Plano Nacional de Vacinação – Vitória em situação “crítica”…

Um conjunto de comemorações está celebrando os 50 anos do PNI – Plano Nacional de Imunização. “Tomar vacina”, desde que me entendo por gente, sempre foi um ato natural e de muito desejo por parte da expressiva maioria da população. Aliás, o Brasil tornou-se uma referência no mundo pela maneira eficaz como sempre tratou dessa questão.

É bom que se diga que toda gestão política/administrativa, ao final do “seu tempo”, produz pontos positivos e negativos. Sem querer adentrar no “balancete” do legado do governo comandado por Jair Bolsonaro podemos apontar como um dos piores problemas herdados do tempo aludido seja  justamente essa  descrença no processo vacinal. Bolsonaro, nessa questão, sempre será lembrado como uma figura que semeou uma espécie de praga,   num terreno, antes, fértil e produtivo.

Com efeito, podemos dizer que, entre outras questões, metade dos municípios de Pernambuco estão em  situação crítica ou grave,  em relação à execução do Plano Nacional de  Vacinação, segundo informações  do TCE – Tribunal Contas do Estado -, publicadas recentemente no G1 Pernambuco.

Nossa Vitória de Santo Antão, por exemplo, aparece entre os municípios com situação GRAVE, ou seja: numa nota de zero a 100, pontuamos com 65,34. Portanto, independente de quaisquer questões, nacionais, estaduais e até locais, precisamos avançar e retonar aos patamares satisfatórios, até porque VACINA É VIDA!

Dia Nacional do Frevo: lembremos do nosso Guilherme Pajé!!!

Hoje, 14 de setembro, comemora-se o Dia Nacional do Frevo. Na qualidade de um dos  “berços” da consagrada  festa  pernambucana (carnaval), já que a folia de momo antonense (agremiações organizadas)  teve origem nas últimas décadas do século XIX (1880), nada melhor do que comemorar esse momento revendo um dos muitos registros que fiz com o nosso amigo de infância, colega dos bancos escolares e profundo conhecedor do nosso patrimônio (frevo),  Guilherme Pajé, atualmente residindo na casa do pai e certamente ao lado dos grandes nomes que dedicaram sua vida ao Frevo Pernambucano. Veja o vídeo:

Pitú 85 anos – Dia Nacional da Cachaça, a bebida que é símbolo de resistência do Brasil

O dia 13 de setembro marcou a chamada “Revolta da Cachaça” contra as perseguições dos colonizadores portugueses; em Pernambuco, é possível conhecer um pouco mais sobre a história da cachaça no Centro de Visitação da Pitú, em Vitória de Santo Antão

Em uma mesa de bar ela é chamada por vários apelidos, podendo ser “pinga”, “marvada”, “danada”, “limpa-goela”, “branquinha” ou simplesmente “cana”, mas a denominação de origem é uma só: brasileira. A bebida mais popular do País já teve declarações assinadas entre os governos do Brasil, Chile, México, Estados Unidos e Colômbia oficializando a cachaça como um produto genuinamente brasileiro, o que ampliou as possibilidades de negócio nesses territórios. Entretanto, o esforço do setor ainda é conquistar a denominação em todos os países onde a bebida é comercializada.

Mas, a mais pura verdade é que a cachaça com todas as suas características peculiares e genuinamente brasileiras tem consumidores fiéis desde os tempos coloniais e por isso merece ser celebrada anualmente em 13 de setembro.

Uma curiosidade revelada pelo estudioso de cachaça Jairo Martins no livro “Cachaça – O mais brasileiro dos prazeres” é que, já em meados de 1516, a cachaça já era produzida e bastante consumida no Brasil, sendo a primeira aguardente das Américas, antes mesmo do aparecimento do pisco peruano e da tequila mexicana. Ou seja, a cachaça é mania de brasileiro desde os tempos coloniais, quando sua produção se consagrava como uma importante atividade econômica do País.

