3ª edição da Corrida Beneficente Espalhando Amor…..

Dentro do Projeto “Espalhando Amor”, na manhã do domingo (07), aconteceu a sua 3ª edição de corrida de rua. A referente atividade física coletiva teve como ponto de concentração, largada e chegada, o Pátio da Matriz.

Antes da largada, que teve um percurso de 5km e 3km,  que circulou por varias vias do centro da cidade, os atletas participaram do tradicional aquecimento.

Com a medalha no peito, os atletas tiveram a oportunidade de realizar degustação de frutas e outros produtos, participar de sorteios e curtir música. Corrida de rua é isso: confraternização, entrega e saúde….

O BOM TRATAMENTO – Sosígenes Bittencourt.

 


O ser humano é cativo do bom tratamento.
Há diferença entre VER e OLHAR, OUVIR e ESCUTAR.
Olhar é ver com atenção. Escutar é ouvir com atenção.
Há quem conquiste, mostrando.
Há quem conquiste, olhando.
Há quem conquiste, falando.
Há quem conquiste, escutando.
Questão de paciência.
A paciência é a maior das virtudes,
porque não há virtude sem paciência.

Sosígenes Bittencourt

Péricles Miranda: meu muito obrigado!!!

Movido pela sua  generosidade, lá, da Vitória Capixaba (capital do estado do Espírito Santo)  o nobre antonense, Péricles Miranda, enviou-me uma lembrança natalina. Recebo-a com muito carinho e achando-me importante.

Sendo ele um dos filhos do eterno jornalista José Thiago de Miranda, figura das mais impolutas na história da nossa imprensa (Jornal “O Lidador”), podemos dizer que o Péricles, há décadas,  deixou sua terra natal – por questões profissionais -, mas nunca deixou de lembrar dela, nem por um dia sequer.

Daqui, da Vitória de Santo Antão, que um dia já foi chamada de Povoado de Santo Antão, Freguesia de Santo Antão, Vila de Santo Antão e  Cidade da Vitória,  envio-lhe os melhores votos de prosperidade e saúde, sobretudo nessa passagem dos nossos 400 anos de história. Muito obrigado, amigo Péricles Miranda….

