MENTIRAS ESPETACULARES – por Sosígenes Bittencourt.


A minha geração sempre foi alvo de duas mentiras espetaculares: O Brasil é o país do futuro, e o mundo vai se acabar. O “futuro” seria a “prosperidade”, e o mundo iria ser engolido por uma coivara de fogo, ou inundado por um gigantesco maremoto. O futuro não chegou, o mundo não se acabou, e a gente se acabando.

Sosígenes Bittencourt

O MUNDO HOSPITAL E A NATUREZA FARMÁCIA – por Sosígenes Bittencourt.

A visão de que o mundo é um grande hospital, fundamenta a dedução de que a natureza é uma grande farmácia. Outro dia, andei sendo instruído a ingerir 4 frutas, como medicina preventiva: romã, melancia, uva escura e limão. O danado é que eu não sei como comer romã. Penso que requer habilidade de macaco. Também penso que conseguiriam, essas meninas que usam unhas de bruxa, para se empanturrar de sanduíche de 5 andares, cimentado de maionese.
Amacacado abraço!

Sosígenes Bittencourt

O HUMOR DE BOM HUMOR – por Sosígenes Bittencourt.


1) De iletrada bem casada: – Casado é quem bem veve.
2) Em orla marítima ensolarada, há quem esteja com a vida por um fio-dental.
3) O difícil em conquistar uma mulher bonita é que o coração atrapalha o raciocínio.
4) De solteirão inveterado: – Eu não me casei ainda por causa das outras.
5) O beijo entre os atores da TV Globo é real, falso é o emprego do pronome oblíquo.
6) Há quem cometa casamento por amor ao Pis.
7) Agiota até no amor, só dá um beijo por dois.
8) A questão do Crescimento Populacional é que a zona de prazer fica na direção da câmara de fecundação.

Sosígenes Bittencourt

ALEXANDRE, O GRANDE, e ALEXANDRE, O PEQUENO – por Sosígenes Bittencourt.

Alexandre, o Grande, da Macedônia, pediu que, ao morrer, atirassem suas riquezas pelo caminho, para mostrar que os bens da terra ficam na terra. Alexandre, o Pequeno, de Brasília, não vai querer que lancem um tostão sobre o chão. O Grande com uma lição, o Pequeno com ambição, no derradeiro desfile de caixão.

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RESENHA ESPORTIVA – por Sosígenes Bittencourt.

Sport 2 x 0 Retrô
E aí, o Sub-20 do Sport – jurado pela Imprensa, que perderia para o Retrô – virou Super-20, gerando um retrocesso no Retrô.
Só não concordo com vaias para Vagner Love, que teve um love com a torcida do Sport, gerando tanta alegria e amizade.
Destaque para o segundo gol do Sport, que, aos 70 aninhos, jamais havia visto um daquele. Foi o maior bambo dentre os gols arco-íris que já vi, parecendo o lançamento de uma ogiva nuclear.
Leonino abraço!
Sosígenes Bittencourt

EU E O AMIGO PAULO LIMA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu e o amigo Paulo Lima em Feijoada da ABTV, em 2015. Dois amigos sem inimigo nenhum. Dois estudantes do tempo da tabuada e o lápis com borracha. Dois ex-alunos do Colégio Municipal 3 de Agosto, tutelados pela disciplina moral do bacharel Mário Bezerra da Silva, no tempo da palmatória e dos argumentos de Matemática. Duas testemunhas dos Carnavais das alegorias, neblina de confetes e corrupio de serpentinas, cloreto de etila acondicionado em lança-perfume, da estridência de clarins e as disputas de orquestras de frevo na Praça Duque de Caxias.
Reminiscências e evoé!
Sosígenes Bittencourt

PENSANDO NA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


1) Organize-se, não agonize.
2) Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
3 Depressão passa, saia pra vida.
4 Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
5 Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
6 Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
7 Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém, é lucro certo.

Sosígenes Bittencourt

DANÇA BENEFICENTE – por Sosígenes Bittencourt.

Active seniors in Buenos Aires

Mulher é danada pra gostar de idoso. Sobretudo, quando o cidadão é fogoso ou caridoso. No ritmo da amizade, a dança torna-se beneficente, ambos amparados pela recíproca caridade.

Isto, sim, é que é bom para próstata e menopausa, sem efeito colateral. Como dizia Nietzsche: Tudo que se faz por amor, se faz além do Bem e do Mal.

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A QUENTURA QUE ESTÁ FAZENDO – por Sosígenes Bittencourt.

A quentura que está fazendo não está no termômetro. No meu tempo, dir-se-ia que era a canícula abrasadora; que, no sertão, galinha estava botando ovo cozido, e vaca dando leite em pó. E seria só. Hoje, tem explicação. É o Buraco da Camada de Ozônio, que estão afolozando. Até as crianças já ouviram falar em Gás Carbônico e Efeito Estufa. Rendilharam a peneira do sol. Os raios vêm diretinho na pele, no calçamento, no juízo dos moradores da terra. Isso porque ninguém quer saber de conselho de ecologista, ambientalista, e outros tenebrosos profetas do final dos tempos. Nem querem saber das gerações futuras, embora venham a ser os próprios filhos, seus netos, pessoas que dizem amar. Parecem comungar a frase “Depois de mim, o dilúvio”. Desprezam a natureza em nome de riquezas passageiras, pois o tempo corre célere, e a morte é desprovida de matéria. Sequer se amam, pois poluir o meio ambiente é uma forma de lambuzar-se. Aliás, Donald Trump, o atual Xerife do Mundo, prega que o homem não tem nada a ver com revoluções atmosféricas e tragédias advindas, é tudo invenção de lunáticos terroristas para atrapalhar o progresso.

Outro dia, deu uma ventania aqui na cidade tão forte que quase altera a posição do município. Um matuto me contou que suas galinhas foram parar no terreiro do vizinho.
Já deu enchente por aqui de geladeira boiar e aventureiro abrir latinha de cerveja no roldão das águas, entre cobras e lagartos.

O falecido barbeiro Moisés recitava uma quadrinha mesmo assim:
O sertanejo, ao nascer,
Tem seu destino traçado,
Se de sede não morrer,
Por certo morre afogado.
Só relembrando Drummond: Êta vida besta, meu Deus!

Sosígenes Bittencourt