Clarice Lispector e a Ucrânia – por Marcus Prado.

O que diria a ucraniana mais brasileira do Brasil, Clarice Lispector, se fosse viva, nos seus 102 anos de idade, ao saber que jovens mulheres do seu país estão vivendo nesta hora a mesma tragédia de guerra experimentada pelas mulheres judias do seu tempo, durante a Guerra Civil Russa (1918-1920)? Quando sua mãe, Mania Krimgold Lispector, morava na Ucrânia, foi estuprada por soldados russos. Eles chegavam, invadiam as casas, destruíam tudo, estupravam e matavam. Estupradores sempre deixaram rastro nas páginas negras da história. No Musée de l’Homme, de Paris, eu vi vasos gregos do período clássico com iconografia de raptos de mulheres, mas os gregos condenavam atitudes como a violência física e sexual contra as mulheres (como nos informa Heródoto). Ao contrário dos soldados do ex-agente da KGB, dono do segundo maior poder de armas destruidoras do mundo.
O que diria essa autora que se considerava brasileira de Pernambuco, mas que nunca negava as suas origens? Qual seria o seu olhar diante das imagens do satélite e do noticiário que dá conta de uma parte da Ucrânia devastada por forças inimigas, sob a ameaça de um pesadelo nuclear? (Isto porque Putim sabe, desde o começo, que, se perder a guerra, perderá a vida).
Clarice nasceu no exílio, com toda família, foi uma refugiada de guerra, não deixou de ter o sangue ucraniano. Além de ser a mais influente escritora de idioma português do seu tempo, Clarice nunca deixou de ser jornalista, sua primeira profissão e uma das cronistas mais lidas na sua fase carioca. Tenho para mim que a jornalista e escritora, criada num ambiente familiar de intenso misticismo, se juntaria nesta hora à alma agônica de meninas e mulheres estupradas, àquelas que perderam seus filhos recentemente, vítimas de ataques de bombas assassinas sobre escolas públicas. Sua obra de ficção está cheia de instigante solidariedade humana, como intérprete dos tempos sombrios, da condição humana à luz das experiências e temores de um mundo pós-Auschwitz, da contemporaneidade. A realidade de ontem é a mesma de hoje, sem nenhum critério moral. (Os termos do Tratado de Limitação de Testes Subterrâneos têm sido uma quimera, uma utopia, caíram no esquecimento). Clarice teria diante do seu olhar que via o inexplicável, (que contrasta com a linha dominante da ficção brasileira) que, apesar de todos os esforços para o desarmamento entre as nações quase nada se conseguiu. Que a guerra continua com a estupidez hedionda dos estupradores, covardes e assassinos. Não sei o que diria a escritora e suas vidências se lhe perguntassem, como a Einstein perguntaram um dia, que armas seriam usadas na eventualidade catastrófica de uma nova guerra mundial. O genial físico (que se tornaria amigo do judeu recifense, o hoje tão esquecido cientista, Mário Shenberg) respondeu que não fazia ideia; mas que numa quarta guerra mundial as únicas armas seriam machados de pedra. Clarice nunca sentiu saudade da Ucrânia, de onde saíra com poucos meses de vida, nunca disse uma só palavra no idioma russo, “(…) que, se fosse obrigada a voltar à Rússia, lá se sentiria irremediavelmente estrangeira, sem amigos, sem profissão, sem esperanças”, mas a Ucrânia dos seus pais e de suas irmãs, esta Ucrânia de hoje, como parte da humanidade, estaria no foco de sua alma solidária, com imenso sentido humano, sobretudo da cronista, ela que foi uma das 5 melhores do seu tempo, que tanto falava da experiência do amor ao próximo e repudiava as coisas absurdas que ultrapassam a nossa compreensão. Não vai demorar, renovado, por iniciativa da Fundação Joaquim Nabuco, sob a inspiração do presidente Antônio Campos, o sobrado recifense de Clarice, que será um centro cultural onde a menina que amava os livros e os enigmas das palavras voltará como o pássaro ao seu ninho.

