Toda comparação é odiosa‏

lampiao

O programa ESPAÇO PERNAMBUCO, da Rede Globo, no dia 31 de agosto, mostrou que a antiga Vila Bela, hoje cidade de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, é conhecida como a TERRA DE LAMPIÃO. O município, que tem cem mil habitantes, respira a lenda e realidade do tempo do cangaço. E, apesar do progresso, Serra Talhada não diminuiu a história do passado ligada à valentia dos cabras machos sertanejos 75 anos após a morte do seu filho mais ilustre, Virgolino Ferreira, o Lampião.

E nossos bravos heróis do Monte das Tabocas por onde andam?

As causas ou razões de lutar dos cangaceiros são constantemente questionadas: certas ou erradas?  Já a causa da luta dos herois das Tabocas não são questionadas. Compete à Secretaria de Cultura trabalhar, unida aos vitorienses interessados, pela exaltação do Monte e dos protagonistas da Batalha.

Pedro Ferrer

Cônego Américo Pita

conego-americo-pita

Este conheci bem. Batizou-me, ouviu minhas confissões, deu-me a eucaristia pela primeira vez. Só não me casou.  Todas as quintas à tarde, íamos, eu e colegas do Ateneu, ao catecismo na Matriz. Dona Maria Aragão não abria mão dessa prática. Formava as filas na calçada do Ateneu Santo Antão, no beco do Rosário, hoje rua Osman Lins,  e tocava-nos para o templo. Meninos à direita, meninas à esquerda e o reverendo Pita, de batina preta surrada, posicionava-se no centro da nave. Era um ir e voltar contínuo. Um olho na doutrina católica e o outro na garotada.

– Quais são os pecados capitais?

Tinha medo dele. Não era eu, o único a teme-lo. Todos, inclusive os adultos temiam o velho pároco. Padre Pita ganhou fama de brabo e não foi gratuitamente. Assisti, sendo seu coroinha, o ranzinza expulsar garotas da igreja por não se trajarem adequadamente para um ambiente religioso. Certo? Errado? Para a época era certo e todos os aplaudiam por essas atitudes.

Nem tanto ao mar, nem tanto à praia, mas bem que hoje, os sacerdotes poderiam ser mais vigilantes quanto ao modo de vestir dentro dos templos. Comigo se passou um fato interessante que ilustra bem sua brabeza. Tinha eu sete ou oito anos. Conversava prazerosamente durante a missa das 8 horas, quando ele resolveu parar o ofício religioso, desceu, pegou-me pela orelha e pôs-me de joelho ao lado do altar. Os outros garotos, que participavam da algazarra, silenciaram. Morri de vergonha e mais, de medo, temendo que o acontecido chegasse ao conhecimento dos meus pais.

Voltemos ao nosso padre Pita. Nosso, porque, apesar da brabeza, era um vigário estimado e admirado. Dedicado, virtuoso e sobretudo apóstolo. Pelo seu empenho e interesse Vitória de Santo Antão ganhou a casa dos pobres e o colégio Nossa Senhora da Graça. Isso sem falar em outras conquistas tais como: construção da capela de São José na Mangueira e de Nossa Senhora do Loreto em Água Branca. Empenhado na organização da paróquia e no seu trabalho de apostolado não se descuidava dos diversos órgãos da Ação católica: JEC, JOC, Cruzada eucarística, apostolado do Sagrado Coração de Jesus, Pia União das Filhas de Maria, Vicentinos, Irmandade das Almas etc. Para congregar e atrair os jovens criou, com o padre Vasco, o Grêmio Paroquial, que organizava jogos, tertúlias e peças teatrais.

Padre Pita nasceu no dia 18 de fevereiro de 1885, em Coruripe, cidade alagoana. Aos 18 anos ingressou no Seminário de Olinda. Em 1911 foi ordenado presbítero em cerimônia presidida por dom Luís Raimundo da Silva Brito. Sua primeira missa foi celebrada na Matriz de Santo Antão que tinha como vigário seu primo, o padre Américo Vasco.

Seu empenho e seu comprometimento com a fé cristã valeu-lhe a outorga de dois títulos: Cônego Honorário da Sé de Olinda (1935) e Monsenhor (1950).

Sobre padre Pita repetiríamos as palavras escritas pelo mestre José Aragão: ”De sua fé acrisolada, de sua piedade esclarecida, do seu total devotamento ao reino de Deus em nossa terra, que ele amava como sua; de sua cooperação desinteressada a todas as instituições e iniciativas locais, resultaram, para a comunidade, benefícios incomensuráveis, razão porque os defeitos que pudesse ter, como ser humano, portanto contingente, foram superados e fartamente compensados pelas virtudes, por todos reconhecidas e proclamadas” (Revista do Instituto Histórico e Geográfico, volume 6º, página21).

