Livro Asas Para Vitória de Santo Antão – a história do Aero Clube da Vitória – continua à venda!

Fruto de uma aprofundada pesquisa histórica, realizada pelo presidente do Instituto Histórico da Vitória, professor Pedro Ferrer, o Livro Asas Para Vitória de Santo Antão tem recebido os merecidos elogios. Recheado com fotos e documentos, o conteúdo, de maneira cronológica, narra o passo a passo rumo à materialização e sucesso, daquilo que que ficou catalogado na nossa história como um dos sonhos mais ousados dos antoenses, ou seja: a concretização do Aeroclube da Vitória – vale a pena ler……

O livro custa $70 e pode ser adquirido através do contato (81) 9.8880.1744.

ANOITECERES – por Sosígenes Bittencourt.

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Sou figura noturnal, viajante do ocaso, sonhador como o crepúsculo vespertino, morto de saudade como o final. De olhos vendados, conheço o cheiro dos bairros, dos becos, do meio do mato de minha cidade natal. O cheiro de fumaça, de mingau, de chuva. Sou todo olfato e lembrança. Conheço os trejeitos do meu lugar, os cabelos perfumados, os enxerimentos, o flerte e o gozo. Minha cidade é todinha uma mulher. Chamar-se-ia Vitória das Marias, Maria das Vitórias, tal como é.

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Saio para passear, impregnado dos prazeres noturnos, das eras do meu tempo, que me viciam e me saciam. Minha cidade muda todo dia, mas não muda o meu sentimento, o fascínio elaborado pela memória, como quem ama o que odeia e odeia o que ama, num jogo de perde e ganha.
Anoitece em Vitória. Sobretudo, anoiteço em Vitória. Enlouqueço em Vitória. Porque ninguém entende o que em nós nem conseguimos explicar. Vitória, meu berço e minha tumba. Minha alma noctívaga vai enredando sua história. O acaso me espreita, a surpresa me seduz, sua bruma, sua luz. Alucinações e desejos, rimas em ‘ina’, adrenalina, serotonina, dopamina. Ah! Vitória, dos meus idos e vindas de menino, minha menina!

Sosígenes Bittencourt

A última entrevista – por historia_em_retalhos.

Eduardo Campos ocupa a bancada do Jornal Nacional naquela que seria a última entrevista de sua vida.

Diante das câmeras, para milhões de brasileiros, o então candidato à presidência da República mostrou-se firme e sereno, nacionalizando a frase que se tornaria uma marca de sua campanha:

“Não vamos desistir do Brasil”.

À época, comentou-se que Eduardo foi muito cumprimentado nos estúdios da Rede Globo, passando muito bem no primeiro teste da campanha.

Saiu dali feliz, pensando nos compromissos do dia seguinte.

Todavia, não houve dia seguinte.

Campos morreu em acidente aéreo na cidade de Santos (SP).

O piloto da aeronave perdeu o controle e colidiu com o solo.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) constatou que a queda ocorreu por diversos fatores, entre eles, falha humana, condições inapropriadas para a operação no aeródromo e desorientação visual.

O episódio trágico mudou o curso das eleições daquele ano e gerou consequências políticas que perduram até hoje.

O jovem e talentoso político perdia a vida no auge de sua carreira, ainda em plena ascensão, aos 49 anos.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CkNoAecuo0E/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D

MARCUS e MARINA PRADO antecipam nomes de Vitorienses que vão fazer parte de um DICIONARIO inédito.

