Saudosos mestres sineiros vitorienses – por Marcus Prado.

Louvo o oficio dos saudosos mestres sineiros de minha terra natal, da Matriz de Santo Antão e da Matriz do Livramento. Nunca esqueci o som desses sinos, ainda mais quando, por mais de uma vez, ouvi os sinos da Catedral de Notre Dame e de algumas catedrais do Leste Europeu, onde a tradição dos sinos tem se mantido mais fiel ao passado.

Por meio da linguagem dos sinos – herança rítmica do passado remoto – eles transmitem mensagens ligadas aos ritos da igreja cristã, pareciam falar. Além de marcar o tempo, são seus toques e dobrados, emitidos do alto das torres das igrejas, que informam aos moradores sobre os acontecimentos de interesse coletivo: uma procissão, um falecimento, uma festa, um parto, um incêndio.
A linguagem sonora dos sinos não é para qualquer um.

Já que se fez nesse mundo tantos congressos e seminários sobre tantos temas, mas não fizeram até hoje um encontro mundial de mestres sineiros, tendo como ambiente a Catedral da Sé, em Olinda e suas torres sineiras, deixo aqui a minha lembrança. Memória e criatividade estão no cerne do ofício dos sineiros. Na minha terra vitoriense (vitoriense, sim, sem essa de ANTONENSE), no meu tempo de menino, além de um famoso sacristão e mestre, que morava na mesma rua da Igreja, havia um eventual substituto, o doidinho. O que tinha de doido, tinha de afinado nos acordes dos sinos seculares.

Marcus Prado – jornalista. 

A PEÇA TEATRAL O Vigário – por Marcus Prado.

A PEÇA TEATRAL O Vigário, de Rolf Hochhuth, acusa Pio 12 e toda a Igreja Católica de terem feito um acordo tácito com os nazistas. É conduzida em excesso pelo valor histórico, apesar de ser um grande drama, inédito ainda nos palcos do Recife. Já Shakespeare, Shiller, Calderón, modificaram os fatos, segundo as necessidades do drama. Não mediram a qualidade do drama por sua fidelidade à história. Assim será na poesia, na pintura, na criação de grandes ensaios fotográficos. Tive essa experiência quando produzi o ensaio fotográfico A Empare (dada) da Rua Nova, inspirado no romance de Carneiro Vilela e no movimento Dadaísta, com cenas feitas no Cabaré Voltaire (Zurique) e num velho sobrado do Recife (Rua Nova). O cavalinho de pau era o símbolo do dadaismo. Na verdade, fiz uma sátira.

Marcus Prado – jornalista

Edificações entre as duas praças: uma má ideia…….

No último mês de novembro (2021) a gestão municipal comandada pelo prefeito Paulo Roberto, então com 11 meses de atuação,  promoveu uma requalificação na Praça Padre Felix Barreto em que demoliu várias construções irregulares. As mesmas abrigavam pontos comerciais.

Naquela ocasião, no que se refere às demolições, aqui, pelo blog, entre outras observações, emiti um juízo de valor, dizendo: acredito que a demolição das construções irregulares existentes no referido equipamento público, ocorridas ontem (23), tenha sido, do ponto de vista conceitual, a melhor ação do seu  governo (Paulo Roberto) até o presente momento.

Ainda lembrei, no bojo da referida postagem, das ações impopulares promovidas pelo então prefeito José Aragão (1942/1944), no sentido do melhoramento do aspecto urbanístico da nossa cidade. Apenas para atualizar o internauta na chamada “linha do tempo”,  a atual Avenida Mariana Amália só pode ser  materializada, anos depois pelo então prefeito José Joaquim da Silva, em virtude das demolições, antes,  efetivadas. O Mestre Aragão, na qualidade de gestor, passou à história como “o prefeito  demolidor”.

Pois bem, sob o pretexto de fomentar o lazer e a gastronomia do munícipio, semana passada,  o prefeito Paulo Roberto alardeou uma ordem se serviço que tem como objetivo  edificar, na via de rolamento de veículos que fica entre as duas praças (3 de Agosto e Restauração),  8 quiosques/barracas. Para tanto, o erário deverá aplicar quase 1 milhão de reais (R$ 901.820,31).  O prazo para conclusão da obra foi estipulado em 180 dias.

