
Primeiro desfile do Bloco da Saudade – 1993 – Pilako, Salete e “Dona” Anita.

Primeiro desfile do Bloco da Saudade – 1993 – Pilako, Salete e “Dona” Anita.

Criado na década de 80, precisamente em 1983, um dia Sábado, uma semana antes do Sábado de Zé Pereira, uma turma de amigos que trabalhava no comercio, Indústria, Colégio e Bancos, tais como: H. Morais, Aliança de Ouro, Mizura, Casas Pernambucanas, Pitú, Bradesco, Banorte e Banco do Brasil, em uma brincadeira debaixo de um Pé de Fícus, na Trav. São Vicente no bairro do Cajá, inaugurava a Barraca do AMARAL “em memoria”.
Inauguração essa que recebeu a contribuição de todos. Minha participação foi doação do tira gosto, uma caldeirada de 100 guaiamuns de cocô, outros com bebidas etc.
Pois bem, na noite anterior (sexta) alguns integrantes da comemoração haviam passado a noite no baixo Meretriz e subtraído algumas calcinhas das profissionais do sexo que ali trabalhavam. Depois de umas e outras, alguns componentes, já calibrados, resolveram pendura as calcinhas furtadas no pé de fícus.
Aquela cena despertou curiosidade em algumas pessoas que por ali passavam, principalmente quem gostava de toma “água que passarinho não bebe”. Compramos alguns sacos de maizena e farinha de trigo e começamos o tradicional mela-mela. Foi um dia inesquecível a inauguração da “Barraca do Amaral”.
Conclusão:
No sábado posterior, o chamado Sábado de Zé Pereira, alguns amigos que estavam na inauguração da barraca do Amaral, já calibrados, resolveram sair pelas ruas do comércio da Vitória tocando zabumba, triangulo e pandeiro, todos com uma calcinha na cabeça contando músicas carnavalescas. Sendo assim, estava fundado, definitivamente, A TURMA DA CALCINHA, que sobreviveu durante 14 anos com recursos próprios. Em 1991 chegou a grava uma faixa do LP “VITÓRIA, CARNAVAL E FREVO”.



No dia 12 de agosto, periodicamente, milhares de mulheres trabalhadoras rurais (agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, etc.) reúnem-se em Brasília e realizam a “Marcha das Margaridas”, uma manifestação de resistência e luta.
O movimento é marcado pelas camisetas lilás e pelos chapéus de palha decorados com flores de margaridas. 🌼
Mas, por que o dia 12 de agosto e por que a flor margarida?
A data escolhida lembra a morte da trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 12 de agosto de 1983, quando lutava pelos direitos dos trabalhadores rurais, em Alagoa Grande/PB.
Margarida foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país.
Expulsa da terra onde nasceu por latifundiários, aos 22 anos, desde então, passou a lutar pelo homem do campo.
Tornou-se presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, em 1973, notabilizando-se por cobrar carteira assinada, férias, 13.° salário, jornada de 8 horas, fim do trabalho infantil e o acesso à educação.
Na noite de 12.08, na presença do marido e do filho de 8 anos, que brincava na calçada, Margarida abriu a porta de sua casa para um desconhecido.
Indagada se ela era “dona Margarida”, respondeu que sim, levando um tiro no rosto de espingarda calibre 12.
Naquele ano, Margarida movia 72 processos na Justiça do Trabalho contra usineiros e fazendeiros.
O Ministério Público denunciou 3 pessoas: Antônio Regis e os irmãos Amauri e Amaro do Rego, que seriam os executores.
Em 1988, Antônio foi absolvido, por falta de provas. Um outro homem foi morto, 3 anos após o crime, após ter confessado participação.
Em 1995, o MP denunciou os fazendeiros Aguinaldo Veloso, Zito Buarque, Betâneo Carneiro e Edgar Paes, como mandantes.
Apenas Zito, que ficou preso por 3 meses, foi levado a julgamento, restando absolvido, em 2001.
O crime nunca foi resolvido.
Na fachada da casa onde Margarida morou, está escrita a sua célebre frase, que virou símbolo da luta sindical no Brasil:
“Da luta não fujo. É melhor morrer na luta do que morrer de fome”.
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Dentro do Projeto “Carnaval na Live” – Ano II -, hoje, o tema realçou “Os 120 anos do Clube Abanadores O Leão”. Fundado em 1902, a agremiação se configura na mais famosa do nosso secular carnaval.