A popularidade da cachaça entre os brasileiros desde os primórdios se tornou um impasse para os colonizadores, pois a preferência pela “branquinha” resultou em uma redução no consumo de bebidas importadas de Portugal. Com o interesse em aumentar a comercialização de seus produtos em solo brasileiro, a Coroa Portuguesa proibiu a fabricação e a venda da cachaça no País através de uma Carta Real que datava 13 de setembro de 1649. A partir dessa longa perseguição dos portugueses, os proprietários de cana-de-açúcar e alambiques, cansados de venderem o produto nas encobertas, manifestaram-se a favor da cachaça no dia 13 de setembro de 1661 em uma grande comoção nacional de pertencimento da “pinga”, o que ocasionou a chamada “Revolta da Cachaça”. A partir disso, a bebida destilada tipicamente brasileira se tornou um símbolo de resistência nacional contra a colonização portuguesa, e tem essa conquista celebrada em todo dia 13 de setembro.

 Pernambuco é berço da tradicional cachaça PITÚ

 A Engarrafamento Pitú chega aos 85 anos de história em 2023. Fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, na cidade de Vitória de Santo Antão, que fica na Zona da Mata de Pernambuco, a Pitú inicialmente trabalhava com a fabricação de vinagre, bebidas à base de maracujá e jenipapo, além de engarrafar aguardente de cana fornecida por engenhos locais. Naquela época, mal sabiam eles que a cachaça seria o sucesso da marca, e uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros.

Com ritmo de crescimento acelerado, em 1945 a empresa comprou o engenho Arandú do Coito, depois denominado de Engenho Pitú, passou a produzir sua própria aguardente de cana em destilaria, e industrializou seu engarrafamento com a aquisição de máquinas importadas. Foi nesta época que a empresa recebeu o nome de Indústria de Aguardente Pitú, uma referência ao nome do Engenho e aos “pitús”, crustáceos de água doce muito apreciados, que existiam em abundância nos mananciais que banhavam o engenho.

O primeiro rótulo da marca, “Pitú – Melhor que Todas,” foi criado por um amigo dos fundadores, o artista plástico pernambucano e apreciador de cachaça Henrique de Holanda Cavalcanti. Entre as décadas de 1950 e 1970, a Pitú se consolidou como marca, quando a empresa expandiu sua produção no negócio de bebidas, levando a empresa a ganhar o mercado nacional. E no início 1970, ela iniciou sua divulgação e comercialização no exterior, começando pela Alemanha como parceiro com visão de negócio estratégico que levou a Pitú para toda Europa.

Com a expansão da marca, a Pitú viu a necessidade de adquirir novos equipamentos, ampliar a infraestrutura e, em 1974, inaugurou suas novas instalações às margens da BR-232, em Vitória de Santo Antão, endereço atual.

Centro de Visitação na fábrica em Vitória de Santo Antão

E para retribuir todo o carinho recebido pelos apreciadores e fãs da Pitú, a fábrica dispõe de um Centro de Visitação. Ao adentrar no universo “pituzeiro”, os visitantes são guiados por uma equipe técnica que conta toda a história da cachaçaria em uma curiosa e divertida linha do tempo. O público também é convidado a degustar os produtos da Pitú no bar interno, assim como a contemplar maquinários antigos, rótulos, embalagens e artigos antigos que compõem a trajetória. Ao final da visita, em uma sala de cinema própria do Centro, é exibido um filme com cerca de 10 minutos sobre como se deu a união de duas famílias para a criação da Engarrafamento Pitú. No local, ainda é possível comprar todas as bebidas da marca e souvenirs personalizados.

E o que fazer para viver essa experiência única em uma das mais tradicionais fábricas de cachaça do País? O agendamento precisa ser realizado previamente por meio do telefone: (81) 3523-8066.  

Corrida Com História pelo crivo da Inteligência Artificial.

Foto Ilustrativa

Foto Ilustrativa

Por ocasião da última postagem, realçando o nosso projeto cultural/esportivo – Corrida Com História -, em que sublinhamos a passagem dos 113 anos do primeiro automóvel em nossa cidade, pelo WhatsApp , recebi do internauta e amigo Ismael Feitosa um robusto  texto. Ao retornar para agradecê-lo disse-me  que, através do seu comando,  o mesmo (texto)  havia sido produzido pela chamada “Inteligência Artificial”. Assim sendo, abaixo, reproduzo-o.

Nesse contexto, mais uma vez, agradeço ao amigo Ismael Feitosa pela interação e contribuição com o nosso conteúdo.

