Apelidos Vitorienses – COCOTA.

Hoje destacaremos na nossa coluna Apelidos Vitorienses, o motivo pelo qual o senhor Edvaldo João de Almeida é mais conhecido em toda cidade por COCOTA do que pelo próprio nome. Aliás, não custa nada lembrar que o termo “cocota”, no final da década de 70 e inicio de 80,  foi um nome dado para uma dança, que virou moda entre os jovens da época.

Pois bem, foi dentro desse contexto que o senhor Edvaldo João de Almeida foi apelidado por COCOTA, pela turma de jovens do qual fazia parte, juntamente com Manga Rosa e Bolinha. À época, contou-nos o senhor Edvaldo, “a turma se encontrava nas praças para tomar umas e outras e dançar, ao som do ritmo que era moda”.

Disse-nos também o senhor Edvaldo João de Almeida que ele gostava de participar, junto com a turma, das farras nos bares conhecidos da cidade: “Bar do Gilvan”, Restaurante “O Chalé”, Pitú-Lanches e etc. Já no inicio dos anos 80, falou o senhor Edvaldo, os “embalos e danças” também ocorriam nas discotecas dos Clubes Abanadores “O Leão” e Vassouras “O Camelo”, onde também se dançava a chamada “cocota”.

O ritmo saiu de moda, passaram-se décadas, mas o apelido do nosso amigo Edvaldo João de Almeida ganhou força e, atualmente, poucas pessoas na nossa cidade lhe conhece pelo seu nome de batismo. Sendo assim, catalogamos o Cocota, como um vitoriense que também é mais conhecido pelo apelido do que o próprio nome. Veja o vídeo:

Três ano da Lava Jato: se já temos o que comemorar, muito ainda falta para melhorar!!

Hoje, 17 de março de 2017, completam três anos de Operação Lava Jato. Para um país como o nosso – pobre de justiça e rico de impunidade – deve-se comemorar.  Ao passo que a corrupção é sistêmica, como bem apontou vários pareceres jurídicos, qualquer ação no sentido contrário (ao sistema) é bem vinda e sempre deverá ser observada como frutífera.

Como saldo positivo, nesses quase mil e cem dias de intensa atividade – do mal contra o bem – já é possível colher-se dividendos. Credor desse ativo restaurador, em todos os sentidos, por assim dizer, está o povo brasileiro que além de conseguir ser olhado com um pouco mais de respeito, enquanto nação, começa receber, concretamente, parte dos bilhões surrupiados pelos caras que pertencem ao andar de cima da pirâmide financeira e que, em tese, não estariam precisando dessa grana, para resolverem suas vidas.

Num sistema capitalista complexo, onde o poder político – Legislativo, Executivo e Judiciário – em muitos dos casos, trabalham como verdadeiros prestadores de serviços ao capital, sobretudo em nosso países, cuja população vive entretida, a semana inteira,  com futebol, novela e big-brother quebrar a regra histórica – no nosso caso desde à sua invasão, em 1500 –  é algo quase intransponível, principalmente, quando os meios de comunicação de massa também estão participando, em larga escala, do “banquete”.

Nesse turbilhão de interesses, nessa verdadeira rede de promiscuidade política\ financeira\eclesiástica, resta-nos, observadores e atores desse grande palco chamado Brasil, em particular,  Operação Lava Jato, contudo, repudiar os que ideologicamente assumi o papel de vitima e tenta desqualificar o trabalho do recorte de justiça saneadora, representado, neste caso, pelo Juiz Sergio Moro.

Se às 38 fases da operação, se às 89 condenações, se os 10 bilhões recuperados e se os 1.362 anos de condenações lhes parecem muito, para o Brasil que éramos acostumados a enxergar, digo-lhes: são inexpressivos, diante do novelo de corrupção que ainda falta ser passado a limpo, em todas as esferas do Poder Público Brasileiro.

Proprietário da Loja Fantasy, Maderlon Lupercínio, se surpreendeu com a força do carnaval vitoriense.


