COVID – 19: sintonia católica…..

(Vitória de Santo Antão, 28 de março de 2020 – 22:14h) A emblemática imagem do Papa Francisco na Praça de São Pedro, vazia, repercutiu no Mundo. Suas múltiplas interpretações não esconde a gravidade do momento. Em oração,  o Pontífice encorajou o engajamento de todos na luta contra essa pandemia global que atende pelo nome de coronavirus.

Distante territorialmente, mas dentro da mesma sintonia, nossas lentes registraram na tarde de hoje (28), às 17:15h, a Matriz de Santo Antão numa rotina diferente. Com a proibição das celebrações, em função da aglomeração de fiéis, a manifestação solitária no templo passou a ser o conforto necessário aos que tem fé.

O momento, assim como no entorno do planeta terra, já que o torrão do Glorioso Santo Antão  configura-se  como referência de centro – pelo menos para mim –  também é delicado e sugere orações, coragem, fé e reflexões.

COVID -19: mudança de postura no atendimento, já!!

(Vitória de Santo Antão, 27 de março de 2020 – 23:10) Aos poucos a “ficha” está começando a cair. Governos nos quatro cantos do mundo anunciam pacotes fiscais para atenuar os gigantescos efeitos da pandemia,  que atende pelo nome de CORONAVIRUS. No Brasil, após piadas e pronunciamento desfocado do presidente Jair Bolsonaro, surge alguma luz no final do túnel na direção dos mais impactados pelos efeitos colaterais das paralisações.

Na nossa “Aldeia” – Vitória de Santo Antão – os chamados serviços essências funcionam e os não essências do centro pararam, mas os pequenos negócios dos subúrbios “pulsam”, mesmo que timidamente. É possível se ver ações de enfrentamento ao contágio do vírus por parte de algumas empresas. Um supermercado, por exemplo, adaptou uma pia lavatório na entrada do estabelecimento, com sabão e toalha de papel para os clientes fazerem  a devida higienização das mãos. Já por parte das agências bancárias, até o presente momento, não vi nenhuma modificação significativa nesse sentido, ou seja: mudança de postura, acolhimento e sensibilidade ao delicado momento.

Na noite de hoje (27), por exemplo, por volta das 18:30h,  nossas lentes registraram a interferência da Polícia Militar junto aos clientes da agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Avenida Mariana Amália, principal corredor bancário da cidade. Aliás, contrariando todas as orientações das autoridades sanitárias, desde logo cedo e ao longo do dia é possível enxergar um “amontoado” de pessoas na referida agência bancária sem que a mesma seja sensível ao momento,  no que se refere à mudança na forma do atendimento presencial em função da pandemia.

No nosso país – em tempo normais –  o seguimento bancários voa em céu de brigadeiro. Pouca concorrência, cobrança dos juros mais alto do mundo, péssimo atendimento, lucros estratosféricos e etc. As autoridades locais precisam cobrar das agencias bancárias vitorienses novas posturas no tratamento com as pessoas nesse momento tão delicado de incertezas oceânicas.

COVID – 19: outra cena para entrar no cardápio dantesco da nossa história.

(Vitória de Santo Antão, 26 de março de 2020 – 23:35h) No compasso global e nacional o cotidiano da nossa aldeia – Vitória de Santo Antão – segue estranho aos dias normais, por assim dizer. Registramos hoje, por volta 19h, o  Pátio do Livramento. Tudo lento e silencioso. Indiferente e alheio ao tal coronavirus só o Anjo, no alto do seu pedestal, de costas para o problema.

Esse silêncio ensurdecedor causa medo, pavor e dúvidas. A população continua assustada! Nada se compara, evidentemente, ao pior momento coletivo já vivido pelos antonenses. Na bucólica e nova cidade da Vitória (1843), logo nos primeiros anos da segunda metade do século XIX, a então “metrópole” conheceu o inferno, em função da cólera. Entre outras cenas dantescas, os registros descrevem fogueiras acesas,  dias e noite, na queima de alcatrão para vencer o mal,  que tinha como aliado as poucas informações das autoridades de então. Resumo da macabra ópera: inúmeras vidas ceifadas e o pior momento já vivido pela população,  na terra desbravada pelo português Diogo de Braga.

Na inquietante trilha global, na qual estamos vivenciando agora, no último ano da segunda década do século XXI, a vida também não está fácil, sobretudo aos pertencentes das camadas menos abastardas financeiramente. O isolamento social,  regulamentado através dos decretos estaduais e municipais,  implica deixa de trazer o pão nosso de cada dia para dentro de casa.

