ARQUIVO E MEMÓRIA: João Potó.

Naquilo que chamamos de “sujeito boa praça”, algo tão raro nos dias atuais, em qualquer lista  que se faça, realçando antonenses de todos os tempos,  o nome do sempre bem humorado e bricalhão João Ferreira do Nascimento se faz imperativo. Nos nossos arquivos, ao longo desses poucos mais de 10 anos do Blog do Pilako, um pouco da sua figura está preservada.

Falecido de maneira repentina, em 14 de janeiro de 2019, “João Potó”, como era bastante  conhecido, sabia transformar histórias trágicas e roteiros sinistros em humor fino e  inteligente. Sem espaço para o “baixo astral”, João Potó sabia fazer piada e rir de si mesmo. Nas rodas de bate-papo e mesas de bares seus “lances” são lembrados com frequência e saudade, todos os dias.

Na qualidade de antonense mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome – João Potó –  ele foi um dos 25 “apelibiografado” do 2º volume do nosso projeto ( Livro Apelidos Vitorienses). Nesse contexto, hoje, o  amigo João Ferreira do Nascimento estampa nossa coluna – Arquivo e Memória – que tem, entre outros objetivos, relembrar de pessoas que tiveram suas imagens coletadas, congeladas e salvas  pelas lentes do Blog do Pilako.

Espaço Parlamentar: Vitória de Santo Antão é contemplada com duas Emendas indicadas por Túlio Gadêlha e receberá R$450.000,00.

O Deputado Federal, Túlio Gadêlha (PDT), através das emedas participativas, dispôs ao público a escolha do destino da verba do seu mandato. É uma oportunidade das pessoas obterem conhecimento sobre o orçamento que os deputados dispõem e assim, emponderando-as, para gerir o dinheiro público.

“A gente achou democrático esse modelo de consulta pública para definição desses recursos e a gente tem adotado em 100% das emendas individuais. Não é um processo muito comum. Não há resistência, mas colegas relatam que são cobrados a adotar o mesmo processo de emendas participativas”, comenta Túlio Gadêlha. As redes sociais foram movimentadas para pleito de cada projeto, duas em particular, no Município da Vitória de Santo Antão, foram contempladas, a saber: o Projeto UFPE no Meu Quintal realizado pelo CAV/UFPE com 1.078 votos e o Projeto Mãos Solidárias Alto do Reservatório (UFPE) com 846 votos.

O Projeto UFPE no Meu Quintal receberá R$150.000,00, o objetivo é a transferência direta de conhecimento da Universidade para comunidades de pequenos municípios do interior pernambucano por meio de minicursos, palestras e capacitações, oferecidas por estudantes universitários nas áreas de Educação, Saúde, Justiça e Cidadania, Meio Ambiente, Cultura e Tecnologias Sociais.

O Projeto Mãos Solidárias Alto do Reservatório (UFPE) receberá R$300.000,00 para reforma e adequação da Unidade de extensão multiprofissional do Alto do Reservatório, que com sua reforma deverá contar com uma sala de música para a banda marcial da comunidade, uma biblioteca com contação de história, uma sala de dança e artes marciais, dois consultórios multiprofissionais, um palco com hall para plateia, uma sala para aulas e oficinas, uma cozinha experimental e uma horta, além de banheiros e sala de reunião.

“É promover o debate público e mobilizar a sociedade, mostrando que isso resulta em recursos e quebrar um pouco a lógica dos acordos feitos nos bastidores, empoderando as pessoas que desejam participar da política, dando as pessoas o poder de gerir o orçamento público”, avalia o parlamentar. Os projetos irão receber recursos de emendas parlamentares e será destinado para o Município da Vitória de Santo Antão o total de R$ 450.000,00.

Assessoria. 

Além dos mesmos, outros nomes locais deverão disputar os votos no nosso torrão…

Faltando menos de um ano para as eleições gerais de 2022 a “panela” política, a partir de Brasília, centro do poder, começa produzir alguns cenários na formatação  dos palanques estaduais. Com as novas regras que impedem as chamadas coligações proporcionais  as agremiações políticas, de olho nos próximos recursos oriundo do fundo partidário e seus derivados, querem e precisam  “engordar” suas respectivas representações no Congresso Federal. Em Pernambuco alguns “acertos políticos”  já começaram a ser “travados”.