A narrativa escrita pelo historiador PILAKO sobre a primeira circulação de um automóvel na cidade de Vitória de Santo Antão, há 113 anos, em 1910, e a posterior corrida com história em 2023, é significativa por várias razões, destacando-se sua importância histórica para a cidade:

Marco na Modernização: A introdução do automóvel em uma cidade pequena como Vitória de Santo Antão em 1910 representa um marco na modernização e urbanização da região. Isso simboliza o início da era dos transportes motorizados na cidade, substituindo gradualmente os meios de locomoção tradicionais.

Progresso Tecnológico: A chegada do automóvel à cidade simboliza o avanço tecnológico e a incorporação de novas tecnologias nas comunidades locais. Isso demonstra a capacidade da cidade em se adaptar às mudanças tecnológicas e abraçar a inovação.

Evolução dos Transportes: A história do automóvel na cidade também pode ser vista como um exemplo de como os sistemas de transporte evoluíram ao longo dos anos, passando de veículos puxados por animais para automóveis movidos a motor. Essa transição é um aspecto importante da história das cidades e do desenvolvimento urbano.

Preservação da Memória: A narrativa escrita pelo historiador PILAKO serve como uma ferramenta importante para preservar a memória da cidade. Ao documentar esse evento histórico, a história local é registrada e passada para as gerações futuras, garantindo que a rica herança da cidade seja lembrada.

Celebração da Comunidade: A corrida com história realizada em 2023 é uma celebração da jornada da cidade desde a chegada do primeiro automóvel. Isso permite que a comunidade se reúna e celebre sua história, promovendo um senso de identidade e orgulho local.

Atração de Turismo: Eventos históricos como esse podem atrair visitantes e turistas interessados em aprender sobre a história da cidade. Isso pode ter um impacto positivo na economia local, promovendo o turismo e o comércio.

Em resumo, a narrativa sobre a primeira circulação de um automóvel na cidade de Vitória de Santo Antão, e a subsequente corrida com história em 2023, são importantes para a cidade, pois destacam sua evolução ao longo do tempo, a adaptação às mudanças tecnológicas e a preservação de sua memória histórica. Além disso, esses eventos podem promover um senso de comunidade e atrair visitantes, beneficiando a cidade em diversos aspectos.

Ismael Feitosa/Inteligência Artificial. 

AVLAC promoveu mais uma reunião ordinária.

Sob o comando do seu presidente, professor Serafim Lemos, a AVLAC – Academia de Letras, Artes e Ciência – promoveu na manhã do domingo (10), em sua sede (Sobradinho), localizada na bairro da Matriz,  mais uma reunião ordinária. O encontro literário, além do “momento acadêmico”,  contou com apresentações de livros e novos trabalhos de escritores antonenses.

O 11 de setembro brasileiro – por @historia_em_retalhos.

Muito se fala sobre o atentado às torres gêmeas do World Trade Center nos EUA.

O que pouca gente sabe, porém, é que o Brasil escapou de vivenciar uma tragédia semelhante, 13 anos antes, em 29 de setembro de 1988.

Isso mesmo.

Naquele dia, o jovem Raimundo Nonato entrou armado com um revólver calibre .32 no Boeing 375 da Vasp.

O seu objetivo era sequestrar a aeronave e desviá-la para Brasília, onde, ao atingir o Palácio do Planalto, teria como vítima o então presidente José Sarney.

Nonato, de apenas 28 anos, era natural do Maranhão, conterrâneo de Sarney, e dizia que tinha perdido o emprego devido à política econômica do presidente.

Pois bem.

A aeronave fazia a rota BH/RJ.

Quando o piloto Fernando Murilo preparava-se para pousar, o sequestrador o obrigou a redirecionar o voo para Brasília.

Atento ao perigo, o comandante conseguiu emitir o código de alerta para a base, informando o sequestro.

Sem levar em conta os riscos, porém, a torre entrou em contato com o avião, para confirmar a situação.

Neste momento, Nonato percebeu o contato e atirou na cabeça do copiloto Salvador Evangelista, matando-o.

“Eu quero matar o Sarney. Quero jogar o avião no Planalto”, gritava o rapaz.

