Gabinetes parlamentares: os que realmente trabalham são os que ganham menos….

Na esteira da Operação Lava Jato, aos poucos, o Brasil segue mudando. Se antes era tabu falar na devolução de parte dos salários dos funcionários contratados pelos parlamentares, hoje, o tema ganhou relevo. Até os “portões” dos imponentes prédios dos poderes legislativos,  das três esferas governamental do País – municipal, estadual e federal -,   sabem muito bem que a  “jogatina”  acontece em praticamente todas as casas legislativas,  nos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Certa vez, em defesa de um operador do então PMDB,  na esfera federal, um advogado disse em alto e bom som: “nenhum prefeito do Brasil coloca uma pedra de calçamento sem antes fazer um acerto”. Moral da história: não apareceu nenhum chefe do executivo para contesta-lo!!

Com relação aos parlamentares brasileiros – vereadores, deputados estaduais e federais e senadores – não se pode jogar todos na mesma vala, mais o esquema é  sabido e convive….Acontece mais ou menos assim:

Nos gabinetes os funcionários de verdade – que dão expediente todos os dias – são os que aparecem com os menores salários. Já os que não “batem um prego numa barra de sabão” aparecem no topo da lista salarial com os maiores vencimentos e vantagens. Moral da história: eles ficam com um certo percentual do salário e devolvem o “resto” (dinheiro) ao operador que, evidentemente, ao final, vai parar no bolso do chefe. Esse esquema é o basicão……

Mas existem muitos outros formatos que também são praticado. As notas fiscais frias, locação de automóveis de mentirinha  e etc.  Ou seja: fora a merreca que é repassada para os  “laranjas”  praticamente todos os valores destinados aos gabinetes  – penduricalhos –  vão parar na “gaveta de pano” do parlamentar….

Tomara que essas operações não parem e sigam na direção das assembleias estaduais e câmara de vereadores……….

Pedro Ferrer e as obras de Luiz Ferrer na cidade mineira de Juiz de Fora.

Desde o último sábado (08) o amigo presidente do Instituto Histórico da Vitória encontra-se na cidade do Rio de Janeiro. Com esposa, Ivanete, foi comemorar a passagem dos 80 anos de uma das irmãs que lá reside. Inquieto por natureza aproveitou o Pedoca para dá um pulinho ao município mineiro de Juiz de Fora,  para contemplar e fotografar as três obras de arte, lá eregidas,  confeccionada por seu tio escultor – o artistas Luiz Ferrer .

O Luiz Ferrer – irmão de “Seu” Ferrer – faleceu em 1960, aos 54 anos no auge da sua carreira artística. Seus trabalhos estão espalhados pelo Brasil. Aqui, na Vitória, suas digitais artísticas também estão materializadas  em peças do acervo do Instituto, no monumento da Praça Duque de Caxias e até,salve engano, na primeira peça (um leão) do Clube Abanadores “O Leão” que ornava a entrada principal da sua sede – em cima da marquise.

Em breve, certamente, o professor Pedro Ferrer, tal como fazendo com outros nomes,  fará um trabalho inventariando o conjunto artístico desse antonense que se destacou na sua área de atuação.

NINGUÉM MELHOR DO QUE OS AMIGOS – por Sosígenes Bittencourt.

Ninguém melhor do que os amigos
para relembrar o que nunca esquecemos.
Ninguém melhor do que os amigos
para nos auxiliar a redigir a nossa história.
Ninguém melhor do que os amigos
para rejuvenescer ainda que estejamos envelhecendo.
Porque ninguém melhor do que os amigos
para decodificar nossa linguagem,
entrever nossos sonhos e reacender nossa esperança.

Sosígenes Bittencourt

BURGER GRILL: um novo espaço gastronômico no Pátio da Matriz.

Ao contrário do que muita gente pensa o hambúrguer – sanduíche de carne – não foi uma invenção dos Estados Unidos. A iguaria, por assim dizer,  chegou às terras do “Tio Sam” pelas mãos dos imigrantes alemães,  oriundo do entorno da cidade de Hamburgo.  Ao Brasil – esse costume que hoje é popular em todas as classes sociais – só chegou por volta de 1950, tendo como porta de entrada a Cidade Maravilhosa – Rio de Janeiro.

Em nossa cidade, Vitória de Santo Antão,  não dispomos de fontes seguras para afirmar qual foi a primeira vez que um hambúrguer foi servido, mas, com toda certeza, doravante, já  dispomos de uma casa – alto nível –  especializada na iguaria. Trata-se da Burger Grill, recém inaugurada em plena Praça da Matriz. Estive lá e provei.

O espaço ficou espetacular. Acabamento de primeira e um ambiente agradável. Com relação aos preços achei-os dentro da razoabilidade. São novos empresários de fora da cidade acreditando e investindo no potencial antonense. Sejam bem vindos!!

Bad Léo se deu bem…….

Em recentemente circulada pelo SBT – São Paulo –  o multiartista e produtor cultural antonense, Leonardo Edardna, mais conhecido por BAD LÉO, se deu bem. Evidentemente que não foi com a ex-estrela do antigo quadro televisivo da referida emissora –  “A Banheira do Gugu” –  Helen Ganzarolli. Muito bem relacionado, ele, o Bad Léo, também é  uma dessas estrelas do mundo artístico  que, diga-se de passagem,  também  já conquistou  o seu espaço ao sol.

MOMENTO CULTURAL: Entre a Cruz e a Espada – por Severina Andrade de Moura.

Eu sofro porque sou balança
equilíbrio entre o cheio e o vazio.
Paredão onde acham confiança
homens de bem, mulheres de brio.

