Estou vivo no presente
Não vivo preso ao passado.
Estou sempre me construindo
Não sou um ser acabado.
O futuro me ensinará
Com seus futuros recados.
Se o “futuro a Deus pertence”
E não sou um deus adivinho
Vou tropeçando nas pedras
Que encontro pelo caminho.
Não domino qualquer verdade
Nem sou verdadeiro sozinho.
Vou escolhendo verdades
Conforme me aparecem.
Passo no crivo da mente
Pra ver o que acontece.
Aceito ou refuto verdades
Pelo que elas parecem.
Lembro-me de Isaac Newton
Lembro-me de Ptolomeu.
De Leonardo da Vinci
E os problemas de Galileu.
Que a terra já foi quadrada
Como o mundo conheceu.
Copérnico foi perseguido,
Cientistas foram queimados,
Por defenderem princípios
Que hoje são comprovados.
Cientistas também erraram
Em muitos enunciados.
Se o homem é cria de Deus
Deus vive dentro do homem.
Mas o homem enxerga Deus
Com o tamanho da sua fome.
Já quem é materialista
Deus é o que ele consome.
Certo ou errado eu não sei
Consultei o Deus que eu tenho
Ele disse para eu moer
Com as moendas do meu engenho
Pra não ser “aceita tudo”
Nem ser um crítico ferrenho.
Sou “metamorfose ambulante”
Mas defendo as minhas verdades.
Algumas são diferentes
Daquelas da mocidade
Outras estão inteirinhas
Não mudou com idade.
Qualquer um pode julgar
Esse meu modo de ser.
Esse julgamento é feito
Pelo modo de se vê
Só não posso acreditar
Em tudo que alguém crer.
Nem tudo que diz um poeta
É aquilo que ele sente.
Poeta é só um intérprete
Do que pensa muita gente.
Não é verdadeiro em tudo
Nem em tudo que fala – ele mente.
Se ofendi a alguém
Nessa minha narração
Se fui contra a um princípio
De alguma religião
Juro de pés juntos e confesso
Não foi a minha intenção.
O cordel contraditório
Tem falhas que muitos têm
Pode até acertar
Conforme os olhos de alguém
Mas “o olho que tudo vê”
Só de Deus e mais ninguém.
Egidio T. Correia é poeta,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência
Você também é escritor, poeta ou compositor vitoriense? Envie o seu texto para ser publicado no fim de semana cultural. E-mail: contato@blogdopilako.com.br
O apagar das velas bem como o corte do bolo foi realizado conjuntamente pelos quatro fundadores: Elmo Carneiro, Adroaldo Barros, Aluísio Ferrer e Geraldo Lima. Foto: Jornal da Vitória – ANO XXII – Nº 146 – JANEIRO 2002 – pág 16.
Na manhã do domingo (03), sob o comando do professor Pedro Ferrer, aconteceu mais uma Reunião Ordinária do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. Na pauta, o presidente repassou aos membros os informes gerais. Abriu espaço para as devidas prestações de consta e falou do andamento das obras de ampliação do Museu, com o incremento do espaço dedicado exclusivamente ao nosso carnaval.
No encontro foi reservado um espaço ao sócio Erivan. Na ocasião ele ministrou uma palestra sobre a técnica secular chinesa do TAI CHI BEING TAO (Contribuição para o Relaxamento do Corpo e da Mente). Sua proposta é formar turmas para prática dessa atividade. Aliás, é que se diga: TUDO DIRECIONADO AO PÚBLICO E GRATUITAMENTE. Veja o vídeo:
Na tarde do domingo (03), no Pátio da Matriz, comemorou-se o aniversário do amigo “Tricolor do Arruda”, João Vitor. Com setenta e uma primaveras, João é uma cara “brincalhão”. Duas paixões: a família e o futebol.
