DIREITOS HUMANOS APRESENTA RELATÓRIO NA COMISSÃO DE DIREITOS DOS IDOSOS DA OAB

Na tarde do dia 26/03 a Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos da Ordem dos Advogados em Pernambuco, recebeu relatório, dos últimos quatro anos de atividades do Escritório Vitoriense dos Direitos Humanos em defesa dos idosos e pessoas com necessidades especiais na cidade de Vitória de Santo Antão e região.

A Douta Comissão de defesa dos Idosos presidida pelo Dr. José Maria Silva, juntamente com colegas da comissão, receberam em audiência o ouvidor Wilson Brito e o diretor social Sr. Severino Manoel dos Santos, que fizeram na ocasião uma explanação das atividades dos Direitos Humanos no município da Vitória. A falta de recursos, as barreiras, dificuldades e a indiferença da sociedade, não impediram uma efetiva parceria com o Governo do Estado (Secretaria de Justiça e Direitos Humanos), prefeitura da Vitória, Secretaria de Ação Social e Secretaria de Defesa Social e Segurança Cidadã, Poder Legislativo do município, entidades não governamentais e Ministério Público Estadual.

Resultado das Conquistas nos últimos quatro anos: Padronização e acessibilidade dos idosos nos ônibus urbanos da zona rural, implantação da ouvidoria, estruturação do grupo de trabalho, para aprimorar as leis municipais para concessão de direitos aos idosos, deficientes, gestantes e estudantes. Fiscalização educativa nos ônibus, agências bancárias e casas lotéricas.

A Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos da OAB-PE, pretende acompanhar o exitoso trabalho desenvolvido na grande Vitória, sobretudo a parceria Governo e Sociedade Civil Organizada. Segundo os estudos contidos no relatório, faltou sensibilidade aos gestores municipais, das administrações passadas, para criar uma secretaria municipal de transportes, como também o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Idosos.

Com a ausência desses órgãos, sem políticas públicas para esses segmentos vulneráveis, aumentou consideravelmente a violência, a impunidade e a violação de direitos contra os idosos e deficientes, aumentando dessa forma as denúncias e reclamações, contra a omissão do Estado.

A Câmara de Vereadores, através de requerimento do vereador Lourinaldo Júnior aprovou votos de aplausos a presidência e demais diretores, dos Direitos Humanos da Vitória, pelos relevantes serviços prestados.

A Anistia Internacional no Brasil, também parabenizou a brilhante iniciativa do Defensor da Liberdade  em Vitória de Santo Antão.

Assessoria de Imprensa.

Momento Cultural: Ao som dos Clarins – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Uma batalha????

De um lado homens da palha

Rosa na boca

Óculos escuros

Fardão ricamente bordado

Entorpecido de cachaça

Caminhando sob sol escaldante

Repique de chocalhos

Desfilando sua majestada em lanças

Na batida de um baque virado

 

Do outro lado

Um exército de séquitos

Roupa de mescla

Lanço vermelho no pescoço

Sandália de couro

Bacamartes em punho

8 polegadas na cintura

Armados até os dentes

Ao som de oito baixos

Zabumba e triângulo

Repicando ao pé de uma serra

 

Descendo o morro,

Um grupo de caboclinhos

Com seus penachos coloridos

Pés descalços

Estalos de arcos

Num batuque ensurdecedor

 

Negros cantam

As som dos tambores silenciosos (???)

Evocando ancestrais africanos

Afoxés mágicos

Entidades desconhecidas

 

A cavalaria avança

Cavalos marinhos, caluas e ursos

Papangus gritando

Repique de Castanholas?

