EU TENHO SÉRIOS POEMAS MENTAIS

Vejo poesia em tudo, por isso ando pelo cantinho da calçada.

A diferença entre os efeitos da poesia e a embriaguez é que o poeta conhece o caminho da volta.

A diferença entre o louco e o que fala sozinho é que o louco repete.

A diferença entre o poeta e quem gosta de poesia é que o poeta fuxica a poesia.

A diferença é que os diferentes são sempre a minoria, e a maioria considera-se normal.

O pintor Salvador Dali dizia: A diferença entre um louco e eu é que eu não sou louco.

Contudo, só há algo igual entre os homens: todos são diferentes.

Sosigenes Bittencourt

Chuvas e transtornos: qual a atitude que o prefeito Aglailson Junior vai tomar?

Foto: Divulgação / Internet

Na manhã de hoje (13) as redes sociais – face e zap – foram inundadas com fotos, mostrando os efeitos da chuva na nossa cidade, sobretudo no nosso centro comercial. Os lojistas, juntamente com seus respectivos funcionários, foram obrigados a empreenderem uma força tarefa, as pressas, para atenuar os efeitos contrários ao bom andamento dos negócios.

Em tempos de estiagem na nossa região, racionamento e rodízios no abastecimento realizado pela COMPESA, não podemos, evidentemente, reclamar das chuvas, no entanto, também não podemos dizer que os seus pontuais efeitos, para vida urbana, não seja um incômodo.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, ficou traumatizada com enchentes. Já ocorreram várias de grande proporções. Esses eventos, que tem como principal causa os fenômenos naturais, se constitui em um dos graves problemas dos aglomerados da vida em sociedade

Aliás, a nossa principal via do comércio, Avenida Mariana Amália, num é a primeira a encher, por ocasião das chuvas, simplesmente, por acaso. Naquele local, na origem do nosso povoamento, corria um riacho que desaguava no Rio Tapacurá, assim como acontece hoje, quando as águas da chuva, seguem à mesma direção. Até a primeira metade do século XX, a referida via era conhecida como “Bomba de Magalhães”. Não à toa, bem antes disso, vale salientar, quando  o bairro do Livramento nem existia, a cidade terminava – mais ou menos – onde fica localizado,  hoje,  o Banco do Brasil.

Pois bem, contra a força da natureza não se pode reclamar. Mas o poder público municipal e a população em geral, também precisam fazer a sua parte. Na última terça-feira, dia onze de abril,  quando postei matéria realçando minhas impressões sobre os cem primeiros dias da gestão do prefeito Aglailson Junior, questionei os motivos pelos quais os receptores das águas pluviais, do nosso centro comercial,  ainda  não haviam sido desobstruídos?

Foto: Divulgação / Internet

Não precisa ser nenhum gênio, para imaginar que se todos os “bueiros” do nosso centro comercial estivessem desobstruídos e limpos,  os efeitos dessas chuvas que caíram – de ontem pra hoje – impactariam menos no cotidiano da nossa cidade.

Contudo, esse acontecimento de hoje – transtornos decorrentes das chuvas – se configura em uma ótima oportunidade para questionarmos o prefeito, Aglailson Junior, sobre seu planejamento, medidas e ações para solucionar os constantes alagamentos no nosso centro comercial, em períodos invernoso.

A sociedade vitoriense não pode ficar de braços cruzados, esperando que as soluções cheguem dos céus – tal qual  às chuvas. Aliás, seria também uma boa oportunidade para que a nova gestão municipal se recomponha do erro e corra a trás do prejuízo, convocando as entidades representativas do comércio para traçar, em conjunto, soluções para esse grave problema que inferniza, há décadas,  a vida de todos os munícipes.

CURSO ANALISTA EM MIDIAS SOCIAIS 2017

Qual a melhor maneira de anunciar o meu negócio dentro do facebook e instagram? Essa é uma pergunta que muitos empresários se fazem na hora de anunciar. Hoje, a quantidade de informação gerada nas redes sociais é tão grande que uma simples publicação que fazemos, facilmente passará despercebida ao simples deslizar dos dedos na tela de um smartphone.

