Durante todo o dia de ontem – quarta-feira, 14/06/2023 – autoridades e população, de maneira geral, vivenciaram uma dia tenso na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão. Com as fortes chuvas, que caíram continuamente, um conjunto de transtornos foi instalado nos quatro cantos da cidade.
Nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, os internautas postavam os mais variados problemas relacionados às chuvas. Ruas alagadas, moradores registrando suas casas sendo invadidas pelas águas, trânsito parado em alguns pontos, rio e córregos subindo de nível e etc. “Foi sufoco!”
Não obstante à previsão de mais chuvas para o dia de hoje, quinta-feira (15), agora, pela manha (10h) o tempo deu uma trégua. Mas o estado de alerta continua…..
Nossa cidade, sobretudo nas últimas décadas, sofreu um surto de crescimento urbanístico desordenado em que não se seguiu os mínimos critérios técnicos que se requer para um aglomerado populacional do porte do nosso. Entre outras aberrações, muitos espaços verdes foram trocados por apoios políticos, muitas barreiras foram cortadas e cedidas aos “amigos do rei”, “vista grossa” às construções irregulares em ruas e por coma de canais e etc. Tudo isso, hoje, impacta fortemente no cotidiano da cidade.
A fatura de todos esses desmandos, em troca da velha e mesquinha política, no sentido de eleger e reeleger os respectivos filhos e aliados, demora, mas chega. Portanto, roguemos a São Pedro que – segundo a crendice popular – é o todo poderoso que controla as “torneiras do céu”.
Todos temos de ter um objeto de namoro. Às vezes, um animal; às vezes, um livro. Todos temos necessidade de namorar. Às vezes, um trabalho; às vezes, a VIDA.
Já programada para o próximo dia 19 de agosto, a 6ª edição da Festa da Saudade ocorrerá, mais uma vez, no Clube Abanadores “O Leão”. O já tradicional evento se configura numa noite para dançar e ouvir as verdadeiras músicas românticas. NO palco, a sempre vibrante Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Orquestra Super OARA.
Com público cativo, a Festa da Saudade também é um encontro de gerações. Ou seja: famílias inteiras se confraternizando na pista de dança. Portanto, para os interessados, informamos que já iniciamos as reservas e vendas de mesas e camarotes.
Fato inédito no Brasil e no mundo: um santo vereador!
Pois é, acredite se quiser: o santo casamenteiro do dia de hoje é representante perpétuo do parlamento municipal de Igarassu/PE, na região metropolitana do Recife.
Parece brincadeira, mas não é.
O título é real: textos de resoluções da Câmara Municipal referem-se ao santo como “vereador perpétuo”.
Mas, gente, convenhamos: como pagar salário a um santo?
Todo mês uma freira vai à casa legislativa receber em mãos o salário de Santo Antônio, aplicando o dinheiro na manutenção de uma escola e de um orfanato.
E quanto ganha o santo-vereador?
A quantia é de um salário mínimo.
Alguns defendem que Santo Antônio deveria receber o mesmo salário dos demais vereadores!
Justo, né?
Reajuste pra Santo Antônio já!
Pérolas de Igarassu/PE.
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Construídas pelos católicos ainda no século XIX , mais precisamente pela Irmandade das Almas, as “caixas das almas”, como assim ficaram popularizadas, entre outras, tinha a função de facilitar a arrecadação de contribuições e esmolas dos fiéis. Estrategicamente, ficavam as mesmas localizadas às margens das artérias (caminhos) de maior fluxo de pessoas, sobretudos nas entradas e saídas do município. Com o tempo perderam a função e foram desprezadas pelos dirigentes da igreja local.
Das 5 unidades construídas, duas permanecem de pé, uma foi recentemente destruídas pela prefeitura e as outras duas, aparentemente, foram incorporadas ao patrimônio de terceiros. As 2 “resistentes”, por assim dizer, ficam em lugares distintos: uma ao lado do Cemitério São Sebastião e a outra à Rua Melo Verçosa, próxima à Praça Severino Ferrer, também conhecida por “Praça do Fórum”.
Com relação à localizada próxima ao cemitério, devemos sublinhar que a mesma foi construída antes mesmo do cemitério (1875). Aquela localidade, por conta da cruz de madeira que ficava em cima da “caixa das almas” deu origem ao “Sítio Cruz das Almas” que posteriormente nominou à localidade, ali existente.
