




De Millôr Fernandes: Quando Deus criou o homem, os animais não caíram na risada por questão de respeito.
De Sêneca: Tão idiota é crer em tudo, como não crer em nada.
De Guimarães Rosa: Viver é muito perigoso.
De José Simão: Terceira Idade é quando a gente bota os óculos para ouvir o rádio.
De La Rochefoucauld: A paixão tem intervalos, mas a vaidade nunca nos deixa descansar.
De Coco Chanel: Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt


A natureza fala, em silêncio. Por isso, é preciso silêncio, para decifrar sua mensagem.
Sosígenes Bittencourt


Empreendendo viagem, de Vitória de Santo Antão a Tabira, desbravando o Sertão Pernambucano, a visitar Alvaneide Leite de Melo, descendente da Tribo Fulni-ô, de Águas Belas – ela, crendo-me um Cacique, e eu, caprichando pra pagé.
Somos todos índios!
Sosígenes Bittencourt


De Blaise Pascal: A maior carência do homem é poder fazer tão pouco por aqueles que ama.
De Ariano Suassuna: Eu não fico impressionado quando um avião cai, fico impressionado como é que ele sobe.
De Hermann Hesse: Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Eu o ajudarei a tornar visível seu próprio mundo.
De Bernard Shaw: Ninguém faz fofoca sobre as virtudes alheias.
De Domenico de Masi: Quando o trabalho é executado com a cabeça, vai sempre com você.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt


De madrugada, choveu lá longe. A chuva, em cima do calor escaldante, gerou raios. Um deles acendeu o meu celular, plugado na tomada, e fez menção de ligar o meu ar-condicionado.
Parecia o prelúdio do Fim do Mundo, a alvorada do Apocalipse. Genocídios pelo Poder, Tráfico de Drogas, Liberticídios, Pecados Capitais. Até os ateus envergam-se, diante de tão incógnita Grandeza, e apelam pela existência de Deus
Sosígenes Bittencourt

Esta é uma relíquia que não negocio por muita grana. É um frasco de Nescafé, bordado a pincel por minha tia Silonita e presenteado a minha mãe. A razão de não usá-lo ou negociá-lo é uma exigência de minha genitora, que minha tia Ricardina, ainda lúcida, poderá asseverar. Mamãe não queria que mexessem neste frasco, nem para colocar comida na geladeira.
É reverência, é memória, é relíquia e um tchau para o Mal de Alzheimer.
Sosígenes Bittencourt






No dia da Revolta de 1817, quando Pernambuco virou País, quem mais celebrou e honrou a Data Magna foi o Sport Club do Recife, ali no Piauí. Entre altos e baixos, a trinca de corredores pernambucanos parecia a façanha dos heróis da Terra dos Altos Coqueiros, que mandaram os exploradores lusitanos se mancar.
Vingaram o Náutico, que não teve fôlego para emparelhar com o River (quer Plate ou não Plate), velocistas do mesmo lugar.
Viva o Sport! Viva Pernambuco! Salve Cruz Cabugá!
Sosígenes Bittencourt


Dilma deve ter aprendido, depois do seu discurso hilário sobre o aedes aegypti, que o feminino de mosquito não é mosquita, pois trata-se de um substantivo epiceno. Ou seja, ele não sofre alteração morfológica na designação de gênero: masculino e feminino. Quer dizer, para você se referir à mulher do mosquito, você terá que acrescentar a palavra fêmea. O mosquito macho e o mosquito fêmea.
Agora, imagine se você usa o artigo a, antes do nome próprio da presidenta, no exemplo que vou citar. Ao invés de você dizer “a mosquita de Dilma”, que seria referir-se ao seu erro de Português, você dissesse a “mosquita da Dilma”, passando a chamar a presidenta de mosquita.
Docente abraço!
Sosígenes Bittencourt


