“Alto da Boa Vista” – Corrida Com História.

Denominada por Praça 13 de Maio no inicio do século XX, uma das localidades próxima ao centro comercial  mais elevada da nossa cidade, antes, era conhecida como “Alto da Boa Vista”. Lembremos que no século XIX, com os pés finados no “Alto da Boa Vista” era possível se avistar os quatro cantos da então emergente “Cidade da Vitória”.

Nesse contexto, dentro do Projeto Corrida Com História, justamente no dia 13 de maio revelamos essa informação aos antonenses que, diga-se de passagem, desconhecida quase que pela totalidade das pessoas. Aos poucos, como muita paciência e pesquisa, estamos “descobrindo” uma Vitória de Santo Antão esquecida, por assim dizer.

Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/w47HRAgJOaQ?feature=share

Lei Paulo Gustavo – Hérika e Pablo no lançamento….

Convidados pelo Ministério da Cultura, dois dos nossos atuantes produtores culturais, Hérika Araújo e Pablo Dantas, estão participando ativamente do evento de lançamento da Regulamentação da Lei Paulo Gustavo, há muito aguardada pelo setor.

O evento está acontecendo na capital baiana – Salvador –  e contou  (abertura) com a participação do presidente da Lula e também de  expressivas autoridades no âmbito da cultura nacional.

Ressaltemos que a classe artística, por ocasião da pandemia, foi o segmento que primeiro teve suas atividades suspensas e o último a se restabelecer plenamente. O evento em Salvador, além do ato solene, também tem como objetivo capacitar produtores culturais de todas as regiões do Brasil para fazer chegar, com rapidez e sem burocracia, os recursos para os verdadeiros interessados. Para Vitória de Santo Antão, segundo a produtora Hérika Araújo, está prevista a chegada de recurso na ordem de um milhão de reais. Um VIVA! Para Lei Paulo Gustavo……

Momento Pitú – Pitú lança produtos na feira de negócios APAS Show em São Paulo.

PITÚ participará em mais um ano da APAS Show, a maior feira de alimentos e bebidas das Américas que está em sua 37ª edição. O evento conhecido por ser um dos maiores no segmento do mundo acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio, na Expo Center Norte, em São Paulo. Em fase de expansão do portfólio e renovação de embalagens, a PITÚ aproveitará o seu stand aberto e acolhedor na APAS Show para apresentar novidades em primeira mão aos visitantes da feira.

Os lançamentos da empresa na feira, como explica o diretor industrial e presidente da PITÚ, Elmo Ferrer Carneiro, serão: a nova cachaça PITÚ Mel e Limão, a versão em lata da sua mais nova aguardente PITÚ Amarelinha, a embalagem menor da lata de PITÚ Cola – agora envasada em 269 ml e entrando para a recém-lançada linha de bebidas ice PITÚ REMIX e, por fim, a embalagem com layout especial de 85 anos que estampará uma remessa de 10 milhões de unidades da lata de 350 ml da cachaça branca.

“A PITÚ foi pioneira no envase de aguardente em lata no Brasil e essa embalagem tem importante participação no nosso faturamento atualmente. Os lançamentos que estamos trazendo para o mercado vêm também nesta linha de envase, aumentando nosso portfólio e incentivando o consumo de misturas à base de cachaça”, indica o presidente.

O público poderá degustar todos os produtos que compõem o portfólio da cachaçaria pernambucana no interior do stand. Além das novas bebidas, o espaço também será expositor da aguardente de cana tradicional, das envelhecidas Premium – Pitú Gold e Extra Premium – Vitoriosa, da bebida mista de cachaça com limão – Pitú Limão e da vodka Bolvana.

O diretor comercial da PITÚ, Alexandre Ferrer, explica que o stand tem o principal objetivo de receber clientes ativos, estreitar relacionamento com o público consumidor e também com prospects das outras regiões do Brasil.

“É sempre muito frutífero participar da APAS. A ideia do stand é fazer com que os negócios se iniciem em um clima leve, de confraternização em mesa de bar, com conclusão e fechamento posterior ao evento. Os nossos representantes estarão recebendo os visitantes e a clientela que estará de passagem pela feira para conhecer o portfólio da PITÚ e degustar os produtos em um ambiente receptivo e acolhedor. A feira é um ponto de captação para novos parceiros do Sudeste e de todo o Brasil. Se comparado há cinco anos, quando a PITÚ participou pela primeira vez da APAS, o mercado de São Paulo cresceu bastante”, detalha.

