O contágio dos novos tempos na ABL há exatos 80 anos. Marcus Prado – Jornalista.

A Academia Brasileira de Letras/ABL, a mais ilustre instituição literária do País, tem por objetivo primordial cumprir plenamente a cláusula pétrea e inamovível estabelecida pelos fundadores, de defesa da língua e da literatura nacional. Eram todos jovens que acreditavam na força transformadora da palavra escrita e da criação literária conciliada com a audácia estética. Estavam todos enfeitiçados pela ideia de reunir o melhor da literatura brasileira.

Tem, ao longo dos seus mais de 100 anos, uma forte presença de pernambucanos na sua galeria de “imortais”, a começar por Joaquim Nabuco (1849-1910), figura humana insubstituível, que foi o grande vulto incentivador e colaborador presencial ao lado de Machado de Assis da ideia de congregar a excelência da literatura do nosso País. Falar de Nabuco na ABL é enaltecer aquele que assumiria a excessiva missão de fundamentar, ao lado de Machado, a sua identidade, a contribuição fecunda e rica da ABL na cultura literária do Brasil. Nabuco já se revelava o acadêmico perfeito, voltado para as praxes da instituição. Era, na verdade, pelo seu carisma, o braço direito daquela corajosa agremiação.O Nabuco do Engenho Massangana, que seria patrono anos depois da maior instituição nordestina de cultura, ligada ao MEC, a Fundação que traz o seu nome, hoje presidida pelo escritor e acadêmico Antônio Campos.

Sabia-se do rigoroso critério de seleção dos eleitos para a Academia, tão bem definido por Afrânio Peixoto, quando recebia Osvaldo Cruz na ABL Há um capítulo de sua história, um tanto ressurgente, que se desconfigura do modelo francês na escolha dos integrantes, mas isso não tem sido visto como uma fenda nos estatutos da instituição. O contágio de um novo tempo da ABL vem de longe. Talvez sob a inspiração da ABL simbolizar, também, a causa da liberdade, da diversidade, como diria professor e historiador Arno Wehling no seu discurso de posse. Começou com Getúlio Vargas, na época o político mais forte do Brasil, prestigiado em todas esferas do poder, eleito para a ABL há exatos 80 anos no mês de novembro.

Meu artigo nada tem de analogia da ABL dos nossos dias com a instituição de estilo eloquente e seletivo do passado, onde se afinava a nossa língua e nossos instrumentos de sentir. Não me apresento para julgar critérios de escolhas, sei que os valores da inteligência e da cultura são multiformes, a experiência humana do ser-no-mundo em diversos aspectos tem ciclos de continuidades e descontinuidades. Vai bem longe o tempo em que Platão escreveu no pórtico da sua Academia a condição de que só daria lugar a bem poucos: “Aqui não entra quem não for geômetra”. Pretendo somente lembrar um episódio de oito décadas que exteriormente repercutiu nos meios acadêmicos, fora da ABL e na melhor mídia.

Como se deu: Para a glória de usar o fardão mais disputado do Brasil entre o sim (e os não) da vida intelectual, o gaúcho presidente da República apresentou como cartão-de-visita os 11 volumes que reúnem a sua trajetória como político. (O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista João de Scantimburgo (1915-2013), a Prefeitura do Rio de Janeiro desembolsou mais R$ 70 mil para custear o fardão). Ali estão seus discursos mais importantes, desde a campanha presidencial de 1929, fruto da propaganda do Estado Novo. Uma vasta gama de documentos oficiais em que se terá reunido o pensamento autoritário de Vargas, um discurso ultraconservador, eis o perfil intelectual do ocupante da cadeira que teve como patrono Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Páginas e mais páginas de retórica do saneamento, do equilíbrio financeiro e das finanças sadias são temas da “obra” de Getúlio, ao contrário do que se daria com os relatórios de gestão do prefeito e depois grande escritor Graciliano Ramos (1892-1953).

