SPORT – CARNAVAL – CAMPEÃO PERNAMBUCANO 2019 – É NESSE DOMINGO
Momento Cultural: O PRIMEIRO POETA – por Adão Barnabé.
O sol nasceu, brilhou por todo o mundo,
(quarto dia feliz da Criação),
do pináculo da terra ao vale imundo,
iluminou a Santa Geração…
e Deus criou Adão no sexto dia
mas, desgraça tão grande, azar profundo…
era tarde, o sol já ia se escondia,
acordou, bocejando, o vagabundo…
e quedou aterrado, soluçando,
sabendo que o Senhor… e bem sabia
estivera sua incúria observando.
Nem por isso ficou desesperado…
tinha a Lua, a Mulher e bem podia
ser poeta… e o foi muito inspirado.
(do arquivo da família)
Adão Barnabé
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: Confraternização Natalina
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
SOBRE A BREVIDADE DA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.
O ser humano é um animal sem solução. Ele tem sempre a impressão de que há algo de errado consigo mesmo. Sobretudo quando submetido à angústia de que a morte é o horizonte da vida.
Todo ser humano tem um livro escrito na memória que vai folheando, folheando… Às vezes, desprende um aroma. É o passado intrometendo-se na vida da gente, o passado sempre presente. O passado que se alonga, e o futuro que vai se tornando cada vez mais curto.
A brevidade da vida relembra o poeta romano Horácio (65 – 8 a.C.), agoniado com a fugacidade do tempo: Eheu! fugaces labuntur anni!: Ai de nós! os anos correm céleres.
Tudo que nos mantém vivos, nos mata. Sem o oxigênio, morreríamos; por causa do oxigênio, morreremos. Sem colesterol, morreríamos; por causa do colesterol, morreremos. Se não comêssemos, morreríamos; porque comemos, morreremos. Tudo que nos faz viver corrói a vida. Tudo que auxilia na vida, auxilia na morte.
O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) referiu-se ao tempo de vida: Um minuto de vida é idade suficiente para morrer.
Efêmero abraço!
Sosígenes Bittencourt
Paulo Nascimento e a Banda Real
Paulo Nascimento e a BANDA REAL – CD “Me Faz Feliz“ – composição de João Caverna, interpretação de Alcir Damião, Nice e Paulo Nascimento.
Aldenisio Tavares
Fogos de artifícios: Audiência Pública para debater o assunto!!!
Registro o recebimento do convite, enviado pelos vereadores André de Bau e Jota Domingos, para a Audiência Pública que acontecerá no próximo dia 08 de maio, às 19h no plenário da Casa Diogo de Braga. O encontro tem como objetivo debater sobre o Projeto de Lei que visa regulamentar o uso de fogos de artifício no nosso município. No que se refere ao conteúdo do convite – pelas minhas inferências – perece-nos que já existir uma pré-disposição dos autores pela proibição dos fogos tradicionais. Independente de qualquer coisa é bom que esse assunto seja discutido e debatido. Por várias vezes já cobrei das autoridades locais uma clareza nessa matéria:
Explico:
Por incrível que possa nos parecer, na nossa cidade, apenas no período carnavalesco os “fogos de artifícios” são proibidos. Gozado!!! Durante o ano todo, o quê mais se ouve na nossa cidade é foguetório!! É a procissão, para chamar a atenção dos fiéis, é a loja que vai ser inaugurada, é o aniversário do político, que é “comemorado pelos correligionários”, é o time de futebol que ganhou o campeonato e por aí vai……. Dizem alguns, que até os traficantes de drogas da nossa cidade se utilizam dos fogos de artifícios para se comunicar com o “seu pessoal”…..
Pois bem, recentemente, por ocasião da reunião ampliada (Promotoria, Prefeitura, Polícia de Militar, Corpo de Bombeiro e etc) ocorrido no prédio da promotoria da nossa cidade, por ocasião da confecção do “CAC do Carnaval 2019” – Compromisso de Ajustamento de Conduta – tive a oportunidade de pergunta a todas as autoridades (juntas) presentes o motivo pelo qual os fogos de artifícios só eram proibidos, na nossa cidade, no nosso tríduo momesco…….Ninguém soube responder.
Ainda nessa reunião, falando sobre esse assunto, sugeri ao promotor que estendesse essa proibição, também, para o período eleitoral, até porque é nesse período, em função das caminhadas e carreatas, que todo dia na Vitória é noite de “São João”……Ou não é?
Realcemos também que na nossa cidade “os fogos de artifícios” é uma tradição antiga. Como prova disso, consta nos arquivos da cidade que desde o início da circulação do primeiro jornal local (1866), os comerciantes do gênero já anunciavam seus produtos nos espaços reservados à publicidade. É bem verdade que hoje os tempos são outros.
