Virada do lote da Saudade é hoje, segunda-feira, 26 de janeiro!!!

Assim sendo, não perca o passo:

Desfile da Saudade

Dia – segunda-feira de carnaval – dia 16/02

Hora – 21h

Atração:  Orquestra Super Oara e Trio Asas da America

Kit – $105 à vista ou em até 3X no cartão (3X$35).

Locais de vendas: Escritório do Blog do Pilako, vendedores autorizados e pelo DISK SAUDADE – 9.9188.3054.

Joel Neto e Lurdinha – o casal carnaval……

Com muito orgulho, recebemos o comunicado de que seremos os homenageados no carnaval vitoriense deste ano! Agradeço ao amigo Paulo Roberto Leite de Arruda, nosso prefeito, e seus pares pela escolha! Toda nossa família está celebrando, com os corações transbordando de emoções! Aguardamos todos os amigos no Carnaval Vitoriense, que esse ano é ainda mais NOSSO!
Joel Neto

Feijoada da ABTV acontece nesse sábado (24)….

🍲 Feijoada completa
🍉 Mesa de frutas

📍 Local: Gamela de Ouro
📅 Data: 24 de janeiro
⏰ Horário: A partir das 11h

🎟 Pulseira: R$ 30,00 com Eventos Vitória, Seu Kiko Cozinha Regional e com diretores dos blocos associados.

Reúna os amigos, vista sua alegria e venha dar o pontapé inicial no Carnaval da Vitória com muito frevo, tradição e animação!

Informações: (81)98508-4265 Eventos Vitória ou (81)98546-4113 Charles Romão

Feijoada da ABTV
O CARNAVAL DA VITÓRIA COMEÇA AQUI!!!

Assessoria de Imprensa

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – por @historia_em_retalhos.

Sou um instrumento de percussão e não uma religião.

Pareço com um reco-reco e sou usado em cerimônias com cantos e danças.

Infelizmente, no Brasil, utilizam o meu nome de forma pejorativa e estigmatizante, com o objetivo de ofender as religiões de matriz africana.

Associam o meu nome a “feitiços” ou “magias”, reforçando o preconceito e o racismo religioso no país.

Nada disso é verdade.

Agora você já sabe: o meu nome está ligado à música e à espiritualidade, afinal axé e amor se misturam.

As diferenças se abraçam.

Isso é RESPEITO.

Religiões de matrizes africanas não existem para praticar o mal.

O único mal que as persegue é o preconceito.

Desejo a todos um ótimo dia 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Muito axé! 🙌🏽
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Cafeteria Amor Por Café – comemoração em grande estilo!!!

No contexto da passagem dos 3 anos de atuação da Cafeteria “Amor Por Café”, será realizada uma comemoração recheada de boas degustações, música de qualidade e muita gente interessante.

Além de vários tipos de café, o evento contará com alguns parceiros gastronômicos: Restaurante Tio Nado, Jonny Burguer e Bendito Pudim. O encontro será realizado nos dias 23, 24 3 25 de janeiro no antigo Prédio da Estação Ferroviária.

O movimento gastronômico é uma iniciativa de alguns empresários do ramo que será animado pelas seguintes atrações musicais: sexta (23) – Grupo Quatro e Jazz – sábado (24) – Seresteiros da Vitória – domingo (25) – Roberto Júnior Sax.

Feijoada da ABTV 13ª edição – Abertura oficial do Carnaval da Vitória.

Vem aí um dos eventos mais esperados do pré-carnaval vitoriense! A tradicional Feijoada da ABTV abre com chave de ouro a festa mais animada do ano, reunindo música, cultura e muita alegria.

A programação conta com a apresentação especial da cantora Watusi, além de cantores convidados e o som do frevo da Orquestra Ciclone.

E claro, não vai faltar sabor:
🍲 Feijoada completa
🍉 Mesa de frutas

📍 Local: Gamela de Ouro
📅 Data: 24 de janeiro
⏰ Horário: A partir das 11h

🎟 Pulseira: R$ 30,00 com Eventos Vitória, Seu Kiko Cozinha Regional e com diretores dos blocos associados.