Os relatórios enviados ao governador de Alagoas (1929, 1930), já na época, chamaram a atenção da mídia não somente pela qualidade literária (pois o Prefeito não se utilizou da formalidade que tais documentos normalmente carregam, e sim, de uma construção linguística própria dos grandes escritores), mas pela sua excelência na administração da cidade. Getúlio era baixinho no tamanho, mas vaidoso ao extremo. Junto dele estava sempre o Gregório Fortunato (1900-1962) o chefe da guarda pessoal, também conhecido como “Anjo Negro”, a lhe pentear os cabelos nas cerimônias públicas. (Ficou famosa uma foto dos dois na revista O Cruzeiro). Faltava-lhe o fardão, não a glória literária. A quem se deve a façanha de Vargas tornar-se candidato único e conquistar, sem pedir voto a ninguém, a cadeira 37 da Academia? Era presidente da ABL o seu amigo, homem forte, de prestígio e confiança na esfera do Governo Federal, o Levi Fernandes Carneiro (1882-1971), Consultor – Geral da República, nomeado por ele, Vargas. Nessa postura, o Levi não mediria esforços para dar prova de amizade e gratidão ao ilustre chefe.

No seu discurso de posse, Vargas faz de imediato uma confissão, deixou a sua primeira “carta-testamento” à posteridade: “Não sou e nunca pretendi ser um escritor de ofício, um cultor das belas-artes (…)”. Nada pôde dizer, no discurso, da sua experiência como escritor e do efeito que o seu livro produziu no público, sequer entre os seus seguidores políticos. Depois dessa confissão, dizem que Vargas jamais foi visto na cadeira 37, que já pertenceu ao poeta Ferreira Gullar (1930-2016).

Por falar em tradição de Pernambuco na ABL, porque foi daqui que ela se agigantou em qualidade no quadro de sócios, quero lembrar o nome de um dos seus benfeitores, o usineiro pernambucano de Vitória de Santo Antão, João Cleofas de Oliveira (1899-1987). Outro pernambucano de Caruaru, Austregésilo de Athayde (1898-1993), presidente da ABL, construiu um patrimônio de imóveis que garante a cada acadêmico um “salário” de R$ 11 mil. Reconheço que a tradição de Pernambuco na ABL poderia ser continuada com todo brilho e qualidade, com nomes, quem sabe, no futuro, como Vamireh Chacon, Cláudio Aguiar, Luzilá Gonsalves, Lourival Holanda, Raimundo Carrero, José Paulo Cavalcanti Filho, João Câmara, Antônio Campos, George Cabral, José Souto Maior Borges, Everardo Maciel, Vera Millet, Juliana Barreto.

Marcus Prado – Jornalista. 

“Corrida Com História” – “o difícil é ser fácil”.

Com muito ou pouco conhecimento dos seus respectivos benefícios, de maneira geral, os adultos sabem da importância e os impactos da atividade física regular,  no sentido da construção de uma vida saudável, sobretudo às pessoas que já dobraram a esquina das quatro décadas de primaveras. Em ato contínuo também é de conhecimento amplo que manter-se ativo fisicamente não é uma tarefa das mais fáceis.

Na qualidade de “coroa” que já envergou mais de meio século de vida, busco as mais diversas motivações para continuar praticando a corrida de rua. Dentre o rosário de motivações, destaco o projeto original por nós idealizado, produzido  e protagonizado que carrega uma salutar e curiosa mistura, ou seja: cultura/corrida/sentimento/pertencimento/ação cidadã e etc.

O “Corrida Com História”, iniciado há mais de um ano, vem cumprindo o seu papel. Ao circular na cidade, mesmo em tempos de restrições sociais, por conta da pandemia, muitas são as abordagens efusivas de pessoas conhecidas e até de outras não as conheço,   sob os vários aspectos já citados.

Já no “mundo digital”, principal plataforma de divulgação do trabalho,  na medida do possível, procuro responder a todas as mensagens. “Tá, essa eu não sabia” – “Nunca ouvi falar nisso” – “ Estou conhecendo minha cidade” – essas estão  entre as manifestações mais frequentes.