Um pouco de filosofia – QUANTO MAIS SABEMOS, MAIS SOFREMOS…

Um mergulho na filosofia pessimista de Schopenhauer.*
‘O pensamento de Arthur Schopenhauer sobre a relação entre inteligência e sofrimento está profundamente enraizado em sua filosofia pessimista, que ele desenvolveu em obras como “O Mundo como Vontade e Representação” (1818).
Ele acreditava que a vida é dominada por uma força cega e irracional, a “vontade” – que impulsiona todos os seres vivos a desejarem incessantemente, resultando em frustração e sofrimento.
No contexto da frase mencionada — “quanto mais claro é o conhecimento do homem, quanto mais inteligente ele é, mais sofrimento ele tem” — Schopenhauer sugere que a consciência e a inteligência são uma espécie de maldição. Quanto mais uma pessoa entende a realidade, mais ela percebe as tragédias e absurdos da existência humana.
Um resumo da visão de Schopenhauer sobre sofrimento e consciência:
1. Ignorância como bênção: Pessoas com menos inteligência tendem a viver focadas em necessidades imediatas e prazeres simples, sem refletir profundamente sobre o sentido da vida ou sua falta. Para Schopenhauer, essa ignorância os protege de sofrer tanto quanto aqueles que analisam o mundo em profundidade.
2. O gênio como solitário: O “gênio”, ou a pessoa extremamente inteligente, sofre mais porque vê além das ilusões que sustentam a maior parte da humanidade. Ele percebe a transitoriedade da felicidade, a inevitabilidade da morte e a luta constante pela sobrevivência. Esse entendimento pode levá-lo a um estado de alienação ou melancolia.
3. A busca pela superação: Schopenhauer acreditava que o sofrimento do ser humano pode ser minimizado, mas não eliminado. Ele via a arte, especialmente a música, como um meio de transcender temporariamente a “vontade” e alcançar um estado de contemplação pura, onde o sofrimento é momentaneamente suspenso.
Influências filosóficas e culturais no pensanento de Schopenhauer:
Schopenhauer foi influenciado pelo budismo, hinduísmo e o pensamento kantiano. Ele reconhecia semelhanças entre sua visão pessimista e o conceito budista de “dukka” (sofrimento inerente à existência). Assim como o budismo prega o desapego para aliviar o sofrimento, Schopenhauer defendia que a negação da vontade de viver poderia libertar o indivíduo.
A relação entre inteligência e sofrimento em Schopenhauer é uma das ideias mais impactantes de sua filosofia pessimista. Ele acreditava que a vida é fundamentalmente sofrimento porque é impulsionada pela “vontade”, uma força irracional e incessante que nos leva a desejar constantemente, sem nunca encontrar satisfação duradoura.
Schopenhauer argumentava que quanto mais inteligente e consciente um indivíduo é, mais ele percebe a realidade como ela realmente é: impermanente, cheia de conflitos e desprovida de um sentido último. Essa consciência aumenta o sofrimento porque o indivíduo percebe as ilusões que sustentam a maioria das pessoas, como a crença no progresso humano ou em um propósito cósmico.
Por outro lado, aqueles com menor capacidade intelectual vivem mais imersos no presente, distraídos por prazeres e necessidades imediatas, sem refletir sobre a natureza trágica da existência. Essa ignorância funciona como uma espécie de proteção psicológica.
A solidão do gênio e a melancolia filosófica:
Os indivíduos mais inteligentes, que Schopenhauer chama de “gênios”, são particularmente propensos à solidão e ao pessimismo. Eles têm dificuldade em se integrar à sociedade, pois percebem sua superficialidade e hipocrisia. Além disso, sua busca pelo conhecimento os leva a confrontar questões como a finitude da vida, a falta de justiça cósmica e a inevitabilidade do sofrimento.
Muitos filósofos, escritores e artistas que foram influenciados por Schopenhauer expressaram esse sentimento em suas obras. Nietzsche, apesar de depois criticar Schopenhauer, inicialmente compartilhou dessa visão pessimista. Dostoiévski, com seus personagens atormentados, e Freud, com sua teoria do inconsciente, também refletem essa ideia de que a consciência pode ser tanto um presente quanto uma maldição.
Possíveis saídas para o sofrimento:
Schopenhauer sugeria alguns caminhos para minimizar o sofrimento:
1. Arte e Estética – A contemplação da arte, especialmente da música, permite um momento de suspensão do desejo e da dor. A arte nos transporta para um estado de percepção pura, onde esquecemos momentaneamente a vontade e suas frustrações.
2. Compaixão e Ética – Schopenhauer via a compaixão como uma forma de superar o egoísmo e aliviar o sofrimento alheio. Essa perspectiva o aproximava do budismo, que também valoriza a empatia como um caminho para a paz interior.
3. Negação da Vontade – Inspirado por filosofias orientais, Schopenhauer sugeria que a renúncia aos desejos poderia reduzir o sofrimento. Isso se assemelha ao conceito budista de desapego e nirvana.
Schopenhauer hoje:
Hoje, a visão de Schopenhauer pode ser vista sob diferentes perspectivas. A ideia de que a inteligência traz sofrimento pode ser observada em pessoas altamente sensíveis, que sentem mais profundamente as injustiças e absurdos da sociedade. Ao mesmo tempo, sua filosofia nos lembra que a consciência também pode ser uma ferramenta para a empatia, a criatividade e a busca por significado.
Embora o sofrimento seja uma parte inevitável da existência, talvez a reflexão sobre ele possa nos tornar mais humanos. Como Schopenhauer mostra, o desafio da inteligência é encontrar maneiras de lidar com a dor sem se deixar consumir por ela.
Influência de Schopenhauer sobre outros filósofos e intelectuais:
A filosofia de Schopenhauer influenciou muitos pensadores e artistas, como Nietzsche (que inicialmente o admirava), Freud (em sua teoria do inconsciente), Wagner (em sua música) e escritores como Dostoiévski, Proust e Thomas Mann. Sua visão pessimista encontrou eco em movimentos como o existencialismo e o niilismo, que também exploram o sofrimento humano e o sentido da vida.’
Leituras Livres

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril 2026!!!