Estamos, eu e minha irmã, professora Marina Prado Aguiar, num projeto jamais imaginado de resgate da memória vitoriense, que consiste de um DICIONÁRIO ONOMÁSTICO E PAISAGISTICO da VITÓRIA DE SANTO ANTÃO. Do início do século 19 até o ano 2000. Eis um breve registro do que já temos, nomes de grandes vultos do passado não distante, extraídos ao acaso do DICIONÁRIO, uma breve amostra do que, na obra, vai aparecer com índice alfabético. Alguns dos mais esquecidos: Dom João Costa, Osman Lins, Nestor de Holanda, José Miranda, Aldo Valois, Aurino Valois, Waldemar Custódio de Lima, Mário de Farias Castro, Isidoro Bacelar, Otacílio Montenegro, Brasiliano de Queiroz Monteiro, Carlos Palmeira Valença, Clodoaldo Barros, Gamaliel da Costa Gomes, Abraão Meireles, Margot Ferrer, Osmar Rodrigues, Ubiraçu Carneiro da Cunha, Claudio Holanda, Arnoud Gurgel, Amaury Teixeira Nunes, Theo Lins, Geraldo Lima, Pautila Lopes, Carlos Monteiro, Zito Mariano, Aloisio Aragão, Tenente Lins, Serafim Moura, Pe. João Tavares, Ruitá Marinho Falcão, Zilda Mauricio, Edithe Holanda, Zeca Peixe, Inácio José de Melo, Lourival Pedroso, Olavo Holanda, Cruz Gouveia, Bido Krause, Albertina Lagos, Zuleide Costa, Milton Ramos, Carlos Monteiro, Ismail Hammad, Lindomar Moura, Vivi Moura, Gilvanete Guedes, Armando Peres, José Joaquim da Silva, Brasiiano de Queiroz Monteiro, Jailton Moura, Dilson Lira, José Xavier, José Ferreira da Costa, Milton Bandeira, Severino da Costa Gomes, José Mendes de Souza, Cacilda Montegro, Pastor Lidônio, Teixeira de Albuquerque, Joao Nery Barbosa, Jorge Campelo, José Peres,

A lista é enorme, são cerca de 4 mil nomes, até agora, sem falar de cerca de 3 mil fotos. Cada um com breve biografia. Muitos não nasceram em Vitória, mas nunca deixaram de ser vitorienses. Vamos continuar a divulgar no Blog do Pilako nova lista de nomes daqueles que construíram um tempo vitoriense.

Marcus Prado – jornalista. 

Vereadores: estado de greve ou prevaricação?

Através das redes sociais do vereador André Carvalho fiquei sabendo que a maioria dos nossos vereadores, recentemente,  não aprovaram um pedido de informação  na direção do Poder Executivo,  solicitado pelo vereador Carlos Henrique, no sentido da relação de nomes dos funcionários das empresas terceirizadas contratadas pela atual gestão municipal.

É natural que cada internauta que acompanhou a referida postagem tenha realizado  o seu próprio e devido juízo de valor, no que concerne às informações (filme) divulgada. Mas, independente de qualquer coisa, uma pergunta deverá ser realizada aos senhores vereadores que barraram a  tal solicitação: para que serve, então, a Câmara de Vereadores e qual o verdadeiro papel de um vereador à luz da nossa Constituição?

Em juramento, entre outros, o médico promete salvar vidas. Ao professor, além de educar,  cabe-lhe  a nobilitante tarefa de compartilhar conhecimentos. Julgar dentro dos rigores das leis é o oficio  número um de todo magistrado. Toda profissão/função  é digna e tem uma finalidade de existir. Qual seria, então, a finalidade da existência de um vereador no nosso atual contexto administrativo/político/jurídico?

Ora! Entre outras atribuições de um vereador, fiscalizar os atos do Poder Executivo seria uma espécie de “Cláusula Pétrea” da sua existência e da sua real função (missão) social. Para clarear o pensamento, podemos até dizer: o vereador é um funcionário público escolhido e pago com o dinheiro do povo para servir ao mesmo.

Pois bem, com efeito, voltando ao ocorrido na Câmara de Vereadores da nossa cidade, é algo que foge ao mínimo da razoabilidade saber que vereadores NÃO ESTÃO INTERSSADOS EM FISCALIZAR O PODER EXECUTIVO. E o que é pior: ATRAPALHANDO O SERVIÇO DO VERADOR QUE QUER CUMPRIR SUA FUNÇÃO. .É um verdadeiro samba do crioulo doido. É a mesma coisa de dizer que o médico não quer salvar vidas! Que o professor quer tornar seus alunos mais ignorantes. Que o juiz trabalhe pela aplicação da injustiça social …..e por aí vai…..