Para construir esse momento conosco, convidamos um conjunto de figuras que tem sua história de vida carnavalesca atrelada ao clube. Entre diretores e ex-presidentes, participaram o casal Sylvio e Iara Gouveia, Roberto de Deus, Demétrius Lisboa e o prefeito Paulo Roberto.
Dentro do contexto histórico, nomes de baluarte da agremiação foram lembrados: doutor Gouveia, Geraldo Portela, Romildo Mariano, Antonio Soares, Walter Lemos, Zito Silas, Adroaldo Barros, Paulo Freitas, Roberto Bezerra e etc. Doutora Iara lembrou que apenas duas mulheres, ao longo dos 120 anos, assumiram a presidência: ela e doutora Ana Regina e apenas uma foi social patrimonial: Terezinha Beltrão.

ESSE PROJETO – “CARNAVAL NA LIVE – ANO II – TEM O APOIO CULTURAL DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DA VITÓRIA E O PATROCÍNIO DO ENGARRAFAMENTO PITÚ E DA PREFEITURA DA VITÓRIA, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA.
ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI.



A Produtora Mata Cultural abriu as inscrições para a oficina sobre o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura. Neste ano de 2022, o fundo vai investir R$ 32 milhões, divididos em 4 editais. Para os interessados e residentes em Vitória de Santo Antão, a inscrição é gratuita, visto que o Mata Cultural fez uma parceria com a Prefeitura de Vitória de Santo Antão, através da SECULTE VITÓRIA. Para os interessados de outras cidades, a taxa da inscrição é de R$ 70,00.
O responsável pela oficina é Pablo Dantas*. Segundo ele, “na 1ª oficina, vamos aprender tudo sobre o Cadastro de Produtor Cultural/CPC e o Cadastro de Empreendedor no site Prosas. Este é o primeiro passo para você acessar os editais da maior lei de incentivo à cultura de Pernambuco”.
A primeira parte da oficina vai ser realizada no dia 06 de março, às 16h, através da plataforma do Google Meet. O formulário de inscrição está disponível no seguinte link: https://forms.gle/aqfvEaic7Mg8imCm8 .
SERVIÇO:
Oficina – Funcultura 2022.
Valor: Residentes em Vitória (grátis) / De outra cidade (R$ 70,00).
Plataforma: Google Meet. Inscrição: Formulário online – https://forms.gle/aqfvEaic7Mg8imCm8 .
Dia e horas: 06/03, às 16h.

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*Pablo Dantas – é Historiador, Especialista em Cultura Pernambucana. É Produtor Cultural com larga experiência em editais públicos de incentivo à cultura. É Presidente da Associação Cultural dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá e Diretor de Cultura da Cidade de Vitória de Santo Antão.


