Olá pessoal! Sejam todos bem vindos ao nosso Espaço Cultural. Para essa edição apresentarei para vocês ouvintes do Blog do Pilako, dois grandes nomes da nossa literatura, Mauri de Castros escritor e dramaturgo, está entre os dez melhores atores do teatro brasileiro e a Helena Lhais uma verdadeira fortaleza humana, pedagoga, escritora, editora e fundadora da Editora Lago de Histórias. Helena Lhais dirige a Casa Cultural Lago de Histórias (RJ), espaço onde acontecem oficinas de escrita criativa, oficinas de ilustração, visitas literárias para alunos de escolas das redes pública e particular, e contação de histórias. Estaremos com Mauri de Castro, formado em Artes Cênicas. Uma vida inteira de Teatro, Cinema / TV , Literatura , Música e humor; atuou em mais de 82 espetáculos, teatrais, filmes, com diretores como Fábio Barreto, João Batista de Andrade, Geraldo Moraes e Breno Silveira; trabalhos para TV, entre eles, a novela O Rei do Gado; Seriados na TV Educativa do Rio (As Aventuras do Tio Maneco / Flávio Migliaccio); Escolinha do Professor Raimundo; A Praça é Nossa; Domingo Legal (dupla satírica Vira & Mexe); dirigiu peças de teatro, entre musicais, infantil, comédias e dramas Dezenas de composições gravadas por outros cantores e já gravou 6 Cds.
Permaneçam conosco, não mudem de barzinho não.
Dia 09 de outubro estaremos com a nossa conterrânea, a escritora Rosângela Martins e seu Romance – Correntes de Papel.
Para começar:a Prefeitura da Vitória de Santo Antão saberia informar à população quantas “lombadas de trânsito” existem nas vias públicas do nosso município?
O Código Brasileiro de Trânsito – CTB, no seu art. 94 parágrafo único, PROÍBE a utilização de ondulações transversais, conhecidas popularmente como “lombadas” ou “quebra-molas” com a finalidade de redutores de velocidade, SALVO em casos especiais definidas pelos órgão competente nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN. Ou seja, a regra é a proibição. A normatização está definida na Resolução 600/2016 do CONTRAN.
Mas o que se vê na nossa cidade é que a exceção tornou-se a regra, haja visto que as ruas estão “infestadas” de lombadas e, arrisco-me a dizer: possivelmente todas feitas de forma IRREGULAR, ou seja, sem nenhum estudo técnico, como manda a Lei.
Na Vitória de Santo Antão existem lombadas de todo tipo: lombadas sem sinalização; junto às esquinas de ruas; do tipo “anãs” e também “gigantes”. Lombadas “sopapos” e até lombadas “invisíveis” – ver fotos.
Para se ter uma ideia do tamanho do stress ao qual o condutor de veículo é obrigado a conviver diariamente, na Rua Dr. Jose Rufino, num trecho de apenas 1,3 KM, desde o “Viaduto do Cajá” até a Igreja de Água Branca, existem 14 lombadas.
Outra via que salta aos olhos é a Rua Hermenegildo Costa, pois num trecho bem menor – 700 metros -, desde o início, isto é: do Restaurante ” A Fava da Galega” até o final da rua, 12 lombadas foram construídas.
Para ajudar na contagem: só nessas duas ruas já contabilizamos 26 lombadas.Algo, sem dúvida, inaceitável.
Também é possível se observar as “lombadas invertidas” ( tipo “Queijo Suíço”) – ou seja: seriam buracos nas ruas que, por si só, já seriam redutores “naturais” de velocidade.
Essa verdadeira “epidemia de lombadas” vem causando inúmeros transtornos aos motoristas, prejudicando os veículos devido ao desgaste prematuros de certos componentes, ao próprio trânsito e até ao meio ambiente, por conta do aumento no consumo de combustível e, consequente, eliminação de maior quantidade de gases tóxicos. Lombadas irregulares podem até causar acidentes aos ocupantes do veículo – vale lembrar.