Sabemos que o direito de greve da classe trabalhadora está assegurado na Constituição brasileira. Estaria, portanto,  a maioria dos nossos vereadores em estado de greve  ou será que suas excelências estariam cometendo um crime tipificado por  prevaricação?  O pensador Aristóteles já disse:  “cada povo tem o governo que merece”.

Até parece que muitas vezes os vereadores da nossa cidade trabalham para “afundar” ainda mais a imagem da Câmara no seio da sociedade. Não à toa, as pesquisas de opinião pública atestam que as casas legislativas são os espaços com os maiores índices de reprovação perante a população.

Para encerrar essas linhas, em que registramos mais um fato lamentável protagonizado pelo Poder Legislativo local, gostaria de solicitar ao vereador Carlos Henrique o envio dos nomes dos vereadores que votaram contra esse pedido de informação, para deixar  na historiografia antonense o registro desses parlamentares que aparentemente ainda não entenderam a função que exerce  e,  nesse caso em tela, fazendo o papel de Judas, ou seja: traindo a confiança dos eleitores que neles hipotecaram  seus respectivos sufrágios, até porque: votar é um exercício de esperança!

O Tempo Voa: Pharmacia Popular.

Antiga Farmácia Popular, onde Manoel de Holanda teve seu primeiro emprego e escreveu suas primeiras crônicas. Nesse sobrado (hoje tombado pelo Governo de Pernambuco como patrimônio histórico do Estado), morava Martha de Holanda, a escritora mais influente no seu tempo pernambucano. Além de ponto comercial, a Farmácia Popular, uma das mais antigas do Brasil em funcionamento, era ponto de encontro e de tertúlias literárias que contavam com a presença, além de Manoel, de expressivos nomes de nossa literatura: Célio Meira (sogro de Zito Mariano), Jorge Campelo (irmão de Áurea Ferrer), Silvino Lopes (famoso jornalista), Ulisses Pernambucano de Mello (famoso psiquiatra, primo de Gilberto Freyre), entre outros. Na parte superior desse sobrado, que se mantém com seus traços originais, funciona a Academia Vitoriense de Letras. A proprietária é Diva, filha de Manoel de Holanda, que cedeu os direitos de uso à instituição de cultura.

(DO LIVRO “O SOBRADO DE SEU MIRO E OUTRAS CRÔNICAS – MANOEL DE HOLANDA CAVALCANTI – PAG 111).

Professor Vladimir Herzog – por historia_em_retalhos.

Em 25 de outubro de 1975, há 47 anos, o jornalista, dramaturgo e professor Vladimir Herzog era torturado e morto pela ditadura militar brasileira, tornando-se um triste símbolo das atrocidades cometidas naquele período da história do Brasil.

Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura, tendo se apresentado voluntariamente para prestar depoimento no Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

No dia seguinte, foi encontrado morto em uma cela, tendo os seus algozes afirmado que ele teria retirado a própria vida.

Na época, era comum que o governo militar divulgasse que as vítimas de suas torturas e assassinatos haviam perecido por “suicídio”, fuga ou atropelamento.

Conforme o laudo de encontro de cadáver, expedido pela Polícia Técnica de São Paulo, Herzog enforcara-se com uma tira de pano, a “cinta do macacão que o preso usava”, amarrada a uma grade a 1,63 metro de altura.

Ocorre que o macacão dos prisioneiros do DOI-CODI não tinha cinto, o qual era retirado, juntamente com os cordões dos sapatos, conforme a praxe daquele órgão.

No laudo, foram anexadas fotos que mostravam os pés do prisioneiro tocando o chão, com os joelhos fletidos, posição em que o enforcamento era impossível.

Foi também constatada a existência de duas marcas no pescoço, típicas de estrangulamento.

Depois do Ato Institucional n.° 5, o ato inter-religioso pela morte de Vladimir Herzog foi a primeira grande manifestação de protesto da sociedade civil contra as práticas da ditadura militar, reunindo milhares de pessoas na Catedral da Sé, no centro de São Paulo.

Em 24 de setembro de 2012, o registro de óbito de Vladimir Herzog foi retificado, passando a constar que a “morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército – SP (Doi-Codi)”.

Em 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil por negligência na investigação do assassinato do jornalista.