Seguem outros depoimentos: – cansei em ouvir meu pai repetir, “padre Pita é um padre de verdade, homem modelar”;

“padre Pita, podemos afirmar sem nenhum vislumbre de exagero é um dos verdadeiros ministros de Deus, é o genuíno “Alter Christus” da religião de Jesus, é o verdadeiro tipo de sacerdote católico. Padre Pita, sacerdote virtuoso, soube se impor à admiração do povo de Vitória que lhe cultua uma amizade leal”. (“A Voz Parochial, 31 de março de 1918);

– “aqui em Vitória o padre Pita deixou vestígios imorredoiros e inesquecíveis, como sacerdote virtuoso e abnegado, como amigo particular e também como jornalista primorado nas colunas deste jornal onde tem colaborado desde a fundação do mesmo até hoje”. (A ”Voz Parochial, 18 de fevereiro de 1919)

Após sessenta anos de vida sacerdotal, dedicados à pregação do Evangelho e à defesa da fé, o probo e íntegro padre entregou sua alma ao Senhor, no dia 27 de abril de 1971.  Vitória de Santo Antão cobriu-se de luto.

O Instituto Histórico e Geográfico que tem o Monsenhor Américo Pita como um dos seus cofundador, reverencia sua memória no setor do Museu Sacro, cujas principais peças partiram de seu magnânimo espírito.

– Ano Novo (Padre Américo Pita)

“Ao afloral do ano novo ainda a humanidade esfarrapada, esquálida, desgrenhada arrastando-se pelos escombros da civilização, da arte e da religião solta ainda um gemido dolente repassado de angústias. O mundo ainda é o sudário da guerra, com os corvos da miséria de garras aduncas esvoaçando crocitante por sobre o charco putrefato da humanidade.

A alma da Igreja compungida cantando a pouco o “Gloria in excelsis Deo et in terra pax homnibus”, visava talvez, o trapejar do lábaro branco da paz sobre as ruinas do mundo por entre a fumarada espessa dos semeadores da morte complemento tétrico da barbaria humana.

Cada ano que lá vem trás na sua psicologia a risonha esmeralda esperança como que sendo fonte d mil venturas no desenrolar do futuro. Oh! quimérica esperança que te transformas na rígida realidade da desilusão. Mas ah! que prossegue a marcha dos tempos e o mundo a convulsionar na guerra.

O mesmo tempo imutável partícula da eternidade no seu eterno evoluir vai escrevendo o episódio doloroso deste século de sangue que o próprio Deus com as mãos plenas de justiça esconde as suas faces para não ver a injustiça e a desobediência dos homens, ao seu “pax homnibus”. E a devastação campeia arrastando manietada a deusa sublime dos povos, a liberdade.

A liberdade irmã gêmea da paz foi banida do seu trono enquanto o despotismo tem o cetro da realeza… (“A Voz Paroquial”, 31 de janeiro de 1918).

Obs. Na época a humanidade estava em plena Primeira Guerra Mundial, 1914-1918.

Pedro Ferrer

Problemática educacional remonta a várias décadas.

No último dia 20 do corrente mês enviei uma matéria para ser publicada no blog do Pilako, “Educação”. A mesma não foi escrita por mim. Optei por não dizer a origem na tentativa de provocar um debate e troca de informações sobre o precioso tema. A matéria foi extraída do jornal “A Voz Parochial”, hebdomadário publicado pela Matriz de Santo Antão, ano de 1922.

Observe o leitor que a preocupação com a problemática educacional remonta a várias décadas.

Obs. – os exemplares da Voz Parochial fazem parte do acervo do Instituto Histórico que está disponível aos vitorienses que desejarem realizar pesquisas sobre nosso belo e rico passado.

Pedro Ferrer

Educação

livros

O problema de educação moral e intelectual no nosso Pernambuco ainda não foi devidamente estudado e será sempre uma cousa insolúvel, porque os poderes públicos não ligam importância a esta necessidade palpitante do momento, única capaz de salvar toda bancarrota da instrução. Muito, é verdade, se tem feito para resolver tão sério problema, mas a inabilidade dos reformadores não tem feito outra coisa que adiar a solução.

Educadores bons e de reconhecida competência não nos tem faltado, porém o que é necessário na atualidade é a colaboração de todos em completa harmonia de vista, deixando de parte a torpe vingança política que tanto nos atrofia.

Entende-se por educação a ação de aperfeiçoar a natureza humana, educando o coração nas grandes cousas da vida.

A instrução que se administra ordinariamente às crianças é sempre desacompanhada da educação moral e social, irmã inseparável da intelectual. Verifica-se tudo quando dissemos, assistindo-se a saída dos alunos das escolas.

Ali vemos do modo mais patente a falta absoluta do verdadeiro ensinamento que ilustra o coração e a inteligência.