Apenas a título de registro histórico ( recente),  o prefeito da Vitória que mais identificou-se com construções   em vias públicas e locais inapropriados foi o médico Ivo Queiroz. Não quero crer que a atual gestão municipal tenha encontrado nos projetos urbanísticos do referido gestor alguma inspiração, no sentido da subtração de mais uma  rua do nosso já caótico sistema viário. É bom lembrar que no conjunto central do perímetro urbano do nosso município,  ao longo das últimas décadas, muitas ruas  “deixaram de existir”, contrastando com o continuo aumento da frota veicular local.

Entendo que políticas mais eficientes de incentivo  ao entretenimento, lazer e ao setor gastronômico  devam ocorrer   quando há investimento  em qualificação  e mais oportunidade aos professionais da área. Essa é a dinâmica já consagrada nesse pujante mercado.

É oportuno lembrar também que durante o final de semana e feriados, assim como já ocorre no Pátio da Matriz, o entorno das referidas praças já poderiam também ser um espaço dedicado ao lazer, sobretudo às famílias. Algo que por si só já alavancaria  à renda de alguns prestadores de serviços dessa área (serviços),  por muito castigada em virtude da  pandemia.

Portanto, na qualidade de munícipe,  com relação à edificação de quiosque/barracas na via entre as duas praças no bairro do Livramento,  emito,  aqui,  a minha opinião: não vejo como algo vantajoso, nem para o  tempo presente,  tampouco para o futuro!

Em ato contínuo, no que se refere ao contexto viário, o fechamento,  em definitivo, para o fluxo de veículos  da via  entre as duas praças, no meu modesto entendimento, também acredito não ter sido a decisão mais acertada, no se refere à lógica do trânsito – fluxo de veículos.

Antes, porém, devemos realçar a seguinte situação:

Acertaram os atuais técnicos da AGTRAN quando eliminou o semáforo  (altura do INSS) e proibiu o duplo fluxo de veículos na Rua Capitão Taborda.  Realcemos que mesmo acertando no conceito da  mudança,  a nova  sinalização  ficou  incompleta. Ou seja: no caso concreto,  o condutor do veiculo  ao trafegar pela referida via (Capitão Taborda) tem como  única opção virar à direita (Buteco do Camarão),  mas a sinalização  “não diz isso”, muito pelo contrário. Obriga o condutor a seguir em frente, algo que não pode ser efetivado,  há muito tempo – confundindo o motorista que é de fora da cidade.

Outro detalhe que devemos observar, é que,  com o fechamento em definitivo da “via entre as duas praças”,  o condutor que trafegar pela Rua Capitão Taborda,  e deseje seguir até a prefeitura  ou mesmo ao Centro Comercial, por exemplo,  terá que passar obrigatoriamente  pela Câmara de Vereadores  e virar à esquerda na altura da Praça 3 de Agosto (Anjo).

Naquele ponto ( contorno do Anjo) existe um “estacionamento permitido” que é totalmente irregular, quando confrontado com todas as regras do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) – salve regulamentação específica e aplicada no local.  A irregularidade se acentua, por assim dizer,  nos dias de sessão ou evento na Câmara de vereadores, quando “suas excelências” estacionam seus respectivos veículos no meio da via  (largo),   dificultando ainda mais o retorno à esquerda, por conta do grande número de veículo estacionado de forma irregular. Com o fechamento em definitivo da “via entre as duas praças” a prefeitura/AGTRAN terá que obrigatoriamente  reconfigurar esse  estacionamento irregular, mas que até o momento continua “permitido”……

Vale salientar também que,  desde  o fechamento –  de forma provisória  – da “via entre as duas praças”,  uma “nova contramão” foi criada na cidade, ou seja: o condutor, sobretudo motoqueiro, ao trafegar pela Rua Capitão Taborda, e que deseja descer,  no sentido da Avenida Mariana Amália, ao chegar na “Esquina do Buteco do Camarão” vira à esquerda e segue pela “rua do trepa-bode” (contramão) descendo com toda  rapidez, evitando assim o caminho “mais longo” (obrigatório), que é subindo pela Câmara de Vereadores e contornando na “esquina do anjo”. Acredito que antes do fechamento em definitivo da “via entre as duas praças” os nossos gestores deveriam levar tudo isso em consideração.

Como já falei inúmeras vezes, não sou técnico em trânsito, apenas um curioso. No meu modesto entendimento, no que se refere ao traçado viário daquela localidade,  efetuado pela prefeitura,  o mesmo  ficou mal planejado.