Os atuais instrutores do nosso Tiro de Guerra, Subtenente Sidiclei e Sargento Clauberrobson, juntamente com o nosso eterno comandante, Major Eudes, estão “convocando” os ex atiradores para formar um pelotão, com vistas ao desfile cívico do próximo dia 7 de setembro, em nossa cidade.Para ilustrar a ideia e animar os “velhos soldados de guerra”, segue, abaixo, um dos vídeos que gravamos em edições passadas.
Portanto, caso você seja um ex atirador do nosso Tiro de Guerra e tenha ficado com vontade de desfilar conosco, no próximo dia 7 de setembro, favor entrar em contato com o Tiro de Guerra, através do telefone 3523-3307, para dá o nome e confeccionar a camisa.
Na tarde do sábado (02) aconteceu mais um “Encontro dos Amantes da Boa Música”, no Restaurante Varanda do Tadeu Souza. No palco, artistas se revezaram. Cada qual no seu estilo. Fizemos dois registros em vídeos. O eclético Edmilson Silva, como sempre, cantou de tudo um pouco. Já o experiente e talentoso, Ery Melo, interpretou um dos clássicos da nossa região (Nordeste). Veja os vídeos:
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Disponibilizamos a música “Porta à Fora” do compositor vitoriense Edu Luppa. A música integra o álbum “Edu Luppa e Banda Tcha Run Dun – O Ritmo dos Apaixonados“.
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Foi com alegria que recebi, recentemente, o oficio (244/2017) enviado pela Câmara Municipal da nossa Vitória de Santo Antão. Nele, consta um VOTO DE APLAUSO na direção da minha pessoa, face ao recente lançamento do segundo volume do Livro Apelidos Vitorienses, ocorrido no dia 18 de agosto no espaço para eventos do Vitória Park Shopping.
O requerimento (456/2017) foi de autoria do vereador Edmilson Zacarias da Silva (Novo da Banca), com aprovação unânime dos seus pares, presentes à Reunião Ordinária da Câmara de Vereadores.
“Nós como representantes do povo vitoriense temos obrigação de tornar público o reconhecimento daqueles que realmente contribui para o desenvolvimento e do bem estar do nosso Município”
“PARABÉNS E SUCESSO”.
Evidentemente que não poderia deixar de fazer esse registro. De antemão externo minha gratidão ao conjunto de legisladores que seguiram e aprovaram a ideia do vereador Novo da Banca. Não à toa, o Edmilson Zacarias da Silva, atual presidente da Casa, também teve o registro da história do seu apelido – NOVO DA BANCA – no opúsculo mencionado, afinal, ele também é um vitoriense que se tornou mais conhecido pela alcunha do pelo próprio nome.
Aproveito a oportunidade para agradecer e registrar duas observações:
Primeira: o vereador Novo da Banca, no que diz respeito ao convívio com os mais diversos movimentos da cidade (festividades populares, eventos sociais, solenidades cívicos/religiosas e etc) não é daquele tipo de político que poderíamos chamar de “Copa do Mundo”, ou seja, aquele que só aparece de quatro em quatro ano (ano de eleição). Aliás, já falei isso algumas vezes aqui e também no microfone de Rádio Vitória FM, por ocasião de um programa alusivo aos festejos carnavalescos. Ele é um político, na medida do possível, presente no cotidiano da cidade. Isso, aos olhos dos observadores mais atentos, revelar um caráter, um estilo, uma conduta diferenciada do conjunto de políticos locais.
Segundo: Além do seu ato de reconhecimento público (Voto de Aplauso), o mesmo – Novo da Banca –, por ocasião do meu contato para agradecê-lo, em ato de “dupla” generosidade, pediu-me que autografasse dezoito livros – com o nome de todos os vereadores (situação e oposição) – para que os mesmos sejam ofertados aos seus pares.
Concluo dizendo: Voto de Aplauso é um reconhecimento extraordinário e importantíssimo para qualquer pessoa que desenvolva seu talento, contudo, quando o mesmo (Voto de Aplauso) oportuna, concretamente, à difusão da ideia (Apelidos Vitorienses) e ainda proporciona caixa financeiro para mantê-lo em movimento, exponencialmente, o Voto de Aplauso torna-se COMPLETO na sua essência.
