Fernando Nascimento – o Marinheiro talentoso…….

Na última quinta (18), na nossa Coluna “O Tempo Voa”, postei uma fotografia que realça o recorte temporal de 1946. No registro, “Seu” Zito Mariano, então com 18 anos, “socado” num paletó – magro de fazer pena – montado num cavalo,  fazendo pose no Pátio da Matriz. Mal conservada,  a foto, hoje com 73 anos, falta um pedaço  – absolutamente em nada compromete o seu valor……..

Pois bem, eis que por generosidade e talento descomunal do amigo Fernando Nascimento, no sábado (20), ele me enviou-me a foto totalmente restaurada. Ele, artista plástico experiente e sensível ao mundo das artes é mais um antonense que retorna ao seu nascedouro. Depois de residir na cidade maravilhosa por décadas e circular o mundo abordo da frota da marinha brasileira volta às suas origens. Como diz a canção do Rei Roberto Carlos, “eu voltei. Agora pra ficar”.

QUANDO A MEMÓRIA FALA – Uma viagem no tempo. Escreveu: *Ronaldo Sotero

 

No dia 9.3.1500, Pedro Álvares Cabral, ao meio dia, deixava o porto de Restelo, Portugal. A frota era composta de 10 naus, 2 caravelas e uma embarcação de mantimentos. A viagem durou 44 dias. No dia 22 de abril daquele ano, Cabral ancorou em frente ao Monte Pascoal. A média da viagem era de 13 km por hora. Era descoberto o Brasil.

Ronaldo Sotero

HOUVE UM TEMPO, LEMBRO BEM DELE…. – por Lucivanio Jatobá.


Em que a Semana Santa era um período de extrema tristeza, pois trazia à tona o sofrimento e o assassinato de Jesus Cristo.
A partir da Quarta-feira Santa, e sobretudo entre a Quinta e a Sexta-feiras santas, as rádios de Pernambuco, sem exceção, só tocavam musica clássica até a meia noite do Sábado de Aleluia.


As igrejas católicas ficavam sombrias, com os santos e santas envolvidos por um tecido roxo. Havia ainda pelas ruas das cidades a Procissão do Senhor Morto, uma procissão muito triste, que era iniciada por um som ritmado de uma matraca. Os sinos das igrejas ficavam tocando incessantemente, emitindo um som fúnebre.

Agora, vive-se um tempo de absoluta indiferença ao sofrimento e ao absurdo assassinato de Jesus Cristo. Um feriado prolongado permanece. E é usado para se tomar cachaça, ouvir “bregas” imorais e etc e tal…
Sinceramente, deveria ser abolido o feriadão da Semana Santa. Os verdadeiros cristãos fariam as suas orações em igrejas ou praças públicas. Lembrariam da Paixão de Cristo. Feriado agora para quê, mesmo? Para alimentar o quê, mesmo? A fé? Que fé?

Lucivanio Jatobá

 

Professora Odorina Gonçalves de Moura: breve relato do doutor Fernando Moura…

Recentemente fui procurado pelo professor e amigo Leandro, no sentido de  colher informações sobre o histórico da pessoa que empresta o seu nome à escola em que ele leciona, uma vez, que,   segundo ele, por lá, as informações são elementares.

Não obstante ser conhecedor de algumas informações sobre a professora Odorina Gonçalves de Moura, até porque a sua família era próxima da família do meu pai, para contemplar a carência e à necessidade do amigo Leandro,  fui obrigado a recorrer ao doutor Fernando Moura –  sobrinho da referida professora.

 De pronto e com toda boa vontade do mundo o doutor enviou-me informações que certamente irá suprir as necessidades. Segue:

Tia Dorita, a mais nova das irmãs Moura, foi professora atuante em nosso município por quase 30 anos, contribuindo para a formação educacional de várias gerações  de vitorienses. Formou-se em pedagogia em uma das primeiras turmas do Colégio Nossa Senhora da Graça  (Damas) e logo em seguida passou a lecionar. Inicialmente, durante 08 anos, na zona rural, na Fazenda “Miringabas”, pertencente ao Sr. Figueiredo (sogro de Sr. Joel de Cândido e avô de Sr. Elmo). Posteriormente, ainda na mesma propriedade, mas na parte pertencente ao ex-vereador, Elias Gomes de Freitas (“Elias de Miringaba”).

E seguida, foi transferida para a área urbana, onde exerceu, por vários anos,  o seu mister em uma escola localizada no Borges. Finalmente, concluiu as suas atividades de magistério na escola mínima “São João Batista”, localizada na “Capelinha São João Batista”, por ela construída com recursos próprios  (seu pai (Zito Mariano) fez a doação de uma bela imagem de Nossa Senhora para a Capelinha, inaugurada em 1960), onde exercia também a função  de Diretora. Dentre alguns dos seus alunos,  na Capelinha, no momento, lembro de alguns:  Carlos Peres, Etiene, Alemão…….Faleceu em setembro de 1994, aos 65 anos de idade.