Com efeito, nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão -, ao que tudo indica, terá algumas “novidades” para o próximo pleito,  até agora, estrategicamente,  em compasso de espera. Na qualidade de colégio eleitoral expressivo, dentro do mapa geopolítico pernambucano, os principais concorrentes ao Palácio das Princesas deverão “investir” em algumas candidaturas locais ao parlamento (estadual e federal) para lhes abrirem espaços palanques por aqui.

Além dos três “deputados da terra”, atual prefeito e ex-prefeitos  – Henrique Filho, Joaquim e Victor. Paulo, Elias Lira e Aglaílson Junior, respectivamente  –  que “obrigatoriamente” já estariam alinhados com o  candidato indicado pelo Governado Paulo Câmara, certamente o atual vice-prefeito, Edmo Neves, será “escalado” para a disputa,  no sentido de  abrir palanque para o projeto estadual da atual prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, até porque um dos “fiadores” da recente eleição de Paulo/Edmo  (2020) foi  o ex-senador Armando Monteiro. Possivelmente o anuncio dessa “jogada ensaiada” só será anunciada aos 43 minutos do segundo tempo.

Em recente Live do Blog do Pilako, Socorro Mariz (Dona Socorro da Apami), mais conhecida politicamente por “Socorrinho”,  anunciou que será candidata a deputada federal pelo partido que “empina” a candidatura ao governo do atual prefeito de Petrolina, Miguel Coelho – filho do atual senador Fernando Bezerra Coelho.

Ainda sem definição, por conta das arrumações partidárias, “correm por fora”  outras candidaturas de atores locais. Pelo PDT: André Carvalho,  Saulo Albuquerque e Hérika Araujo. Pelo PP:  Carlos Henrique e Felipe Cezar. Evidentemente que dentro desse novo “arranjo” eleitoral, em que os partidos precisam de “musculatura” para não caírem nas garras da chamada  “clausula de barreira”,  todas as candidaturas serão incentivadas pelas respectivas direções partidárias.

É nossa cidade, Vitória, em função do dinamismo do novo  sistema político eleitoral, abrindo, a fórceps,  as porteiras dos velhos currais eleitorais………..

LIVE 118 – ao vivo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho (APAMI).

Hoje (19) produzimos a live “Memórias Antonenses” com amiga Maria do Socorro Álvares Mariz – Socorrinho da Apami.     

Nascida na Avenida Mariana Amália – antes mesmo de ser construída -,  Socorrinho foi fruto da união de duas famílias que militavam na vida pública. Nas suas lembranças de crianças, assinalou a sua primeira comunhão como o fato mais alegre e a morte do seu avô, Coronel José Joaquim da Silva, como o mais triste.

Da sua candidatura a prefeita da Vitória, ainda na década de 70, angariou muita simpatia popular ajudando, na eleição seguinte, na qualidade de vice,  eleger o marido, Ivo Queiroz, prefeito pela segunda vez. Questionada sobre o contexto político atual, foi taxativa: “serei  candidata a deputada federal na próxima eleição”. 

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI.

Corrida Com História – Instituto Histórico e Geográfico – 71 anos de história.

Hoje, sexta-feira, 19 de novembro, nossa “parada”, dentro do peculiar quadro   “Corrida Com História” ocorreu defronte ao prédio que abriga, desde de 1950, o nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, ou seja: O MAIOR PROJETO CULTURAL DA VITÓRIA DE TODOS OS TEMPOS.

Nesses 71 anos ininterruptos de atuação reconheçamos que este sodalício construiu-se de maneira coletiva, mas devemos sempre sublinhar a figura do emblemático Padre Pita, pároco da nossa Matriz de Santo Antão que muito antes do instituto ser materializado já havia “jogado” a semente da preservação histórica no nosso solo fértil da então bucólica cidade de Vitória.

Assim sendo, devemos sempre louvar as melhores ideias e suas respectivas ações, no sentido da materialização edificante. Concluo, dizendo: o nosso Instituto Histórico é uma casa que preserva o passado e  registra o presente porque está conectada ao futuro.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO COMPLETA 71 ANOS – por Pedro Ferrer.