Recentemente, numa manhã ensolarada, ao circular pela Rua Senador João Cleofas de Oliveira e passando bem em frente à Loja Cattan (antigo prédio da emblemática Pitú-Lanches), o profissional da pintura, conhecido como “Daniel Artes”, ao cruzar comigo, de maneira entusiasmada, disse: “ foi aqui que  funcionou o primeiro cinema de Vitória, segundo meu amigo Pilako”. Na mesma hora, parei e pedi-lhe para registrar o momento.

Eis aí, portanto, um dos exemplos da  materialização do nosso peculiar projeto que atende pelo nome de  “Corrida Com História”. Ou seja: transformar informações históricas, muitas vezes densa e rebuscada,   pertencente apenas ao empoeirado mundo dos livros e jornais antigos em linguagem simples, objetiva e dinâmica  tornando-a  acessível às pessoas  de todas as camadas sociais. Esse, contudo,  configura-se no grande desafio dos que passaram pelas academias e faculdades. Para concluir, quero  lembrar  o professor, poeta e  pensador antonense, Sosígenes Bittencourt, dizendo: “o difícil é ser fácil”.

Novo Pároco da Matriz – Josivaldo – ” a expectativa é a melhor possível”.

Na qualidade de blogueiro sintonizado com a história da nossa Vitória de Santo Antão, na manhã de hoje (12), nas dependências da  Casa Paroquial, bati um agradável papo com o Monsenhor Josivaldo – Josivaldo José Bezerra – que, a partir do dia 31 de janeiro de 2022, será empossado na nossa Matriz de Santo Antão.

De maneira calma e serena, quando questionado sobre sua origem, ele falou da sua infância pobre,  vivenciada na Zona Rural da cidade de Gravatá, mais precisamente no Sítio Queimadinha. Filho de agricultores, confidenciou-nos  que seu primeiro projeto de vida era exercer a profissão de policial. Seu primeiro contato com as letras, por assim dizer,  se deu aos 9 anos, quando, junto com os familiares, foi morar no centro da cidade.

Só por volta dos 11 anos de idade o mesmo teve contato com a igreja e seus ensinamentos. Mais adiante, através da confiança e incentivo  do  Monsenhor Cremildo exerceu a função de coroinha e assim descobriu sua vocação sacerdotal. Nesse recorte temporal, labutou em uma banca de revista,  exerceu a função de cambista e também chegou a trabalhar na prefeitura,  até seguir para o seminário.

Hoje, aos 54 anos,  relembrou sua trajetória após o seminário. Aliás, foi contemporâneo do Monsenhor Maurício Diniz. Sua ordenação ocorreu em 20 de março de 1998.  De maneira não muito comum, a mesma ocorreu em  praça pública, na cidade de  Gravatá, numa celebração que nem existe mais: Na Missa do Romeiro.

Sua  primeira paróquia foi a de Santo Antonio, localizada na cidade do Cabo de Santo Agostinho. Primeiro na qualidade de diácono, depois  como pároco  permaneceu na sua missão evangelizadora por 18 anos. Lá,  também fundou o Vicariato do Cabo, inicialmente com 8 paróquias e , ao deixar a cidade, o mesmo já contava com o dobro, ou seja: 16.

Desde 2016, Monsenhor Josivaldo encontra-se na Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na cidade de Escada. De onde foi transferido  para assumir a nossa principal  Paróquia, ou seja:  Matriz do Glorioso  Santo Antão. Quando questionado sobre sua expectativa,  visivelmente alegre, disse:  “a expectativa é a melhor possível”.

Sobre possíveis  mudanças no roteiro administrativo,  até então desenhado  por Monsenhor Maurício, ele foi contundente: “temos que respeitar as tradições locais. Aprendi com Monsehor Cremildo que quando chegamos numa nova paróquia devemos escutar o povo, acolher as ideias e administrar com os conselhos pastorais, até porque ninguém faz nada sozinho”.