A La ursa quer dinheiro

Quem não der é pirangueiro

Um galo gigante canta a beira do rio

Acordando menestréis e boêmios

Rebuscando amores perdidos

 

O som dos clarins

Inunda essa magia

Buscando uma energia

Não se sabe de onde

Exaltando toda a paixão e “frevor”

 

Esse “Frevor”

Espora afiada sobre a tristeza

Batuque incansável

Sob um corpo cansado

Entretanto incontrolável

Sem conseguir segurar

Arrastando multidões

Cegas levadas por um instinto

 

É a Síntese da alma

De um povo que acredita

Que a cultura supera barreiras

Vencendo toda e qualquer batalha

 

É Pernambuco no coração

Um Brasil inundado de emoção

Nessa batalha cultural

Oh quarta-feira ingrata,

É carnaval…

 

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 22 e 23).

Tempo Voa: 5º Festival do Vinho (1984)

Registro fotográfico do V Festival do Vinho, realizado em 1984, promovido pelo Lions Club da Vitória. Da esquerda para a direita: Laercio, Fernando Dantas, José Luis Freitas, Milton Bandeira, Vandir Lira, Membro da família do vinho Carreteiro (azul), Roberto Sotero, Zito Mariano, Carlos Breckenfeld, Jarbas Lemos, José Luiz Ferrer e Carlos Peres. Agachados: Rubens de Deus e Célio Meira.

Fragmentos – Sosígenes Bittencourt.

*Não há nada mais eterno do que o passado, pela impossibilidade de modificá-lo.

*Vejo poesia em tudo. Por isso, ando pela calçada.

*Somos excelência em ciência e tecnologia, mas pobres em sabedoria.

*Há amores acidentais e amizades essenciais.

*Ando à procura de um “talvez”, e talvez você seja o meu “onde”

*Não há maior distração do que ser humano.

*Ninguém pensa nem age para ter paixão, mas pensa e age porque tem paixão.

*Vivo estudando. Quando não tenho o que fazer, estudo.

*Leio desde quando não sabia ler e escrevo desde quando não sabia escrever.

*Todo homem crê no limite de sua fé e descrê no limite de sua descrença.

*Forte não é quem bate, mas quem defende.

*Rico não é quem tem, mas quem ajuda.

*Inteligente não é quem humilha, mas quem ensina.

Sosígenes Bittencourt

Por conta dos comerciantes caçadores, nossa vizinha cidade, hoje, se chama POMBOS.

Na Vitória de Santo Antão de antigamente, segundo os livros que contam nossa história, a então “Rua da Lagoa do Barro” – hoje Praça Duque de Caxias – tinha muita lama e camaleão. Os cavalos dos matutos,  carregados com mercadorias, vindo das diversas partes da Zona Rural, não raro, trafegavam enfiando as patas  (até o meio) nas vias lamacentas. Nessa época o comércio da Vitória funcionava aos domingos até às 9h.

Costumava-se nas folgas dominicais, homens de negócio e pessoas de posses financeiras,  “matar” o tempo nas matas,  se divertindo com suas espingardas. Carregadas nos ombros em busca dos alvos em movimentos, os “caçadores”, por assim dizer, se deslocavam para o lado poente da cidade no qual havia grande quantidade pombos bravos (asa branca).

Na segunda-feira, sem fregueses no comércio e com tempo de sobra, nas calçadas dos estabelecimentos, as aventuras e as peripécias eram contadas como vitorias aos amigos comerciantes,  que não puderam comparecer na empreitada prazerosa. Ao serrem questionados, falavam com galhardia: “foi um verdadeiro são joão nos pombos”.

Eis ai, portanto, o motivo pelo qual a nossa cidade vizinha, que um dia foi distrito da Vitória de Santo Antão, ficou catalogada por POMBOS. Hoje, porém, certamente poucas pessoas de lá saibam exatamente o motivo pelo qual são pomboenses de nascimento.

Nossos três poderes: tem harmonia de mais e independência de menos!!