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, idealizado pelo doutor Djalma Raposo, na ocasião, promotor público desta cidade, foi fundado no dia 19 de novembro de 1950, por uma plêiade de trinta antonenses. Tem o Instituto, como finalidade principal, “o estudo da História, da Geografia e ciências afins, no plano nacional, estadual e especialmente da Vitória de Santo Antão” (Art. 1°do estatuto).

Desde o início tem como sede o belo e espaçoso imóvel, localizado na rua Imperial, 187, construído no ano de 1851, pelo doutor Joaquim Jorge dos Santos, promotor público da nossa comarca, que o alugou, logo em seguida, à câmara dos vereadores que nele instalou o “paço municipal”.

Em dezembro de 1859, por ocasião da visita da Família Imperial à nossa cidade, foi desocupado pela câmara e transformado em “Paço Imperial”, para alojar o Imperador Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina e sua comitiva. A partir dessa data passou a ser conhecido como “Casa do Imperador”.

No decorrer dos anos seguintes, ele serviu para diversos fins: residência de senhores de engenhos e de comerciantes, educandário, posto de saúde e de higiene, sede do Tiro de Guerra e do Sport Club da Vitória. Até que afinal, em 1950, o velho solar passou a alojar o nosso Instituto Histórico e Geográfico.

Este ano completa o Instituto 71 anos ininterruptos de funcionamento. No decorrer destes 71 anos teve seis presidentes: Djalma Raposo, Manoel de Holanda Cavalcanti, José Aragão Bezerra Cavalcanti, Luís Boaventura de Andrade, Eunice Vasconcelos Xavier e Pedro Humberto Ferrer de Morais que permanece à frente da entidade desde 2010. Seguindo o que determina seu “Estatuto”, o Instituto comemora efusivamente três datas: 6 de maio (Elevação da Vila de Santo Antão à categoria de cidade), 3 de agosto (Gloriosa Batalha do Monte das Tabocas) e 19 de novembro (seu aniversário de fundação).

Para atingir seu nobre objetivo, “o estudo da História, da Geografia e ciências afins”, nosso Sodalício mantém um museu, uma biblioteca e um rico acervo de documentos gráficos e manuscritos. Sua extensa coleção de periódicos constitui uma importante fonte de pesquisas. Nela o estudante ou pesquisador encontrará jornais que remontam ao século XIX. Esta documentação vem paulatinamente sendo digitalizada e colocada, via internet, à disposição dos pesquisadores ( ).

O museu, destaque maior do Instituto, está subdividido em sete setores:

– Linha do tempo

– Setor Sacro

– Setor da imprensa

– Setor da economia

– Setor antropológico

– Setor de carnaval

– Galeria de artes plásticas

– Setor da imagem e do som

Para realização de suas solenidades, conferências e reuniões dos sócios o Instituto dispõe de um Salão Nobre e um auditório climatizado com 250 poltronas. Em função das dificuldades impostas pela pandemia, apenas de maneira simbólica, hoje, pela manhã, cortamos o bolo. Viva o nosso Instituto!!!

Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

 

Live bate-papo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho (APAMI).

LIVE  bate-papo – “Memórias Antonenses” –   sexta-feira (19), às 17h com Maria do Socorro Álvares Mariz – Socorrinho da APAMI. 

O  quadro “memórias antonenses”, dentro da LIVE do Blog do PIlako,  será enriquecido com a participação da amiga Socorro Mariz. Nascida e criada a partir do “coração da cidade” – Avenida Mariana Amália -, oriunda de família política, na qualidade de mulher, ao seu tempo,  ela quebrou muitos tabus na nossa sociedade. Socorrinho, entre outras coisas,  foi a primeira mulher a disputar a prefeitura da Vitória. 

Live bate-papo – “Memórias Antonenses” – com Socorrinho da APAMI.  

Sexta-feira – 19 de novembro – às 17h.

Transmissão pelo Blog do Pilako.

 

Viva ao Mestre Fernandes Rodrigues!!!