Acredito que a “via entre as duas praças” não  deveria ser  suprimida. Muito pelo contrário, a mesma deveria ser mão única,   no sentido INSS/Prefeitura – sem vaga para estacionamento. Nesse contexto, ao chegar no sinal luminoso, o condutor teria duas opções: seguir em frente para a “rua da prefeitura” ou virar à esquerda, no sentido da Avenida Mariana Amália. Já para o condutor que estivesse saindo da “rua da prefeitura” e quisesse ir à Câmara de Vereadores,  o mesmo deveria virar à direita, contornar a Praça da Restauração – passando pelos banheiros – e subir normalmente. Simples assim…

Para concluir essas linhas, imagino também que essa obra anunciada pela gestão do prefeito Paulo  Roberto não atende ao desejo da maioria dos moradores e frequentadores desse espaço de lazer. Aliás, depois de prontas, é possível que as referidas edificações comprometam  à bela visão deste que é um dos locais  mais bonitos da nossa cidade. Já no que se refere ao traçado viário, o mesmo ficou bastante prejudicado. Essas, portanto, são as minhas impressões sobre esse projeto anunciado recentemente pela gestão municipal.

 

A história de Edwaldo Gomes – por historia_em_retalhos.

A história de Edwaldo Gomes, o padre nosso.

Em 19.07.2017, falecia, no Recife, o padre José Edwaldo Gomes, um dos mais queridos e atuantes líderes religiosos da capital pernambucana.

Padre Edwaldo foi um dos principais assessores de Dom Hélder Câmara, que o nomeou, em 1970, para a paróquia de Casa Forte.

Ali, naquela freguesia, floresceu o seu ministério por intensos 46 anos.

Pároco de uma região considerada nobre da cidade, despertou em seus paroquianos a consciência de que Cristo não se encontra confinado em templos adornados a ouro.

Com imensa habilidade e liderança, entrelaçou a comunidade de Casa Forte com as comunidades carentes vizinhas, envolvendo-as em inúmeros projetos sociais.

Foi ele, por exemplo, o idealizador e o principal responsável pela tradicional Festa da Vitória Régia, cujos frutos são revertidos para as comunidades carentes.

Criou a Creche Beneficente Menino Jesus e a Casa da Criança Marcelo Asfora, que oferece reforço escolar e assistência médica.

Enfrentando inúmeras barreiras, lutou, como poucos, pela construção do conjunto habitacional da comunidade de Lemos Torres, garantindo teto a várias famílias.

Em verdade, o padre nosso ia muito além da figura de um sacerdote.

Era um homem comunitário, ativista, líder natural, amigo dos pobres e praticante verdadeiro de sua fé.

Quando da votação para dar à rua da matriz de Casa Forte o seu nome, um fato extremamente incomum aconteceu: não houve divergência.

Padre Edwaldo era respeitado por católicos, não católicos, espíritas, evangélicos, pelas religiões de matriz africana, por agnósticos, por ateus, por ricos e pobres, por uma razão muito simples: respeitando a diferença e pregando a tolerância, ele disseminava a sua lição de amor e paz.

Certa feita, quando indagado sobre a morte, respondeu com a sabedoria de sempre: “Eu creio na eternidade, mas não tenho pressa nenhuma de ir para lá.”

O padre nosso partiu para a eternidade há exatos cinco anos, deixando um enorme legado e inúmeras lições indispensáveis aos dias de hoje.

A quem interessar, recomendo o livro “Um Padre Nosso”, de Vera Ferraz.
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“Santos de Casa” – o mais novo livro da escritora antonense Luciene Freitas.

Na noite da sexta (15) a premiada escritora antonense Luciene Freitas lançou mais um livro, chegando a sua 20º obra literária. O encontro de caráter cultural ocorreu no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão.

Recheado de fotografias dos seus antepassados, a escritora foi buscar nas prateleiras da memórias histórias e acontecimentos vividos na sua tenra idade. “O palco está armado, protagonistas prontos, em instantes as “Histórias Verdadeiras” serão encenadas pelos “Santos de Casa”. Basta iniciar a leitura”. Assim estimulou ao  mergulho no conteúdo, Luciene Freitas.

Bem prestigiado, e evento contou com a participação de outros escritores, leitores diversos e também de familiares da autora que se deslocaram do outras cidades,  especialmente para celebrar e prestigiar o auspicioso  momento.

 

 

 

Convento de Nossa Senhora do Carmo – por historia_em_retalhos.