Marcus Prado – Jornalista

Exposição fotográfica sobre a feira da Vitória de Stº Antão– PE 

 A FEIRA: O MAIOR EVENTO GASTRONÔMICO DA CIDADE, é uma exposição fotográfica com revelação em cianotipia, uma técnica artesanal desenvolvida no ano de 1842. Na técnica, utiliza-se os componentes químicos Citrato de amônio e ferro (III) e ferricianeto de potássio. Exposta à luz do sol, a fotografia ganha tons de azul. 

As fotografias são de Arthur Carvalho, fotógrafo e diretor de fotografia cinematográfica da cidade da Vitória de Santo Antão. A exposição ocorrerá até o dia 29 de março, das 7h às 13h, de segunda à sexta, na SECULTE (Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte) que fica localizada na Matriz, perto da praça do Fórum.  

Ficha técnica Direção: Arthur Carvalho (@arthur_cmoura) Fotografia: Arthur Carvalho Revelação: Brenda Silva (@brendabrenda_____) Poesia: Sammia Gonçalves (@sammia_gonçalvess) Esse projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 001/2021 – Prêmio Multicultural das Tabocas – Lei Aldir Blanc

“Kizomba, Festa da Raça” – por @historia_em_retalhos.

Da esquerda para a direita: Martin Luther King (EUA), Samora Machel (Moçambique), Malcom X (EUA), Amílcar Cabral (Guiné-Bissau e Cabo Verde), Winnie Mandela (África do Sul) e Agostinho Neto (Angola).

Registro do histórico desfile da Vila Isabel, em 1988, com o tema: “Kizomba, Festa da Raça”.

Naquele ano, sob a presidência de Lícia Canindé, a Ruça, a escola optou por um desfile crítico, que fosse capaz de transformar a celebração do centenário da Lei Áurea em um grito de luta contra o racismo.

E conseguiu.

Com grande impacto visual, a Vila sagrou-se campeã do carnaval carioca daquele ano.

O enredo foi criado por Martinho da Vila, à época, marido de Ruça.

A palavra “kizomba” é originária do idioma kimbundo (de Angola 🇦🇴) e significa uma confraternização da raça negra. 🙌🏿
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CbcUcG2OYHx/?utm_medium=share_sheet

A Batalha do Jenipapo e a Independência do Brasil – por @historia_em_retalhos

Em retalhos passados, comentávamos sobre um certo beneplácito da historiografia oficial com fatos históricos ocorridos no eixo RJ/SP/MG, em prejuízo de outros movimentos importantes, que eclodiram no restante do país.

Um desses, ocorrido no Piauí, será o tema do retalho de hoje: a Batalha do Jenipapo! 🙌🏼

Esta batalha é considerada o episódio mais sangrento de nossa luta pela independência.

É preciso, de uma vez por todas, desconstruir o mito de que as regiões N e NE simplesmente aderiram ao Grito do Ipiranga.

Não é verdade.

A adesão deu-se no Centro-Sul.

Nas demais regiões, ocorreu um sofrido processo de emancipação, marcado por lutas violentas, que, além de consolidar a independência, puseram fim aos planos de Portugal com relação ao norte do BR.

Pois bem.

Com a missão militar e política de manter o PI fiel a Portugal, as cortes de Lisboa enviaram o Major João José da Cunha Fidié.

Quando chegou, Fidié deslocou-se com um efetivo de 1.100 homens para Parnaíba, a primeira vila a aderir ao 07 de setembro, desprotegendo a capital Oeiras.

Aproveitando-se desta situação, em 24.01.1823, Manuel de Sousa proclama a independência em Oeiras, o que obriga Fidié a retornar em direção à capital.

Foi neste regresso que aconteceu o trágico confronto entre brasileiros e lusitanos.

Às margens do Rio Jenipapo, no município de Campo Maior/PI, no dia 13 de março de 1823, sertanejos pobres, armados apenas com foices, machados e peixeiras, decidem enfrentar o forte exército de Fidié.

Em 5 horas de confronto, 200 brasileiros foram mortos, inundando as margens do Rio Jenipapo de sangue.

Apesar da derrota, a batalha efervesceu o irreversível clamor pela independência, compelindo as tropas portuguesas a irem para o MA.

Ao fim, Fidié foi enviado para o RJ e, de lá, para Lisboa.