SAVE THE DATE! 
A 5ª Corrida da Vitória já tem data marcada! 

No dia 26 de abril de 2026, Vitória de Santo Antão será palco de mais uma grande celebração do esporte, reunindo atletas, famílias e apaixonados por corrida de rua. 

Prepare-se para viver uma manhã de energia, superação e movimento!
Data: 26/04/2026
Local: Vitória de Santo Antão – PE

Em breve, divulgaremos todas as informações sobre inscrições, percursos e novidades desta edição.

Marque na agenda e venha fazer parte da 5ª Corrida da Vitória!

HOMENAGEM A DILSON LIRA – por Sosígenes Bittencourt.

Essa história de homenagear Dilson Lira é uma invenção arretada. E não custa parabenizar a Academia Vitoriense de Letras que promoveu Recital em sua memória. Se lá onde estiver, puder me ler, estará sorrindo, como sempre sorriu com minhas expressões.
Faz pouco tempo, eu ia atravessando a Avenida Mariana Amália, com o poeta Dilson Lira, quando ele parou no meio do trânsito e disse que havia sonhado com a Constelação de Eridanus, o Rio Celeste. Aí, eu, conduzindo-o pelo braço, relembrei: Nós somos do tempo em que havia tempo de acompanhar a réstia do sol e contar estrelas.
Eu dizia a Dilson que não era muito chegado a CASAMENTO nem SEPULTAMENTO, talvez pela semelhança que enxergava entre as cerimônias. E ele botava pra rir.
Geralmente, lá na padaria, onde comia pão com bolo e chupava caramelo de café.
Aí, eu comentava: “Dilson, você vai viver muito porque não come e vai morrer porque não come.” E ele botava pra rir.
Mas, Dilson não deu asas ao Mal de Alzheimer, decorou todas as poesias que confeccionou. E, falando-lhe sobre ser poeta, eu o homenageava com meus versos, a saber:
Essa história de ser poeta é dom.
Um bom dom.
O poeta não faz poesia com as flores,
com o mar,
com o céu,
sem a intenção de que você
habite sua poesia.
Ou seja,
sinta o aroma das flores,
a imensidão do mar,
o mistério do infinito.
Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – D. Antônio de Macêdo Costa – por Célio Meira.

Maragogipe, formosa terra da Baia, reclinada à margem direita do rio Paragutassú, foi, no ano de 1830, o berço de d. Antônio de Macêdo Costa. Chamado, por Deus, ao sacerdócio, iniciou seus estudos, o jovem Antônio, no Seminário da cidade de Salvador, alcançando o presbiterato, aos 27 anos de idade, em Paris, no famoso Seminário de São Sulpício. Levita do Senhor, partiu, no ano seguinte, informa um biógrafo, para Roma, onde conquistou o grau de doutor “in utroque jure”, no célere Liceu de Santo Apolinário. Publicou, a esse tempo, o “Pio IX, Pontífice e Rei”.

Contava 30 anos de idade, e três, apenas, sacerdote, quando mereceu, do Céu, a graça de um bispado. Entregou-lhe, o Vaticano, a diocese do Pará. Sagrado, no Rio de Janeiro, empunhou o báculo e ostentou a mitra, naquela terra nortista, em 1862, guiando seu rebanho. Escreveu, no ano de 1872, o “Resumo da Histórica Bíblica”.