Alguém já tomou algum susto ou se feriu ao ultrapassar certas lombadas ? É bom lembrar que qualquer pessoa que tenha se prejudicado ou que sofreu algum prejuízo relacionado às lombadas irregulares poderá acionar a Justiça, na busca pelo ressarcimento junto à municipalidade, cabendo, sim, eventual indenização – com grande chance de ganho de causa.
Na qualidade de motoristas local, minha sugestão é que se faça um levantamento e um estudo – que certamente nunca foi realizado – de todas as lombadas existentes na cidade – tarefa difícil – para que sejam eliminadas (imagino) pelo menos 90% dessa “praga” e que às necessárias sejam, dentro das normas técnicas previstas no regramento legal, aperfeiçoadas.
Lombadas em excesso somente demonstram o atraso dos gestores na engenharia de trânsito. Como diz o matuto: É um atraso de vida.
Com celebração familiar, festejado e lembrando pelos amigos mais próximos, no último sábado (02), um dos casais referências da sociedade antonense, Lourdinha e João Álvares, comemoraram 61 ano do sagrado matrimônio. “O amor capaz de durar é produto de uma convivência amorosa, saudável e responsável”. Esse é o sentimento e o segredo do eterno casal de namorados em tela. Parabéns aos tios, João e Lourdinha.
Imbuídos dos melhores sentimentos, registramos um conjunto de cristãos que colocara a “mão na massa” no sentido da “Ação Social Por Vitória”, realizada ontem (30), na Igreja Nossa Senhora da Conceição, bairro de Lídia Queiroz. Na foto: Jodalvo Filho, Mariano Neto, Thaís Santos, Joanna Guimarães, Edivaldo Silva e Jerluce Ferraz.
No contexto da passagem do “Dia do Mototaxista”, ocorrido na semana passada, a prefeitura da Vitória, numa ação integrada, capitaneada pela AGTRAN e várias secretarias, dentro dos movimentos alusivos à Semana Nacional do Trânsito, realizou, na Praça Duque de Caxias ação para promover cidadania. Entre outros serviços “contou com recadastramento de mototaxistas regulares, que receberam camisas”.
Pois bem, antes de aprofundar no assunto dos mototaxistas, por dever de justiça, devemos creditar ao atual diretor da AGTRAN, Marcelo Torres, algumas intervenções pontuais no nosso sistema viário, que repercutiram positivamente. Dentre elas, destacamos: modificações físicas na Avenida Mariana Amália, Avenida Silva Jardim e Praça Severino Ferrer de Moraes. Aliás, não me canso de dizer: mobilidade urbana sempre será uma obra inacabada, dada a sua complexidade e dinamismo.
Voltando ao assunto em tela – mototaxista -, na qualidade de curioso dessa matéria trânsito, gostaria de dizer que não enxerguei com bons olhos o recente “oba-oba” promovido pela prefeitura na Praça Duque de Caxias. Vale lembrar que o serviço de mototáxis na Vitória de Santo Antão é uma realidade há mais de duas décadas e o mesmo, por parte dos gestores de plantão, nunca foi tratado com a devida seriedade.
Ao longo dos tempos os prefeitos de plantão mais se utilizaram politicamente dos profissionais das duas rodas do que propriamente lhes atenderam nas questões mais elementares. Lá atrás, no inicio dos anos 2000, por exemplo, o então prefeito José Aglailson, prometeu à categoria “mundos e fundos”. Até de um cartão magnético lhes seria fornecido para acessar outros benefícios. De concreto, ao final, apenas uma bata vermelha com a marca da sua gestão: GOVERNO QUE FAZ.
Na ERA do GOVERNO DE TODOS, comandada pelo então prefeito Elias Lira, os mototaxistas, além de serem usados mais uma vez gratuitamente como propagandistas da marca da gestão, tal qual no governo imediatamente anterior, foram induzidos e até “obrigados” a investir dinheiro na regulamentação e na compra de equipamentos individuais, sob a determinação de que só “ vai rodar, quem tiver placa vermelha”. Resumo da ópera: outra enganação pública. Até movimentos públicos, promovidos pelos mototaxistas ocorreram.