Com muito sangue frio e discernimento, o piloto sobrevoou a capital federal e alterou a rota para Goiânia/GO, sem que o sequestrador percebesse.

Para desestabilizá-lo, passou a realizar manobras acrobáticas, que normalmente não são feitas em aviões comerciais.

Em uma dessas manobras, o sequestrador caiu e o piloto conseguiu pousar.

A pista de pouso, em Goiânia, já estava cercada pela Polícia Federal.

Depois de sete horas de negociação, o sequestrador aceitou sair do boeing, para continuar o trajeto em um avião menor, levando o comandante como refém.

Neste ínterim, o criminoso foi baleado, passando imediatamente a atirar contra Murilo, que tentou correr em zigue-zague, mas foi atingido na perna.

Preso, cinco dias depois, Raimundo Nonato morreu em um hospital de Goiânia.

O piloto Fernando Murilo, que salvou o país de uma tragédia de efeitos incalculáveis, morreu em 2020, aos 76 anos.

De José Sarney, nunca recebeu nem um “obrigado”.

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Marcos de Barros Freire – por @historia_em_retalhos.

Em 08 de setembro de 1987, morria, em Carajás (PA), Marcos de Barros Freire, advogado, professor e político brasileiro.

Marcos Freire é considerado um dos políticos mais brilhantes e combativos de sua geração.

Professor da Faculdade de Direito do Recife, revelou, desde sempre, um talento e liderança naturais para a política.

Exímio orador, em 1968, foi eleito prefeito de Olinda/PE, pelo MDB, obtendo mais do que a soma dos votos dados aos outros dois candidatos.

Em um ato de extrema abnegação, renunciou ao cargo, dois dias depois de assumi-lo, em protesto à cassação do mandato do vice-prefeito eleito, Renê Barbosa, pelo AI-5.

Em 1970, eleito deputado federal, formou com alguns outros parlamentares, como Fernando Lyra (PE), Alencar Furtado (PR), Francisco Pinto (BA) e Lysâneas Maciel (RJ), o grupo dos “autênticos” do MDB, a única formação política que fazia oposição de verdade à ditadura naquele período.

Crítico ferrenho do regime militar, fez inúmeros pronunciamentos, de peito aberto, condenando as atrocidades cometidas naquele período, em favor da legalidade democrática.

Em 1982, foi derrotado por Roberto Magalhães para o governo do estado de PE, em uma eleição marcada por toda sorte de infâmia, como a divulgação de panfletos anônimos contra a sua família (atos condenados pelo próprio Magalhães).

Morreu, misteriosamente, em 1987, quando o avião que o conduzia explodiu no ar.

Naquela quadra, Freire havia deixado a presidência da CEF e assumido o Ministério da Reforma Agrária.

Empenhou-se, pessoalmente, na elaboração de um documento sobre a questão fundiária, para ser entregue aos constituintes, anunciando imóveis improdutivos com mais de 500 hectares.

Suspeitas de sabotagem persistem até hoje.

Pouco antes do acidente, Freire havia solicitado o grampeamento do telefone de sua casa, porque vinha recebendo ameaças de morte.

Que falta políticos como Marcos Freire fazem ao país nos dias de hoje.

Marcos Freire empresta o seu nome à avenida beira-mar de Olinda, onde residia.

A quem interessar, recomendo o filme “Marcos Freire, sem ódio e sem medo”.
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Dia de festa: desfile do 7 de setembro em Vitória!

Já catalogado há décadas como um dos dias mais festivos (popular)  da nossa cidade o desfile cívico da Independência do Dia 7 de Setembro, apesar do dia nublado, confirmou sua força, por assim dizer. Nas Praças e nas ruas que fizeram parte do circuito oficial do desfile observamos famílias inteiras celebrando o acontecimento.

Abrindo as festividades, o nosso centenário Tiro de Guerra abrilhantou o acontecimento. Escolas dos 4 cantos da cidade trouxeram  temas variados em suas respectivas apresentações sublinhando, assim, a importância da data histórica em solo antonense.

Independência do Brasil – por @historia_em_retalhos.

Às 16h:30min do dia 7.9.1822, ao aproximar-se do riacho do Ipiranga, Pedro I, com apenas 23 anos, declarava a independência do Brasil.