Este é o Convento de Nossa Senhora do Carmo, ao lado da basílica de mesmo nome, no Recife.

Poucos sabem, mas este local guarda uma curiosidade importantíssima para a história da medicina brasileira.

Registros apontam que foi exatamente aí, em 1817, que José Correia Picanço, o Barão de Goiana, realizou a primeira operação cesariana do Brasil, em uma paciente negra, escrava e que sobreviveu.

Inexplicavelmente, este importante marco pioneiro é pouco difundido, havendo quem defenda que “oficialmente” a primeira cesárea só teria acontecido em 1855, no RJ, desconsiderando o grande feito de Picanço, 38 anos antes.

Logo após a Revolução de 1817, o tirano Governador Luiz do Rego criou, de fato, um Hospital Militar no Convento do Carmo, no pavimento térreo e no primeiro andar do lado norte da edificação (foto).

Pernambucano, de Goiana, Correia Picanço fundou as primeiras escolas de medicina do Brasil, na Bahia e no Rio de Janeiro, sendo considerado o Patrono da Obstetrícia Nacional.

Mais uma preciosidade do Centro do Recife desconhecida por muitos!

Um bom feriado a todos!
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5ª Festa da Saudade – Orquestra Super Oara – 20 de agosto.

Interrompida  a sequência por conta da pandemia, a 5ª Festa da Saudade, finalmente, acontecerá no próximo dia 20 de agosto no Clube Abanadores “O Leão”. O evento seguirá o mesmo formato das edições anteriores, ou seja: uma festa voltada ao público “maduro”, mas com a animação de sempre!

Abrindo a festa, no sentido musical,  teremos  pela primeira vez o cantor “Victor Lins” com sua banda completa, empinando os sucessos musicais dos anos 80. Já consagrado nos palcos Victor Lins, na atualidade,  é uma das representações artísticas da nossa cidade mais expressivas, isto é: agrada a gregos e troianos….

A internacional Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super Oara –  na estrada há mais de 60 anos, é  a garantia de uma noite dançante memorável. Liderada pelo eclético Elaque Amaral –  que “respira música” desde criança e é um  profundo conhecedor do gosto musical das mais diversas plateias –  podemos dizer que o mesmo  tem um  “caso de amor público”  com a nossa cidade – Vitória de Santo Antão.

Portanto, o dia 20 de agosto já foi marcado para o reencontro tão esperado com a  alegria, na  5ª Festa da Saudade. Esperamos todos vocês!!

Serviço:

Evento: 5ª Festa da Saudade.

Local: Clube Abanadores “O Leão”. 

Atrações Musicais: a partir das 22h, Victor Lins e Banda – o melhor dos anos 80 – Orquestra Super Oara e Elaque Amaral.

Mesas para 4 pessoas ($390) – camarotes para 8 pessoas (600) –

Reservas de mesas e camarotes com Pilako – 9.9192.5094.

Livro Asas Para Vitória de Santo Antão – a história do Aero Clube da Vitória – continua à venda!

Fruto de uma aprofundada pesquisa histórica, realizada pelo presidente do Instituto Histórico da Vitória, professor Pedro Ferrer, o Livro Asas Para Vitória de Santo Antão tem recebido os merecidos elogios. Recheado com fotos e documentos, o conteúdo, de maneira cronológica, narra o passo a passo rumo à materialização e sucesso, daquilo que que ficou catalogado na nossa história como um dos sonhos mais ousados dos antoenses, ou seja: a concretização do Aeroclube da Vitória – vale a pena ler……

O livro custa $70 e pode ser adquirido através do contato (81) 9.8880.1744. 

Nova safra de prefeitos: “Prefeitos da Esperança”……

Em processo de retomada, por conta da pandemia,  a vida parece que começou a entrar no seu curso de antes. Incomum, a partir de março de 2020, vivenciamos um evento totalmente estranho aos atuais moradores do planeta terra. Tempos de muito sofrimento com  perdas de toda ordem ,   mas também de amadurecimento coletivo e pessoal. Ainda no curso do processo, podemos  dizer que aprendemos e continuamos aprendendo bastante.

Com efeito, já que estamos adentrando num novo processo político/eleitoral, as eleições municipais de 2020 foram severamente impactadas pelo ineditismo do momento. Campanhas, projetos e discursos foram obrigados a serem   reconfigurados para um eleitorado assustado e,  indiscutivelmente,  mais inseguro, sobretudo com o futuro. Nesse contexto, entre reeleitos e novos gestores, surgiu uma nova safra de prefeitos. Algo que poderíamos chamar de “prefeitos da esperança”.