Fotos, vídeos, links, matérias, carrossel, gifs animados, vídeos ao vivo, Ufa! Quanta coisa passa em nossa frente enquanto estamos navegando. Mas, com tanta informação disputando a atenção do usuário, o que devo publicar para impactar meu cliente? Essa e outras questões serão discutidas no Curso Analista em Mídias Sociais 2017.

O curso é um treinamento presencial que ensina como usar as Redes Sociais e seus recursos principais, através de ferramentas, em busca de resultados. Indo muito além do curtir, comentar e compartilhar, vamos ensinar a você estratégias que funcionam e que fazem a diferença na conversão de seu público alvo em clientes com potencial de compra.

O mediador é o Criativo Célio Meira Bisneto, criador do canal Social Media na Veia. Um dos melhores canais de conhecimento da área que promove dicas sobre as novidades das redes sociais, construindo uma rede de informação com uma constante troca de conhecimento entre profissionais e iniciantes.

O curso acontecerá no sábado, dia 06 de maio na INESP.
O investimento é de apenas R$ 80,00 com preço promocional de 1° lote e as inscrições podem ser feitas no local.  Quem preferir, pode pagar em até 10x nos cartões (com acréscimo) através do site: bit.ly/analistasm2017

DEUS ME LIVRE QUE DEUS NÃO EXISTA

Eu não sou religioso, mas Deus me livre que Deus não exista. Caso contrário, seria transferir a vida e a morte para as mãos dos homens, e não dá para confiar em Donald Trump e Vladimir Putin. Marx dizia que “A Religião é o ópio do povo”, contudo, para onde transferir o ópio da Religião, para os Xerifes do Mundo?

Trump é um americanófilo, adora o país onde nasceu, porque tornou-se milionário e presidente, apesar do mais derrotado pelo voto popular, além de único septuagenário eleito presidente na história dos Estados Unidos. No seu coração, sobra-lhe razão para ser xenófobo e fanático estadunidense.

Vladimir Putin é um sovietófilo, pratica o estadismo, relembrando as intolerâncias bizarras do czarismo e do regime soviético. Melhorou a economia e as condições de vida da população, granjeando simpatia e cobra caro por isso, exigindo-lhes a capitulação da liberdade.

Enfim, “o mundo é um grande hospício”, como dizia Michel Foucault, psicanalista que terminou doido também.

Quanto aos episódios genocidas da Síria, que envolvem norte-americanos e russos como principais criminosos, eu relembraria a célebre conclusão a que chegou o filósofo francês Jean-Paul Sartre: Quando os ricos fazem a guerra, são sempre os pobres que morrem.

Sosígenes Bittencourt

Uma relíquia do futebol brasileiro que guardo há 24 anos.

Se hoje, nas eliminatórias para a Copa da Rússia, a seleção brasileira, comandada pelo técnico Tite, está “voando em céu de brigadeiros” em 1993, rumo à Copa dos EUA, as coisas estavam bem diferentes. Dizem alguns jornalistas da área, inclusive, que naquele período, cujo comando estava nas mãos do técnico Parreira, foi um dos piores momento da história da “amarelinha”.

Aliás, à participação do Brasil no certamente promovido pela FIFACopa de 1994 –  chegou a ser questionada, tanto por especialistas quanto por boa  parte dos torcida brasileira. A verdade é que a seleção estava “ruim das pernas” e muito desacreditada.

Pois bem, não custa nada lembrar, também, que o Brasil – naquela ocasião –  enfrentava um jejum de vinte e quatro anos sem título mundial. O último havia sido conquistado no México, em 1970. Existia, realmente, por parte da torcida, uma  cobrança muito forte.