Portanto, essa é mais uma curiosidade do nosso lugar antonense que retratamos, hoje, dentro do genuíno projeto cultural/esportivo, por nós executado, que atende pelo simpático nome de “Corrida Com História”.
Visando o encontro dançante mais esperado da nossa cidade – Festa da Saudade – amanhã, terça-feira (13), iniciaremos as reservas de mesas e camarotes para o evento. Em mais uma edição, contaremos com a internacional Orquestra Super OARA.
O Dia dos Namorados também é uma ótima oportunidade de aprender, para impressionar a pessoal amada afinal, nem só de presentes se constrói uma relação duradoura. Essa comemoração, é bom que se diga, não ocorre em todos os países na mesma data. Em tempos de mundo globalizado, mensagens instantâneas e conferências “on-line” cuidado para a namorada virtual não ficar sabendo que você não sabe disso.
Pois bem, no Brasil a data comemorativa – Dia dos Namorados – não é tão antiga quanto se pensa. Foi o publicitário João Dória – pai do ex-governador de São Paulo – que, em 1949 (há 74 anos), apresentou uma campanha comercial para empresários varejistas paulistas com a intenção de aquecer as vendas. O dia 12 de junho foi escolhido justamente por ser a véspera do dia de Santo Antônio – santo português com fama de casamenteiro. Daí para frente o movimento cresceu e ganhou o país. Slogan da referida campanha: “não é só com beijos que se prova o amor”.
Assim sendo, no dia de hoje – DIA DOS NAMORADOS – acrescente essa informação e marque – de uma vez por todas – esse dia dos namorados. Tenho a impressão que a esmagadora maioria dos casais não sabem à origem desse dia tão interessante para o comércio e também, evidentemente, para os casais apaixonados.
Gente, por que o Brasil nunca recebeu um Prêmio Nobel, a maior honraria científica, cultural, literária e tecnológica do planeta?
A Argentina tem cinco prêmios.
O Chile tem dois, assim como a Colômbia.
O México tem três. A Guatemala dois.
A Venezuela, um.
Finalmente, o que há com o Brasil?
A nossa lista de injustiçados é extensa:
– Carlos Chagas
– Alberto Santos Dumont
– Dom Hélder Câmara
– Josué de Castro
– Vital Brazil
– Oswaldo Cruz
– Adolfo Lutz
– César Lattes
– Irmãos Villas-Bôas
– Guimarães Rosa
– Carlos Drummond de Andrade
– Jorge Amado
– Chico Xavier
– Herbert de Souza (Betinho)
– Irmã Dulce
– Dom Paulo Evaristo Arns
– Zilda Arns
– Maria da Penha etc.
A resposta, talvez, esteja mais próxima de nós do que imaginemos.
Em 2018, o ex-presidente da Embraer Ozires Silva jantou com três membros do comitê responsável pela indicação dos Prêmios Nobel e lhes indagou o porquê de o Brasil jamais ter ganho a honraria.
No programa Roda Viva daquele ano, Ozires revelou a resposta que lhe foi dada naquela noite, por um dos integrantes, após umas doses de vodca.
O membro do comitê disse o seguinte:
“Vocês brasileiros são destruidores de heróis. Todos os candidatos brasileiros que apareceram, contrariamente aos dos outros países, todo mundo joga pedra do Brasil. Não tem apoio da população. Parece que o brasileiro desconfia do outro ou tem ciúmes do outro, sei lá o que acontece.”
Neste momento três sentimentos me vêm ao coração: dúvida, certeza e gratidão.
Dúvida. Será se sou digno desta honra que me é conferida? Se o for, mais honrada é a instituição que me honra: A Câmara de Vereadores, Casa Diogo de Braga, que a pedido do ilustre vereador Dr. Saulo Barros de Albuquerque que me concede o título de Cidadão Vitoriense. São Tomás de Aquino, na Suma Teológica afirma que a honra se encontra mais no sujeito que confere a honra do que no honrado, pois o que presta a honra é quem é o virtuoso. O honrado participa desta virtude e recebe do que presta a honra um sinal nesta participação.
