
Momento Pitú.



O centenário de nascimento do cientista e matemático pernambucano Leopoldo Nachbin (1922-1993), ainda não foi devidamente lembrado, deveria ter sido um dos pontos altos do nosso calendário cultural, se o Recife fosse mais justo com a memória dos seus grandes vultos do passado. Na cidade não há sequer uma rua com o nome dele.
Sabe-se que, no primeiro ano do curso de engenharia, ainda jovem, Leopoldo resolveu um dos teoremas considerados insolúveis desde a mais alta Antiguidade. E que imediatamente foi chamado à Sorbonne para explicar o processo numa série de palestras, tornando-se de imediato conhecido e respeitado nos meios acadêmicos da Europa e dos EUA.
A sua área de atuação era principalmente Análise Matemática e trabalhou, no Brasil, em instituições sediadas na cidade do Rio de Janeiro e em Brasília. No exterior, esteve em diversas universidades. Em 1967, foi-lhe oferecida uma posição acadêmica permanente na University of Rochester, USA. Ao aceitar, ele ganhou uma George Eastman Professorship, posição que foi criada especialmente para ele. Foi o primeiro matemático brasileiro, ainda muito jovem, de fama internacional.
Integrante de numerosas associações científicas do Brasil e de outros países, com livros publicados e traduzidos em outras línguas, foi o primeiro matemático a receber o Prêmio Moinho Santista, criado para projetar grandes nomes das Ciências, Letras e Artes do Brasil por suas realizações acadêmicas e intelectuais. Em 1982, recebeu o Prêmio Científico Bernardo Houssay, da Organização dos Estados Americanos (OEA), sendo novamente o primeiro matemático a quem este prêmio foi conferido. Em 1983, foi eleito membro da recém-fundada Academia de Ciências da América Latina.
Antes da fama, como professor na Universidade de Paris, integrou a geração de ouro da ciência e da cultura pernambucana, com notória repercussão no resto do país, até nos centros acadêmicos do exterior. Figurou no que podemos chamar panteão pernambucano das glórias do saber cientifico, ao lado, (para citar apenas os das Ciências Exatas, da Terra e Engenharias) de José Leite Lopes, Gilberto Osório de Andrade, Rachel Caldas Lins, Mário Schenberg, Luiz de Barros Freire, João de Vasconcelos Sobrinho, Joaquim Maria Moreira Cardoso, Jaime de Azevedo Gusmão, Ricardo de Carvalho Ferreira, Ruy Luís Gomes, Paulo José Duarte, Sebastião Simões Filho, Don Carlo Borghi, Fernando de Souza Barros, Roberto Burle Marx, Zeferino Rocha. Nas Ciências Biológicas e Saúde: Aluízio Bezerra Coutinho, Nelson Ferreira de Castro Chaves, Fernando Jorge Simão dos Santos Figueira, Augusto Chaves Batista, Ulysses Pernambucano de Mello Sobrinho, Ageu de Godoy Magalhães, Naíde Regueira Teodósio, Oswaldo Gonçalves de Lima, Dárdano de Andrade Lima, Mario Lacerda, Renê Ribeiro, Frederico Simões Barbosa, Adonis Reis Lira de Carvalho, Suely Lins Galdino, Amaury Domingues Coutinho, Salomão Kelner.
É indiscutível a marca deixada por essa geração de cientistas na inteligência brasileira. Jamais, que eu saiba, com o passar dos anos, numa só década, houve no Recife uma geração com tamanha força de influência e prestígio, aqui e fora do país. Aníbal Fernandes , de quem Leopoldo foi aluno, dizia, para quem quisesse ouvir, que ele seria um dos maiores matemáticos de sua geração.
Poucos sabem que, na sua juventude, no Recife, Leopoldo Nachbin e Clarice Lispector mantiveram um pacto de amizade que iria durar a vida inteira. Um especial querer bem, parecido com aqueles grandes vultos que construíram o livro As Grandes Amizades, de Raïssa Maritain. A bela judia e filósofa Raïssa, de Jacques Maritain, (vultos sempre lembrados no Recife, no Centro Dom Vital, leia-se Luiz Delgado e Nilo Pereira). Não era namoro, era a “necessidade do outro”, como diria Gustavo Corção. Ambos se protegiam diante das perplexidades do mundo e seus mistérios, dos paradoxos da vida, quando tudo era novidade, surpresa, descoberta, desejo. Os dois eram vistos todo dia na mesma sala do colégio recifense da Rua da Aurora, o diretor os chamava de “impossíveis”, e saiam juntos, de bonde, passeando pelas praças e ruas da cidade. O Recife, nessa época, nos arredores da Boa Vista, tinha um ar sonolento, quando ainda se ouvia, mesmo à distância, o carrilhão do Diario de Pernambuco. Leopoldo era estoico e aristocrático, impetuoso. Clarice, filha de um caixeiro viajante, não podia conter o seu transbordamento de brincalhona. Um vivia para o outro.
Estavam destinados a serem amigos para sempre. Os dois carnavaleavam a vida.
Foram anos de meninice no Recife, que Clarice dizia ter sido os mais felizes de sua vida, vividos nas ruas da Aurora, da Imperatriz, da União, da Saudade, nas praias de Olinda, um tempo que iria plasmar a alma de dois jovens que se recusavam envelhecer, num permanente traço lúdico. Clarice, em uma crônica, mostra a admiração que tinha por Leopoldo. A partir daí, dizer mais de Clarice e Leopoldo é mesmo que não dizer nada. Ou quase nada. O tempo passou, Clarice e Leopoldo tomaram o seu destino, mas nunca se perderam de vista. Uma amizade, porém, muito diferente, a de Clarice, ucraniano-pernambucana, dedicada ao escritor Lúcio Cardozo, homossexual, com quem deixou-se cair de mãos abertas, uma experiência afetiva descrita por ela “como um corcel de fogo”, uma rajada de emoções.
Marcus Prado – jornalista


