Assunto sério! Tem muita gente aqui que queria ser essa latinha e tá curtindo o Farol da Barra, nesse momento. Pega leve que a galera aqui tá trabalhando!!
O Tempo Voa: Matriz de Santo Antão
A televisão na minha visão – por Sosígenes Bittencourt
A televisão é uma concessão de serviço público. No Brasil, não cumpre sua finalidade primordialmente educativa, que é obrigação, busca apenas o lucro. Qualquer fiscalização no intuito de coibir baixaria é logo tachada de “CENSURA”. O Estado se omite, e a mídia fica totalmente ao bel-prazer de empresas privadas. O escritor norte-americano Roger Shattuck (1923-2005) resumiu o descaso: Evitar que a pornografia chegue às crianças pela TV não é limitar a liberdade de expressão, é cuidar da saúde pública e da educação.
A televisão sexualiza a adolescência e escandaliza com a consequência. A meninada se cria assistindo a beijos de desentupir pia, vendo gente se escanchando ao meio-dia, quando faz neném, a própria televisão deita sensacionalismo em cima. Quer dizer, ganha dos dois lados. Tanto na teleaudiência da influência quanto na teleaudiência da consequência. Manchete: Menino de 13 anos engravida menina de 12 anos que dá à luz bebê de 7 meses.
Depois da Internet, a Televisão virou um radinho de pilha para mim. Sobretudo porque a Internet disponibiliza todo acervo cultural da humanidade para todo mortal. E eu não sou nenhum abestalhado para gastar todo o meu tempo ocupado com fuleiragem. Se você resolver endoidar, a internet o ajudará, mas se você quiser virar santo, ou sábio, a internet também o ajudará. Na Internet está o Bem e o Mal, só depende de sua formação educacional.
Sosígenes Bittencourt
“DEIXA” de Dorgival Soares
Suprema Corte: se o leão precisasse de louvação não seria ele o Rei das Selvas!!
“Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” A frase que dá título a este post é atribuída a Nelson Rodrigues. Gosto das sacadas do referido pensador pernambucano.
Assim sendo, daqui do meu torrão, Vitória de Santo Antão, quero hipotecar minha solidariedade ao díssono pensamento do Ministro do STF, Marcos Aurélio, quando ele diz que “o Supremo não precisa de desagravo”.
Explico: é que entidades das mais diversas matrizes subscreveram um manifesto para “louvar” a Suprema Corte por a mesma estar sendo vítimas de ataques nas redes sociais. A cena, seria mais ou menos, no sentido figurado, assistir o leão – Rei das Selvas – sendo aplaudidos e ovacionado pelos outros mamíferos de menor porte, pelos répteis, aves e etc. Ora!! Se precisasse dos outros para reafirmar que ele é o Rei das Selvas, não seria o leão, então, o Rei das Selvas…..
É a mesma coisa do camarada que é católico fiel aos princípios cristãs, temente a Deus e devoto da mãe de cristo, necessitar do padre da esquina, para fazer uma avaliação e atesta a sua fé. Ou então, do sujeito que milita na doutrina protestante, admirador da coragem de Lutero, ser obrigado a pedir licença ao pastor e aos irmãos da igreja para se comunicar com Deus….
Repeitar as instituições e as pessoas – com pensamentos iguais ou diferentes – em todas as situações, se configura num dos pilares de qualquer democracia. Setores da população – instrumentalizada ou não – que estão se manifestando contrárias, nesse momento, acredito, não ser exatamente contra a Corte, ou mesmo conta a Justiça Brasileira. É, sim, imagino, impugnando a maioria dos atos de oficio de suas excelências, sejam eles monocraticamente ou colegiado….
Curiosamente, nesse mesmo lapso temporal, magistrados como Sérgio Mouro (no período que atuou como juiz) e Marcelo Bretas são alvos e receptores dos mais rasgados elogios por parte da esmagadora maioria da população brasileira.
Para concluir, reafirmo minha sintonia com o quê expressou o Ministro Marcos Aurélio, no que tange ao assunto em tela….A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim! Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente, o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem e falar com responsabilidade!!
ATRASO CULTURAL – por Ronaldo Sotero.