A semana que antecede o sábado de Zé Pereira e os ânimos de um país inteiro é tomado de euforia. Cada região com suas particularidades e para nós, aqui, num pequeno pedaço de meu Deus, na zona da mata do estado, só estaríamos aguardando ansiosamente a concentração do maior bloco da cidade, o Bloco ETsão e ETsuda, que sai, religiosamente há 40 anos (Ou saía).
Dona Maria da venda, já preparada para a alegria contagiante e irreverente que toma conta da vizinhança e da cidade como um todo, prepara seu estoque de comidas e bebidas para faturar um “tutu” mais gordinho no início do ano e Seu Zé, marido de Dona Maria, apanha o filho Juninho para vender como ambulantes no meio do furdunço da muvuca e assim triplicar o “tutu” da família, que aproveita a folia e faz da folia, um ganha pão.
É claro que estamos falando de uma época em que a pandemia do COVID-19 poderia facilmente ser considerada coisa de filme de Hollywood, uma completa distopia, pois fosse onde fosse, sempre existiria uma Dona Maria e um Seu Zé, brincando e ao mesmo tempo, compondo uma cena comum de nossos carnavais.
Ao mesmo tempo, músicos, artistas plásticos, fotógrafos e toda a cadeia artística-cultural entusiasmados, esperam um ano para se meter na brincadeira e mostrar seus devidos trabalhos, querendo “esquecer tudo” quando cair no frevo, para quando no melhor da festa, chegar a quarta-feira e a cidade começar a voltar “ao normal”.
Só que esse é o segundo ano sem carnaval, sem multidões, sem aglomerações e acima de tudo, sem representações artísticas; os tambores e os clarins estão todos silenciados, esperando o grande dia, do dia em que possamos curtir mais uma vez, os carnavais como era de costume, com muita música, muitas cores, a massa, as fantasias, o percurso, as troças tocando incansavelmente caindo na folia junto com o casal iluminado do espaço sideral.
Puxado por duas orquestras, a Orquestra Ciclone e a Orquestra Venenosa, junto com um carro pipa cheio de batida de caju e uma multidão colorida e alegre, desfila pelas ruas da cidade os bonecos do bloco ETsão e ETsuda, onde a alegria contagia tanto que atravessa fronteiras interplanetárias; só quem curtiu o bloco ETsão e ETsuda sabe bem do que estou falando. (Risos) As fantasias colorindo as ruas, as orquestras rufando, a concentração no bairro do Livramento, pitu cola na cabeça, os pinguços de plantão, assim é montado o cenário daquele que é o bloco mais democrático e colorido da cidade, e que falta que nos faz. :’(
Mas a realidade é outra; pandemia, distanciamento social, silencio e saudade, saudade essa que em um belo dia, eu, Henry França, bebendo socialmente com alguns amigos e escutando música, onde cada um poderia escolher uma música por vez, e para surpreender a todos, fui lá procurar o hino do bloco ETsão e ETsuda e para minha frustração, não encontrei, então a parti daquele dia eu decidi, vou gravar e colocar o hino do bloco nas plataformas digitais para a posterioridade.
Então graças aos recursos da Lei Aldir Blanc Municipal “Prêmio Multicultural das Tabocas”, eu anuncio a todos que, a partir de agora poderemos tocar o hino em todas as plataformas digitais de streaming de música (Spotify, Deezer, Instagram, TikTok) e que ainda teremos um videoclipe em homenagem ao bloco ETsão e ETsuda que será disponibilizado em breve em meu canal do YouTube.


Ávidos por algo diferenciado e motivador para brincar o carnaval de 1950, um grupo de “corrioleiros” (amigos), teve a inusitada ideia de “roubar” a girafa alegórica usada como símbolo do Armazém Nordeste – A Girafa Tecidos (casa comercial situada na Praça da Bandeira). Discretamente a missão foi cumprida com sucesso, e o produto do ilícito sorrateiramente recolhido à Oficina Atômica, de propriedade de Zé Palito.
Reunião marcada, corriola reunida, bebidas servidas, discursos proferidos: estava fundada a Troça Carnavalesca Mista A Girafa. Oficialmente a data da fundação é 16/01/1950, como consta em Ata lavrada à época.
A primeira Diretoria ficou assim constituída:
– Presidente: José Mesquita de Freitas (Zezinho Mesquita);
– Vice-Presidente: José Augusto Férrer;
– Secretário: José Jacinto;
– Diretor Geral: José Celestino de Andrade (Zé Palito);
– Orador: Mauro Paes Barreto;
– Tesoureiro: Aluízio Férrer;
– Diretor Musical: Paulo Férrer;
– Fiscais: João Carneiro (Doido) e Hugo Costa;
– Diretor Artístico: Nivaldo Varela;
– Porta-Estandarte: Wilson Coelho (O Bruto);
– Comissão de Recepção: Donato Carneiro, José Pedro Gomes, Eliel Tavares, José Vieira (Zequinha), Rubens Costa e João Peixe.