Na noite da última sexta-feira (20), no plenário da Câmara de Vereadores da Vitória, aconteceu um evento político carregado de muito simbolismo. É ponto pacífico – na atual conjuntura do nosso tecido social – que os espaços das mulheres nas atividades políticas precisam ser ampliados. Inclusive, para tanto, vários mecanismos legais vem sendo colocados em prática. À obrigatoriedade da destinação dos 30% dos recursos partidários às candidatas é um bom exemplo.

Nesse contexto os partidos políticos estão buscando, através das lideranças femininas espalhadas em todas regiões do País, ampliar seus respectivos “raio de atuação”. Assim sendo, o PDT – Partido Democrático Trabalhista -, em Pernambuco, no referido ato, reafirmou sua confiança na produtora cultural antonense Hérika Araujo, apostando mais uma vez no seu nome, dessa vez como pré-candidata e deputada federal. Na ocasião, ela também tomou posso como membro do AMT – Movimentos de Mulheres, Ecotrabalhismo, Meio Ambiente e Juventude.

Cercada pelos familiares e das pessoas simpáticas a sua postulação, a mesma conseguiu reunir representação de várias “tribos”. Emoldurando o ato político, a professora que lhe encaminhou nas primeiras letras fez a leitura do seu currículo. A sobrinha, a pequena Rebeca (9 anos), formalizou o anuncio da sua pré-candidatura. Desejo para a amiga Hérika Araújo, nesse novo desafio, boa sorte!


Esta é a Pedra do Navio (Fazenda Algodões/Floresta-PE).
Esta formação rochosa em formato de um navio situa-se no leito do riacho que leva o seu nome, o famoso “Riacho do Navio”, que inspirou a canção de Zé Dantas e Luiz Gonzaga, gravada em 1955.
O sempre cantado e festejado “Riacho do Navio”, de curso temporário, é um afluente do Rio Pajeú, encontrando-se com este último a 4km ao sul de Floresta/PE.
Mais adiante, na divisa entre Floresta e Itacuruba/PE, o Pajeú derrama as suas águas no São Francisco, que segue o seu curso até desaguar no Oceano Atlântico.
José de Sousa Dantas Filho foi um dos maiores parceiros do Rei do Baião e nasceu em Carnaíba/PE. Porém, o seu pai tinha uma fazenda no município de Betânia/PE, que era cortada pelo Riacho do Navio, servindo-lhe de inspiração para criar a canção homônima.
Em verdade, essa obra-prima do cancioneiro popular revela a enorme sensibilidade do genial Zé Dantas.
De forma metaforizada, a música propõe a filosofia de voltar para o simples, quando sugere que “se fosse um peixe” trocaria a imensidão do mar pela simplicidade do Riacho do Navio.
Ao ir “direitinho pro Riacho do Navio”, teria vida singela, para ver o seu “Brejinho” (nome da fazenda de seus pais), onde encontraria a passarada, as caçadas, as pegas-de-boi, etc.
Se observarmos, o tal peixe de Dantas transcende a figura de seu criador.
Esse peixe corajoso e lutador representa bem o homem do campo, sertanejo sofrido, que, na contramão do fluxo migratório, ou seja, “ao contrário do rio”, guarda no fundo de sua alma o desejo de retornar ao seu torrão natal, “saindo lá do mar, pro Riacho do Navio”, “sem rádio e sem notícias das terras civilizadas”.
Que linda poesia popular.
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O Instituto Histórico guarda um vasto e importante acervo, não apenas que conta a história dos antonenses, mas dos brasileiros. O advogado Fernando Moura exalta a organização do Instituto e seu acervo, cada vez mais rico!
Instituto Histórico – assessoria.



