Tombamento: Marcus Prado…….

NO CONSELHO ESTADUAL DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE PERNAMBUCO, do qual faço parte, durante a reunião especial realizada terça-feira, 19, fiz a leitura do meu  PEDIDO DE ABERTURA DO PROCESSO DE TOMBAMENTO como PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE PERNAMBUCO da Casa do escritor e poeta ADELMAR TAVARES,  em Goiana.
 
Entre os conselheiros e convidados anotei a honrosa presença da professora e Juíza Federal, Dra. NILCÉA MARIA BARBOSA MAGGI, do desembargador Josué de Sena e do Advogado Harlan Gadeira, todos filhos  ilustres da cidade histórica de Goiana, além de outros goianenses que prestigiaram a reunião solene. 
NO FINAL, tive a honra de ler um depoimento, exclusivo, do professor, ensaísta e acadêmico da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, meu caro amigo ANTÔNIO CARLOS SECHIN, congratulando-se com o meu pedido de abertura do processo de TOMBAMENTO, que foi aprovado à unanimidade pelo colegiado vinculado ao Governo estadual/Secult.
 
Receba o meu abraço
Marcus Prado
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Momento Cultural: O Menino Sonhador – por  Melchisedec

Eram os anos 20, na pacata cidade da Vitória das Tabocas viveu um casal relativamente felizes. Era o seu Jonjon e a Srª Madrezita e tinham um filho chamado Manequinho. Ele era um garoto muito esperto e sonhador, almejava um dia chegar às estrelas para ver de perto o seu tamanho. Ele conhecia Vitória como a palma de sua mão, ia de norte a sul de leste a oeste, subia em árvores para colher seus frutos, caçava como ninguém, era inimigo fidegal dos peixes do rio Tapacurá, capaz de pegá-los à mão e imaginava que se subisse um daqueles morros em volta da cidade, conseguiria pegar as estrelas com as mãos. Decidido, acordou cedinho, tomou café e pegou a estrada, deu meio-dia e nada de Manequinho chegar a montanha, a barriga começou a roncar de fome. Mas, estava decido e via a montanha ali, bem perto, logo chegaria lá, e continuou caminhando rumo ao seu sonho, ao cair da tarde ele não havia chegado lá, sua mente povoada de histórias de assombrações, fruto da conversas de amigos na praça da matriz, sentiu medo, começou a se desesperar e pensou em sua mãezinha em casa sem saber aonde ele estava. E seu pai este lhe daria uma pisa de ficar marcado por muito tempo. No auge do desespero, sentou na estada e começou a rezar, pediu ao santo que ajudasse ele prometia que nunca mais deixaria sua mãe preocupada, e ficou sentado na estrada chorando muito até que passou um senhor em seu cavalo e lhe perguntou: - “Menino o que você fazendo aqui na estrada, chorando? Manequinho responde: “Estou perdido, não sei voltar pra casa”. – “onde você mora? – “Em Vitória”. – “Você não é filho de seu Jonjon?” – “Sim, ele é meu pai”. –“ Vou levar você pra casa”. – “Moço, não diga nada a meu pai, que eu estava perdido. Senão ele vai me dar uma pisar.” – “Está bem, vou deixar você na sua casa e não vou dizer nada a seu pai”. De volta, já em casa, se sentiu aliviado do medo de dormir fora de casa no escuro da estrada. Deu graças a Deus e agradeceu ao santo pro ter salvo sua vida.

Mas, o menino inquieto e cheio de sonhos, continuou querendo voar para bem longe do seu ninho, sua alma ansiava por novas aventuras, sentia que algo o atraia para longe, seu grande sonho era sair de Vitória, conhecer mundos. Certa vez, ficou impressionado ao ver chegar a Vitória um marinheiro e desejou cruzar os mares para conhecer outros países. Mas, tudo isso era impossível por que Vitória não tinha mar e o mar ficava muito distante, como ele poderia chegar longe? Ouviu alguém falar que existia uma tal de aviação, que levava as pessoas para lugares distante. Então pensou, que bom seria ser como os pássaros que voam a hora que querem e vão aonde desejam.