Ontem Vitória de Santo Antão amanheceu mais triste. Também pudera, partiu para a eternidade um filho seu que transbordava alegria e, além disso, um dos mais queridos por toda a sociedade local: PAULO IZIDORO DE FREITAS.
Durante os seus 76 anos, três propósitos moveram a sua passagem por este plano espiritual: o amor ao trabalho, o amor à Família e o amor por Vitória de Santo Antão, valores, para ele, só superados pelo seu amor pela vida, pela graça do existir.
Comerciante dos mais antigos de nossa cidade, renovava a cada dia a satisfação de abrir as portas de sua loja, A Girafa Tecidos, para o exercício da labuta diária. Nesse mesmo estabelecimento comercial, ao longo de décadas, além de inúmeros fregueses, recebia freqüentemente amigos vitorienses e de outras terras, que faziam parte do seu vastíssimo círculo de amizades, conquistadas através de sua simpatia, cordialidade e, sobretudo, pela lealdade e solidariedade que ornavam a sua personalidade ímpar.
O seu amor à família saltava aos olhos de todos os que tinham o privilégio do seu salutar convívio. A união com os seus irmãos (Antônio Freitas e Pedro Queiroz), o carinho que dedicou à sua mãe, dona Dora, durante toda a sua existência, a atenção, o afeto e o acompanhamento da vida dos seus sobrinhos, a ternura, cumplicidade e exemplar harmonia que demonstrava para com a sua esposa, Cristina, onde quer que estivesse, além de revelar a sua sensibilidade no trato com os entes mais queridos, fortaleciam-no a imagem de verdadeira comunhão com a família.
No que se refere à terra querida, Vitória de Santo Antão, Paulo Freitas não escondia a sua satisfação de ter nascido no Berço da Nacionalidade Brasileira e sua identificação com tudo o que diz respeito a esta cidade.
Homem que primava pelas relações sociais, procurou participar de todos os eventos públicos do seu tempo. Na Presidência do Clube O Leão, durante vários anos, viria a revelar sua capacidade gestora na promoção de festas e eventos, destacando-se as “Gincanas Automobilísticas” que promoveu, cuja iniciativa mobilizava festivamente toda a cidade, em inesquecíveis finais de semana.
Quanto aos bailes monumentais que promovia no Clube XVI, além da fina flor da sociedade vitoriense, o evento recebia também pessoas de todas as cidades da região e, até mesmo, da capital pernambucana, atraídas pelos conceituados grupos musicais de sucesso, na época, que os animavam, além de serem enriquecidos por um aparato organizacional impecável e ornados pelo seu indiscutível carisma e espírito cativante e agregador.
Conhecido como “dançarino pé de valsa”, Paulo Freitas tanto promovia como participava efetivamente dessas grandiosas festas. E por falar em dança, após o seu matrimônio com Cristina, desde então era comum ver-se jovens e adultos admirando a maestria do casal bailando na mais perfeita sintonia, em eventos do gênero em nossa cidade, demonstrando toda a sua habilidade na prática dessa belíssima arte.
Ainda à frente do Clube da Praça da Matriz, ele deu também importante contribuição para a nossa festa mais tradicional, o carnaval, e mesmo após deixar o comando do agreiação, continuou dando sua valiosa participação para o sucesso do entrudo. Vale acrescentar ainda que, invariavelmente, mandava confeccionar belíssimas fantasias especialmente para participar do tríduo momesco, e nas últimas décadas, junto com Cristina, formava um dos casais mais lindamente vestidos para a folia de Momo em nossa cidade.
É de justiça destacar, ainda, que a sua participação no nosso carnaval não se limitou ao Leão e ao Clube O Coelho – que tem no seu irmão “Tonho” um dos maiores entusiastas – mas também com a contribuição financeira que dava a outras agremiações através da sua empresa comercial, de onde também canalizava recursos para contribuir com outros eventos da terra amada, como festas religiosas, juninas, etc.
