MANÉ CAPÃO

Dentre as figuras lendárias e bizarras das quais tive notícias e algumas conheci, em Vitória de Santo Antão, espero que alguém relembre MANÉ CAPÃO, MÃO DE ONÇA, CAFINFIM, PAPA-RAMA, DIDI DA BICICLETA, BIU LAXIXA E O CORCUNDA ANÍBAL.

MANÉ CAPÃO tinha os trejeitos de um primata. Haja vista que andava de pernas arqueadas, pendendo para os lados, erguendo a cabeça e fazendo bico com a beiçola. Às vaias e insultos que recebia, respondia na pedrada. Não é preciso dizer que lascou cabeça de gente, estilhaçou vidraças e botou muito sujeito pra correr. Recordemo-lo. Penso que quem o insultava era pior que ele.

MÃO DE ONÇA nunca deu um soco num atrevido para não vê-lo estatelado no chão. PAPA-RAMA brigava com 4, na braçada. Parecia um viking. DIDI DA BICICLETA tinha o corpo fechado, porque a caixa dos peitos era rendada de tiros sem ter baixado à sepultura. CAFINFIM dava óleo queimado para os presos beberem, e BIU LAXIXA era tão doido que, quando corria na frente, ninguém corria atrás. E ainda tinha FERRO, um negão que dava beliscão em menino.

Não sei quem se lembra, mas eu conheci a figura cinematográfica do CORCUNDA ANÍBAL. Andava pelas ruas resmungando e exalando um nauseante aroma de pão e banana, como se fosse um personagem de filme de terror. Aníbal tinha o hábito de apalpar o seio das mulheres, o que o tornava mais apavorante. Não sei do que morreu nem exatamente quando, o que lhe empresta uma feição misteriosa e hugoana, à la O Corcunda de Notre Dame.

Sosígenes Bittencourt

Edu Luppa


Disponibilizamos a música “Porta à Fora” do compositor vitoriense Edu Luppa. A música integra o álbum “Edu Luppa e Banda Tcha Run Dun – O Ritmo dos Apaixonados.

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Aldenisio Tavares

STF e o caso do Ilustre Senador Renan Calheiros – LOUCURA OU JUSTIÇA INJUSTA?

Por Osvaldo Gouveia
Advogado e Professor. 

A decisão do STF que manteve o Senador Renan Calheiros na Presidência do Senado Nacional, mas o impediu de assumir a Presidência da República retrata com lamentável certeza a condição escura e duvidosa por que passa a mais alta corte de justiça do país.

Infelizmente o Brasil possui legisladores, em proporção considerável, autênticos analfabetos funcionais e, como consequência desse dantesco quadro, as leis com suas feições, espelham uma triste realidade, confusa e temerária. Como não podia ser diferente, nessa quadra atual, os interesses inconfessáveis das oligarquias se sobrepõem aos aspectos éticos, morais e jurídicos, prevalecendo a cleptocracia (governo de ladrões).

O ilustre Senador da República, de há muito já deveria estar cumprindo tranquilamente suas penas, caso seus processos de longevas datas, tivessem como motor propulsor um juiz da envergadura do Sérgio Moro. O misterioso STF, no caso Renan, espanta a população mais simples, que desconhece os meandros da nossa CF/88. Mas, o mesmo não ocorre com os ilustres Ministros da Suprema Corte.

Nessa quadra, o Ministro Marco Aurélio, sofrendo com os escândalos da política nacional, resolve jogar gasolina na fogueira com o objetivo de ver o circo pegar fogo. Diga-se, circo esse, onde nós do povo, representamos a alegria das altas figuras que governam essa nação.

Nesse contexto de pedra em sapado de pé ensanguentado, a liminar concedida pelo Ministro Marco Aurélio carecia de requisitos técnicos imprescindíveis para ser referendada pelo plenário do STF. Assim, a fama e os holofotes que se estenderam sobre o referido Ministro, produzindo fama não magnânima, não poderia prosperar, como não prosperou.

Como consequência dessa decisão do STF, para a população brasileira, a suprema corte fez surgiu um Renan hercúleo, invencível e insuperável, mesmo que momentaneamente! Nesse mesmo sentido, trouxe para a população o ressurgimento de conhecido chavão: “ o pau que bate em Chico não é o mesmo que bate em Francisco”.  Isso porque o deputado Eduardo Cunha foi afastado por não poder ocupar o cargo presidencial em, caso necessário, vez ter virado réu em processo penal perante o STF. Assim, cria-se uma situação onde o certo passa a parecer errado.