Mas, tudo isso era apenas sonho, porque ele nunca viu um avião. Manequinho sofria muito porque seus sonhos se desfaziam como gelo. D. Madrezita consolava o pobre filho, dizendo que estava juntando um dinheirinho com a venda de seus bolos, para que um dia o filho pudesse ser Doutor. Tudo isso parecia ser muito remoto para Manequinho. Um dia seu pai o levou para Recife para ver de perto o Zepelim. Será que isso é a tal a aviação? Mas é tão grande, parece um monstro dos seus sonhos. E falou: - “Um dia resolveu vou embora de Vitória e vou conhecer essa tal aviação”.

Melchisedec  
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Nanãe: missa de sétimo dia….

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Quer receber várias dicas de maquiagem? Então não perca, sábado dia 23 às 14 hrs na Riachuelo com a maquiadora Letícia Rodrigues.
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O Tempo Voa: confraternização natalina!

Confraternização Natalina - Dona Anita, alunos e netos - 2000

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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Lua Goddoy, me ensine a ser chique assim, mulher! Agora, meu povo, imagina só se a Pitú virasse blogueirinha, que resenha num ia ser... 
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O Papa e os homossexuais – por Sosígenes Bittencourt

O Papa preferiu dizer que não é ninguém para julgar os homossexuais a dizer que homossexualidade é pecado. Aconselhou inserir os homossexuais na sociedade e condenou a discriminação. Buscou a humildade, eximindo-se de condenar o ser humano. Entregou o seu julgamento ao Juízo Final.

Contudo, é bom frisar, não se pode inserir na sociedade os homossexuais que tripudiam sobre o crucifixo na via pública. Quem pisoteia a memória do Salvador, depreda a cultura espiritual da humanidade, não tem compromisso com Deus nem com os homens, merece ser chamado à responsabilidade. Ninguém poderá provar que não são perigosos à sociedade, flagrante ameaça à integridade das pessoas. Assim como os heterossexuais, os homossexuais têm os mesmos deveres, as mesmas obrigações. Não estão imunes às devidas punições por desrespeito e vandalismo de toda ordem.

Sosígenes Bittencourt

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Zezé do Forró canta “Querida” de Aldenisio Tavares

CD de Zezé do Forró, ouça a música QUERIDA, de autoria DE Aldenisio Tavares. Querida - Zezé do Forró Aldenisio Tavares
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Os Ministros do Supremo estão passando o recibo do desgaste….

 

As últimas notícias realçam o desconforto dos ministros do Supremo Tribunal Federal com “notícias falsas e caluniosas sobre suas excelências e familiares”. Em uma democracia que se preze a liberdade de expressão é algo intocável. Mas,  qualquer coisa que extrapole o critério do direito de opinar, o respectivo emissor deverá ser acionado e se for o caso,  punido dentro dos critérios da lei, já devidamente posto no nosso ordenamento jurídico. Isso é o justo e atende aos princípios basilares de uma nação livre.

Ao que parece, todo esse estardalhaço, emitido pelos nossos revisores supremos deve ser algum efeito colateral do alto desgaste alcançado pela nossa mais alta corte. A internet está ai....Livre, leve e solta! Uma nova ordem social,  já escaldada dos escândalos envolvendo os poderes Legislativo e executivo,  já não consegue mais confiar em mais nada......Tomara que essa tal investigação descubra logo esses culpados.....

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Uma dança animada, no Quartel General do Frevo!!

Dentro dos meus arquivos do carnaval 2019 acabou passando uma imagem  curiosa, por nós registrada na Praça Duque de Caxias, “Quartel General do Frevo”. Um folião – que não o conheço – dançava equilibrando um latão. Achei-o parecido com o deputado Tiririca. Talvez por se expressar corporalmente com as mesmas “mungangas”. Veja o vídeo.