Pedro Ferrer

Antão Borges Alves.

antao-borgesNo dia 5 de novembro de 1866 surgia em nossa cidade o primeiro jornal, “O Vitoriense”. Seu criador, Antão Borges. Filho de Paulo Borges Alves e de Antônia Borges Cunha, nasceu o menino Antão em setembro de 1844. Remarque-se que Antão tinha quinze anos por ocasião da visita da Família Imperial. Essa visita marcou seu espírito.

É lugar comum os biógrafos afirmarem que seus biografados eram alunos dedicados, inteligentes, que tinham pendores pelas artes e a que a veia poética aflorava em todos seus escritos.

Com Antão Borges, não quero cair nesse lugar comum. Antão Borges provou seu amor às letras, quando ainda jovem, já casado, com apenas 22 anos, juntou uns trocados e partiu para Recife para as compras.

O que pretendia comprar aquele jovem?

Compras, nada comum, a um jovem de sua idade e de sua época, que procuraria por uma cartola, uma bengala de marfim, um broche de ouro para gravata, sapatos italianos, lenços de seda…

E que compras tão curiosas foram essas?

Uma impressora e tipos tipográficos. Seu sonho de adolescente tomava forma, imprimir um jornal. Um jornal com oficina própria, independente. A estrada de ferro ainda não existia. Tudo  transportado em lombo de burro.

No dia 5 de novembro de 1866 fazia Antão Borges circular na Vitória “O Vitoriense”. Seu pequeno jornal era um semanário noticioso e comercial, custando a assinatura anual 12 contos de reis. Em 1870 substituiu “O Vitoriense” pelo “Correio de Santo Antão” que permaneceu no prelo até 1875. No ano seguinte voltou a imprimir “O Vitoriense”. Sua edição foi interrompida com a partida de Antão Borges, em 1878, para Glória do Goitá, onde foi exercer o cargo de Tabelião Público. Quando ainda residente na Vitória ocupou uma cadeira na Câmara Municipal pelo Partido Liberal.

Na cidade da Glória do Goitá continuou sua lida jornalística. Tratou de montar sua pequena tipografia e publicou no dia 8 de fevereiro de 1879 “O Goitaense”, primeiro jornal da cidade, periódico imparcial que tinha como um dos seus objetivos alfabetizar a população. Do seu casamento com Antônia Donata teve vários filhos, entre eles o coronel Antão Borges Júnior, coletor fiscal e prefeito da Glória do Goitá nos anos 1920-1924.

Antão Borges, o bravo vitoriense, falecido em agosto de 1918, na cidade da Glória do Goitá, deixou-nos um magnífico legado. Só os iniciados na cultura vitoriense têm a sensibilidade de conhecer o extraordinário trabalho realizado por Antão Borges Alves e os benefícios à cultura vitoriense, atrelados à criação do “O Vitoriense”.

Pedro Ferrer

Professor Pedro Ferrer compartilha conosco uma importante analise sobre o ensino da Matemática.

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia…

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas…

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 …:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

– Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

Todo mundo está ‘pensando’
em deixar um planeta melhor para nossos filhos…
Quando é que se ‘pensará’
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!

Triste, mas é verdade. FAINTVISA encerrou os cursos de Licenciatura de História e de Biologia.

A informação procede e vem de elemento ligado à direção. Culpa da FAINTVISA? Longe de nós assim pensarmos.

Sinal dos tempos: professor do ensino médio é tratado como babá de filhinhos de pais desequilibrados, ricos ou pobres. Não há disciplina, não há hierarquia, não há respeito nos lares. A criança e o adolescente chegam à escola e querem ser paparicados. Não obedecem nem respeitam aos mestres.Pior, tem a cobertura do papai e da mamãe. Evocam os Direitos da Criança e do Adolescente. Professor não tem direito, ele se fod….., vá para pqp. E o salário? Nem falar.

Bem, nestas condições quem ainda ousa ser professor?

Como pode a FAINTIVISA manter um curso sem aluno? Ela não é instituição de caridade. Precisa ganhar para se manter, regra primária do comércio e educação tem também seu lado comercial.

Mais uma vez, fico triste. Quando criamos a FAINTVISA, pensamos em uma escola de FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Por forças circunstanciais ela se afasta de seu objetivo primário.  As licenciaturas estão assinando seus atestados de óbitos e o único responsável é o governo, em todas suas esferas: municipal, estadual e federal.

