Uma “gincana” para ser lembrada sempre!!!

Na manhã da última sexta (09), por volta das 10h, sem nenhuma combinação ou acerto previu, ligou-me Gabriel (meu filho): “Pai, o senhor pode dá uma passadinha aqui no colégio, agora,  para participar de uma etapa da gincana? “

Com alguns compromissos previamente agendados, inclusive com horário marcado, perguntei: quanto tempo vai durar? Vai demorar muito? Disse-me ele, em meio a um barulho próprio de intervalo  escolar: “Rapidinho…. Se o senhor vier o grupo todo vai pontuar”. Convencido de que apenas minha presença seria o bastante, segui para escola – Colégio Diogo de Braga.

Chegando lá,  em plena movimentação daquilo que no meu  tempo escolar  se chamava “recreio”, encontrei-me com outros pais que, assim como eu, não sabia muito bem  que papel iria cumprir naquela  “tal gincana”. Esperamos juntos até sermos chamados  para a quadra do colégio,  que já se encontrava lotada de alunos.

Resumo da ópera: acabei recebendo uma declaração de amor em alto e bom som do meu filho. Ao me pronunciar, realcei à agradável e inesquecível surpresa. Aproveitei para agradecer também aos gestores do colégio por oportunizar-me àquele  momento ímpar. Nesse contexto, porém, não devemos esquecer: a equipe na qual meu filho fazia parte, pontuou na gincana!!

Grupo de trabalho da Igreja do Livramento promoveu o “Arrasta-pé Dos Pais”.

Nas terras do Nordeste brasileiro os festejos juninos não terminam no mês de junho. Assim provou o grupo de eventos da Igreja do Livramento, na nossa cidade. Em noite animada, que mais parecia uma noite de são João, o “Arrsata-pé Dos Pais”, em pleno mês de agosto, foi um sucesso. A encontro dançante aconteceu na noite do sábado (10) na “Quadra da Federal”, localizada no Alto do Reservatório.

Animado por dois grupos musicais – Zezé do Forró e Toque Nordestino – os participantes promoveram até quadrilha junina (improvisada). Veja o vídeo.

No bom estilo da cooperação, o evento contou com os grupos de voluntários da igreja no apoio ao serviço de bar e cozinha. Como saldo, uma noite agradável e dividendos financeiros para ajudar nas obras sociais da Paróquia,  que tem na pessoa do atuante  Padre André o seu líder maior.

SAUDOSAS VENDAS E LOJAS VITORIENSES (2) – por Marcus Prado.

A VENDA DE SEU TÔTA – Uma das mais tradicionais da cidade, tinha como ponto a Rua Imperial, na esquina do beco que dava para a atual feira de abacaxi. A mesma esquina da casa do saudoso Luiz Boaventura de Andrade, o Luiz do Cine Iracema, o Luiz da Farmácia. Seu proprietário era o popular Tôta, continuador de uma tradição familiar que iria durar muitos anos no ramo de secos e molhados. Um deles ainda é visto no pátio da Feira, com a sua loja de queijos. Uma das atrações da loja de seu Tôta era sua geladeira, com mais de 30 anos de comprada, jamais foi vista com defeito. Mário, filho do dono da venda, era quem cuidava dos negócios, sempre à vista do pai.

Marcus Prado – jornalista. 

 

 

4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 02 (dois) sábados!!!

Faltando apenas dois sábados para o evento dançante mais esperado da cidade, único por conta do seu estilo e proposta, hoje,  podemos  dizer que os preparativos estão seguindo num ritmo satisfatório, antes planejado.  Já estamos em fase bastante adiantada, no que se refere à entrega das senhas aos participantes.

Em recente conversa com o amigo e líder da Orquestra Super Oara, Elaque Amaral, já ajustamos um novo  repertório para o evento. Mais uma vez, para a música de abertura do seu show, fiz uma escolha pessoal. Música forte e muito pouco executada no atual cenário, talvez pela complexidade do conjunto da obra, mas, indiscutivelmente,  bonita por natureza!!!

Estamos na estrada….A 4ª Festa da Saudade Tá Chegando!!!!!!