Nas margens do Jenipapo, o brado “independência ou morte” efetivamente aconteceu, à custa do sangue destes heróis anônimos.

Em 2005, a data 13.03.1823 foi oficialmente estampada na flâmula do Piauí.

Lembremos dos mártires do Jenipapo!
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CbVunAcuKNI/?utm_medium=share_sheet

Encontro com “Dona” Gracinha: um momento especial….

Devido ao grande volume de atividades,  nos últimos dias, resolvi dá expediente no escritório – sábado (19) –  nos dois horários, para atualizar e adiantar demandas diversas. Para não perder tempo, resolvi almoçar no Restaurante Buteco do Camarão, aqui, bem pertinho.

Já perto de terminar minha refeição, aproximou-se uma senhora, perguntando: “é Pilako?” A pergunta foi apenas a “senha” para engrenarmos uma conversa, já que a mesma – depois revelado – já havia se certificado, com sua sobrinha, que a pessoa avistada se tratava  realmente “do PIlako”.

Dona Graciete Nunes, mais conhecida por “Gracinha”, hoje com mais de 80 anos, chegou para morar em Vitória aos 3 anos de idade. Há mais de 50 reside no Recife, sem nunca haver se desligado da sua terra “adotiva”, por assim dizer.

Para minha surpresa, ela, sem meias palavras, disse ser minha fã e que tinha como sonho,  a ser realizado qualquer dia,  me conhecer pessoalmente. Disse também que me acompanha há muito tempo, através das postagens do Blog do Piako, citando nominalmente os mais variados conteúdos e matérias, sobretudo no que se refere ao carnaval e ao projeto “Corrida Com  História”.

Esse tipo de acontecimento, sem marcação prévia ou lugar definido,  diferentemente de “encher meu balão do ego”, me “jogar” ao mundo das reflexões. A vida só tem sentido se a pessoal procurar entender qual o sentido da vida. Obrigado “Dona” Gracinha por me proporcionar um momento tão gratificante.

Cabo Anselmo – por @historia_em_retalhos.

Cabo Anselmo: o agente duplo da ditadura militar brasileira.

Este é José Anselmo dos Santos, um ex-marinheiro, que se tornou o mais conhecido agente infiltrado do regime militar brasileiro.

Finalmente, quem foi este personagem?

A relação de Anselmo com o golpe de 64 teve início ainda quando de sua eclosão.

Dias antes da tomada do poder pelos militares, integrantes da Marinha haviam se rebelado dentro de um sindicato, no RJ.

A Marinha queria a prisão dos rebelados, pela quebra da hierarquia, mas o presidente Jango anistiou os revoltosos.

Anselmo era o presidente da associação dos marinheiros, sendo expulso da corporação e preso.

Nos primeiros anos do regime, integrou a Vanguarda Popular Revolucionária e chegou a receber treinamento em Cuba.

Em 1971, porém, foi preso novamente e decidiu passar a servir ao regime.

O cabo tornou-se informante do Dops, em SP, comandado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais notórios chefes da repressão.

A partir daí, lamentavelmente, praticamente todos os militantes que se encontraram com Anselmo foram presos ou mortos pela ditadura.

Em janeiro de 1973, o cabo teve participação direta em um dos episódios mais terríveis e cruéis daquele período, que aconteceu em PE, o chamado “Massacre da Granja de São Bento”.

Infiltrado, ele atraiu para PE o maior número possível de militantes, entregando-os para uma emboscada executada por Fleury.

Seis pessoas foram mortas.

Entre as vítimas, estava Soledad Barrett, acreditem, então namorada de Anselmo e grávida de 4 meses.

Ela recebeu quatro tiros na cabeça e foi encontrada nua, dentro de um barril, numa poça de sangue, com o feto em seus pés.

O informe feito pelo cabo sobre a companheira tinha o título de “Relatório de Paquera”.

Em verdade, entre as organizações de esquerda, já circulava a desconfiança de que Anselmo havia mudado de lado, antes mesmo de ser preso, por Fleury, em 1971.

Segundo os cálculos do próprio cabo, em entrevista ao Roda Viva (2011), ele ajudou a ditadura a prender ou a matar cerca de 200 pessoas.

