
Jornalista Marcus Prado, ladeado pelo escritor Gilberto Freyre e pelo pintor pernambucano, radicado em Paris, Cícero Dias. Ano não registrado.


Jornalista Marcus Prado, ladeado pelo escritor Gilberto Freyre e pelo pintor pernambucano, radicado em Paris, Cícero Dias. Ano não registrado.

Foi aqui que pediram cremosidade? Receba.
A Pitú Batidinha Maracujá é cremosa e traz o sabor especial da fruta.
Quem mais tá pronto pra essa cremosa? Vem na batida.


Na noite do domingo (22), nossas lentes registraram a passagem do “Carnaval do Sport” pelo Pátio da Matriz. Animados pelo Trio Pileque e pelo artistas antonese Nildo Ventura, a os torcedores do Sport Clube do Recife comemoraram mais um título estadual. Na ocasião, registramos, em vídeo, um pouco da comemoração.


Promovida por uma instituição religiosa, localizada na comunidade de Terra Preta, aqui em Vitória, aconteceu a 2º Corrida Viva Esporte Run. com distância de pouco mais de 5km, o percurso contemplou os bairros de Águas Branca e Cajá. Na qualidade atleta, marquei presença, para celebrar mais uma manhã de domingo correndo…



Novembro de 1972.
Naquele mês e ano, a ditadura conseguiu prender Foedes dos Santos, o principal líder do PCdoB no Espírito Santo.
A prisão deste militante significou o desmantelamento do partido no estado. Isto porque Foedes não aguentou as sessões de tortura e passou a negociar com os militares a entrega dos seus companheiros de partido.
Após as suas delações, prisões e mortes ocorreram em série no ES.
Foi neste contexto de traições e emboscadas que a jovem Míriam Leitão, grávida, de apenas 19 anos, caiu nas mãos do horror.
Míriam e o ex-marido Marcelo Netto seguiam para a Praia do Canto, em Vitória/ES, em uma manhã de domingo.
Inesperadamente, foram abordados por uma Veraneio, sem identificação, sendo conduzidos na mira de metralhadoras para o quartel do Exército de Vila Velha/ES.
Ali, a jornalista viveria os piores dias de sua vida.
Tapas, chutes, golpes que abriram a sua cabeça, deixando o sangue coagulado na nuca, o constrangimento de ficar nua na frente de dez soldados, a obrigação de deitar com um militar, as horas intermináveis de interrogatórios aos gritos, na presença de cães, simulações de fuzilamento e a ameaça permanente da morte.
A atitude mais sórdida, covarde e sádica, porém, foi quando a deixaram trancada em uma sala completamente escura, sozinha, nua, com uma jiboia.
Míriam não conseguia ver nada.
Lembrou, então, que a cobra é atraída pelo movimento, passando a ficar estática, mal respirando, tremendo naqueles momentos de pavor.
A ditadura tentou aniquilar Míriam Leitão, mas não conseguiu.
O seu filho nasceu saudável e, 42 anos depois, ela deu a seguinte declaração:
“Minha vingança foi sobreviver e vencer”.
Obviamente que a ditadura foi implacável com os homens.
Mas a repressão foi mais cruel com as mulheres, já que as torturas sempre incluíam sevícias sexuais.
No próximo dia 31 de março, pelo quarto ano consecutivo, estaremos realizando um ato, desta vez, na Faculdade de Direito, em rechaço ao golpe de 1964 e neste ano com foco na violência sofrida pelas mulheres.
Todos vocês estão convidados.
A quem interessar, recomendo o livro “A Misoginia na Ditadura”, de Renata Santa Cruz.
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Dias atrás, por ocasião de um sepultamento de uma pessoa próxima, estive no nosso Cemitério São Sebastião, que foi inaugurado em 09 de maio 1875. Aliás, quando inaugurado, apenas se chamava “Cemitério Público”.
Pois bem, nessa ocasião, bati um papo com o funcionário Waldemiro José da Silva, conhecidíssimo por “Miro”. Ele, hoje, com mais de 8o anos, labuta no espaço (cemitério) há mais de seis décadas.
Entre tantas trocas de informações sobre o nosso “campo santo”, expressão usada pelo eminente historiador antonense José Aragão, para se referir ao nosso cemitério, contou-me o Miro que certa vez recebeu a incumbência do então prefeito Barreto para fixar uma placa na lateral da antiga entrada principal.
Em ato contínuo, disse-me ele que no intervalo de tempo entre a ordem do prefeito, para fixar a placa, e o término do serviço, recebeu a notícia do falecimento do prefeito Barreto. Veja o vídeo.
Miro é uma verdadeira “biblioteca de informações” sobre o nosso Cemitério São Sebastião.