Nas primeiras horas do dia a cidade ainda “se move”, mesmo que homens protegidos sejam vistos aspergindo  produtos químicos sob vias urbanas, logradouros e bancos de praça, em pleno centro comércio, na tentativa de  combater o invasor invisível. Não bastasse todas incertezas, outra cena para entrar no cardápio dantesco da nossa história.

COVID-19: Bolsonaro, vamos ficar em casa……….

(Vitória de Santo Antão, 25 de março de 2020 – 22:09h) E quem disse que seria fácil? Se para um determinado grupo social – com sua finanças equilibradas –  ficar confinado em isolamento social, ao lado da família,  não tem sido algo palatável,  imaginar, então, o turbilhão de variáveis e problemas que eclodem dessa complexa  e planetária equação, que atende pelo nome de NOVO CORONAVIRUS,  nos proporcionam uma espécie calafrio mental.

Nessa pandemia sem precedentes na história humanidade, em que o monitoramento constante se faz necessário espiar muito além do nosso quintal, após o “desfocado” pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, ocorrido na noite de ontem (24), poderíamos dizer que o Brasil inaugurou uma fase delicada e perigosa nesse momento crucial no concerne às ações de combate a pandemia.

“Não se faz omeletes, sem quebrar os ovos”! O Brasil é um país de dimensões continentais. Temos realidades sociais – regionais – com acentuadas diferenças. Respeitando as macrodecisões, por assim dizer, aqui e acolá, pode e deve-se apertar ou afrouxar algumas recomendação, mas nunca sem deixar de levar em considerações as questões técnicas.

No meu modesto entendimento, daqui do centro meu mundo – Vitória de Santo Antão – imagino que as questões políticas – intrigas do passado e ocupação de espaço no xadrez eleitoral de 2022 – começaram contaminar as medidas sanitárias que deveriam ser,   em princípio,  saneadoras.

Liderança não está à venda na bodega da esquina. O estilo de fazer política do presidente de todos os brasileiros,  Jair Messias Bolsonaro, eleito no jogo democrático, desde o primeiro dia do seu  governo,  o mesmo continua apostando  no formato do aprofundamento das questões ideológicas cujo objetivo principal,  se imagina, configura-se  na preservação do seu quinhão eleitoral,  mesmo que para tanto verdades cientificas sejam confrontadas.

Imagino que nessa mais nova “muvuca” criada pelo presidente,  aconselhando à população relaxar o isolamento social, proposto pelas autoridades sanitárias do mundo inteiro, ao invés de aderência eleitoral à sua imagem o mesmo tenha angariado mais rejeição, sobretudo no conjunto dos mais de 57 milhões de eleitores que sufragaram o seu nome no pleito próximo passado.

Assim sendo, pedir ao presidente Bolsonaro para ficar em casa teria basicamente dois objetivos: não se expor, pois ele faz parte do grupo de risco,  assim como não atrapalhar a equipe técnica sanitária do seu governo, sob o comando do equilibrado e aparentemente pacificador ministro da saúde, Luiz Henrique Madentta,  que,   em poucos dias de extrema exposição na mídia,  já demonstrou possuir um  estoque razoável  de  liderança e um latim aprumado  e agradável que pode haver despertado no seu chefe uma espécie de ciúme incontrolável. Apenas reforçando: Vamos Ficar em Casa……..

Covid 19 – como isso vai ficar?

(Vitória de Santo Antão, 23 de março de 2020 – 16:10h) A partir de hoje estou mudando a rotina do blog. O momento exige. Na medida do possível, a porque as coisas estão mudando com a velocidade dos acontecimentos,  estaremos contribuindo com a informação segura. Por voltas 10 horas da manhã de hoje, registramos um panorama do movimento no comercio a partir da Praça Duque de Caxias.

Na tarde de ontem, domingo, dia 22, registramos um panorama do Pátio da Matriz, por volta das 17:40h. Sempre bem movimentado e concorrido nas tardes de domingos, o referido local estava deserto. Algo também ocorrido na noite anterior (sábado), conforme registros do jornalista Márcio Souza.

Também na noite do sábado, dia 21, vídeos circularam na internet dando conta da interferência policial no sentido de “recomendar” os poucos moradores que teimavam permanecer no “Parque da Bela Vista”.

Decretos estaduais e municipais em vigor proíbem o funcionamento de várias atividades – escolas, comércios e etc – excetuando atividades consideradas essenciais. Notas oficiais – que circulam na rádio, carro de som e internet – estimulam as pessoas a não saírem das suas casas.