Na recente extinta gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior, outra decepção. Nesse intervalo de quatro anos até um cadastro fora anunciado, mas que seus resultados concretos foram diluídos no tempo e a realidade configurou-se num verdadeiro conjunto vazio.
Nossa cidade – Vitória de Santo Antão –, vale salientar, não é uma cidade qualquer. Não podemos admitir que a população siga vulnerável, no sentido da utilização do serviço prestado pelos mototaxistas. Continuamos a conviver com a bagunça no serviço, que é um empreendimento privado, mas que dever ser regulamentado e fiscalizado pelo poder público municipal. Sem mais, nem menos.
Ou seja: continuamos dançando valsa de olhos tapados à beira de um precipício.
Não sabemos quantos profissionais estão rodando, muito menos se estão todos habilitados e se suas respectivas motos estão em perfeito estado de conservação. Aos sábados, por exemplo, não é novidade para ninguém que há uma “invasão” de pessoas de outras cidades prestando “irregularmente” esse serviço aqui. Por incrível que possa parecer, para “fazer mototáxis” em Vitória, basta colocar uma bata qualquer e pronto. Infelizmente é assim que as coisas continuam se processando no nosso torão. Ressaltemos, porém, que existem várias cidades em Pernambuco que as coisas, no tocante ao serviço de mototaxistas, funcionam muito bem obrigado.
Para concluir essas linhas, em que procuramos fazer um breve resumo da atuação das gestões municipais ao longo dos últimos 20 anos na questão do serviço prestado pelos mototaxistas, em que praticamente todas ações promovidas pelas gestões municipais anteriores FRACASSARAM, ao constatar que o atual prefeito, Paulo Roberto, nesse inicio de gestão, não procurou fazer diferente dos prefeitos anteriores, fica-me a impressão de que o serviço dos mototaxistas na nossa cidade, infelizmente, continuará na bagunça. A esperança – que é a última que morre – residi no tempo futuro e na caneta cheia de tinta que se configura num ativo do atual gestor. Ficaremos na torcida………
A nossa convidada de hoje é cantora e compositora da legítima música sertaneja de raiz. Vamos apresentar para vocês ouvintes do Blog do Pilako – Cida Ajala, direto do Estado de São Paulo para o nosso Cantinho do Bar Brasil. Cida Ajala já dividiu palco com as irmãs Galvão, Perla e diversos artistas oriundo da cultura caipira. Ela é integrante da Orquestra de Viola Caipira Municipal de Presidente Prudente – SP. Já recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, muito conhecida na Festa de Peão em Barretos.
Participação especial dessa edição, o nosso vitoriense Cowboy – Expedito Silva.
Não mudem de Barzinho não, permaneçam conosco.
Sempre inquieta a professora Severina Andrade de Moura atuava coletivamente na melhor direção. Na nossa coluna “ARQUIVO E MEMÓRIA” que, entre outros objetivos, tem por finalidade relembrar momentos marcantes registrados pelas nossas lentes, hoje, realçamos dois arquivos distintos, em tempos e ocasiões diferentes.
No primeiro plano, por assim dizer, destacamos a foto da visita em nossa redação, em dezembro de 2012. Estava a professora Severina solidária à causa da amiga, no sentido de um gesto de pura humanidade. Na ocasião tentava emplacar o projeto de “Mãos Dadas”.
Noutra ocasião, essa realizada na cidade do Recife, em 2013, encontramos a professora Severina visivelmente emocionada, por relembrar seus encontros com a também antonense e renomada internacionalmente professora Maria do Carmo Tavares de Miranda. Nesses poucos mais de 10 anos do Blog do Pilako, registramos de tudo um pouco sobre a nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão. Fatos e pessoas.
Boa parte desse acervo, de nossa propriedade, segue disponível para qualquer internauta que tenha interesse em navegar nas mais de 26 mil postagens do nosso jornal eletrônico. Aliás, é bom que se diga, também guardamos um bom conjunto de “momentos” que nunca foram postados. Assim sendo, hoje, exibimos um pouco do nosso acervo, protagonizado pela sempre bem humorada e animada contadora de anedotas, professora Severina Moura.