A origem do uso das fantasias no nosso período momesco vem de longe. Na Grécia, em Roma e no Egito Antigo, as máscaras eram usadas como o “esconderijo” perfeito, para se usufruir da luxúria e dos pecados da carne, sem contrariar as regras do Clero. Já na cidade de Veneza, Itália, em outros tempos, os mais ricos, para participar das festividades em contato com os mais pobres, onde as festas eram consideradas mais animadas, se utilizava das fantasias para cobrir o rosto e cair na gandaia, sem risco de “arranhar” sua reputação. No nosso Brasil – País do carnaval –  o costume deu os primeiros passos no século 19, no Rio de Janeiro, e evoluiu com o passar do tempo, para os focos, onde a festa ganhou contornos próprios.

Pois bem, recentemente, pós-carnaval, conversei com o amigo Maderlon Lupercínio, empresário do ramo de fantasias, há mais de uma década, e que investiu numa loja temática, aqui na cidade.

Sobre o resultado do seu investimento, disse-me ele: “Pilako, eu sou do ramo há tempo, meu foco sempre foi vender em grosso, no Recife e região metropolitana e até para outros estados, mas lhe digo uma coisa: a força do carnaval de Vitória me surpreendeu !! O que produzimos, vendemos. Adereço de cabeça, por exemplo, antes do desfile da Saudade, eu já estava com meu estoque zerado”.

Disse-me ele também que ao contemplar o desfile da Agremiação Carnavalesca ETESÃO, sentiu-se na plateia de um desfile das suas peças, isso porque haviam muitas fantasias,  por ele produzida. Contou-me, inclusive, que seus produtos enfeitaram muitos bailes carnavalescos, aqui e na capital.

Outra coisa que lhe surpreendeu, confidenciou-me, foi a grande demanda de fantasias direcionadas ao público infantil. “Aqui, os pais passam logo cedo a cultura carnavalesca, impressionante!!”. Concluiu Maderlon.

Não obstante a empresa – Fantasy –  produzir também peças para quadrilhas juninas, festas temáticas, bailes de formatura e etc,  o ano todo, para o carnaval 2018, garantiu Maderlon: “estaremos com uma presença mais forte nas festas momescas vitorienses”.

CINECLUBE AVALOVARA: O Sonho de Wadjda

Eis que anunciamos a vocês a primeira sessão do Cineclube Avalovara em 2017! Após uma pausa necessária para respirarmos e organizarmos as ideias, e às vésperas de nosso aniversário de 4 anos (4 anos!!!), exibiremos no próximo dia 19/03 “O Sonho de Wadjda” (Haifaa al-Mansour, 2012) — primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher na Arábia Saudita, um país que (entre tantas outras restrições) só em 2015 permitiu que as mulheres pudessem votar.

É proposital a escolha do filme neste mês dedicado à luta das mulheres no mundo todo pela liberdade e equidade de gênero, dispensando o famoso “feliz dia/mês das mulheres” por gritos de resistência. “O Sonho de Wadjda”, embora desenvolvido de maneira simples, torna-se refinado e fascinante pela abordagem cheia de sensibilidade de Haifaa al-Mansour. O filme é inspirador, um convite à reflexão e ao abraço necessário para continuarmos resistindo.

Está dada a largada para a nossa viagem pelo mundo neste ano em que adotamos uma linha curatorial voltada para produções internacionais de diretoras, diretores e temas diversos, que revelam um pouco mais sobre outros cinemas admirados pela equipe. Vamos juntos? Convide mais um!

O Cineclube Avalovara tem apoio do Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).

SINOPSE
Wadjda tem dez anos de idade, e mora na Arábia Saudita. É uma garota teimosa e cheia de vida. Um dia, após uma disputa com o amigo Abdullah, ela vê uma bela bicicleta verde à venda. Wadjda gostaria de comprar a bicicleta, para superar o colega em uma corrida, mas a conservadora sociedade saudita não permite que garotas subam em bicicleta.

SERVIÇO
Cineclube Avalovara apresenta “O Sonho de Wadjda”
Classificação indicativa: Livre
Data e hora: 19/03/2017 (dom), às 17h
Local: Silogeu do IHGVSA
Entrada Franca

Link para o evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1883369655232914/

Momento Cultural: Assunção da Virgem – por Corina de Holanda

Corina de Holanda

Deve ter sido pela madrugada:
– Em torno da modesta sepultura,
Daquela dentre as puras a mais pura,
Anjos, em graciosa revoada,

Como a medir, de céu, a imensa altura,
Vão de estrelas formando a linda escada
Por onde subiria a Imaculada…
– Jamais se viu tão régia iluminada.