Sobre as transformações sociais e temas polêmicos da igreja,  ele, de maneira segura, afirmou que “ a doutrina da igreja é intocável. Mas a igreja tem se modernizado e, antes de tudo, devemos sempre respeitar as pessoas sem fugir da fé”.  Sobre o temas  políticos, o religioso foi categórico: “ tudo envolve política, mas não devemos se envolver em política partidária. Mas lembremos que denunciar as injustiças sociais é também missão da igreja”.

Antenado e atualizado, ele disse que as redes sociais é um ativo importante no novo contexto evangelizador, exemplificando o atual momento pandêmico:  “nessa pandemia, quando celebrei a primeira missa de portas fechadas, através das novas tecnologias, eu chorei”.

Ao final desse nosso primeiro encontro, tive do novo pároco da Matriz de Santo Antão as melhores impressões. Detentor de uma simpatia cativante e de um  bom humor singular,  ele disse que quando criança levou uma queda de cavalo e que até hoje carrega um cicatriz no braço, para justificar a  imprescindível presença do idealizador nas próximas edições da Missa do Vaqueiro, ou seja:  do Monsenhor Maurício Diniz.

Portanto, inicialmente, essas foram  as linhas gerais da nossa conversa, mas que já deixei o  convite formulado  para,  em momento  oportuno,  dialogarmos em uma  LIVE do Blog PIlako. Assim sendo, resta-nos desejar ao Monsenhor Josivaldo José Bezerra as melhores boas vindas…..

Instituto Histórico da Vitória prestigia fundação do Instituto Histórico do Moreno.

Diante  das mais diversas autoridades constituídas  do município do Moreno, de representações de entidade congêneres  e da sociedade de maneira geral, tomaram posse, na manhã de ontem (11),  11 sócios fundadores do recém criado Instituto Histórico e Geográfico do Moreno. O evento  ocorreu na Câmara de Vereadores da referida cidade.

Jurando compromisso cívico, os mesmos (11 sócios) se comprometeram publicamente, entre outras coisas,  ao resgate, preservação e divulgação na rica história do lugar. Na ocasião, os poderes Executivo e Legislativo municipal, através do prefeito e do presidente da Câmara, se comprometeram unir esforços no sentido da edificação da entidade.

Na qualidade de entidade parceira, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, representada nesse ato pelo presidente, vice e diretor patrimônio, Pedro Ferrer, Cristiano Pilako e Fernando Nascimento, respectivamente,  se fizerem presente para apoiar mais essa iniciativa de caráter eminentemente cultural.

DURANTE UMA TARDE INTEIRA DE UM DIA DE NOVEMBRO 2017 – por Marcus Prado.

DURANTE UMA TARDE INTEIRA DE UM DIA DE NOVEMBRO 2017 eu fotografei Francisco Brennand no seu pequeno mundo de fecundidade solar. Algumas fotos serão escolhidas para o meu livro (inédito) O TIGRE ANFÍBIO. Procurei mostrar um Francisco jamais visto antes de mim, um arista que tinha obstinada vontade de fixar-se numa terra estranha. pelo seu singular contingente de esperança , cuja vida é impossível dissociá-la da sua obra monumental, sacralizada por uma esplêndida vontade de invenção., as causas da sua unanimidade.

Marcus Prado – Jornalista. 

Corrida Com História – Açougue da Vitória – 156 anos.

Dentro do Projeto Cultural/Esportivo/Histórico, no qual, entre outras coisas,  através da atividade física procuramos realçar o rico acervo a céu aberto da nossa “Aldeia” – Vitória de Santo Antão, hoje, 11 de novembro de 2021, realçamos os 156 anos da inauguração do Açougue da Vitória.

Obra edificada com “dinheiro provincial” e tocada pela Câmara de Vereadores da Vitória, a mesma, inicialmente, foi orçada em quatro mil e quinhentos réis. Na sua planta original, suas dimensões se socorrem de uma unidade de medida disponível para época, ou seja: era contado em palmos….