LANÇAMENTOS DA PITÚ NA APAS

PITÚ Mel e Limão – Uma conhecida mistura dos consumidores agora se tornou o novo coquetel alcoólico da PITÚ. Com 17,5% vol., delicioso sabor e aroma pela qualidade dos componentes, traz facilidade a quem prefere degustar a cachaça com a mistura dos sabores do mel e do limão.

PITÚ Amarelinha em lata – A “Amarelinha” é uma aguardente composta com extrato natural e aroma de carvalho, produzida com o mesmo blend e qualidade da aguardente PITÚ. Com Teor Alcoólico de 38% vol., tem coloração dourada e sabor suave. A bebida foi lançada no ano passado na versão engarrafada e agora, na APAS, será lançada em embalagem de lata.

PITÚ Cola agora é REMIX – Mistura de aguardente de cana com refrigerante à base de cola, bebida gaseificada refrescante, com teor alcoólico de 5% vol., a PITÚ Cola terá lançamento da sua lata de 269 ml, com novo rótulo e em embalagem menor, entrando para a família da linha de bebidas ice PITÚ REMIX.

Lata comemorativa aos 85 anos da PITÚ – A cachaçaria pernambucana está comemorando, em 2023, 85 anos de história, desde que foi fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes no município de Vitória de Santo Antão, interior de Pernambuco, e que hoje é referência nacional e internacional quando o assunto é cachaça. Para celebrar a data, a PITÚ lançará embalagem da sua lata de 350 ml da tradicional cachaça branca com o selo comemorativo ao aniversário de 85 anos durante a APAS Show.

SAIBA MAIS SOBRE A PITÚ – Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a PITÚ engarrafa e comercializa milhões de litros por ano. É a cachaça mais consumida nas regiões Norte e Nordeste, a vice-líder do País. A PITÚ está em sua quarta geração de gestores e mantém investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing, que garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante do segmento.

A cachaça pernambucana se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a PITÚ comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são:  Áustria, Grécia, Espanha, Suíça e Bélgica. Nos demais continentes a PITÚ também está presente em alguns países, como: Argentina, Canadá, África do Sul, Estados Unidos, México.

SOBRE A APAS SHOW – Mais do que uma feira, a APAS Show é uma verdadeira fonte de negócios através do relacionamento com expositores, geração de conexões e das diversas palestras com profissionais de ponta do setor supermercadista. É o maior evento de alimentos e bebidas das Américas e a maior feira supermercadista do mundo. Com o conceito “Além de Alimentos”, a APAS será um momento para compartilhar conhecimentos sobre alimentos, bebidas, tecnologia, inovação, logística, finanças, infraestrutura e equipamentos de última geração.

Em 2022, foram 819 expositores, sendo 185 de 22 países diferentes e R$ 30 milhões em negócios. Nessa mesma edição, última realizada, foram 60.398 visitantes, 11.464 empresas representadas e 111.571 visitas geradas, além de 689 reuniões, 140 empresas brasileiras, 27 compradores internacionais de 30 países, 3.684 congressistas, seis auditórios temáticos e mais de 70 palestras.

SERVIÇO:

ALÉM DE ALIMENTOS

EXPO & CONGRESSO

Datas: 15 a 18 de maio de 2023

Local: Expo Center Norte, São Paulo – SP

Mais informações: https://apasshow.com/

Rodrigo Brol – um guerreiro que venceu o inimigo mais temido e valente de todos!!!

Imagine manipular alimentos gostosos todos os dias, concomitantemente com a necessidade de perder o excesso de peso acumulado por décadas? Essa realidade vivida pelo amigo empresário Rodrigo Brol, hoje, é algo que faz parte do passado.

Lembro-me, certa vez, que conversamos sobre o assunto. Dizia-me ele que já estava disposto seguir para mesa de cirurgia para perder os quilos indesejados. Eis que em dezembro de 2020 o mesmo resolveu agir numa caminho diferente. Várias quedas, como ele mesmo  revelou-me,  mas em outubro de 2021, finalmente,  encaixou um conjunto de ações que o fez, de lá para cá, se livrar de 42 quilos indesejados e viver uma outra vida, sob todos os pontos de vista.