Desencadeada, em 1873, a famosíssima “Questão Religiosa”, d Macêdo Costa acompanhou d Vital, o intimorato bispo de Pernambuco, o “Atanásio Brasileiro”, e, com ele, foi condecorado, sofrendo, na fortaleza da ilha das Cobras, o martírio da prisão. Nessa luta de gigantes e de aspectos dramáticos, e sombrios, conservou-se, esse prelado, sereno e corajoso, fazendo uso constante da pena, a arma abençoada de suas batalhas. Entregou à publicidade, nessa época, o “Direito contra o direito ou o Estado sobre tudo”, livro de combate, escrito em linguagem elevada. Culto, versado em diversas línguas, escrevia, d. Macêdo, em bom vernáculo. Era seu estilo, por vezes, elegante e florido. Foi, também, um enamorado das musas, colaborando, em versos, de quando em quando, no “Noticiador Católico”.

Governou, durante trinta anos, a diocese paraense, sendo elevado, poucos anos antes de sua morte, a arcebispo da Baia, recebendo o pálio, conta padre Galanti, das do bispo d. Lino Deodato, na catedral de São Paulo. Visitou, como arcebispo, a cidade dos Pontífices. Voltando ao Brasil, procurando um repouso, na cidade de Barbacena. E nesse recanto brasileiro, ao sul de Minas, Deus o chamou ao governo de um arcebispado, no Reino da Eternidade. Estava-se a 21 de março de 1892.

Foi sepultado na capela-mor da Baia. Repousa no torrão nativo, “um daqueles homens que, no dizer de Herbert Smith, citado por um historiador, devem permanecer como marco miliário na história da igreja”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Programa Mesa de Bar: um espetáculo!!!

Em formato itinerante, frequentando os quatro cantos do estado, o Programa “Mesa de Bar”, comandado pelo conceituado comunicador Wagner Gomes, transmitido pelas rádios  CBN RECIFE (105,7FM) e CBN CARUARU (89,9 FM),  é sucesso absoluto.

Na estrada há mais de uma década (11 anos), produzido ao vivo, sempre por volta do meio dia dos sábados, Vitória de Santo Antão foi a “bola da vez”. Isto é: o programa do último sábado (29) repercutiu a partir do Club Arena JB, localizado no distrito de Pirituba.

É possível dizer que o conteúdo apresentado pelos convidados,  nos 90 minutos de duração, bem reflete a proposta plural do programa. Ou seja: pessoas gabaritadas, das mais variadas tendências,  abordando  os mais variados assuntos: uma verdadeira confraria colaborativa.

Pois bem, nesse contexto, convidado pelo Wagner Gomes, tive o privilégio de participar e contribuir com  o “Programa Mesa de Bar” do último sábado (29).

Por lá, juntei-me aos outros convidados: o radialista Aderval Barros, a representante da Pitú, Fernanda Ferrer, aos artistas Dani Aguiar, Nildo Ventura e Augusto César Filho e também aos músicos,  das respectivas bandas.

Vale lembrar que o referido programa é patrocinado pelo Engarrafamento Pitú, desde o seu nascedouro. Portanto, fica aqui o singelo registro de um momento importante de troca de conhecimentos, muita harmonia e descontração,  ocorrido no Programa Mesa de Bar, do último sábado, dia 29 de novembro de 2025.

Para assistir o programa inteiro: 

https://www.youtube.com/live/Jrinu4L7pjc?si=lMQNyIh2o71W_IN0

 

1ª Corrida da Meta Associados – Ação Social Esportiva!!!

Promovida  pela empresa “Meta Associados”, aconteceu, na manhã do domingo (30), uma atividade física coletiva em forma de corrida rua. Com concentração, largada e chegada no Pátio da Antiga Estação Ferroviária, o encontro reuniu um bom número de atletas.

 

Com percurso de 6km, que percorreu várias ruas centrais da cidade, a organização do evento premiou os 3 primeiros colocados, no feminino e masculino.

 

Ao final, os atletas receberam medalha de participação e puderam saborear sucos e frutas diversas. Parabéns aos diretores da empresa META ASSOCIADOS, por investir no esporte e promover ação social voltada à chamada “Vida Saudável”.

“Missa dos Quilombos” – por @historia_em_retalhos.

Há 44 anos, a ala progressista da Igreja Católica promovia no Pátio do Carmo, no Recife, um pedido de desculpas ao povo preto, na memorável “Missa dos Quilombos”.