Por conta da maior tragédia dos nossos quase 400 anos de história, o surto da cólera, que ceifou um terço da população de então, sua construção durou mais de uma década, devido à paralização. Hoje, esse prédio é a mais antiga edificação pública de pé que temos na cidade.

Em 1965, no seu centenário, o então prefeito Ivo Queiroz promoveu uma grande restauração nas suas instalações,  sem prejuízo para o projeto arquitetônico original. No contexto histórico, sem sobre de dúvida, esse empreendimento foi um marco para o nosso lugar e, definitivamente, colocou-o na rota do tão sonhado desenvolvimento. Corrida Com História.

60 milhões em empréstimo: será mesmo que esse é o melhor caminho?

Circula pelos perfis eletrônicos da atual gestão municipal a informação de que a Prefeitura da Vitória pleiteia contrair um empréstimo financeiro na ordem de 60 milhões de reais. O credor,  através de programa apropriado ( Finisa), seria a Caixa Econômica Federal. Para tanto, o Poder Executivo precisa do “Ok” do Poder Legislativo, ou seja: Câmara de Vereadores.  Até o presente momento, estamos carentes de informações mais aprofundadas sobre essa determinada operação.

Quero crer, à luz da responsabilidade cívica/administrativa/fiscal/política  que o parlamento municipal precise de um tempo mais alongado  para mergulhar nas entrelinhas dessa operação financeira vultosa. Espero que o Poder Executivo também possa ir além, no sentido da transparência, antecipadamente, compartilhando as informações com a sociedade,  até porque todos os munícipes, de uma forma ou de outra, serão beneficiários, devedores e fiadores,  num só tempo,  desse “papagaio”.

O prefeito, por uma questão de boa governança e respeito ao povo,  deveria  detalhar e explicar  para a população, em LIVE própria,  o planejamento dessas possíveis  aplicações de recursos, ou seja: onde investir, quanto destinar,  qual o valor dos encargos financeiros a serem pagos, qual o retorno prático dessas obras de infraestrutura (em forma de impostos) e etc e tal. Isto é: um planejamento demonstrando  de todas as operações –  traçar uma espécie de balancete prévio, para saber se  realmente vale  a pena endividar o município. Aliás, não custa nada lembrar o nome da coligação partidária  pela qual se elegeu o atual gestor: Vitória Merece Respeito.

Em princípio, empréstimo financeiro  é sempre uma “faca de gumes”, sobretudo à administração pública, principalmente os adornados com  prazos dilatados para pagamento.   Se mal planejado,   poderá comprometer a administração de um outro ator político, mias adiante e até mesmo a cidade como um todo,  por décadas. Nesse contexto,  serenidade e equilíbrio se faz imperativo.

Outra coisa que merece uma observação mais apurada, por parte dos eleitores da Vitória, foi o  “tom político e sincronizado”  nas falas do prefeito e  do vice, por ocasião da passagem da dupla pela Câmara, divulgado nas redes oficiais da prefeitura: Disse o vice-prefeito, Edmo Neves: “Vitória precisa tirar o atraso”. Enquanto  Paulo, sem detalhar e em frase confusa, fala em “atraso que a cidade teve”.  Ora! Em ato de diplomação, ano passado (2020),  foi o próprio prefeito que disse  que não iria governar olhando pelo retrovisor. Convenhamos que esse ato administrativo – empréstimo – deveria ser uma atitude totalmente desintoxicada de leituras  e bravatas políticas.

Ainda sobre o referido  tema – ATRASO – seria bom algum assessor mais atento lembrar aos atuais gestores que nas últimas quatro décadas ( a partir de 1983 – 38 anos) os “Querálvares” governaram  a cidade  por 12 anos,  os “Queiroz” por um mandato (1988/92) e o  restante  do período (22 anos) foi o grupo atual que comandou os destinos do município.