Para muitos, a morte de Vladimir Herzog inaugurou o início do fim da ditadura no Brasil.

Ditadura NUNCA mais.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CkJZ6KPOPCJ/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D

 

Instituto Histórico: sócios elegem nova diretoria….

Após o cumprimento de todos os requisitos estatutários, na tarde de ontem, segunda-feira, 24 de outubro de 2022, a “Casa do Imperador” abriu suas portas para efetivar a eleição para a nova diretoria do nosso Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.

Com apenas uma chapa concorrendo, assim ficou formada a nova diretoria:

Presidente: Pedro Humberto Ferrer de Morais.

Vice-presidente: Cristiano de Melo Vasconcelos Barros.

Primeira secretária: Priscylla Ingrend Aires da Silva Moura.

Segundo secretário: Enedino Soares de Oliveira.

Primeiro tesoureiro: Carlos dos Santos Freire.

Segundo tesoureiro: Serafim Lemos do Nascimento.

Orador: Claudemir Alves Coelho.

Vice oradora: Maria Luciene de Freitas e Silva.

Diretor de patrimônio: Antônio Fernando do Nascimento.

Emmanuel Carneiro Leão, patrimônio cultural de Pernambuco – por Marcus Prado.

 

Pernambuco deve se orgulhar de ter sido, nas primeiras cinco décadas do século passado, reconhecidamente, o berço daqueles que contribuíram nos muitos ramos das ciências e de outros saberes, para o prestígio da mentalidade brasileira dentro e fora das nossas fronteiras, sem falar do que conquistou no campo das artes e da Literatura. Em artigo recente nesta página procurei destacar aqueles, na minha opinião, já sobejamente consagrados. Guardei um nome para fechar o ciclo de uma geração de ouro, individualidade síntese, exercitação do que seria parte cimeira dos valores da nossa cultura erudita do século passado. Refiro-me ao professor e filósofo Emmanuel Carneiro Leão, nascido no bairro recifense da Várzea, hoje com 93 anos, pouco conhecido e estimado na sua cidade natal, conta apenas com escasso conhecimento dos seus conterrâneos. Ele que é o mais qualificado conhecedor brasileiro da obra monumental do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976), pelos seus pressupostos teóricos, sem perder a sua capacidade ainda de trabalho e pensar, sobretudo no campo da Filosofia; pela sua vasta obra ensaística, pelo legado de professor e fundador de cursos acadêmicos no Rio e Janeiro. O nosso autor tornou-se ao longo dos anos um especialista obsessivo e profundo, além de pesquisador e exegeta quando se trata de Martin Heidegger, de quem foi um dos alunos mais próximos e colaborador. O Heidegger, visto como um marco do pensamento e do saber, o maior pensador do seu tempo alemão. (Obra de investigação filosófica extremamente difícil de ser compreendida, sobretudo para quem não está familiarizado com filosofia ontológica). Destaco Emmanuel na mesma linha de prospecção investigativa e indagações da também pernambucana da Vitória de Santo Antão, Maria do Carmo Tavares da (1936-2012), ela que foi aluna de Heidegger e sua tradutora no Brasil, além de outros grandes estudiosos heideggerianos brasileiros, com passagens demoradas pela Universidade de Freiburg: Ernildo Stein, (de quem tenho recebido gestos e trocas de ideias sobre Heidegger), Vicente Ferreira da Silva (um dos pioneiros nos estudos de Martin Heidegger no Brasil, sendo o pensador alemão a principal influência de sua carreira), Benedito Nunes (tantas vezes recebido no Recife por César Leal e Evaldo Coutinho, fui um deles, quando nossas conversas eram sobre Heidegger e sobre Mario Faustino).