Pedro Ferrer

ANTÃO LUIZ DE MELO

meloO engenheiro das estradas. O engenheiro das pavimentações. Este foi Antão Luiz de Melo, vitoriense, filho de José Francisco de Melo e Belarmina Maria de Melo. Nasceu o esperto garoto Antão, que carregava o nome do padroeiro,  no dia 6 de agosto de 1931. Desde cedo se destacou nos estudos. Mudou sua residência para o Recife, onde prestou vestibular para o curso de Engenharia da UFPE, diplomando-se em 1955. Da Engenharia fez seu norte e ideal de vida. Entre os vários cursos e estágios que incorporou ao seu rico currículo podemos destacar: Curso de Pavimentação no Laboratório Nacional desPonts et Chaussés, na França; Curso de solo cimento pela Associação brasileira de Cimento Portland, São Paulo; Curso de Tecnologia do asfalto: Asfalto Chevron, São Paulo; estágio em Serviços de Pavimentação no Bureau Central d´ÉtudespourlesEquipements d´OutreMer-Senegal;  estágio em Serviços de Pavimentação nos Departamentos de Estradas de rodagem dos estados do Texas, Califórnia, Novo México e Nova Jersey, USA.

Sua vida profissional se estendeu ao magistério. Sentia necessidade de transmitir às novas gerações toda sua experiência e seus conhecimentos. Assim sendo ocupou a cátedra da disciplina Estradas e Transportes na UFPE. Em sua fecunda vida acadêmica publicou mais de vinte e cinco trabalhos sobre Transportes, Engenharia Rodoviária, Engenharia Ferroviária, Geotécnica e Pavimentação. Além do magistério ocupou com destaqueoutras funções: engenheiro chefe do Núcleo do Instituto de Pesquisas Rodoviárias; engenheiro do DER-PE.; Secretário de Transportes, Energia e Comunicações do Governo de Pernambuco; Diretor-geral adjunto do Departamento de Estradas e Rodagens. Em vida obteve prêmios e foi alvo de diversas homenagens. Antão Luiz de Melo faleceu nos Estados Unidos, vítima de um ataque cardíaco, no dia 17 de setembro de 1999.“Era um sofisticado especialista em pavimentação formado na França. Na Secretaria de Transportes inovou ao pregar a simplificação dos obras e diminuição dos custos para gerar o máximo de benefícios com recursos limitados”.Graças ao seu empenho e apoiado pelo empresário José Augusto Ferrer de Morais, na época deputado estadual, obteve do governo do Estado anuência para construção da estrada Vitória de Santo Antão-Limoeiro. A “República das Tabocas” orgulha-se de tê-lo como filho.

Pedro Ferrer

A respeito de uma reportagem publicada pelo JC dia 29 de junho.

14

Quinta feira, dia 27 de junho, encerrando o expediente do Instituto, eis que de chofre, surgiram duas repórteres do Jornal do Comércio, Cleide Alves e Hélia. Queriam fazer uma reportagem sobre o Sobradinho, visto denúncias que a redação recebera, sobre o abandono do histórico prédio. Indaguei-lhes: quem as teria feito? Resmonearam, desconversaram e curialmente nada disseram.

A elas só interessavam o Sobradinho e o Monte das Tabocas. Insisti para que elas primeiro visitassem nosso museu, o que fizeram com certo constrangimento, devido ao adiantado da hora. Aliás, elas nem sabiam da existência do nosso museu.

À medida que a visita acontecia, elas começaram a ficar deslumbradas e sem rebuço consideraram nosso museu como o melhor do estado. Chamou-lhes a atenção a quantidade e o arranjo das peças do acervo. Queriam saber a quem cabiam os méritos da organização. Sem titubear, respondi-lhes: uma equipe de historiadores locais.

Esta não é a primeira vez em que a distribuição das peças e a organização, diria “anatômicae fisiológica”, do nosso museu são elogiadas por pessoas versadas no assunto. Ficou mais uma vez a lição, que Vitória de Santo Antão tem material humano qualificado e preparado. Por que buscá-lo além? Pena que a reportagem, no que fala do museu, ficou muito aquém do mérito da instituição. Nosso museu merecia umas linhas e canetadas mais densas e mais objetivas. Entretanto, não era o objetivo maior da reportagem. Espero que voltem para fazer uma explanação mais completa e compacta da nossa instituição.

Sobre o Sobradinho nada a acrescentar. A reportagem diz tudo. As críticas procedem. Tombar, não tombará. Todavia o Sobradinho tem que ser recuperado integralmente. Os R$ 14.000,00 que a prefeitura promete, não são lá grande coisa, mas com parcimônia resolveremos. É o primeiro passo, a prefeitura começa a despertar. Esperamos que outros convênios venham. Lembramos que 9 dos 11 vereadores nos deram uma forte ajuda. Sócios e amigos também chegaram juntos.

Encerrada a visita ao Sobradinho pediram-me informações de como chegar ao Monte das Tabocas. Por coincidência, o professor Marcelo Hermínio, diretor de patrimônio do Instituto, chegava naquela ocasião para iniciar o expediente da tarde. Atendendo ao meu pedido ele as acompanhou ao histórico Monte. O deplorável estado do Monte é sobejamente conhecido dos vitorienses. Está estampado na reportagem. Doe-nos observar que o logradouro e seu entorno estão, mais ainda, degradados. É uma pena, é lamentável e revoltante, ver o Monte tratado dessa maneira. Observaram a placa emborcada e quebrada? Bonito, não é? Sobra para quem? Sobrou para nossa cidade. Que imagem transferimos para os interessados em nos visitar, se é que existe algum idiota iluminado, que o queira fazer?

