Ouça a música “DEIXA“, de Dorgival Soares.
Aldenisio Tavares
“Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” A frase que dá título a este post é atribuída a Nelson Rodrigues. Gosto das sacadas do referido pensador pernambucano.
Assim sendo, daqui do meu torrão, Vitória de Santo Antão, quero hipotecar minha solidariedade ao díssono pensamento do Ministro do STF, Marcos Aurélio, quando ele diz que “o Supremo não precisa de desagravo”.
Explico: é que entidades das mais diversas matrizes subscreveram um manifesto para “louvar” a Suprema Corte por a mesma estar sendo vítimas de ataques nas redes sociais. A cena, seria mais ou menos, no sentido figurado, assistir o leão – Rei das Selvas – sendo aplaudidos e ovacionado pelos outros mamíferos de menor porte, pelos répteis, aves e etc. Ora!! Se precisasse dos outros para reafirmar que ele é o Rei das Selvas, não seria o leão, então, o Rei das Selvas…..
É a mesma coisa do camarada que é católico fiel aos princípios cristãs, temente a Deus e devoto da mãe de cristo, necessitar do padre da esquina, para fazer uma avaliação e atesta a sua fé. Ou então, do sujeito que milita na doutrina protestante, admirador da coragem de Lutero, ser obrigado a pedir licença ao pastor e aos irmãos da igreja para se comunicar com Deus….
Repeitar as instituições e as pessoas – com pensamentos iguais ou diferentes – em todas as situações, se configura num dos pilares de qualquer democracia. Setores da população – instrumentalizada ou não – que estão se manifestando contrárias, nesse momento, acredito, não ser exatamente contra a Corte, ou mesmo conta a Justiça Brasileira. É, sim, imagino, impugnando a maioria dos atos de oficio de suas excelências, sejam eles monocraticamente ou colegiado….
Curiosamente, nesse mesmo lapso temporal, magistrados como Sérgio Mouro (no período que atuou como juiz) e Marcelo Bretas são alvos e receptores dos mais rasgados elogios por parte da esmagadora maioria da população brasileira.
Para concluir, reafirmo minha sintonia com o quê expressou o Ministro Marcos Aurélio, no que tange ao assunto em tela….A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim! Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente, o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem e falar com responsabilidade!!
A edição em inglês do livro do historiador britânico Anthony Beevor, 72 anos, D-Day (The Battle for Normandy), 592 págs. em janeiro de 2010( foto) estava disponível na Livraria Cultura por R $38,97. A edição brasileira foi lançada em março deste ano por R $ 129,90. (foto)
Passaram-se quase dez anos para esse imprescindível livro chegar à mesa do brasileiro que ainda lê. Em que pese os recursos virtuais, a muralha chinesa em termo de distância do conhecimento do Primeiro ao Terceiro mundo, aliado ao desinteresse pela leitura do brasileiro, é imensa.
HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.
Se a vida fosse
Sorriso de criança
Haveria amor
Haveria esperança
Da criança tenho mel
Dos adultos só o fel
Não mente a criança
Do adulto é herança
Da criança saudade
Do adulto maldade
No mundo a esperança
Provém da criança
Eterno ABC
Que enorme saber
Criança pra sempre
Se queres ser gente
Me deixem a lembrança
Me deixem a criança
Não quero crescer
Não quero sofrer!
João do Livramento.
Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?
A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com a AGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com a AGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?
Sosígenes Bittencourt
FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do RECREIO DO ROJÃO.
Recreio do Rojão – Forró da Juliana
Aldenisio Tavares
Na tarde de ontem (02) aconteceu o sepultamento do carnavalesco, comunicador, religioso e compositor Guilherme Pajé. Na qualidade de referência do genuíno ritmo musical pernambucano, o FREVO, Pajé levou com ele um conjunto de informações sistematizadas. Estudioso sobre o tema, ao ser consultado, ele estava sempre pronto para ensinar.