Reúna os amigos, vista sua alegria e venha dar o pontapé inicial no Carnaval da Vitória com muito frevo, tradição e animação!

Informações: (81)98508-4265 Eventos Vitória ou (81)98546-4113 Charles Romão

Feijoada da ABTV
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Assessoria de Imprensa

O setentão Régis do Amendoim….

Figura conhecidíssima na cidade, o empresário Régis do Amendoim, recentemente, completou 7 décadas de vida, diga-se de passagem: bem vividas. Seu aniversário natalício ocorre no dia 16 de janeiro, “colado” com “o dia” do nosso santo Padroeiro (17), Santo Antão. Na última sexta-feira (16), tive a oportunidade de, pessoalmente,  parabeniza-lo pela data.

Longe da santidade, o amigo Régis do Amendoim é, indiscutivelmente,  um sujeito “sangue bom”. Aliás, o mesmo já vivenciou boas histórias,  ocorridas na Vitória de antigamente, no tempo de criança/adolescente, quando batia os quatro cantos da cidade com o seu cesto no braço, vendendo amendoim no retalho…..

Vida longa ao amigo Régis do Amendoim….

Procissão de Santo Antão reuniu católicos antonenses.

Após uma extensa programação religiosa, consagrada ao padroeiro da nossa cidade aconteceu, na tarde do sábado (17),  a tão aguardada Procissão de Santo Antão.

Com percurso definido, os fiéis católicos percorreram as principais vias centrais.

 O 17 de janeiro de 2026 realçou, de forma oficial, a passagem dos 400 anos de fundação da nossa comunidade. Curiosamente, a referida procissão destacou a sua edição de número 401ª, algo que não se coaduna com um raciocínio lógico.

Na ocasião da passagem da procissão pela Praça Diogo de Braga, realizamos registro em vídeo. Veja aqui:

Celso Daniel – por @historia_em_retalhos.

Em 18 de janeiro de 2002, era assassinado Celso Daniel, prefeito de Santo André/SP.

O prefeito foi retirado do seu veículo na região dos Três Tombos, zona sul de São Paulo, tendo o seu corpo sido encontrado dois dias depois na Estrada das Cachoeiras, na altura do quilômetro 328 da Rodovia Régis Bittencourt.

O inquérito da Polícia Civil concluiu que Celso Daniel foi sequestrado, torturado e morto por uma quadrilha que atuava na Favela Pantanal, na zona sul da capital.

Apesar disso, muitas pessoas, entre elas membros de sua família, acreditam que o crime teve motivação política.

Depois da morte de Celso Daniel, pelo menos outras seis pessoas relacionadas ao ex-prefeito foram mortas.

O empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, amigo pessoal do prefeito e que estava em sua companhia no momento do sequestro, saiu ileso, apesar de o carro ter sido crivado de balas.

Sombra morreu em 2016, vítima de câncer.

Ao todo, seis réus foram julgados e condenados, nenhum deles com ligações com partidos políticos.

Trata-se, sem dúvida, de um dos casos policiais e políticos mais polêmicos do início desde século no Brasil.

A quem interessar, recomendo a série “O Caso Celso Daniel”, disponível no Globoplay.

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A terra de Santo Antão: 400 anos de fundação!!!

Celebremos, hoje (17/01/2026), a passagem dos 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão. Mas é importante lembrar que nem sempre a mesma (cidade)  teve a palavra “vitória” como principal identificação.

Terra desbravada pelo português Diogo de Braga, oriundo do Arquipélago do Cabo Verde,  em 1626, mais precisamente da Ilha de Santo Antão, recebeu, de partida, o simpático nome de  “Cidade de Braga”.

