Três ano da Lava Jato: se já temos o que comemorar, muito ainda falta para melhorar!!

Hoje, 17 de março de 2017, completam três anos de Operação Lava Jato. Para um país como o nosso – pobre de justiça e rico de impunidade – deve-se comemorar.  Ao passo que a corrupção é sistêmica, como bem apontou vários pareceres jurídicos, qualquer ação no sentido contrário (ao sistema) é bem vinda e sempre deverá ser observada como frutífera.

Como saldo positivo, nesses quase mil e cem dias de intensa atividade – do mal contra o bem – já é possível colher-se dividendos. Credor desse ativo restaurador, em todos os sentidos, por assim dizer, está o povo brasileiro que além de conseguir ser olhado com um pouco mais de respeito, enquanto nação, começa receber, concretamente, parte dos bilhões surrupiados pelos caras que pertencem ao andar de cima da pirâmide financeira e que, em tese, não estariam precisando dessa grana, para resolverem suas vidas.

Num sistema capitalista complexo, onde o poder político – Legislativo, Executivo e Judiciário – em muitos dos casos, trabalham como verdadeiros prestadores de serviços ao capital, sobretudo em nosso países, cuja população vive entretida, a semana inteira,  com futebol, novela e big-brother quebrar a regra histórica – no nosso caso desde à sua invasão, em 1500 –  é algo quase intransponível, principalmente, quando os meios de comunicação de massa também estão participando, em larga escala, do “banquete”.

Nesse turbilhão de interesses, nessa verdadeira rede de promiscuidade política\ financeira\eclesiástica, resta-nos, observadores e atores desse grande palco chamado Brasil, em particular,  Operação Lava Jato, contudo, repudiar os que ideologicamente assumi o papel de vitima e tenta desqualificar o trabalho do recorte de justiça saneadora, representado, neste caso, pelo Juiz Sergio Moro.

Se às 38 fases da operação, se às 89 condenações, se os 10 bilhões recuperados e se os 1.362 anos de condenações lhes parecem muito, para o Brasil que éramos acostumados a enxergar, digo-lhes: são inexpressivos, diante do novelo de corrupção que ainda falta ser passado a limpo, em todas as esferas do Poder Público Brasileiro.

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