nas urnas é uma prova viva que tudo poderá acontecer, ou seja: em política, nada mais será como antes…..
Instituto Histórico – aniversário 68 ANOS – HOJE– 19:30h.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Cônego Américo Pita – por Pedro Ferrer
Este conheci bem. Batizou-me, ouviu minhas confissões, deu-me a eucaristia pela primeira vez. Só não me casou. Todas as quintas à tarde, íamos, eu e colegas do Ateneu, ao catecismo na Matriz. Dona Maria Aragão não abria mão dessa prática. Formava as filas na calçada do Ateneu Santo Antão, no beco do Rosário, hoje rua Osman Lins, e tocava-nos para o templo. Meninos à direita, meninas à esquerda e o reverendo Pita, de batina preta surrada, posicionava-se no centro da nave. Era um ir e voltar contínuo. Um olho na doutrina católica e o outro na garotada.
– Quais são os pecados capitais?
Tinha medo dele. Não era eu, o único a teme-lo. Todos, inclusive os adultos temiam o velho pároco. Padre Pita ganhou fama de brabo e não foi gratuitamente. Assisti, sendo seu coroinha, o ranzinza expulsar garotas da igreja por não se trajarem adequadamente para um ambiente religioso. Certo? Errado? Para a época era certo e todos os aplaudiam por essas atitudes.
Nem tanto ao mar, nem tanto à praia, mas bem que hoje, os sacerdotes poderiam ser mais vigilantes quanto ao modo de vestir dentro dos templos. Comigo se passou um fato interessante que ilustra bem sua brabeza. Tinha eu sete ou oito anos. Conversava prazerosamente durante a missa das 8 horas, quando ele resolveu parar o ofício religioso, desceu, pegou-me pela orelha e pôs-me de joelho ao lado do altar. Os outros garotos, que participavam da algazarra, silenciaram. Morri de vergonha e mais, de medo, temendo que o acontecido chegasse ao conhecimento dos meus pais.
Voltemos ao nosso padre Pita. Nosso, porque, apesar da brabeza, era um vigário estimado e admirado. Dedicado, virtuoso e sobretudo apóstolo. Pelo seu empenho e interesse Vitória de Santo Antão ganhou a casa dos pobres e o colégio Nossa Senhora da Graça. Isso sem falar em outras conquistas tais como: construção da capela de São José na Mangueira e de Nossa Senhora do Loreto em Água Branca. Empenhado na organização da paróquia e no seu trabalho de apostolado não se descuidava dos diversos órgãos da Ação católica: JEC, JOC, Cruzada eucarística, apostolado do Sagrado Coração de Jesus, Pia União das Filhas de Maria, Vicentinos, Irmandade das Almas etc. Para congregar e atrair os jovens criou, com o padre Vasco, o Grêmio Paroquial, que organizava jogos, tertúlias e peças teatrais.
Padre Pita nasceu no dia 18 de fevereiro de 1885, em Coruripe, cidade alagoana. Aos 18 anos ingressou no Seminário de Olinda. Em 1911 foi ordenado presbítero em cerimônia presidida por dom Luís Raimundo da Silva Brito. Sua primeira missa foi celebrada na Matriz de Santo Antão que tinha como vigário seu primo, o padre Américo Vasco.
Seu empenho e seu comprometimento com a fé cristã valeu-lhe a outorga de dois títulos: Cônego Honorário da Sé de Olinda (1935) e Monsenhor (1950).
Sobre padre Pita repetiríamos as palavras escritas pelo mestre José Aragão: ”De sua fé acrisolada, de sua piedade esclarecida, do seu total devotamento ao reino de Deus em nossa terra, que ele amava como sua; de sua cooperação desinteressada a todas as instituições e iniciativas locais, resultaram, para a comunidade, benefícios incomensuráveis, razão porque os defeitos que pudesse ter, como ser humano, portanto contingente, foram superados e fartamente compensados pelas virtudes, por todos reconhecidas e proclamadas” (Revista do Instituto Histórico e Geográfico, volume 6º, página21).
Seguem outros depoimentos: – cansei em ouvir meu pai repetir, “padre Pita é um padre de verdade, homem modelar”;
– “padre Pita, podemos afirmar sem nenhum vislumbre de exagero é um dos verdadeiros ministros de Deus, é o genuíno “Alter Christus” da religião de Jesus, é o verdadeiro tipo de sacerdote católico. Padre Pita, sacerdote virtuoso, soube se impor à admiração do povo de Vitória que lhe cultua uma amizade leal”. (“A Voz Parochial, 31 de março de 1918);
– “aqui em Vitória o padre Pita deixou vestígios imorredoiros e inesquecíveis, como sacerdote virtuoso e abnegado, como amigo particular e também como jornalista primorado nas colunas deste jornal onde tem colaborado desde a fundação do mesmo até hoje”. (A ”Voz Parochial, 18 de fevereiro de 1919)
Após sessenta anos de vida sacerdotal, dedicados à pregação do Evangelho e à defesa da fé, o probo e íntegro padre entregou sua alma ao Senhor, no dia 27 de abril de 1971. Vitória de Santo Antão cobriu-se de luto.
O Instituto Histórico e Geográfico que tem o Monsenhor Américo Pita como um dos seus cofundador, reverencia sua memória no setor do Museu Sacro, cujas principais peças partiram de seu magnânimo espírito.