A fidelidade é uma das metas mais perseguidas em uma tradução, entrelaçando-se com a necessidade de tornar o texto acessível ao leitor. Foi o que testemunhei com a releitura há pouco do Ser e Tempo, de Heidegger, um marco na filosofia de todos os tempos, a partir de uma tradução de Marcia Sá Cavalcante Schubaca, filósofa, de origem pernambucana, professora titular da Universidade de Södertörn, em Estocolmo, Suécia,
aluna e colaboradora de Emmanuel, tendo dele a participação como orientador na tradução do livro de Marcia. Traduzir Heidegger diretamente do alemão para qualquer idioma, no sentido amplo, precisa de muita ajuda e encorajamento. Um desafio que raros, em nosso idioma, ousaram enfrentar até hoje. Algo, em menor dimensão, na proposta de tradução de um Joyce (1882-1941), na literatura, de um Pierre Teilhard de Chardin. (1881-1955) teólogo, filósofo e paleontólogo

Estive a primeira vez, em 1998, na cabana de Martin Heidegger, na Floresta Negra (Alemanha). Sua localização é uma aldeia chamada Todtnauberg, no município de Todtnau, região de Baden-Württemberg, muito próximo a Friburgo, onde Heidegger era professor. Ali se estampava um Heidegger com hábitos de camponês. Não é por acaso que foi nela que produziu uma das maiores obras do pensamento do século XX, Ser e tempo. Para mim, a casa mais emblemática da Alemanha, como também não deixaria de ser a casa do Nobel Thomas Mann, um dos maiores nomes da literatura alemã, em Lübeck, que tive a sorte também de conhecer. (O Thomas, filho da brasileira de Paraty, Julia da Silva Mann, o genial autor de A Montanha Mágica, que teve como seu primeiro leitor brasileiro o nosso Gilberto Freyre). Por falar dessa cabana, tantas vezes vista e comentada antes de mim por Miranda e Emmanuel, quero lembrar a importância de Hannah Arendt na vida de Heidegger, no outono de sua vida, ela que foi uma das grandes pensadoras do século 20, figura pública do mundo do pensamento, densa e original, aluna predileta de Heidegger, sua grande e secreta paixão, tantas vezes vista nessa cabana não só para os abraços, para ouvir lições do mestre, (o que vemos no Hannah Arendt & Martin Heidegger: história de um amor, de Antônia Grunenberg-Perspectiva, 2019). O mais conhecido e comentado romance da história da filosofia trazido ao público em todos detalhes, iluminando a trajetória de dois dos mais influentes pensadores da atualidade. A cabana, simples como uma cabana quase toda de madeira, com o seu fogão a lenha, o ambiente em que viveu os últimos anos de vida aquele que a história da filosofia, com todas as suas alavancas de possibilidades e conceitos, consagrou como um dos seus vultos de maior vigor e desafiadora contemporaneidade. E que teve no pernambucano Emmauel a análise dos fundamentos transcendentes de sua obra, de modo inequívoco e frontal.

Marcus Prado – jornalista.

“Corriola da Matriz” – mais uma “missão cultural”………

Com programação já definida até o apagar das luzes do ano em curso, no sábado (22), o grupo intitulado “Corriola da Matriz” promoveu mais uma “Missão Cultural”. Nessa ocasião, membros do grupo seguiram ao centro histórico do Recife.

A primeira parada foi no Pátio de São Pedro. Num segundo momento, uma visita ao emblemático Mercado de São José – requalificado internamente e também sem o comercio ambulante no seu entorno. Em ato contínuo,  o sempre efervescente Mercado da Boa Vista foi o ponto escolhido para os devidos comes e bebes.

Nesse passeio histórico muitas conversas e fatos que nos conectaram ao tempo pretérito, até porque todos do grupo  – de uma forma ou outra -,  em algum período da vida interagiram com os referidos espaços.

O atentado do Guararapes – por historia_em_retalhos

Manhã do dia 25 de julho de 1966.

O Brasil vivia os primórdios do regime militar.

Era época de eleições indiretas, algo apenas formal e ritualístico, já que tudo era decidido pelo partido dos militares.

O Marechal Arthur da Costa e Silva era candidato à presidência e anunciara uma visita ao Recife para fazer campanha.

No saguão do Aeroporto dos Guararapes, muitas pessoas o aguardavam, no momento em que, de repente, uma mala foi percebida abandonada no local.

O guarda civil Sebastião de Aquino seguia para entregá-la no balcão, quando, inesperadamente, dentro dela, uma bomba explodiu.