Na política partidária/eleitoral/administrativa, por assim dizer, já que, na prática, elas acabam se complementando num ciclo sem fim, poderíamos dizer que os recentes movimentos do deputado federal André de Paula, no âmbito da disputa estadual, apenas confirmam que, de maneira geral, os políticos estão comprometidos com o projeto, ou seja: “o seu projeto pessoal”.
Até “um dia desse” o deputado André de Paula, na imprensa, era tratado como o “senador da Frente Popular”. Preterido, resolveu mudar e se alinhou ao projeto da também deputada federal Marília Arraes, essa, pré-candidata ao governo e ele ao cargo de senador da república. Nesse contexto algumas mudanças se fez necessário, como por exemplo, entregar o cargo de secretária, ocupado por uma das filhas do André de Paula, lotada na prefeitura do Recife.
Mas independente dos muitos efeitos colaterais dessa mudança – do André de Paula – gostaria apenas de ater-me aos mais salientes, vinculados ao domicilio eleitoral antonense.

O primeiro deles: o deputado Joaquim Lira, figura ligada ao André de Paula, não poderá pedir votos – muito menos vincular sua imagem – para o então “candidato a senador André de Paula” em Vitória de Santo Antão.
Nesse pelito (2022) o Joaquim Lira será um soldado na campanha da candidata a senadora indicada pelo PT – Partido dos Trabalhadores -, Teresa Leitão.
Vale salientar que o mesmo (Joaquim), mudou de partido e agora faz parte do PV, em uma federação com o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e o PT (Partido dos Trabalhadores), e, assim sendo, não poderá declara voto ao amigo André de Paula, mesmo todos sabendo que na urna ele sufragará o número do candidato do PSD.

Ainda nesse contexto, o prefeito Paulo Roberto também ficará impossibilitado de fazer campanha, em Vitória, para o “candidato a senador André de Paula”. Paulo e a filha, pré-candidata a deputada federal, são filiados ao MDB, partido esse que integra a frente partidária dos candidatos indicados pelo governador Paulo Câmara. Ou seja: serão obrigados também a embarcarem na canoa do Danilo Cabral e da Teresa Leitão, pré-candidatos a governador e senador, respectivamente.
Para os “Querávares”, que sempre estiveram alinhados politicamente com os candidatos da Frente Popular, o “evento André de Paula, nem fede, nem cheira”. O curioso dessa história, é que a bandeira e a coordenação da então candidatura para o senado do André de Paula, em Vitória de Santo Antão, poderá cair – oficialmente – no colo do grupo liderado pelo velho cacique Henrique Queiroz, já que o PP – Partido Progressista -, comandado no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, já hipotecou apoio público à postulação do André de Paula.
Na política os desdobramentos, muita vezes, provocam coisas curiosas e até mudanças radicais. André de Paula, como todos sabem, um produto da escola de Marco Maciel, agora é LULA desde criancinha. Em Vitória, sempre vinculado ao grupo amarelo, André de Paula, no próximo pleito estadual, possivelmente vestirá verde, para ser uma exclusividade do Henrique Queiroz…….



Você sabia que Vitória já teve um aeroporto? Para o mesmo “sair do papel” houve uma grande união na nossa sociedade, até as escolas foram mobilizadas, através dos alunos, na arrecadação de recursos. Em breve, lançamento do livro documentário sobre a história do Aeroclube da Vitória….