Rodrigo foi acompanhado por alguns profissionais da área, com destaque para Bruno Damásio, que lhes forneceram as condições necessárias para alcançar os seus objetivos.

Mas, independente de tudo e todos, nada seria possível se o dito cujo – Rodrigo Brol –  não tivesse incorporado o guerreiro que estava dentro dele. Aliás,  existe uma frase que diz: “motivação é uma porta que se abre por dentro”.

Nesse contexto, convidado à participar da 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória, mas que por motivo de viagem não pode comparecer, na manhã de ontem (10), estive no seu restaurante  – Carnes & Galetos – para lhe condecorar, por assim dizer, com a medalha do evento,  no sentido da sua expressiva e saliente vitória pessoal.

Rodrigo, nesses últimos meses, mostrou-se um verdadeiro guerreiro, ou seja: venceu o mais temido e valente de todos os oponentes, Rodrigo venceu ele mesmo,  para descortinar  um mundo novo que havia dentro dele. Parabéns! Amigo Rodrigo, pela prova inequívoca e inquestionável da sua força de vontade!!!

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião – por @historia_em_retalhos

O ano era 1926 e a coluna comandada pelo ex-militar Luís Carlos Prestes peregrinava pelo interior do país, buscando mobilizar a população contra o governo do então presidente Arthur Bernardes.

Naquele momento, as forças oficiais agiam de maneira muito precária, sendo o combate à coluna, todavia, uma prioridade máxima para o governo.

Paralelamente, as caatingas nordestinas eram palco da atuação feroz de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o mais temido e violento cangaceiro da história.

Para os interesses do governo, portanto, a equação seria simples: o melhor cenário seria um conflito armado entre esses dois “causadores de problemas”, com baixas nos dois lados.

Sem publicizar as suas intenções, Bernardes acatou as ponderações do seu ministro Setembrino de Carvalho e autorizou a formação do chamado “Exército Patriótico”.

Inicialmente, financiou e armou o deputado Floro Bartolomeu, que, à frente de um efetivo de 2 mil homens, fracassou na missão.

Era a vez de Virgulino e um personagem muito importante entra em cena: o padre Cícero Romão.

Padre Cícero sabia do carisma que exercia sobre o povo, bem assim que Lampião, religioso que era, o reverenciaria.

Lado outro, o padre não era apenas um religioso, mas também um líder político.

Exercia grande influência na região do Cariri, além de ser possuidor de terras e imóveis.

Ter Lampião sob o seu controle, como forma de apaziguar os ânimos, faria crescer, ainda mais, o seu poderio político.

Foi assim que o cangaceiro atendeu ao chamado e compareceu a Juazeiro do Norte.

Ali, recebeu das mãos do religioso a patente de capitão das forças patrióticas, além de armas, munições e cem contos de réis.

Passado algum tempo, porém, as coisas mudaram.

Lampião foi percebendo a fragilidade da patente recebida, que não era respeitada pelos militares, e concluiu que fora enganado.

Sem titubear, quebrou o acordo e não devolveu nada do que recebera.

Para completar, em 1927, a Coluna Prestes dissolveu-se, adentrando em território boliviano.

Resumo da ópera: o conflito armado jamais aconteceu.

Lampião continuou a sua saga por mais 12 anos, até ser assassinado, em 1938, em Sergipe.
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PITIBA: saúde e leveza através dos seus produtos…..

Desde a chegada do português Diogo de Braga ao nosso torrão, a partir da 3ª década do século XVII, segundo os livros que contam a história dos nossos antepassados, somos vocacionados ao trabalho no campo.  O tripé original – plantar, regar e colher – sempre foi uma das marcas mais salientes do povo antonense.

A feira livre da nossa cidade,  possivelmente,  é uma das atividades da chamada cadeia produtiva mais antiga que temos notícias. E bem verdade que em algum momento da linha do tempo também fomos, entre outras, referência no gado de corte e nos engenhos de cana de açúcar.

Nas últimas décadas o mercado varejista dos chamados hotifruti vem produzindo grande transformações. Com tradição nesse segmento, Vitória de Santo Antão continua se destacando no abastecimento para toda região e também  para estados vizinhos.