Após a sua mudança para Versalles em 1661, Luís XIV abria uma vez por semana parte dos seus salões para receber a nobreza intelectual e os artistas, tendo como motivo a troca de ideias e almoço. No Rio de Janeiro tivemos, durante décadas, duas famosas reuniões semanais de amigos voltados para as artes e os mais diversos saberes, com a mesma finalidade, os encontros que marcaram época, nas casas de Roberto Burle Marx e Plínio Doyle. Havia, também, no Recife, a casa-refúgio semanal da intelectualidade pernambucana, do poeta e acadêmico Waldemar Lopes, com a mesma finalidade gastronômica e cultural.
Ainda no Recife, na década de 70, quando grande parte dos meios acadêmicos e intelectuais vivia um doloroso exílio interno, um curto-circuito longo e insuportável da democracia e dos Direitos Humanos do País, o pintor e ceramista Francisco Brennand abria as portas da secular Casa-Grande do engenho São Francisco, na Várzea do Recife, sempre aos domingos, para almoço e troca de ideias com um seleto grupo de amigos, intelectuais, poetas, pintores, humanistas, professores universitários, arquitetos, cineastas, jornalistas, todos interessados no livre pensar e nos mistérios da criação estética, no triunfo irrevogável da arte. Estive nesses encontros, levado pelos anfitriões Francisco e Deborah. Na primeira vez, tive a sorte de sentar-me perto do padre, filósofo e poeta Daniel Lima, meu caro amigo. Foi memorável, ouvindo Daniel Lima a falar de filósofos católicos de nossa grande admiração, Jacques e Raissa Maritain, Georges Bernanos, Blaise Pascal, Alceu Amoroso Lima, Guillermo de Ockham. Tive como avaliar o fio inspirador de que se nutria esses encontros de celebrações culturais, tão informais e tão diversificados. Até hoje não entendi porque foram excluídos das Memórias de Francisco, nos quatro belos volumes biográficos da sua prodigiosa existência, Para que se tenha uma ideia dos escolhidos para esse banquete intelectual, cito de memória os nomes mais frequentes, semanalmente, os mais esperados pelos donos da Casa-Grande da Várzea: escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, poeta e ensaísta César Leal, Renato Carneiro Campos, pintora Tânia Carneiro Leão, os engenheiros e intelectuais Marcelo e André Carneiro Leão, pintora Maria Carmen, poeta Thomás Seixas, médico Luiz Tavares, jornalista Paulo Fernando Craveiro, poeta Orley Mesquita. Quando estavam no Recife: o pintor Cícero Dias, poeta e diplomata João Cabral de Mello Neto e Aloisio Magalhães, considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil. Com eles, estava lançada a base da irreverente e informal, embora sem nada de anárquico, Academia dos Emparedados da Várzea.
Não tinham esses encontros semanais nenhuma intensão de manifesto ou contestação, pautados para discutir a ditadura que se instalara no Brasil daquela época, por mais desprezível e imperativo que fosse. Era puro espírito de confraternização intelectual, uma troca de ideias sem nada de previamente combinado. Fazia inveja a outras academias lá de fora. É claro que não eram alheios ao que se passava no Recife e no resto da Nação ultrajada pelo golpe militar de 64, mas o que predominava era impressões de leituras, as novidades estéticas surgidas dentro e fora do Brasil, seus aspectos éticos e criativos. Leitores privilegiados, isto sim, exigentes nas escolhas do que levavam para casa a partir dos clássicos, mas com o olhar voltado para as novas correntes da criação e do fazer literário. Ouvia-se Deborah a dizer seus belos poemas, Francisco Brennand a falar de sua arte de pintor e ceramista, sobre seus escritos diarísticos publicados depois em quatro belos volumes. E o que era a Várzea recifense do Capibaribe na voz do genial artista: “Eu escolhi a Várzea como o centro do mundo, minha pátria e meu território sagrados. ”
Se ao menos um terço de tudo o que se discutia naquela Academia, durante duas décadas, fosse gravado, teríamos hoje um dos mais belos legados intelectuais de Pernambuco. Haveria um acréscimo de novos volumes no projeto editorial comandado com muita competência por Marianna Brennand Fortes.