Aerofotografia do Pátio da Matriz – ano não registrado!!!


Esta é a Igreja de Santa Isabel, cartão postal da cidade do Paulista/PE.
Em seu interior, repousam os restos mortais do padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro ou, apenas, “padre João Ribeiro”, revolucionário, mártir e principal ideólogo da Revolução Pernambucana de 1817.
Padre João Ribeiro foi um homem único, à frente de seu tempo, respeitado por ricos e pobres.
Desde jovem, muito sábio, auxiliou o monsenhor Manoel Arruda Câmara, naturalista de renome e fundador do Areópago de Itambé/PE, tornando-se seguidor de seus ideais libertários.
Com a derrota do movimento de 1817, Ribeiro cometeu suicídio, em 19 de maio de 1817, enforcando-se na capela do Engenho Paulista, em Olinda, atual município do Paulista, após a derrota dos revoltosos na batalha do Engenho Trapiche.
Por ordem do vice-almirante Rodrigo Lobo, o seu corpo foi desenterrado, esquartejado e a sua cabeça foi exposta, na ponta de uma vara, na Praça do Pelourinho, no Recife, onde ficou por dois anos.
Padre João Ribeiro é considerado o líder moral da Revolução Pernambucana de 1817 e foi o criador da bandeira de Pernambuco.
Que a sua memória permaneça viva.
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Parte cimeira de uma relíquia arquitetônica da Vitória de Santo Antão, o sobradinho em estilo eclético do Pátio da Matriz, da família Otávio Pimentel, com mais de 100 anos de construção. Ali, nasceram Almir e seu irmão, Padre Pimentel. Deveria há muito ser tombado pela autoridade municipal como Patrimônio Histórico Edificado.
Por mais de uma vez, na condição de sócio do I.Histórico local (dele fui servidor durante 40 anos) e como vitoriense, escrevi sobre a importância desse sobradinho, um dos raros de nossa terra, como referência cultural e histórica, portanto, precisa ser preservado. A começar pela concessão de isenção vitalícia de imposto predial, enquanto prevalecer as suas características atuais. (Foto: Marcus Prado)
Marcus Prado – jornalista.


Que o nome do personagem “Bita” foi inspirado no jogador de mesmo nome, ídolo do Clube Náutico Capibaribe?
Pois é!
O criador do “Mundo Bita”, Chaps Melo, resolveu fazer uma homenagem ao seu pai, grande torcedor do timbu e fã do jogador.
Sílvio Tasso Lasalvia, o craque Bita, ficou conhecido como o “Homem do Rifle”, sendo considerado um dos maiores jogadores da história do Náutico.
Foi figura central nas conquistas do inédito e até hoje exclusivo título do hexacampeonato pernambucano e do vice-campeonato da Taça Brasil de 1967.
Em 17.11.1966, o Náutico de Bita bateu o Santos de Pelé, por 5×3, em pleno Pacaembu, tendo o “Homem do Rifle” descarregado quatro gols contra a meta do goleiro Gilmar.
Sabias dessa?
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Registro do Mercado de Farinha – Ano não registrado – arquivo do historiador André Fontes.


Beto Azoubel voltou ao IHGVSA representando sua família para receber a homenagem póstuma de seu bisavô David Azoubel, que muito contribuiu para a construção da história vitoriense. Beto conta neste vídeo o quão surpreso e regozijado ficou ao encontrar, em uma visita ao Instituto pelo Ministério da Cultura, peças produzidas pela antiga fábrica da família Azoubel. Venha nos visitar e descubra mais sobre suas raízes e quem sabe você também não tenha a feliz surpresa em descobrir peças pertencentes a sua família e que hoje faz parte do acervo histórico deste, que é um dos mais antigos Institutos de Pernambuco.
Instituto Histórico – assessoria.


Presos por um “casamento” com “data de validade” perto do fim, o prefeito e os três deputados da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – seguem em convívio suspeito com o “cônjuge político” em questão, ou seja: Governador Paulo Câmara.