Curiosamente, como bem afirmou o também carnavalesco, Léo dos Monges, que Guilherme “cobrava”, aos mais próximos, que durante o seu cortejo fúnebre uma orquestra de frevo se fizesse presente. E assim foi feito, ontem!
Tanto no Clube Abanadores “O Leão”, local em que o seu corpo foi velado, quando nas ruas, até o cemitério local, a música serviu de consolo, aos parentes e amigos. Além do carro de som, estandartes e dava um tom carnavalesco ao cortejo.
Pajé foi um homem de fé. Grupos religiosos marcaram presença para conceder-lhes toda orações necessárias. Pajé foi uma pessoa do bem e deixou, entre outros, um valioso legado ao frevo pernambucano e, sobretudo, ao carnaval antonense.
No último domingo (31), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a presidência do professor Pedro Ferrer, com o apoio dos familiares do Tabelião e ex-prefeito Manoel de Holanda, inaugurou mais placa indicativa de rua. Por questão óbvia, sua aplicação na via que “carrega” o nome do pai da doutora Diva Holanda.
Na ocasião, o vereador Mano Holanda, neto do homenageado – Manoel de Holanda – usou da palavra para agradecer ao Instituto, dizendo: “fico muito feliz. Mesmo de depois mesmo depois de 41 anos de enterrado, continua sendo lembrado pelo Instituto Histórico, entidade que tinha orgulho de ter sido presidente”.
No momento em que auspiciosas notícias sopram da Vitória de Santo Antão a respeito de lançamento dia 24 de abril próximo, de livro “Imprevistos de Arribação: Publicações de Osman Lins nos Jornais Recifenses, organização de Ana Luiza Andrade, Rafael Dias e Cristiano Moreira, nada mais procedente que sugerir a criação do Dia Osman Lins, através da Câmara Municipal do município.
Esse vitoriense nascido na Rua do Rosário em 5/7/1924 e falecido em São Paulo em 8/ 7/1978 ,vencido por longa enfermidade, aos 54 anos, até hoje não foi superado em sua terra natal por qualquer outro nome na literatura, com sua extensa obra traduzida para vários idiomas.
Coube ao americano Gregory Rabassa, ex-professor da Faculdade do Queens e da Universidade de Nova York, falecido aos 94 anos, o grande “estouro” de autores latino-americanos no mercado internacional, incluindo Osman, de quem foi tradutor. Segundo Rabassa, tradutor também de Machado de Assis, Jorge Amado, Guimarães Rosa, além de mais de 40 títulos para o português e espanhol, incluindo o peruano Mario Vargas Llosa, Osman Lins é considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, autor de” Cem Anos de Solidão”, e do argentino Júlio Cortázar, “O Jogo da Amarelinha”.
O romance Avalovara, de 1973, traduzido para o inglês, foi do professor Gregory Rabassa, que chegou morar durante dois anos, no Rio de Janeiro nos anos 60, depois de receber uma bolsa de estudos culturais da Universidade de Columbia. Ele foi ainda oficial de inteligência e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial.
Osman cultivou praticamente os principais gêneros literários, passando pelo romance, conto, narrativa, teatro, a exemplo de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 1961, levado ao cinema. A peça também foi adotada no vestibular da Unicamp, na prova de literatura do Vestibular.
A Universidade de Brasília criou o Grupo de Estudos Osmanianos, com destaque ao livro ”O Nó dos Laços”, de 2013, reunião de ensaios sobre o vitoriense, com vários professores daquela instituição”.
De origem humilde como Machado, Lima Barreto, Osman Lins superou seus limites na construção de uma obra universal, a partir de um refinado emprego da palavra, da ideia, do sentimento, no inesgotável mundo da ficção.
Devo externar a gratidão a esse prolífico autor, por despertar meu interesse aos estudos literários e pela continuidade em acompanhar seus livros, dos conservo todos, inclusive as obras em língua estrangeira.
Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de São Paulo, no caderno “Aliás, Literatura”, dedicou página inteira sobre o relançamento pela Editora UFPE, de “Problemas Inculturais Brasileiros”, em dois livros, organização Fábio Andrade, que impressionam pela atualização dos temas, apesar de escrito entre 1977 e 1979.