Certeza. Tenho amigos nesta cidade. Segundo o grande filósofo, Aristóteles, uma tal amizade tem que se basear em uma certa semelhança, que exige um conhecimento mútuo, que não pode ocorrer senão quando tiverem “provado o sal juntos”. E este provar juntos é uma reciprocidade de parceria: Porque a amizade é uma parceria, e tal é um homem para si mesmo, tal é para seu amigo. As ações que aqui foram elencadas, quando estive nesta querida cidade, são frutos de um esforço conjunto para servir o povo vitoriense, principalmente, nas pessoas mais vulneráveis, que o digam os moradores das comunidades de Dr. Alvinho e Primitivo de Miranda. A cidadania exige participação na sociedade e a dimensão mais bela da cidadania é a caridade. Cidadania é participação livre e solidária e ninguém é cidadão sozinho ou apenas para si. Todo cidadão é responsável, pela justiça, liberdade e verdade. Por isso uma Paróquia não vive isolada na sua liturgia, mas dialoga, interage e colabora com todas instâncias da vida socio-cultural do entorno.
Gratidão. O grande orador romano, Cícero, diz “ nenhum dever é mais importante que a gratidão. Na maior parte das outras línguas neo-latinas se agradece no nível intermediário. Ao falar “merci” em francês, “gracias” em espanhol ou “grazie” em italiano, estamos dando uma graça por aquilo que recebemos e, neste sentido, estamos sendo gratos.
Já a formulação portuguesa “obrigado” é a única que expressa o nível mais profundo de gratidão. Quando agradecemos, queremos dizer “fico obrigado perante vós”, então estamos nos vinculando, nos comprometendo a retribuir um favor. Percebemos aqui a singularidade e a beleza do agradecimento de nossa língua. Recordo-me de que o próprio Jesus Cristo, quando um dos dez leprosos curados veio até ele para agradecer-lhe o dom recebido, reclamou: “Apenas este estrangeiro voltou! E os outros nove, onde estão ? ” . E é neste espírito de gratidão, que repito o hino de Nossa Senhora no Magnificat: “A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”.
Portanto, obrigado ao querido Povo Vitoriense, obrigado a todos vocês que se fizeram presentes a esta solenidade honorífica, obrigado à Câmara Municipal, obrigado ao ilustre vereador e amigo, Dr. Saulo Barros de Albuquerque e aos demais vereadores, obrigado ao Executivo e ao Judiciário, aos poderes militares e civis, à Paróquia de Santo Antão ao Vicariato Vitória e ao Instituto Histórico de Vitória-PE. Esta cidade é acolhedora, fraterna e hospitaleira, que Deus a conserve sempre assim. Fiquemos com a graça divina, a proteção de Nossa Senhora da Vitória e a intercessão de Santo Antão Abade para continuarmos a missão de Jesus, que é anunciar o Reino de Deus e promover seu amor no mundo.
Orientados pela professora de geografia do Colégio Militar do Recife, dois alunos (Marcus e Rento) desenvolveram um projeto totalmente sustentável que visa, inicialmente, despoluir as águas dos córregos do grande Recife. Com mais de 10 premiações o projeto, agora, será fruto de apreciação na maior feira do gênero do Mundo, que acontecerá na cidade de Nova York, EUA.
O melhor dessa notícia, por assim dizer, é que um dos alunos envolvidos nesse projeto sustentável, promissor e já bastante premiado é um vitoriense. O jovem Marcus Matheus é nosso conterrâneo e merece todos os aplausos da comunidade antonense. Nesse contexto, desejamos o BOA SORTE para o Marcus, lá, na Terra do Tio Sam.
Após uma marcha de 8km, iniciada hoje, a partir das 5h, os atiradores do nosso Tiro de Guerra foram recebidos na sede do TG por familiares. O evento marcou a conclusão da primeira fase do ano de instrução.
Após concurso interno para escolha dos auxiliares de instrução da turma 2023, vinte atiradores foram promovidos à função de monitor. Na ocasião, todos os atiradores receberam a Boina Verde-Oliva do Exército Brasileiro.
A Solenidade foi comandada pelo Chefe da Instrução do TG 07-004, S.Ten Wagner Pereira Barbosa.