– Ano Novo (Padre Américo Pita)
“Ao afloral do ano novo ainda a humanidade esfarrapada, esquálida, desgrenhada arrastando-se pelos escombros da civilização, da arte e da religião solta ainda um gemido dolente repassado de angústias. O mundo ainda é o sudário da guerra, com os corvos da miséria de garras aduncas esvoaçando crocitante por sobre o charco putrefato da humanidade.
A alma da Igreja compungida cantando a pouco o “Gloria in excelsis Deo et in terra pax homnibus”, visava talvez, o trapejar do lábaro branco da paz sobre as ruinas do mundo por entre a fumarada espessa dos semeadores da morte complemento tétrico da barbaria humana.
Cada ano que lá vem trás na sua psicologia a risonha esmeralda esperança como que sendo fonte d mil venturas no desenrolar do futuro. Oh! quimérica esperança que te transformas na rígida realidade da desilusão. Mas ah! que prossegue a marcha dos tempos e o mundo a convulsionar na guerra.
O mesmo tempo imutável partícula da eternidade no seu eterno evoluir vai escrevendo o episódio doloroso deste século de sangue que o próprio Deus com as mãos plenas de justiça esconde as suas faces para não ver a injustiça e a desobediência dos homens, ao seu “pax homnibus”. E a devastação campeia arrastando manietada a deusa sublime dos povos, a liberdade.
A liberdade irmã gêmea da paz foi banida do seu trono enquanto o despotismo tem o cetro da realeza… (“A Voz Paroquial”, 31 de janeiro de 1918).
Obs. Na época a humanidade estava em plena Primeira Guerra Mundial, 1914-1918.
Pedro Ferrer
Momento Cultural: Amor – por Célio Meira.
Momento Vitória Park Shopping.
A saúde masculina também merece cuidado. O Vitória Park Shopping apoia a iniciativa do Novembro Azul, conscientizando sobre a importância da prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. Só com consultas regulares ao médico e exames em dia podemos combater a doença e salvar muitas vidas. Previna-se!
O Tempo Voa: Festa da Vitória – 1959
Momento Grau Técnico Vitória.
Regulamentação da Prostituição – por Sosígenes Bittencourt.
Prostituição é um tipo de comércio antiquíssimo. Porque quando um quer vender, e o outro quer comprar, só Deus na causa. E não precisa de regulamentação nem diploma. Escritor e prostituta são formados na vida. O escritor põe o cérebro nas páginas da literatura, e a prostituta põe as carnes nas tarimbas do amor. Essa história de regulamentar prostituição é para recolher dinheiro para a Previdência Social e captar a simpatia política das Meninas de Programa. Aposto como vão exigir Exame de Sangue e Título Eleitoral.
Antigamente, quando prostituta nem sonhava em ser gente, era mais profissional. Imitavam, com tanta arte, o amor, que muitas foram resgatadas da difícil vida fácil pela AMIGAÇÃO.
Certa vez, eu perguntei a um morador: – Qual a mulher mais decente de tua rua?
E ele não teve dúvida: – É a aquela mulher que seu fulano tirou da Zona de Baixo Meretrício.
Sosígenes Bittencourt
“Forró da Juliana” de Recreio do Rojão.
FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do RECREIO DO ROJÃO.
Recreio do Rojão – Forró da Juliana
Aldenisio Tavares
Tiro de Guerra: Solenidade de Encerramento Turma 2018.
Na noite de ontem (15) o nosso Tiro de Guerra, sob comando dos instrutores, Sargentos Paiva e Clauberrobson, promoveu a Solenidade de Encerramento da Turma 2018. O evento aconteceu na Quadra da UFPE, localizada no Alto do Reservatório.
O encontro cívico contou com a presença de autoridades civil e militar, convidados e dos familiares dos atiradores. Registramos também à presença do presidente do Poder Legislativo local, vereador Novo da Banca e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, professor Pedro Ferrer.
Sob forte emoção, os atiradores formaram, marcharam e cantaram pela última vez como membros ativos do Tiro de Guerra 07-004. Os atiradores que se destacaram nas mais diversas modalidades também condecorados.
Com o sentimento de dever cumprido, depois de uma jornada de informações que lhes serão úteis para toda vida, os atiradores puderam relaxar e participar de coquetel de confraternização nas dependências do Tiro de Guerra. Parabéns aos instrutores e todos os atiradores por mais uma missão cumprida.
Marcone Sonorização: segurança, eficiência e pontualidade em todo tipo de eventos!!
Com quase duas décadas de estrada – atuando em Vitória e toda Região – a empresa antonense do ramo de eventos, Dj Marcone Sonorização, continua avançando na sua missão, que é promover espetáculos para os mais variados públicos com a segurança necessária para os participantes e a total eficiência e pontualidade para os que lhe contrata.
No último final de semana, por exemplo, encontrei o amigo Marcone Nunes, comandante da referida empresa, em mais um evento promocional cuja estrutura metálica, telões, palco e etc carrega sua marca, ou seja: Show de Bola!!
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Convite: Audiência Pública da Cultura Vitoriense.
Moisés Sales e Nado: “velhos tempos, belos dias…..”
Registramos recentemente, no Pátio da Matriz, um grande encontro. Em se tratando do futebol vitoriense, nas décadas de 1970/80, seria o mesmo que falar, hoje, em termos mundiais, de um encontro de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Os amigos Moisés Sales e Nado, nos tempos de juventude, nos gramados e nas quadras locais, pintaram e bordaram. Dois consagrados craques de bola. O primeiro, um goleador nato. O segundo, um maestro em campo. Como diz o Rei Roberto Carlos: “velhos tempos, belos dias…..”


