Ainda “jogando luz” na  “saúde financeira” do erário municipal,  em sintonia com  grupos locais que se revezam no poder, não custa nada lembrar que não é incomum a repetida  “cantiga”  dos políticos, recém chegados à cadeira mais importante  do Palácio José Joaquim da Silva, alardearem  que encontraram os “cofres da prefeitura  arrombados”. 

Outra marca negativa dos que já administraram nossa “aldeia” é o fenômeno que ocorre próximo às eleições, quando  a folha de pagamento da prefeitura  é “engordada”,  no sentido da formação do chamado “exército de contratados”, isso, até os “postes” da cidade sabem muito bem como acontece.

Assim sendo, mesmo  sabendo que os recursos oriundo do empréstimo terão que ser obrigatoriamente aplicados em obras de infraestrutura e saneamento, conforme noticiados,  devemos ser vigilantes para que a possível  ”bolha da prosperidade”, criada, por ocasião de uma receita “extra” e em curto prazo,  não enseje em uma tremenda dor de cabeça,  mais adiante.

O bom gesto é aquele que realiza mais com menos – como bem gostam de sublinhar os então postulantes aos cargos do executivo,  a plenos pulmões, em período de campanha.  Vale salientar, também, que os gestores municipais, de maneira geral, não querem fazer o dever de casa, ou seja: enxugar  a máquina pública e ser eficiente nas cobranças dos tributos de competência  municipal. Via de regra, eles  preferem  não causar algum tipo de desgaste político, sobretudo num primeiro mandato, quando o gestor tem a possibilidade de disputar um novo mandato sem sair da cadeira. Aliás, (reeleição) algo que certamente segue  na ordem do dia,  no chamado  mapa astral político do atual prefeito, Paulo Roberto.

Portanto, a sorte está lançada. Esperamos que as informações, de maneira antecipada,  circulem com clareza  e transparência. Dinheiro público sempre é bom, mas cabeça fria e tranquila é ainda melhor!!

Primeira Comunhão – havia me tornando um verdadeiro anjo – há 46 anos.

Hoje, logo pela manhã, ao ouvir a abertura do programa jornalístico na televisão, em que o comunicador exclamou a data – 9 de novembro -, de maneira automática, minha memória ativou uma das  minhas inúmeras boas  lembranças. Diz uma  filosofia de vida  “que  a expectativa faz parte do prazer”. Assim sendo, lá no longínquo 1975,  o dia 9 de novembro foi muito aguardado e desejado que logo chegasse.

Estudava eu na Escola da Professora Regina, localizado no Pátio da Matriz (vizinha ao Clube “ O Leão”. Agendado com antecedência, o dia 9 de novembro foi o escolhido pela Igreja Matriz de Santo Antão a chamada “Primeira Comunhão”- hoje, mais conhecida como Primeira  Eucaristia.

Com entusiasmo,  algum tempo antes,  comecei a frequentar  as  “aulas de Catecismo”. Salve engano, “Dezinha” foi nossa orientadora maior. O Dia estava se aproximando e precisávamos entrar nos eixos. Certa vez, bem próximo do tão esperado dia,   o “temido” Padre Renato foi até a sala de aula para reforçar a doutrina e nos “regular” no comportamento. Em ato contínuo, dias antes, a “confissão individual”.

Ainda lembro como se fosse hoje: no grande domingo – 09 de novembro de 1975 (há 46 anos) – roupa nova e tudo mais que tinha direito (sapato, cinto e adereço). Papai tomava café na sala e,  ali mesmo, de pé, em cima do sofá, após um banho, mamãe penteou  meu cabelo e arrumou-me  todo. Ao final, disse: agora,  fique sentado no terraço, quieto,  para não amassar a roupa, esperando a hora de ir – o que prontamente foi realizado com sucesso.