Com a devida vênia solicito ao professor e escritor Ronaldo Sotero, permissão para completar alguns dados da visita do dr. Afonso Pena à Vitória de Santo Antão. O intuito é colaborar e dirimir algumas dúvidas. Na ocasião da visita do dr. Afonso Pena a nossa urbe, ele era o vice-presidente de Rodrigues Alves. As eleições para presidente tinham ocorrido em março de 1906; ele tomou posse em 15 de novembro de 1906. O presidente do Brasil em exercício era Rodrigues Alves (1902-1906). Repetidas vezes a reportagem reporta-se ao dr. Afonso Pena como vice-presidente.
Transcrevo a seguir a interessante reportagem do Diário de Pernambuco sobre a parada do dr. Afonso Pena na Vitória, em passagem para Caruaru, publicada no dia 7 de junho de 1906.
Diário de Pernambuco: … o trem partiu de Jaboatão às 8:30 h. com destino à Vitória.
“Às 8:30 h., foi dado o sinal de partida, sendo novamente queimadas muitas girandolas e erguidos vivas. O dr. Afonso Pena mostrava-se satisfeito, conservando-se sempre na plataforma do carro. Momentos depois, passávamos expressos, em Tapera, cuja estação continha grande aglomeração de populares. Ao enfrentar a gare, foram queimados muitos fogos e erguidos vivas calorosos. Sua Excelência, do carro cumprimentou, agradecendo aquelas expansões simpáticas do povo de Tapera.
Às 9:20 h. chegamos à cidade da Vitória.
Estrondosa recepção, oficial e popular, nos esperava. Todas as autoridades locais e o comércio em peso aguardavam ansiosos a passagem do vice-presidente da República. A banda Charanga Comercial executou o hino nacional à chegada do trem. Uma salva foi queimada e em seguida uma girandola.
Usou da palavra o senhor Henrique Lins, saudando sua excelência e fazendo votos para que feliz até o termo seja sua viagem.
Respondendo às provas de apreço de que era alvo, disse o dr. Afondo Pena:
Agradeço a saudação do povo da Vitória e esforçar-me-ei para corresponder à confiança que os meus patrícios acabem de depositar em mim, elegendo-me chefe supremo do governo brasileiro. O Brasil dispõe de recursos inesgotáveis e os seus filhos são trabalhadores. Regiões agrícolas atravesso atualmente e com satisfação reconheço que muito se trabalha e não se desanima nunca. Aos poderes públicos não pose ser indiferente à sorte das classes laboriosas. Cumpre trabalhar e confiar no futuro. Em um país como o Brasil, cuja força é latente, tudo há de se esperar. Crises mais perigosa e em circunstâncias piores temos vencido. Trabalhemos e confiemos. Deus abençoará os nossos esforços”.
Às últimas palavras do vice presidente, ouviu-se uma salva estrepitosa de palmas e vivas entusiásticos foram ouvidos.
A música executou novamente o hino nacional, sempre aclamando o dr. Pena. Terminadas essas expansões de alegria, o dr. Galvão, juiz de direito da comarca, em nome da Vitória saudou sua excelência.
Em seguida, o Sindicato Agrícola da Vitória, representado pelo dr. Baltazar Cavalcanti de Albuquerque, saudou sua excelência em expressivas e delicadas frases, fazendo-lhe oferta de um memorial.
Mais uma vez agradeceu S.Excia., desejando a prosperidade dos vitorienses.
O prefeito convidou o dr. Afonso Pena a visitar a municipalidade.
S.Excia. não pode aceitar devido ao adiantado da hora.
Ali, o Paço estava ornado a capricho e um lauto almoço preparado para ser a S.Excia. oferecido.
Todo o comércio da Vitória fechou, em regozijo à passagem do ilustre brasileiro. O representante do “O Lidador”, jornal que se publica naquela cidade, incorporou-se à comitiva.
Às 9 e 35 minutos, com as maiores demonstrações de alegria, partiu S. Excia. Da Vitória, guardando a grata recordação da pitoresca cidade do nosso Estado.