Sintonizada com as novas exigências do mercado, entre outras, destacamos a empresa genuinamente vitoriense que atua no ramo há mais de 40 anos, ou seja:  PITIBA.

Distribuindo saúde e leveza através dos seus produtos, recentemente, tivemos a oportunidade de conhecer melhor um pouco da sua atividade (empresa PITIBA) e constatamos que a mesma se coloca como um importante elo entre o campo e mesa dos consumidores que, aliás,  vai muito além da circunscrição territorial antonense. Sendo assim,  registro, aqui, as minhas melhores impressão da referida  empresa – como já falei – genuinamente vitoriense.

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“Voto de Aplausos” – organização da 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória!!!

Registro o recebimento do oficio nº 079/2023, enviado pelo Poder Legislativo da Vitória de Santo Antão, proposto pelo vereador Carlos Henrique Queiroz Costa e aprovado pela unanimidade dos seus pares, que alude  VOTO DE APLAUSOS,  ratificando o sucesso da organização da 2ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória.

Assim sublinhou o parlamentar Carlos Henrique: “foi mais uma vez de grande sucesso de público, congregou muita gente de outras cidades, vários turistas, haja vista que muitos passaram a conhecer Vitória de Santo Antão através deste grande evento esportivo”.

Na qualidade de organizador do referido evento, agradeço ao vereador Carlos Henrique por haver registrado esse momento nos anais do parlamento local e a todos os vereadores pelo acompanhamento no sentido do VOTO DE APLAUSOS. Obrigado!

Instituto Histórico comemorou a passagem dos 180 anos da cidade.

Na noite da sexta-feira (05) o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória promoveu um evento festivo para comemorar o aniversário de número 180 da elevação à categoria de cidade da nossa Vitória. Na ocasião, dentro da programação, constaram homenagens, posse de novos sócios,  aposição de fotografias (Gilson Ferrer e Elias Ramalho), entrega de peças para o acervo e a encenação da peça teatral “Vitória Demonstra Teu Valor”.

Para o setor do carnaval, o Instituto Histórico recebeu dos diretores da Agremiação Carnavalesca “Os Barrigas D’Água” duas peças originais: o boneco representativo e um dos estandartes da agremiação.

Os trabalhos da solenidade, que foi transmitida “ao vivo” pela página oficial da instituição, foram comandados pelo professor Pedro Ferrer, presidente do IHGVSA.

Elza Soares – por @historia_em_retalhos.

Sexta-feira, 11 de setembro de 1964.

Elza Soares, já consagrada, chega ao lado do recém bicampeão mundial Mané Garrincha ao hotel de luxo Lord Palace, em São Paulo.

O hotel era habituado a receber artistas e celebridades, mas, naquele momento, negou acomodação ao casal.

O motivo revelado por Elza fora claro: preconceito de cor.

Revoltados, chamaram a polícia e seguiram para o Hotel Danúbio, onde nada lhes fora exigido.

Os anos, porém, passaram-se.

O hotel passou a perder hóspedes, a partir de 2000, até falir e ser ocupado por movimentos populares, em 2010.

Após um longo périplo com o poder público, o antigo endereço da elite paulistana transformou-se em um grande residencial de moradia popular, reconhecido pela municipalidade, ganhando um nome bem sugestivo: “Residencial Elza Soares”.

Em frente à edificação, um mural da Voz do Milênio (foto), de autoria da artista plástica Pri Barbosa.

Na pintura, a cantora segura uma chave.

Ao lado de sua mão, a frase:

“Nenhuma mulher sem casa”.

O mundo gira.
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O Instituto Histórico – por Lucivânio Jatobá.