Em razão dos relevantes serviços por ela,  efetivamente prestados à educação do nosso município,  após o seu falecimento, o Prefeito do Município  (na época,  Sr. Elias Lira), por indicação da sua Secretária de Educação,  Profa. Lourdinha Álvares,  resolveu homenageá-la com a aposição do seu nome em um Grupo Rural, localizado no Lagoa Queimada, próximo ao  Distrito de Pirituba. Espero ter contribuído para os esclarecimentos do histórico pretendido. Abraços!”

Jose Fernando Moura – advogado e sobrinho da professora Odorina Gonçalves de Moura.

Mia Couto palestrou no Instituto Histórico da Vitória.

Na noite de ontem (17) o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória abriu as portas do Teatro Silogeu José Aragão para a palestra do premiado e conceituado escritor internacional, Mia Couto. Natural da cidade de Beira – Moçambique – é o mais importante e mais traduzido escritor da sua terra.

Com a casa lotada, Mia Couto explanou por quase duas horas questões envolvendo temas étnico-raciais e de pertencimento. Na ocasião, também interagiu com a plateia respondendo, entre outras coisas, temas relacionados ao conteúdo dos seus livros. O artista e sócio do nosso Instituto Histórico, Fernando Nascimento, presenteou o palestrante com um quadro por ele produzido.

Momento Cultural: Beijo proibido – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO,

 

A força do poder

Ou não poder

A dúvida do não querer

Querendo…

Um simples aperto de mão

Fascinação abstrata

Mera ilusão caricata

Provocando certo arrepio

Coração chegando na boca

O corpo sentindo frio

A pele de pulso branco,

Indefeso

Cútis macia, membro ileso

Magro e azulado

Latejando sob o polegar

Em outro lugar

Mais profundo

Mais secreto

Impossível de ser alcançado…

Frustração exacerbada

Perto bastante para ser tocada,

Sentida e enxergada

Com perfume exalante

Um olhar excitante

Que só desperta desejo

Traz a ânsia de um beijo

Beijo roubado

Beijo querido

Beijo de carinho e paixão

Beijo com fervor

Quase adoração

Beijo de amor

Com gosto de veludo

Beijo concebido

Acima de tudo

Beijo desejado

Beijo proibido

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 29).

Solidões – por Sosígenes Bittencourt 

Uma mulher: – Professor, eu estou pensando em passar um tempo sozinha.

Eu: – Posso saber o motivo, madame?

A mulher: – Depois da última decepção que eu tive, eu pretendo passar dois anos sem querer ninguém.

Eu: – Coincidência. Eu também estou pensando em passar uns dois anos na solidão.

A mulher: – Eu sempre me senti solitária.

Eu: – Se você está solitária, eu estou namorando a solidão.

A mulher: – É como se a gente não valesse nada.

Eu: – Façamos o seguinte: vamos passar dois anos na solidão, eu e você? Ninguém bole com ninguém.

A mulher: – Mas, isso não vai dar certo, professor. Eu sou muito fácil de gostar.

Eu: – Talvez, aconteça o que dizia o escritor alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926): Amor são duas solidões que se protegem.

Sosígenes Bittencourt 

Mais um evento lamentável………….

Outro dia, por ocasião de um evento promovido pelo STF cujo objetivo foi a auto-promoção, postei aqui no blog a seguinte mensagem: A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim!  Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente,  o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem para falar com responsabilidade!!

No evento aludido, apenas para lembrar,  um conjunto de entidade se derramaram em elogios ao supremo. Numa democracia entende-se e se faz necessário que todos se respeitem. Todos!!! Cada qual cumpre o seu papel com a devida observância e limites  constitucional e ponto.

Imagino que os últimos acontecimentos, envolvendo suas excelências, os fragilizaram diante do chamado “tecido social”. Tem  um velho ditado que diz: “quem não deve, na teme”.

Mais um fato lamentável. O Brasil continua em estado de convulsão……Parece-nos que a chamada  corrupção sistêmica representa uma espécie de esquizofrenia nacional que os poderosos –  nem tão cedo – estão dispostos de abrir mão dessa patologia…….

Professor Pedro Ferrer: “Acorda antonenses!!!”

Na devida proporção o nosso MUSEU (Instituto Histórico)  deveria estar para nós assim como NOTRE-DAME e o LOUVRE estão para os franceses. Em Paris esses monumentos são seculares. O nosso completará 70 anos. A França  e a Europa como um todo valorizam a arte e a história. Aqui, na Vitória de Santo Antão, nossos políticos torcem o nariz quando falamos de arte. Não só os nossos políticos, mas também a população – em sua maioria.

Consta de nossos planos ampliar nossa área de exposição para expormos peças e documentos do nosso acervo,  que tratam da historia da nossa educação,  da cultura afro-brasileira, da nossa imprensa e etc.. Uma expansão orçada em 120 mil reais. Uma importância, digamos,  irrisória para os cofres municipais,  especialmente se considerarmos  o incalculável patrimônio e  ganho para a nossa cidade. Acorda antonenses!!!

Professor Pedro Ferrer – Presidente do Instituto Histórico.