Para o jornal paulista, cinco livros são essenciais na obra de Osman Lins: O Fiel e a Pedra (1955); Avalovara (1973), Lima Barreto e o Espaço Romanesco (1976); A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976) Do Ideal e da Glória (1977).
A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele fez milagres em sua terra natal e alhures, mediante a habilidade na construção da palavra no mundo da literatura.
Ronaldo Sotero

Corria o mês de novembro,
– Era Dia da Bandeira,
fomos ver a lua cheia,
ao lado da ribanceira.
Depois, descemos. Na praia,
ficamos a reparar:
– Havia esteira de prata,
nas águas mansas do mar.
Ali, olhando o mar, a lua,
recebemos a lição:
– Jesus Cristo está presente,
na glória da criação.
(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).
Eu sempre tive essa mania de escrever. Até que, em 1987, eu passei a escrever para ser lido. Ou seja, antes, eu escrevia para não esquecer ou não ter que me lembrar do que estava pensando. Na realidade, a gente escreve quando valoriza o que pensa, quando não quer esquecer o pensamento. Mas, depois, eu achei que não tinha graça eu escrever só para mim e resolvi escrever para todo mundo. Ninguém deve negar sua arte ou suas verdades, suas descobertas, até para submetê-las à análise dos semelhantes. Talvez, seja uma imprudência escrever para ser lido, mas talvez seja uma imprudência morrer abraçado com suas verdades sem discuti-las. E, aí, quando começaram a me chamar de maluco, fiquei entusiasmado. Era sinal de que eu estava vencendo o medo de ser sincero e despertando curiosidade sobre minhas maluquices. Ninguém é imune a maluquices. Ora, eu estava enlouquecendo da boa loucura. Há quem colecione galo de briga e ninguém diz nada. Ademais, ninguém consegue se destacar sem uma pitada de loucura. O que dizia o filósofo Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo?
Sosígenes Bittencourt
O vitoriense Almir Brito no seu cd – “TODOS OS TONS” – belíssima coletânea de canções instrumentais no violão, hoje, trazendo a música “LAMENTO”, do mestre Pixinguinha.
[powerpress url=../mp3/almirbrito1.mp3]
Gostou da música? – Baixe a MP3
Nesse novo mundo mágico e plural das redes sócias, recebei com alivio à possibilidade da notícia do falecimento do amigo e contemporâneo, Guilherme Pajé, entre tantas, ser mais uma “pegadinha”, relacionada à popular data em que se “comemora” o dia da mentira que aliás, foi objeto de postagem nossa, na pauta de ontem (01). Infelizmente, foi verdade verdadeira!!!
Conheço Pajé desde os tempos da banca escolar do Colégio Municipal 3 de Agosto. Estudamos vários anos juntos. Desde sempre ele foi um sujeito formal. Em sala de aula, não gostava de brincadeiras. Comportava-se como um sujeito adulto. Aliás, praticamente da mesma maneira que, até a noite de ontem (01), dia do seu fulminante falecimento, se mantinha.
Em entrevista ao nosso blog, por várias vezes, revelou o amigo Guilherme que a sua paixão e, posteriormente, identificação e amor pelo frevo – ritmo genuíno do nosso Estado – teve como origem na admiração que nutria pelo Maestro Nunes. Em alguma medida, por assim dizer, Pajé “renunciou” muita coisa na vida para se dedicar ao seu propósito – elevar e preservar um dos maiores patrimônios pernambucano – O FREVO.
Na qualidade de compositor, juntos com tantos outros anotonenses, tornou-se imortal. Grafou nas páginas do livro da Vitória de Santo Antão suas digitais musicais. Não posso afirmar, mas acho que a música que ele compôs para festejar o Centenário do Clube Abanadores “O Leão”, em 2002, seja uma das suas obras mais significativas.