Com a decisão de ontem (26), no TRF-4, o ex-presidente Lula torna-se, perante a o jogo eleitoral,  um candidato ficha-suja, ou seja: INELEGÍVEL. Evidentemente que,  diante de tantos “arrumadinhos” do Supremo Tribunal Federal e do Supremo Tribunal Eleitoral, o mesmo possa vir até ser eleito na próxima eleição e torna-se presidente do Brasil,  mais uma vez.

Diante de toda essa balbúrdia jurídica/política, desencontros nocivos à democracia e desesperança da população nas instituições, encontra-se o STF –  classificado pelo próprio condenado aludido, como  uma corte “acovardada”. Paralelo a tudo isso – em compasso de espera –  encontra-se o “mundo político”, isso porque daqui a seis meses teremos eleições gerais e todo processo encontra-se “embolado”, por conta das candidaturas e coligações.

Na concepção do estado moderno, proposto pelo francês iluminista Charle Montesquieu, que o dividiu em três – executivo, legislativo e judiciário –,  na intenção do equilíbrio, na condução dos interesses soberano do povo, os mesmos deveriam ser “harmônicos e independentes” entre si.

O eminente Rui Barbosa, certa vez disse que a pior ditadura é a do Poder Judiciário, pois, contra ela não há a quem recorrer. Na minha modesta opinião, estamos vivenciando um momento histórico de esgotamento desse sistema de presidencialismo de coalizão. Existe harmonia de mais e independência de menos. Acho que passou da hora de ver  quem é quem nessa grande festa…….

1ª Baile da Família – Orquestra Popular Multicultural

 

Na organização do 1ª Baile da Família, que será realizado no Clube dos Motoristas, no dia 12 de maio (22h), encontra-se o amigo Maestro Freire. Com repertório variado, desde o sertanejo dos anos 80 ao bolero, passado por clássicos de Luiz Gonzaga e da jovem guarda a Orquestra Popular Multicultural será a atração da festa. As “mesas” poderão ser adquiridas pelos fones 9.8852.2597 e 9.8471.9198.

Momento Cultural: QUANDO A VITÓRIA SORRI – por Antonieta Varela

Caminhei por estradas
de auroras e de ocasos.
Dissipei trevas e fiz
brilhar a luz.
Colhi o meu passado
gota a gota, sem travo de amargor.
E agora, se junto o hoje meu
com o meu outrora,
e, se há cantos de amor em meu viver
no acontecer de minha octogésima data,
pressinto,
nesse passar dos anos,
a vitória sorri nos dias meus.

Antonieta Varela
(dedicado ao Prof. José Aragão, na celebração dos seus 80 anos).
Extraído do livro JOSÉ ARAGÃO – PERFIL DE UM EDUCADOR

Momento Grau Técnico Vitória.

 

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Zoológico do Alto do Reservatório: uma boa memória dos santonenses!!

Não obstante ser um blogueiro, que por oficio deveria ser totalmente ligado e adaptado às novas ferramentas sociais disponíveis, confesso, que ainda não consegui abrir espaço para que as mesmas assumam o “controle da minha vida”, tal qual ocorre, hoje,  com a maioria das pessoas, mesmo àquelas que possuem mais primaveras. É só uma questão de entendimento……nada contra!!!

Pois bem, eis que, de uns dias pra cá, venho observando os registros fotográficos do meu “amigo do face”, Josebias Bandeira de Oliveira. Simplesmente: extraordinários!!! Dentre tantas fotos postadas, na sua página, uma trás duas crianças (Dryton e Dayse Bandeira) brincando no Alto do Reservatório, no Parque Melo Verçosa – local que funcionou nosso zoológico.