O STF E O CASO DA ADPF N. 402

Na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF, sob n. 402 em julgamento no STF, no dia 3 de novembro de 2016, por maioria, julga a ação proposta pelo Partido Político Rede Sustentabilidade, e o STF, diz até que: “ àqueles que respondam a processos criminais no STF não podem estar à frente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do STF, pois, podem vir eventualmente a ocupar o cargo de Presidente da República. “

Entretanto, o art. 86, parágrafo 1º, da CF, não determina assim. Pois, diz que o Presidente da República será suspenso de suas funções se o STF receber contra ele denúncia ou queixa-crime pela prática de crime comum. No entanto, em seu § 4º, esse mesmo art. 86, diz que o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Isso quer dizer que se o Presidente da República, se tornar réu em processo instaurado antes da posse, por prática de qualquer infração penal, esse processo ficará suspenso até que ele deixe o cargo de Presidente da República. Por força dessa exceção constitucional, o posto de Presidente da República pode ser ocupado por réu em ação penal, desde que esse crime não esteja relacionado ao exercício de suas funções de Chefe do Executivo Nacional. Portanto, se processado por outro delito qualquer, poderá o denunciado exercer o cargo de Presidente da República.

Nesse contexto, aqueles que ocupam a linha sucessória do Presidente da República (caso do Renan), seguem o mesmo caminho e destino, e, por consequência, também podem assumir o posto de Presidente da República, desde que não sejam réus denunciados por delito relacionado ao exercício do cargo que ocupam. Essa é a situação do Senador Renan Calheiros, posto que no processo penal onde virou réu, o caso data de 2007, não estando relacionado com o cargo de Presidente do Senado Federal que o Senador Renan ocupa em 2016.

Portanto, esse crime possivelmente praticado pelo Senador Renan, no qual tornou-se réu perante o STF, não tem nenhuma relação com suas funções atuais de Presidente do Senado em 2016. Nesse diapasão e por força do dispositivo constitucional acima apontado (CF/88, art. 86, § 4º) o Senador Renan Calheiros pode continuar tranquilamente no cargo de Presidente do Senado, assim como também pode assumir o cargo de Presidente da República, posto que o delito de peculato do qual se tornou réu em processo em curso perante o STF não está associado ao cargo de atual Presidente do Senado Federal que ocupa.

Essa é uma situação deplorável e que envergonha o País, não tenho dúvidas disso. Essa condição favorece e protege o meliante e retira a grandeza do Cargo Presidencial, o de Presidente das Casas legislativas, o que também não tenho dúvida alguma quanto a essa realidade. Mas, lamentavelmente, é assim que está posto em nossa Constituição da República Federativa do Brasil e os Ministros do STF sabem disso. Portanto, criar a dúvida, levantar a desconfiança do povo brasileiro em contra si, não parece ser o melhor caminho que o Supremo poderia ter seguido, por força da concessão de uma liminar que não poderia ter sido concedida!

É fato que os desencontros jurídicos no STF continuam em plena vigência. Ocorreu no caso da Ex-Presidente Dilma, quando o Presidente do STF, em pleno Senado Federal, rasgou a CF/88. O fez ao aceitar o impeachment proposto contra Dilma, cassar seu mandato presidencial, mas não a tornar inelegível por oito anos, para o exercício de função pública, como manda a Constituição Federal, em seu art. 52, Parágrafo único.

Pergunta o povo brasileiro. Inseguro e temeroso: esperar o que agora da maior casa da Justiça do País? Só Deus sabe amigo!

Gustavo Free: “Quero que as pessoas sejam livre, sejam elas, assim como tento ser”

Recentemente o vitoriense José Gustavo Ferrer de Morais Santana, conhecido por Gustavo Free, foi destaque nas páginas do Diário de Pernambuco. Além da história profissional, a matéria também retrata um pouco do sentimento do estilista com a arte. Entre outras coisas, disse Free: “Quero que as pessoas esqueçam a ditadura fashion, levem a vida com mais leveza. Quero que as pessoas sejam livres, sejam elas, assim como tento ser”.

CRISE SACRIFICA O CRISTO

Crise crucifica o carioca e sacrifica O Cristo,

horrorizando a Cidade Maravilhosa.

