
Juliana, minha primeira filha adotiva, a quem dei mamadeira e pus no Jardim da Infância. Seu esposo e minha primeira netinha.
Familiarizado abraço!
Sosígenes Bittencourt


Juliana, minha primeira filha adotiva, a quem dei mamadeira e pus no Jardim da Infância. Seu esposo e minha primeira netinha.
Familiarizado abraço!
Sosígenes Bittencourt


Resmungar é pecado e dá azar. Agradecer é uma virtude e dá sorte. Eu não sei o que fiz de tão bom na vida, para merecer tanta gente boa na vida.
Grato abraço!
Sosígenes Bittencourt


Nem todo mundo nasceu com a sorte de ter uma panturrilha como a de Neymar.
Se o Brasil perder a Copa, com Neymar, terá sido a panturrilha magoada de Neymar.
Se o Brasil ganhar a Copa, com Neymar, terá sido a heroica panturrilha de Neymar.
Sosígenes Bittencourt


Quem nasceu pra ter, tem pra danar, e quem nasceu pra não ter, se dana, mas não tem. Afinal, prendem, ou é encenação a prisão de Dra. Deolane Bezerra, advogada, cantora e influenciadora, do signo de escorpião, da cidade de Vitória de Santo Antão?
Que droga! Que chateação!
Drogado abraço!
Sosígenes Bittencourt


No tempo de eu menino, lá na Feira das Panelas, havia uma vizinha chamada Dalila, vulgo Dau.
Um dia, ela perguntou a minha genitora: – Esse menino já está falando, Damariz?
Aí, mainha: – Já está levando carão para ficar calado.
Sosígenes Bittencourt


Neymar é um aquariano do segundo decanato, de 5 de fevereiro de 1992, que, em sua infância, chegou a morar num cômodo, na casa dos avós, com seu pai, sua mãe e sua irmã.
Ora bolas! Pinotar, tão jovem, para o ranking de melhor jogador do mundo, não poderia gerar menos que tamanha vaidade. Eu já conheci animal, sem ser atleta, que trocou de namorada, porque trocou de bicicleta. Será que Neymar sabe conjugar o verbo Amar no presente do Indicativo?
Vaidoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


Passamos a vida, submetidos a duas experiências básicas: o desejo, que busca a satisfação, e o afeto que busca evitar a dor. Mas, como evitar a dor, se desejo é vida, e a vida impõe limite aos desejos?
A dor física é uma ruptura, algo que rompe, dói. Uma faca que nos corta a pele, um órgão doente que precisa ser extirpado. Esta dor, nós sabemos teoricamente como resolver. A dor psíquica é uma dor de amor, ou seja, algo que nos desorganiza psiquicamente. É um rompimento com algo que tínhamos ou desejamos e nos falta. É uma dor interior, que nos encarcera, e o mundo desaparece.
Sosígenes Bittencourt


Os presidentes dos Estados Unidos (Donald Trump) e da China (Xi Jinping), de línguas desiguais, se encontram, para por um fim em desavenças globais. Dois presidentes armados até os dentes, conversando sobre a paz. Se se entenderam, ou se desentenderam, nem eles sabem mais. E o resto do mundo, jamais. Enfim, nem Trump nem Jimping querem dar fim a arengas internacionais.
Sosígenes Bittencourt



Há quem morra, cujo nome sobreviva. Sobretudo na memória dos que passaram pelo seu estudo. Porque o professor é o profissional das profissões. Não há profissional sem haver passado por um professor, quer catedrático, quer um prático.
Ei-las, vitorienses vitoriosas, professoras imortais por vocação, de Vitória de Santo Antão. Da esquerda para a direita: professoras Marina Prado e Neuza Veras. Da direita para a esquerda: professoras Lourdinha Cajueiro e mamãe Damariz.
Pedagógico abraço!
Sosígenes Bittencourt


De Sócrates: Vou, todo dia, ao mercado, para ver o que eu não preciso para viver.
De Schopenhauer: Casar significa aumentar obrigações e reduzir direitos.
Sosígenes Bittencourt


Hoje é dia das mães.
Ontem foi dia das mães.
Amanhã será dia das mães.
Todo dia, todo tempo é dia das mães.
Enquanto houver uma pulsação de amor,
onde houver o ato da fecundação
será momento de se comemorar a vida.
Hoje é dia da vida, é dia do mundo.
Não foi em vão que já se chamou a natureza
de Mãe Natureza.
Hoje é dia do instinto,
do misterioso impulso para a multiplicação,
de toda forma de vida,
dos micro-organismos, de todos os animais, dos vegetais.
Hoje é dia das mães.
Hoje é dia da vida.
Hoje é dia de Deus.
Sosígenes Bittencourt

Eu sempre tive a mania de colar frases célebres no centro da cidade para o povo refletir. Sou um LOUCO da boa LOUCURA. Há quem colecione galo de briga e se acredite sadio.
O meu Quadro de Frases na cidade já me rendeu muitas alegrias. Em um certo outubro, eu estava sentado na calçada de um restaurante, ao lado da Igreja da Matriz, quando um casal me convidou para conversar. Que grata surpresa! O rapaz tirou do bolso uma frase de minha autoria e explicou: – Esta frase me fez mudar de vida. Eu estava desempregado e sem ânimo para buscar uma saída, quando dei de cara com o seu Quadro de Frases. E lá estava escrito o seguinte: “O sol nasceu para todos, mas temos que sair da sombra.”
O rapaz já estava trabalhando e muito satisfeito por haver saído da sombra.
Sosígenes Bittencourt