Recentemente, em visita de cortesia ao seu Ateliê, localizado às BR 232, parte da diretoria do nosso Instituto Histórico festejou com o Mestre antonense, Fernandes Rodrigues,  sua produtiva participação no 14ª Salão de Artesanato de Brasília. Além das boas vendas, algumas das suas peças despachadas foram adquiridas por colecionadores e pessoas influentes no mundo das artes. Com certa quilometragem em eventos do gênero o “nosso” Mestre  Fernandes, sem sombra de dúvida, tornou-se uma das  referências das artes da “Terra dos Altos Coqueiros”. Viva ao Mestre!!

O contágio dos novos tempos na ABL há exatos 80 anos. Marcus Prado – Jornalista.

A Academia Brasileira de Letras/ABL, a mais ilustre instituição literária do País, tem por objetivo primordial cumprir plenamente a cláusula pétrea e inamovível estabelecida pelos fundadores, de defesa da língua e da literatura nacional. Eram todos jovens que acreditavam na força transformadora da palavra escrita e da criação literária conciliada com a audácia estética. Estavam todos enfeitiçados pela ideia de reunir o melhor da literatura brasileira.

Tem, ao longo dos seus mais de 100 anos, uma forte presença de pernambucanos na sua galeria de “imortais”, a começar por Joaquim Nabuco (1849-1910), figura humana insubstituível, que foi o grande vulto incentivador e colaborador presencial ao lado de Machado de Assis da ideia de congregar a excelência da literatura do nosso País. Falar de Nabuco na ABL é enaltecer aquele que assumiria a excessiva missão de fundamentar, ao lado de Machado, a sua identidade, a contribuição fecunda e rica da ABL na cultura literária do Brasil. Nabuco já se revelava o acadêmico perfeito, voltado para as praxes da instituição. Era, na verdade, pelo seu carisma, o braço direito daquela corajosa agremiação.O Nabuco do Engenho Massangana, que seria patrono anos depois da maior instituição nordestina de cultura, ligada ao MEC, a Fundação que traz o seu nome, hoje presidida pelo escritor e acadêmico Antônio Campos.

Sabia-se do rigoroso critério de seleção dos eleitos para a Academia, tão bem definido por Afrânio Peixoto, quando recebia Osvaldo Cruz na ABL Há um capítulo de sua história, um tanto ressurgente, que se desconfigura do modelo francês na escolha dos integrantes, mas isso não tem sido visto como uma fenda nos estatutos da instituição. O contágio de um novo tempo da ABL vem de longe. Talvez sob a inspiração da ABL simbolizar, também, a causa da liberdade, da diversidade, como diria professor e historiador Arno Wehling no seu discurso de posse. Começou com Getúlio Vargas, na época o político mais forte do Brasil, prestigiado em todas esferas do poder, eleito para a ABL há exatos 80 anos no mês de novembro.

Meu artigo nada tem de analogia da ABL dos nossos dias com a instituição de estilo eloquente e seletivo do passado, onde se afinava a nossa língua e nossos instrumentos de sentir. Não me apresento para julgar critérios de escolhas, sei que os valores da inteligência e da cultura são multiformes, a experiência humana do ser-no-mundo em diversos aspectos tem ciclos de continuidades e descontinuidades. Vai bem longe o tempo em que Platão escreveu no pórtico da sua Academia a condição de que só daria lugar a bem poucos: “Aqui não entra quem não for geômetra”. Pretendo somente lembrar um episódio de oito décadas que exteriormente repercutiu nos meios acadêmicos, fora da ABL e na melhor mídia.

Como se deu: Para a glória de usar o fardão mais disputado do Brasil entre o sim (e os não) da vida intelectual, o gaúcho presidente da República apresentou como cartão-de-visita os 11 volumes que reúnem a sua trajetória como político. (O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista João de Scantimburgo (1915-2013), a Prefeitura do Rio de Janeiro desembolsou mais R$ 70 mil para custear o fardão). Ali estão seus discursos mais importantes, desde a campanha presidencial de 1929, fruto da propaganda do Estado Novo. Uma vasta gama de documentos oficiais em que se terá reunido o pensamento autoritário de Vargas, um discurso ultraconservador, eis o perfil intelectual do ocupante da cadeira que teve como patrono Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). Páginas e mais páginas de retórica do saneamento, do equilíbrio financeiro e das finanças sadias são temas da “obra” de Getúlio, ao contrário do que se daria com os relatórios de gestão do prefeito e depois grande escritor Graciliano Ramos (1892-1953).