Relembro tudo isso para chegar justamente na partida emblemática – para não dizer épica – ocorrida no Recife, em 29 de agosto de 1993, entre os selecionados brasileiro e boliviano. Ressaltemos, porém, que um mês antes, em Lá Paz, a Seleção da Bolívia havia quebrado a invencibilidade de 40 anos da seleção brasileira em eliminatórias, metendo-lhe 2×0.

O jogo da volta, no Recife, contudo, passou a ser decisivo para o Brasil. Era ganhar ou ganhar. Nesse contexto, o nativo e então jogador da seleção brasileira, Ricardo Rocha (xerife da zaga), cumpriu papel decisivo, no incentivo aos pernambucanos em apoiar a seleção, naquele momento, ou seja: “no fundo do poço”.

No palco (Estádio do Arruda), a torcida fez a sua parte. Compareceu “com força”. Mais de setenta mil pessoas se solidarizaram com time de Parreira que tinha, entre outros jogadores, Tafarel, Bebeto, Raí, Jorginho, Branco, Dunga, Leonardo, Ricardo Gomes e etc.

Pois bem, dentre esses mais de setenta mil pernambucanos, que foram testemunhas oculares dessa história, encontrava-se, EU. Juntamente com um grupo de amigos organizamos uma caravana. Após nossa chegada, lá, em função da grande quantidade de gente e o tumulto para adentrar no estádio, acabamos nos dispersando – lembremos que naquele tempo, ainda não havia ingressos com cadeira numeradas, muito menos dispúnhamos de telefones celulares, internet, face, zap e coisa do gênero, para facilitar o reencontro.

Sozinho, e sem condições de procurar os integrantes do grupo – que acabou se dividindo em quatro – plantei-me na arquibancada, atrás de uma das barras. O Brasil, para alegria dos milhões de brasileiros e delírios dos mais de setenta mil torcedores presentes, meteu 6 gols na Bolívia, 5 dos quais só no primeiro tempo! Algo inimaginável para o mais otimista dos brasileiros.

Como premio de consolação, por haver assistido toda partida distante dos amigos, acabei sendo presenteado, pelo então goleiro da Seleção Brasileira, Tarafel – “vai que é tua Tarafel”- com uma das suas luvas, usada naquela tarde\noite, em momento histórico para o futebol brasileiro e mundial.


Após joga-las, na direção dos torcedores, que estava na arquibancada atrás do gol em que  ele estava, acabei sendo um dos agraciados. As luvas vieram “certinho” na minha direção. Apenas tive o trabalho de me levantar e pegar, umas das luvas do goleiro Claudio Tarafel, conforme está grafada na mesma.

Conto essa história, hoje – nunca antes revelada publicamente – pelo motivo de haver, ontem (11), por outro motivo,  revirado alguns dos meus arquivos. Meu filho, Gabriel, atualmente com pouco mais de treze anos e sintonizado com o noticiário futebolístico, ficou vibrando com a história e com a peça única e valiosa que, por puro lance de sorte, trago comigo,  até hoje, quase vinte e quatro anos depois. Para entender melhor essa história, click no link abaixo e veja o vídeo:

http://globoesporte.globo.com/pa/copa-do-mundo/noticia/2014/05/o-recife-da-selecao-jogo-contra-bolivia-no-arruda-vira-um-marco.html

Momento Cultural: Assunção da Virgem – por Corina de Holanda

Corina de Holanda

Deve ter sido pela madrugada:
– Em torno da modesta sepultura,
Daquela dentre as puras a mais pura,
Anjos, em graciosa revoada,

Como a medir, de céu, a imensa altura,
Vão de estrelas formando a linda escada
Por onde subiria a Imaculada…
– Jamais se viu tão régia iluminada.

(Se Deus é o Autor de tão custosa tela…).
Rasga a morte seus véus! Eis que esplendente,
Surge Maria, a quem Gabriel conduz.

Astros se apagam diante da mais bela…
E todo o Céu saúda alegremente,
A que trouxe em seu seio a própria Luz.

1969

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 33).