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Sou figura noturnal, viajante do ocaso, sonhador como o crepúsculo vespertino, morto de saudade como o final. De olhos vendados, conheço o cheiro dos bairros, dos becos, do meio do mato de minha cidade natal. O cheiro de fumaça, de mingau, de chuva. Sou todo olfato e lembrança. Conheço os trejeitos do meu lugar, os cabelos perfumados, os enxerimentos, o flerte e o gozo. Minha cidade é todinha uma mulher. Chamar-se-ia Vitória das Marias, Maria das Vitórias, tal como é.
Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Saio para passear, impregnado dos prazeres noturnos, das eras do meu tempo, que me viciam e me saciam. Minha cidade muda todo dia, mas não muda o meu sentimento, o fascínio elaborado pela memória, como quem ama o que odeia e odeia o que ama, num jogo de perde e ganha.
Anoitece em Vitória. Sobretudo, anoiteço em Vitória. Enlouqueço em Vitória. Porque ninguém entende o que em nós nem conseguimos explicar. Vitória, meu berço e minha tumba. Minha alma noctívaga vai enredando sua história. O acaso me espreita, a surpresa me seduz, sua bruma, sua luz. Alucinações e desejos, rimas em ‘ina’, adrenalina, serotonina, dopamina. Ah! Vitória, dos meus idos e vindas de menino, minha menina!
Obs: Quando fiz a poesia, o gentílico antonense ainda não havia.
Sosígenes Bittencourt


Visita do então Governador Eraldo Gueiros – inauguração da serviço de abastecimento de água na nossa cidade, por ocasião das festividades do dia 3 de agosto de 1973. No registro, então prefeito Barreto.

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No ano de 1868, quando, na Corte do 2º Império, apareceram os bondes, nasceu Eurico Xavier de Brito, que conquistou, na mocidade, a vitória pacifica de ser um dos maiores zoólogos brasileiros. Pobre, iniciou e completou seus estudos, nas ciências naturais, conta um biógrafo, sob a proteção do barão de Capanema, o eminente mineiro que dirigiu o telégrafo nacional, até o dia em que desapareceu o governo da coroa bragantina.
Espirito Liberal, e republicano, Xavier de Brito, ao lado de Lopes Trovão, de Brício Filho, e de outros, batalhou, com ardor, pela extinção da escravatura negra e quando veio a República, ele estava na linha dos vanguardeiros do regime democrático. Desencadeada, em 1893, a revolta da armada, chefiada por Custódio José de Melo, e organizada a resistência de Floriano, servia, esse jovem, carioca, de 14 anos de idade, num cargo de confiança do governo. Era o secretário, informa um historiador, do Coronel Valadão, o chefe de polícia. Mereceu, pelos relevantes serviços prestados à legalidade, o posto de tenente honorário do exército nacional.
Dedicou-se, também, no magistério, ensinando a ler, com humildade, os soldados e os presos da Casa de Correção. Ocupou, durante algum tempo, narra o autor do Galeria Nacional, a direção técnica do jardim zoológico , do Rio, deixando-a, ostensivamente, quando o barão do Drumond inventou, naquele logradouro, o célebre “jogo do bicho” que se enraizou na alma e no coração do povo, transformando-se, com o andar do tempo, numa instituição famosa e nacional. Dirigiu a secretaria do Museu Nacional, onde realizou, no domínio da história natural, e especialmente sobre zoologia, brilhantes conferências.
Conta-se que, à semelhança do sábio Frei Leandro do Sacramento, dava lições ao ar livre, à sobra das árvores. Durante os anos em que exerceu a cátedra, escreveu, constantemente, na imprensa do Rio, versando, com sabedoria, assuntos de sua especialidade, deixando, dizem biógrafos, obras inéditas, de acentuado valor cientifico, contando-se, entre essas, aquela que se refere à “Vida e linguagem dos peixes”. Gostava de escrever em estilo humorístico, e e redigiu O Cadête, deliciosa revista, cheia de graça e de ironia.
Morreu moço, no dia 3 de abril de 1903, aos 35 anos de idade. Não conheceu a velhice. Amou a vida e a natureza. E se não falou aos peixes, como Santo Antônio, conseguiu entende-los. Às vezes, em vez de entender os homens, é muito mais interessante entender os animais…
Xavier de Brito, nesse particular, foi um benemérito.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.