Impossível sair imune de emoções após uma visita ao Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (PE). Como bem o disse, há anos, o poeta e publicitário inesquecível Dilson Lira: Aquele Instituto “ É uma igreja cívica e o altar é a Pátria”! O acervo histórico ali existente é riquíssimo. Encontra-se muito bem dividido e com peças raríssimas. Merece uma visitação por todos os que têm interesse pelo passado, pela História, não apenas do município histórico da Vitória de Santo Antão.
Atualmente, o Instituto Histórico e Geográfico referido, um dos mais importantes do Nordeste brasileiro, tem como Presidente o dr. Pedro Ferrer, meu querido amigo vitoriense de longas datas e de profissão. Este fez daquela Casa sua segunda casa. Vive lá, recebendo visitantes de todos os cantos da Região e do Brasil.
Estive mais uma vez naquele Instituto, e saí , como sempre , emocionado, no mês de abril deste ano ( 2023). A primeira vez que ali estive, ainda um menino aluno do Ateneu Santo Antão, na década de 1950, levado pela professora Maria Aragão, o IHGVSA tinha poucos anos de fundação ; agora já é um setentão. Está mais lindo e fascinante nos dias atuais. Cativa-nos! Emociona-nos! Torna-nos mais ricos em conhecimentos históricos.
Visitem esse Templo de História!
Lucivânio Jatobá – professor. 

Maio Antonense – o mês azul e branco – COMEMOREMOS!

Em 2023, por conta de uma séria de atividades que “consumiram” meu precioso tempo, não irei promover o conjunto de live(s),  visando realçar o “Maio Antonense” – o mês azul e branco. Fruto das minhas pesquisas e da minha ousadia, na qualidade de estudioso cobre a história do nosso lugar, sublinhei o mês em curso (maio) como aquele que carrega o maior número de eventos históricos relevantes, vinculados a nossa formação como lugar.

Na medida de possível, dentro do projeto Corrida Com História, irei produzir vários vídeos dando tonalidade à passagem comemorativa de alguns desses  acontecimentos.  No próximo dia 06, por exemplo, nossa “Cidade da Vitória” estará  completando 180 de anos da passagem de Vila à categoria de cidade, ocorrida em 1843.

Vitória de Santo Antão é um lugar rico, historicamente falando. No ano de 2026 estaremos comemorando os nossos 400 anos de fundação. Viva o Maio Antonense, Viva Vitória de Santo Antão!!!

Os alimentos do divino na pesquisa de Maria Lecticia – por Marcus Prado.

O livro da escritora pernambucana Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, A  Mesa de Deus: os alimentos da Bíblia (Editora Record/Edição Especial da FacForma), ostenta uma esfera de hipnótico fascínio como leitura e pesquisa histórica: o desafio de reunir, com notória pertinência, fluência e erudição, tudo o que se acha contido na Bíblia sobre os principais ingredientes e alimentos, cheios de símbolos, dos tempos narrados no Livro dos Livros.

Nele, desfilam as árvores, os cereais, as carnes, os frutos, os temperos, o azeite, o mel, o leite, as plantas, a preparação dos alimentos, os rituais e sua importância para o povo de Deus. O pão era alimento básico que se tornou sinônimo da própria vida. Frutas e peixes eram pratos favoritos da dieta. Muito curiosas no livro da senhora Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti as páginas dedicadas aos banquetes da Bíblia. Algumas narrativas, sendo adaptadas, sugerem um tema de filme, os banquetes, como os que se mostram na cantata cênica Carmina Burana, composta por Carl Orff em 1935-1936 e estreada em 8 de junho de 1937 na Alte Oper de Frankfurt, sob direção de Bertil Wetzelsberger. Jamais uma mesa foi tão opulenta de comidas, vinhos, peças de ouro e prata, como a que serviu de cenário único para essa peça teatral.  Na mesma linha temática: A Ceia dos Cardeais, peça teatral de Júlio Dantas, levada à cena pelo saudoso Teatro de Amadores de Pernambuco, com Reinaldo Oliveira, Renato Phaelante, Enéas Alvares, Adhemar de Oliveira Sobrinho.

O livro A Mesa de Deus: os alimentos da Bíblia, segundo Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, nasceu de uma conversa com o cardeal Dom José Tolentino Mendonça, na Casa de Chá Santa Isabel, em Lisboa, acerca da importância da alimentação para o povo de Deus, sobre os hábitos alimentares dos hebreus nos diversos momentos de sua trajetória, reconhecendo que a Bíblia está repleta de refeições cotidianas. Abro uma breve cortina: A Casa de Chá de Santa Isabel, citada pela autora, é detentora de uma longa tradição lisboeta. Localizada no Largo do Rato, na Rua de São Bento nº 700, perto dali, morava a fadista Amália Rodrigues, tem sido um local de convívio para as pessoas há cerca de 70 anos, imperdível para quem aprecia um ambiente de seleto e requintado gosto, com a qualidade, segundo vi de perto, certa vez, de não constar do trade turístico e gastronômico da cidade. Onde talvez melhor se come na Europa.

