DIA DAS MÃES


Hoje é dia das mães.
Ontem foi dia das mães.
Amanhã será dia das mães.
Todo dia, todo tempo é dia das mães.
Enquanto houver uma pulsação de amor,
onde houver o ato da fecundação
será momento de se comemorar a vida.
Hoje é dia da vida, é dia do mundo.
Não foi em vão que já se chamou a natureza
de Mãe Natureza.
Hoje é dia do instinto,
do misterioso impulso para a multiplicação,
de toda forma de vida,
dos micro-organismos, de todos os animais, dos vegetais.
Hoje é dia das mães.
Hoje é dia da vida.
Hoje é dia de Deus.

Sosígenes Bittencourt

Vitória de Santo Antão: governador Paulo Câmara e seus aliados ignoram os problemas da população.

Hoje (12) e amanhã (13) acontece mais uma etapa da série “Pernambuco Em Ação”. Esses seminários, capitaneado pelo Governador Paulo Câmara,  tem como meta percorrer todas as regiões do Estado, com a intenção de dialogar com a população. Esse é o “pano de fundo” do projeto.

Pois bem, ao passar pela Região da Zona da Mata decidiu-se contemplar, como sedes temporárias para o evento, as cidades de Carpina e Palmares. Estranhamente, Vitória de Santo Antão, maior cidade da região, ficou de fora do importante encontro, diferentemente do que ocorreu e ocorrerá nas outras regiões.

Do ponto de vista administrativo e político, é importante sublinhar, nossa cidade também é o “centro da região”. Aqui, por exemplo, encontra-se a GRE – Gerência Regional Mata Centro. Aqui também é o maior colégio eleitoral da Zona da Mata. Aliás, indiscutivelmente, somos a locomotiva econômica da região,  nos três setores, diga-se passagem: primário, secundário e terciário.

Curiosamente a cidade também detém a maior representatividade política da região, aliás, vale salientar: uma das mais robustas do Estado de Pernambuco. Por incrível que possa parecer,  aqui,  prefeito, ex-prefeitos, deputados e todos os atuais vereadores são aliados obedientes do mandatário do PSB.

Constatemos, então, que oposição ao governador Paulo Câmara – algo necessário ao processo democrático -, em Vitória de Santo Antão,  é letra morta –  o que não representa, necessariamente, o sentimento de toda população.

É nesse contexto, então,  que seguem minhas indagações:

  • Será que Vitória de Santo Anão não foi escolhida pelo Governador Paulo Câmara, para sediar um dos seminários do “Pernambuco Em Ação”,  por ser uma cidade sem problemas? Lembrando que figuramos  entre as mais violentas do Estado.
  • Será que pelo fato de não haver oposição política na cidade, Vitória de Santo Antão não precisa da minima  atenção do Governador Paulo Câmara?
  • Será que a parcela da população vitoriense  que se encontra insatisfeita, também não merece ser ouvida ? Uma vez que os nossos “legítimos” representantes não podem, por conveniências e interesses particulares, levantar a voz contra o sistema que lhes alimentam?

De resto, concluo dizendo: se no Brasil e em Pernambuco as nossas lideranças políticas estão muito abaixo da linha da razoabilidade,  em Vitória de Santo Antão estamos acéfalo. Por incrível que possa parecer, não obstante termos,  outrora, uma das histórias mais ricas de luta e bravura do nosso Estado, hoje, na aurora do século XXI e em plena Era da Comunicação, infelizmente, somos (Vitória) a representação fiel do que os livros de história costumam  chama de “CURRAL ELEITORAL”.

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Momento Cultural: Negro – por Henrique de Holanda

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Homem negro: se o sol – nessa ansiedade bruta
de quem quer e não pode, – o teu corpo procura,
com o instinto cruel de te vender na luta,
a queimar, ainda mais, a tua pele escura…

Se resistes ao sol, nessa heroica disputa,
fertilizando a terra estéril, seca e dura,
esta cor a tingir a tua carne impoluta
é a rija encrustação de tua rude bravura.

Nem o branco encoraja e nem o negro assombra.
Tanto nos vale a luz, quanto nos vale a sombra.
Desta cor morrerás e morrerás exangue

na luta, que nos dá, pelo teu maior gosto,
a flor que floresceu do suor do teu rosto,
e o fruto que nasceu do vigor do teu sangue!…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 23).

Ex-presidente LULA: culpado ou inocente?

A grande mídia e as redes sociais, nos seus mais diversos canais de comunicação, hoje, repercutem,  com destaque acentuado, o depoimento do ex-presidente Lula, ao juiz federal Sérgio Moro, ocorrido ontem (10) na cidade de Curitiba.

Devido à grande expectativa que circundava o evento de caráter jurídico, previamente marcado, entendemos que todo esse alarido não chegar a ser algo sobrenatural, afinal o interrogado não foi de uma pessoa comum, Lula é, nada mais nada menos, que uma figura popular e que já tem seu nome grafado como uma das pessoas mais importantes da história do nosso País – “queiram ou não queiram dos juízes”.

Em função do alongado depoimento,  as grandes redes de TV e até conceituados críticos da cena jornalística política, envoltos em mega estruturas, reservaram-se a comentários cautelosos, para não serem injustos e inconsequentes, até porque as imagens ainda precisam ser revistas.