Nunca mais, eu vi Kayse Arruda.
Kayse era uma belezura. Meiga, pura mulher nos trejeitos, no olhar, ar de aventura.
Nunca mais, eu vi Kayse Arruda. Até já escalei o Alto Dr. José Leal, a perguntar, posto que foi a derradeira vez onde a vi, à sua procura.
Lembro-me de tê-la tirado para dançar – ela de saia – e o motivo era a moda Me dê Motivo na execução de Tim Maia. Nunca mais vi fêmea tão feminina, vereda de saudade, ao viajar para Santa Catarina.
A vontade que dá é enguiçar esses brasis, repoltreado em avião alado, sobre rios, florestas e montanhas, margeando a grinalda dos oceanos, para ver menina tão mulher, beleza tão feminina.
Sosígenes Bittencourt


De Luís da Câmara Cascudo: Casei-me com uma mulher com nome de flor, flor sem espinhos: Dáhlia.
De Millôr Fernandes: A vida pode me fazer desgraçado, não infeliz.
De Mário Lago: Eu fiz um acordo pacífico com o tempo: nem eu o persigo, nem ele me persegue; um dia, a gente se encontra.
De Milton Friedman Não há excesso de liberdade quando exercida com responsabilidade.
De Bertolt Brecht: O que é um assalto a um banco, comparado com a fundação de um banco?
De Mauro Mota: Quem morre em Recife, engana a morte.
Sosígenes Bittencourt


A lua pousa no céu, alva lamparina no teatro da noite, deusa de sonhos, maviosa como um acorde de violino, lua que me berçava no colo de minha mãe no tempo de eu menino.
Sosígenes Bittencourt



Conheci Paulo, filho de Zuca da Xerox, em 1987, quando comecei a publicar minha Revista Fragmentos, cuja seleção de frases era fotocopiada em sua lojinha, na Rua XV de Novembro, próxima à Sorveteria Peixe.
A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos. Contudo, uma vez vivos no mundo, não tem mais jeito, o jeito que tem é viver.
Agora, amigo Paulo de Zuca, és detentor de um segredo só a ti revelado. Um dia, fostes como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Até breve! Requiescat in pace!
Sosígenes Bittencourt


Acabaram de furtar o busto de bronze do dramaturgo Nelson Rodrigues, no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro – o maior celeiro de bandoleiro do terreiro brasileiro.
Nelson era dramático até a medula, de linguagem nua e crua. Nascido em Recife, faleceu no Rio; antes, Cidade Maravilhosa; hoje, a mais perigosa.
Seu drama mais saliente é “A vida como ela é.” E terminou sendo, como previra. Ou seja, tal como é. Seu busto fora forjado em 45 quilos de bronze. Cercado por ladrões de baixo calão, roubaram-lhe o galardão. Nem sei o que escreveria sobre tamanha baixaria em sua máquina de datilografia.
Depredado abraço!
Sosígenes Bittencour


Uma das melhores definições de mim não é minha, é do escritor e pensador inglês Chesterton: O homem SÃO é aquele que tem a tragédia em seu coração e a comédia em sua cabeça. Mas, explicou: A comédia do homem sobrevive à sua tragédia. Chesterton também dizia: O que amargura o mundo não é excesso de crítica, mas a ausência de autocrítica.
Quer dizer, a crítica está presente no coração do homem, mas, quanto a sua autocrítica, olha-se no espelho, sorri e faz piada. O homem é condescendente com os seus erros e atroz com os erros alheios, por isso julga mal.
Sosígenes Bittencourt


Uma amiga do peito (ab imo pectore) postou no facebook que estava sentindo uma saudade gostosa no primeiro domingo do ano. Saudade gostosa é poesia, é uma embriaguez natural, promovida por “droga” cerebral. O nosso sistema límbico é responsável pela memória emocional, por isso choramos nos sepultamentos.
O romancista francês Victor Hugo definia a Melancolia como “a felicidade de ser triste”. Eu contestaria, porque “ser triste” não me parece sinônimo de Felicidade. Já o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony revelou seu sentimento: Nostalgia é saudade do que vivi. Melancolia é saudade do que não vivi.
Sosígenes Bittencourt


*Organize-se, não agonize.
*Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
*Depressão passa, saia pra vida.
*Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
*Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
*Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
*Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém.
Sosígenes Bittencourt