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

SAUDOSAS VENDAS E LOJAS VITORIENSES (1) – por Marcus Prado.

A VENDA DE SEU QUINCAS localizava-se no bairro do Livramento, a poucos metros da igreja padroeira do bairro. Foi uma venda germinadora de outras vendas da mesma família vitoriense. Eu era menino, levado por meu pai, Júlio Gomes do Prado, a essa venda, acompanhando-o nas compras semanais de alimentos. Meu pai comprava na “caderneta”, quando não à vista. O que era a “caderneta”: era um hábito nesse tempo comprar na “caderneta”, um crédito especial de confiança entre os fregueses habituais, para o pagamento no final do mês. A confiança naquele tempo era tamanha que a “caderneta” ficava sob os cuidados do comprador. Morávamos na Praça do Livramento, numa casa vizinha à de dona Lina e sua irmã Massú, perto da venda de seu Quincas, no antigo Pátio dos Currais, hoje Praça Padre Felix Barreto. Dona Lina foi a primeira mulher vitoriense nomeada para a Prefeitura. O ato saiu na gestão do interventor Municipal, professor José Aragão. Ela teve como padrinho, nessa nomeação, outro funcionário muito dedicado, da secretaria de Finança, o Sr. Anísio Costa, também nosso vizinho no Pátio dos Currais, como eram vizinhos nossos : Pedro Ramalho e Brasiliano de Queiroz Monteiro.

Marcus Prado – jornalista 

Lions Clube da Vitória: PRESTANDO CONTA!!

Em duas etapas o Lions Clube da Vitória investiu cerca de R$ 8.000,00 (oito mil reais) em obras de infraestruturas   no Lar Espírita São Francisco de Assis, localizado no Alto do Reservatório, aqui em Vitória – três mil e quinhentos na primeira e  quatro mil e quinhentos na segunda.

Os recursos, proveniente de promoções do aludido clube de serviço, foram bem aplicados num novo piso para o melhoramento daquele grupo de pessoas idosas. Assim sendo, parabéns aos integrantes por efetivar, na prática, os objetivos pelos quais o Lions Clube foi criado, assim como para todos àqueles que contribuíam nas respectivas promoções. 

NADA DE FILHO: quem vai ser o vice de Aglailson Junior é o cacique Henrique Queiroz.

Recentemente, por ocasião da solenidade alusiva à passagem dos 374 anos da Batalha das Tabocas, ocorrida na noite da sexta (02), no nosso Instituto Histórico, encontrei com o ex-deputado e líder do grupo verde local, Henrique Queiroz. Bom de papo, o velho Queiroz não perde a oportunidade de receber “consultoria” gratuita.

Aqui e acolá, fico sabendo que ele está convidando “gregos e troianos” para filiar-se aos seus partidos. Até brinquei, dizendo: dobre o salário do Cabeleira (assessor). Estou vendo ele todos os dias, pra cima e pra baixo, com uma pasta de fichas debaixo do braço.

No bom sentido da palavra, provoquei o cacique, perguntando: diga-me uma coisa diferente – para eu colocar no blog – sobre o processo 2020? Sua resposta foi algo que não vou publicar. Diz repeito aos atos de filiações. Na hora alertei-o, dizendo: Henrique, isso é ilegal. Se botar isso no blog, mais adiante, posso ser obrigado a me explicar e você se prejudicar.

Noutro momento, sobre as possíveis candidaturas à prefeito na Vitória,  ele foi taxativo: “ O Paulo Roberto tem uma estrutura própria para ser candidato, sem precisar do apoio do Elias”. Se referindo ao grupo que caminha em faixa própria (VitóriaSim) ele disse em tom de ironia: “ o Saulo quer ser candidato a prefeito de todo jeito, não abre pra ninguém”.

Perguntado se o que as pessoas comentam na rua é verdade – o filho dele (Carlos Henrique) seria o vice do prefeito – ele me respondeu perguntando: “ o que você acha?”. Pois bem, o matreiro e experiente político  – Henrique Queiroz – não nega suas origens, ou seja: pergunta mais do que responde.