Existem novos conhecimentos e o comportamento da sociedade mudou, sobretudo na direção das pessoas com algum tipo de dificuldade, assim como na relação e no comportamento da sociedade com os animais. Portanto, espero que a referida Audiência Publica seja uma marco nessa questão para a nossa Vitória de Santo Antão, corrigindo equívocos, respeitando o direito de todos e garantido a livre iniciativa comercial das pessoas. Parabéns aos autores pela provocação!!!
Crise de remédio na Farmácia Básica do Estado de Pernambuco: entenda os verdadeiros motivos !!
Em postagem no blog do Inaldo Sampaio, ocorrida hoje (30), a deputada estadual Priscila Krause – filha do eminente antonense Gustavo Krause -, de maneira simples e objetiva, revela os motivos pelos quais os pacientes pernambucanos, acometidos de doenças crônicas e que dependem dos medicamos fornecidos pelo Governo do Estado, estão sendo humilhados e ainda correndo risco de vida. Abaixo, segue trecho da matéria:
1- Usando como fonte de consulta o “Portal da Transparência”, a deputada Priscila Krause (DEM) levou ao conhecimento da Assembleia Legislativa de Pernambuco, nesta segunda-feira (29), a causa da crise em que se encontra a Farmácia do Estado, que distribui (ou pelo menos deveria distribuir) medicamentos gratuitos para portadores de doenças crônicas que não dispõem de recursos para adquiri-los.
2- A causa, segundo a deputada, é aquela que já se sabia: falta de recursos. Ela constatou que em 2018 o Governo do Estado reduziu em 96,5% – comparando com o ano anterior– os gastos com recursos próprios para a “Aquisição de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos Excepcionais e Especiais”.
3- Só de “restos a pagar” referentes a compras iniciadas em 2016, o governo estadual deve a fornecedores R$ 70,4 milhões.
4- Em 2017 foram pagos a fornecedores R$ 69,7 milhões referentes à compra de remédios excepcionais e especiais (que não incluem os medicamentos vinculados à atenção básica), dos quais R$ 25,7 milhões foram repassados pelo governo federal e R$ 43,9 milhões saíram dos cofres do Governo do Estado.
5- Em 2018, segundo a deputada, o gasto caiu para R$ 15,9 milhões – R$ 14,4 milhões transferidos por convênios do Sistema Único de Saúde (SUS) e R$ 1,5 milhão da gestão estadual.
6- Significa que no ano passado, apenas R$ 1,5 milhão foram gastos com a farmácia básica, ante R$ 43 milhões em 2017.
7- “É um corte desumano num Estado que tem um orçamento superior a R$ 30 bilhões”, comentou a deputada.
8- Este ano, pelos cálculos dela, foram pagos R$ 19,7 milhões de medicamentos comprados nos anos anteriores e R$ 3,6 milhões referentes a compras novas, realizadas no atual exercício.
9- “A questão dos restos a pagar é uma bola de neve, que tem inviabilizado a continuidade das entregas”, disse a deputada.
10- Atualmente, as três maiores dívidas são com os Laboratórios Novartis (R$ 12 milhões), Roche (R$ 11 milhões) e Majela Medicamentos Ltda. (R$ 7,5 milhões).
11- A Lei Orçamentária do Governo de Pernambuco prevê que para esta ação, 80% dos recursos seriam originados do tesouro estadual e 20% do Ministério da Saúde.
12- Esclarecido o problema, cabe agora ao Governo do Estado assumir sua responsabilidade e não ficar botando a culpa nas licitações, nas concorrências “desertas” e nas transportadoras que não teriam entregue os medicamentos no prazo previsto.
13- Há que se contar a verdade para a população. Ou seja, de fato, está faltando medicamentos na Farmácia do Estado, porque não temos dinheiro para comprar todos os itens de que a população precisa.
14- É muito mais bonito e muito mais honesto. Até porque, como diz o dito popular, “a verdade sempre aparece”.
A HECATOMBE DO ROSÁRIO – 17 DE MAIO – SILOGEU – 19:30H
CONVITE: INSTITUTO HISTÓRICO – 04/05 – 19:30H
Momento Cultural: Velhice – por Aloísio Xavier
Desafiei o tempo e triunfei.
Há mais e meio século resisto.
Sofrendo, embora, por aqui fiquei,
da vida não me canso e não desisto.
Espectro de gente me tornei.
O padecer me faz quase outro Cristo.
Morreram-me os entes que amei.
Ao meu desmoronar eu mesmo assisto.
Doente está meu corpo alquebrado
E esgotada tenho a pobre mente.
É triste, muito triste hoje o meu fado.