Os relatórios enviados ao governador de Alagoas (1929, 1930), já na época, chamaram a atenção da mídia não somente pela qualidade literária (pois o Prefeito não se utilizou da formalidade que tais documentos normalmente carregam, e sim, de uma construção linguística própria dos grandes escritores), mas pela sua excelência na administração da cidade. Getúlio era baixinho no tamanho, mas vaidoso ao extremo. Junto dele estava sempre o Gregório Fortunato (1900-1962) o chefe da guarda pessoal, também conhecido como “Anjo Negro”, a lhe pentear os cabelos nas cerimônias públicas. (Ficou famosa uma foto dos dois na revista O Cruzeiro). Faltava-lhe o fardão, não a glória literária. A quem se deve a façanha de Vargas tornar-se candidato único e conquistar, sem pedir voto a ninguém, a cadeira 37 da Academia? Era presidente da ABL o seu amigo, homem forte, de prestígio e confiança na esfera do Governo Federal, o Levi Fernandes Carneiro (1882-1971), Consultor – Geral da República, nomeado por ele, Vargas. Nessa postura, o Levi não mediria esforços para dar prova de amizade e gratidão ao ilustre chefe.

No seu discurso de posse, Vargas faz de imediato uma confissão, deixou a sua primeira “carta-testamento” à posteridade: “Não sou e nunca pretendi ser um escritor de ofício, um cultor das belas-artes (…)”. Nada pôde dizer, no discurso, da sua experiência como escritor e do efeito que o seu livro produziu no público, sequer entre os seus seguidores políticos. Depois dessa confissão, dizem que Vargas jamais foi visto na cadeira 37, que já pertenceu ao poeta Ferreira Gullar (1930-2016).

Por falar em tradição de Pernambuco na ABL, porque foi daqui que ela se agigantou em qualidade no quadro de sócios, quero lembrar o nome de um dos seus benfeitores, o usineiro pernambucano de Vitória de Santo Antão, João Cleofas de Oliveira (1899-1987). Outro pernambucano de Caruaru, Austregésilo de Athayde (1898-1993), presidente da ABL, construiu um patrimônio de imóveis que garante a cada acadêmico um “salário” de R$ 11 mil. Reconheço que a tradição de Pernambuco na ABL poderia ser continuada com todo brilho e qualidade, com nomes, quem sabe, no futuro, como Vamireh Chacon, Cláudio Aguiar, Luzilá Gonsalves, Lourival Holanda, Raimundo Carrero, José Paulo Cavalcanti Filho, João Câmara, Antônio Campos, George Cabral, José Souto Maior Borges, Everardo Maciel, Vera Millet, Juliana Barreto.

Marcus Prado – Jornalista. 

“Corrida Com História” – “o difícil é ser fácil”.

Com muito ou pouco conhecimento dos seus respectivos benefícios, de maneira geral, os adultos sabem da importância e os impactos da atividade física regular,  no sentido da construção de uma vida saudável, sobretudo às pessoas que já dobraram a esquina das quatro décadas de primaveras. Em ato contínuo também é de conhecimento amplo que manter-se ativo fisicamente não é uma tarefa das mais fáceis.

Na qualidade de “coroa” que já envergou mais de meio século de vida, busco as mais diversas motivações para continuar praticando a corrida de rua. Dentre o rosário de motivações, destaco o projeto original por nós idealizado, produzido  e protagonizado que carrega uma salutar e curiosa mistura, ou seja: cultura/corrida/sentimento/pertencimento/ação cidadã e etc.

O “Corrida Com História”, iniciado há mais de um ano, vem cumprindo o seu papel. Ao circular na cidade, mesmo em tempos de restrições sociais, por conta da pandemia, muitas são as abordagens efusivas de pessoas conhecidas e até de outras não as conheço,   sob os vários aspectos já citados.

Já no “mundo digital”, principal plataforma de divulgação do trabalho,  na medida do possível, procuro responder a todas as mensagens. “Tá, essa eu não sabia” – “Nunca ouvi falar nisso” – “ Estou conhecendo minha cidade” – essas estão  entre as manifestações mais frequentes.