Bom! Daqui para frente não usarei mais nenhuma expressão ou fala – oriunda desse encontro – do Henrique Queiroz. Doravante, nessas linhas, estarão as minhas impressões sobre nossa amistosa conversa.

Primeiro: acho que o candidato ao cargo de vice do Aglailson Junior será o próprio Henrique Queiroz. Sem mandato, Henrique estaria 24 horas focado no processo. Vencendo o pleito – o que não é nada impossível – seria ele a “bola da vez” para suceder o prefeito em 2024. Até porque, reeleito, Aglailson Junior não poderia indicar nenhum parente de primeiro grau.

Segundo: hoje afinados,  eles já superaram as desavenças do passado, onde, na campanha de 2008, em plena via pública,  promoveram uma cena de MMA. Mas maduros e com vistas no futuro dos filhos,  entenderam que há espaço “para todos os seus” , sobretudo em tempo de ebulição na política. Deu-me a impressão, na nossa conversa,  que os dois – Aglailson Junior e Henrique –, além de investir na velha fórmula – carga no final da gestão –  os mesmos deverão apostar e incentivar à divisão dos grupos  opositores.

Terceiro: como o dinheiro das campanhas municipais, a partir de 2020, serão frutos do chamado “fundão”, juntar os partidos do prefeito com os de Henrique, de certa forma,  configura-se numa estratégica bem-vinda e mais que necessária, para que não ocorram “novidades desagradáveis” – na cabeça deles – imagino.

Por fim, acho que o prefeito não teve a habilidade necessária para manter o seu vice – Doutor Saulo – no seu grupo. Assim sendo, o “ator” Henrique Queiroz, nesse contexto, saltou de patamar nessa aliança eleitoral. Com a saída de Saulo, se o “passe” do grupo verde valia “10”, passou para “20”. Pior para o prefeito, melhor para Henrique.  Certamente “aconselhou” o prefeito no  endurecimento da questão, ou seja: – Henrique  apagou o incêndio colocando mais gasolina na fogueira, algo que ele sabe fazer com maestria.

Portanto, eis aí, para o pleito que se avizinha (2020), algumas palavras do velho cacique Henrique Queiroz e algumas das minhas impressões nesse contexto. Quem viver verá….

Duas casas emblemáticas – por Marcus Prado.

AS MUITAS CASAS, dentro e fora do Brasil, que deixaram na minha memória generosas recordações, serão vistas no meu livro, em fase final de releitura crítica e revisão: “O Tigre Anfíbio”, iniciado há mais dez anos. A primeira forte lembrança que descrevo, entre outras para mim enriquecedoras, foi ao conhecer a cabana de Martin Heidegger, na Floresta Negra (Alemanha). Fica numa aldeia chamada Todtnauberg, no município de Todtnau, região de Baden-Württemberg. A poucos quilômetros, fica a cidade de Freiburg, onde Heidegger lecionava.  Foi nessa cabana, numa paisagem bucólica e fria, sem o conforto que o filósofo mundialmente conhecido havia deixado na sua Friburgo, que ele todas as noites acendia uma fogueira e, ao redor da chama  e do seu calor, se reunia longamente com os camponeses e lenhadores da Floresta. A lenha era colhida na mata, um trabalho um tanto cansativo para Heidegger. Era extraída das chamadas árvores perenes como nogueira, carvalho, bordo, cedro e amieiro. Escolhidas porque produziam muito calor e rendiam mais. O curioso é que, segundo seus biógrafos, não havia quase nada a conversar, ficavam em silêncio, esses vultos e suas aparências alegóricas. Uma provável comunhão coletiva da vida com o fogo, sua mística, sua magia, uma talvez reflexão sobre a existência, tão saliente no universo de Gaston Bachelard. A luz imaginária partindo de uma simples fogueira, essa luz nascida em nosso ser. A seus olhos, o pensamento mais claro tinha um camponês que nada sabia de filosofia. A cabana era uma constante companheira no diálogo do mestre alemão consigo mesmo. A permanente silhueta da cabana na neblina, em meio aos robustos pés de árvores centenárias.  Sabe-se que foi nessa cabana, numa simplicidade rude e campestre, ao seu lado, a mulher, Elfriede, que ele iria construir a essência de sua filosofia e o seu modo de ver o mundo, o ser e nossa dimensão de existencialidade. Nessa cabana, Heidegger pensou o espaço a partir de sua vinculação ontológica com a noção de lugar, o processo incessante de auto-compreensão da existência que predominaria no seu agir filosófico:  demonstrar o tempo como horizonte de compreensão do ser.