O clima de caos e confusão foi geral.

Aquino e outras 13 pessoas ficaram feridas. Já o jornalista Edson Régis e o vice-almirante Nelson Gomes morreram.

O que aconteceu naquele dia?

Três versões pairam no ar.

Segundo a versão oficial dos militares, tratou-se de um ato terrorista, que tinha como objetivo atingir Costa e Silva.

Em pouco tempo, a polícia apresentou dois acusados: Ricardo Zarattini e Edinaldo Miranda.

Ambos carregaram por toda a vida o estigma de terroristas, até que, em 2013, a Comissão Estadual da Verdade apresentou documentos do próprio regime, datados de 1970, que desmentem a versão oficial.

Uma segunda corrente atribui a autoria a militantes da Ação Popular (notadamente, a Raimundo Gonçalves e ao ex-padre Alípio de Freitas), que teriam agido por conta própria, sem autorização dos dirigentes.

Por fim, uma terceira linha sustenta que a versão oficial conflitava com o próprio inquérito militar que apurava o caso.

Historiadores afirmam que, em verdade, o crime foi planejado pelo governo para criar um clima de pânico na população, abrindo o caminho para o recrudescimento da ditadura e a criminalização da esquerda.

Fatos como esse preparariam o terreno para, dois anos mais tarde, nascer o AI-5.

Dois detalhes importantes:

– Costa e Silva não desembarcou no Guararapes, optando por vir de carro pela PB.

– no mesmo dia, duas outras bombas explodiram, sem vítimas, na sede da UEE e no SI dos EUA.

Cada um tire as suas próprias conclusões.

Até hoje, o episódio segue sem elucidação.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CkDbSpAuY3k/?igshid=MDJmNzVkMjY%3D

Corrida Com História – Cemitério dos Coléricos!!!

Catalogado como o pior acontecimento coletivo ocorrido em nossas terras, desde a  sua fundação, em 1626, a epidemia da cólera transformou a recém criada “Cidade da Vitória” num cenário de filme de terror. Entre janeiro e abril de 1856, parcela significativa da nossa população foi dizimada. Segundo relatos, houve dia em que 80 antonenses morreram.

Atolados no caos as autoridades provinciais e municipais, sem alternativas, foram obrigados a abrir valas para enterrar os mortos, que não paravam de crescer. Os registros históricos nos permitem dizer – com segurança – que o local escolhido foi onde hoje conhecemos como “Estrada Nova” e suas adjacências.

Passado o drama, autoridades religiosas cobravam que o “campo santo” – Cemitério dos Coléricos – fosse cercado, no sentido da preservação e respeito aos mortos e suas respectivas famílias, algo que não aconteceu.

Assim sendo, mais adiante, a estrada construída pela província, inicialmente, suplantou o espaço dedicado aos mortos e, posteriormente, ao longo das décadas, edificações comerciais foram formando “nova paisagem” no contexto do espaço. Eis aí, portanto, mais uma memória da nossa cidade,  resgata pelo nosso projeto “Corrida Com História”.

Veja o vídeo:

https://youtube.com/shorts/jQPQf6YDEtA?feature=share

Professora Odorina Gonçalves de Moura: breve relato do doutor Fernando Moura…

Matéria postada originalmente em abril de 2019

Recentemente fui procurado pelo professor e amigo Leandro, no sentido de  colher informações sobre o histórico da pessoa que empresta o seu nome à escola em que ele leciona, uma vez que,   segundo ele, por lá, as informações são elementares.

Não obstante ser conhecedor de algumas informações sobre a professora Odorina Gonçalves de Moura, até porque a sua família era próxima da família do meu pai, para contemplar a carência e à necessidade do amigo Leandro,  fui obrigado a recorrer ao doutor Fernando Moura –  sobrinho da referida professora.