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Momento Cultural: A Vaquejada – por STEPHEN BELTRÃO‏

Hoje tem vaquejada,

Grita alegre o locutor,

Vamos derrubar o boi,

Mostrar o nosso valor.

Hoje tem festa de vaqueiro,

Vamos cantar, comer, aplaudir.

Rir da desgraça do bicho!

Não percam a melhor parte:

A hora que o boi cair.

Vamos tirar o couro do infortunado,

Fazer o animal correr assombrado.

Vamos colocá-lo para comer areia,

Ferrar a cara do danado.

Usar as esporas sem piedade,

Levantar o coitado pelo rabo.

Lembre-se: na hora da queda,

Quando o infeliz estiver esfolado

Sorria, você está sendo filmado!

Vamos dar um grande prêmio

À melhor parelha de vaqueiros.

Ao que nos der maior prazer,

Daremos medalha, troféu e dinheiro!

Vamos levar nossos filhos,

Apresentá-los os nossos festejos,

Mostrar como nós ficamos felizes,

Quando maltratamos os animais,

Mansos, inocentes e indefesos!

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Já em circulação a mais nova edição do Jornal da Vitória.

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2ª Edição de Prêmio Pedro Ferrer de Cultura – sexta – dia 22 – 19:30h

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O Tempo Voa: Festival do Guaraná

Festival do Guaraná - Clube Vassouras O Camelo - 1956 - Entre outros, Arnaldo Assis, Barreto e Jorge Cury.
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

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Seu Duca Raizeiro – por Sosígenes Bittencourt

O analfabetismo patético e humorístico do curandeiro é caso sem remédio. Do tipo gato com “J” e jacaré com “G”. Misericórdia!

Seu Duca é muito mal-eDUCAdo.

Seu Duca não deveria ter sido raizeiro, deveria ter estudado para cortar o mal pela raiz.

Quer dizer, seu Duca é fruto do meio, ou seja, raizeiro da raiz.

Imagine quando o seu Duca estiver caDUCAndo.

Sosígenes Bittencourt

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Arquivo do Brega

Lulinha - ARQUIVO DO BREGA 1″ -  música de autoria de Odair José  - A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO. A noite mais linda do mundo - Arquivo do Brega Aldenisio Tavares
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Desse jeito, antes do que se imaginava, os jornais impressos da capital deixarão de circular em nossa cidade.

A linha tênue que separou  “os tempos medievais” dos chamados “tempos modernos”, na rica história da civilização, sobretudo no final  do século XV e no inicio do XVI, nos proporcionou mudanças e avanços extraordinários em praticamente todos os segmentos, . Dentro desse conjunto, como uma espécie de mola propulsora para tantas outras transformações, encontra-se o invento do alemão Johannes Gutenberg. Isto é: o jornal impresso!!!

Com a chegada da Família Imperial ao Brasil, em 1808, por ocasião da conturbada decisão de fugir de Portugal,  com medo do conquistador  Napoleão Bonaparte, registrou-se, em terras brasileiras, à chegada da primeira “prensa” para editar jornais. Em nosso torrão, o primeiro impresso a ser materializado – “ O Vitoriense” – teve como ponto de partida 0 dia 05 de novembro de 1866.

De lá pra cá, segundo informações grafadas nos livros que contam a história dos nossos antepassados, tivemos algo em torno de 200 títulos. Com a efetivação da nossa “Estrada de Ferro” (trem), a partir de 1886, os vitorienses, principalmente os que tinham mais intimidade com as letras e que possuíam um poder aquisitivo melhor, passaram a receber, regularmente, os jornais da capital (Recife), como bem narrou, em artigo ( Inventário da Memória) para uma das edições da Revista do Instituto Histórico, o ilustre jornalista Ronaldo Sotero.

Pois bem, após esse rápido histórico sobre os jornais impressos e sua influência e poder de transformação social tomei conhecimento -  no último final de semana - de que os jornais da capital – Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco – pelo resumido número de exemplares que chegam a nossa cidade,  não mais  se configura como meio de comunicação  de massa.

