O Tempo Voa: Peleda entre amigos

Arquivo Joel Neto

Joel Neto Carneiro Ou turma boa quantos momentos especiais amiga Maria Das Graças Arruda da Silva estes que estão de pé na foto da esquerda para direita Edmundo,Jaiminho, Amauri, Paulo Coelho, Humberto,Joel Neto,Ritinha e Valdemar Lino Chaves, na parte de baixo o primeiro não lembro o nome,logo depois Rinaldo,Fernando Freire, Roberto Sotero,Constantino Maranhão e Jorge.

Meus 50 anos: comecei a segunda metade da vida!!

Hoje, 26 de dezembro, completo vários ciclos natalícios. Mais um ano, mais uma década e o primeiro meio século de existência! Idade, assim como quase tudo na vida, é uma questão de referência. Para quem tem quinze anos, cinquenta parece ser um fardo pesado. Mas para quem já rompeu a barreira dos oitenta, voltar ao meio século da caminhda lhe sugere um mergulho num favo de mel.

Minhas primeiras lembranças, relacionada à comemoração de um aniversário de cinquenta anos, me remete ao longínquo ano de 1978. Nesse tempo, na qualidade de criança, com apenas uma década de vida, participei de duas festas “cinquentenárias”. A primeira foi a de “Seu” Aluízio Ferrer e a segunda a do meu pai, Zito Mariano.

Na do “Seu” Aluízio, ocorrida aonde é hoje a sua residência, quando ainda estava em construção, ao final da festa, os convidados da “corriola” foram “jogados”, literalmente,  num tanque com água. Papai foi contemplado com a “honraria”.

Comemorado no Antigo Restaurante “Recanto Gaucho”, os cinquenta anos de papai, para mim, foi inesquecível. Naquela ocasião, entre outras descobertas, pela primeira vez,  fui ao microfone, no meio do salão, para ler algumas linhas. As mesmas foram escritas pelo meu tio Inocêncio. Falei bonito!! Atualmente, só lembro a frase final: “tenho dito”.

Envelhecidos estarão, contudo, todos os cinquentenários que se acharem detentores do amplo conhecimento do mundo. Imagino, porém, que a constante curiosidade nos permite manter viva a criança que habita dentro de todos nós. Novos aprendizados e constantes reflexões talvez seja o caminho mais acertado para angariarmos mais vitórias do que derrotas. Aprender  com os próprios erros, suponho,  será sempre a forma infalível e mais segura,  rumo ao estado da perfeição – se é que esse danado existe!

Aliás, é bom que se diga: ainda não foi inventado o manual ou um aplicativo para a chamada “Vida Infalível”. Muitos até trilham, açodadamente, na busca pela felicidade, mas, muita vezes,  esquecem de curtir o caminho,  sem tempo de estacionar no trajeto, para contemplar a paisagem ou curtir o clima, algo,  aliás,  que nunca mais terão a chance de reviver.

Chego, portanto, na adolescência da velhice (como muito dizem) entusiasmado com a vida e espero, daqui pra frente, viver cada nova fase com sabedoria, equilíbrio, sensatez e muita saúde. Evidentemente que não deverá faltar lucidez. Um pouco de magia e nostalgia também serão bem vindos,  isto é: não haverá de haver contra indicações!

De resto, com efeito, espero poder continuar vivendo e contribuindo com tudo que participo, sobretudo no seio da familiar e no contexto social da Vitória de Santo Antão,  até porque O CENTRO DO MEU MUNDO É A MINHA CIDADE.

Fim de Semana Cultural:
Poeminha de burburinho (poesia) – Por Di Ozzi Candido

Foto: APublica.org

Laranjas é um real!
Olha a pipoca: tem salgada e doce!
Vamos levar tia, os morangos são do dia
uma trouxa é três se levar duas faço por cinco!

Joãozinho toca a bola pra mim!
Joãozinho, cuidado com o Tiago logo atrás d’ôce!