OUTRA CASA, para mim, emblemática, na cidade colonial de Paraty (Rio de Janeiro), cercada pela pujança da mata de um lado e por outro as terras do Engenho Boa Vista, do séc. XVIII serviu de berço a Julia Bruhns da Silva, mãe de Thomas Mann, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1929 e Prémio Goethe em 1949, considerado um dos maiores romancistas do século XX. Contam que era hábito nesse sobrado o acender de uma fogueira, feita pela menina Julia, e, em torno dela, à guisa da luz de que ninguém se dava conta, ela nominava as gotas de orvalho sobre as flores do jardim.  Júlia foi a musa inspiradora das obras de Heinrich e Thomas: a personagem Gerda Arnoldsen em Buddenbrocks, a Senadora Rodde em Doutor Fausto, a Mãe Consuelo, em Tônio Kröger e, finalmente, a mãe de Gustav Von Aschenbach, principal protagonista de Morte em Veneza. Anatol Rosenfeld faz uma bela análise disso, dizendo que a mãe estaria no centro da vocação literária dos filhos. Ouvi dizer, quando estive nesse sobrado, recentemente, que vão instalar uma residência para escritores do mundo todo – este é o sonho de Nikolaus Gelpke, amigo da família Mann, sob o fascínio desse ambiente. Uma maravilha, inédita, em qualquer país.

 SEPARAR essas casas (lugares indistintos uns dos outros) é desconhecer a força da imaginação e dos devaneios, o estado etéreo de que se revestem. Os elementos do Fogo e suas claridades nelas existentes.

Marcus Prado – Jornalista.

Roberto e Wanderléa – Moisés e Flávia – uma viagem no tempo!!

Flagrados pelas nossas lentes, no último domingo (04), no Pátio da Matriz, a dupla, inevitavelmente, fez  os mais “maduros”, que estavam em sua volta,  viajar  no tempo para recordar uma outra dupla que fez muito sucesso no movimento musical que ficou  muito conhecido como “Jovem Guarda”.

Ao bom estilo, por assim dizer, e como muitas histórias para contar, desde os tempos de jovens, a dupla amiga – Flávia e Moisés – foi buscar no fundo do baú uma canção do Rei Roberto Carlos – parecendo Roberto e Wanderléa. A música, entre tantos, tem o poder de nos transportar para qualquer lugar ou tempo, sem que necessário  tirarmos os pés do lugar!!! Veja o vídeo.

Demóstenes de Olinda d’Almeida Cavalcanti – por Pedro Ferrer.

No dia 20 de setembro de 1873, a senhora Edeltrudes de Holanda Cavalcanti d´Almeida deu à luz uma criança do sexo masculino. O pai, major Claudino José de Almeida Lisboa, pôs-lhe o nome de Demóstenes de Olinda. Vitória de Santo Antão ganhava um poeta e escritor. Concluído seu curso primário, partiu, em 1886, para o Recife na tentativa de realizar um ideal acalentado desde a mais tenra idade, bacharelasse em Ciências Jurídicas. Matriculou-se no Ginásio Pernambucano. Disciplinado em tudo: no acordar, no vestir e no estudar, logrou grande êxito nos estudos, sendo um destaque em classe. Nos horários extraclasses criou com alguns colegas um pequeno jornal, “O Literário”. Terminado o “Curso de Humanidades” ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ainda estudante das ciências jurídicas, colaborou com diversos jornais da capital escrevendo artigos, crônicas, contos e poesias. Em dezembro de 1895 recebeu seu diploma de bacharel em Direito indo trabalhar na diretoria da “Instrução Pública” e de “Melhoramento do Porto do Recife”. Seu único livro publicado, “Ortivos”¹, em 1894, ainda estudante, não teve a devida divulgação mas é carregado em sentimentos. “Pelos seus versos sente-se que o seu cantar era o amor, a felicidade, o sonho, a alegria de viver, e só raramente cantava a dor, o sofrimento” (Júlio Siqueira).