As conversas da senhora Maria Lectícia com o cardeal Tolentino, tudo indica, foram enriquecedoras ao longo dos anos de pesquisas, até à sua erudita e consagradora Introdução ao livro. “A torrente de passagens bíblicas  referentes aos alimentos e à mesa que Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, com mão informada, com mão pacientíssima e brilhante (…) não é, portanto, uma marginalia destinada a ser etiquetada sob a categoria de “curiosidades ociosas”.  Entrar na Bíblia pela porta da cozinha é um argumento mais sério do que se possa supor. E também mais espiritual. O título escolhido para esta obra está certo. E o livro dá a provar do que promete. Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti oferece-nos aqui uma daquelas experiências que não vamos querer esquecer”. (Cardeal Dom José  Tolentino Mendonça). Para quem não sabe, o apresentador, além de   cardeal, é famoso poeta, ensaísta e teólogo português. Atualmente é prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, na Cúria Romana. Ganhador de mais de 10 prêmios por sua obra literária elogiada pela crítica de seu país, foi vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa até à sua nomeação episcopal em junho de 2018 e, na mesma universidade, atuou como diretor da Faculdade de Teologia. É também professor visitante da Universidade Católica de Pernambuco.

O resultado desse livro, se atentarmos para a sua construção orgânica, também para a sua nova edição primorosamente gráfica, é uma obra que se parece com um projeto de engenharia, feito por quem delineia os traços de uma ponte para ficar suspensa no ar, sem nada faltar nas vigas da sua escrita, do começo ao fim. O resultado, digo ainda, foi uma narrativa cuidadosa e vigilante, a desafiar os rigores de um texto que não comporta concessão ao brilho fácil do intolerante e do lugar-comum. Há sopros de aromas soltos no ar, de arbustos e árvores, de cálamos, de hortelã, de mirra, de incenso, de mostarda, de arruda, quando não de romãzeira, cipreste, salgueiro, tamareira, videira. Cada um com breves referências sobre os símbolos, que ainda existem na liturgia da Igreja, na figuração do sublime. Os símbolos elencados nesse livro e as pluralidades de dizeres que eles encerram. A obra, então, atinge o seu ponto de intensidade culminante, como pesquisa e concepção.

Esse livro vem ampliar a perspectiva bibliográfica de Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti nos temas de Gastronomia em que ela tem se mostrado mestra e erudita, desde o começo, contínuo e imparável, da sua vida de escritora e acadêmica da Academia Pernambucana de Letras.

Marcus Prado – jornalista

Cuca – por @historia_em_retalhos.

Este é Cuca, ex-jogador e atualmente técnico de futebol brasileiro.

Recentemente, Cuca não aguentou a pressão da torcida e pediu desligamento do Corinthians, por um motivo ligado ao seu passado, quando ainda era jogador do Grêmio.

Trata-se do famigerado Caso Berna.

No ano de 1987, o clube gaúcho resolvera fazer uma excursão pela Europa para participar da Copa Philips, hospedando-se em Berna, na Suíça.

Em 30 de julho, Cuca e os jogadores Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi (foto) foram detidos sob a acusação de terem mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos.

Segundo a investigação da polícia suíça, a garota dirigiu-se com dois amigos ao quarto dos jogadores do Grêmio.

Os atletas, então, teriam proibido a entrada dos dois rapazes, permitindo apenas o acesso da vítima.

Depois disso, trancaram a porta e estupraram a jovem.

Após pouco menos de um mês detidos, os jogadores foram liberados, sob o compromisso de comparecerem às convocações da justiça suíça.

Passados dois anos, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados a 15 meses de prisão.

Como o Brasil não extradita os seus cidadãos, eles nunca cumpriram a pena.

No Brasil, os atletas foram recebidos como injustiçados, com certa complacência da mídia.

À época, a imprensa tomou a defesa dos jogadores, insinuando que tudo não passava de uma armação, virando o lado da opinião pública.

A revista Placar chegou a publicar uma edição especial com falas de colegas, como Renato Gaúcho, citando-os como homens de família.

O jornal “O Globo” divulgou uma matéria, apontando a vítima como a verdadeira culpada.

