PADRE RENATO DA CUNHA CAVALCANTI – por Sosígenes Bittencourt.

Conheci padre Renato nos meus idos de menino. Havia meninos naquela época. Estudava na Escola Paroquial, sob a batuta maestrina de profª Luzinete Macedo. Bonita e asseada, educada e enérgica, explicativa, toda pedagógica. Foi lá que aprendi a conjugar o verbo AMAR.

Padre Renato era uma réstia de fé a deambular pela Igreja, uma espécie de souvenir de Roma. Em nossa mente de criança, parecia ter visto Jesus e conversado com Deus em oração. Sua figura nos remetia a reflexões sobre coisas transcendentais. Figurativas ainda, mas invisíveis mesmo assim.

Como nos sentíamos protegidos naquela época… O farfalhar dos coqueiros parecia uma conversa, e o coral dos grilos compunha a sonoplastia das estrelas. Vinha dos ensinamentos religiosos, nosso hábito de erguer a cabeça e ficar olhando para o céu. Não sei o que padre Renato vislumbrou em Vitória, mas sei que temos a glória de tê-lo como personagem de nossa história.

Requiescat in pace.

Sosígenes Bittencourt

Sergio Mouro: e agora doutor?

Passada a campanha eleitoral os ânimos começaram a serenar. A pauta extravagante e extremista assim como as frases de efeito e os temas que são levantados apenas para reforçar o voto emocional já  fazem parte do passado. Agora não tem lero-lero!! É cuidar do Brasil Real que os políticos em campanha não gostam de debater.

Dentre os tantos problemas agigantados que o novo governo terá que enfrentar,  apontamos à questão carcerária nacional. Segundo o atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em conversa com o próximo gestor da área, Sérgio Moro,  “todos os presídios do Brasil estão sob controle de facções criminosas (70) e quem entra lá tem que fazer parte de uma delas”.

Essa afirmação oficial configura-se num tumor maligno em estado avançado e que continua em crescimento no seio da nação. Suprimir a liberdade de quem não consegue cumprir o regramento mínimo estabelecido, para se viver em sociedade,  é triste, mas, vez por outra, necessária.

O “X” da questão, imagino, está na total perda de controle da chamada ressocialização dos encarcerados. Como explicar para uma mãe cujo  filho  tenha cometeu um crime de pequeno poder ofensivo e que, seis meses depois, após cumprir sua pena, quando ela for espera-lo no portão de saída do presídio,  irá encontrar um sujeito “doutor” formado na faculdade do crime? Que governo é esse? Que sistema carcerário é esse? Que mundo moderno é esse que nosso Brasil está metido?

A esmagadora maioria das pessoas da classe média acham que esse problema não lhes pertence. Ledo engano!! Todos nós somos parte do problema como  também  da solução. Não existe futuro para uma Nação cujas cadeias são formatadas para produzir marginais em série.  Isso é uma cobra de duas cabeças!! Isso é uma aberração e que é pior: não existe solução fácil!!

 

Liga Vitoriense de Desportos – 30 anos de atuação na Vitória de Santo Antão.

Dentre tantas marcas que distingue o amigo Joel Neto no conjunto da sociedade antonense pelos menos duas lhe são salientes. O Joel carnavalesco apaixonado e o desportista atuante. Particularmente,  o futebol amador da Vitória de Santo Antão reconhece na sua figura uma liderança inconteste.

Presidente da Liga Vitoriense de Desportos da Vitória de Santo Antão há duas décadas Joel Neto continua  produzindo bons frutos. São trinta e sete agremiações afiliadas em campeonatos regulares (anuais) participando, inclusive, de competições regionais.

Nesse contexto, porém, a LVD – Liga Vitoriense de Desportos – no próximo dia primeiro de dezembro, às 20h,  irá reunir aqueles que fizeram e continuam fazendo parte dessa história,  para comemorar as três décadas de fundação da referida entidade vitoriense. O evento comemorativo acontecerá no Restaurante Gamela de Ouro. Desde já, agradeço ao amigo Joel Neto pela lembrança do convite.

Onde será? – por Professor Rogério.