Ou seja, segundo informações de quem os distribuem na cidade, é menos de uma dúzia do Jornal do Comércio, menos de duas dúzias do Diário e pouco mais de cinco dúzias da Folha de Pernambuco, já contabilizados os exemplares dos  respectivos assinantes. Antecipadamente, gostaria de dizer que sou leitor dos três jornais (apenas os exemplares do final de semana).

Por mais que soubesse que o mundo digital, um dia, iria suplantar o espaço do jornal impresso, não achava que a coisa já estava tão adiantada, em se tratando da nossa Vitória de Santo Antão. Em ato continuo, não obstante termos disponíveis (sem custo ao internauta) vários blog locais e inúmeros grupos de WhatApp, redes sociais e etc o “Jornal da Vitória”, dirigido pelo idealista e conceituado jornalista José Edalvo, esse ano (2019) está comemorando 40 anos de fundação, em pleno funcionamento e cumprindo sua função social que, entre outras,  é  de informar e registrar os fatos histórico na terra de Diogo de Braga e Antão Borges Alves. Viva o Jornal da Vitória!!!

Essas linhas, evidentemente, cabe uma porção de interpretação. Essa foi apenas uma!!!

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BariLoche: um bar alternativo e estiloso…….

Apesar de já haver tomado conhecimento da abertura de dois novos bares na via conhecida como “Beco da Sipauba” não havia, por motivos diversos, ainda, marcado presença. Eis que, na noite da sexta (15), em tom de convocação, o amigo – Coroa Boyzinho – Jurandir Soares convidou-me para conhecermos, visto que o mesmo também se encontrava  na mesma situação que eu, ou seja: sabia que existia, mas não o conhecia “In Loco”.

Assim sendo, fomos até o local (Jurandir, Aldenisio e eu). Por lá, encontramos muita gente conhecida. Amigos das antigas e outros nem tanto. Com proposta diferente, o “BariLoche”, comandado pelo multiartista antonense, Bad Léo, acabei jogando várias partidas de sinuca e até totó, algo que não fazia há vários anos. Segundo informações de alguns frequentadores o ambiente converge, na sua maioria, artistas e pessoas que curtem a noite. Disse-me um deles: “ Pilako, isso fica massa quando fecha todos os bares da cidade. A galera vem toda pra cá”. Bom! Para quem gosta de esticar a noitada até o raiar dos primeiros sinais solares, o “BariLoche” é o lugar certo.........

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Momento Cultural: LEMBRANÇAS DO BAIRRO JARDIM SANTO INÁCIO – por Lucivanio Jatobá

A insatisfação de minha mãe por estar morando no Jardim Santo Inácio, em Vitória de Santo Antão, longe de tudo, ouvindo incessantemente canto de grilo e coachar de sapos à noite, era visível. Irritava-se, reclamava a todo instante. O Ateneu Santo Antão ficava no extremo leste da cidade. A feira afastada. O cinema Iracema numa distância danada. Queria ir ao comércio comprar lantejoulas, mas ficava na dependência da boa vontade e do tempo de meu pai. Era preciso sair dali. Não aguentava aquele retiro. - Emídio, consiga uma casa na cidade para a gente sair daqui!- dizia quase como uma súplica.

Meu pai fazia ouvido de mercador. Gostava dali, daquela calma, daquele cheiro de mato, do ar meio campestre. A perspectiva de sair dali não me agradava em nada, também A exemplo de meu pai, adorava aquele lugar. Por que teria de sair dali? E mais, depois que meu pai comprou aquele galo-de-campina e também um canário da terra, apareciam no quintal outros canários, galos-de-campina e patativas. Meu pai, que tinha uma paixão por passarinhos, adquirida lá em Passagem do Tó, providenciou logo a compra de um alçapão e me ensinou como fazer para pegar passarinhos. Aquilo passou a fascinar-me. Ficava agora, durante as aulas do Ateneu, com o pensamento longe. Profa. Maria Aragão ensinando o que era um substantivo e eu pensando num canário pousando na gaiola e entrando para comer alpiste no alçapão. Poft! O alçapão se fechava e mais um pássaro perderia a liberdade e cantaria, agora, de revolta, para deleite de nossos ouvidos.