Na contramão do equilíbrio e do bom senso, nas redes sociais, os partidários e simpatizantes do PT – Partidos dos Trabalhadores – atestam haver liquidado a fatura em favor do cacique maior da sigla –  como se um depoimento na justiça fosse uma espécie de debate eleitoral. Ora! Qualquer depoimentos, sobretudo na condição de réu, não é “café pequeno” para ninguém, até para uma camarada traquejado e com larga experiência,  como é o caso do ex-presidente Lula.

Do outro lado, para os chamados “coxinhas” – parcela da população que não suporta a figura do Lula e sua tropa -, o encontro apenas serviu como mais um passo processual, na direção da decretação da prisão  do ex-presidente, pelo “Paladino Nacional” da Lei e da Ordem, materializado na figura do juiz Sérgio Moro.

Para mim, simples mortal e observador distante, fisicamente, dos fatos aludidos, apenas duas observações:

Primeiro: o Lula é um sujeito muito preparado para o confronto e deve continuar se  agarrando na não materialidade do crime imputado a ele.  Certamente, na sua cabeça, na qualidade de animal político, o julgamento do eleitor, nesse momento,  é o que está mais lhe interessando.

Segundo: fica difícil de imaginar que o mesmo (Lula) não tomou conhecimento de nada. Levando em consideração que a esmagadora maioria das pessoas envolvidas nessa pendenga gravitavam em torno do seu comando. Realmente é algo incrível!!

A SORTE ESTÁ LANÇADA!!!

Uma trinca de pássaros e uma boa lembrança.

Na noite de ontem (09), mais uma vez, ao contemplar uma trinca de pássaros pernoitando no pé de caju da minha residência, lembrei-me do meu manso pássaro, que o chamava de “caboclinho”. Essa curiosa história foi fruto de um dos meus artigos, aqui postado, há mais de cinco anos (abril de 2012).

Pois bem, segue, abaixo, a reprodução do mesmo para que os internautas entendam melhor a história e o motivo do novo registro. Aliás, vale salientar: continuo criando pássaros, sem gaiola ou viveiros. Certamente a trinca de passarinhos, no registro fotográfico de ontem já devem ser descendentes dos que foram protagonistas da história de cinco anos atrás. Vale a pena ler:

Meu manso caboclinho

Ainda permanecem nas pastas da minha memória um triste episodio,  envolvendo um dos meus passarinhos, um caboclinho muito manso que comprei na Feira de Pássaros,  quando ainda acontecia na Praça da Restauração..

Quando criança, gostava de criar pássaros. Já houve época de possuir uma dezena. Mas, definitivamente,  o que marcou a minha mente foi o manso caboclinho. Se não bastasse sua “cantoria”, gabava-me na frente dos colegas e dos adultos, pelo fato de deixar a porta da gaiola aberta e ele não querer sair e,  quando resolvia deixar a gaiola,  não ia para longe, retornando  logo em seguida  para sua “casa”,  que a encontrava de portas abertas.

As minha gaiolas ficavam penduras no terraço do primeiro andar da casa de papai, na Avenida Silva Jardim. No  local circulava poucas pessoas. Certa vez fui passar um final  de semana na praia e, por motivos que nem me lembro, demorei mais do estava programado. Nesta ocasião, vale salientar,   estava apenas criando  o referido caboclinho.

Ao partir deixei tudo pronto: comida esborrando no coxo, água derramando na tigela de barro –  para mantê-la sempre fria –  e,  como sempre, a porta da gaiola aberta.

Confesso que, na qualidade de criança e na folia da praia, na hora de resolver permanecer  por lá, mais do que deveria,  não lembrei-se  do meu passarinho, o que não aconteceu com o passar dos dias. No entanto,  ficava tranquilo porque havia  deixado a porta aberta.

Ao regressar para Vitória e, chegando em casa,  fui direto no terraço do  primeiro andar para ver meu caboclinho. Para minha tristeza, encontrei o “bichinho” morto,  dentro da Gaiola com a porta aberta, do jeito que havia deixado. A comida ainda existia, mas a tigela de barro estava seca e, seguramente, ele morreu de sede.

Naquele momento senti tanta culpa e remoço que resolvi não contar à ninguém. No outro dia, caladinho,  enterrei-o próximo ao pé de carambola,  no quintal da nossa casa.  Com os olhos marejados, com as maiores das dores provocada pelo remorso e com  a inquestionável  sinceridade das crianças, naquele momento, resolvia “dá fim” as gaiolas e  não mais criar pássaros.

O tempo passou – e bote tempo nisso –  e nunca havia revelado, antes,  essa história para ninguém, ou seja: passei muito tempo pensando nisso com muita seriedade. Eis que uns 30 anos depois, por capricho do destino, no pé de caju da minha casa, sem gaiola ou viveiro, uma trinca de pássaros resolveram, sem querer nada em troca,  fazer  morada.

Sem nenhum aviso prévio, logo cedo, eles partem não sei para onde. Com uma precisão incrível,  retornam ao cair da tarde para pernoitarem,  sob os galhos do meu pé de caju, há pelo menos uns três meses. Sendo assim, confesso, quebrei minha promessa. Mas devo revelar, também, que toda vez que os vejo lembro do pequeno pássaro que morreu sedento, ou seja: lembro do meu manso caboclinho.