Da minha casa  – Avenida Silva Jardim – até a Igreja da Matriz,  minha vontade era correr, para chegar mais rápido. Lá dentro, deu tudo certo. Toda sequência  ensaiada foi seguida a risca. Ao final, fui para casa com a certeza inquestionável que havia me tornado um verdadeiro anjo. Há 46 anos, direto das prateleiras da memórias………

Prefeito de Toritama é vítima de fake news na internet.

O Prefeito de Toritama, Edilson Tavares, está sendo vítima de fake news na internet desde a última quarta-feira (03), quando começou a circular nas redes sociais, a falsa informação de que o prefeito de Toritama teria sido agredido em protesto realizado no Shopping Center Parque das Feiras.

A falsa publicação está sendo compartilhada por alguns perfis no instagram e facebook, na postagem, a legenda faz uma distorção do acontecimento, afirmando que o prefeito Edilson estava supostamente sendo agredido pela população, quando na verdade, o vídeo compartilhado é do protesto realizado por lojistas do Parque das Feiras, e o homem que aparece sendo agredido nas imagens é o advogado do Shopping, Melqui Roma.

A Prefeitura de Toritama emitiu nota oficial esclarecendo que a informação não procede e que o Prefeito Edilson jamais esteve presente no local do protesto, e que a agressão física partiu de comerciantes ao advogado do Parque das Feiras.

Já a OAB-PE emitiu nota atuando em defesa do advogado agredido em Toritama, repudiando completamente o ato da agressão, “A violência é absolutamente injustificável. Desde o primeiro momento, a OAB Pernambuco e a subseção da OAB de Santa Cruz do Capibaribe estão prestando toda a assistência ao colega, inclusive na esfera policial, de modo que a sua incolumidade física seja preservada, a sua profissão seja exercida sem qualquer restrição e as agressões não fiquem impunes”, afirmou o presidente da OAB-PE, Bruno Baptista.

Blog Edmar Lyra.

“Circo Mundo Mágico”: UM SHOW EM CRIATIVIDADE!!

A partir da efetivação de um sonho, concretizado só no final da década de 1940, nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – experimentou curtir o espaço só antes tributado aos os pássaros, ou seja, “os céus”.  O Aero -Clube da Vitória marcou um recorte temporal da nossa história que conjugou,  num só tempo,  o presente e o futuro.

Nesse contexto, o premiado escritor antonense, professor Pedro Ferrer, atento aos nossos mais caros momentos históricos, confeccionou um livro realçando toda saga e glamour do nosso Aero-Clube. O mesmo já se encontra pronto e acabado, esperando apenas o momento oportuno para ser lançado oficialmente, em virtudes dos efeitos dos tempos pandêmicos, ainda vividos por todos nós – Livro Asas da Vitória de Santo Antão. 

Pois bem, imagino que mesmo os conterrâneos mais entusiasmados com a aviação comercial nunca haviam imaginado que um dia os ares da Vitória poderiam ser cortados por uma aeronave, equipada por um potente auto falante, em zigue zague ,  anunciando um espetáculo de circo. Até parece história de pescador…..

Aliás, vale lembrar, que na historiografia da nossa Vitória de Santo Antão existem  muitas histórias interessantes realçando passagem  das atividades  circense, sobretudo as que ocorreram  na primeira metade do século XX. Outra história também muito peculiar do nosso lugar, faz referências ao inicio das atividades do chamado “Carro de Som”.

Recentemente tomei conhecimento de que o “Circo Mundo Mágico”, atualmente promovendo espetáculo em nossas terras, entre outras formas, usava um avião para divulgação. Fiquei curioso.

Só na semana passada, com meus próprios olhos e ouvidos,  pude constatar o feito, aliás: também filmando. Confessor que nunca pensei que isso pudesse acontecer, sobretudo,  aqui. Parabéns aos empreendedores do “Circo Mundo Mágico”,  por mais esse “espetáculo” em criatividade.

Corrida Com História: os 155 anos da nossa imprensa – Jornal “O Victoriense”.

Não fosse o dinamismo e a efervescência  da imprensa escrita local, desde o seu nascedouro, a partir do dia 05 de novembro de 1866, pelas mãos do idealista e talentoso Antão Borges Alves, nossa cidade, Vitória de Santo Antão, certamente, hoje, não teria tanta história para contar. Não fosse o registro escrito dos nossos mais de 200 títulos de jornais,  quase todos catalogados e em estado de repouso no nosso Instituto Histórico, certamente muitos dos acontecimentos estariam guardados no mundo dos esquecidos.

É oportuno também lembrar, até porque faz parte da nossa história, que muitos dos que se aventuraram a empreender nessa seara o fez por idealismo e devoção. Não são raros os artigos e relatos grafados nas páginas dos livros que contam a nossa história, de visionários que chegaram a passar  por dificuldades financeiras para manter os seus respectivos jornais nas ruas.

Se bem observados, os jornais locais se configuraram em verdadeiras ferramentas de desenvolvimento em todas as áreas. No campo político, por exemplo, terreno sempre pantanoso e traiçoeiro, os nossos jornais  assistiram, acompanharam e rivalizaram,  palmo a palmo, pelo tão almejado  espaço de poder. “ O Victoriense”, foi o pioneiro, “ O Lidador”, o mais longevo. “ O Diário da Vitória”, durante algum tempo, circulou todos os dias e, atualmente, resistindo bravamente aos novos  tempos adversos para o impresso, encontramos “ O Jornal da Vitória”, com mais de 40 anos de estrada, pilotado pelo jornalista José Edalvo.

Assim sendo, no nosso salutar e original projeto – Corrida Com História –, em que, na medida do possível, procuramos  registrar e comemorar datas importantes,  produzindo conteúdo histórico para  as mais diversas plataformas digitais, em linguagem prática, alegre  e objetiva, hoje, destacamos os 155 anos o marco da  efetivação da imprensa antonense.

 

 

 

Missão Humanitária em Vitória: acontece hoje e amanhã!!!

Nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, hoje (05) e amanhã (06), experimenta  algo  nunca antes ocorrido, nesses quase 400 anos de história. Trate-se da 1ª Missão Humanitária da Vitória de Santo Antão. Articulada e liderada pelo Rotary Club local, em parcerias com outros  agentes não menos importantes,  sob o comando do renomado médico Rui Ferreira, estão promovendo 25 intervenções cirúrgicas no sentido da reparação física em crianças e adolescentes com algum tipo de deformidade congênita ou  mesmo provenientes de acidente.

O Instituto SOS Mão Recife já abraçou mais de 100 missões humanitárias pelo mundo. No Brasil, essa é  a 39ª edição. Vale salientar que todas as famílias contempladas com esse  gesto de solidariedade não irão ter despesas com os respectivos procedimentos. Assim sendo, por uma questão de justiça e gratidão, Vitória de Santo Antão, doravante, deverá  reservar espaço de destaque na sua história para emoldurar o nome do Doutor Rui Ferreira como uma espécie de benfeitor coletivo.

Cantor Adilson Ramos realiza apresentação em Vitória.

Com o avanço da vacinação e as flexibilizações anunciadas pelo governo de Pernambuco, a temporada de shows e apresentações artísticas,  aos poucos,  vão voltando. A cidade de Vitória de Santo Antão está na rota das grandes apresentações. No próximo dia 13 de novembro o cantor Adilson Ramos realizará  uma apresentação para 400 pessoas, o evento será  no Clube “O Cisne”, localizado no bairro do Cajá.

As mesas já estão sendo comercializadas e os admiradores do artista já podem adquirir na Loja Casa do Agricultor – Avenida Mariana Amália, no centro, ao preço de R$ 200,00 para 04 pessoas e R$ 300,00 para 06 pessoas, avista ou no cartão. A organização do evento afirma que seguirá todos os protocolos sanitários,  exigidos pelos órgãos de saúde.

Quem quiser obter mais informações sobre o evento, pode ligar no telefone 81 9 8750 9351.

Assessoria.