Detentor de uma rejeição popular estratosférica, segundo pesquisas de opinião pública, todos (políticos) querem os benéficos da caneta do Paulo Câmara, mas ninguém quer ter sua imagem associada a dele, sobretudo nesse período que se inicia, ou seja: pré-campanha eleitoral.
Sempre falei que Vitória precisava e necessita de um deputado de oposição. Não tem a menor lógica que as três correntes políticas locais – com assento na ALEPE – estejam num mesmo palanque. Algo estranho às tradições políticas antonenses.
Pois bem, na manha do último sábado (14) a “noiva” da eleição de Pernambuco, em 2022, Marília Arraes – pré candidata ao Palácio do Campo das Princesas – “desfilou” pela feira da Vitória acompanhada por vereadores, apoiadores e simpatizantes.
Pelas fotos e vídeos divulgados pelas redes sociais, no movimento de rua, observa-se que o grupo de vereadores, que antes havia hipotecado apoio ao projeto político da neta do Doutor Arraes, diminui, aqui, na República das Tabocas, não obstante seu nome haver crescido em todas regiões do estado. Algo, aliás, que distorce da liturgia política eleitoral.
Nesse contexto, para os observadores da cena política local, algumas dúvidas e curiosidades surgem, imediatamente:
1º – Será que os “caciques” entraram em campo para proibir que os “seus vereadores” participassem?
2º – Quantos vereadores desse grupo seguirão firmes com a Marília?
3º – Qual será o primeiro tradicional grupo político local (amarelo/verde/ vermelho) que irá aderir ao projeto da Marília?
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos………..


Na manhã do domingo (15) a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – promoveu Sessão Solene no sentido da “Defesa do Patrono” Dilson Lira pelo acadêmico professor Ricardo Vieira. O evento ocorreu no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Prestigiado pelos colegas acadêmicos, o professor Ricardo Vieira “mergulhou” na arte e na vida do Poeta Dilson Lira, relembrando sua obra, visão de futuro e da sua importância no desenvolvimento do comércio da cidade, em função do “seu O Pioneiro”. Familiares do poeta Dilson Lira marcaram presença e enriqueceram o encontro literário.


Quantas vezes você já passou por essa ponte, que liga a Ilha do Leite à Ilha de Joana Bezerra, no Recife?
Esse extenso viaduto sobre o Capibaribe faz parte do cotidiano do recifense, porém o que pouca gente sabe é que o seu nome é uma homenagem a uma figura histórica importantíssima: José de Barros Lima, o nosso “Leão Coroado”! 🦁
José de Barros Lima foi um dos heróis e mártires da Revolução Pernambucana de 1817.
Intrépido e bravo, ganhou o apelido de “Leão Coroado”, em razão da calvície que ostentava em forma de coroa com longos cabelos nos lados.
Em 1817, o nosso Leão decidiu aderir à Revolução Pernambucana.
Os revolucionários planejavam revoltar-se no período da páscoa.
No dia 06.03, porém, por volta das 11h, o governador Caetano Pinto, tendo sido avisado de que um motim estava para acontecer, ordenou a prisão imediata de Domingos Martins, do Padre João Ribeiro e de Cruz Cabugá.
No Forte das Cinco Pontas, após as prisões, ocorreu um levante de militares envolvidos com a revolução.
O nosso capitão de artilharia José de Barros Lima, então, no quartel do regimento, decide reagir à voz de prisão do brigadeiro português Barbosa de Castro, matando-o com golpes das lâminas de sua espada (foto 2).
Estava antecipada a eclosão do movimento!
Com o fim da insurreição, 75 dias depois, o Leão Coroado foi condenado à morte, por crime de lesa-majestade, subindo ao patíbulo, no Recife, em 10 de julho de 1817.
Enforcado, teve o seu corpo morto esquartejado: o tronco foi arrastado a cauda de cavalos, suas mãos foram exibidas no regimento e a sua cabeça foi exposta em Olinda.
Para alguns, a precipitação do movimento teria sido uma das razões do seu insucesso. De fato, é possível que um pouco mais de planejamento, principalmente, na esfera militar, desse à Revolução de 1817 um outro desfecho.
Isso, porém, não mais importa.
O dia 06 de março é considerado a data magna do estado de PE!
Na nossa Vitória de Santo Antão, há o monumento ao Leão Coroado (foto 3), de autoria do artista plástico Bibiano Silva.
Alô, @prefeiturarecife e @instituto_arqueologico, não seria o momento da aposição de algum registro à altura do homenageado no viaduto que leva o seu nome?
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