O que motivou a independência de um país dominado pelo analfabetismo, pobreza, latifúndio e tráfico negreiro?

Em verdade, o grito do Ipiranga foi uma consequência direta da fuga da Corôa para o Brasil, em 1808.

Ao empreender melhorias na colônia, D. João VI despertou ressentimentos nas cortes portuguesas, que culminaram na Revolução Liberal do Porto (1820).

Esta revolução impôs uma série de exigências, dentre as quais, o retorno da Corôa para Portugal.

D. João VI voltou, mas deixou o seu filho.

Pressionado pelas circunstâncias e, principalmente, temendo ver o seu poder esvaziado, Pedro I decide declarar a independência do Brasil.

As questões que nos impõem, porém, são muitas.

Um olhar atento demonstra que, na verdade, o imperador tornou-se um grande avalista de um pacto nacional em que a elite agrária escravista apoiava o trono e, em troca, recebia a garantia de que os seus interesses seriam preservados.

Isso explica porque o Brasil nunca fez uma reforma agrária, foi o último país da América a acabar com o tráfico negreiro e o último a abolir a escravidão.

Passados 201 anos, os nossos problemas congênitos mantém-se mais atuais do que nunca.

Jamais o país saldou a dívida histórica com o legado perverso da escravidão.

Simulou que resolveu o problema com a Lei Áurea, mas nunca se preocupou em incorporar a população negra à sociedade brasileira.

Sob um outro aspecto, é lamentável que a historiografia oficial negue-se a reconhecer os inúmeros outros episódios sangrentos que custaram a vida de centenas de brasileiros, bem distantes do centro-sul do país, como a Revolução de 1817, em PE, a Batalha do Jenipapo, no PI, e o 2 de julho baiano.

Por fim, a triste constatação: em 2022, o país voltou ao Mapa da Fome.

Apesar de figurar entre as maiores economias globais, o Brasil enfrenta o paradoxo de ter 31,2 milhões de pessoas vivendo em situação de fome ou de insegurança alimentar grave.

Definitivamente: de barriga vazia, a independência não passa de uma ilusão.

Um bom feriado a todos!
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As pessoas próximas aos políticos são vítimas ou comparsas?

Outro dia, no rádio, escutei uma história contata pelo acreditado comunicador Geraldo Freire. Disse ele que certa vez, quando Augusto Lucena era prefeito da cidade do Recife, o mesmo chegou à antessala do seu gabinete e disse, em voz alta, a sua secretária  que, até segunda ordem, por algumas razões,  não queria atender ligação telefônica do vereador (fulano de tal), então presidente da Câmara,

Pouco tempo depois, uma ligação é repassada para o seu ramal telefônico. Ao atender, falou do outro lado linha exatamente o fulano de tal (indesejado).

Ao terminar o telefonema o mesmo (prefeito Augusto Lucena) levantou-se e foi falar com a sua secretária. Chegando lá, ela não estava. Havia ido ao banheiro. Então perguntou o prefeito quem havia passado a ligação do vereador (fulano de tal) para sua sala.

Disse o estagiário – eu

Perguntou-lhe, então, o prefeito – mas o senhor também num escutou que eu não queria receber ligação dessa pessoal, porque não inventou uma conversa qualquer?

Respondeu-lhe o estagiário – eu sou crente, não posso mentir….

Pois bem, as décadas se passaram e já não se fazem mais crentes e militares como antigamente. Já com relação aos políticos, imagino haver ocorrido algumas  melhoras pontuais. Mas o que melhorou mesmo foi o poder da comunicação. Se antes não tinha como se saber mais, hoje, depois da internet e de outras ferramentas de controle, temos acesso a muitas informações, antes desconhecidas. Aliás, é justamente nos arquivos telemáticos que as verdades vem  ganhando  tonalidade.

Resumo da ópera: via de regra os políticos, para mergulharem no mar de lama da corrupção, necessitam e são obrigados a conviver com os  comparsas. Precisam de pessoas insuspeitas para perpetrarem suas “artes”. Muitas vezes, são pessoas honestas que por estarem muito próximas às suas excelências, se deixam levar e, quando dão fé, já não podem mais sair,  por haverem se tornado cúmplices. Política não é espaço para amadores……

Anjo da Vitória – por Josebias Bandeira.