Em tempo de curiosidade, o de menor imita o de maior idade. Não há maior diversão, o menino metido a gente, e o idoso, um meninão. Nada é mais caro, nem tem preço, que os agrados e a gratidão.
Abração!
Sosígenes Bittencourt


(Parlenda)
Hoje é domingo
Pede cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo
Obs: Nesta canção de roda do tempo de eu menino, pede cachimbo significa pede descanso.
Como somos, meio gente, meio barro, sem cachimbo, fuma cigarro. Eu, não, pelo pigarro.
Enfisematoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


A lua vinha alumiando por detrás da serra. As tartarugas pulavam de galho em galho.
Um negro nu, com a mão no bolso, lia um jornal sem letra de cabeça para baixo.
Se eu pudesse amá-la-ia, mas, como não posso amar ela, meu coração por ti gela.
Nada mais do seu
Bom Né.
Enganoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


Quando perguntaram por que não se casaram nem geraram filhos, Jean-Paul Sartre respondeu: Eu e Simone de Beauvoir nos unimos para gerar livros.
Filosófico abraço!
Sosigenes Bittencourt


No mundo tem inteligência de todo tipo e pra todo gosto.
Certa vez, eu pedi a uma aluna para conjugar o verbo Amar no Presente do Indicativo.
Ao que me respondeu: – No momento, ninguém, professor.
Professoral abraço!
Sosigenes Bittencourt


Debruçado sobre o muro aqui de casa, um pé de pitanga vigia a rua. Mulheres que vêm de bairros distantes passam, de braços dados, a admirá-lo.
Êi, Maria, vê quanta pitanga!
As pitangas, suspensas no ar, parecem se balançar de vaidade, olhando para lá e para cá.
Menina, e tem de toda cor!
Alguns pinguços também já as admiraram, lambendo os beiços, ébrios de desejo.
Isso dá um tira-gosto arretado!
Sinto-me contente com tamanha dádiva. A eugenia uniflora, que dá em quintais, empertigada no canto do muro do meu terraço. Sei que a drupa globosa é comum na Mata Atlântica brasileira e na Ilha da Madeira em Portugal. Ao sol vesperal, parecem mimos caídos do céu, esses novelos de cálcio coloridos d’aquém e d’além mar.
Bem sei que alguns a futucam com um pau, no intuito de fazer um ponche, chupar minhas pitangas. Nem por isso vou “chorar as pitangas”, me aperrear, ficar me lamuriando. Aliás, lembra-me a célebre reflexão do revolucionário francês Babeuf: Os frutos da terra pertencem a todos, e a terra, a ninguém.
Sou um homem feliz, porque, em meio à struggle for life (luta pela vida), tenho tempo de parar para observar minhas pitangas e produzir esta crônica.
Mimoso abraço!
Sosígenes Bittencourt

Dá a impressão de que é um dia de Domingo. A igreja está sozinha, imponente, erguida para o alto. Impossível contemplar o templo sem sentir o tempo. Foi por trás desta Domus Dei que fiz o meu Curso Primário. Lembro-me até do meu corte de cabelo, camisa engomada e gravatinha pendurada no pescoço. A professora dava aula de tudo, até de boas maneiras. Qualquer erro era denunciado à genitora, qualquer desvio da cartilha moral era um pecado. Era proibido pensar nas tentações da carne por trás da Igreja. Profa. Luzinete Macedo ensinava o verbo amar, com todo amor do fundo da alma. Era o mais regular dos verbos, o verbo dos verbos, o mais conjugado. Profa. Luzinete Macedo era bonita, bem fardada, impecável. Falava explicado, com ênfase, uma lição de ser humano. Saíamos com sua aula na epiderme, na respiração, embalados pelo seu tom, seu gosto. Cheirávamos as páginas do livro, passávamos a mão na pele das páginas.
Impossível contemplar este templo sem pensar no tempo, sem pensar na vida, no vulto iconográfico de Padre Pita. Impossível não pensar no destino, nos meus idos e vindas de menino. Meu corpo era maneiro, meu sangue fino, desengordurado, desintoxicado, a morte estava longe. Minha infância evolou-se por trás deste templo, para além dos coqueiros, na penumbra da Hora do Ângelus. Ah! minha vida, nossas vidas, nossos templos, na correnteza fugaz do tempo. Lembra-me a palavra desesperada de Horácio, angustiado com a brevidade da vida: Eheu! fugaces labuntur anni! (Ai de nós! os anos passam ligeiro!)
Transitório abraço!
Sosígenes Bittencourt


Não são meros ovos fritos, mas um quitute doméstico, já contemplado – pelo prazer gustativo – por gourmet, com ovação, em Vitória de Santo Antão.
Ovacionado abraço!
Sosigenes Bittencourt
