Aconteceu mais uma reunião do Instituto Histórico.

Na manhã do domingo (31) aconteceu a reunião ordinária do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. O encontro aconteceu no Salão Nobre da Casa do Imperador e contou com a participação da diretoria executiva e de parte dos sócios.

Além dos procedimentos de praxe – leitura da ata anterior e debate da pauta – a reunião também contou com a inauguração de mais uma  placa indicativa (Manoel de Holanda) e o anuncio da música dedicada ao professor Pedro Ferrer, composta por Aldenisio Tavares assim como pela explanação do sócio Ismael Feitosa, no tocante ao Clube de Leitores que vem sendo empreendida pelo próprio, numa promoção do Lions Clube Centenário.

ISRAEL – PÁTRIA DE HERÓIS – por Ronaldo Sotero

É sabido que nenhum israelense abandona outro.
Em 27/6/1976, um vôo da Air France com 258 passageiros e tripulantes decolou de Tel-Aviv, Israel, rumo à Paris, com escala em Atenas, Grécia. Nessa escala, subiram sete terroristas e , durante o voo , a aeronave foi desviada para Uganda, país africano comandado por um ditador chamado Idi Amin. Os passageiros foram retidos no aeroporto de Entebe. Os 104 judeus ficaram reféns. Os de outras nacionalidades foram libertados . Os terroristas deram prazo para que a França e Alemanha liberassem outros que se encontravam presos, caso contrário, os judeus seriam mortos.
Israel organizou um comando secreto com 130 homens. Partiram de Tel Aviv 4 aviões C130 com armamentos, veículos, suporte hospitalar. Em pouco tempo de resposta a mobilização estavac pronta. Ali não existe amadorismo e incompetência como o Brasill. Aqui iriam reunir o Congresso e acabar na pizza do Faustão .Havia 33 soldados que também eram médicos nas tropas especiais. O comandante das forças especiais era o Coronel Yonatan Netanyahu, irmão do atual primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Para chegar ao aeroporto, os israelenses aproveitavam um avião do mesmo modelo, C-130, um cargueiro inglês que sempre aterrissava no local e não levantou suspeitas. A operação foi realizada com êxito, libertaram os reféns. Mataram os terroristas. Explodiram uma esquadrilha de aviões Mig 21 de Uganda e mataram quase cem soldados de Uganda. Foi considerada uma operação de resgate mais complexa de todos os tempos. A nota triste foi a perda , em combate, do Coronel Yonatan, irmão do primeiro ministro, única baixa da tropa especial .
Na história dos comandos especiais, o dia 4/7/1976 é uma data memorável e de orgulho pela libertação de seus cidadãos ameaçados pela covardia de terroristas, l eliminados pelo Exército da Estrela de Davi.
O filme “Resgate em Entebe “conta todo esse fato que impressionou o mundo e impôs respeito a Israel. Vale a pena assisti-lo.
É por essas e muitas outras razões que a única democracia da região não ataca ou ameaça. Mas, se desafiada , a resposta é devastadora.
Israel é um dos sete países do clube atômico…Embora negue!!! Seu arsenal nuclear só será conhecido se necessário.
É o parecer !

Ronaldo Sotero

Nozinho: contribuição histórica importante…..

Por ocasião da recente postagem, realçando o motivo pelo qual a Capela do Engenho Bento Velho foi construída, o amigo e internauta do nosso jornal eletrônico – Blog do Pilako –,  Nozinho, enviou-nos uma importante contribuição histórica. Receba, amigo, o nosso agradecimento…..

Pilako, essa capela foi erguida em pagamento dessa promessa feita a Nossa Senhora da Conceição, por Dona Maria do Carmo Silva da Cunha Beltrão, esposa que era de Dr Pedro Beltrão, senhores desse engenho. Anos depois quando já pertencente à família Tavares, foi entronizada a imagem de Santa Cristina,e em seu lado direito há um pequeno cemitério, onde estão sepultados familiares dos Tavares“. 

Nozinho Neto. 