Ouço de lá e de cá os desabafos.
Fico no meio, entre a cruz e a espada.
Não quero destruir jamais, os laços
que se criaram em longas caminhadas.

Às vezes sou mal interpretada.
Que importa! Jesus também o foi
Quero ser útil em toda minha estrada

E quando eu me for, quero que digam
nela eu tive uma grande aliada
e se esquecer de mim jamais consigam.

Profª Severina Andrade de Moura, nasceu em Vitória de Santo Antão. Foram seus pais: José Elias dos Santos e Doralice Andrade dos Santos. Viúva de Severino Gonçalves de Moura, com quem se casou em 1962. Fez o curso Pedagógico no Colégio N. S. da Graça. Lecionou em Glória do Goitá e Carpina. Concluiu Licenciatura Plena em Letras em Caruaru (1976). Pós-graduação em Língua Portuguesa na Univ. Católica (1982). Ensinou em várias escolas estaduais e municipais na Vitória e ensina atualmente na Escola Agrotécnica e na Faculdade de Formação da Vitória de Santo Antão. Poetisa por vocação. Colabora na imprensa loca.

O Tempo Voa: Pharmacia Popular.

Antiga Farmácia Popular, onde Manoel de Holanda teve seu primeiro emprego e escreveu suas primeiras crônicas. Nesse sobrado (hoje tombado pelo Governo de Pernambuco como patrimônio histórico do Estado), morava Martha de Holanda, a escritora mais influente no seu tempo pernambucano. Além de ponto comercial, a Farmácia Popular, uma das mais antigas do Brasil em funcionamento, era ponto de encontro e de tertúlias literárias que contavam com a presença, além de Manoel, de expressivos nomes de nossa literatura: Célio Meira (sogro de Zito Mariano), Jorge Campelo (irmão de Áurea Ferrer), Silvino Lopes (famoso jornalista), Ulisses Pernambucano de Mello (famoso psiquiatra, primo de Gilberto Freyre), entre outros. Na parte superior desse sobrado, que se mantém com seus traços originais, funciona a Academia Vitoriense de Letras. A proprietária é Diva, filha de Manoel de Holanda, que cedeu os direitos de uso à instituição de cultura.

(DO LIVRO “O SOBRADO DE SEU MIRO E OUTRAS CRÔNICAS – MANOEL DE HOLANDA CAVALCANTI – PAG 111)

ENSINAR E EDUCAR – ESTUDAR E APRENDER – por Sosígenes Bittencourt.

 No meu tempo, Ensinar e Educar eram palavras bem definidas. Ensinar significava, pela origem da palavra, “imprimir conhecimento”, e Educar, pela origem da palavra, preparar para a vida, preparar para o mundo. Daí, a primeira escola do homem ser o lar, no seio da família. Ao chegar à escola, o aluno deveria estar educado para viver no mundo escolar, conviver com colegas e professores, ou seja, tinha de ser um discente a saber respeitar o corpo docente. Assim como, no caminhar até a escola, na rua, entre as pessoas, por onde andasse. Esta função inicial era função dos pais, com quem convivia.

O resultado desta ordem era silêncio em sala de aula, maior capacidade de concentração e, consequente, melhor condição de aprendizado. Porque o aluno, em sala de aula, ele é coletivo e passivo, ou seja, ele recebe a aula em grupo, enquanto que, em casa, ele é solitário e ativo, ou seja, revê as matérias para retê-las. Observem como a educação doméstica é importante no aprendizado. Porque escola não é lugar de distração, é lugar de concentração. É lá que você recebe o conhecimento para retê-lo em casa. Se isso não acontecer, não havendo aprendizado, não se completou o ensino e todo o tempo foi perdido, todo esforço, inútil. Portanto, não adianta escola toda enfeitada, bem mobiliada, com todo o aparato tecnológico à disposição da transmissão do conhecimento, com alunos dispersos e sem a educação doméstica necessária ao interesse pelo projeto educacional. Apesar de acharem que o importante é se comunicar, que falar e escrever corretamente é coisa do passado, este é um péssimo conselho para quem pretende ser sabatinado por um Concurso Público ou ter acesso à Faculdade através de Vestibular. Um advogado que cometa erros comezinhos de gramática pode ter suas petições relegadas a segundo plano por um juiz exigente.

Portanto, falar e escrever corretamente não é irrelevante quando se trata de conquistar emprego ou profissão liberal. No mais, o conselho que se deve dar a qualquer aluno é não estudar para fazer prova. Quem estuda para fazer prova está tentando decorar para responder questões formuladas. O correto e eficiente é entender para decorar. Quem entende, memoriza; Quem memoriza nem sempre entende o que memorizou. Estudar não dói; pelo contrário, nos alivia do desconhecimento, nos conforta. A capacidade de aprender é o mais importante e belo dom da natureza. Estudar e aprender é uma alegria, não é uma tristeza.

Sosígenes Bittencourt

Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência promoveu sua última reunião de 2018.

Como uma espécie de “balanço final” aconteceu na manhã do domingo (09) a última reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – ocorrida na sua sede, no “Sobradinho” localizado na Rua Imperial.

Após a reunião, que teve como pauta  os assuntos administrativo e o momento do acadêmico, o grupo seguiu para o Restaurante Gamela de Ouro para celebrar, com almoço, a tradicional confraternização natalina. Como regra, na tradicional troca de presentes, os livros foram os protagonistas.

Aliás, como sugestão aos muitos leitores do nosso jornal eletrônico, intitulado “Blog do Pilako”, nesse final de ano, nas muitas trocas de presentes que ocorrem nas  respectivas confraternizações – trabalho, família e etc – oferte livros. Nesse contexto, dê preferência de autores vitorienses!!!