Após o carnaval, sanadas as arestas geradas por conta de “roubo” do animal símbolo de Armazém Nordeste, ficou devidamente acordado entre as partes que a alegoria em questão, seria emprestada anualmente pela referida loja e posteriormente devolvida em perfeito estado de conservação. Anos após, a diretoria mandou confeccionar sua própria Girafa, símbolo maior e marca-registrada dos girafistas até os dias atuais. Vale enfatizar que a Girafa é a única agremiação da cidade a participar de todos os carnavais desde sua fundação.
Durante anos e já na condição de Clube, abnegados foliões conduziram os destinos da folia girafista e suas alegorias foram montadas em diversos locais da cidade, até que me 1986 foi concluída a construção do um moderno e amplo barracão, localizado à Rua Eurico Valois (Estrada Nova). O citado barracão não foi festivamente inaugurado, em face do falecimento de Dona Jura. Tão girafista quanto seu marido, Mané Mizura.
As apresentações ocorriam nas manhãs de domingo e terça-feira de carnaval, saindo da Praça Félix Barreto, no Bairro do Livramento. Acordes do famoso hino e gigantesca queima de fogos sinalizavam o início de mais um desfile. Clarins anunciavam a presença do Clube na ruas da cidade e o abre-alas era composto do animal símbolo e de foliões devidamente caracterizados de Girafa. Belas e criativas fantasias compunham as alegorias, geralmente inspiradas em temas infantis. Transcorridas alguma horas, o percurso era alegremente cumprido. Novo show pirotécnico, frevo e muita confraternização, fechavam com risos e lágrimas mais um dia de exaltação à Girafa.
Três estandartes saíram às ruas da cidade durante mais de cinco décadas de existência. Inúmeras orquestras animaram os girafistas. Dentre elas: A Venenosa, 3 de Agosto e a do Maestro Seminha de Limoeiro. O hino oficial é: Exaltação à Girafa, composto por Guga Férrer (letra) e Sérgio Patury (música), gravado na voz de Babuska Valença.


Abrindo o “Carnaval na Live” – Ano 02, projeto do Blog do Pilako que tem, entre outros objetivos, construir conteúdo histórico sobre o nosso secular carnaval, amanhã, quarta-feira, dia 23, teremos como tema: “ Os 120 anos do Abanadores (O Leão)”.
Para participar conosco, convidamos os diretores e ex-presidentes da referida agremiação Demétrius Lisboa, Roberto de Deus, Sylvio e Iara Gouveia e o prefeito Paulo Roberto. Entre outras perguntas aos participantes, faremos: qual o seu momento inesquecível com “O Abanadores”?
Carnaval na Live (Ano 02) – Os 120 anos do “Abanadores” (O Leão).
Quarta-feira (23) – às 17h – no Blog do PIlako.

Esse ano o projeto “Carnaval na Live” (Ano 02), conta com o apoio cultural do Instituto Histórico e com os patrocínios do Engarrafamento Pitú e da Prefeitura da Vitória, através da Secretaria de Cultura.



Mesmo com todas proibições no que se refere às manifestações carnavalescas, por conta do momento pandêmico em estamos submetidos, por volta das 14h, no último sábado (19), encontrei, no Pátio da Matriz, um conjunto de “caluas” desfilando e, claro, solicitando o tão desejado dinheiros: “ a calua quer dinheiro, que não der é pirangueiro”.

Ainda no ano de 2021, por ocasião dos impedimentos sanitários em virtude da pandemia do novo coronavírus, criamos o projeto “Carnaval na Live” que teve, entre outros objetivos, criar conteúdo de qualidade histórico sobre as temas relacionados ao nosso secular tríduo momesco.
Pois bem, nunca passou pela minha cabeça, lá atrás, que no carnaval de 2022 estaríamos, no mesmo formato, reeditando o projeto nas mesas configurações, ou seja: remotamente. Assim sendo, a partir dessa semana, começaremos a produzir mais conteúdo sobre nessa festa maior.
Amanhã, terça-feira (22), anunciaremos os convidados para a primeira live que terá como tema: OS 120 ANOS DO CLUBE ABANADORES – O LEÃO. Portanto, já que não poderemos brincar o carnaval no formato tradicional, façamos do limão uma limonada.