Peguei várias patativas e canários. Não consegui prender nem ao menos um galo-de-campina. Era um pássaro mais sabido e arisco; não se deixava seduzir por alpiste gratuito depositado em alçapão. Minhas tardes passaram a ficar mais movimentadas. A espera que um novo passarinho surgisse no quintal me deixava gostosamente inquieto. Escondia-me por entre as bananeiras, juntamente com Nono, com a esperança de que pelo menos um canário despontasse.

Num certo finalzinho de tarde, apareceu, por aquelas bandas, um casal de canários lindos. O cantar de um deles tinia no espaço. O canário de meu pai respondia, como se quisesse alertá-los do perigo que corriam, ou talvez numa competição da qual pouco entendia. A minha ansiedade de capturar os dois ou pelo menos um era incontrolável. Armei o alçapão e aguardei o desfecho. A disputa de canto impressionava. O silêncio era mortal, às vezes quebrado apenas pelo urro melancólico de uma das vacas de seu Zé de Souza! Depois de uma espera nervosa, um dos canários chegou próximo da gaiola, instalando-se num galho de um pé de limão. Cessaram os cantos. O pássaro livre mirava o pássaro prisioneiro. O pássaro prisioneiro voava de um lado para o outro da gaiola, agitadamente. Nono observava calado do meu lado. Meus olhos ficavam centrados no alçapão. Falava comigo mesmo, em pensamento: - Vai, entra no alçapão, canarinho! Entra!!!!!!

O canário livre examinava a área, percebia o alpiste à disposição. O outro preso agitava-se. De repente, o canário livre pousa sobre a gaiola, silenciosamente. Depois se desloca para a tampa do alçapão. Bastaria um pulo para dentro e adeus liberdade! Que ansiedade aquilo me gerava. Mas ele haveria de pular. O canário prisioneiro começara novamente a se agitar. Agora,parecia querer lutar pelo território dele, aquela mísera e minúscula gaiola. Que estranho. Como entender que estivesse querendo defender sua prisão. Sei lá...

- Vai , canarinho! Pula dentro do alçapão! Vai! A minha solicitação mental parecia estar funcionando. O canário começou a olhar mais firmemente para o interior do alçapão. A fome parecia impor-lhe uma ousadia. Parecia estar perdendo o medo do desconhecido. Pensei: vai ser agora...! Já estava me preparando para a carreira e para dar o grito da vitória, quando subitamente aparece Formosina e berra:

-Vaninho e Nono!!!!! Venham tomar uma vitamina de banana e saiam daí dessas bananeiras, pois pode ter cobra”!!!!!!

O canário deu um vôo alto e veloz, logo acompanhado pela companheira. Não perdera a liberdade. Sumiram pelo ar de maneira surpreendente. Caí no choro e não quis saber de vitamina nenhuma! Passei uns dias amuado e com cara feia para Formosina.

( Capítulo 16 do livro Os Caminhos na Terra das Tabocas, de Lucivãnio Jatobá. Recife: Editora Elógica, 2010 )

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Traga a criançada para se divertir na piscina de bolinhas do Universo Brinkaki!
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O Tempo Voa: Festa da 5ª edição da Cavalgada Fest

Show da 5ª Cavalgada Fest - realizado no Campo de Futebol, defronte ao atual IFPE. Foto registrada no ano de 2004.
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Momento Pitú: Viva a Resenha!!

Minha #NaçãoPituzeira, parece que Deborah Galvão tá sem amiga lá em São Luís do Maranhão. É bom que deve sair bem pouquinha resenha daí, viu.
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PEQUENAS CRIANÇAS, GRANDES NEGÓCIOS – por Sosígenes Bittencourt.