Na estação da Russinha passou o expresso às 10 horas…”
“Muito prazer, Pernambuco! Sou Miguel Coelho, prefeito de Petrolina”
O fato político público mais relevante de Pernambuco dos últimos meses, visando a corrida ao Palácio do Campo das Princesas, em 2022, além da negativa do ex-prefeito Geraldo Júlio de concorrer ao cargo de governador, foi a concretização da filiação do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ao partido Democratas. O evento ocorreu no sábado ( 25), na Capital pernambucana e demonstrou que sua pré-postulação não se configura num ato de principiante, não obstante envergar apenas 30 anos de idade.
Bem articulado em Brasília, centro do poder, seu pai, senador Fernando Bezerra Coelho, é cobra criada e sabe “mexer” no macro tabuleiro político/eleitoral. Com a “faca nos dentes”, FBC, sabe o caminho das pedras para – “por cima” – buscar outros partidos para engrossa o projeto do seu grupo, em Pernambuco.
No já conhecido dinamismo da política, possivelmente, em função das “novas arrumações”, a partir de Brasília, não se descarta a possibilidade de mudanças de posicionamento de algumas siglas em Pernambuco.
Nesse contexto, sem aliado de expressão na Vitória de Santo Antão, já que os três grupos locais, com assento na ALEPE, estão, por enquanto, no pacote da Frente Popular, liderado pelo PSB, não seria nenhum absurdo imaginar que há possibilidade dos partidos em que disputarão os “Queiroz” e os “Lira”, em função de outras variáveis, migrarem para o palanque estadual liderado pelo jovem prefeito de Petrolina, o entusiasmado Miguel Coelho.
Já no conjunto da pré-candidatura “tucana” ao governo do estado, liderada pela atual prefeita de Caruaru, Raquel Lira, não será estranho que o atual vice-prefeito da Vitória, Edmo Neves, abra uma “fissura” no grupo do prefeito Paulo Roberto, para dar-lhe palanque na terra de João Cleofas.
Aliás, foi para a própria Raque Lira, então candidata a deputada estadual, em 2010, que o então secretário municipal, Paulo Roberto, à revelia do chefe político, Elias Lira, abriu dissidência no grupo, em desfavor da candidatura do deputado Henrique Queiroz – candidato apoiado pela máquina municipal de então.
O quadro sucessória estadual não estar com cara de “já ganhou” para o time do PSB, como antes – mesmo que continue empinando o estandarte do favoritismo. Assim sendo, os políticos da Vitória de Santo Antão, que são extramente profissionais e pragmáticos, doravante, estarão atentos aos “barcos” em movimentos, pois não estão acostumados “engolir água” para salva quem quer que seja…..O jogo tá apenas começando a esquentar……..
Ao lado dos familiares, na sexta (24), celebrou os seus bem vividos e produtivos 90 anos de vida a professora Inês Bandeira. Outro dia, em deslocamento pela Rua 15 de Novembro, aqui no centro da cidade, encontrei com ela. Sentada dentro do carro, ao me aproximar, ela foi logo dizendo: “menino, tais a cara do teu pai”. Professora Inês, sem sombra de dúvida, se configura num dos Patrimônios Vivo da terra de Osman Lins.
Sexta-feira (24), foi mais uma noite agradável da edição da nossa Revista Eletrônica Chá da Vida Brasil In Live, quero te agradecer Pilako, pela apresentação dos seus livros – Apelidos Vitorienses volumes I, II e III bem como, o seu vídeo com sua dedicatória a minha pessoa. Você está de parabéns, foi gratificante os elogios recebidos durante a live de algumas cidades brasileiras e de Portugal pela sua participação em nossa Revista Eletrônica. Gratidão.
O primeiro presidente da República que visitou Vitória de Santo Antão foi o mineiro de Santa Bárbara, Afonso Augusto Moreira Pena, conhecido por Afonso Pena. Advogado, nascido em 30.11.1847. Assumiu aos 59 anos em eleição direta. A visita ao município pernambucano ocorreu em 5 de junho de 1906, segundo o jornalista João Álvares em publicação.