Recentemente, numa manhã ensolarada, ao circular pela Rua Senador João Cleofas de Oliveira e passando bem em frente à Loja Cattan (antigo prédio da emblemática Pitú-Lanches), o profissional da pintura, conhecido como “Daniel Artes”, ao cruzar comigo, de maneira entusiasmada, disse: “ foi aqui que  funcionou o primeiro cinema de Vitória, segundo meu amigo Pilako”. Na mesma hora, parei e pedi-lhe para registrar o momento.

Eis aí, portanto, um dos exemplos da  materialização do nosso peculiar projeto que atende pelo nome de  “Corrida Com História”. Ou seja: transformar informações históricas, muitas vezes densa e rebuscada,   pertencente apenas ao empoeirado mundo dos livros e jornais antigos em linguagem simples, objetiva e dinâmica  tornando-a  acessível às pessoas  de todas as camadas sociais. Esse, contudo,  configura-se no grande desafio dos que passaram pelas academias e faculdades. Para concluir, quero  lembrar  o professor, poeta e  pensador antonense, Sosígenes Bittencourt, dizendo: “o difícil é ser fácil”.

Novo Pároco da Matriz – Josivaldo – ” a expectativa é a melhor possível”.

Na qualidade de blogueiro sintonizado com a história da nossa Vitória de Santo Antão, na manhã de hoje (12), nas dependências da  Casa Paroquial, bati um agradável papo com o Monsenhor Josivaldo – Josivaldo José Bezerra – que, a partir do dia 31 de janeiro de 2022, será empossado na nossa Matriz de Santo Antão.

De maneira calma e serena, quando questionado sobre sua origem, ele falou da sua infância pobre,  vivenciada na Zona Rural da cidade de Gravatá, mais precisamente no Sítio Queimadinha. Filho de agricultores, confidenciou-nos  que seu primeiro projeto de vida era exercer a profissão de policial. Seu primeiro contato com as letras, por assim dizer,  se deu aos 9 anos, quando, junto com os familiares, foi morar no centro da cidade.

Só por volta dos 11 anos de idade o mesmo teve contato com a igreja e seus ensinamentos. Mais adiante, através da confiança e incentivo  do  Monsenhor Cremildo exerceu a função de coroinha e assim descobriu sua vocação sacerdotal. Nesse recorte temporal, labutou em uma banca de revista,  exerceu a função de cambista e também chegou a trabalhar na prefeitura,  até seguir para o seminário.

Hoje, aos 54 anos,  relembrou sua trajetória após o seminário. Aliás, foi contemporâneo do Monsenhor Maurício Diniz. Sua ordenação ocorreu em 20 de março de 1998.  De maneira não muito comum, a mesma ocorreu em  praça pública, na cidade de  Gravatá, numa celebração que nem existe mais: Na Missa do Romeiro.

Sua  primeira paróquia foi a de Santo Antonio, localizada na cidade do Cabo de Santo Agostinho. Primeiro na qualidade de diácono, depois  como pároco  permaneceu na sua missão evangelizadora por 18 anos. Lá,  também fundou o Vicariato do Cabo, inicialmente com 8 paróquias e , ao deixar a cidade, o mesmo já contava com o dobro, ou seja: 16.

Desde 2016, Monsenhor Josivaldo encontra-se na Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na cidade de Escada. De onde foi transferido  para assumir a nossa principal  Paróquia, ou seja:  Matriz do Glorioso  Santo Antão. Quando questionado sobre sua expectativa,  visivelmente alegre, disse:  “a expectativa é a melhor possível”.

Sobre possíveis  mudanças no roteiro administrativo,  até então desenhado  por Monsenhor Maurício, ele foi contundente: “temos que respeitar as tradições locais. Aprendi com Monsehor Cremildo que quando chegamos numa nova paróquia devemos escutar o povo, acolher as ideias e administrar com os conselhos pastorais, até porque ninguém faz nada sozinho”.

Sobre as transformações sociais e temas polêmicos da igreja,  ele, de maneira segura, afirmou que “ a doutrina da igreja é intocável. Mas a igreja tem se modernizado e, antes de tudo, devemos sempre respeitar as pessoas sem fugir da fé”.  Sobre o temas  políticos, o religioso foi categórico: “ tudo envolve política, mas não devemos se envolver em política partidária. Mas lembremos que denunciar as injustiças sociais é também missão da igreja”.