Corre, menino! Vai te lavar que o angu
já tá na mesa: pra não esfriar.
Lava somente o focinho e os pés pra não gastar muita água

Será que sou castigado ou bendito?
(Pensa o poeta, atormentado, ouvindo a voz do mundo)
E em seguida verte uma lágrima
Perplexa, humana, compadecida
Uma lágrima para a altura que é viver
Parece até Deus

A vida, como se fosse o mundo inteiro, ladra em seu peito
em sussurros que são gritos mansos.
– A poesia não me deixa em Paz!
(Conclui sorrindo interiormente: para não parecer mesquinho).

Di Ozzi Candido é escritor e poeta,

Você também é escritor, poeta ou compositor vitoriense? Envie o seu texto para ser publicado no fim de semana cultural. E-mail: contato@blogdopilako.com.br

E o Natal chegou…

Hoje, sexta-feira, 22 de dezembro de 2017, praticamente, começa mais um Natal. Data muito aguardada. O Natal, a cima de tudo, é simbologia, é magia, é esperança. O Natal, evidentemente, não muda ninguém. O que muda são as nossas percepções.

O papai Noel, figura caridosa e emblemática para a criançada, atenua e mascara a frieza e voracidade do capitalismo. Afinal, o presentinho do Natal aproxima as pessoas e o amigo secreto nunca poderá ser esquecido.

Os ensinamentos do carpinteiro Jesus Cristo continuam a espera de uma religião que possa abraça-los por completo, aliás, nos transcorrer dos tempos os mesmos continuam sendo desfigurados e adaptados ao “gosto do freguês”.

Como era bom acreditar que no Natal a festa seria para todos! Como era confortável imaginar que  no Ano Novo o Mundo seria realmente um “mundo  novo”. Diz um clássico musical nacional, do sempre lembrado Ataulfo Alves, que diz: “ eu daria tudo que eu tivesse, pra voltar aos dias de criança, eu não sei pra que a gente cresce, se não sai da gente essa lembrança”.

UM BOM NATAL A TODOS OS INTERNAUTAS!!!

Luciano Cell: aconteceu comigo…

Até hoje pela manhã, confesso, não sabia, exatamente, aonde era o ponto comercial da Empresa Luciano Cell. Tanto que, para chegar lá, perguntei a um mototaxistas conhecido. Não obstante já haver escutado muita propaganda da referida empresa.

Pois bem, com um problema repentino no meu celular, desde o início da tarde de ontem (21), onde o mesmo “se apagou” e, quando ligado novamente tornava a se apagar, fiquei, literalmente,  “no mato sem cachorro”. “Problemas novos”, surgido de um tempo prá cá, ou seja, em função da nossa “Era do Tecnocentrista”.

Sou um consumidor com pouquíssimo apetite pela compra impulsiva e, muito menos, compulsiva. Não sei se é um defeito ou uma qualidade. Com relação ao aparelho celular não poderia ser diferente. O meu, por exemplo, já estar comigo há quarenta meses e não tenho planos, nem tão cedo,  para troca-lo por outro “mais potente e moderno”.

Diante do meu repentino problema restou-me, apenas, ir ao comércio para tentar resolve-lo. Antes, porém, de chegar à Empresa Luciano Cell estive numa outra do mesmo ramo. Lá, o rapaz que me atendeu, sem dá a atenção devida, uma vez que teclava no seu zap, disse-me, de maneira fria e distante, tal qual um médico repugnado com o seu paciente: “não mexemos com Iphone”.

Diante da negativa, dirigi-me, então para a assistência da Luciano Cell. Chegando lá, ao contrario do primeiro atendimento, uma moça me atendeu com atenção. Após minhas explicações, retratando o “repentino problema”, ela fez um rápido diagnostico: “deve ser a bateria”. Perguntei sobre o custo e ela falou-me que seria R$ 100,00, mas se fosse com pagamento à vista sairia por R$ 80,00. Sem pestanejar, autorizei o serviço,  dizendo que iria ficar esperando.