Cristo era humilde e operava milagre,

mas, no Rio de Janeiro, o Cristo Redentor,

“de braços abertos sobre a Guanabara”,

custa 5 milhões por ano e precisa da caridade humana.

Convém flexionar-lhe os braços,

estendendo suas mãos à misericórdia cristã.

Todavia, como trata-se de grana,

o egoísmo humano compromete a dádiva.

Para onde irá a cuia da bilheteria,

depois de contabilizada pela Paineiras-Corcovado?

A arquidiocese roga socorro à fidelidade católica

e curiosidade turística universal.

O Cristo do Rio carece da caridade humana,

sofre, nas intempéries, calor e frio,

necessita do calor humano,

o homem voltar-se para o coração,

da decisão latina:

COR – CO – VADO

(Eu vou para o coração).

Sosígenes Bittencourt

Vanildo de Pombos

A inesquecível interpretação e a saudade da voz marcante de VANILDO DE POMBOS, cantando a música Vaquejada da Vitória, composta por Samuka VoiceBenedito de Cachoeirinha e Aldenisio Tavares.

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Aldenisio Tavares

Ônibus dos estudantes: UM ROSÁRIO DE MENTIRAS…


As últimas informações que circulam pela cidade, no que diz  respeito ao transporte público aos estudantes, coordenado pela gestão do Governo de Todos,  são lamentáveis. O prefeito Elias Lira estar concluindo sua carreira política “caindo pelas tabelas”.

Se antes das últimas eleições os universitários foram às ruas – em passeata –  exigir  respeito e compromisso cobrando melhorias  no sistema, após o dia 02 de outubro (2016) os mesmos estão sendo obrigados a pagar um transporte alternativo para concluir o semestre na faculdade. Tudo isso, sob o silêncio dos nossos atuais gestores.

Não custa nada lembrar que na campanha de 2008 o então deputado e candidato a prefeito,  Elias Lira, desfilou com um ônibus de primeiro andar pelas ruas da cidade.

No ano da sua reeleição, em 2012, voltou às ruas com outra bravata visual para impressionar os estudantes. Além de expor ônibus novos no prédio da Secretária de Saúde, localizada na Avenida Henrique de Holanda, promoveu uma espécie de carreata pelas principais vias do município.

Passado o tempo,  e  hoje a gestão do Governo de Todos com apenas  duas semanas de poder, é hora de fazermos uma pequena avaliação, apenas desse contexto. Quantas mentiras, quantas falsidades e quantas ilusões…….. No campo eleitoral, Elias até conseguiu enganar e arrematar a prefeitura, nas suas últimas disputas, mas esqueceu que todos esses estudantes serão os formadores de opinião da cidade e que estarão apostos para emitir veredictos  – com conhecimento de causa – sobre sua ações como gestor e ,  consequentemente,   sobre o futuro político do seu herdeiro, o  Joaquim Lira.

Perigo na Rua Velois Correa…

Na manhã de ontem (13) ao caminhar pelo bairro do Livramento fui abordado por uma jovem senhora. Disse-me ela: “Pilako, foi bom eu lhe ver. Estou toda arranhada por conta de uma queda que levei da moto, naquela rua da Simetria, por conta daquela brita que está espalhada na rua e a prefeitura não faz nada”. Continuou ela: bota no teu blog, para ver se a prefeitura toma alguma providencia”.

Realmente o problema que ela se referiu é verdadeiro. Existe uma construção nessa rua – Valois Correa – que o material fica atrapalhando os pedestres e os motoristas. Aliás, um morador dessa rua já fez até reclamação escrita, aqui no blog.

Eu disse que iria postar o fato, narrado por ela, mas que a situação da atual gestão é de total abandono e que infelizmente, outras pessoas irão passar pelo mesmo problema dela. De resto, apenas faço um alerta aos transeuntes para terem cuidado e que os condutores de  veículos, principalmente ciclistas e motoqueiros, redobrem a atenção ao trafegar na referida via.

Momento Cultural: INERTIA – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra (2)
Nas imagens dos sons inertes…

Inertia, inactivity, sloth.

Inércia dos sonhos coloridos…

Nas folhas brancas ao léu…

Momentos perdidos,

inércia desse vento nas paragens do tempo

de INTERROGAÇÕES ???????

Pára-tempo, tempo-pára.

Para, pára, o que não paro.

Inércia nos sons, nos sonhos coloridos,

Nas paragens desse tempo inertemente perdido…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 25).