Sentados na cadeira e com a caneta cheia de tinta, chegou a hora de “salvar” as pessoas do maior flagelo da humanidade. Essa foi a obra mais desejada pelo eleitorado de todas as idades, níveis  sociais, escolaridade e renda.  Lembremos   que a primeira vacina contra a COVID-19  aplicada no Brasil ocorreu  justamente no dia 17 de janeiro de 2021, bem no inicio do ciclo dos novos gestores municipais. O prefeito que razoavelmente  atuou no sentido da viabilização do processo vacinal,  “ganhou” o ano de 2021 e se deu bem, assim atestaram todas as pesquisas de opinião pública.  Na Vitória de Santo Antão, não foi diferente.

Faltando menos de 6 meses para chegar ao meio do mandato do prefeito Paulo Roberto, não obstante pontuais intervenções administrativa já realizadas, ao que parece, a população começou demonstrar alguma inquietação, já que  a sua “vitória nas urnas” – com “M” de maiúscula – foi adornada com uma expressiva dose de insatisfação ao gestor de então – Aglailson Junior.

De maneira velada, já paira certa dúvida na cabeça do eleitorado antonense:  será que as coisas só irão funcionar mesmo  às vésperas das eleições, tal qual nas gestões imediatamente anteriores?

Eis aí, uma pergunta que só quem poderá responder é o próprio prefeito Paulo Roberto…..

Essa semana, duas assinaturas de “ordem de serviço” foram alardeadas pela atual gestão municipal. Uma intervenção na rua entre as duas praças (Restauração e 3 de Agosto) no bairro do Livramento e a outra no Centro Comercial – Praça Duque de Caxias. Mais adiante, noutra ocasião, postarei minhas impressões sobre esses dois projetos.

Nossa cidade não é uma ilha. As novas tecnologias, no sentido da participação popular, atinentes aos serviços públicos, ações e até no tocante ao desempenho pessoal dos políticos –  elogios e cobranças –, indiscutivelmente,  tornou-se algo central para as relações humanas, sobretudo para os que desejam e necessitam se comunicar com as massas.

Assim sendo, mesmo a contragosto da maioria dos políticos,  a população precisa e deve se manifestar nas mais diversas formas de linguagem, claro, de maneira respeitosa e civilizada para expressar seus múltiplos sentimentos. A forma de gerir as cidades, nesse contexto, também vem ganhando nova formatação. Portanto, independente de qualquer coisa, precisamos ficar atentos!

Tomada da Bastilha – por historia_em_retalhos.

14 de julho de 1789, data da Tomada da Bastilha, evento central da Revolução Francesa.

Esta data marca, também, o início da Idade Contemporânea, que se mantém até os dias atuais.

Hoje, peço licença para compartilhar uma reflexão do professor José Soares Filho, profundo estudioso do tema:

“A Revolução Francesa, inspirada nos ideais do Iluminismo, foi tão abrangente, que compreendeu quatro distintas revoluções. Uma, a revolução BURGUESA: a burguesia era uma categoria social esclarecida, visto que portadora de razoável instrução. Outra, a revolução OPERÁRIA, que congregava a massa de trabalhadores urbanos, sem instrução, a qual viria a tornar-se uma grande força na República Jacobina. Outra, a revolução CAMPONESA, cujos integrantes eram analfabetos, mas nem por isso menos importantes. Outra, a revolução FEMININA, caracterizada pela participação de mulheres, fato esse que pode ser considerado o despontar do movimento feminista.” (Diário de Pernambuco, 14.07.2020).

Precursora da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), a Revolução Francesa reverberou fortemente no mundo ocidental.

Na América Latina, inspirou o processo de libertação e unificação da América espanhola, sob a liderança de Simon Bolívar.

No Brasil, eu destacaria a sua marcante influência na Revolução Pernambucana de 1817, a qual teve acesso aos pensamentos iluministas, sobretudo, por meio do Seminário de Olinda, principal foco irradiador das ideias trazidas da Europa.

Liberté, égalité, fraternité!