Em 1897 foi nomeado promotor público da comarca do Alto Rio Doce, Minas Gerais. Seu bom desempenho mereceu-lhe uma rápida promoção, juiz da cidade de Patrocínio, na mesma Alterosa. Não teve tempo de assumir o novo cargo. No dia 15 de agosto de 1900 faleceu, deixando viúva a senhora Augusta Olinda de Almeida Cavalcanti. Não tiveram filhos.

Além do seu livro “Ortivos”, único editado e publicado, deixou inúmeras poesias avulsas, dispersas tanto em Pernambuco, como no Rio de Janeiro e em Queluz, cidade mineira onde faleceu.

Em 26 de janeiro de 1901 um grupo de escritores pernambucanos, liderados por Carneiro Vilela, criaram a Academia Pernambucana de Letras, tendo o nome de Demóstenes sido indicado para Patrono da Cadeira, nº 20. Era o mais alto reconhecimento do mérito literário daquele que tão cedo partira para a eternidade. Esse reconhecimento se estendeu e se manifestou ainda com a publicação de sua biografia no Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco e no Almanaque de Pernambuco. Foi ainda homenageado na capital pernambucana com a aposição do seu nome em uma rua do bairro da Madalena. Semelhante reverência recebeu da prefeitura de Camaragibe que deu seu nome a uma rua em Aldeia. Vitória de Santo Antão também soube reverenciar a memória do seu ilustre filho, colocando seu nome em uma rua no bairro do Cajá.

.NOTURNO

Sonhei ( ai se eu assim sempre sonhasse:)

Que, reclinada, tinha-te ao meu lado,

e te beijava a loira fronte, a face

rubra e o rubro seio perfumado.

Que esse meu sonho azel sempre durasse:

que de leve não fosse perturbado

o sono meu: que nunca eu despertasse

senão na clara noite do noivado

Isto eu pedia aos céus ainda ouvindo

a doce prece dos teus lábios, quando

vou de repente as pálpebras abrindo…

Despertaste (dirás) verso cantando…

mas não: eu não te vendo ao lado, rindo,

só poderia despertar chorando!…

ESCURO TEMA

Cada vez que te falo me convenço

que melhor fora se te não falasse,

porque se em ti eu tanto não pensasse,

não te falava do que menos penso.

E digo mesmo que este amor intenso

que guardo n’alma, eu antes não guardasse,

pois dos loucos, se assim eu não te amasse,

não pertencia ao número e pertenço.

Longe de mim não és feliz, ausente

de ti não sou feliz: mas os desejos

que temos se resumem num somente.

Ah! Não termos do pássaro os adejos

para estares comigo eternamente

e eternamente eu te cobrir de beijos!

ORTIVOS¹ – VERSOS

Hugo & Cia – Editores

Papelaria Americana

Recife – 1894

1 – Ortivo = nascente, que está nascendo, oriental.

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico da Vitória. 

Para comemorar o dia 3 de agosto, Corriola da Matriz levantou “acampamento” no Monte das Tabocas.

No intuito de celebrar a vida e as boas amizades o grupo intitulado “Corriola da Matriz” promoveu mais uma “Missão Cultural”. Aproveitando o feriado das comemorações alusivas aos 374 anos da Batalha das Tabocas, o grupo “acampou” no Monte das Tabocas.

Por lá, além do clima comemorativo e sobejo “comes e bebes”, o professor narrou, com riqueza de detalhes, os passos dos holandeses, oriundos do Sítio Covas – São Lourenço da Mata – na tentativa de sufocar os lusos brasileiros. Nesse contesto, contudo, o professor relembrou o viés religioso na refrega.