Onde será que encontraremos um grupo em que as pessoas formulem suas opiniões, compartilhem ideias, dêem sugestões, façam  questionamentos, apresentem novidades  e,  de forma sensata e aberta, educadamente,  apresentem o que pensam; ao invés  de já chegarem dando coices porque o outro pensa diferente ou já cheguem apresentando  as suas verdades absolutas bordadas de imposições coagindo-os a aceitá-las,  senão o fulano do outro lado, de imediato, será tachado de uma  enxurrada  de “santificados ” adjetivos enquanto o agressor com todo o “brilhantismo”, de sua fala, aguarda dos seus pares os kkkkkkkkks,  vixe e oxêntes?

Onde será que encontraremos pessoas mansas, independentes, domesticadas, que pensem por conta própria e que não fiquem terceirizando e repetindo frases feitas e grotescas,  mas porque as  achou engraçadas acha que se encaixam em qualquer contexto …

Onde será  que  não iremos nos deparar  com  àqueles que , ao tentar ridicularizar o companheiro de grupo, apenas consegue  mostrar a sua pequinês e o quanto é  ridículo  e vazio de ideias…

Onde será que não veremos os amigos de outrora se estranhando por imposições e incompatibilidade de ideias, agora se tratando com  indiferença e ar de desdém quando antes era apreço e consideração?

…ONDE SERÁ ?

 

Prof. Rogério L. dos  Santos

Momento Cultural: FORÇAS E ELEMENTOS DA NATUREZA.

Toda manifestação da vida, vibra num mesmo diapasão, tão harmonicamente afinado que faz soar em cada “eon” (período de tempo), uma verdadeira sinfonia das esferas. A maior ou menor quantidade de vibração é a manifestação das Energias Primárias.

A raiz de todas essas Energias Cósmicas que se polarizam no mundo de maneira dupla, chama-se Oceano Universal de Energia Vida. Essas Energias emanam do sol e se manifestam em três formas: Luz Primordial, Poder Ígneo e Base Energética Vital do mundo físico.

Cada uma dessas forças se manifesta em todos os planos do Sistema Solar. Elas permanecem distintas e nenhuma delas, em nosso plano, pode ser transformada na outra.

ELEMENTOS DA NATUREZA – São os princípios básicos de todas as substâncias que constituem os veículos da vida no Reino da Natureza.

Água – Constituída do elemento químico H²O.

Ar – Constituído do elemento químico .

Fogo – Constituído do elemento químico CO².

Terra – Constituído do elemento químico CL e CA.

Todos esses elementos são regidos por forças sutis.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – Pág. 51)

Filho indesejado – por Sosígenes Bittencourt.

Em cima de filho indesejado, nada mais inútil do que chibata moral e desespero. Justamente porque filho não programado é geralmente fruto de emoção desenfreada, apetite incontido. O procedimento deve ser sempre a preservação da serenidade em busca da razão, embora tardia, para solucionar questões do passado. A vida ensina que no passado nem Deus põe a mão. O passado construído pelo homem é “vontade permissiva de Deus”.

Se filho indesejado é resultado de liberdade desenfreada, por que desespero para consertar loucura? Antigamente, quando um menino trelava excessivamente e fugia ao controle era chamado de “desesperado”. No dia em que “desespero” pagar compromisso, eu o aconselharei para sanar dívidas.

Logo, a primeira atitude racional deve ser identificar o pai da “arte”, uma vez que a mãe está à nossa frente com o fruto no ventre. Não adianta arrumar pai para menino e adiar uma questão que será um dramalhão no futuro. Essa questão de dizer que pai é quem cria é deslavada mentira. Pai é quem fecunda óvulo, quem cria é mantenedor. Agora, se o mantenedor é zeloso e ama o enteado, merece ser amado, é outro detalhe. Se o pai é um sem-vergonha de marca maior, e a mãe engravidou por distração carnal, não assumindo os seus atos, não merecem ser amados, o que nem sempre acontece. Merecer não é sinônimo de recebimento, gratidão. Às vezes, o sujeito cria o alheio e recebe pontapé no focinho. Em suma, a vida estará sempre acima de tudo. Todo expediente em favor da vida será bem-vindo, e todo expediente contrário à vida será pecado.