Estando em Paraty, gosto de fotografar à noite, atento ao mais ínfimo do cotidiano da cidade quando dorme, quando a flama do sol está longe de aquecer o céu nublado. Fiz essa Foto numa madrugada de Junho, a estação mais fria do local. Nessa rua morava a divina atriz de Teatro, Maria Della Costa, fui hóspede mais de uma vez de sua famosa pousada. Recordo-me do que ela dizia. Suas palavras davam frescor à alma.
Em recente acontecimento, ocorrido no palco do Parque do Povo, na cidade paraibana de Campina Grande, em que o renomado cantor nordestino, Flávio José, confirmou o encurtamento do tempo do seu show em detrimento ao alongamento da apresentação da atração musical seguinte – um artista estranho à gênesis do forró – apenas ratifica o que vem acontecendo há várias décadas, ou seja: o desmonte silencioso em curso da nossa principal e mais popular manifestação cultural.
Os festejos juninos, evento religioso e profano num só tempo, é uma espécie de perpetuação da satisfação do povo nordestino em comemoração à chegada das chuvas invernosas, no sentido da perspectiva da boa colheita e de um alento à seca que sempre castigou a região. Fé aos santos do mês de junho e o apego inegociável às suas raízes foram, por assim dizer, os principais ingredientes da construção, ao longo de tempo, dessa mais pura manifestação popular chamada São João do Nordeste.
Diz o ditado: “ não se deve fazer cama para os outros deitar”. As nossas festas juninas viraram um grande negócio. Desfigura-las no contexto musical, dando espaço avantajado e sequenciado aos grupos de pagode, ao axé, às voláteis duplas sertanejas e até ao alienígena som eletrônico é simplesmente sepultar os artistas regionais. É deixá-los, apenas, como moldura de uma obra em que os mesmos já foram protagonistas em todos os seus quadrantes.
E o pior dessa verdadeira inversão de valores, vale sublinhar, é que os artistas do lado rico do País (Sudeste e Centro-Oeste) que estão se apresentando no São João do Nordeste, além de muito dinheiro, estão ampliando exponencialmente seus horizontes artísticos justamente no lado empobrecido do País financiados, ironicamente, pelos pacos recursos públicos que deveriam alavancar a cultura nordestina. Ou seja: além de “roubar” a cena musical e subtrair o quinhão financeiro dedicados à cultura nordestina estancam, de maneira impiedosa, o processo de renovação dos novos talentos que estão brotando na região do Rei do Baião.
No meu modesto entendimento, certamente há de haver um grande movimento sincronizado por trás de toda essa megaestrutura, possivelmente “lubrificado” pelo lamaçal da sempre vantajosa corrupção, perpetrado pelos senhores políticos, diga-se: boa parte dos governadores e dos prefeitos da Região do Nordeste.
Basta observar, por exemplo, a grade de apresentação para “suas majestades de fora”, isto é: são milimetricamente pensadas para o encaixe nos programas de televisão, produzindo assim vantagens de toda ordem financeira. Racional seria se toda essa “ginástica logística” fosse para produzir e projetar, ao grande público nacional, os festejos locais (regionais) e, em ato contínuo, os verdadeiros artistas e “donos” da programação junina. Diga-se: as atrações musicais nordestinas!
Pois bem, na música composta por João Silva e J.B. Aquino, gravada, entre outros, pelo Trio Nordestino, Luiz Gonzaga e Elba Ramalho, intitulada de “Pic Plic Plá”, a mesma, ao seu tempo, vislumbrava um futuro privilegiado para o forró, dizendo: “ele veio do fundo dos quintais, hoje é maioral dos palhações, tá valendo milhões….Tá valendo milhões…..O forró tá valendo milhões…..”
O tempo passou…. E como a vida é dinâmica e muita vezes o sistema é perverso, os milhões que deveriam ser investidos no forró para alimentar, no bom sentido da palavra, os artistas que fizeram de suas respectivas vidas um verdadeiro sacerdócio à música genuína da sua região, infelizmente, são “cancelados” no seu próprio terreiro (São João). Portanto, ao mesmo tempo, no sentido figurado e real, lembremos do poeta Flávio Leandro: “Eu não quero enchentes de caridades. Só quero chuvas de honestidade…………..” Viva o São João do Nordeste!!!