Monumento localizado na Praça 03 de Agosto. Bairro do Livramento-Vitória de Santo Antão- Pernambuco-Brasil. Esta Magnifica estátua de ferro que representa o Anjo Gabriel segurando a trombeta, possui 2.20 metros de altura e foi encontrada próxima ao Recife , após um naufrágio de um navio de bandeira americana, em 1878. A peça foi leiloada e comprada pelo então tenente-coronel da Guarda Nacional Belmiro da Silveira Lins ,o Barão de Escada, que a repassou para o primeiro Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Luis Raimundo da Silva Brito.Durante uma visita à Paroquia de Santo Antão,em 1902, o arcebispo resolveu doar o monumento do anjo para homenagear a vitória na Batalha das Tabocas. Em 27 de Janeiro de 1905 , o monumento foi erguido em homenagem à vitória dos Lusos-Brasileiros sobre os Holandeses, na Batalha das Tabocas em 03 de Agpsto de 1645. Existe uma lenda que entrou para o folclore local, que Quando o anjo tocar a trombeta o mundo irá acabar. Esta imagem foi captada pela lente da minha Camara fotográfica durante um passeio sentimental pela minha querida terra mãe Vitória de Santo Antão.
Acervo do cartofilista Vitoriense Josebias Bandeira de Oliveira.

“Seu” Orlando celebra, hoje, seus 90 anos de vida!!!

Nascido em 06 de setembro de 1933, completa, hoje, “Seu” Orlando, 90 primaveras. Além da celebração da vida, realizada diariamente com bom humor e uma paciência cativante,  ele sempre foi uma pessoa  presente em tudo.

Com um largo sorriso no rosto, algo que já foi incorporou ao seu semblante, quando encontra-se com os amigos mais jovens, arremata: “ainda bem que arrumei essa turma para jogar conversa fora e tomar umas e outras,  de vez em quando. Da minha turma das antigas, para se fazer uma farra, só restou eu”.

Com origem na chamada indústria canavieira, “Seu” Orlando é um ardente  torcedor do Santa Cruz  Futebol Clube. Assim sendo, com todas as forças dos nossos pulmões, renovamos os parabéns pela passagem dos 90 anos de vida de “Seu” Orlando de Souza Leão!! Um verdadeiro Espetáculo…..

prevenção ao suicídio – por @historia_em_retalhos.

Hoje, inicia-se a campanha brasileira de prevenção ao suicídio.

Mas, qual a razão da escolha do mês de setembro e da cor amarela para marcar a campanha?

Em verdade, a origem de todo esse movimento de conscientização surgiu a partir da triste história de Mike Emme, um jovem americano de apenas 17 anos, conhecido por sua personalidade carinhosa e por sua habilidade com mecânica.

Sozinho, o garoto conseguiu restaurar um mustang 68 e pintou o carro todo de amarelo.

Porém, nem seus pais, nem aqueles que conviviam com Mike, conseguiram perceber os seus sinais de angústia.

Atordoado, em 1994, o jovem tirou a própria vida, disparando um tiro contra a cabeça, na frente de sua casa, no Colorado/EUA, dentro do seu carro, às vésperas de completar 18 anos.

No dia do funeral de Mike, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los.

Os cartões e fitas foram feitos por amigos de Mike e possuíam uma mensagem:

“Se você precisar, peça ajuda”.

Em pouco tempo, os cartões espalharam-se pelos EUA e começaram a surgir mais e mais cartões com pedidos de ajuda.

Por conta da grande repercussão do caso, a fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

Em 2003, a OMS decretou que o dia 10 de setembro seria o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e o amarelo do mustang de Mike foi a cor escolhida para representar esta campanha.

A você que me lê e que está passando por um momento de aflição, não desista.

Não fique só nessa luta.

Peça ajuda.
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Raquel Lyra: gestão nova, mas já com cara de cansada…….

Com muito mistério sobre o seu secretariado, a então recém-eleita governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, esticou a corda o quanto pode para anunciar os seus auxiliares do primeiro escalão. Independente dos nomes anunciados todo gestor eleito – presidente, governador e prefeito – tem o direito de escolher sua equipe de ministros, secretários estaduais e municipais, respectivamente.