Anselmo morreu no dia 15.03.2022.

Os seus crimes jamais foram punidos.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CbSI_sGuuQa/?utm_medium=share_sheet

Live 129 – Com o homenageado da Corrida da Vitória – o vitoriense Nelson Silva.

Na live de hoje, dialogamos com o vitoriense Nelson Silva que será o homenageado da Primeira Edição da Corrida e Caminhada da Vitória.

Aproveitamos o espaço para voltar no tempo e saber sobre a origem do senhor Nelson na sua Vitória de Santo Antão. Criança pobre, deixou a terra natal para trabalhar em outras “praças”. Estabelecido na cidade do Recife, virou funcionário público federal e “abraçou” o mundo das corridas. Hoje, com quase 70 anos de idade, exibe, com toda satisfação, as muitas conquistas e medalhas recebidas. “Seu” Nelson é uma referência de Pernambuco e um exemplo para o Brasil.

Assista a live completa aqui.

 

A dupla Michael Sullivan & Paulo Massadas – por @historia_em_retalhos.

O que Roberto Carlos, Tim Maia, Gal Gosta, Xuxa, Fagner, Roupa Nova, Simone, Alcione, Sandra de Sá, Joanna, Fafá de Belém, Angélica, Os Trapalhões, Trem da Alegria, José Augusto, Patrícia Marx, The Fevers, etc. tem em comum?

Todos emplacaram hits compostos pela dupla Michael Sullivan & Paulo Massadas, sucesso absoluto no Brasil dos anos 80 e início dos 90.

O grande número de sucessos rendeu aos compositores um registro no Guiness Book, como a dupla que mais colocara canções nas paradas de sucessos, em um curto intervalo de tempo.

Paradoxalmente, a grande aceitação popular dos artistas era tachada por parte da crítica, que considerava a obra puramente comercial, chegando a rotular, inclusive, negativamente, os cantores que gravavam as canções por eles escritas.

Foi um fenômeno musical que se desfez no ano de 1994.

Massadas deixou o Brasil para viver em Los Angeles e Sullivan tornou-se evangélico, dedicando-se à música gospel.

Por todas, fico com “Um dia de Domingo”, na voz de Gal. 😄
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CbKao9aO8WX/?utm_medium=share_sheet

Live bate-papo com homenageado da Corrida da Vitória – o vitoriense Nelson Silva.

LIVE  bate-papo – “Maratonista homenageado da Corrida da Vitória” –,   quarta-feira (16), às 17h,  com “Seu” Nelson Silva.    

“Seu” Nelson é um antonense que viveu sua infância no bairro do Livramento. Por questões de trabalho, saiu da cidade e passou a viver em grandes centros urbanos. Hoje, com quase 70 anos, é um dos maratonistas pernambucano mais festejados. Já participou de prova no Brasil inteiro e também em outros países. 

Live bate-papo – “Maratonista homenageado da Corrida da Vitória” – com “Seu” Nelson Silva.  

Quarta-feira – 16 de março – às 17h.

Transmissão pelo Blog do Pilako.

Instituto Histórico de Caruaru – por Pedro Ferrer.

Aos 14 anos de fundação, o Instituto Histórico de Caruaru dá posse a sua nova diretoria eleita paro o biênio 2022/2024. A solenidade teve lugar na sede da ASCES com participação de sócios da entidade, intelectuais locais e representantes do Instituto do Moreno, no ato representado por seu presidente, professor Flávio Torres, e do Instituto da Vitória de Santo Antão que se fez presente através do professor Pedro Ferrer, atual presidente. Conduziu os trabalhos o professor  Walmiré Dimeron. Em seguida à posse foi servido um suculento lanche. O Instituto de Caruaru, firme, prossegue em sua nobre tarefa de valorizar e salvaguardar a história caruaruense. Assumiu a presidência a doutora Cláudia P. Pinto que com seus pares prometem uma brilhante administração. O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão junta-se aos confrades de Caruaru, parabeniza-os desejando-lhes sucesso no biênio que se inicia.

Parte do grupo que prestigiou a tomada de posse da nova diretoria do Instituto Histórico de Caruaru – 19 de março de 2022.