Com menos de dez minutos a mesma moça (não perguntei o seu nome) chegou com o meu aparelho funcionando normalmente. Disse-me ela: “não foi preciso trocar a bateria. O defeito era por que ela estava desconectada”. Eu, não deixei por manos, fiz questão de pagar pelo serviço. Ela, então, me cobrou apenas R$ 20,00.

Com o meu “repentino problema” resolvido, sai de lá satisfeito. Na qualidade de consumidor, invariavelmente, somos tão falantes e “justos” para difamar as empresas  que não cumprem  corretamente suas obrigações, mas, ao mesmo tempo, somos tão econômicos para elogiar as boas ações e parabenizar pelas práticas  leais  e honestas, quando praticada por essas mesmas empresas.

Diz uma máxima: “ser honesto não é nenhum favor, é uma obrigação”. E é verdade!! Mas não custa nada falarmos e recomendarmos aos outros as atitudes que nos surpreendeu e que, infelizmente, sobretudo,  no mundo das prestações de serviços, o que deveria ser uma regra, passou a ser a exceção. Parabéns para Empresa Luciano Cell!!

Sorteio: quer ganhar um kit da SAUDADE?

Com uma pitada de sorte e muitos contatos no facebook o internauta folião da SAUDADE poderá garantir o seu kit, para desfilar conosco, na segunda-feira (12) de carnaval, “puxado” pela  Orquestra Super Oara ao som do Trio Asas da America.

Para tanto, basta ficar ligado! Siga a pagina da SAUDADE no facebook, marque dois amigos nos comentários. Quanto mais comentários, mais chance de ganhar! O sorteio acontecerá no próximo dia 30. Boa Sorte!!!

Já com relação à sugestão da SAUDADE, para o presente do amigo secreto ou até mesmo o tradicional presente de Natal, segue a imagem abaixo: POR QUE NUM PRESENTEAR UM KIT DA SAUDADE?

https://www.facebook.com/asaudadetanarua/

Momento Cultural: Arrepios – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

Despercebidos

E inocentes

Lá vem os arrepios

Mexer com a alma da gente

Outra vez as sensações

A vontade de um carinho

Mais profundo

De um beijo guardado

De saudade do mundo

Que vivemos conscientemente

E que fica para sempre em nossas lembranças

Entre sussurros, recordo momentos

E não me arrependo

De atos ou fatos vividos

Mesmo que loucos ou transgredidos

Pois meu corpo em sintonia

Agradece ao teu em constante harmonia

E talvez por pura teimosia

Não paro de te amar

E de sentir tua falta

Não tenho pressa

Tenho calma

Quero conhecer não só teu corpo

Mas tua alma

Para isso, te imploro,

Me beija, teu beijo é um presente

Que adoro

E o teu abraço

Deixa meu corpo ardente

Te amando sem cansaço

Um beijo amado

Que vai subindo e vai descendo

Desliza no meio das nádegas

Sobe pelas costas

Até encontrar tua nuca

Teus cabelos afastando

Tuas orelhas volteando

Arrepiando e buscando

Teus lábios entreabertos

Com essa sede de viver

Aguenta, coração

Experimenta a sedução

Tenta e atenta

Nessa total imensidão

Abusa

Elambuza

Tiro a roupa

Te deixo louca

Sua

Suor salgado

Sal impregnado

Tua pele na minha

Minha carne na tua

Em meus lábios

Me matas a sede

Na fonte dos teus prazeres

Sede de meu tesão

Pura transgressão

Teu sexo

No meu sexo

Infringindo preconceitos

Ou regras

Braços e abraços

Bocas e línguas

Desejos hostis

Deixa correr

Deixa rolar

Na cama ou na lama

Na vontade de te amar

Vamos

Agora a sempre

Amar pensando no mundo

Um você e eu, juntos

Um gozo que seja profundo

No amor em um corpo único…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 19).