(Se Deus é o Autor de tão custosa tela…).
Rasga a morte seus véus! Eis que esplendente,
Surge Maria, a quem Gabriel conduz.

Astros se apagam diante da mais bela…
E todo o Céu saúda alegremente,
A que trouxe em seu seio a própria Luz.

1969

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 33).

Apelidos Vitorienses: ERALDO BOY

Na coluna Apelidos Vitorienses, hoje, destacaremos o motivo pelo qual o senhor José Eraldo da Silva ficou mais conhecido pela alcunha do que pelo próprio nome. Esse espaço tem como objetivo, entre outros, registrar os apelidos dos vitorienses que ficaram mais conhecidos pelo nome social do que pelo nome de batismo.

Contou-nos o senhor José Eraldo da Silva que quem o “registrou” com o nome social de Eraldo Boy foi o senhor Soares, contemporâneo das “farras e embalos”, ocorridos  na nossa cidade.  Jose Eraldo, que trabalhou com o pai dos nove aos vinte e quatro anos, no segmento de “venda de prestação”, juntamente com o Eraldo Alexandre,  faziam parte do mesmo grupo de jovens.

Para sanar as dúvidas, geradas por existir dois “Eraldos” no mesmo grupo, Soares resolveu apelida-los. Eraldo Alexandre virou “Eraldo Caninha” e José Eraldo da Silva virou “Eraldo Boy”. O “Boy”, contudo,  surgiu justamente pelo estilo “playboy” do José Eraldo que já naquela época – inicio da década de 70 – desfilava com um jeep (59) com rodas de “Talas Largas”- uma novidade para aquele tipo de veiculo.

Portanto, eis aí, o motivo pelo qual o senhor José Eraldo da Silva ficou mais conhecido na nossa cidade pelo apelido do que pelo próprio nome. Eraldo Boy, hoje,  já é um coroa com mais de seis décadas, mas continua – pelo menos no nome – o mesmo “BOY” de antigamente, como ele mesmo afirma. Veja o vídeo:

Atenção COMPESA: o mesmo problema, no mesmo local!

O problema é recorrente. Tempos atrás postamos matéria falando dessa mesma situação, aliás até um protesto – com queima de pneu – foi realizado na localidade, para chamar a atenção da COMPESA, pela falta de iniciativa, naquela ocasião.

Agora, desde o inicio da semana, os transeuntes que circulam pelo entorno da Praça da Restauração, Colégio 3 de Agosto, Antiga Estação Ferroviária e Praça Leão Coroado estão sendo obrigados  a colocar, literalmente, o pé na água com bosta.

Portanto, mais vez: ATENÇÃO COMPESA!!! O problema existe, é recorrente e está esperando uma solução,  desde o inicio da semana…

Momento Cultural: A DANÇA DO VENTO – Por Valdinete Moura

A dança do vento frenética não pára. E nessa
alucinação me envolve o corpo que treme e se
arrepia. Me desmancha os cabelos que entram
pelos olhos e penetram em minha boca, buscando
beijos úmidos de amor.

E o vento louco passa levando tudo para longe.
Tudo menos essa ânsia imensa, esse desejo
Insano de carícias e afeto.

O vento passa e leva tudo. Tudo mas deixa em
meu corpo a certeza da saudade e a imensidão
do desejo.

“Voz Interior”

Maria Valdinete de Moura Lima, filha de Manoel Severino de Lima e de Lindalva de Moura Lima, nasceu em Vitória de Santo Antão. Bacharela e Licenciada em Letras. Professora de Português da Faculdade de Formação de Professores da Vitória de Santo Antão. Poetisa e contista, tem um livro publicado VOZ INTERIOR – 1986. Tem vários prêmios, entre os quais: José Cândido de Carvalho, contos: Jeová Bittencourt, contos, menção honrosa (Araguari, MG). Concursos promovidos pelo “Timbaúba Jornal”, contos e poesia. É membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.