A imprevisibilidade do destino fez com que, acometido por pneumonia, viesse a falecer no dia 14 de junho de 1909, antes do término do mandato, no Rio de Janeiro. Cumpriu apenas dois anos e sete meses. Faleceu aos 62 anos.
Foi substituído pelo vice, outro advogado, natural de Campos, RJ Nilo Peçanha, que concluiu o mandato restante de um ano, cinco meses e um dia. Assumiu aos 42 anos.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Faleceu aos 57 anos.
Em artigo recente nesta página lembrei uma geração de grandes vultos pernambucanos nas duas primeiras décadas do século passado que se destacaram dentro e fora do Brasil como cientistas. Agora, quero lembrar outra geração, dessa vez de políticos que fizeram, juntos, a bancada pernambucana que ficou nos Anais da mesa da Assembleia Constituinte, elaborada por Eurico Gaspar Dutra, então Presidente de República (1946-1951), quando foi promulgada a Constituição dos Estados Unidos do Brasil e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias no dia 18 de setembro de 1946, consagrando as liberdades expressas na Constituição de 1934. A Constituinte de 1946 foi convocada após o término do Estado Novo e o fim da guerra contra a Alemanha nazista. (Os intelectuais tiveram uma atuação decisiva na derrubada do Estado Novo, atuação esta cujo ponto culminante foi a realização do I Congresso Brasileiro de Escritores, em janeiro de 1945). Refiro-me a um grupo de políticos de nosso estado como dos mais representativos e atuantes da história republicana brasileira, reunidos num momento de afirmação do Legislativo Nacional. Nas horas de decisão a bancada de Pernambuco falava no mesmo tom dos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek, Pedro Simon, Jorge Amado, Leonel Brizola, Afonso Arinos, Flores de Cunha, Negrão de Lima, Ranieri Mazzilli, Juracy Magalhães, João Goulart, Nereu Ramos, Horácio Lafer, Moura Andrade, Dante Pelacani, Petrônio Portella, Israel Pinheiro, José Augusto, Café Filho, Ivete Vargas, Magalhães Pinto, Jânio Quadros, Abelardo Jurema, Carlos Lacerda, Almino Afonso, Parsifal Barroso, Antônio Brito, Amaral Peixoto, Franco Montoro, Olavo Setúbal. Dela, a nossa bancada participava não só numericamente. Quando eram anunciados seus nomes, o parlamento na sua maioria, até os divergentes, opositores, radicais não, faziam silêncio para ouvi-los. Tinham representatividade. Não radicalizo: nas legislaturas seguintes a opinião pública testemunhou e vem conhecendo no contemporâneo honrosas e brilhantes exceções, não só de Pernambuco, novas vocações, novos valores éticos, novas grandes esperanças. A nossa bancada, em 46, era composta de acadêmicos, professores, médicos, escritores, advogados, políticos, ministros, governadores, senadores, jornalistas, empresários. Podiam ter divergências ideológicas e partidárias, nunca na hora das convergências para o nosso estado, era uma só bancada, uma só bandeira cívica, sem acirramentos ideológicos. Não só pelo brilho na tribuna, não só pelos projetos apresentados, não só pelos debates, mas pelo que os de Pernambuco lutavam em defesa dos interesses da Nação e de nosso estado
É necessário nominá-los: ETELVINO LINS (Senador/PSD), NOVAIS FILHO (Senador/PSD. Deputados: AGAMENON MAGALHÃES (PSD); BARBOSA LIMA SOBRINHO (PSD); COSTA PORTO (PSD); FERREIRA LIMA (PSD) GERCINO PONTES (PSD); JARBAS MARANHÃO (PSD); OSCAR CARNEIRO (PSD); OSVALDO LIMA (PSD); PAULO GUERRA (PSD); ULISSES LINS (PSD); ALDE SAMPAIO (UDN); GILBERTO FREYRE (UDN); JOÃO CLEOFAS (UDN); LIMA CAVALCANTI (UDN); AGOSTINHO DE OLIVEIRA (PCB); GREGÓRIO BEZERRA (PCB); SOUZA LEÃO (PR); ARRUDA CÂMARA (PDC).