Fruto da devoção ao catolicismo, o santo virou o protagonista do lugar: Povoado de Santo Antão da Mata, Freguesia de Santo Antão, Vila de Santo Antão e só a partir de 06 de maio de 1843, virou “Cidade da Vitória”. Uma alusão direta à vitória alcançada na épica Batalha dos Montes Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645.

O curioso para o tempo presente  é que o nome atual – Vitória de Santo Antão – só  foi cravado, definitivamente, a partir de  1º de janeiro de 1944. Ou seja: apenas há 82 anos.

No transcorrer desses 400 anos de história o mundo se transformou. O Brasil deixou de ser apenas uma rica porção de terras nos trópicos para virar um País rico, soberano e próspero.  Na esteira dos acontecimentos nacionais, no alvorecer do século XIX (1812),  quando viramos vila autônoma – Vila de Santo Antão –,  os antonenses, por assim dizer,   começam a tomar conta do próprio nariz.

Constituíram  Câmara de Vereadores, passaram  a contar com ordenamento  jurídico próprio, determinam, também,   o seu código de postura e costumes e assim passam  a ter vida própria.

Nesse contexto, na qualidade de vida coletiva, o local ganhou  ares de metrópole. No comercio, vira uma espécie de locomotiva da região. Instrumento de cidadania e desenvolvimento, a imprensa escrita tornar-se-ia um caldeirão de alavancas. Um “campo santo” público (cemitério), atenderia os clamores da “vida” pós-morte. Mas é a chegada do trem (1886), símbolo do progresso nos quatro cantos do mundo, que a faz conjugar todos os índices de crescimento, ou seja: social, político, cultual e econômico.

Para pontuar dois momentos singulares,  nessa linha imaginária do tempo, nessa auspiciosa data comemorativa, sublinhemos  o pior e o melhor acontecimentos  já vivenciados: pelo lado trágico, o surto da Cólera, no qual parcela expressiva da população foi a óbito, em um curto espaço de tempo. Na outra ponta, respeitando o contexto histórico, exaltamos à visita do Imperador Pedro II, ocorrida em 18, 19 e 20 de dezembro de 1859, fazendo da então “Cidade da Vitória” a capital do Império.

Portanto,  para encerrar essas linhas, que mistura um pouco de tudo, comemoremos,  com “vivas”, à República da Cachaça, aqui, bem  representada pela gigante Pitú.

Redamos nossas homenagens à Vitória de Santo Antão, uma terra que se expressa de maneira plural. Ou seja: conservadora na vida política e  irreverente e criativa na sua festa maior – o Carnaval!!!

Vida Passada… – General João Severiano – por Célio Meira.

Dez filhos deu, à pátria, dona Rosa Maria Paulina Fonseca. Amélia e Emília, foram as filhas. Hermes e Ernesto, que combateu os praieiros, em Pernambuco, governando a Baia, foi marechal; Severino teve baronato de Alagoas; Deodoro proclamou a República; Pedro Paulino governou a província das Alagoas; Hipólito e Afonso Aurélio tombaram em Curupaití; Eduardo Emiliano morreu na batalha de Itororó, e João Severino, médico, professor e escritor, serviu ao Brasil, na paz e na guerra.

Nasceu João Severino na velha cidade das Alagoas, no dia 27 de março de 1836, conquistando, aos 24 anos de idade, mais ou menos, no Rio de Janeiro, a carta de doutor em medicina. Ingressou, em 1862, no corpo de saúde do exército nacional, e dois anos mais tarde, no posto de tenente, acompanhou as forças brasileiras, na campanha do Rio Prata. Marchou, depois, para os campos do Paraguai, e, exposto aos perigos, cumpriu, serenamente, os deveres de patriota e de médico, nas trincheiras,  e nos hospitais de sangue.

Em 1875, esteve na Bolívia, informa um historiador, numa comissão de limites, e regressando ao Brasil, exerceu o cargo de inspetor sanitário do exercito, galgando os postos hierarquia militar. Dedicou-se, também, ao magistério, e ensinou, a partir de 1887, ciências naturais, no Colégio Militar. O regime republicano veio encontra-lo nessa cadeira de mestre.