Antes do dia 3 de agosto vamos dar umas ciscadas, umas caiadas e tudo ficará super remendado. Remendos, nada mais que remendos.

Consultem o Instituto sobre o que fazer no Monte? Que valores devem ser agregados? Aliás, corria no mandato passado, do atual prefeito, a elaboração de um projeto que estaria sendo preparado pela dra. Marina Russell Cavalcanti. Eu vi esse projeto. Achei estranho o Instituto não ser convidado para opinar. Mas, manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Dia 23 de junho, fui à Serra Negra. Difícil toldar ou anuviar meus sentimentos de tristeza e revolta ao ver a multidão que lá afluia. Deu-me inveja.

Mesmo anuviado estou plenamente convicto que o Monte tem um potencial bem maior que Serra Negra e que o Alto do Moura. Temos uma HISTÓRIA FANTÁSTICA DE BATALHA, DE NATIVISMO, DE LIBERDADE, DE INDEPENDÊNCIA. E Serra Negra? E o Alto do Moura? No aspecto passado eles têm pouco ou nada a oferecer aos visitantes. Mas eles tem algo, que nós não temos. Tem pessoas sensíveis e interessadas no turismo, na cultura e na história dos seus municípios.

Esta história de que uma intervenção é difícil e complicada, por ser ele tombado pelo estado e pelo município, é conversa para boi dormir. Os responsáveis sabem que tudo depende de uma decisão política. Salvem o Monte? Despertem!!!!!!!!!!

Prof. Pedro Ferrer
Presidente do Instituto

PREFEITURA ESTABELECE CONVÊNIO COM O INSTITUTO HISTÓRICO.

ozias-elias-pedro

Com data retroativa a 3 de junho do corrente ano, a Prefeitura Municipal da Vitória de Santo Antão e o Instituto Histórico e Geográfico estabeleceram, no dia 17 de junho (ontem), convênio de “Cooperação Técnica e Financeira”. O convênio tem por objetivo o apoio financeiro às atividades culturais de interesse público, desenvolvidas pelo Instituto Histórico e Geográfico, bem como a manutenção e reformas do acervo material. Louvável o gesto do prefeito Elias Alves de Lira atendendo o que prescrevem os artigos 104 e 115 da “Lei Orgânica do Município”.

Pedro Ferrer

José de Barros de Andrade Lima.

aNão nasceu na Vitória de Santo Antão, aquele que foi o primeiro prefeito da cidade, todavia ele adotou a “República das Tabocas” como sua terra natal, dedicando-lhe todo seu potencial como profissional da medicina e como líder político e administrador público.

Membro de conceituada família pernambucana, nasceu José de Barros de Andrade Lima, na cidade de Igarassu, no dia 5 de setembro de 1853. Estudou medicina na Bahia. Ao retornar de Salvador fixou residência na Vitória de Santo Antão. Profissional competente e dedicado granjeou rápido a simpatia e a admiração dos vitorienses. Com a proclamação da República, 1889, derivou para a política, filiando-se ao partido “Autonomista”, liderado em Pernambuco pelo Barão de Lucena. Nos meses que seguiram à proclamação da República, as Câmaras Municipais foram dissolvidas. Suas atribuições passaram a ser executadas pelos “Conselhos de Intendência”. Em 1890, José de Barros, indicado pelo governador provincial, Barão de Lucena, assumiu a presidência do “Conselho de Intendência” da Vitória. Presidente desse Conselho, ele iniciou, na praça 3 de Agosto, a construção do Paço Municipal, prédio até hoje utilizado pela Câmara dos Vereadores. Em setembro de 1892 foi eleito prefeito da Vitória, na primeira eleição válida realizada no município, no regime republicano, cargo que voltou a ocupar no período de 1913/1916, em face da renúncia, em 1912, do dr. Henrique Lins Cavalcanti de Albuquerque.Sempre combatente e dinâmico, ora no governo, ora na oposição, José de Barros de Andrade Lima foi ainda vereador, (presidente da Câmara), deputado e senador estadual. Faleceu no Recife no dia 27 de abril de 1926, com a idade de 72 anos. Em vida foi casado com a senhora Dulce de Andrade Lima.