Vive la France! 🇫🇷

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A briga entre Lula e Bolsonaro aquece a economia informal……

Por volta do “meio-dia” de ontem (12) estacionei o meu carro na Rua Capitão Antônio Melo Verçosa, nas imediações da Caixa Econômica Federal, para uma rápida demanda. De passagem, observei um camelô,  desses modernos, que faz do seu automóvel sua própria banca para negociar expondo toalhas e outras mercadorias.

Como quem queria comprar um dos seus produtos, aproximei-me e perguntei quanto custava as toalhas – estampada com a figura dos presidenciáveis Lula e Bolsonaro. Responde-me ele, de maneira rápida: “custa $30, mas para o senhor faço $25”. Ao que acrescentei:  a de Lula ou a de Bolsonaro? Com mesma rapidez, disse ele: “qualquer uma das duas é o mesmo preço”.

Possivelmente alheio a toda movimentação de alguns  partidos políticas, ocorrida ontem (12), em Brasília, junto às instituições democráticas, por conta das eternas brigas e históricos de violência e até mortes envolvendo os seguidores das duas facções políticas, o vendedor, em vídeo,  fez um resumo do extrato das vendas das toalhas, inclusive por cidade e região. Veja o vídeo.

André Carvalho: informações de Brasília…

Da capital federal, Brasília, o vereador antonense  André Carvalho nos enviou informações que ,a seu juízo, considerou-as  alvissareira. Do presidente estadual do seu partido (PDT), deputado federal Wolney Queiroz, recebeu o acolhimento político compatível com a sua estatura,  ou seja: o vereador mais votado pela agremiação em todo província.

No que se refere às costuras e tratativas,  atinentes à campanha eleitoral que se descortina,  em que  o referido vereador – André Carvalho – concorrerá a uma vaga na ALEPE, confidencio-nos  o parlamentar que do Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, recebeu a sinalização necessária,   no tocante à estrutura de campanha na buscar do tão sonhado mandato de deputado estadual.

Para concluir, o vereador André Carvalho adiantou que até o final do mês em curso espera produzir evento festivo para ratificar seu nome na disputa,  contando, inclusive, com diversas lideranças estaduais e nacionais do seu partido.

Doutor Saulo lança sua pré-candidatura a deputado estadual…

Atualmente filiado ao partido Patriotas (51),  em vídeo recente, o vereador Doutor Saulo lançou sua pré-candidatura ao cargo de deputado estadual por Pernambuco. Na ocasião, conclamou os internautas à construção de uma corrente em torno do seu mais novo desafio político/eleitoral.

Amigos dos amigos, Saulo, no xadrez antonense, é um político que dialoga em 360 graus. Tem trânsito em todos os grupos. Nesse contexto, sua candidatura tem espaço para avançar em todos os extratos sociais. Nas cidades circunvizinhas,  o mesmo, na qualidade de médico, tem serviço prestado e um continuo contato com pessoas.  Ao amigo Saulo Albuquerque desejamos sucesso eleitoral em 2022.

Veja o vídeo:

Convento de Nossa Senhora do Monte – por Marcus Prado.

MEUS CAROS AMIGOS DOM FERNANDO SABURIDO e Irmã Verônica, na abadia do convento de Nossa Senhora do Monte. Antes das orações e do Canto Gregoriano, o mais legitimo que se ouve em Olinda. Estou, como ouvinte e devoto dessa liturgia.

Construída originalmente por ordem de Duarte Coelho, em 1535, a Igreja de Nossa Senhora do Monte é a mais antiga edificação religiosa de Olinda. O interior é rústico, composto apenas de um simples altar-mor . Fotografei.

Marcus Prado – jornalista. 

A morte de Moa do Katendê – por historia_em_retalhos.

Não é de hoje que crimes letais ocasionados por intolerância política acontecem no Brasil.

Na madrugada de 08 outubro de 2018, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, o Moa do Katendê, foi assassinado por Paulo Sérgio Ferreira, após declarar a sua preferência política para o segundo turno das eleições presidenciais que aconteceriam naquele ano.

Moa do Katendê estava em um bar no bairro do Engenho Velho da Federação, periferia de Salvador, quando discutiu com outro homem sobre aquele pleito presidencial.

Após a discussão, o autor do crime saiu do bar onde estavam, foi até a casa em que morava, voltou ao estabelecimento e atacou o mestre de capoeira com 12 facadas pelas costas.

Moa morreu no local.

Após o seu falecimento, foi produzido o documentário “Quem vai quebrar a máquina do mal?”, sob direção de Carlos Pronzato.