Era o ilustrado alagoano, a esse tempo, uma das figuras destacadas do Instituto Histórico Brasileiro, e amigo dedicado de D. Pedro II, o Grande Presidente dessa Instituição. Proclamada a República, e irmão de Deodoro, João Severiano, homem de atitudes firmes, e de caráter nobre, na primeira sessão do Instituto, a 29 de novembro de 1889, quando o ex-imperador para o exílio, pronunciou, conta o padre Galanti, estas palavras respeitáveis: “Eu levanto-me aqui, solenemente, para pedir ao Instituto que, no meio de seus arroubos pelos esplendores da mãe-pátria, não se esqueça da gratidão que deve àquele que foi um protetor e pai”.

Alcançou, em 1890, os postos de coronel-médico e de general de brigada, exercendo a chefia do corpo de saúde. Na Constituinte, representou, o Distrito Federal, no senado, ao lado de Eduardo Vandenkolk e de Joaquim Saldanha Marinho. Floriano, em 1982, o reformou. Era o castigo à rebeldia do filho de Dona Rosa, a “Mãe dos Sete Macabeus”. João Severiano assinara o famoso manifesto dos 13 generais. A justiça restituiu-lhe os galões. Voltou ao cargo antigo.

Escritor, geógrafo e historiador, publicou o “Viagem ao redor do Brasil, o índios de Guaporé, o Climatologia de Mato Grosso” e várias monografias de acentuado valor cientifico. Seu estilo era simples, e elevada sua linguagem.

Morreu aos 61 anos de idade. Honrou a Pátria. E a estirpe dos guerreiros das alagoas.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

1ª edição da Corrida Saúde Mental – homenagem a Greidison Nascimento.

Dentro do contexto das comemorações alusivas ao “Janeiro Branco”, movimento que busca alertar, debater e dialogar sobre a saúde mental, individual e coletiva, aconteceu na manhã do domingo (11), a primeira edição da “Corrida Saúde Mental”.

O evento teve como ponto de concentração, partida e chegada o Pátio da Antiga Estação Ferroviária e teve como percurso algumas  vias centrais da nossa cidade.

O ponto alto do evento, por assim dizer, ocorreu por ocasião das palavras do organizador, Cleiton Nascimento, que expressou, entre outras coisas, o sentimento de perda, vivenciado recente, pelo trágico falecimento do seu irmão, Greidison, também idealizador do evento e corredor consagrado, dentro e fora da nossa cidade.

Parabéns a toda equipe organizadora pelo evento.

Carnaval 2026 – Urso Branco realizou seu ensaio no sábado…

Dando sequência aos ensaios de rua, visando o Carnaval 2026, na noite do sábado (10), foi a vez da Agremiação Carnavalesca “Clube Urso Branco” realizar sua prévia.

Saindo do bairro da Mangueira, local que  encontra-se sua sede, o desfile percorreu as vias centrais da cidade. Animado por orquestra de frevo, nossas lentes registraram a passagem pelo Pátio da Matriz. Veja os vídeos:

Corrida Com História – 140 anos da chegada do trem…

Desde o seu surgimento, ocorrido na Inglaterra, no alvorecer do século XIX, o trem, foi sinônimo de desenvolvimento. No Brasil, não foi diferente. O apito da locomotiva, entre outras coisas,  simbolizava futuro, novas oportunidades e segurança.

Na então “Cidade da Vitória” sua operação deu-se inicio a partir do sábado, 09 de janeiro de 1886, há exatos 140 anos. Do Recife, além das autoridades, a imprensa, “homens de negócio” e outros convidados o trem chegou “carregado de expectativa”.

Na cidade, não se falava em outra coisa. Recebidos pelas autoridades locais, um almoço foi realizado no armazém da estação. Muitos fogos, músicas e “vivas” para celebrar aquele acontecimento histórico.

