O Tempo Voa: Rua Dr. JOSE AUGUSTO (1973).
Momento Grau Técnico Vitória.
No tempo de eu menino – Doce Japonês – por Sosígenes Bittencourt.
Uma vez minha mãe disse a minha irmã que comida de rua era porcaria. Quando o doce japonês passou na porta de casa, minha irmã pediu a minha mãe: – Mamãe, compra porcaria pra mim.
Comi muito as cocadas de dona Isabel, algodão de açúcar, pirulito, cavaco, chupei picolé de mangaba. Eu comia essas guloseimas populares, escondido, porque mamãe não queria que eu degustasse comida de rua. Foi quando aprendi que tudo que dá medo e é proibido excita o desejo.
Hoje, porcaria que eu conheço é comida industrializada e preservada na base do conservante. Tá ligado?
Sosígenes Bittencourt
Dudu e Erika.
Eleição 2018 já passou…….Agora, é bola pra frente!!!
Passados praticamente sessenta dias das eleições gerais 2018 que, além do presidente e governadores, formatou, para os próximos quatro anos, as assembleias legislativas estaduais, câmara federal e senador da república podemos dizer que a expectativa do eleitorado brasileiro, agora, está sintonizada no que irá acontecer, sobretudo na condução macropolítica capitaneada pelo presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro.
Reeleito no primeiro turno o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, “já sacudiu a poeira da campanha”, deu um passeio na Europa, e já calibrou suas garras para o próximo mandato, que começa a partir de 2019 e vai até o apagar das luzes de 2022. Entre outras coisas, fechou delegacia de combate à corrupção, na direção da chamada administração pública, e na questão fiscal reeditou o que existe de mais ortodoxo na governança autoritária, ou seja: aumentou impostos para a população.
Na nossa “aldeia”, Vitória de Santo Antão, atinente ao último pleito, pelo menos duas constatações eleitorais brotaram do pleito aludido, na terra de João Cleofas de Oliveira. Ou seja: os três tradicionais grupos políticos locais – “vermelho, amarelo e verde” – saíram das urnas vitorienses menores do que se imaginava.
Na outra ponta, por assim dizer, emergiram duas consistentes lideranças. O jovem publicitário André Carvalho e o atual vice-prefeito, Doutor Saulo. O primeiro, André, sintonizado com as novas práticas políticas, virou peça importante no xadrez político local. O segundo, Saulo, ratificou sua liderança e mais uma vez demonstrou ser portador de um bom trânsito em praticamente todas as faixas do eleitorado antonense.
Nesse contexto, contudo, quem ganha é o eleitor da Vitória de Santo Antão. Doravante – assim se espera – novas postulações devem ser confirmadas no quadro político local com vista às eleições municipais que se avizinham (2020) para que as mesmas sejam mais recheadas de opções, no chamado cardápio de candidaturas.
Academia de Vitoriense de Letras comemora 13 anos de fundação.
Em Sessão Solene e Festiva, na noite de hoje, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras – comemora mais um aniversário. São 13 anos de fundação. O evento acontece no Teatro Silogeu (19h) – Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão. Na qualidade de presidente da entidade, o professor Serafim Lemos convida toda comunidade antonense para participar desse importante momento cultural da nossa cidade.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Momento Cultural: Governo do mundo – por Célio Meira.
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: Banda Musical 3 de Agosto.
Momento Grau Técnico Vitória.
Lenga-lenga entre Política e Economia – por Sosígenes Bittencourt.
Na realidade, é enorme a confusão que se faz, porque POLÍTICA e ECONOMIA são duas áreas distintas. A Política é uma invenção grega formidável para refletir a vontade dos homens, enquanto que a Economia passa ao largo da vontade dos homens – já nos esclarece o sociólogo Francisco Maria de Oliveira, fundador e, hoje, crítico do Partido dos Trabalhadores.
A Política deve corrigir as distorções da vida social. A Economia é o troço mais fluido do mundo, basta o coração balançar, o dinheiro vai pelo ralo. Senão riquezas milionárias não desabariam como um castelo de cartas. E como é que um Regime Político pode mandar em algo tão volátil?
A Política deve cobrar os impostos e destinar aos que não têm poder de competitividade. Depois, impedir que os que têm o poder de competir se entredevorem. Ninguém pode proibir alguém de enricar às custas do seu trabalho e de suas economias. Também não pode dividir o que foi conseguido com quem não conseguiu.
A Política pode e deve taxar as riquezas e injetar na miséria para extirpar este câncer social que não é natural, é produzido pelo homem. A função da Política é de uma importância ético-moral indiscutível e fundamental no desempenho deste papel.
Sosígenes Bittencourt
Arquivo do Brega.
Lulinha no seu “ARQUIVO DO BREGA 1″ – música de autoria de Odair José, A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO.
A noite mais linda do mundo – Arquivo do Brega
Aldenisio Tavares
Centro de Ensino Grau Técnico da Vitória promoveu a II Feira de Conhecimentos.
Contando com vários cursos na área técnica e modernos laboratórios “O Centro de Ensino Grau Técnico da Vitória de Santo Antão”, localizado na Avenida Henrique de Holanda, promoveu durante os três turnos do dia de ontem (21) a II Feira de Conhecimentos. O encontro envolveu professores, alunos e estudantes do ensino médio de vários colégios da nossa cidade.
Entre outros, o evento tem como objetivo fornecer informações úteis e capacitação específicas aos jovens que pretende ingressar no mercado de trabalho, com qualificação e mais rapidez. Entre os cursos disponíveis estão: Radiologia, informática, edificação, enfermagem e etc.