Ainda em relação à paternidade, em caso de dúvida, a ciência entrará com o DNA, ninguém merece não saber quem é o seu pai, mesmo que o reprodutor não seja um anjo. Mentira tem pernas curtas e as más-línguas irão fuxicar. Portanto, é momento de buscar a razão, que não foi convidada no instante do desespero. Razão é reflexão, e reflexão é mais lenta que emoção, precisa de serenidade. Desespero é emoção, que, por associação, deve ser evitado. E, para não resvalar para o discurso moralista, a chibata moral, que de nada serve nesse instante, o conselho é o seguinte: Sexo é a coisa mais gostosa do mundo, mas fazer menino não tem nada a ver com isso. Haja vista que masturbação não gera coisa alguma e a macacada pratica desde a grande descoberta. Filho é vida, é universo, é criação, tem de ser programado, fruto do amor, que é racional. Quando for fazer sexo para sentir prazer, faça a munganga, não faça menino, ninguém é mais ingênuo como antigamente, não estamos mais na era da cegonha. Use a liberdade, preservando a devida segurança. Afinal, segurança sem liberdade é escravidão, mas liberdade sem segurança é loucura.

Sosígenes Bittencourt

Em evento solene e festivo Instituto Histórico comemorou seus 68 anos de existência.

Ontem, segunda-feira, dia 19 de novembro de 2018 o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória completou sessenta e oito anos de profícua existência. Na qualidade de maior projeto cultural da Vitória de todos os tempos a “Casa do Imperador”- como também é conhecido – é um patrimônio de todos os antonenses.

Na programação do encontro,  solene e festivo ao mesmo tempo, como manda o estatuto, o presidente da instituição, professor Pedro Ferrer,  fez a devida prestação de conta das atividades do ano de 2018. Teve também espaço para posse da diretoria eleita,  novos sócios, palestra, apresentação musical e concessão de Título Benemérito ao empresário Alexandre Ferrer face às relevantes contribuições concedidas ao Instituto.

Fechando a programação solene o doutor Antônio Sérgio, pastor da Primeira Igreja Batista da Vitória, proferiu palestra na qual, entre outras coisas, realçou a importância do Instituto Histórico no contexto dos quase quatro séculos de existência da Vitória de Santo Antão. O corte do bolo aconteceu de maneira festiva e animada.

O instituto Histórico comemora com eventos solenes três datas especiais. O dia 06 de maio – elevação da nossa Vila de Santo Antão à categoria de cidade –, o dia 3 de agosto – que corresponde à Batalha das Tabocas – e o dia 19 de novembro – data de fundação do nosso Instituto Histórico (19 de novembro de 1950).

 

Made in Tailândia……

De corpo e alma o doutor Fernando Verçosa é um animal do mundo. Na qualidade de cidadão planetário já colocou os pés nos cinco continentes. Detentor de uma rica cultural geral de tudo ele entende um pouco. Outro dia, estávamos no Mercado da Encruzilhada, sem nenhuma combinação prévia,  vestidos com a mesma camisa tailandesa. Detalhe: não viajei à Tailândia. Ele, sim! Detalhe (2): a minha foi um presente do doutor….

Momento Cultural: Branca de Neve – por Henrique de Holanda.

Branca de Neve, Branca de Neve,
roseiral branco, cheio de espinho,
na minha história passaste breve,
mas perfumaste, bem, meu caminho…

Branca de Neve, por que partiste?
Ai! nem te digo, que ingratidão!
Nessa carícia também feriste…
magoastes tanto meu coração!…

Branca de Neve, indo-te embora,
no isolamento, com a dor, me tranco.
Deste-me a vida. Mate-me, agora,
Branca de Neve, veneno Branco!

Branca de Neve, cegonha triste,
tanto cismaste, tanto cismaste,
que de minha vida tu sumiste
na correnteza. Não mais voltaste.

És o motivo dos meus arquejos.
Por que levaste meu riso franco?
Branca de Neve, visão de beijos,
que é de minh’alma, pecado branco?

Mas, se voltares, sonho de arminho,
que me esmagaste, mesmo tão leve,
dentro da morte, direi baixinho,
ainda sorrindo: Branca de Neve!…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 10 e 11).