Na ocasião, o Monsenhor Maurício Diniz, pároco da Matriz de Santo Antão e celebrante da missa campal no referido sitio histórico, na ocasião, marcou presença no “acampamento”. Ao final da brincadeira, por uma questão de sequência histórica, em setembro, o grupo seguirá até o Monte dos Guararapes, local não menos importante na chamada Restauração Pernambucana.

Instituto Histórico comemorou os 374 anos da Batalha das Tabocas.

Na noite da sexta (02) o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória abriu as porta do Salão Nobre para comemorara a passagem dos 374 anos épica Batalha das Tabocas, ocorrida em nosso solo no dia 03 de agosto de 1645. Na pauta da solenidade: palestra e tomada de posse de novos sócios.

Na qualidade de sócio correspondente, tomou posso o sargento Paiva (instrutor do nosso Tiro de Guerra). O repórter José Sebastian e o deputado Henrique Filho – sócio efetivo.

Natural da nossa Vitória de Santo Antão, o professor Catedrático da UFPE, Luiz Bezerra de Carvalho, na sua explanação, mergulhou de corpo e alma no oceano de lembranças da sua “viva” e intacta memória. Como bom antonense, mesmo morando fora da terra natal, há décadas,  com passagem inclusive por outros países demonstrou nunca haver se desligado das suas raízes. “Lembrou de tudo e de todos,  com humor e sentimento”.

Ao final do evento solene, os presentes foram convidados pelo professor Pedro Ferrer – presidente do Instituto – a  participaram de um coquetel nas dependências da Casa do Imperador.

LEMBRANÇAS do Ginásio 3 de Agosto – por Marcus Prado.

ALEGRA-ME a notícia, divulgada neste Blog de Pilako, do restauro do prédio centenário do Ginásio 3 de Agosto. Uma boa ação do prefeito. Quando estive nesse colégio, há cerca de um ano, para rever a sala dos meus tempos de ginasiano, saí de lá indignado com a situação de abandono e carências, uma herança nefasta de ex-prefeitos omissos. Felizmente, foi restaurado. Veio-me à lembrança os meus queridos professores: Daury da Silveira Santos, Carlos Palmeira Valença, Padre João Tavares, Amaury Teixeira Nunes, Terezinha Beltrão, Ubiratan Carneiro da Cunha. Poucos sabem, mas um dos seus professores mais dedicados foi o saudoso  industrial vitoriense Elmo Cândido Carneiro. 

Foi das mãos de Amaury Teixeira Nunes, lembro-me como se fosse nesta hora, (eu tinha 17 anos) que recebi um livro que iria mudar  mais tarde o meu destino profissional: VIDA LITERÁRIA, de Rosário Fusco. Amaury morava no Ginásio, no terceiro andar, um ambiente cercado por centenas de livros, a sua paixão por toda vida.Foi dele que recebi os primeiros incentivos para o ofício de jornalista. 

 
Anos depois, nos encontramos, Daury e eu, o grande mestre e o ex-aluno,  quando, na condição de colunista e editor com César Leal, do suplemento literário do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, tive a honra de publicar os seus artigos voltados para o mundo acadêmico.    
Marcus Prado – Jornalista

4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 03 (três) sábados!!!

Faltando três  sábados para o acontecimento dançante mais esperado da Terra das Tabocas, conforme planejado, já estamos fazendo as entregas das senhas aos amigos e amigas que fizeram suas reservas de mesas e camarotes. Trabalhar de maneira antecipada sempre facilita no resultado final.

Como disse o sábio filósofo, “ a expectativa faz parte do prazer”. Nesse sentido, portanto, hoje, disponibilizamos o vídeo oficial que retrata a edição imediatamente anterior da Festa da Saudade, ocorrida no ano passado (2018).

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

 

Em grande estilo, Colégio 3 de Agosto retoma suas atividades!!!

Atendendo ao convite do amigo e atual gestor do Colégio Municipal 3 de Agosto, Max Bley, estive na manhã de hoje (02) ao evento solene e festivo que marcou o reinicio das atividades do educandário,  após uma reforma nas suas instalações físicas.

O evento começou na parte externa da unidade escolar. Na ocasião, entre muitas presenças destacáveis, usaram da palavra o diretor Severino Max Bley, o prefeito  Aglailson Junior e o deputado estadual Aglailson Victor. Veja o vídeo.