As eleições, em 1945, dos Deputados e Senadores que comporiam a Assembleia Constituinte de 1946 inauguraram um ciclo da história eleitoral e partidária brasileira. Tornou-se um marco na história política porque evidenciou o início da primeira experiência democrática de nosso país. Pena que tenha durado pouco. A bancada de Pernambuco foi das mais representadas em qualidade participativa no tocante à dinâmica de funcionamento dos trabalhos constituintes. Todos participaram de comissões especiais. Ao todo foram realizadas 180 sessões durante os trabalhos constituintes. Trata-se de um patrimônio político a ser estudado em suas continuidades e descontinuidades nos anos seguintes.
Aprovamos 9 projetos de Comendas na Casa Diogo de Braga. Comenda é um prêmio, uma homenagem dada pela Câmara Municipal à personalidades e figuras que se destacaram em determinada área e são importantes para a história de uma cidade.
Nossa cidade é repleta de história e faltava na Câmara projetos que valorizassem personalidades e grupos que fizeram e fazem parte da nossa cultura. Acredito que resgatar o passado é a melhor forma de construir e valorizar o futuro.
O mérito principal dessa conquista é de Hérika Araujo, produtora cultural e assessora de mobilização do nosso mandato. Ela foi responsável pela pesquisa e esforço para que as comendas fossem aprovadas na Casa.
André Carvalho – vereador da Vitória de Santo Antão
CONHEÇA AS COMENDAS:
Martha Holanda (Lei n° 073/2021) – Dedicada à mulheres com protagonismo na política, militância, gestão pública e empreendedorismo
José Marques de Sena (Lei n° 071/2021) – Homenageia pessoas, grupos, profissionais, entidades, orquestras e agremiações que contribuem na cultura carnavalesca
Dilson Lira (Lei n° 074/ 2021) – Destina-se aos profissionais da comunicação, publicidade, audiovisual e da poesia
Abraão Meireles (Lei n° 078/2021) – Premia personalidades do segmento da fotografia
Antão Borges (Lei n° 076/2021) – Destinado a profissionais que fortalece a imprensa
Antão Bibiano (Lei n° 075/2021) – Dedicada à profissionais das artes visuais em geral
Maestro Aderaldo (Lei n° 072/2021) – Premia maestros e maestrinas, orquestras e bandas marciais no município
Apolo Natureza (Lei n° 070/2021) – Homenageia pessoas, grupos ou entidades que contribuem à música vitoriense
José Ednaldo (Lei n° 077/2021) – Destina-se profissionais das artes cênicas, que desenvolvam seus trabalhos em grupos, coletivos ou individualmente.
Foi justamente na última sexta-feira, dia 17, às 17h, que acionamos o play para a primeira “Live de Autógrafos” da nossa Vitória de Santo Antão. Ou seja, experimentamos o primeiro lançamento de livro na nossa cidade de maneira remota.
Como já falei anteriormente, livro é sempre um desafio. O projeto Apelidos Vitorienses é algo sus generis, peculiar e com digitais própria. Com o lançamento do terceiro volume, catalogamos 75 pessoas “apelibiografadas” na nossa “Aldeia”. Aquelas que são mais conhecidas pelo apelido do que pelo próprio nome.
O sistema foi aprovado. Recebi muitas mensagens e telefonemas parabenizando-nos pela originalidade, formatação e condução nos oferecimentos. Com efeito, produzimos um recorte em cada momento e, dentro de 24 horas, enviamos a todos que participaram do lançamento.
Desde a última segunda-feira, dia 20, operamos no envio dos opúsculos para cada endereço indicado pelo respectivo adquirente, ao passo que hoje, sexta-feira, dia 24, todos já foram devidamente entregues ou ainda transitam nas dependências dos Correios.
Assim sendo, com o último ato do referido evento (Live de Autógrafo) encerrado (entrega), aproveito para agradecer mais uma vez a todos aqueles que participaram desse momento histórico, reafirmando meu retumbante muito obrigado! Na próxima semana, já iremos começar a confecção do 4º volume. Valeu mesmo!!