Crimes dessa natureza são os sinais mais evidentes de uma sociedade despreparada para a democracia e doente.
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Pessoas se matando e os políticos rindo de tudo isso……….

O evento trágico que ganhou volumoso  espaço nos noticiários do Brasil inteiro e invadiu as redes sócias,  relacionado ao assassinato do guarda municipal Marcelo Aloizio, na festa de comemoração dos seus 50 anos de vida, aconteceu em Foz de Iguaçu, no estado do Paraná, mas poderia ter ocorrido na sua cidade, seu bairro ou mesmo na sua rua. O clima que estamos vivenciando de um tempo para cá e acentuando-se à medida que o pleito presidencial  vai se aproximando, se configura na “tempestade perfeita” para essa guerra insana.

Políticos, de maneira geral, adoram ver pessoas de boa fé brigando e defendendo suas ideias, quase sempre mentirosas.  Os seguidores, coitados, muita vezes nem se dão conta que são catalogados pelos seus respectivos manipuladores como uma espécie de  “jumentos motivados”. Nessa relação de dependência  patológica,  por assim dizer, inexiste razão, apenas paixão doentia. É um verdadeiro delírio do nada ou mesmo uma robusto miolo de pote.

Na qualidade de cidadãos conscientes, muitas vezes,  somos implacáveis na busca pelo nossos direitos. Isso ocorre na relação comercial, pelo direito de ir e vir e etc, mas em relação aos políticos, via de regra,  acabamos colocando-os  num patamar “sebastianista”, ou seja: achamos que eles estão muito acima de nós…

Instigar e alardear o ódio – quase sempre – é uma especialidade de todos os políticos. Faz parte da trama, do jogo e da condução. Vale observar, também,  que quase sempre os políticos estão no  poder porque a maioria do eleitorado  rejeitou o seu principal adversário e não, propriamente, pelos seus  respectivos predicados. É por essas e outras  que a cena política é recheada de desilusões, traições  e decepções….

Ao final dessas despretensiosas linhas, motivadas pelas cenas que mais parecem retiradas de um filme de terror, vindas lá do Paraná,  ratifico que os políticos respeitam e procuram escutar mais os que lhes rejeitam do que os que lhe acompanham  cegamente….

Políticos, na qualidade de gente e gestor (com raríssimas exceções)  não merecem tanto….. São figuras que ocupam espaços terráqueos privilegiados, mas –  se tudo for como está escrito –   não irão desfrutar do sono eterno, na derradeira morada, ao lado do pai eterno….

Livro Asas Para Vitória de Santo Antão – a história do Aero Clube da Vitória – continua à venda!

Fruto de uma aprofundada pesquisa histórica, realizada pelo presidente do Instituto Histórico da Vitória, professor Pedro Ferrer, o Livro Asas Para Vitória de Santo Antão tem recebido os merecidos elogios. Recheado com fotos e documentos, o conteúdo, de maneira cronológica, narra o passo a passo rumo  materialização e sucesso, daquilo que que ficou catalogado na nossa história como um dos sonhos mais ousados dos antoenses, ou seja: a concretização do Aeroclube da Vitória – vale a pena ler……

O livro custa $70 e pode ser adquirido através do contato (81) 9.8880.1744. 

Em defesa do Patrimônio histórico: casos de destombamentos – por Marcus Prado.

Não é a primeira vez que chega ao Brasil uma comissão da UNESCO para fiscalizar, mediante denúncias, como foi o caso de Ouro Preto, e mais recentemente na Serra Negra, em Minas Gerais. Que o Brasil teve o risco de passar por essa vergonha diante da repercussão internacional, com reflexos de imediato no campo do Turismo. Não é por acaso que somos um dos países mais visitados, na América do Sul, por comissões fiscalizadoras da UNESCO. A entidade, com sede em Paris, se propõe a promover a identificação, a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural de todo o mundo, considerado especialmente valioso para a humanidade. O resultado da avaliação, no caso mineiro, que está sendo feita por especialistas de renome internacional, pode levar a Serra do Curral a perder o reconhecimento de Patrimônio da Humanidade da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Depois da análise técnica, os especialistas irão anunciar se vão manter o pedido de intervenção protocolado no Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), instituição que assessora a Unesco.