Professor pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

O Profissional Kleber Duarte comanda o “AQUECIMENTO” da 1ª Corrida e Caminhada da Vitória!

Dentro daquilo que propõe o evento esportivo por nós produzido,  intitulado de  “1ª Corrida e Caminhada da Vitória”, que irá acontecer no dia 03 de abril na nossa cidade  – Vitória de Santo Antão –  o objetivo  do mesmo tem sido alcançado, ou seja:  o estimulo à prática do exercício físico regular, em especial à CORRIDA DE RUA.

Como é do conhecimento geral, todo e qualquer exercício físico dever ser orientado por um profissional da área. Nesse contexto, o evento aludido, no que se refere ao chamado “aquecimento”, formalizou  parceria com o profissional Kleber Duarte.

Especialista na área do emagrecimento  o professor Kleber Duarte, como também é tratado por muitos  alunos,  atende a seletos  grupos de pessoas das mais variadas idades, no sentido da melhoria no padrão dos  movimentos em geral,  atenuando ou mesmo sanando-lhes  as tão indesejadas  dores,  nas mais diversas áreas do corpo.

Coautor do livro “Emagrecimento Consciente”, publicado em 2020,  pela Editora Panda, Kleber se configura num dos mais badalados profissionais da área  da Educação Física da nossa cidade.

Assim sendo, o “AQUECIMENTO” da 1ª Corrida e Caminhada da Vitória, programado para acontecer às 6:45h, na Praça da Restauração,  será comandado pelo competente professor de Educação Física Kleber Duarte.  Vamosimbora!!

Marielle Franco – por @historia_em_retalhos.

Em 14 de março de 2018, há quatro anos, a vereadora Marielle Franco era assassinada no Rio de Janeiro.

No mesmo atentado, morreu o motorista do carro onde ela estava, Anderson Pedro Gomes.

Acredita-se que o crime tenha sido cometido por motivações políticas.

Nascida na capital fluminense, em 1979, Marielle foi criada em uma favela do Complexo da Maré.

Formada em sociologia, a sua carreira política foi marcada pela defesa dos direitos humanos e por pautas relacionadas às minorias.

Crítica da intervenção federal no RJ e da Polícia Militar, denunciava, constantemente, a atuação de milícias e o abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes.

Ela também militava pelas causas da comunidade LGBT.

Filiada ao PSOL, elegeu-se vereadora, em 2016, com a quinta maior votação.

Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e integrou uma comissão cujo objetivo era monitorar a intervenção federal no RJ, sendo escolhida como sua relatora em 28.02.2018.

Como vereadora, Franco também trabalhou na coleta de dados sobre a violência contra as mulheres, pela garantia do aborto, nos casos previstos em lei, e pelo aumento da participação feminina na política.

Em pouco mais de um ano, redigiu e firmou dezesseis projetos de lei, dois dos quais foram aprovados: a regulação do serviço de mototáxi e a Lei das Casas de Parto, que visava à construção desses espaços, para proporcionar a realização de partos normais.

Ela também atuou na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ.

Nesta função, prestou auxílio jurídico e psicológico a familiares, tanto de vítimas de homicídios, quanto de policiais que foram assassinados em serviço.

A vereadora sofreu um atentado enquanto se deslocava de carro após participar de um evento.

De acordo com a polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde ela estava e dispararam.

Ela foi atingida por quatro tiros na cabeça. Anderson, o motorista, também morreu.

Até, hoje, o crime continua impune.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CbFO1xfuT8-/?utm_medium=share_sheet

O vitoriense e maratonista Nelson Silva será o homenageado da Corrida da Vitória.

Dentro dos preparativos da “Primeira Corrida e Caminhada da Vitória”, evento esportivo com foco na vida saudável, que irá acontecer na manhã do domingo, dia 03 de abril e terá como ponto de concentração, partida e chegada as Praças da Restauração e 3 de Agosto, localizadas no bairro do Livramento, recentemente, acompanhado do antonense Nelson Silva, fiz um treino para apresentar-lhe o percurso oficial dos 7km.