A edição em inglês do livro do historiador britânico Anthony Beevor, 72 anos, D-Day (The Battle for Normandy), 592 págs. em janeiro de 2010( foto) estava disponível na Livraria Cultura por R $38,97. A edição brasileira foi lançada em março deste ano por R $ 129,90. (foto)
Passaram-se quase dez anos para esse imprescindível livro chegar à mesa do brasileiro que ainda lê. Em que pese os recursos virtuais, a muralha chinesa em termo de distância do conhecimento do Primeiro ao Terceiro mundo, aliado ao desinteresse pela leitura do brasileiro, é imensa.
HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.
Momento Cultural: Criança – por João do Livramento.
Se a vida fosse
Sorriso de criança
Haveria amor
Haveria esperança
Da criança tenho mel
Dos adultos só o fel
Não mente a criança
Do adulto é herança
Da criança saudade
Do adulto maldade
No mundo a esperança
Provém da criança
Eterno ABC
Que enorme saber
Criança pra sempre
Se queres ser gente
Me deixem a lembrança
Me deixem a criança
Não quero crescer
Não quero sofrer!
João do Livramento.
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: inauguração de espaço público
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Inveja e Sucesso – por Sosígenes Bittencourt.
Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?
A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com a AGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com a AGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?
Sosígenes Bittencourt
“Forró da Juliana” de Recreio do Rojão.
FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do RECREIO DO ROJÃO.
Recreio do Rojão – Forró da Juliana
Aldenisio Tavares
Último adeus ao “Homem do Frevo” – Guilherme Pajé.
Na tarde de ontem (02) aconteceu o sepultamento do carnavalesco, comunicador, religioso e compositor Guilherme Pajé. Na qualidade de referência do genuíno ritmo musical pernambucano, o FREVO, Pajé levou com ele um conjunto de informações sistematizadas. Estudioso sobre o tema, ao ser consultado, ele estava sempre pronto para ensinar.
Curiosamente, como bem afirmou o também carnavalesco, Léo dos Monges, que Guilherme “cobrava”, aos mais próximos, que durante o seu cortejo fúnebre uma orquestra de frevo se fizesse presente. E assim foi feito, ontem!
Tanto no Clube Abanadores “O Leão”, local em que o seu corpo foi velado, quando nas ruas, até o cemitério local, a música serviu de consolo, aos parentes e amigos. Além do carro de som, estandartes e dava um tom carnavalesco ao cortejo.
Pajé foi um homem de fé. Grupos religiosos marcaram presença para conceder-lhes toda orações necessárias. Pajé foi uma pessoa do bem e deixou, entre outros, um valioso legado ao frevo pernambucano e, sobretudo, ao carnaval antonense.
Com placa comemorativa o Instituto Histórico homenageou o ex-prefeito Manoel de Holanda.
No último domingo (31), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a presidência do professor Pedro Ferrer, com o apoio dos familiares do Tabelião e ex-prefeito Manoel de Holanda, inaugurou mais placa indicativa de rua. Por questão óbvia, sua aplicação na via que “carrega” o nome do pai da doutora Diva Holanda.
Na ocasião, o vereador Mano Holanda, neto do homenageado – Manoel de Holanda – usou da palavra para agradecer ao Instituto, dizendo: “fico muito feliz. Mesmo de depois mesmo depois de 41 anos de enterrado, continua sendo lembrado pelo Instituto Histórico, entidade que tinha orgulho de ter sido presidente”.
Literatura Aberta – Escreveu: Ronaldo Sotero – OSMAN LINS: O Vitoriense “Estrangeiro”
No momento em que auspiciosas notícias sopram da Vitória de Santo Antão a respeito de lançamento dia 24 de abril próximo, de livro “Imprevistos de Arribação: Publicações de Osman Lins nos Jornais Recifenses, organização de Ana Luiza Andrade, Rafael Dias e Cristiano Moreira, nada mais procedente que sugerir a criação do Dia Osman Lins, através da Câmara Municipal do município.
Esse vitoriense nascido na Rua do Rosário em 5/7/1924 e falecido em São Paulo em 8/ 7/1978 ,vencido por longa enfermidade, aos 54 anos, até hoje não foi superado em sua terra natal por qualquer outro nome na literatura, com sua extensa obra traduzida para vários idiomas.