Pedro Ferrer

Antão Bibiano da Silva

Aproveitando a sugestão do internauta Antônio Maciel, vai aí uma das personalidades vitorienses que integrará nosso próximo livro: “Construtores da Vitória de Santo Antão”.

bibianoAntão Bibiano da Silva, filho de José  Francisco da Silva e de Josefa Paraguassu, natural da Vitória de Santo Antão, veio ao mundo no dia 8 de março de 1889. Ainda pequeno, já confeccionava bonecos de barros e talhava na madeira. Eram os primeiros sinais dos dotes artísticos do grande escultor vitoriense reconhecido nacionalmente. Bem cedo, por interferência do seu padrinho, o tabelião local, Leobardo Carvalho, mudou-se para o Recife. Seguiu depois para o Rio de Janeiro onde cursou a Escola Nacional de Belas Artes. Mas Bibiano não esquecia Pernambuco. No ano de 1917 voltou ao Recife para se casar com Lygia Francisca da Silva, linda mulher que se tornou sua parceira  e inspiração. Na ocasião fixou residência na rua do Lima, bairro de Santo Amaro, onde nasceu Letícia, sua única filha. Em 1922 participou de um concurso em comemoração ao Centenário da Independência do Brasil, obtendo o quarto lugar, o que lhe valeu um prêmio de cinquenta contos de réis. Com esta importância viajou, acompanhado da mulher e filha, para o Rio de Janeiro onde permaneceu por um ano. Mas suas raízes estavam no Recife para onde regressou, vindo a se estabelecer na rua do Hospício, bairro da Boa Vista. Seu atelier, que era bem decorado com móveis finos e cortinas em veludo vermelho, era um ponto de atração na cidade. No dia 29 de março de 1932, reunido com um grupo de artistas locais, entre os quais Baltazar da Câmara, Murilo La Greca, Heitor Maia Filho e Henrique Elliot, resolveram fundar a escola de Belas Artes de Pernambuco. Bibiano foi escolhido para ser seu diretor. Logo após, por razões  profissionais, foi residir no Rio de Janeiro,  lá permanecendo até 1936. No ano seguinte, 1937, voltou ao Rio de Janeiro. Nessa ocasião a permanência foi bem mais longa. Apesar da boa situação financeira e do prestígio que desfrutava na Capital Federal resolveu, no ano de 1950, retornar ao Recife. Aqui chegando assumiu uma cadeira na Escola de Belas Artes da UFPE. Suas criações encontram-se espalhadas em diversas cidades brasileiras. Na Vitória de Santo Antão temos a oportunidade de ver algumas delas: o Leão Coroado, na praça da Estação; o busto de Antônio Dias Cardoso localizado na praça 3 de Agosto; o busto de Antão Borges na avenida Silva Jardim; o busto de Melo Verçosa, no Alto do Reservatório; o busto de Duque de Caxias, na praça do mesmo nome. Muitos outros trabalhos foram criados por Antão Bibiano Silva, com destaque para as esculturas que decoram o alto da fachada do Tribunal de Justiça, da capital pernambucana; o busto de José Mariano, no Poço da Panela, em Casa Forte-Recife; busto de Getúlio Vargas (Salão Nacional, RJ); busto de Eládio de Barros Carvalho (Náutico); estátua de D. Malan (Petrolina); busto de João Fernandes Vieira (Várzea-Recife); busto do escritor José Condé (Caruaru).

Pedro Ferrer

Demolições necessárias

Necessidade. Em muitas circunstâncias a necessidade obriga-nos a tomar decisões muitas vezes antipáticas e aparentemente injustas. O progresso chegou à Vitória de Santo Antão de forma galopante e a cidade não estava estruturalmente preparada. Para melhorar seu trânsito e humanizar a cidade o gestor teria que remover barracas e até construções de alvenaria que invadiram impiedosamente e desordenadamente artérias importantes. Só se obtém omelete quebrando-se os ovos. Que se faça o principal e que a população seja beneficiada.

Segue uma reportagem do jornal “O Centro” de janeiro de 1937. Na data era prefeito o Coronel Sebastião Carneiro da Cunha  que teve a coragem de derrubar imóveis para abrir ruas e melhorar a qualidade de vida da população e o aspecto urbanístico da cidade. Segue o exemplo, Elias Lira!!!!!!!!!!!!!!! Aqui estamos para registrá-los e incentivá-lo a realizar melhorias no nosso trânsito.

Pedro Ferrer

pedro-materia

Nota do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória

A diretoria do Instituto Histórico e Geográfico tem a alegria de comunicar-lhe o belo e exemplar gesto da professora Maria do Carmo Tavares de Miranda, vitoriense recém falecida, que nomeou nosso IHGVSA, como seu principal herdeiro em “Testamento Público”. Coube ao IHGVSA sua residência, dois terrenos, sua rica e vasta biblioteca, móveis, obras de arte e muitas outras peças.

maria do carmo tavares de miranda

Maria do Carmo Tavares de Miranda era professora de Filosofia aposentada da UFPE, doutora pela Universidade de Sorbonne , Paris, autora de vários livros e filósofa reconhecida internacionalmente. Sem sombra de dúvida, independente do gesto, a maior inteligência surgida até então na República das Tabocas.