“Seu” Nelson, como é mais conhecido entre os atletas vitorienses, será o homenageado do evento aludido. Ele, hoje,  aos 69 anos, tornou-se uma das referências pernambucanas na modalidade “corrida de rua”. Ultramaratonista, “Nelsinho”, como também é carinhosamente tratado pelos companheiros, já participou de maratonas em várias capitais do Brasil e até em outros países – Canadá, Portugal, Chile e etc. Sua coleção de medalhas e troféus é robusta e plural.

Pois bem, na ocasião, enquanto nos preparávamos para o treino, encontramos o vereador Novo da Banca, parlamentar identificado com os esportes na nossa cidade. Novo, ao ser apresentado e, em ato contínuo,  conhecer um pouco da história do Nelson, foi logo perguntando: “mas o senhor tem quantos anos?”. Ao tomar conhecimento dos quase 70 anos, fez cara de espanto!!

Pois bem, mais adiante, estaremos promovendo uma live com esse antonense, Nelson Silva, quando o mesmo irá nos contar um pouco da infância na sua terra natal, sua trajetória como cidadão e atleta de referência para o Brasil.

Os tigres – por historia_em_retalhos.

Eis mais um personagem do flagelo humano da escravidão.

Por cerca de trezentos anos, não havia saneamento básico nas cidades brasileiras.

Então, a urina e as fezes da elite colonial eram transportadas para serem despejadas no mar ou em rios por escravos que carregavam os dejetos em grandes tonéis nas costas.

Durante o percurso, parte do conteúdo desses tonéis, cheios de amônia e ureia, escorria sobre a pele, deixando, a partir da reação química que se formava, listras brancas sobre as costas negras desses escravos.

Em razão dessas listras, esses escravos eram conhecidos como “tigres”, passando a sofrer o distanciamento das pessoas.

Segundo Gilberto Freyre, a facilidade de dispor de “tigres” e o seu baixo custo retardou a criação das redes de saneamento nas cidades litorâneas brasileiras.

O Recife, por exemplo, teve “tigres” até a década de 1880.

Não há como fugir desta constatação: a escravidão é a mãe de todos os males da sociedade brasileira.
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/Ca671h2ODNp/?utm_medium=share_sheet

PROJETO GERMINANDO POLÍTICAS CULTURAIS.

Estão abertas as inscrições para a formação Germinando Políticas Culturais (@germinandopoliticas). A ação possui incentivo da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural de Pernambuco, que tem como objetivo socorrer o setor cultural impactado pela pandemia do Covid-19.

O curso será conduzido pela produtora e consultora em políticas públicas para a cultura Hérika Araújo e pretende introduzir os conceitos básicos sobre Políticas Públicas Culturais, Construção das Políticas Públicas nos Municípios, Orçamento da Cultura, Economia Criativa e Lei Aldir Blanc, tendo como bibliografia principal materiais publicados e disponibilizados pelo Governo Federal, através do extinto Ministério da Cultura, pelas Secretarias de Cultura dos governos dos Estados de Pernambuco e da Bahia.

A formação acontecerá durante 4 semanas, como início no dia 14/03, e será composta por 2h de conteúdo semanal, sendo 1h de conteúdo assíncrono (vídeo-aulas) + 1h de encontro síncrono (lives), organizados de acordo com os seguintes módulos/temas:

Módulo I – Políticas Públicas Culturais;
Módulo II – Orçamento da Cultura e Economia Criativa;
Módulo III – Lei Aldir Blanc;
Módulo IV – Construção das Políticas Públicas nos Municípios.

As inscrições poderão ser realizadas de forma totalmente gratuita entre os dias 05/03 e 12/03 por meio do formulário disponível em: https://tinyurl.com/5n7d7mdt

Eventuais dúvidas ou informações adicionais poderão ser enviadas para o e-mail germinandopoliticas@gmail.com ou por mensagem direta no Instagram do projeto (https://www.instagram.com/germinandopoliticas/).

Assessoria. 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO – por Marcus Prado.