Coube ao americano Gregory Rabassa, ex-professor da Faculdade do Queens e da Universidade de Nova York, falecido aos 94 anos, o grande “estouro” de autores latino-americanos no mercado internacional, incluindo Osman, de quem foi tradutor. Segundo Rabassa, tradutor também de Machado de Assis, Jorge Amado, Guimarães Rosa, além de mais de 40 títulos para o português e espanhol, incluindo o peruano Mario Vargas Llosa, Osman Lins é considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, autor de” Cem Anos de Solidão”, e do argentino Júlio Cortázar, “O Jogo da Amarelinha”.
O romance Avalovara, de 1973, traduzido para o inglês, foi do professor Gregory Rabassa, que chegou morar durante dois anos, no Rio de Janeiro nos anos 60, depois de receber uma bolsa de estudos culturais da Universidade de Columbia. Ele foi ainda oficial de inteligência e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial.
Osman cultivou praticamente os principais gêneros literários, passando pelo romance, conto, narrativa, teatro, a exemplo de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 1961, levado ao cinema. A peça também foi adotada no vestibular da Unicamp, na prova de literatura do Vestibular.
A Universidade de Brasília criou o Grupo de Estudos Osmanianos, com destaque ao livro ”O Nó dos Laços”, de 2013, reunião de ensaios sobre o vitoriense, com vários professores daquela instituição”.
De origem humilde como Machado, Lima Barreto, Osman Lins superou seus limites na construção de uma obra universal, a partir de um refinado emprego da palavra, da ideia, do sentimento, no inesgotável mundo da ficção.
Devo externar a gratidão a esse prolífico autor, por despertar meu interesse aos estudos literários e pela continuidade em acompanhar seus livros, dos conservo todos, inclusive as obras em língua estrangeira.
Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de São Paulo, no caderno “Aliás, Literatura”, dedicou página inteira sobre o relançamento pela Editora UFPE, de “Problemas Inculturais Brasileiros”, em dois livros, organização Fábio Andrade, que impressionam pela atualização dos temas, apesar de escrito entre 1977 e 1979.
Para o jornal paulista, cinco livros são essenciais na obra de Osman Lins: O Fiel e a Pedra (1955); Avalovara (1973), Lima Barreto e o Espaço Romanesco (1976); A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976) Do Ideal e da Glória (1977).
A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele fez milagres em sua terra natal e alhures, mediante a habilidade na construção da palavra no mundo da literatura.
Ronaldo Sotero
Momento Cultural: Perto do mar, anoitecia… por Célio Meira.
Perto do mar, anoitecia…
Corria o mês de novembro,
– Era Dia da Bandeira,
fomos ver a lua cheia,
ao lado da ribanceira.
Depois, descemos. Na praia,
ficamos a reparar:
– Havia esteira de prata,
nas águas mansas do mar.
Ali, olhando o mar, a lua,
recebemos a lição:
– Jesus Cristo está presente,
na glória da criação.
(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: Visita ao Instituto Histórico
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
LOUCO DA BOA LOUCURA – por Sosígenes Bittencourt.
Eu sempre tive essa mania de escrever. Até que, em 1987, eu passei a escrever para ser lido. Ou seja, antes, eu escrevia para não esquecer ou não ter que me lembrar do que estava pensando. Na realidade, a gente escreve quando valoriza o que pensa, quando não quer esquecer o pensamento. Mas, depois, eu achei que não tinha graça eu escrever só para mim e resolvi escrever para todo mundo. Ninguém deve negar sua arte ou suas verdades, suas descobertas, até para submetê-las à análise dos semelhantes. Talvez, seja uma imprudência escrever para ser lido, mas talvez seja uma imprudência morrer abraçado com suas verdades sem discuti-las. E, aí, quando começaram a me chamar de maluco, fiquei entusiasmado. Era sinal de que eu estava vencendo o medo de ser sincero e despertando curiosidade sobre minhas maluquices. Ninguém é imune a maluquices. Ora, eu estava enlouquecendo da boa loucura. Há quem colecione galo de briga e ninguém diz nada. Ademais, ninguém consegue se destacar sem uma pitada de loucura. O que dizia o filósofo Aristóteles, trezentos anos antes de Cristo?
Sosígenes Bittencourt





