Era filha do professor André Tavares de Miranda que manteve um educandário em nossa cidade por muitos anos. Seu irmão, Tavares de Miranda, era membro da Academia Paulista de Letras e cronista social da Folha de São Paulo.

Antecipadamente agradecemos a divulgação

Prof. Pedro Ferrer
Presidente do IHGVSA

Cópia de trechos do testamento da Professora “Maria do Carmo Tavares de Miranda”.

1- Maria do Carmo Tavares de Miranda

2 - Maria do Carmo Tavares de Miranda tres

Alcatraz

alcatraz 001

alcatraz 005Quem não conhece esta famosa prisão americana de alta segurança que serviu de inspiração a famosos e vibrantes livros e filmes policiais?

Alcatraz é um rochedo (ilha) dentro da baia de São Francisco, na Califórnia. Fica a 10 minutos, de barco, da importante cidade que leva o nome da baia. A ilha foi comprada ao governo mexicano, no ano de 1847. Ela foi usada para diversos fins, primeiramente foi uma fortaleza militar, passando no ano de 1859 a ser utilizada como prisão militar. Nessa ocasião serviu para aprisionar os soldados desertores, traidores e delatores durante a Guerra de Secessão (guerra ocorrida nos Estados Unidos, nortistas\sulistas). Durante a Primeira Guerra (1914\1918) serviu de prisão para os cidadãos que se negavam a ir combater na Europa. Na década de trinta, período da grande recessão no país, foi comprada pelo Ministério da Justiça ao Ministério da Guerra e transformada em penitenciária federal de alta segurança. Em 1963 ela encerrou sua atividade e hoje é uma das atrações turísticas de São Francisco, se não a mais importante, a mais visitada. Entre os 1545 prisioneiros que por ela passaram, o mais famoso foi Al Capone, chefe mafioso sonegador de impostos e responsável por inúmeras vítimas. Durante seu funcionamento houve apenas 14 tentativas de fuga, quase todas fracassadas.

Suas principais edificações e instalações permanecem bem conservadas: setores de administração e de guardas, refeitório, cozinha, biblioteca, teatro, celas, solitárias e pátio de recreação. Durante a visita escutamos depoimentos de ex-presidiários que elogiam a organização e a boa alimentação de Alcatraz enquanto prisão.

 Pedro Ferrer

alcatraz 006 alcatraz 007

 

Comentários – Por Pedro Ferrer

Dentro de alguns dias o senhor Elias Alves de Lira assumirá pela quarta vez, os destinos da Prefeitura. Uma grande distinção. Maior ainda, a responsabilidade. Elias Lira tem a oportunidade de fechar este ciclo político com louvor e distinção, de entrar para a História local, como o gestor mais operoso e eficiente. Nenhum outro ficou tanto tempo à frente da administração municipal.

A cobrança é e continuará grande. Cabe lembrar a máxima cristã: “a quem muito foi dado, muito será cobrado”.

Para os eleitores independentes e esclarecidos, (muitos deles eleitores de carteirinha do atual prefeito), que tem senso crítico e que anseia por uma cidade mais humanizada, mais segura e organizada, seus três mandatos foram frustrantes. Somos conscientes que suas administrações foram intercaladas por outras, tão ou mais retrógadas que as suas, mas tal não lhe justifica a inoperância e a falta de iniciativa em vários setores.

Inegável que ele realizou obras importantes e conseguiu atrair indústrias, todavia isto some ou perde sua referência, por incrível que pareça, diante dos “pequenos problemas” que nos afligem no quotidiano. Pequenos problemas que por imperícia, ou falta de visão, ou por falta de decisão política, se agigantaram: trânsito caótico, invasões de calçadas, de terrenos e de praças, animais soltos, lixos acumulados nos bairros periféricos, ruas esburacadas, iluminações deficientes, segurança precária, feira desorganizada, falta de apoio à cultura e à tradição e mais, mais e mais. Estamos nos transformando na cidade do JÁ. Já era, já foi, já teve: o melhor carnaval do interior, única cidade com zoológico, o mais folclórico São João do Estado, a mais concorrida procissão da Sexta da Paixão, matadouro etc.

Tornou-se tradição, nos momentos de transmissão do cargo, o prefeito que assume acusar seu antecessor de má administração e de outras mazelas:  cofre limpo, saldo bancário zerado, débitos acumulados: previdência, FGTS, funcionários e fornecedores. O prefeito Elias Lira fez muitas vezes menção à “herança maldita” que havia recebido do seu antecessor neste mandato que ora se encerra.

E agora, quem ou qual será o bode expiatório? A presidente Dilma? Aí no caso será uma cabra expiatória. Ou será a redução do IPI ou do FPM?