O projeto esse ano estará contanto com o apoio cultural do Instituto Histórico e com o patrocínio do Engarrafamento Pitú e da Prefeitura Municipal da Vitória, através da Secretaria de Cultura.




Em grande estilo – e não poderia ser diferente –as portas do Teatro Silogeu José Aragão foram abertas, na manhã do domingo (20), para efetivar o primeiro evento promovido pelo nosso Instituto Histórico no contexto da chamada “retomada”, pós pandemia. É bem verdade que ainda estamos vivenciando a pandemia, mas já com certa previsibilidade para o seu fim. A última celebração cívica promovida pela instituição ocorreu justamente no inicio de março de 2020.

Em parceria com Instituto Histórico da cidade de Goiana, o evento destacou o Bicentenário da Convenção de Beberibe – movimento vitorioso de independência do Brasil muito antes do 7 de setembro de 1822. Anda na qualidade de Vila de Santo Antão, o nosso lugar participou ativamente desse acontecimento.

No Palco do evento se apresentaram o artista local, Jones Pinheiro e a Orquestra do CEMUVI. Com representação de vários institutos históricos de Pernambuco, o evento contou com a ilustre presença do secretário de Cultura do Estado, doutor Gilberto Freire Neto que foi condecorado com a Medalha dos 70 anos do Instituto Histórico da Vitória. Além do doutor Gilberto Freire outros expoentes fizeram uso da palavra: o prefeito da Vitória, Paulo Roberto, sublinhou o conteúdo histórico aludido. O Doutor Aluísio de Vasconcelos Xavier, patrocinador da placa “que contam histórias”, realçou o vitorioso projeto. O doutor Harlan Gadelha, que também foi condecorado com a medalha dos 70 anos do Instituto Histórico, foi o palestrante oficial da solenidade. O deputado Henrique Filho, entre outras consideração, parabenizou a “casa” pela retomada das atividades. E, na qualidade de vice-presidente da instituição, pontuei algumas questões de ordem histórica. Já o professor Pedro Ferrer, que presidiu o evento, em suas rápidas palavras de abertura, visivelmente satisfeito, pontuou algumas questões, sem esquecer de agradecer pela presença de todos.

Assim sendo, doravante, o importante e vitorioso movimento libertário, ocorrido em Pernambuco, por intermédio do painel de azulejo, fixado na parede frontal do Teatro Silogeu José Aragão, estará disponível àqueles que desejarem saber mais sobre a nossa rica memória. Em breve, mais três painéis, com o mesmo conteúdo, serão inaugurados na nossa cidade.
Abaixo, vídeos retratam um pouco do clima do auspicioso evento cívico/histórico.