Assim como na literatura brasileira há um romance famoso TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA, de Lima Barreto, certas edificações, por analogia, têm o seu triste e humilhante destino, como tem sido o caso da secular sede, em abandono, do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, . Acha-se atualmente em ruínas, passou a servir, no centro da cidade, de ambiente de deletérias exalações.(Foto batida neste sábado). Fui autor do pedido de Tombamento desse prédio, na condição de conselheiro titular do Conselho Estadual de Cultura, tendo elaborado um parecer de mais de 200 páginas. Meu parecer foi homologado pelo Governador do estado, há cerca de 4 anos. Colocaram uma placa de bronze, que foi roubada, assim como o prédio inteiro foi saqueado. Resultado: o patrimônio histórico continua num acelerado processo de degradação. Serve agora de banheiro público, Pela porta que hoje pertence ao morador de rua e usuários de drogas, já passaram jornalistas profissionais de várias gerações , fui um deles. Já passaram vultos eminentes das letras, das artes e da política.

Marcus Prado – jornalista. 

Data magna do Estado de Pernambuco – por @historia_em_retalhos

Por que o dia 06 de março tornou-se a data magna do Estado de Pernambuco?

Na verdade, a importância da data deve-se a um ato de intrepidez, bravura e coragem, que antecipou a eclosão de um movimento revolucionário.

Em outras palavras: o seis de março foi a faísca que incendiou a Revolução Pernambucana de 1817!

O clima de insatisfação que imperava em PE aumentou, consideravelmente, a partir da vinda da família real para o Brasil, fugida de Napoleão, em 1808.

A presença da Corte no Brasil importou no aumento abusivo da voracidade fiscal, sem nenhuma contrapartida para a província.

Apenas para citar um exemplo: pagava-se em PE um imposto para a iluminação das ruas do RJ, enquanto muitas vias do Recife mantinham-se na completa escuridão.

Foi aí que ambientes de reuniões, como o Seminário de Olinda e o Areópago de Itambé, tornaram-se pontos irradiadores das ideias iluministas trazidas da Europa, envolvendo intelectuais, profissionais liberais, clérigos, etc.

Ao tomar conhecimento da conspiração, o governador Caetano Pinto determinou a prisão dos insurgentes.

Em 06 de março de 1817, ao ser-lhe dada voz de prisão, o Capitão José de Barros Lima, o nosso “Leão Coroado” (foto 2), atravessou a sua espada (foto 3) no brigadeiro português Barbosa de Castro, levando-o à morte.

Apesar da precipitação do ato, ninguém segurava mais!

A revolta espalhou-se pela cidade, incendiando as ruas do Recife!

Foram 75 dias de um governo independente, republicano, com lei orgânica própria, liberdade de imprensa e de credo, separação dos poderes e até bandeira própria, que, mais tarde, em 1917, tornar-se-ia a bandeira oficial de Pernambuco.

Mesmo que de curta duração, por ausência de um anteparo militar, a Revolução de 1817 afetou as fundações do sistema vigente e foi o único movimento insurgente que, efetivamente, conseguiu superar a fase conspiratória e deflagrar, de fato, a tomada do poder.

Não sem razão, foi, intencionalmente, esquecido e apagado pela historiografia oficial, com o objetivo de que o seu exemplo jamais se disseminasse pelo restante do Brasil.

Viva o seis de março!

Salvem os revolucionários de 1817!
.
Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/CavFmBYOJ2R/?utm_medium=share_sheet

LIVE 127 – Carnaval na Live – Ano 02 – ”Como vai ficar o nosso Carnaval?” – com Ageu Jr, Hérika Araújo e Pablo Dantas.

Fechando o  Projeto “Carnaval na Live” – Ano II -, hoje, realçamos o tema: “E como vai ficar o Carnaval?.

Para construir esse momento conosco, convidamos  o carnavalesco Ageu Junior  e produtores culturais Hérika Araujo e Pablo Dantas.

A pandemia quebrou uma sequência no andamento da maior festa popular do Brasil.Em Vitória, não foi diferente. De maneira geral, os convidados apostam no retorno da festa em 2023, ainda com mais força, na Terra da Pitú.

ESSE PROJETO – “CARNAVAL NA LIVE – ANO II – TEM O APOIO CULTURAL DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DA VITÓRIA E O PATROCÍNIO DO ENGARRAFAMENTO PITÚ E DA PREFEITURA DA VITÓRIA, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA. 

ASSISTA A LIVE COMPLETA AQUI.