Em novo pronunciamento, no final da manhã de hoje, o governador Paulo Câmara determinou contratação de novos profissionais de saúde, à proibição de reuniões (aglomeração)  com dez pessoas e à proibição do serviço de mototaxis, algo que contrapõe frontalmente à regra básica de distância regulamentar mínima entre as pessoas.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, segue, assim como o Brasil e o resto mundo, agonizando e ansiosa em busca de respostas. Até o presente momento a pergunta que mais se escuta é: como  isso vai ficar?

COVID – 19: É Tempo de Serenidade!!!

Em meio a esse momento nunca antes imaginado, chegamos numa sexta-feira atípica. Todas as boas e prudentes recomendações apontam na direção do lar. Daqui, da nossa Vitória de Santo Antão – centro do meu mundo -, sigo atento aos movimentos mundo afora,  no que se refere à escala do covid-19 e os seus impactos nas mais diferentes comunidades e segmentos.

Ao circular pelas ruas da nossa cidade, nos últimos dias, observamos no semblante da expressiva maioria das pessoas fisionomias em forma de interrogação. Há, de fato, muito medo e incertezas nas pessoas. No Pátio da Matriz, ontem (19), perguntou-me um ambulante conhecido: “Pilako, tu acha que vou ser proibido de vender minha mercadoria pelas ruas?”. Tranquilizei-o, dizendo: NÃO!! Mas mesmo que ele não seja impedido, como o próprio irá negociar se as ruas seguem  cada dia mais desertas……

Filosoficamente falando, nesse mundo pós-moderno e globalizado, até o nosso instinto mais primário  – sobrevivência  – parece ter ficado em segundo plano. Antes de viver ou morrer, algo natural em qualquer espécie, agora, a preocupação do sujeito é como serão os próximos dias, sem comprar, vender, pagar, receber e etc. Tudo isso se apresenta, principalmente aos mais vulneráveis, como algo muito mais urgente do que o próprio risco da contaminação.

Não obstante as implicações e impasses gigantescos, tais como fechamentos de aeroportos, portos e fronteiras, incapacidade gerencial da rede hospitalar em todos os países, no caso de uma contaminação fora de controle, desabastecimento  e etc  acredito que dentro da cabeça de um bom número de pessoas o pânico, por não conseguir conviver com todas essas incertezas, talvez seja o mais inquietante. Cada cabeça se configura como “um mundo” diferente. Imagino todos nós, sobreviventes, contando tudo isso num futuro não muito distante.  Sairemos mais fortes…….

Momento Cultural: FORÇA ESTRANHA – por Adjane Costa Dutra

Imagino nas imagens espelhadas no tempo e no vento,

forças estranhas a percorrerem o espaço…

Do ar que eu respiro,

Do mar por onde piso…

Imagino imagens soltas e desconexas ao vento.

Imagino as pessoas, do que possam imaginar:

Dos instantes da vida.

Imagino os pensamentos soltos a evolarem como imagens;

simples imagens.

Imagino forças estranhas…

Estranho nas estranhezas e sutilezas dos amores falsos,

dos falsos amigos.

Imagino nas teias de uma rede feita por aranhas.

Imagino a melodia que estou a ouvir.

Imagino todos os meus sonhos soltos, dispersos como simples

castelos de areias.

Imagino o que eu escrevo e a fonte de inspiração que jaz numa

lápide fria dos meus sonhos.

Morreram sepultadamente:

sentimentos, esperanças, amores, dores,

e até a força estranha do que não imagino.

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – pág. 47).

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

A Pandemia provocada pelo COVID-19 (denomidado SARS-CoV-2) é uma realidade no nosso país. A imprensa falada e escrita está, a todo momento, noticiando a incidência de novos casos da doença, ratificando o potencial de disseminação rápida do vírus.

Nesse sentido, com o intuito de preservar a incolumidade de todos e, ainda, considerando o Decreto nº 012/2020, de 16 de março de 2020, baixado pelo Executivo Municipal da Vitória de Santo Antão, informamos que suspenderemos as aulas, a partir de amanhã, 17.03.2020, com previsão de retorno para o dia 31.03.2020.

Para atender a eventuais demandas de urgência, disponibilizamos o nosso telefone fixo: 81.3523.1559 e o celular: 81.9.8811.1559 (também whatsapp). E-mail: atendimento@escolhafamam.com.br

 

DOCE DE BANANA E PAU DE CANELA – por Sosígenes Bittencourt.

De manhãzinha, minha mãe manifesta o desejo de confeccionar um doce de banana. O doce é temperado com pau de canela. Aí, eu me apronto e vou comprá-lo no mercadinho do bairro. Tomo banho, boto perfume, costume antigo. Empertigado, decidido, vou desfilando pelas calçadas, narrando, em solilóquio, tudo que faço.

– Bom dia. Tem pau de canela?