Mãos à obra senhor Elias Alves de Lira, o eleitorado da Vitória de Santo Antão deu-lhe uma vantagem de 3 mil votos no último pleito, porque ainda faz fé na sua capacidade e experiência como gestor. Aproveite a oportunidade para passar para História como o prefeito mais operoso e dinâmico da Vitória de Santo Antão. Encerro esta crônica transcrevendo o clamor do mais novo “cidadão vitoriense”, doutor Luís Carlos Ferrer Carneiro, em discurso proferido por ocasião da outorga do título pela Câmara de Vereadores. Seu clamor é um décimo daquilo que gostaríamos de sugerir-lhe para ser analisado e decidido em conjunto com a sociedade vitoriense:

“Aproveito hoje, como cidadão “oficial”, para fazer um pedido às autoridades políticas aqui presentes: nossa cidade está um caos na urbanização e no trânsito, sobretudo em seu Centro, precisamos resgatar algo simples, que pertence “à toda população, “ruas”, e o direito básico de todo cidadão, neste caso, ” literalmente falando”, que é o direito de ir e vir. Eu sei que não é um trabalho fácil e que implica em questões sociais, mas o Pátio da Feira tem que voltar a ser um Pátio de Feira, as ruas e calçadas que sempre o rodearam têm que voltar a ser transitáveis, nem que seja mantendo os comerciantes fixos, mas apenas no centro do Pátio, reabrindo a circulação destas ruas e calçadas que o cercam, bem como os largos em volta do Mercado de Farinha, de um lado onde estão as feiras da sulanca e do “Paraguai”, e do outro lado, com circulação em pleno Pátio da Feira. Ainda sobre este magnifico prédio secular do referido Mercado, livrar as suas calçadas de construções fixas em alvenaria, também livrando a Rua André Vidal de Negreiros (mais famosa por Rua do Barateiro, ou mesmo Rua da Águia). Eu sei que não é uma tarefa fácil, mas tem que haver uma transferência dos comerciantes ali irregularmente instalados, afinal tudo aquilo é terreno público. Não adianta ficar discutindo como foi e quem permitiu o início de tudo isso, precisa haver uma ação de resgate da cidade e da cidadania..

Notícias de Sacramento, na Califórnia

sacramento_RBDI

Pilako, você fala tanto de lixo e animais na rua. Hoje pela manha meu filho perdeu a hora da coleta, que acontece 3 vezes ao mês.

– E agora Pedro Tiago,o que fazer?
– Vou telefonar para a empresa vir busca-lo.
– Oi, e eles vem?
– Claro.
– Paga?
– Sim. O recolhimento do lixo e pago. Pago 150 dólares por mês.
– Empresa particular?
– Não, a empresa pertence a Prefeitura de Sacramento. Não tem boquinha.

Aqui, meu amigo Pilako é assim. Se nossos gestores sabem vão querer nos tributar e o serviço continuará com a mesma precariedade. No nosso caso a coleta é ou deve estar embutida em outro imposto.

O que importa e que a população de Sacramento e bem atendida e não ha lixo acumulado nas esquinas, tão pouco animais soltos nas ruas.

Abraço e ate outra vez

Pedro Ferrer
De Sacramento, Califórnia – EUA

Notícias da Califórnia

pedro

Olá, Pilako

Encontro-me em Sacramento, capital da Califórnia. Frio de matar, inclusive nevou.

Cheguei ontem de Arcata,  cidade ao norte da Califórnia. É a região da conhecida Floresta Vermelha (Red Wood) onde podemos observar as maravilhosas e gigantescas sequoias, árvores que atingem mais de cem metros de altura. Anteriormente conheci uma e a fotografei, que foi cortada para formar um túnel, por onde dá para  passar  um veículo de passeio. Outro destaque da região é a Universidade de Humbold. Nome em homenagem a um cientista holandês que percorreu o Brasil realizando pesquisas na área da Botânica, inclusive esteve em Pernambuco. Visitei mais uma vez o Laboratório Marinho da Universidade.

Pedro Ferrer

CEM ANOS DO NASCIMENTO DE GONZAÇÃO

Os alunos da rede municipal (Escola Weigélia Galvão e Comercial Prefeito José Joaquim da Silva), sob a coordenação e orientação do professor Johnny Retamero, tiveram a magnífica ideia de mandar rezar e participar de uma Missa oficializada na paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em sufrágio da alma do Rei do Baião. Graças a estes jovens, ao dinâmico professor Johnny Retamero e ao Instituto Histórico e Geográfico local, os cem anos de Gonzagão não passaram em branco na República das Tabocas. Luís Gonzaga bem que merecia um pouco mais de atenção por parte dos vitorienses. Vale ressaltar que  nossa Vitória de Santo Antão foi tema de músicas do Rei do Baião. Lembro ainda, que ele compôs um baião, (BALANÇA EU), com o jornalista e escritor vitoriense, já falecido, Nestor de Holanda Cavalcanti Filho.

Pedro Ferrer