Antenado e atualizado, ele disse que as redes sociais é um ativo importante no novo contexto evangelizador, exemplificando o atual momento pandêmico:  “nessa pandemia, quando celebrei a primeira missa de portas fechadas, através das novas tecnologias, eu chorei”.

Ao final desse nosso primeiro encontro, tive do novo pároco da Matriz de Santo Antão as melhores impressões. Detentor de uma simpatia cativante e de um  bom humor singular,  ele disse que quando criança levou uma queda de cavalo e que até hoje carrega um cicatriz no braço, para justificar a  imprescindível presença do idealizador nas próximas edições da Missa do Vaqueiro, ou seja:  do Monsenhor Maurício Diniz.

Portanto, inicialmente, essas foram  as linhas gerais da nossa conversa, mas que já deixei o  convite formulado  para,  em momento  oportuno,  dialogarmos em uma  LIVE do Blog PIlako. Assim sendo, resta-nos desejar ao Monsenhor Josivaldo José Bezerra as melhores boas vindas…..

Instituto Histórico da Vitória prestigia fundação do Instituto Histórico do Moreno.

Diante  das mais diversas autoridades constituídas  do município do Moreno, de representações de entidade congêneres  e da sociedade de maneira geral, tomaram posse, na manhã de ontem (11),  11 sócios fundadores do recém criado Instituto Histórico e Geográfico do Moreno. O evento  ocorreu na Câmara de Vereadores da referida cidade.

Jurando compromisso cívico, os mesmos (11 sócios) se comprometeram publicamente, entre outras coisas,  ao resgate, preservação e divulgação na rica história do lugar. Na ocasião, os poderes Executivo e Legislativo municipal, através do prefeito e do presidente da Câmara, se comprometeram unir esforços no sentido da edificação da entidade.

Na qualidade de entidade parceira, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, representada nesse ato pelo presidente, vice e diretor patrimônio, Pedro Ferrer, Cristiano Pilako e Fernando Nascimento, respectivamente,  se fizerem presente para apoiar mais essa iniciativa de caráter eminentemente cultural.

DURANTE UMA TARDE INTEIRA DE UM DIA DE NOVEMBRO 2017 – por Marcus Prado.

DURANTE UMA TARDE INTEIRA DE UM DIA DE NOVEMBRO 2017 eu fotografei Francisco Brennand no seu pequeno mundo de fecundidade solar. Algumas fotos serão escolhidas para o meu livro (inédito) O TIGRE ANFÍBIO. Procurei mostrar um Francisco jamais visto antes de mim, um arista que tinha obstinada vontade de fixar-se numa terra estranha. pelo seu singular contingente de esperança , cuja vida é impossível dissociá-la da sua obra monumental, sacralizada por uma esplêndida vontade de invenção., as causas da sua unanimidade.

Marcus Prado – Jornalista. 

Corrida Com História – Açougue da Vitória – 156 anos.

Dentro do Projeto Cultural/Esportivo/Histórico, no qual, entre outras coisas,  através da atividade física procuramos realçar o rico acervo a céu aberto da nossa “Aldeia” – Vitória de Santo Antão, hoje, 11 de novembro de 2021, realçamos os 156 anos da inauguração do Açougue da Vitória.

Obra edificada com “dinheiro provincial” e tocada pela Câmara de Vereadores da Vitória, a mesma, inicialmente, foi orçada em quatro mil e quinhentos réis. Na sua planta original, suas dimensões se socorrem de uma unidade de medida disponível para época, ou seja: era contado em palmos….

Por conta da maior tragédia dos nossos quase 400 anos de história, o surto da cólera, que ceifou um terço da população de então, sua construção durou mais de uma década, devido à paralização. Hoje, esse prédio é a mais antiga edificação pública de pé que temos na cidade.

Em 1965, no seu centenário, o então prefeito Ivo Queiroz promoveu uma grande restauração nas suas instalações,  sem prejuízo para o projeto arquitetônico original. No contexto histórico, sem sobre de dúvida, esse empreendimento foi um marco para o nosso lugar e, definitivamente, colocou-o na rota do tão sonhado desenvolvimento. Corrida Com História.