Impactada pelos efeitos da chegada do  trem, nosso lugar se transformou-se numa metrópole. Em todas as áreas – sociais, urbanísticas, econômicas e políticas – a sociedade antonense evoluiu e avançou.

No nosso quadro Corrida Com História de hoje, destacamos a passagem dos 140 anos da chegada da “Estrada de Ferro” em nosso lugar, momento que nos proporcionou a conjugação do verdadeiro sentido do chamado desenvolvimento econômico.

Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DTSTIs6DhrH/?igsh=a294ZW04eGRqemJ2

5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória – 26 de abril….

🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉

🏃‍♂️✨ 5ª Corrida da Vitória – 26 de abril de 2026 ✨🏃‍♀️
Corrida 7km – Caminhada 3km
Concentração às 5h – Largada às 6h

🏆 PREMIAÇÕES

Troféu do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.

Categorias:
* Geral
* Local
* Faixa Etária:
– Até 39 anos
– 40 a 49 anos
– 50 a 59 anos
– 60 a 69 anos
– 70+ anos

Maior equipe:
🏆 Troféu para grupo/assessoria local e visitante.

Sorteio de 2 relógios ⌚️ Garmin para os participantes do evento

⚠️ Não haverá premiação em dinheiro.

📝 INSCRIÇÕES

🌐 On-line: www.uptempo.com.br
📞 Grupos: 81 9 9198-0437
🏬 Presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia, 96 – Matriz – Vitória.

💸 1º LOTE

* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00

Benedito Pereira Caetano – por @historia_em_retalhos.

Todo estudante de Direito já ouviu falar desse caso.

O país vivia a ditadura do Estado Novo (1937).

Em 29 de novembro de 1937, Benedito Pereira Caetano (foto) desapareceu após uma festa em Araguari/MG, carregando consigo 90 contos de réis.

Ele devia a familiares e ninguém o viu partir.

Os últimos a serem vistos com Benedito foram os seus primos Sebastião José Naves e Joaquim Rosa Naves, ambos lavradores, analfabetos, casados e pais de família, que moravam com a mãe viúva, dona Ana, de 66 anos.

O tenente Francisco Vieira dos Santos, conhecido como “Chico Vieira”, assumiu o caso e passou a sustentar que os irmãos Naves haviam matado Benedito para roubá-lo.

Faltava apenas uma confissão.

Presos, Sebastião e Joaquim foram levados a um matagal.

Amarrados nus em um pau de arara, tiveram os corpos untados com mel para atrair abelhas e formigas.

Foram espancados e privados de água e comida.

Sebastião teve dentes arrancados com alicate.

Nada foi suficiente para a desejada confissão.

Diante da resistência, o tenente prendeu a mãe dos irmãos.

Dona Ana foi despida, espancada e violentada sexualmente na presença dos filhos.

Mesmo sob tortura, ela suplicou:

“Não confessem o que não fizeram”.

Após dois meses de suplício, os irmãos cederam.

Joaquim “confessou” em 12 de janeiro e Sebastião em 3 de fevereiro de 1938.

Foram obrigados a encenar uma reconstituição do crime, cavando buracos onde teriam escondido o dinheiro.

Nada foi encontrado.

Não havia arma, corpo, nem dinheiro.

Apenas a falsa confissão.

O caso foi a júri popular e, por duas vezes, os jurados absolveram os dois irmãos.

No entanto, sob a égide da Constituição autoritária de 1937, não se reconhecia a soberania dos veredictos.
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Abusando do autoritarismo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou as absolvições e condenou os dois irmãos a 25 anos de prisão por latrocínio.
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Em 1946, após 8 anos e 3 meses de cárcere, Joaquim e Sebastião obtiveram livramento condicional.
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Joaquim, destruído pelas sequelas das torturas, foi para um asilo, morrendo dois anos depois, aos 41 anos, como indigente.
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Sebastião continuou lutando para provar a sua inocência.
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Recebeu um telegrama com uma pista e viajou até Nova Ponte/MG, acompanhado de um repórter e um policial, encontrando o “morto” dormindo tranquilamente na fazenda do pai.
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Benedito estava vivo.
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Havia fugido das dívidas e vivido 15 anos sob um nome falso.
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Em 1960, o STF reconheceu o direito à indenização por erro judiciário, garantindo reparação a Sebastião e aos herdeiros de Joaquim.
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Isso é o que ocorre quando a tortura vira método de investigação, marca própria das ditaduras.
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A quem interessar, recomendo o filme “O caso dos irmãos Naves”, de Luiz Sérgio Person.
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Fonte: @culturajuridica_oficial

