RESENHA ESPORTIVA – por Sosígenes Bittencourt.

Sport 2 x 0 Retrô
E aí, o Sub-20 do Sport – jurado pela Imprensa, que perderia para o Retrô – virou Super-20, gerando um retrocesso no Retrô.
Só não concordo com vaias para Vagner Love, que teve um love com a torcida do Sport, gerando tanta alegria e amizade.
Destaque para o segundo gol do Sport, que, aos 70 aninhos, jamais havia visto um daquele. Foi o maior bambo dentre os gols arco-íris que já vi, parecendo o lançamento de uma ogiva nuclear.
Leonino abraço!
Sosígenes Bittencourt

EU E O AMIGO PAULO LIMA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu e o amigo Paulo Lima em Feijoada da ABTV, em 2015. Dois amigos sem inimigo nenhum. Dois estudantes do tempo da tabuada e o lápis com borracha. Dois ex-alunos do Colégio Municipal 3 de Agosto, tutelados pela disciplina moral do bacharel Mário Bezerra da Silva, no tempo da palmatória e dos argumentos de Matemática. Duas testemunhas dos Carnavais das alegorias, neblina de confetes e corrupio de serpentinas, cloreto de etila acondicionado em lança-perfume, da estridência de clarins e as disputas de orquestras de frevo na Praça Duque de Caxias.
Reminiscências e evoé!
Sosígenes Bittencourt

PENSANDO NA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


1) Organize-se, não agonize.
2) Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
3 Depressão passa, saia pra vida.
4 Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
5 Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
6 Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
7 Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém, é lucro certo.

Sosígenes Bittencourt

DANÇA BENEFICENTE – por Sosígenes Bittencourt.

Active seniors in Buenos Aires

Mulher é danada pra gostar de idoso. Sobretudo, quando o cidadão é fogoso ou caridoso. No ritmo da amizade, a dança torna-se beneficente, ambos amparados pela recíproca caridade.

Isto, sim, é que é bom para próstata e menopausa, sem efeito colateral. Como dizia Nietzsche: Tudo que se faz por amor, se faz além do Bem e do Mal.

Sosígenes Bittencourt

A QUENTURA QUE ESTÁ FAZENDO – por Sosígenes Bittencourt.

A quentura que está fazendo não está no termômetro. No meu tempo, dir-se-ia que era a canícula abrasadora; que, no sertão, galinha estava botando ovo cozido, e vaca dando leite em pó. E seria só. Hoje, tem explicação. É o Buraco da Camada de Ozônio, que estão afolozando. Até as crianças já ouviram falar em Gás Carbônico e Efeito Estufa. Rendilharam a peneira do sol. Os raios vêm diretinho na pele, no calçamento, no juízo dos moradores da terra. Isso porque ninguém quer saber de conselho de ecologista, ambientalista, e outros tenebrosos profetas do final dos tempos. Nem querem saber das gerações futuras, embora venham a ser os próprios filhos, seus netos, pessoas que dizem amar. Parecem comungar a frase “Depois de mim, o dilúvio”. Desprezam a natureza em nome de riquezas passageiras, pois o tempo corre célere, e a morte é desprovida de matéria. Sequer se amam, pois poluir o meio ambiente é uma forma de lambuzar-se. Aliás, Donald Trump, o atual Xerife do Mundo, prega que o homem não tem nada a ver com revoluções atmosféricas e tragédias advindas, é tudo invenção de lunáticos terroristas para atrapalhar o progresso.

Outro dia, deu uma ventania aqui na cidade tão forte que quase altera a posição do município. Um matuto me contou que suas galinhas foram parar no terreiro do vizinho.
Já deu enchente por aqui de geladeira boiar e aventureiro abrir latinha de cerveja no roldão das águas, entre cobras e lagartos.

O falecido barbeiro Moisés recitava uma quadrinha mesmo assim:
O sertanejo, ao nascer,
Tem seu destino traçado,
Se de sede não morrer,
Por certo morre afogado.
Só relembrando Drummond: Êta vida besta, meu Deus!

Sosígenes Bittencourt

RINHA EM PORTO DE GALINHAS – por Sosígenes Bittencourt.

Agressão a turistas em Porto de Galinhas, por ladrões que alugaram cadeiras, na praia, é simples de resolver. Prendê-los por Tentativa de Homicídio e encaminhá-los para julgamento. Alegar que agrediram os inquilinos por homofobia é conversa mole pra boi dormir (tertulia flacida ad bovinus adormentare) , só atrapalha.
E, se voltarem à praia, merecem ser expulsos, na marra, pelo exército de banhistas de plantão. Eles cobraram o dobro do preço, no momento do pagamento, e partiram para matar os turistas. Cadeia nestes galos criminosos, empoleirados em Porto de Galinhas!
Sosígenes Bittencourt

PAPEL DE PAPAI NOEL – por Sosígenes Bittencourt.