O menino sonhador – por Melchisedec

Eram os anos 20, na pacata cidade da Vitória das Tabocas viveu um casal relativamente felizes. Era o seu Jonjon e a Srª Madrezita e tinham um filho chamado Manequinho. Ele era um garoto muito esperto e sonhador, almejava um dia chegar às estrelas para ver de perto o seu tamanho. Ele conhecia Vitória como a palma de sua mão, ia de norte a sul de leste a oeste, subia em árvores para colher seus frutos, caçava como ninguém, era inimigo fidegal dos peixes do rio Tapacurá, capaz de pegá-los à mão e imaginava que se subisse um daqueles morros em volta da cidade, conseguiria pegar as estrelas com as mãos. Decidido, acordou cedinho, tomou café e pegou a estrada, deu meio-dia e nada de Manequinho chegar a montanha, a barriga começou a roncar de fome. Mas, estava decido e via a montanha ali, bem perto, logo chegaria lá, e continuou caminhando rumo ao seu sonho, ao cair da tarde ele não havia chegado lá, sua mente povoada de histórias de assombrações, fruto da conversas de amigos na praça da matriz, sentiu medo, começou a se desesperar e pensou em sua mãezinha em casa sem saber aonde ele estava. E seu pai este lhe daria uma pisa de ficar marcado por muito tempo. No auge do desespero, sentou na estada e começou a rezar, pediu ao santo que ajudasse ele prometia que nunca mais deixaria sua mãe preocupada, e ficou sentado na estrada chorando muito até que passou um senhor em seu cavalo e lhe perguntou: – “Menino o que você fazendo aqui na estrada, chorando? Manequinho responde: “Estou perdido, não sei voltar pra casa”. – “onde você mora? – “Em Vitória”. – “Você não é filho de seu Jonjon?” – “Sim, ele é meu pai”. –“ Vou levar você pra casa”. – “Moço, não diga nada a meu pai, que eu estava perdido. Senão ele vai me dar uma pisar.” – “Está bem, vou deixar você na sua casa e não vou dizer nada a seu pai”. De volta, já em casa, se sentiu aliviado do medo de dormir fora de casa no escuro da estrada. Deu graças a Deus e agradeceu ao santo pro ter salvo sua vida.

Mas, o menino inquieto e cheio de sonhos, continuou querendo voar para bem longe do seu ninho, sua alma ansiava por novas aventuras, sentia que algo o atraia para longe, seu grande sonho era sair de Vitória, conhecer mundos. Certa vez, ficou impressionado ao ver chegar a Vitória um marinheiro e desejou cruzar os mares para conhecer outros países. Mas, tudo isso era impossível por que Vitória não tinha mar e o mar ficava muito distante, como ele poderia chegar longe? Ouviu alguém falar que existia uma tal de aviação, que levava as pessoas para lugares distante. Então pensou, que bom seria ser como os pássaros que voam a hora que querem e vão aonde desejam.

Mas, tudo isso era apenas sonho, porque ele nunca viu um avião. Manequinho sofria muito porque seus sonhos se desfaziam como gelo. D. Madrezita consolava o pobre filho, dizendo que estava juntando um dinheirinho com a venda de seus bolos, para que um dia o filho pudesse ser Doutor. Tudo isso parecia ser muito remoto para Manequinho. Um dia seu pai o levou para Recife para ver de perto o Zepelim. Será que isso é a tal a aviação? Mas é tão grande, parece um monstro dos seus sonhos. E falou: – “Um dia resolveu vou embora de Vitória e vou conhecer essa tal aviação”.

Melchisedec

DIA DAS MÃES – por Sosígenes Bittencourt

Hoje é dia das mães.
Ontem foi dia das mães.
Amanhã será dia das mães.
Todo dia, todo tempo é dia das mães.
Enquanto houver uma pulsação de amor,
onde houver o ato da fecundação
será momento de se comemorar a vida.
Hoje é dia da vida, é dia do mundo.
Não foi em vão que já se chamou a natureza
de Mãe Natureza.
Hoje é dia do instinto,
do misterioso impulso para a multiplicação,
de toda forma de vida,
dos micro-organismos, de todos os animais, dos vegetais.
Hoje é dia das mães.
Hoje é dia da vida.
Hoje é dia de Deus.

Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa Documento: foi sempre assim…

Revirando nossos  arquivos encontramos  um “desabafo” do senhor Luis Nascimento, em artigo escrito para a Revista do Instituto Histórico, em função  das comemorações do centenário da imprensa na nossa cidade (1866 – 1966),  que bem  reflete o sentimento daqueles que fizeram e que continuam fazendo  imprensa na Vitória de Santo Antão. Vale a apena ler:

PERCALÇOS E IDEALISMO

A imprensa vitoriense sofreu, desde 1866, todos os percalços, dificuldades e inglórias inerentes à espécie. Viveram seus periodistas, por outro lado, os momentos culminantes da criação do jornal e da enunciação de ideias e programas, junto ao desejo de ser útil a comunidade, de consertar os erros do mundo e apontar os caminhos certos.