O próprio Cuca declarou na época dos fatos que a jovem “era do tamanho de um armário e não tinha carinha de menina”.

36 anos depois, o caso continua reverberando e Cuca segue negando a prática de qualquer crime.

O dilacerante saldo de toda essa história, porém, é que a menina, apontada como culpada pelo patriarcado brasileiro, sofre até hoje com transtornos mentais graves e já tentou o suicídio.

O caso de Cuca foi em 1987.

Robinho e Daniel Alves, mais recentemente.

Eis uma faceta do futebol brasileiro que precisa ser melhor estudada.
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O Leão cantou de galo no Pátio da Matriz….

O Leão, mais uma vez, cantou de galo no Pátio da Matriz. Comemorando mais um título de Campeão Pernambucano os torcedores do Sport da nossa cidade promoveram um “carnaval fora de época”, que ocorreu no domingo (30). Animados pelo som do Trio Pileque e “puxados” pelo artista Nildo Ventura a nação rubro-negra antonense ganhou as ruas centrais da cidade para comemorar, dançando e cantando.

Professor Lucivânio Jatobá: Cidadão Vitoriense!

Através do convite enviado pelo renomado professor Lucivânio Jatobá, marquei presença  na  Câmara de Vereadores da Vitória, na noite da sexta-feira (28), no sentido de prestigiar a sessão que lhe concedeu título de Cidadão Vitoriense. O professor Lucivânio é um eterno apaixonado pela “Terra de Santo Antão”. Nas paredes e gavetas da sua memória estão  preservados um  conjunto de acontecimentos da sua infância e adolescência, vividos intensamente em terras antonenses.

Na mesma sessão, além do título concedido ao professor Lucivânio, artistas vitorienses foram agraciados com a comenda “José Marques de Senna”. Essa iniciativas partiram do vereador André Carvalho.

Esta é a Ponte da Torre – por @historia_em_retalhos.

Provavelmente, você já passou por ela.

O que talvez você não saiba é que, nesta ponte, em 28 de abril de 1969, há exatos 54 anos, o jovem estudante de engenharia e líder estudantil Cândido Pinto de Melo foi ferido a bala em um atentado político que o deixou paraplégico aos 21 anos de idade.

Em 1969, o país vivia o auge da ditadura militar, com a assinatura do AI-5, no final do ano anterior.

Neste dia, Cândido, que era presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), trafegava a pé pelo local.

Repentinamente, recebeu ordens de três homens encapuzados para entrar em um veículo.

Reagiu e salvou a sua vida.

Porém, ao resistir à coerção, foi surpreendido por dois disparos, um no rosto e outro na coluna, que lhe seccionou a medula abaixo do peito.

A partir deste atentado, teve a sua vida virada de cabeça para baixo.

Cadeira de rodas, sucessivas infecções, além das altas doses de medicamentos.

Tudo isso, todavia, não o impediu de continuar atuando na luta pela democracia e pelos direitos humanos, na defesa dos direitos das pessoas com deficiência (PCD), bem assim na profissão de engenheiro biomédico, transformadora de sua realidade.

Cândido era natural de João Pessoa/PB.

Em decorrência das sequelas deixadas pelo atentado, faleceu, precocemente, em 2002, aos 55 anos, no Recife.

Neste mesmo ano, a Lei Municipal n.° 16.826 deu à Ponte da Torre o seu nome.

Também levam o seu nome o Diretório Acadêmico de Engenharia Biomédica da UFPE e a União dos Estudantes de Pernambuco (UEP).

De agora em diante, todas as vezes em que você passar por essa ponte, lembre-se de Cândido Pinto e de que esse local já foi, um dia, palco de resistência.

#ditaduranuncamais

Uma sexta-feira de paz a todos. 🙏🏼
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TÚLIO GADÊLHA VISITA HOSPITAIS EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO A CONVITE DO VEREADOR ANDRÉ CARVALHO.

A convite do vereador André Carvalho, o Deputado Federal esteve nesta quinta-feira (27) nos hospitais da cidade de Vitória de Santo Antão. O hospital João Murilo recebeu a indicação de 1,2 milhões em emendas federais e já é o maior aporte que um Deputado já deu para o hospital. Porém, só houve a execução de 400 mil reais até o momento.