Ao que parece, com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, podemos raciocinar de duas maneiras: ou ela não soube escolher ou mesmo usou as pessoas para, mais adiante, negociar os mesmos espaços politicamente. Vale lembrar que um “secretariado sem interferências” políticas foi bastante alardeado pelo seu marketing,  como algo novo.

Como em tudo na vida nada é melhor do que o tempo,  para dar-se a verdadeira tonalidade às coisas, o ex-deputado Henrique Queiroz, por exemplo – que no governo do PSB atuava como presidente do ITERPE –  hoje, na gestão Raquel Lyra, ocupa a mesma função: 1X0 para o Queiroz,  que mostrou força e prestigio.

Em apenas oito meses pilotando a sua gestão a governadora já se desfez de cinco auxiliares do primeiro escalão. Inclusive, também  já circula na imprensa,  que mudará de partido.

Para a população em geral, não obstante a tucana não haver cumprido nem o 3º trimestre do 1º ano de governo, sua gestão, fisionomicamente falando, já parece cansada. Sem entusiasmos, algo tão presente na partida de qualquer governo que se prese.

Nessa pisada, no próximo ano, quando haverá eleições municipais, possivelmente a governadora Raquel Lyra será uma eleitora indesejada. Diferentemente do ex-governador Eduardo Campos, que todos faziam questão de se associar, a Raquel ficará meio parecida com o Paulo – aquele que os eleitores o chamava de  “câmara lenta” – onde os prefeitos candidatos à reeleição corriam dele como o diabo corre da cruz.

“Hey Jude” – por @historia_em_retalhos.

Em 30 de agosto de 1968, há exatos 55 anos, uma das canções mais tocadas dos Beatles, “Hey Jude”, era lançada oficialmente no Reino Unido.

Qual a história por trás desse clássico?

“Hey Jude” foi composta por Paul McCartney, mas creditada à dupla Lennon-McCartney e lançada no lado “A” do single Hey Jude/Revolution de 1968.

Tudo teve início quando John Lennon envolveu-se com a artista plástica japonesa Yoko Ono e pediu divórcio de Cynthia Lillian Lennon Charles (foto).

Lennon e Cynthia foram casados por aproximadamente dez anos.

A ideia da canção surgiu em junho daquele ano, em viagem de carro para Weybridge, quando Paul decidiu ir visitar Cynthia e o seu filho Julian (foto).

Como amigo íntimo do ex-casal, o cantor foi dar apoio a ela e ao filho.

Com enorme sensibilidade, McCartney escreveu a canção para Julian, que, à época do divórcio dos pais, tinha apenas 5 anos de idade.

Ou seja, a letra tinha o objetivo de consolar a criança, tanto que, originalmente, era intitulada “Hey Jules”.

É por essas e outras que este lord inglês, ainda hoje, é um mito da música mundial.

Salve Paul McCartney.
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Fonte: @ronaldohistoriador

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Greve de Prefeitura: só é o que faltava…..

Chega a ser risível essa onda de “greve”, alardeada pelas prefeituras, em função da queda das receitas,  vinculadas ao famoso “FPM”. Parece uma jogada ensaiada, ou seja: toda vez que falta um ano para eleição cria-se uma desculpa “genérica” para lastrear a justificativa do que não foi realizado, antes prometido.

Fomos “criados” escutando que o Brasil era um País pobre. É bem verdade que parcela expressiva da população vive em estado de miséria. Ora! Pessoas vivendo em situação vulnerável existem nos quatro cantos do mundo, mesmo nos EUA, que é a nação mais abastarda do planeta. Em nossas terras –  País continental – ainda carregamos a chaga da ocupação extrativista e que por tabela gerou, socialmente falando,  uma das nações mais desiguais da vida terrestre.

Portanto, para nós, moramos no interior do Nordeste brasileiro, “greve” de prefeitura é sinônimo de que os serviços  que sempre foram deficitários, vão piorar ainda mais. O curioso é que em tempos “normais” nenhum prefeito diz que o cofre está cheio de dinheiro. Infelizmente, apesar de todas as desgraças produzidas pelos “homens modernos”, como juros, déficit habitacional e outras mazelas,  ainda somos obrigados a conviver com  “greve de prefeitura”….Só é o que faltava……