Após o corte da fita, o evento continuou na quadra coberta. Entre outros, religiosos se reversaram ao microfone no sentido de celebrar o momento e pedir proteção ao Deus todo poderoso.  A reconhecida e campeã banda do colégio traduziu em som o simbolismo da festa.

Na qualidade de ex-aluno da referida instituição – Colégio Municipal 3 de Agosto –, ao passar pelos portões fica  impossível não voltar no tempo. Tempos em que vivi e respirei o ar desse verdadeiro templo das letras antonense. Tempo em que o “brabo” diretor, Mário Bezerra, conferia, na entrada, se os  alunos estavam vestidos com o fardamento completo. Coisas da época………..

Na passagem de hoje aproveitei também para abraçar o amigo de sempre,  “Seu” Heleno, que é o proprietário  da cantina do colégio desde os tempos lá de atrás – acredito que há mais de cinquenta anos. Eis ai, portanto, um verdadeiro patrimônio vivo do Colégio 3 de Agosto e de todos os  alunos e ex alunos que por lá passaram….

Oliveira Lima, Ariano Suassuna e Osman Lins:a escolha de um lugar – por Marcus Prado.

O ambiente bucólico, cercado de verde, tranquilo e relaxante, de três engenhos de cana-de-açúcar e suas casas-grandes, que nunca perdi a oportunidade de revê-los, em Vitória de Santo Antão, cada um com escadarias, corredores, sótãos, porões, tudo isso. com uma marca além de dois séculos, têm um detalhe histórico em comum. Deles me tornei pesquisador interessado em documentar com a câmera fotográfica o seu patrimônio histórico edificado. É gratificante saber por que foram refúgio, alívio e aconchego de três vultos da maior grandeza da nossa inteligência criativa. Não se trata de uma reconciliação telúrica com o paraíso rural perdido. Havia a necessidade transformadora do silêncio para a construção daquilo que Rilke descreve como a esfera necessária à leitura, à criação da escrita, um lugar mágico para vivenciar o “silêncio resignado” e confortável. Aquilo que Epicuro qualifica como irradiação luminosa do silêncio, o cintilamento do silêncio, digo eu, necessário à criação literária.

Os engenhos: Pombal (com o dramaturgo e escritor Ariano Suassuna, o professor e poeta Padre Daniel Lima e o pintor Romero de Andrade Lima), Cachoeirinha (com dona Flora e Manoel de Oliveira Lima) e Tomé (com Osman Lins), este com seus domínios de terras fazendo divisa com o município de Glória do Goitá. Não teria sido por acaso a escolha desses lugares para escrever textos que teriam continuidades sem quebras. Não conheço outra cidade com a ocupação de um espaço rural tão atraente e acolhedor para escritores famosos, sem falar daqueles, não em evidência na arte de escrever, mas na arte de fazer política, como se deu com João Cleofas de Oliveira no engenho Pirapama. (Eu vi, recentemente, a sua casa-grande em ruínas e a capela virou estribaria).  Pirapama era o refugio amoroso de um dos políticos mais influentes da era Vargas, assim como Pombal foi para o saudoso governador Eduardo Campos, nas suas horas de recolhimento e busca de repouso.

Lembro-me dessas casas, com suas portas de madeira de lei, as janelas abertas para o sol e suas telhas de vidro, os alpendres cheios de jarros de flores, seus pontos de armação de redes por todos os lados. Parece que estou vendo a cozinha desses engenhos, de onde vinham aromas inebriantes, as suas enormes mesas-de-jantar em jacarandá, seus tamboretes e bancos para sentar, seus utensílios de cerâmica, a fôrma de fazer bolo e tachos de cobre para canjica e pamonha, seus objetos de estanho, prata, porcelana e vidro, as almanjarras da grande moenda feita de madeira com tração animal, para extração. Suas quartinhas de água fresca em cada quarto, os bules cheios de café quente. Seus tantos quartos de dormir e o dobro de camas e lençóis de linho bordados, seus oratórios barrocos, seus retratos nas paredes (cada um com seus penteados anos trinta), seus jardins cercados de pau-a-pique e seus pomares. De Pombal, lembro-me de Ariano Suassuna e o padre poeta poetíssimo Daniel Lima a contemplarem numa certa tarde de inverno, nas esquinas do crepúsculo que dava para o açude Chora-Menino, a fulva neblina que vinha do canavial caindo sobre as cortinas e vidraças da casa-grande. Tenho para mim que foi na casa pombalina dos ventos errantes, hoje preservada por um dos Andrade Lima da nova geração, o Serginho), onde Daniel Lima escreveria parte dos seus mais belos poemas, reunidos agora numa edição primorosa da Cepe.