Continuaram eles, neste século, a amar e a sofrer, teimosamente, jungidos a um ideal, à missão de informar, de aparecer, de transmitir um pensamento, um verso, uma página literária.

Ultrapassou a casa dos trinta o número de publicações da grande família da imprensa dadas à circulação, de 1866 a 1899, na Vitória de Santo Antão. No cômputo geral dos cem anos hoje completados, subiram a mais de 170, de todos os gêneros, de vida intensa ou efêmera, fazendo surgir jornalista a granel, muitos deles perdendo o título rapidamente, outros altanando-se no conceito da imprensa regional ou nacional.

Esta terra de tantas tradições históricas tem, indubitavelmente, a primasia da imprensa no interior do Estado, uma primasia que honra Pernambuco, do mesmo modo que a imprensa de Pernambuco honra o Brasil.

Luis Nascimento
Originalmente publicado na REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – VOL. I – 1968.

Tiro de Guerra promoveu evento comemorativo!!

Na manhã de hoje (sexta, 29) aconteceu na sede do nosso Tiro de Guerra, localizado no Alto do Reservatório, uma cerimônia para comemorar os 55 anos (31 de março) da intervenção militar no Brasil.

Sob o comando dos atuais instrutores –  S Tenente Edgley e Sgt Paiva – a tropa foi formada. Um rápido desfile foi realizado. Com vibração os atiradores cantaram a canção do Exército.

Na ocasião, o eterno instrutor do nosso Tiro de Guerra, Major Eudes, usou da palavra para realçar fatos e acontecimentos alusivo ao movimento de 1964 sendo ele, inclusive,  à época, sargento do 14 RI e testemunha ocular da história.

Momento Cultural: MEUS AMIGOS – Heitor Luiz Carneiro Acioli

Meus amigos, pessoas que me confortam e me levam para um lugar melhor. Amigos são pessoas que considero como irmãos. Amigo é aquela pessoa que podemos contar nossos problemas sem nos preocuparmos. O único ponto negativo é que um dia os amigos se separam. Meu desejo, não, meu pedido, melhor falando, é que sejamos amigos para sempre.

(Meu jeito em Versos e Prosas – Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 02).

Cólera na África: em Vitória a peste devastou com a cidade em 1856.

As últimas notícias dos efeitos do “ciclone Idai” que, há duas semanas,  devastou o Sudeste do Continente Africano não são animadoras. Fala-se, entre tantos problemas,  no surgimento de casos de cólera. As autoridades sanitárias temem uma epidemia da peste. Às más condições sanitárias da região atingida, infelizmente, é fato agravante. Assistir tudo isso, em pleno século XXI, é algo lamentável.

Foi ainda na metade do século XIX que ocorreram os primeiros casos no Brasil. À contaminação teve inicio Estado do Pará e se alastrou pelas cidades portuárias, em função do forte deslocamento de navios. Pernambuco também teve seus dias de horror.

Consta nos livros que contam a história dos nossos antepassados que Vitória de Santo Antão foi a porção territorial cujos efeitos da aludida praga se deu em maior vulto. Por aqui morreu muita gente. Pobre, rico, branco, preto, macumbeiro ou católico foram castigados sem distinção. Ao final, em dois meses de holocausto, calculou-se que um terço da população antonense sucumbiu. Valendo salientar que no tempo pretérito pouco se sabia sobre a doença.

Pessoas enterrava um parente hoje, amanha, não sabia se era sua vez. Com medo de perecer nas estradas, alguns católicos passavam o dia rezando ao lado das covas para não correr o risco de não ser enterrados condignamente.

Construída em 1862 a Capela que  hoje existe no Engenho Bento Velho foi fruto de uma promessa, realizada no ápice da contaminação que, caso ninguém da propriedade fosse contaminado pela dita peste mortal um santuário seria erguido. Assim também é feita a história, com fatos cíclicos em lugares e em recortes de temporal diferentes.

Momento Cultural: A Alvorada – POR GUSTAVO FERRER CARNEIRO

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).