Em nível de Pernambuco, saindo da esfera da UNESCO, (sem deixar de reconhecer a rica pluralidade cultural de nosso estado), sou levado a fazer uma confissão: se depender do meu voto, o primeiro patrimônio local a ser destombado, entre outros da capital e do Interior, seria o prédio onde funcionou, durante mais de um século, o jornal mais antigo em circulação em nosso idioma: o DIARIO DE PERNAMBUCO. Opinaria pela pena máxima, embora constrangido, posto que fui autor do parecer de tombamento desse edifício, um documento com mais de 100 páginas, aprovado à unanimidade pelo colegiado presidido por Marcia Souto e Aramis Macêdo. (Restou a sensação de tempo perdido, atado por fortes laços de lembranças e reconhecimento: trabalhei nesse prédio durante cerca de três décadas, como redator literário (*). O estado, dono desse edifício, adquirido por desapropriação há 17 anos, nada fez ao longo dos anos, até hoje, para preservá-lo como monumento arquitetônico de rigorosa preservação. Tornou-se exemplo inqualificável de abandono do patrimônio histórico, a autoridade não agilizou procedimentos recomendados no ato de homologação governamental.

Um dos prédios mais importantes do bairro recifense de Santo Antônio, acha-se em estado de ruinas, cada dia cai um pedaço das paredes e do teto, colocando em risco os que passam pela calçada; à noite é invadido por pessoas sem teto e usuários de drogas, durante o dia vira latrina a céu aberto. Há dois anos, quase foi por inteiro atingido por um incêndio. A praça (o entorno do prédio) é usada como banheiro por pessoas que vivem no local (Nada diferente da Rua das Flores, para lembrar outra vergonha do caso Painel de Brennand). Não houve sequer o interesse de colocar no ambiente um tapume de proteção.

Temos no Brasil um dos melhores conjuntos de leis, regulamentos, diretrizes entre as nações signatárias de Cartas de Preservação, um dos melhores organismos, teoricamente, que eu saiba, de proteção do patrimônio histórico, um referencial, sem nada dever em nível internacional, como é o caso do IPHAN, a partir do ideário de Rodrigo Melo Franco de Andrade e do legado dos pernambucanos Aloisio Magalhães e Airton Carvalho. Eles, que tanto fizeram para a construção do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural (SNPC), para o qual muito contribuiu o escritor Gilberto Freyre. Eu lembraria, como subsídio, as pesquisas acadêmicas que têm se multiplicado em qualidade, certas teses recentes dedicadas à preservação do entorno do bem tombado, exigência tão importante e tão negligenciada. A preservação do entorno, que deixou de ser cumprido no tombamento do prédio do DIÁRIO, é atualmente um dos itens mais importantes nos debates internacionais. Mas, tudo ou quase tudo, na esfera governamental, o que foi dito acima sobre os ordenamentos do patrimônio, dá a impressão que fica só no papel, fenômeno não só do Recife, fato já por tantas vezes ressaltado pelas mídias da capital.

No caso da Serra Negra, em Minas Gerais, foi ignorado que o trabalho não termina com o tombamento – na realidade apenas começa. Tanto do ponto de vista do Poligonal de tombamento: área claramente delimitada com o objetivo de preservar a paisagem urbana perceptível e diretamente relacionada com a motivação do tombamento, quanto do Poligonal de entorno: área claramente definida com o objetivo de resguardar a ambiência do bem tombado e garantir a qualidade urbana necessária para sua fruição: Tudo isso estava sendo frontalmente ignorado. Houve omissões, ausência de regras não efetivas, descontinuidades na salvaguarda do bem tombado, invasões, fragilidades na proteção, tal como vem ocorrendo, há décadas, em Olinda, com o secular Horto Del-Rey, visto no passado como a maior área verde urbana do Brasil.

(*) Em Marcel Proust houve um tempo perdido, mas foi depois recuperado como necessário para dar sentido à vida. Resta apelar para que o tempo imite a arte.

Marcus Prado. Jornalista

5ª Festa da Saudade – na próxima semana iniciaremos as vendas das mesas e camarotes!!!

Já programada para o próximo dia 20 de agosto, a 5ª edição da Festa da Saudade contará mais uma vez com show da vibrante Orquestra Super Oara. O evento ocorrerá no Clube Abanadores “O Leão”,  com inicio a partir das 22h.

Com público cativo, o encontro dançante se configura numa das noites mais esperadas pela boemia antonense. Assim sendo, na próxima semana estaremos anunciando mais  informações e iniciando, efetivamente, as vendas/reservas de mesa e camarotes.