Meu ser, enfim, se encontra aniquilado.
Porém de todas essas aflições
mais me afligem as recordações.
Aloísio de Melo Xavier
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: amigos na farra
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Hábitos do Primeiro Mundo no Imundo – por Sosígenes Bittencourt.
No Rio de Janeiro, atirar uma bituca de cigarro no meio da rua pode gerar multa. Basta o esquadrão da Guarda Municipal flagrar. Esse expediente é imitação do Primeiro Mundo, implantado no Imundo. E tem detalhe: se o sujismundo se negar a oferecer o número do CPF para o registro da ocorrência e a cobrança da multa, pode ser rebocado, delicadamente, a uma Delegacia. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Pois, se enterrar os pés ou se meter a besta, poderá até levar umas cipoadas na coluna vertebral.
Os antigos diziam que “quem não aprende em casa, Mestre Mundo ensina”.
Aqui, em Vitória de Santo Antão, eu apanhei uma bolinha de guardanapo, dentro da padaria, e joguei na lixeira, a garçonete me perguntou se eu era funcionário da padaria. Uma outra moradora me disse que “quando um homem era muito educado, ela pensava que ele queria enganá-la ou era veado.”
Se todos varressem a frente de suas casas, o mundo amanheceria limpo. No Japão, as crianças nem cospem no chão. Tudo questão de educação doméstica e perfeita sintonia entre a escola e a família.
Poluir o Meio Ambiente é uma forma de LAMBUZAR-SE. Quem suja, não só desrespeita o seu semelhante, mas revela baixa autoestima. Um ambiente desorganizado reflete uma desarrumação interior. É preciso fazer boa leitura do comportamento para chegar à causa do efeito.
Sosígenes Bittencourt
Cacá Soares
Música “Uma Chance“, Cacá Soares – autoria: Samuka Voice, Cacá Soares e deste colunista. Ela faz parte do primeiro álbum do cantor, com participação especial de Bruna Kelly. Ouça!
Uma Chance – Cacá Soares e Bruna Kelly
Aldenisio Tavares
Vitória já dispunha do chamado “carro compartilhado”, lá em 1871……..
A história também cumpre esse papel. Ou seja: dizer que nem tudo que se propaga como algo novo é tão novo assim! Nos meus arquivos, que remonta o tempo pretérito dos antonenses, encontrei um anuncio interessante e que nos provoca às chamadas “reflexões interdisciplinares”. Diz o anuncio:
“Antonio Medeiros Paiva faz ciente ao público de que, todas as quartas-feiras, às duas horas da tarde, fará sair desta cidade para o Recife um carro que voltará no sábado, às mesmas horas, para esta cidade. O preço da passagem, ida e volta, é 14$000; ida ou somente volta, é 7$000. Tratar no seu hotel, nesta cidade” – Jornal Correio de Santo Antão, 16. 12. 1871)”.
Detalhes do anúncio:
A palavra “carro”, aludida no referido texto, leia-se “carruagem puxada por cavalos”. Até porque, o primeiro automóvel que veio circular pelas terras da recém-criada cidade da Vitória – elevada de vila à categoria de cidade em 1843 – só veio ocorrer 39 anos mais tarde, em dezembro 1910.
Outra coisa: à época, 1871, completava-se cinco anos da circulação do primeiro jornal da nossa cidade, “ O Vitoriense”, publicado em 05 de novembro de 1866.
Para o contexto do recorte temporal realçado, imaginemos, contudo, que o negócio do senhor Antonio Medeiros Paiva, 15 anos após esse anuncio, deve ter entrado numa profunda crise. Isso porque, em 09 de janeiro de 1886, começava operar para o Recife o moderno sistema de trem da Vitória.
Portanto, amigo internauta, esse negócio de “carro” compartilhado no nosso torrão não é algo assim tão novo, como se alardeia por aí…..Mudanças nas estruturas comercias, crises em alguns setores e o surgimento de novos negócios, idem…..
“Clube de Leitores do Lions Vitória Centenário”.
Empinando mais um bate-papo literário, o empolgado articulador do Lions Clube Vitória Centenário, Ismael Feitosa, promoveu mais encontro. O evento, de caráter eminentemente filantrópico, ocorrido na noite da sexta (26), na sede do referido clube, localizado no bairro da Bela Vista, além dos convidados, recebeu o médico Edvaldo Bione que atuou como palestrante cujo tema central foi “o livro que mudou a sua vida”. Esse espaço, segundo o seu articulador, o amigo Ismael Feitosa, tem como principal objetivo incentivar e despertar nas pessoas da nossa cidade o hábito da leitura. Vale a pena conferir!!

