De pronto e com toda boa vontade do mundo o doutor enviou-me informações que certamente irá suprir as necessidades. Segue:

Tia Dorita, a mais nova das irmãs Moura, foi professora atuante em nosso município por quase 30 anos, contribuindo para a formação educacional de várias gerações  de vitorienses. Formou-se em pedagogia em uma das primeiras turmas do Colégio Nossa Senhora da Graça  (Damas) e logo em seguida passou a lecionar. Inicialmente, durante 08 anos, na zona rural, na Fazenda “Miringabas”, pertencente ao Sr. Figueiredo (sogro de Sr. Joel de Cândido e avô de Sr. Elmo). Posteriormente, ainda na mesma propriedade, mas na parte pertencente ao ex-vereador, Elias Gomes de Freitas (“Elias de Miringaba”).

Em seguida, foi transferida para a área urbana, onde exerceu, por vários anos,  o seu mister em uma escola localizada no Borges. Finalmente, concluiu as suas atividades de magistério na escola mínima “São João Batista”, localizada na “Capelinha São João Batista”, por ela construída com recursos próprios  (seu pai  – Zito Mariano –  fez a doação de uma bela imagem de Nossa Senhora para a Capelinha, inaugurada em 1960), onde exercia também a função  de Diretora. Dentre alguns dos seus alunos,  na Capelinha, no momento, lembro de alguns:  Carlos Peres, Etiene, Alemão…….Faleceu em setembro de 1994, aos 65 anos de idade.

Em razão dos relevantes serviços por ela,  efetivamente prestados à educação do nosso município,  após o seu falecimento, o Prefeito do Município  (na época,  Sr. Elias Lira), por indicação da sua Secretária de Educação,  Profa. Lourdinha Álvares,  resolveu homenageá-la com a aposição do seu nome em um Grupo Rural, localizado no Lagoa Queimada, próximo ao  Distrito de Pirituba. Espero ter contribuído para os esclarecimentos do histórico pretendido. Abraços!”

 

 

 

 

 

Jose Fernando Moura – advogado e sobrinho da professora Odorina Gonçalves de Moura.

 

Todos contra a Marília……..

Nos mais diversos quadrantes da vida em sociedade a disputa pelo poder é uma constante. Com efeito, nesse percurso, mesmo de maneira bem camuflada, lembremos que uma “regra” é bastante utilizada: “o inimigo do meu inimigo já é o meu melhor amigo”. No mundo político – caldeirão dos instintos mais primitivos da humanidade – esse jogo se configura num dos mais jogados……

Pois bem, acometida de um trágico acontecimento quis o destino colocar a ex-prefeita de cidade de Caruaru no 2º turno das eleições de Pernambuco. Na cabeça e nas estratégias dos principais “times”,  na segunda etapa, constaria dois nomes para disputar com  a neta do doutor Arraes: Danilo ou Anderson.

Se por aqui o xadrez político já festava “embolado”, por conta de um cenário eleitoral nunca antes visto, com 5 postulações bem posicionadas, a reconfiguração do processo no  segundo turno ficou ainda mais estrambótico.

Com pouco mais de 15 dias, pós-apuração dos votos no primeiro turno, o processo eleitoral na terra dos altos coqueiros, ao que parece, começa ganhar tonalidade, pelo menos para a parcela dos que acompanham os movimentos políticos, ou seja: há uma união silenciosa entre os “inimigos” para derrotar a postulação da Marília Arraes.

Dos partidos que a ela (Marília) declaram apoio, observamos uma maquiavélica operação do chamado “fogo amigo”. Se antes, no nosso estado, havia uma relação de confronto fraticida  entre os partidários do “governo Paulo Câmara” com os “bolsonaristas pernambucanos”, hoje, podemos dizer que já se “acertaram”, no sentido da não ascensão de uma das verdadeiras e genuínas lideranças femininas que já brotou na política pernambucana.

 Política não é coisas para amadores……….

Socó do Pandeiro – no 4º volume do livro Apelidos Vitorienses.

Famoso nos mais diversos canais de comunicação disponíveis na internet, o artista popular. Socó do Pandeiro,  também já teve a história do seu apelido registrada e  estará, em breve,  disponível no 4º volume do livro Apelidos Vitorienses.

Para o quarto volume (13/25) já catalogamos:

Pereba, Aninho, Feola, Marreco, Jajá do João Murilo, Birino,  Bel Veículo,  Ruela,  Deuh, Caramelo,  Ceará, Sula e Socó do Pandeiro.