O funcionário vai na frente e eu vou atrás, percorrendo o corredor de gôndolas.

– Quanto é o saquinho?

– Oitenta centavos, professor.

– Dê-me dois. (Relembrando que não se inicia frase com pronome oblíquo)
Dirijo-me ao balcão de frios e pergunto a um determinado cidadão: – O nome disso é pau de canela ou canela em pau?

Risadagem geral.

No momento da manufatura desta narração, o doce já está pronto, e a casa incendiada do aroma da guloseima, poética de ternura.

Feliz de quem pode desfrutar do tempo para escrever ou saborear uma leitura no mundo tão amargo e sem ternura que estamos vivendo.

Adocicado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Tempo Voa Documento – PERCALÇOS E IDEALISMO – Luis Nascimento.

Revirando meus arquivos encontrei um “desabafo” de senhor Luis Nascimento,  em artigo escrito para a Revista do Instituto Histórico,  por ocasião das comemorações do Centenário da Imprensa local (1866 – 1966),  que bem reflete o sentimento daqueles que fizeram e faz imprensa na nossa Vitória de Santo Antão. Vale a apena ler:

PERCALÇOS E IDEALISMO

A imprensa vitoriense sofreu, desde 1866, todos os percalços, dificuldades e inglórias inerentes à espécie. Viveram seus periodistas, por outro lado, os momentos culminantes da criação do jornal e da enunciação de ideias e programas, junto ao desejo de ser útil a comunidade, de consertar os erros do mundo e apontar os caminhos certos.

Continuaram eles, neste século, a amar e a sofrer, teimosamente, jungidos a um ideal, à missão de informar, de aparecer, de transmitir um pensamento, um verso, uma página literária.

Ultrapassou a casa dos trinta o número de publicações da grande família da imprensa dadas à circulação, de 1866 a 1899, na Vitória de Santo Antão. No cômputo geral dos cem anos hoje completados, subiram a mais de 170, de todos os gêneros, de vida intensa ou efêmera, fazendo surgir jornalista a granel, muitos deles perdendo o título rapidamente, outros altanando-se no conceito da imprensa regional ou nacional.

Esta terra de tantas tradições históricas tem, indubitavelmente, a primazia da imprensa no interior do Estado, uma primazia que honra Pernambuco, do mesmo modo que a imprensa de Pernambuco honra o Brasil.

Luis Nascimento
Originalmente publicado na REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – 1968.

Momento Cultural: A Vida e as Fantasias – Stephen Beltrão.

A vida é cheia de fantasias, ilusões,

mistérios e realizações!

O plano nosso de cada dia é a receita

da paz,

da felicidade, do amor e do prazer…

As fantasias não sobrevivem sem as ilusões.

O sonho de cada noite é a procura das fantasias,

das miragens

e das realizações diárias,

alimentadas pelos planos e pelas ilusões.

Por fim,

tudo é a vida.

Coronavirus: a população da Vitória está colaborando…….

Como diz o velho ditado popular: “com um olho no padre e outro na missa”, ou seja, ligado nas últimas notícias internacionais e nacionais sobre a pandemia do coronavirus,  na qual somos todos parte do problema e da solução, hoje pela manhã, na nossa aldeia que se chama Vitória de Santo Antão pude sentir “in loco” que a população, de maneira geral, está atenta às recomendações das autoridades sanitárias.

Vale salientar que por mais que sejamos prudentes, a vida segue e os compromissos nem sempre podem ser adiados, principalmente os financeiros, muitas vezes acertados e combinados previamente. Pois bem, quem é da nossa cidade e circula com frequência no comercio,  sabe muito bem do “calvário” que é realização de  uma operação financeira nos caixas das  agências bancárias locais, sobretudo no Bradesco.

Nesse contexto, porém, no dia de hoje, tinha um desses compromissos para cumprir, justamente na referida agência. Preparado e munido de uma dose a mais de paciência resolvi chegar logo no inicio do expediente. Cinco minutos antes da abertura da agência, para minha surpresa, já me posicionei numa fila relativamente diminuta.

Já dentro do estabelecimento bancário, às 10:04h,  me apossei da senha 0012. Para meu espanto, às 10:12h, já havia resolvido minha demanda. Apenas 8 minutos de espera. Algo nunca antes imaginável. Já houve ocasião em que oito minutos eu passei, apenas, para cruzar a porta giratória.

Sem querer adentrar na qualidade e preocupação que a referida agência tem com a rotina dos seus atendimentos, apenas relato esse fato para ilustrar o momento atípico que a nossa aldeia está vivenciando,  por conta dos efeitos colaterais do caos mundial que atende pelo nome de coronavirus.