“A gente ainda tá com um desafio de aplicar esses recursos. Ainda faltam 850.000 reais a serem aplicados. Falta equipamento de raio-x, de hemodiálise e ainda falta a reforma do refeitório, dos espaços de convivência, da enfermagem…” afirmou Túlio.

Já no Hospital Apami, a emenda indicada pelo parlamentar foi de 500 mil para a concretização de alguns leitos de UTI, em 2021. Passados 2 anos, uma boa notícia: 80% do recurso foi destravado, levando em consideração as dificuldades de execução da emenda em razão da mudança de governo a nível estadual e federal.

O hospital Apami, apesar de ser o hospital mais antigo da cidade, passa algumas dificuldades por não ter mais contrato com a prefeitura municipal. Na ocasião da visita, os vereadores Carlos Henrique e Dr Saulo também participaram da reunião, onde Túlio se comprometeu em tentar buscar mais recursos para o hospital.

A indicação do recurso para os hospitais se deu a partir de um processo de participação dos cidadãos. Essas emendas participativas são recursos do orçamento público apontados por membros do Congresso Nacional ou Assembleias Legislativas dos estados, para que a comunidade decida para onde o dinheiro deverá ser investido. A votação em questão foi feita a partir de plataforma on-line do deputado federal.

O vereador vitoriense André Carvalho (PDT), que esteve envolvido no processo de implantação e indicação de emendas para a cidade, disse que o recurso é fundamental para a saúde pública do município:

“Você foi o único Deputado que trouxe tantos recursos aqui para o João Murilo. Vou lutar muito para você trazer mais, até porque, a saúde pública, aqui no Município, precisa de muita atenção. Não só de Vitória de Santo Antão, mais de todo o estado”. Afirmou o vereador.

Assessoria parlamentar. 

 

Desistir, Jamais! – é o título do livro do amigo Evilson Rêgo.

Em recente encontro com o amigo que conheço há duas décadas, Evilson Rêgo, o mesmo presenteou-me com o livro “Desistir, Jamais!”, obra literária que traz sua assinatura como autor. Bem elaborada, sua dedicatória se configurou em convite irrecusável à leitura do mesmo. Registro, aqui, meus agradecimentos pela distinção na certeza que oportunamente estaremos mergulhando no rico conteúdo impresso, distribuídos em pouco mais de duas centenas de páginas.

Onde está Frei Caneca? – por @historia_em_retalhos.

Onde foi sepultado o frade carmelita, herói e mártir de duas revoluções?

Revolucionário de 1817 e líder máximo da Confederação do Equador de 1824, o frade tornou-se um mártir em razão das ideias libertárias que defendia, as quais influenciaram, decisivamente, as gerações que o sucederam.

Foi detido no exercício de suas funções de secretário das tropas sublevadas, em 29 de novembro de 1824, sendo conduzido para o Recife.

Levado inicialmente para um calabouço, foi transferido, depois, para uma sala incomunicável, onde recebera a sentença.

Muito foi feito para que o frei não fosse executado: petições, manifestações de ordens religiosas, pedidos de clemência.

Tudo em vão.

Sob a acusação do crime de sedição e rebelião contra as imperiais ordens de sua Majestade, foi julgado e condenado, sumariamente, à morte, por enforcamento, por uma comissão militar sob a presidência do coronel Francisco de Lima e Silva (pai do futuro Duque de Caxias).

Caneca foi morto em 13 de janeiro de 1825.

Em sua morte, foi necessário promover-se o seu arcabuzamento, porque três carrascos, sucessivamente, recusaram-se a enforcá-lo, tão querido era o frade e tamanho era o peso moral daquele ato.

O arcabuz era um tipo de espingarda, portanto, seria o fuzilamento dos dias de hoje.

Na Igreja de Nossa Senhora do Terço (foto), foi despido de suas vestes sacerdotais e levado, em seguida, ao Forte das Cinco Pontas, para ser executado.

Depois de morto, o seu corpo foi colocado junto a uma das portas do templo carmelita (foto), no centro do Recife, em um caixão de pinho, de onde os padres o recolheram e enterraram em um local até hoje não identificado.

Até hoje, a indagação: onde está sepultado Frei Caneca?

Nunca se soube com precisão.

Em nossa humilde opinião, o frei revolucionário merecia um mausoléu à altura de sua estatura cívica e histórica.
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