Se crianças não podem pedir esmolas para matar a fome dos seus pais, também não podem fazer pantomimas eróticas para saciar a ganânciados mesmos.

Não interessa se MC Belinho é funkeiro e famoso, o que importa, para a Justiça, é a proteção da belinha MC Melody. A Justiça observa que a menor está desprotegida, porque está sendo exposta publicamente quando é incapaz de avaliar e decidir por si própria, programar sua vida.

Internet não é brincadeira, ela pode render hipotético sucesso e comprometer o seu futuro. De repente, há milhares de pessoas, silenciosamente, avaliando sua postura e suas palavras. É uma casa destelhada onde todos julgam e são julgados.

Se MC Belinho não sabe exatamente o que está fazendo, a Justiça deverá fazer uma avaliação do feito. Uma criança não pode ser erotizada aos holofotes e à luz meridiana, e as autoridades fingirem que não veem, sobretudo quando há clamor e denúncia.

MC Belinho, ingenuamente, diz que sua filha está se saindo melhor na escola, porque está sendo apaparicada depois do sucesso dos requebros sensuais. Esquece que sair-se bem na escola é sair-se bem nos estudos, não é receber paparicos. Ele considera um espetáculo o espalhafato que está promovendo com o seu rebento de menor idade.

Sosígenes Bittencourt

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Pagode Russo – Por Duda da Passira e Bruna Kelly

DUDA DA PASSIRA no  CD para o São João 2012,  homenageando  o Rei do Baião. De Luiz Gonzaga e João Silva, canta Pagode Russo com a participação de Bruna Kelly. Na foto, Duda da Passira se encontra com  Joquinha Gonzaga, sobrinho de seu Lula e neto do famoso Januário. Ouça:

Pagode Russo - Duda da Passira e Bruna Kelly
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José Sebastian: ” as viaturas da polícia estão paradas por falta de baterias”.

Portador da credibilidade necessária, adquirida ao longo de décadas de trabalho nos mais diversos meios de comunicação, o articulado repórter José Sabastian usou das redes sociais nesse final de semana para informar à sociedade vitoriense que o 21ª Batalhão de Polícia, localizado na nossa cidade, está “AGONIZANDO” por falta das condições mínimas para trabalhar.

Relatou o José Sabastian que seis viaturas estão paradas por falta de baterias. Duas estão rodando com baterias emprestadas e uma por ocasião da quota dos próprios polícias. Se tudo isso já não fosse gravíssimo, ainda segundo o áudio do José Sebastian, os mesmos (veículos) não podem ser reparados na locadora de origem, pois, por falta de pagamento pelo governo do estado,  ficariam retidos.

Paralelamente ao fato,  acima aludido, circula, na Rede Globo, uma mídia realçando que o governo do estado trabalha pela segurança da sociedade. Ao que parece, as coisas na gestão do Governador Paulo Câmara funcionam melhor na propaganda do que “mundo real”.

São por essas e outras que digo que a nossa cidade está precisando, há muito tempo,  de um deputado de oposição. Temos três e, ao mesmo tempo, nenhum!! Todos (os três) estão atrelados diretamente aos interesses do governador Paulo Câmara que, necessariamente, nem sempre estão sintonizados com os interesses da sociedade vitoriense.

Parabéns ao repórter José Sebastian pelo testemunho nas redes sociais. Resta-nos, agora, na qualidade de sociedade civil organizada, “fazer barulho” para que os engravatados do Palácio do Campo das Princesas tenham mais respeito com povo da Vitória de Santo Antão.

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A 2ª edição do PRÊMIO PEDRO FERRER DE CULTURA acontece na próxima sexta (22).

Já na sua segunda edição, acontecerá, na próxima sexta, 22 de março, o PRÊMIO PEDRO FERRER DE CULTURA. O evento tem como principal finalidade condecorar pessoas e entidades que se destacaram no contexto cultural na cidade da Vitória de Santo Antão.