Na referida postagem tem escrito:

Vitória De Santo Antão!
Sua história, sua glória e seu passado!
No Túnel do Tempo. . .
Parque, no Jardim Zoológico
“Alto do Reservatório”.
Palco de muita alegria e diversão,de todas as crianças vitorienses! Quantos de nós não fomos embalados neste “burrica”? Os passeios com nossas escolas . . . Especialmente no Dia das Crianças!
Recordo cada recanto…
Os animais, os pipoqueiros, o vendedor de algodão doce de doce japonês.
“Saudades da infância de nossa terra tão querida”

Com efeito, várias pessoas que se identificaram “desenterraram” das suas memórias outras inúmeras situações vividas, naquele pedaço de chão  santonense. Algo muito positivo, naquilo que chamamos de preservação da memória e do sentimento de pertencimento. Parabéns para Josebias Bandeira de Oliveira.

Prêmio Pedro Ferrer de Cultura – por Pedro Ferrer.

Os cães ladram e a caravana passa…

Passados dez dias da entrega do Prêmio Pedro Ferrer de Cultura na sua primeira edição. Gostaria de tecer algumas considerações.

Primeiro, que, o prêmio leva meu nome por sugestão de seu idealizador o professor Claudemir Coelho. Como falei no meu discurso de agradecimento, torno a repetir, sinto-me lisonjeado, bastante lisonjeado, ao ver o meu nome sendo utilizado em tão nobre causa. Existem pessoas que revestidas por uma falsa modesta, ou até mesmo por não reconhecer-se dentro de sua área de influência, questionaram a escolha do nome como se eu estivesse com isso querendo me promover. Ora, com quase 80 anos de vida isso não é mais prioridade para mim, no entanto, reafirmo: AS HOMENAGENS DEVEM SER FEITAS AINDA EM VIDA!!

E eu contribui ao longo de minha vida, e ainda contribuo muito para à educação e cultura de um modo em geral. Da presidência do Conselho Federal de Biologia à Criação e presidência da ADUFEPE (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco) de onde fui professor, Da co-fundação da Faculdade de professores da Vitória ao Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão, foram “muitas emoções”, como cantou Roberto Carlos. Olho para o meu passado e admiro a vida que soube fazer. Sim, qualquer um com a condição privilegiada que tive poderia fazer, mas há tantos que têm, por que não fazem? Não sou o supra sumo das artes em Vitória, sei que existem pessoas tão bem mais preparadas, envolvidas e engajadas nesta luta quanto eu. A questão não é sobre ter e sim sobre ser. Mas nessa vida nós estamos, nunca somos.
A repercussão em tono do evento foi muito positiva, para quem colocou em cheque a escolha dos homenageados solicito encarecidamente que olhe para alguma foto em que conste os 12 escolhidos e avalie bem, longe de falsas amarras. Desafio aos críticos de plantão, olhar em cada um deles e não ver a ”cara” do povo da Vitória, “De uma gente que rir quando deve chorar e não vive apenas aguenta…” a face de quem realmente faz a cidade.

Enfim, ninguém pode negar que diante do trabalho desenvolvido pelo grupo que está à frente do Instituto Histórico não tenhamos propriedade para escolher os homenageados/as. Se bem, que, por falta de atenção ou por mau caratismo mesmo, muitos não entenderam que a proposta é que o prêmio torne-se uma celebração anual, logo, quem eventualmente não tenha sido agraciado neste ano poderá ser nos próximos. Até porque só será escolhida uma pessoa e/ou Instituição por categoria. No mais, com a certeza de que não se pode agradar a Gregos e Troianos despeço-me grato e preparado para a luta que não é fácil, mas torna-se necessária quando temos um ideal.

Professor Pedro Ferrer

Lembrança do eterno Mestre Mário Bezerra…

Nossa página não poderia deixar de lembrar para todos os/as Antonenses, como fez o amigo Guilherme Pajé, que hoje (24) era o aniversário de nascimento do excelentíssimo professor Mário Bezerra, exímio educador a quem a História da educação em Vitória jamais esquecerá. Onde esteja, que esteja em paz professor. “Descanse o seu leito na floresta dos homens esquecida e escrevam à sombra de uma árvore, foi professor, sonhou e amou na vida.”

Instituto Histórico e Geográfico da Vitória.