Neste local, onde, hoje, está a Praça Chora Menino (foto), no Recife, aconteceu um dos episódios mais sangrentos da história da cidade.
Vamos voltar ao ano de 1831.
Em abril daquele ano, a excessiva centralização de poder nas mãos do imperador Dom Pedro I o fez enfrentar diversos protestos pelo país.
Pressionado e sofrendo de grande impopularidade, abdicou do trono na madrugada do dia 07 de abril.
A renúncia de Dom Pedro I deu início ao chamado período regencial, enquanto se aguardava a maioridade de seu filho, Pedro II.
Foi um momento de extrema agitação social.
De certa forma, os brasileiros ainda se ressentiam do poder exercido pelos portugueses, que ocupavam cargos estratégicos na administração.
Em PE, eclodiu um motim de soldados revoltados com o extremo rigor da disciplina militar (que previa, inclusive, castigos físicos), além de atrasos nos pagamentos dos soldos, etc.
Os praças, então, decidiram tocar o terror na cidade, assassinando centenas de moradores, entre eles, muitas crianças.
O conflito estourou nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 1831, ficando, por essa razão, conhecido como “Setembrizada” ou “Setembrada”.
Em torno de 300 pessoas foram mortas e 800 presas, as quais foram enviadas para Fernando de Noronha e, depois, para o RJ.
E onde entra a Praça Chora Menino?
Pois é.
Muitos corpos teriam sido enterrados no Sítio do Mondego, um local ermo, exatamente, onde, hoje, fica a praça.
E a razão do nome?
A designação “Chora Menino” decorre de relatos que começaram a circular: dizia-se que quem passasse a noite perto da praça ouvia gemidos que seriam os choros dos meninos ali enterrados.
Essa tese, todavia, não é unânime.
Gilberto Freyre, em seu livro “Assombrações do Recife Velho”, apresenta uma outra versão: segundo o mestre, os tais ruídos seriam, em verdade, coaxar de sapos parecidos com choros de crianças. 🐸
Na foto 1, a escultura “Mãe com Criança” (1983), de José Faustino (Brejo da Madre de Deus), que fica no centro da bela praça.
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Não fosse o momento pandêmico que ainda estamos atravessando nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – estaria “pegando fogo”, no bom sentido da palavra, em função do clima carnavalesco. Lembremos que, de um tempo para cá, já virou tradição termos no final de semana que antecede o reinado oficial de Momo um grande volume de agremiações realizando seus respectivos desfiles oficiais, sem contar, também, com algumas prévias.
Pois bem, e nesse contexto, como sempre fizemos, alteramos nossa pauta e de postagens e passamos a ter, prioritariamente, assuntos relacionados ao nosso carnaval. Sem novos conteúdo carnavalesco, porque não teremos nenhuma manifestação festiva, quer seja pública ou privada, a partir da próximo semana e até o final do “carnaval”, pelo menos no calendário, iremos repostar matérias, vídeos e fotos relacionados ao tema, assim como, dentro do Projeto “Carnaval na LIve”, ano II, iremos produzir novos conteúdos, realçando alguns temas e detalhes da nossa festa maior que, a meu juízo, julgo importantes.
Assim sendo, para não deixar o nosso secular carnaval passar “em branco”, por conta das restrições sanitárias, convidamos o internauta a “brincar” um carnaval diferente, mais conceitual, através do Blog do Pilako. Evoé…Viva o Carnaval de Pernambuco, Viva o Carnaval Antonense!!!



Reage, bota um cropped e um quartinho de Pitú que hoje é sexta, meu povo!


Por incentivo do então Pároco da Matriz de Santo Antão, Padre Pita, em 1932, foi criada uma sociedade com o nome de “União de Moços Católicos”. Coordenada pelo seu auxiliar, Padre João Rodrigues de Carvalho, a mesma teve na sua presidência o jovem advogado Mário de Farias Castro.

Talentoso e imbuído dos melhores sentimentos da caridade cristão, o doutor Mário Castro, sonhou em construir um espaço para abrigar as pessoas idosas sem recursos financeiros e também socorrer os indigentes e famintos. Foi desse empreendimento social que surgiu a “Casa dos Pobres”, há exatos 87 anos – 17 de fevereiro de 1935.

Após mobilizar a sociedade antonense, no sentido de angariar recursos financeiros para adquirir o “Sítio das Pitombeiras” e construir o atual prédio da Casa dos Pobre, o doutor percebeu que para a obrar ter lastro financeiro, ou seja, não ser totalmente dependente de doações e recursos governamentais, normalmente incertos, concentrou esforços em novas campanhas financeiras, junto a comunidade, principalmente no âmbito dos católicos, para construir casas nos restante do terreno para ser alugadas com renda dedicada à entidade.
O tempo passou e hoje, 87 anos depois, a “Casa dos Pobres” se materializa numa das obras sociais mais efetivas e vitoriosas da historia da nossa cidade. A mesma vem cumprindo o seu papel social se adaptando e renovando dento do seu propósito. Corrida Com História!


Duas curiosidades sobre o Teatro de Santa Isabel, localizado no Recife, que o ligam à luta pela abolição da escravidão no Brasil.
A primeira: a pedido do engenheiro francês Louis Léger Vauthier, a construção do teatro não contou com o uso da mão de obra de pessoas escravizadas, uma iniciativa considerada progressista naquele Brasil escravocrata de 1841.
A segunda: ainda no século 19, o espaço recebeu as declamações libertárias de Castro Alves e transformou-se em um palanque da Campanha Abolicionista.
Vale demais a visita a essa joia! 😉
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Assim é fácil demais, viu?