Este seu amor telúrico também se fez revelar através da participação efetiva na imprensa local. No início da última década de oitenta, juntamente com o eminente Jornalista vitoriense Ronaldo Sotero, reeditou por alguns meses o Jornal O Victoriense e, em seguida, durante anos publicou o Jornal O Lidador, através dos quais exaltou o torrão vitoriense e registrou fatos para a história de sua (nossa) cidade, fazendo-o com o mesmo amor, talento e criatividade que demonstrou em tudo o que empreendeu e realizou durante todo o palmilhar de sua existência.
Enfim, como já foi anteriormente registrado nesta crônica pincelada de admiração e de lembranças, somente o seu amor pela vida seria maior do que a sua valorização ao trabalho, a identificação com a terra natal e o seu apego extremo à família. Mesmo porque, quem o conheceu, dele não carrega na retina dos olhos nenhuma imagem de tristeza. Paulo transbordava a alegria de viver e transmitia esse sentimento para as pessoas que com ele conviviam.
É oportuno recordar, ainda, a sua devoção ao catolicismo. Como um filho obediente, desde menino e até o branquear dos cabelos, ia à Missa aos domingos, e a cada dia procurava crescer na Fé, no respeito ao próximo e no exercício da caridade, que procurava praticar anonimamente, como preceitua a Bíblia Sagrada.
Por tudo isto, nesta hora de despedida em que um forte sentimento de angustia nos dilacera o peito pela perda irreparável, quero associar-me aos seus familiares na dor e na saudade imorredoura, porém, agradecido a Deus por me ter permitido conviver e partilhar de sua amizade fidalga e poder constatar que a sua energia positiva deixou uma luz de bondade e afeição que jamais se apagará e que o manterá eternamente vivo em nossos corações!
Descanse em paz na morada eterna, amigo!
(O Jornalista José Edalvo é Diretor do Jornal da Vitória)
Aos que vivenciaram as boas promoções festivas, ocorridas nos salões dos clubes tradicionais da nossa cidade, convidamos para participar da Segunda Festa da Saudade, que acontecerá no próximo dia 16 de setembro no Clube dos Motoristas “O Cisne” e será animada pela extraordinária Orquestra Super Oara.
O amigo e parceiro Elaque Amaral, líder do grupo, como sempre, não deixará ninguém ficar parado. Ou seja: É FESTA PARA DANÇAR A NOITE TODA!! Do clássico ao popular, da música internacional ao brega rasgado, do forró ao frevo e passando pelo axé, a Super Oara é especialista. Veja o vídeo:
Aos amigos conterrâneos, quer estejam residindo ou não na nossa terra-mãe, informo que ainda possuo exemplares do nosso Projeto Cultural, intitulado “Apelidos Vitorienses”, disponíveis à venda. No volume um, narramos à origem dos seguintes apelidos:
Além do meu apelido (Pilako), catalogamos: Americano, Batifino, Baleado, China Contador, Doutor do Posto, Fernando Diamante, Furão, Giba do Bolo, Heleno da Jaca, João de Qualidade, Lavoura, Mané Mané, Manga Rosa, Matuto, Nanãe, Natal do Churrasquinho, Olho de Pires, Moleza, Pindura, Pirrita, Toco, Tonho Trinpa, Torto e Zé Catinga.
Nesse segundovolume estão: Babai Engraxate, Novo da Banca, Pea Preta, Branca, Gongué, Vei Eletricista, Brother, Bambam Água, Zé Ribeiro, Regis do Amendoim, Val da Banca, Pirraia do Feijão, Pituca, Junior Facada, Pezão, Moreno, João Potó, Touro, Lino, Eraldo Boy, Cocota, Castanha, Miro da Cachorra, Nininho e Neném da Joelma.
Local de venda – Redação do Blog do Pilako – Praça Leão Coroado.
Valor: Volume 01 – R$ 30,00 / volume 02 R$ 30,00
Contato: 9.9192.5094 ou pelo zap 9.8456.4281
Obs: Para as vendas fora da cidade acrescer despesas postais.