“Se você se surpreende com a existência de homens desonestos, você é um tolo. A desonestidade é uma erva daninha que cresce onde há homens. O milagre é você permanecer reto em meio ao matagal.” – Marco Aurélio
Por isso, reafirmo, ad aeternum: A mulher é um animal melhor do que o homem. Tanto que, quando não presta, é um homem escritinho.
Sosígenes Bittencourt


Na condição de candidato a presidente da República, Juscelino Kubitscheck, (Diamantina MG 12.9.1902- Resende -RJ 22.8.1976), esteve em Vitória de Santo Antão. Almoçou na residência do então prefeito José Joaquim da Silva,(1955-1959), segundo mandato, o primeiro foi de 1947 a 1951, no sobrado da rua Primitivo de Miranda. No exercício da presidência cumpriu promessa de quando candidato, disponibilizando verbas para a construção da Maternidade da Vitória.
Médico, Juscelino Kubitscheck foi o construtor de Brasília. O lema de sua administração foi “50 anos em 5” é uma criação do redator dos seus discursos, o escritor Augusto Frederico Schmidt.
Nos cinco anos na presidência só se ausentou do país quatro vezes: visitou o Panamá, Argentina, Uruguai e Chile.
Quando iniciou seu governo, o Brasil contava com cerca de 60 milhões de habitantes.
Foi eleito com três milhões de votos. Assumiu aos 54 anos de idade.
Período de governo: 31.1.1956 a 31.1.1961.( cinco anos).
LEITURA É MEMÓRIA


A 5ª Corrida e Caminhada da Vitória está chegando!
E durante o evento teremos o sorteio de 2 relógios Garmin Forerunner 55, da Garmin, uma das maiores referências em tecnologia para corrida.
🎁 Serão dois ganhadores:
* 1 relógio entre os grupos inscritos
* 1 relógio para inscrição individual
Isso só a Corrida da Vitória faz, para valorizar ainda mais os atletas e participantes do evento.
📍 Vitória de Santo Antão – PE
Garanta já sua inscrição e venha fazer parte dessa grande festa da corrida!
Para mais informações: 9.9198.0437
Brasil, País do Futuro é um livro, de 1941, do autor austríaco Stefan Zweig, que retrata o Brasil como uma nação promissora e pacífica, apavorado com o nazismo alemão. A decepção foi tão grande que se suicidou com a esposa, um ano depois, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Outrossim, se quebra o cimento do túmulo e anda pela noite, se mata outra vez.
Sosígenes Bittencourt



Conforme anunciado, aconteceu na tarde do sábado (14), no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, a Sessão Solene de Posse da Nova Diretoria da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Na ocasião, além de apresentações culturais e homenagens, os convidados acompanharam o anuncio dos membros da nova diretoria, para o biênio 2026/2028.
No discurso de posse da nova presidente, acadêmica Christienne Marie Barnabé dos Santos Cavalcanti, carregado de emoção e entusiasmo, a mesma realçou a importância da instituição, nos mais de 20 anos de atuação e, com os olhos voltados para o futuro, prometeu fortalecer e ampliar a interação da entidade com a sociedade.
Ao final, um coquetel foi servido aos presentes com o tradicional corte do bolo, para celebrar mais uma passagem importante da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.


Por ocasião da passagem do centenário de nascimento de “Seu” Elmo, ocorrido no sábado, 14 de março de 2026, produzimos um conteúdo para nosso singular projeto Corrida Com História.
A figura de Elmo Cândido Carneiro, falecido em 2016, traduz, na sua plenitude, aquilo que chamamos de responsabilidade social. Chefe de família amado, religioso fervoroso e devotado ao trabalho, “Seu” foi um antonense, com sua sensibilidade, que procurou viver servindo coletivamente. Seu nome será sempre lembrado como uma pessoa vinculada às boas causas da humanidade.

Nesse contexto, seus familiares, em forma de placa e carregada de sentimento, produziram uma bonita homenagem que encontra-se fixada em uma das paredes da residência da viúva, “Dona” Vitorinha Ferrer, como é carinhosamente chamada.
Portanto, com uma postagem do “Corrida Com História”, também deixamos, aqui, grafado essa celebração, na direção desse grande antonense – Elmo Cândido Carneiro.
Veja o vídeo:
https://www.youtube.com/shorts/BHkEiQiY8zQ