Um dia, às vésperas do Natal, de manhãzinha, eu entrei numa padaria, quando me deparei com uma senhora, portando uma menininha a tiracolo.
De repente, a menininha puxou a chupeta da boca e anunciou, apontando para mim: – Mainha, olha Papai Noel.
Aí, a senhora franziu a testa e observou: – Menina, isso aí não é Papai Noel, não, é o professor, metida!
Então, eu resolvi advogar a causa da criança: – Madame, deixa eu fazer o papel de Papai Noel, uma vez na vida.
Nunca poderia imaginar que, um dia, desempenharia o papel natalino, papai-noelino.
Sosígenes Bittencourt

BRAZIL WORSE THE NEXT DAY – por Sosígenes Bittencourt.


(Brasil pior no dia seguinte)
O Flamengo perde 4 pênaltis na disputa pela Taça Intercontinental, contra o Paris Saint-Germain.
O Brasil é um país que consegue amanhecer pior no dia seguinte.
No Brasil, é proibido Tráfico de Drogas. Não obstante, haja tráfico em presídio e delivery de drogas.
Valha-nos, Deus!

Sosígenes Bittencourt

EU E MEU MENINO NO TEMPO DELE MENINO – por Sosígenes Bittencourt.

Filhos são relógios, por onde contamos o tempo.
Quanto mais jovens, mais envelhecemos.

O menino: – Pai, estou com medo.
Eu: – Começaste a sentir a dor da alma.
O menino: – O que é alma?
Eu: Para ter alma, não precisa explicação.

O menino: – Pai, eu penso que quando o senhor era menino, o mundo era preto e branco.
Eu: – Cometeste o teu primeiro poema.

O menino: – Pai, eu estava com saudade.
Eu: – Saudade é um sentimento que não morre quando se mata. É a gente matando saudade e morrendo de saudade.

O menino: – Pai, uma menina me beijou.
Eu: – Cuidado, meu filho, eu ainda não estou na idade de ser avô.

Sosígenes Bittencourt

MARIA BETÂNIA VITORIANO PEREIRA – por Sosígenes Bittencourt.

A menina de dona Jucélia
Eu conheci, no curso Ginasial,
as 7 Maravilhas do Mundo Antigo:
A Estátua de Zeus, O Colosso de Rodhes,
o Templo de Ártemis, O Mausoléu de Helicarnasso,
As Pirâmides de Gizé, O Farol de Alexandria
e Os Jardins Suspensos da Babilônia.
A menina de dona Jucélia foi uma das 7 maravilhas
de minha adolescência.
A menina de dona Jucélia não me permite ser um adulto definitivamente maduro; vez por outra me rejuvenesce,
me adultesce, fazendo-me adultescente.
Descongela, em mim, um menino que hibernava,
alargando meu passado e me distanciado da morte
às vésperas do crepúsculo de minha existência.
Sosígenes Bittencourt

O BOM TRATAMENTO – Sosígenes Bittencourt.

 


O ser humano é cativo do bom tratamento.
Há diferença entre VER e OLHAR, OUVIR e ESCUTAR.
Olhar é ver com atenção. Escutar é ouvir com atenção.
Há quem conquiste, mostrando.
Há quem conquiste, olhando.
Há quem conquiste, falando.
Há quem conquiste, escutando.
Questão de paciência.
A paciência é a maior das virtudes,
porque não há virtude sem paciência.

Sosígenes Bittencourt

HOMENAGEM A DILSON LIRA – por Sosígenes Bittencourt.

Essa história de homenagear Dilson Lira é uma invenção arretada. E não custa parabenizar a Academia Vitoriense de Letras que promoveu Recital em sua memória. Se lá onde estiver, puder me ler, estará sorrindo, como sempre sorriu com minhas expressões.
Faz pouco tempo, eu ia atravessando a Avenida Mariana Amália, com o poeta Dilson Lira, quando ele parou no meio do trânsito e disse que havia sonhado com a Constelação de Eridanus, o Rio Celeste. Aí, eu, conduzindo-o pelo braço, relembrei: Nós somos do tempo em que havia tempo de acompanhar a réstia do sol e contar estrelas.
Eu dizia a Dilson que não era muito chegado a CASAMENTO nem SEPULTAMENTO, talvez pela semelhança que enxergava entre as cerimônias. E ele botava pra rir.
Geralmente, lá na padaria, onde comia pão com bolo e chupava caramelo de café.
Aí, eu comentava: “Dilson, você vai viver muito porque não come e vai morrer porque não come.” E ele botava pra rir.
Mas, Dilson não deu asas ao Mal de Alzheimer, decorou todas as poesias que confeccionou. E, falando-lhe sobre ser poeta, eu o homenageava com meus versos, a saber:
Essa história de ser poeta é dom.
Um bom dom.
O poeta não faz poesia com as flores,
com o mar,
com o céu,
sem a intenção de que você
habite sua poesia.
Ou seja,
sinta o aroma das flores,
a imensidão do mar,
o mistério do infinito.
Sosígenes Bittencourt