Os novos tempos se apresentam desafiadores. A qualificação técnica nunca se fez tão necessária, sobretudo aos que estão na busca do primeiro emprego. O Centro de Ensino Grau Técnico, aqui na Vitória, mantém uma agência de encaminhamento ao emprego, encurtando as dificuldades entre jovens e empresas no tão concorrido mercado de Trabalho.
Para atestar sua eficiência, “O Centro de Ensino Grau Técnico” mantém nos seus corredores fotografias de alunos que mesmo ainda durante o curso conseguiram contratação nas grandes empresas instaladas na nossa cidade.
Porcos nas ruas……..
Uma triste notícia. Ao que parece o eficiente serviço de fiscalização e recolhimento de animais de grande porte nas vias centrais da cidade, implantado pelo atual prefeito – Aglailson Junior – no inicio da gestão, apresenta sinais de esgotamento.
Na manhã de ontem (21), por exemplo, nossas lentes registraram uma “família de porcos” circulando pela Rua Jornalista Célio Meira, bairro do Cajá.
Se não bastassem todos os problemas implicados nessa nojeira, onde os animais de grande porte, sobretudos os porcos, rasgam as bolsas de lixo e ainda defecam nas calçadas, promovendo “imundície geral”, o visual é bastante desagradável depondo, de maneira acentuada, com a imagem do município, dos atuais gestores e, principalmente do chefe maior, no caso, o prefeito Aglailson Junior.
Esse problema foi atenuado, mas parece-nos que o serviço foi relaxado!!!!
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Antão Borges Alves – por Pedro Ferrer
No dia 5 de novembro de 1866 surgia em nossa cidade o primeiro jornal, “O Vitoriense”. Seu criador, Antão Borges. Filho de Paulo Borges Alves e de Antônia Borges Cunha, nasceu o menino Antão em setembro de 1844. Remarque-se que Antão tinha quinze anos por ocasião da visita da Família Imperial. Essa visita marcou seu espírito.
É lugar comum os biógrafos afirmarem que seus biografados eram alunos dedicados, inteligentes, que tinham pendores pelas artes e a que a veia poética aflorava em todos seus escritos.
Com Antão Borges, não quero cair nesse lugar comum. Antão Borges provou seu amor às letras, quando ainda jovem, já casado, com apenas 22 anos, juntou uns trocados e partiu para Recife para as compras.
O que pretendia comprar aquele jovem?
Compras, nada comum, a um jovem de sua idade e de sua época, que procuraria por uma cartola, uma bengala de marfim, um broche de ouro para gravata, sapatos italianos, lenços de seda…
E que compras tão curiosas foram essas?
Uma impressora e tipos tipográficos. Seu sonho de adolescente tomava forma, imprimir um jornal. Um jornal com oficina própria, independente. A estrada de ferro ainda não existia. Tudo transportado em lombo de burro.
No dia 5 de novembro de 1866 fazia Antão Borges circular na Vitória “O Vitoriense”. Seu pequeno jornal era um semanário noticioso e comercial, custando a assinatura anual 12 contos de reis. Em 1870 substituiu “O Vitoriense” pelo “Correio de Santo Antão” que permaneceu no prelo até 1875. No ano seguinte voltou a imprimir “O Vitoriense”. Sua edição foi interrompida com a partida de Antão Borges, em 1878, para Glória do Goitá, onde foi exercer o cargo de Tabelião Público. Quando ainda residente na Vitória ocupou uma cadeira na Câmara Municipal pelo Partido Liberal.
Na cidade da Glória do Goitá continuou sua lida jornalística. Tratou de montar sua pequena tipografia e publicou no dia 8 de fevereiro de 1879 “O Goitaense”, primeiro jornal da cidade, periódico imparcial que tinha como um dos seus objetivos alfabetizar a população. Do seu casamento com Antônia Donata teve vários filhos, entre eles o coronel Antão Borges Júnior, coletor fiscal e prefeito da Glória do Goitá nos anos 1920-1924.
Antão Borges, o bravo vitoriense, falecido em agosto de 1918, na cidade da Glória do Goitá, deixou-nos um magnífico legado. Só os iniciados na cultura vitoriense têm a sensibilidade de conhecer o extraordinário trabalho realizado por Antão Borges Alves e os benefícios à cultura vitoriense, atrelados à criação do “O Vitoriense”.
Pedro Ferrer
Momento Cultural – BICHO TRELOSO – por Rosângela Martins
O tesão, Ave Maria, não marca hora pra chegar!
Não escolhe dia, nem lugar e dana a incomodar.
Trazido pelo vento, por um pensamento ou não.
Talvez animado e revivido por certa situação…
Esse bicho não espera: ou ele murcha ou explode.
Ficar parado? Não tolera. Cutuca, puxa, sacode…
Ele vai e vem, entra e sai, sem avisar.
Não vê hora e nem a quem vai provocar.
Oh, bicho treloso, atrevido, inconveniente!
Que só sossega quando fisga a gente.
Quando instiga, espeta, futuca, judia…
Santo Deus, assim é muita covardia!
Sem querer nem saber se o outro pode.
E fica cochichando no juízo: fode, fode!
Vixe, que nem reza nem santo consegue acalmar!
E só mesmo esse encanto a gente vem quebrar,
Quando encontra outro na frente do mesmo mal atacado.
E haja carinho pra acabar com tanto desejo acumulado!
Rosângela Martins – escritora.


