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Vida Passada… – Araujo Torreão – por Célio Meira.

Na terra pernambucana, no dia 25 de março de 1945, nasceu Antônio Augusto de Araujo Torreão. E na cidade de São Luiz, no Maranhão, onde o pai, Basílio Quaresma, exerceu, a partir de 1855, o alto cargo de desembargador, fez o curso de preparatórios. Inclinado à carreira das armas, preferiu o mar à terra firme. Matriculou-se na antiga Academia de Marinha, vestindo a blusa de marinheiro, e mais tarde, aos 23 anos de idade, envergou a farda de gurda-marinha, conta um biógrafo, realizando a bordo da corveta Baiana, viagem de instrução.

Quando em 1864, as forças brasileiras, coadjuvadas por Venancio Flores, el colorado, invadiram o Uruguai, combatendo Aguirre, el blanco esteve, Araujo Torreão, na linha combatentes. E no ano seguinte, desencadeada a guerra do Paraguai, esse pernambucano, de apagada memória, e bravo como o gaúcho Marcílio Dias, pertenceu ao numero dos que bateram, heroicamente, pela honra da Pátria.

Na famosa batalha naval do Riachuelo, travada a 11 de junho de 1865, encontrava-se, Araujo Torreão, no quadro dos oficiais da corveta Mearim. Num dado momento, nessa luta memorável, viu, esse corajoso filho do Nordeste, narra o historiador do Galeria Nacional, um companheiro, defensor de uma peça, rolar no convés, ensanguentado. Rápido, conhecendo a tragédia do seu destino, Araujo Torreão o substituiu, combatendo, sem tréguas, o inimigo perigoso.

Não desmentiu, o filho, a bravura do pai, que quarenta e um anos antes, se batera, ao lado de Pais de Andrade e de Frei Caneca, pela vitória das armas da Confederação do Equador. Firme, inspirado pelo patriotismo, e iluminado pela fé, defendeu, nesse posto de morte, a peça abandonada. E decorrido pouco tempo, teve a mesma sorte do glorioso camarada. Caiu ferido. Tingiu-se vermelho a madeira da embarcação. Sobre essa  arma de guerra correu, espadanado, o sangue pernambucano. E junto desse troféu da Pátria, Araujo Torreão se amortalhou na glória.

Tinha o guarda-marinha de Pernambuco, nesse dia histórico, vinte anos de idade. Era, quase, uma criança.

Recordemos, aos aprendizes de marinheiro do Recife, e aos oficiais da armada brasileira, no dia de hoje, e no Dia do Marinheiro, o nome do guarda-marinha da corveta Mearim, na epopeia naval de Riachuelo.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Carnaval 2026 – Clube dos Motoristas e o “Em Cima da Cama” realizaram seus respectivos ensaios….

Já antecipando o clima carnavalesco, dois “ensaios de ruas” movimentaram a cena, no último final de semana. Na noite do sábado (03), o Clube dos Motoristas – O Cisne -, com uma potente orquestra de frevo, arrastou os brincantes do bairro do Cajá para circular pelas principais vias da cidade.

No domingo (04) à tarde, foi a vez da Agremiação Carnavalesca “Em Cima da Cama”,  juntar os foliões na Praça Dom Luiz de Brito para misturar os ritmos, com muita animação. Na ocasião, fizemos um breve registro, em vídeo, da orquestra de frevo. Veja o vídeo: