Momento Cultural: Jesus Cristo – por João do Livramento.

Para falar de Jesus Cristo

Nós precisamos entender

Que ele sofreu todo calvário

Pra nossa alma não perecer

Esta dívida da humanidade

Eu e você é quem produz

A cada dia nós pregamos

Jesus Cristo em nossa cruz

As cusparadas em sua face

São proferidas por rejeição

A filosofia do jesus homem

Que não adentra o coração

Gananciosos o esbofeteiam

E o açoitam todos mesquinhos

Cada aborto é o que terce

Sua coroa de espinhos

É flagelado pelos corruptos

E por mentirosos caluniado

Os violentos com suas lanças

Sempre o atingem abrindo o lado

No indigente as suas sedes

Com amargor são saciadas

Porém se a sede for de justiça

As suas pernas serão quebradas

Só cessará tal sofrimento

Se a humanidade compreender

Que quando fere seu semelhante

A Jesus Cristo faz padecer

João do Livramento.

Sobre a Eternidade – por Sosígenes Bittencourt.

Há quem pense em ir para a Eternidade. Ora, se a eternidade é eterna, nós estamos na eternidade. Não há vida fora da eternidade nem morte na eternidade, posto que a eternidade é feita de “agoras”. Portanto, não adianta se apegar tanto às coisas deste mundo, um mundo temporal, que se desfaz com a morte do mortal.

Só há duas coisas incompreensíveis na vida: nascer sem pedir e morrer sem querer.

Arthur Schopenhaeur, conhecido como o mais pessimista dos filósofos, dizia que o homem é um eterno insatisfeito. Dizia que “o homem pode fazer o que quer, mas não pode querer o que quer.”

E aconselhava uma saída para esse eterno sofrimento: o desapego e a arte.

Sosígenes Bittencourt

1º CROSSRUN: O Box Vitória transformou o Pátio da Matriz numa verdadeira arena de CROSSFIT!!!

Criado pelo treinador Greg Glassman, nos Estados Unidos, na década de 1980, o “Crossfit” surgiu como um programa de treinamento e condicionamento físico que tem por finalidade melhorar as capacidades fisiológicas das pessoas, sejam elas atletas, militares, jovens ou idosos.

Pois bem, na noite do sábado (05), pela primeira vez, acompanhei um evento dessa modalidade. Na referida  atividade, participantes foram  divididos por categorias e em equipes. De olho no relógio e acompanhados por árbitros, os mesmos executaram  exercícios previamente combinados. Muita adrenalina e vibração!!

Intitulado de 1º CROSSRUN,  0 evento foi promovido pelo Box Vitória, e atraiu um bom número de participantes e curiosos. Em parceria com empresas locais, o evento contou com a estrutura da Marcone Sonorização e o importante apoio da FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim e da Pharmapele – farmácia de manipulação.

Durante o evento, outras atividades dessa natureza foram anunciadas para breve. Parabéns aos organizadores, pela iniciativa.  Vale a pena conferir!! Veja os vídeos  – algumas das disputas.

 

A 3ª edição da “Corrida do Vapor” promoveu um belo espetáculo pelas ruas da Vitória!!

Na sua terceira edição, a “Corrida do Vapor” aconteceu na manhã do domingo (06). Tanto a largada quanto à chegada teve como palco o Pátio da Matriz. Individualmente ou em grupo,  corredores foram chegando. Grupos das cidades circunvizinhas também marcaram presença, promovendo um bom e animado evento esportivo.

No percurso de pouco mais de 5 km, basicamente divididos entre  Matriz, Praça Duque de Caxias, Estrada Nova, Avenida Mariana Amália e Rua Melo Verçosa uns quinhentos  corredores fizeram a festa por onde passaram.

Divididos em várias categorias, eventos dessa natureza costumam reunir pessoas com objetivos bem distintos: unas correm para vencer, outros para melhorar o seu próprio tempo e boa parte para concluir a prova. Até porque, manter-se ativo em frequente atividade física, talvez seja o maior desafio.

Particularmente falando, para mim, uma corrida inesquecível. Pela primeira vez corri ao lado do meu filho, Gabriel. Evidentemente que só no início. Ele, com 16 anos terminou a prova em pouco mais de 30 minutos, eu, já acima do meio século de vida, conclui em 41 minutos. Venceram todos!! Parabéns aos promotores do evento pela organização e profissionalismo. Show de Bola!!

Eleição Conselho Tutelar aconteceu no domingo.

Após campanha de rua e nas redes sociais, durante o domingo (06),  aconteceu a eleição para ocupação do Conselho Tutelar na nossa cidade. Votei por volta das 9h, no prédio da FAINTVISA. Por lá, aparentemente,  tudo tranquilo. No inicio da noite o resultado foi divulgado.

Eis a relação da votação dos eleitos:

Cláudio Júnior (2.227), Dida (2.134), Irmã Zezinha (1.678), Alzenir Vasconcelos (1.466) e Nildo Alencar (1.381).

Momento Cultural: SAUDADE APAIXONANTE – por Heitor Luiz Carneiro Acioli.

Que tempo bom foi o que passou quando estava sempre ao seu lado você ao meu. Quando éramos unidos até o fim da nossa chama de amor, a qual nem após nossa morte se apagaria. Mas, isso só até aquele 15 de março, quando discutimos e terminamos. Entretanto, minha querida, nunca me esqueci de você nem dos maravilhosos momentos que passamos juntos e é por isso que quanto mais saudade eu sinto mais a quero e para você, este texto escrevi devido a saudade apaixonante.

(Meu Jeito – em Versos e Prosas – Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 01)

Detrás de minha casa – por Sosígenes Bittencourt.

Detrás de minha casa, de um alpendre, eu vejo os telhados das casas vizinhas, a rua lá embaixo, a serra lá longe, o céu escampo.

À tarde, quando é verão, as nuvens relembram minha infância. Eu ficava vendo as nuvens formar carneirinhos, às vezes um monstro. Um dia, eu vi um bule direitinho.

Detrás de minha casa, eu ouço o palavreado de minha cidade, o cheiro de pão francês, ruído de caminhão, latido de cachorro. Agora, deu pra passar helicóptero, besourando, com aquela cauda de gafanhoto. Quando é amarelo e preto, eu só penso que é a polícia catando vendedor de marijuana.

Havia uma fábrica que passava a vida funcionando. Faziam biscoito. O cheiro de morango, de chocolate e frutas cítricas era tão forte que a gente acordava, de madrugada, para beber água de quartinha. Hoje, só escombros, as lagartixas se despencam dos muros, frágeis de inanição.

Detrás de minha casa, vemos homens que jogam dominó para esquecer o tempo, passar as horas. Como se fosse perigoso pensar na vida. Quem bota pra pensar na vida, geralmente pensa na morte. Melhor ser um gato, um peixe, um passarinho.

Sosígenes Bittencourt

Conselho Tutelar: dos meus cinco votos, me sinto seguro para declarar três – Tia Lú, Joselito e Albertino!!

No próximo domingo (06) acontece a eleição para os membros do Conselho Tutelar da nossa cidade. Costumeiramente, na qualidade de sociedade, estamos sempre a reclamar das decisões verticalizadas. Eis aí, portanto, uma boa oportunidade para exercermos nossa cidadania.

Na qualidade de membro da comunidade de antonense,  irei votar. Assim como todos os eleitores, tenho direito a sufragar cinco nomes. Uma prova escrita ratificou os postulantes , no que se refere à capacidade intelectual, mas é o seu voto que definirá a nova composição.

Em mente, os cinco já foram escolhidos. Dois por indicação.  Já com relação às outras três escolhas, de certa forma, tenho ou já tive algum tipo de relacionamento pessoal/profissional com eles,  o  que nos proporciona um certo grau de conhecimento, quanto à sua conduta social – sem nenhum demérito aos demais.

Assim sendo, me sinto seguro para declarar intenção do voto nos seguintes postulantes:  Albertino Corrêa, Joselito Elias e Tia Lú. Aproveito para desejar sucesso a todos!!!

Sérgio Moro: até quando?

Desde os primeiros movimentos públicos de grande repercussão do então juiz federal Sérgio Moro  que passei,  através da imprensa, a observa-lo. Suas ações, dentro de um conjunto de iniciativas,  despertou admiração e ódio ao mesmo tempo. Pavor dos que estavam acostumados com o “sistema”. Esperança para um sem número de brasileiros que estavam cansados de tanta impunidade.

Foi apenas com a sua pena que o magistrado chegou aos pícaros da fama. Seu nome ultrapassou as fronteiras em todas as direções. Diz um adágio popular: “em guerra de sapo, de cócoras com ele”. Aqui e acolá, o mesmo cometeu alguns excessos e  ultrapassou a linha que lhe cabia, mas também não se pode achar que no submundo da pilantragem exista algum tipo de regra que não seja o de se dá bem e continuar livre, leve e solto.

No meu modestíssimo entendimento, até porque existe muita coisa que não temos ideia de como foi processada, acho que o seu primeiro grande passo errado foi abrir mão do seu espaço, construído com “sangue, suor e lágrimas”, em troca de um salto no pantanoso oceano político.  Aliás, aos amigos mais próximos, na ocasião da sua ida para o ministério da justiça, confessei meu descontentamento, até porque,  até então,  não imaginava que o mesmo poderia ser seduzido pelo enigmático canto da sereia política.

Passados nove meses no cargo, o ex todo poderoso juiz federal de primeiro grau, já deve ter entendido que o “buraco é mais em baixo”. Não são os atos de oficio que mudam os movimentos da classe  política  nem os das suas excelências da corte suprema. Quem muda a sociedade são os exemplos.  Quem muda comportamento coletivo é a devida  aplicação  da lei, sobretudo na direção dos que se acham intocáveis.

No que se refere às questões de combate à  corrupção e lavagem de dinheiro, desde de que o então e incontestável juiz Moro transferiu-se para a  cadeira de ministro, até o presente momento, as mesmas tem caminhado no sentido contrario daquilo que o levou a unanimidade nacional. Daí a minha pergunta: até quando o Moro vai aguentar tanta humilhação? Nesse ritmo,  nem sua biografia será salva…..Te liga Moro!!!

Momento Cultural: Meu pecado – Henrique de Holanda.

Eu não posso saber qual o pecado
que, irrefletido, cometi; suponho
seja, talvez, porque te fosse dado
meu coração, – a essência do meu sonho..

Se amar é crime, eu vou ser condenado
e toda culpa, em tuas mãos, eu ponho.
– Quem já te pode ver sem ter amado?!…
Quanto é lindo o pecado a que me exponho!

Se tens alma e tens sangue, como eu tenho;
se acreditas em Deus, dizer-te venho,
– Que pecas, tens amor, és sonhadora…

Deus deu a todos coração igual.
Se eu amo, sofres desse mesmo mal.
– O teu pecado é o meu, – és pecadora!

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 22).