O professor Pedro Ferrer, atual presidente do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, encarna, por assim dizer, os atributos necessários para embasar a comenda, face ao seu legado pessoal e, se não bastasse, sua contribuição no que se refere ao incentivo, operando, hoje, em Vitória, como uma espécie de “Ministro da Cultura Sem Pasta”.

Assim sendo a comissão organizadora do evento, que acontecerá no Teatro Silogeu José Aragão, às 19:30h, elencou quatorze categorias – Artistas, entidades e personalidades. São elas:

Carnavalesco - ator/atriz - clube carnavalesco - escritor (a) - educador (a) - Companhia teatral - Instituição filantrópica - Mestre da cultura popular - Personalidade - Artista plástico - Músico - Instituição de ensino - Veículo de comunicação - Homenagem especial.

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CENTENÁRIO DE MELCHISEDEC- Severino Militão de Oliveira – por Ilka Carvalho.

Domingo 10 de março de 2019 – Hoje lembramos o nascimento daquele que foi mais um apaixonado por sua cidade natal. Aquele que, em plena segunda feira e há exatos 100 anos, na Rua Barão da Escada, número 49, nascia na cidade da Vitória de Santo Antão, como décimo sétimo filho do farmacêutico José Cunegundes de Oliveira e de Pastora da Conceição Portela.

O Sol declinava no horizonte, a luz do dia se apagava e as luzes da cidade eram acesas. A noite parecia calma, mais só parecia. De repente, um corre-corre e um nervosismo se fazia perceber. Vai nascer! Chama parteira! Começa todo um preparativo para a chegada de mais um Oliveira. Ferve água, bacias, panos limpos, tudo a posto. Suas tias e irmãs mais velhas se postam no chão e rezam para que tudo corra bem. A comoção se devia ao estado de saúde da mãe Pastora, que acometida pela febre espanhola, colocava em risco sua própria vida e a vida do filho. A mãe então, como último recurso apela ao poder divino, e oferece o filho ao serviço do Pai. As horas passam, a tensão cresce, a escuridão da noite começa a declinar quando, aos 00:15 minutos da madrugada do  dia 10 de marco de 1919 um choro ecoa no ar. É o menino Severino Militão de Oliveira chegando. E a despeito de todos os prognósticos o menino nasce e sobrevive.

Se sentindo estrangeiro em sua própria casa, crescia Severino, saúde frágil mais muito inteligente, criou com pedaços de filmes que colhia no lixo dos cinemas da cidade, seu próprio cinema. E no quintal de sua casa ele exibia as fitas para seus amigos de infância.

Menino travesso, sempre aprontava das suas. E depois, pernas pra quem te quero. Mas, nem sempre conseguia fugir aos castigos. Uma de suas estratégias de fuga era subir a meia parede que separava os cômodos de sua casa, onde ele se empoleirava para não ser pego, pois sabia que nas alturas jamais seria alcançado para os castigos corporais. Ali podia ficar bem longe dos adultos. - “Desce menino!”... chamava a mãe. E o menino Severino não dava ouvidos aos apelos dos mais velhos e ali permanecia por longos e longos tempos até o cair da noite quando todos os ânimos se arrefeciam e a pisa era adiada, porém, nem sempre esquecida.

Mas, esse menino, irrequieto por natureza, tinha visões. Visões de seres estranhos ao seu convívio e tinha medo. Tinha medo porque não conhecia e nem compreendia o que via. Desde criança possuía o dom da vidência.

Ele era o próprio - “Menino sonhador”, aquele que saiu de casa para pegar estrelas com as mãos.

E de fato aos 14 anos o menino sonhador saiu da Vitória e alçou vôo por outras paragens e tornou-se um homem determinado e de ação, para então, 70 anos após sua saída, voltar a sua cidade natal e criar a Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Ilka C. Gomes de Sá Oliveira

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