Evento de suma importância histórica, mas muito negligenciado, a Missa dos Quilombos lançou uma luz sobre as raízes do racismo e sobre a resistência do povo negro no Brasil.

A celebração foi presidida por um dos poucos bispos negros do Brasil, naquele momento, o mineiro Dom José Maria Pires, arcebispo da Paraíba (“Dom Zumbi”).

Ao seu lado, o anfitrião Dom Helder Camara, arcebispo de Olinda e Recife, que propôs o desafio da realização do ato.

No comando musical, uma das mais elevadas expressões do talento, sensibilidade e criatividade da música brasileira: Milton Nascimento.

Milton estava ao lado de Dom Pedro Casaldáliga e do poeta Pedro Tierra. A escritora Inaldete Pinheiro integrava os grupos de dança de matriz africana.

Em um ambiente ainda opressivo da ditadura militar e pelas mãos de uma instituição ainda muito conservadora (a Igreja Católica), Dom José Maria Pires afirmou com muita coragem que a igreja historicamente “frequentou mais a Casa Grande do que a Senzala”.

“A igreja não estava com os negros e hoje parece que começa a estar. Começa a nos querer bem, a respeitar a nossa cultura e não tratá-la mais como grosseira superstição”, afirmou.

Do Vaticano, porém, viera a odem de interdição ditada pela Congregação da Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), proibindo sumariamente a missa como uma celebração da eucaristia.

No Recife, os jornais estampavam:

“Missa Negra, coisa de satanás, profanação do culto sagrado promovida por Helder Camara, o bispo dos comunistas”.

Mas chegaram tarde.

Cerca de 8 mil pessoas lotaram o Pátio do Carmo.

“Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo, Mariama”, exaltou o Dom da Paz.

Apesar de desconhecida da maioria, a Missa dos Quilombos contribuiu para consolidar o dia 20 de Novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra, instituído pelo Movimento Negro Unificado em 1978.

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Cascatinha da Matriz – por Sosígenes Bittencourt.

(A Cascatinha da Matriz e Manoelzinho de Horácio)

Papai me contava e mamãe assevera que quem construiu essa praça, chamada Dom Luis de Brito, foi Horácio de Barros, pai de Manoelzinho Rangel. Depois, diz que Horácio de Barros não foi à inauguração da obra, porque estava acometido de Tifo. Assistiu ao evento, debruçado na janela de sua casa, na Rua Imperial, popularmente conhecida como Rua do Meio.

Era nessa Cascatinha que Manoelzinho de Horácio tomava cachaça com caramelo de menta, contava piada, soltava lorota e empulhava o mundo. Manoelzinho de Horácio partiu para a Eternidade aos 73 anos, já faz algum tempo. Ele contava que o médico que lhe tirou o baço e garantiu-lhe um ano de existência morreu primeiro.

Certa vez, Manoelzinho de Horácio me contou que fez um frio tão grande em Vitória de Santo Antão que o Leão Coroado, na frente da Estação Ferroviária, saiu do monumento e foi se esconder dentro de uma barbearia do outro lado da Praça. Manoelzinho de Horácio era jogador de futebol. Diz que, um dia, ele foi bater um pênalti, quando o adversário Tenente Índio o ameaçou: – Se fizer o gol, me apanha! Manoelzinho não teve dúvida, furou o gol e saiu correndo do estádio José da Costa, solto na buraqueira, pelo Dique afora.

Sosígenes Bittencourt

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril 2026!!!

SAVE THE DATE! 
A 5ª Corrida da Vitória já tem data marcada! 

No dia 26 de abril de 2026, Vitória de Santo Antão será palco de mais uma grande celebração do esporte, reunindo atletas, famílias e apaixonados por corrida de rua. 

Prepare-se para viver uma manhã de energia, superação e movimento!
Data: 26/04/2026
Local: Vitória de Santo Antão – PE

Em breve, divulgaremos todas as informações sobre inscrições, percursos e novidades desta edição.

Marque na agenda e venha fazer parte da 5ª Corrida da Vitória!