Foi neste DIARIO DE PERNAMBUCO que saíram os poemas dessa fase de Pombal. Na mesma casa-grande das primeiras pinturas de Zélia e, no seu entorno, do parque de esculturas de Romero. O rilkeano Malte Laurids Brigge nos diz que para escrever uma única página do seu livro é preciso, antes de tudo passar um dia e uma noite numa velha casa rural. Exemplo máximo foi Martin Heidegger na escolha que fez de sua cabana na Floresta Negra, onde  escreveria páginas que se tornaram para sempre famosas no campo da Filosofia.

Marcus Prado –  Jornalista.

4ª Festa da Saudade: a partir de hoje, senhas começam ser entregues!!

Conforme planejado, a partir de hoje, primeiro de agosto, estaremos enviando aos amigos e amigas participantes do evento intitulado 4ª Festa da Saudade, as suas respectivas senhas de acesso. Lembramos que à ocupação das mesas serão de livre escolha obedecendo à ordem de chegada. Quanto aos camarotes, no ato da reserva, as escolhas já foram feitas.  Assim sendo, por uma questão de logística e programação financeira,  gostaria que todos os participantes efetuassem o seu devido pagamento até o próximo dia 15 de agosto. Portanto, aos que já fizeram suas reservas, em breve, estarão recebendo o “passaporte da alegria” para embarcar na  viagem com destino ao mundo musical pretérito,   tendo como partida o Clube Abanadores “O Leão”, com dia e hora marcada:  próximo dia 24 de agosto – 22h.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

Morte nos presídios: ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..

Em Vitória de Santo Antão assim como em Pernambuco, no Nordeste e também no Brasil a violência urbana segue em ritmo continuo e crescente. Isso é fato. No governo comandado pelo partido dos trabalhadores, na última década, as facções criminosas, milícias e etc ganharam status de “poder paralelo”, tanto dentro como fora dos presídios.

Nesse ambiente coletivo hostil e insalubre a população embarcou num projeto de endurecimento aos bandidos. Sete meses se passaram e até agora o novo governo não anunciou –  nem praticou –   nenhum endurecimento ou encaminhamento nessa questão.

Os últimos acontecimentos no presídio do Pará, no qual cerca de sessenta presos foram assassinados – queimados, estrangulados e decapitados – apenas escancara que o setor continua livre de  qualquer  tipo de controle. Todo mundo sabe que dentro dos presídios quem menos manda no pedaço são os agentes penitenciários.

Bom! Uma expressiva parte da população, os chamados “cidadão de bem” alguns, inclusive, com bom nível intelectual e frequentadores assíduos des templos religiosos, acreditam  que os presídios são espaços que NÃO devem receber qualquer tipo de atenção por parte dos governantes, afinal, só vão para lá pessoas que não prestam ou que na verdade nem merecem estar vivas.  Em tese, boa parte dos elementos que lá se encontram são incorrigíveis mesmo.

Ontem, após cinco anos tendo como endereço um presídio do Ceará, o camarada foi solto depois da constatação que ele estava lá injustamente, ou seja: por erro da própria justiça. Esse fato, por assim dizer, acende uma luz, isto é: qualquer um de nós, ou até nossos filhos e netos, mesmo sem dever nada, poderão ser jogados lá dentro, e assim passar a ser mais um sujeito “fedorento” daquele conjunto. Assim sendo, fica a pergunta: será mesmo que os presídios do Brasil devem ser abatedouros de seres humanos?

Ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..