Nos últimos anos, andou me confidenciando e até revelou em entrevista – gravada em 2017 – que já não mais acalentava à esperança no ressurgimento e posterior fortalecimento do nossos carros alegóricos, não obstante manter-se entusiasmado com o grande número de pessoas jovens que estavam participando da diretoria de vários novos clubes que continuavam desfilando ao som das orquestras de frevo.
Em duas ocasiões distintas, mas em momentos parecidos já que se tratava de funerais de pessoas ligadas ao nosso carnaval – José Marques de Senna e Maestro Aderaldo – gravai vídeos com o Guilherme Pajé. Em todas duas, ele reconheceu à importância do trabalho dos dois para o fortalecimento da nossa festa maior – Carnaval – se colocando, também, como uma pessoa que tinha obrigação de manter o legado dos referidos mestres.
Um fato curioso sobre a vida do amigo Pajé diz repeito ao seu nome. Sendo ele um “homem do frevo”, o mesmo nasceu no dia 24 de junho, dia do nosso tradicional São João. Seus pais, pessoas ligadas às tradições católicas, para não batiza-lo pelo nome do santo do dia (João) resolveram dar-lhe o nome do santo do dia seguinte (25), isto é: SÃO GUILHERME.
Por fim, resta-nos, agora, apenas lamentar. Sua dedicação e seu trabalho não foram sem sentido. Pelo seu empenho e devoção à sua causa – o frevo – se dez vida tivesse, dez vida daria pra fazer tudo novamente. Em vida, Guilherme recebeu inúmeras homenagens carnavalescas. Foi o carnavalescos vitoriense que mais recebeu homenagem.
Hoje tem festa no céu, em ritmo de frevo. Ele deverá juntar-se aos carnavalescos do passado, como o próprio relembrava no seu programa – “Sua Excelência O Frevo” – e certamente, daqui pra frente, estará aposto para receber os carnavalescos do presente que, em um futuro incerto, também sucumbirão às cinzas, tal qual o reinado de momo chega à sua hora derradeira, na odiada e sempre temida quarta-feira ingrata. Ao som dos saudosos e melancólicos frevos de bloco, descanse em paz, amigo Pajé!!
Hoje, dia 1º de abril, “comemora-se” o popular “dia da mentira”. Especialistas advertem que a mesma (mentira) é um mal necessário. Quando introduzida em tudo, vira patologia. Aliás, há quem diga que o Mundo sem mentira seria um tédio.
Para explicar a data comemorativa – 1º de Abril – devemos nos remeter à França, no início do século XVI. Nessa época comemorava-se a chegada do ano novo na primavera, exatamente no dia 25 de março. As festividades duravam uma semana e terminavam no dia primeiro de abril.
Com a adoção do calendário gregoriano, por determinação do Rei da França, Carlos IX, em 1564, onde o Ano Novo passou a ser comemorado no dia primeiro de janeiro, alguns franceses resistiram às mudanças e continuaram seguindo 0 antigo sistema. Por conta disso, eles eram alvos de gozação. Entre outras coisas, recebiam convites para festas que não existiam e eram presenteados com coisas esquisitas.
Pois bem, já no Brasil a origem da brincadeira surgiu no Estado das Minas Gerais, em 1º de Abril de 1828 – há 191 anos. Por lá, circulou um jornal – com curta duração – cujo nome era “A Mentira”. No primeiro número anunciou-se, então, a morte do Imperador Dom Pedro I – que no outro dia foi desmentida.
Aqui na Vitória de Santo Antão, existe alguns registros que contam algumas “brincadeiras” ocorridas entre os comerciantes, no tempo em que a esmagadora maioria da população não sabia ler. No dia da mentira, eles faziam um bilhete e mandavam um portador circular, com a seguinte mensagem: “hoje é primeiro de abril, manda esse besta andar”.
O tempo passou e, hoje, em plena Era da Comunicação, no qual praticamente todas as pessoas são internautas e, portanto, interligadas com o planeta, através da rede mundial de computadores, estamos sendo vítimas da “eternizaçao do primeiro de abril”, em função das chamadas “Fake News”. Ou seja: continuamos evoluindo, inclusive com a MENTIRA………